Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q2586042 Português

Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:


Em um mundo que passa por constante transformação em decorrência das mudanças climáticas, as cidades-esponja podem ser a saída para enfrentar climas extremos, com chuvas intensas e secas duradouras. Cidade-esponja é um conceito de cidade sensível à água, remetendo à situação na qual a mesma possui a capacidade de deter, limpar e infiltrar águas usando soluções baseadas na natureza. A China se tornou um dos países que mais investe em cidades-esponja desde 2012, quando uma grave enchente matou cerca de 80 pessoas em Pequim. Atualmente, a capital chinesa possui uma área de 150 hectares criada para absorver a água pluvial. Vale ressaltar que as cidades-esponja não ajudam somente no caso de enchentes. Elas também funcionam combatendo as ondas de calor, graças às suas áreas verdes. No Brasil, nenhuma cidade adotou ainda os pilares que fazem uma cidade ser “esponja”. Metrópoles como a capital São Paulo ou Belo Horizonte, em Minas Gerais, por exemplo, têm bolsões para conter o excesso de água das chuvas (os piscinões) ou áreas permeáveis, mas nenhuma delas segue os critérios completos que unem o urbano ao meio ambiente de forma sustentável.


Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/05/cidades-esponja-na-china-e-no-resto-do-mundo-saiba-onde-essas-metropoles-inteligentes-ja-existem.

Na frase Elas também funcionam combatendo as ondas de calor, o vocábulo também pertence à classe gramatical dos:

Alternativas
Q2585721 Português

CFM estabelece regras para reduzir riscos aos pacientes durante mutirões de cirurgias eletivas


O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou critérios para a realização dos chamados “mutirões” de cirurgias eletivas e de procedimentos invasivos. A partir de agora, eles deverão contar com um coordenador técnico médico, com registro na especialidade do procedimento, o qual será o responsável para que as regras de segurança e sanitárias sejam atendidas. A regulamentação está prevista na Resolução CFM nº 2.371/2023, publicada no Diário Oficial da União.


(Disponível em: https://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/cfm-estabelece-regras-para-reduzir-riscos-aos-pacientesdurante-mutiroes-de-cirurgias-eletivas/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)


Entre as palavras em destaque no texto acima, aquela que é classificada como pronome é:

Alternativas
Q2585200 Português

Assinale a alternativa em que a sentença apresentada está correta quanto à colocação pronominal.

Alternativas
Q2585196 Português

Considere a seguinte sentença, retirada de obra de Clarice Lispector: “A palavra é meu domínio sobre o mundo” Quanto às categorias gramaticais, no contexto apresentado, as palavras “meu”, “domínio” e “sobre” classificam-se, respectivamente, como:

Alternativas
Q2585190 Português

Astrônomos detectam mais distante rajada de rádio já vista no Universo


Fenômeno é uma das explosões de rádio mais energéticas já observadas e sua origem longinqua foi decifrada por cientistas utilizando o Very Large Telescope (VLT)


O Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, detectou a mais distante rajada rápida de rádio (em inglês, fast radio burst, ou FRB) já registrada no Universo. O feito foi relatado nesta quinta-feira (19) na revista Science.

A explosão de ondas cósmicas foi tão veloz que durou menos de um milissegundo. Apesar da duração muito curta, a rajada liberou uma energia impressionante, equivalente à emissão total do nosso Sol ao longo de 30 anos. Isso faz dessa FRB uma das mais energéticas já observadas.

A explosão, chamada FRB 202206104, foi observada primeiramente em junho de 2022 pelo telescópio de rádio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), na Austrália, e superou o recorde de distância em 50%.

“Usando a matriz de pratos do ASKAP, conseguimos determinar precisamente de onde veio a explosão”, diz Stuart Ryder, astrônomo da Universidade Macquarie na Austrália e coautor do estudo, em comunicado. “Em seguida, usamos o VLT no Chile para procurar a galáxia de origem, encontrando a mais antiga e mais distante do que qualquer outra fonte de FRB até agora, e provavelmente dentro de um pequeno grupo de galáxias em fusão.”

Essa galáxia de origem da rajada está tão distante que sua luz levou 8 bilhões de anos para nos alcançar. A descoberta confirma que as FRBs podem ser usadas para medir a “matéria perdida” entre as galáxias, fornecendo uma nova maneira de “pesar” o cosmos.

Segundo o colíder do estudo, Ryan Shannon, professor na Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, mais da metade da matéria do Universo falta nos cálculos que consideram somente os átomos dos quais nós somos feitos. “Acreditamos que a matéria ausente está escondida no espaço entre as galáxias, mas pode ser tão quente e difusa que é impossível de ver com técnicas normais”, ele explica.

Encontrar FRBs distantes, portanto, é fundamental para medir com precisão a matéria ausente do Universo, como demonstrado pelo falecido astrônomo australiano Jean-Pierre Macquart em 2020. O cientista é autor da relação de Macquart, que prevê que, quanto mais distante uma rajada rápida de rádio estiver, mais gás difuso ela exibe entre as galáxias.

“Algumas FRBs recentes pareciam quebrar essa relação”, conta o pesquisador. “Nossas medições confirmam que a relação de Macquart se mantém além da metade do Universo conhecido”, completa.

Até o momento, cerca de 50 FRBs foram identificadas, com quase metade delas sendo detectadas pelo ASKAP. “Embora ainda não saibamos o que causa essas explosões massivas de energia, o artigo confirma que as FRBs são eventos comuns no cosmos e que podemos usá-las para detectar a matéria entre as galáxias e entender melhor a estrutura do Universo”, diz Shannon.


Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/noticia/2023/10/astronomos-detectam-mais-distante-rajada-de-radio-ja-vista-no-universo.ghtml>

Assinale a alternativa em que, no excerto apresentado, a palavra “que” atua como pronome relativo.

Alternativas
Q2585153 Português

Analise as sentenças a seguir quanto aos empregos das formas pronominais referentes à primeira pessoa do plural:

I. Ele nos viu e acenou.

II. Nós o encontramos ontem à noite.

III. O mal também pode existir dentro de nós.

Nas sentenças dadas, ocorre o pronome pessoal de primeira pessoa do plural em forma oblíqua apenas em:

Alternativas
Q2585150 Português

Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:

I. Em se tratando de um caso delicado, estou disposto a ajudar.

II. Neste lugar não há pessoas que nos querem bem.

III. Reservou as quartas-feiras para o ajudar com a tarefa de casa.

A(s) sentença(s) que apresenta(m) condições que permitiriam também a ênclise é (são) apenas:

Alternativas
Q2585141 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 9.

Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos


Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra

Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.

Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.

Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado.

“Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.

Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.

“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.

Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.

Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.


Revista Galileu. Disponível em<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder às questões de 7 a 9:

“O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

No contexto apresentado, o vocábulo “o”, em destaque, desempenha o papel gramatical de:

Alternativas
Q2584860 Português

Leia o texto a seguir:


Cansado depois de uma reunião online?

Cientistas descobrem o que causa fadiga e como evitá-la


Estudo da Universidade de Galway confirma que pessoas se sentem mais cansadas após videoconferências


Desde a pandemia de Covid-19, o aumento das reuniões virtuais e interações pelas telas deram espaço para um novo problema social: o cansaço causado pelas videochamadas, lives e outros modelos de conferências virtuais que os especialistas chamaram de “fadiga do Zoom”, em referência a um dos programas mais utilizados para essa finalidade.

Um estudo feito por acadêmicos da Universidade de Galway, na Irlanda, confirmou essa tendência e descobriu que as pessoas que participam dessas reuniões ficam ainda mais cansadas quando conseguem se ver na tela. Conduzida pelo professor Eoin Whelan, da Escola de Negócios e Economia, a análise foi feita por meio do monitoramento eletroencefalográfico (EEG) de 32 voluntários, sendo 16 homens e 16 mulheres, que participaram de uma reunião Zoom ao vivo, com o modo de autovisualização ativado e desativado em momentos diferentes.

Por meio do EEG, aparelho que registra a atividade espontânea no cérebro usando eletrodos colocados na cabeça, foi observado que os níveis de fadiga eram bem maiores durante os momentos em que os participantes podiam ver a própria imagem.

De acordo com estudos anteriores, baseados em relatos pessoais extraídos de entrevistas e questionários abertos, as mulheres experimentariam mais fadiga do Zoom do que os homens. Entre os principais motivos pensados para explicar essa diferença de gênero, os pesquisadores destacavam a maior autoconsciência que as mulheres têm da sua aparência quando se olham em um espelho.

No entanto, a pesquisa da Universidade de Galway contradiz as conclusões alcançadas no passado ao constatar que não foram captadas diferenças significantes no nível de fadiga neurofisiológica entre homens e mulheres.

Em um comunicado publicado no site da universidade, essas descobertas são celebradas como fundamentais para o estabelecimento de boas práticas para proteger o bem-estar dos funcionários na era do trabalho híbrido e remoto. — Nosso estudo mostra que a sensação de cansaço que você sente durante as videochamadas é real, e ver seu próprio reflexo torna tudo ainda mais cansativo. Simplesmente desligar a imagem espelhada pode ajudar a compensar o cansaço em reuniões virtuais — afirma Whelan.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/04/22/cansado-depois-de-uma-reuniao-online-cientistas-descobrem-o-que-causa-fadiga-e-como-evita-la. ghtml?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em 27 abr. 2024.

Em “Desde a pandemia de Covid-19, o aumento das reuniões virtuais e interações pelas telas deram espaço para um novo problema social” (1º parágrafo), a palavra destacada é classificada como:

Alternativas
Q2584594 Português

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, Identifique a opção correta;

Alternativas
Q2584536 Português

'São competentes técnicos, ......... opinião não podemos prescindir.”


A alternativa que preenche corretamente a lacuna dessa frase é:

Alternativas
Q2584295 Português

Leia o poema a seguir para responder às questões de 12 a 15.


Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!


Mario Quintana

O pronome em “querê-las” se refere a:

Alternativas
Q2584289 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 11.


Eu, Tarzan


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai. Todos conhecem a história — pelo menos todos os que, como eu, devoravam os livros do Tarzan. Lord e Lady Greystoke são abandonados por marinheiros amotinados em algum ponto da costa oriental da África.

Constroem uma casa sobre árvores na qual colocam seus pertences, inclusive os livros do lorde, e dentro da qual a lady dá à luz um filho. Os pais morrem pouco depois do nascimento da criança, que é criada por orangotangos. Um dia o jovem Tarzan resolve examinar o interior da cabana onde nasceu e descobre os livros do pai. Através de um processo de associações e deduções, Tarzan aprende a ler e a escrever, sozinho, não fosse ele um aristocrata.

O autor dos livros do Tarzan, Edgar Rice Burroughs, acreditava que, mesmo criado por orangotangos, um lorde inglês era um lorde inglês, dotado de um intelecto superior, e isso bastava para explicar a sua incrível autoalfabetização. Mas sempre achei que foi muita sorte do Tarzan seu pai não ser, por exemplo, um latinista.

Tarzan aprendeu inglês nos livros deixados pelo pai e pôde comunicar-se com outros humanos com facilidade desde o seu primeiro encontro com a civilização. Mas, e se tivesse aprendido latim? Não conseguiria se comunicar com ninguém, salvo pessoas que sabem latim. Pessoas, reconhecidamente, pouco tolerantes com as limitações alheias, e está aí — ou melhor, está lá, no passado — meu professor de latim que não me deixa mentir.

— Esse Tarzan, francamente. É um selvagem!

— Sei o que você quer dizer. Esse seu hábito de comer carne crua com as mãos, rosnando, o sangue escorrendo pelos cantos da boca...

— Não, não. Isso eu nem tinha notado. Mas ele é fraquíssimo nas declinações!

Enfim, a história de Tarzan e do seu aprendizado é uma boa metáfora para a importância de uma biblioteca, e de uma biblioteca adequada, na Educação. E também sugere a importância do fortuito na vida das pessoas. Pois como seria se, em vez dos livros que ajudaram Tarzan a descobrir coisas básicas — como o nome de tudo e o fato de que ele era um homem e não um animal —, ele tivesse descoberto grossos tomos filosóficos na cabana? Pode-se imaginar até o primeiro diálogo entre Tarzan e sua futura companheira.

— Eu, ser ontológico enquanto entidade histórica, você, Jane.

Não, Tarzan descobriu nos livros deixados pelo pai o que toda biblioteca deve ser, uma mistura do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos conhecer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:


I. “Não conseguiria se comunicar com ninguém”.

II. “É o lugar onde começamos a nos conhecer.”


As palavras “se”, “ninguém” e “nos”, que ocorrem nas sentenças dadas, são, respectivamente, pronomes dos tipos:

Alternativas
Q2584288 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 11.


Eu, Tarzan


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai. Todos conhecem a história — pelo menos todos os que, como eu, devoravam os livros do Tarzan. Lord e Lady Greystoke são abandonados por marinheiros amotinados em algum ponto da costa oriental da África.

Constroem uma casa sobre árvores na qual colocam seus pertences, inclusive os livros do lorde, e dentro da qual a lady dá à luz um filho. Os pais morrem pouco depois do nascimento da criança, que é criada por orangotangos. Um dia o jovem Tarzan resolve examinar o interior da cabana onde nasceu e descobre os livros do pai. Através de um processo de associações e deduções, Tarzan aprende a ler e a escrever, sozinho, não fosse ele um aristocrata.

O autor dos livros do Tarzan, Edgar Rice Burroughs, acreditava que, mesmo criado por orangotangos, um lorde inglês era um lorde inglês, dotado de um intelecto superior, e isso bastava para explicar a sua incrível autoalfabetização. Mas sempre achei que foi muita sorte do Tarzan seu pai não ser, por exemplo, um latinista.

Tarzan aprendeu inglês nos livros deixados pelo pai e pôde comunicar-se com outros humanos com facilidade desde o seu primeiro encontro com a civilização. Mas, e se tivesse aprendido latim? Não conseguiria se comunicar com ninguém, salvo pessoas que sabem latim. Pessoas, reconhecidamente, pouco tolerantes com as limitações alheias, e está aí — ou melhor, está lá, no passado — meu professor de latim que não me deixa mentir.

— Esse Tarzan, francamente. É um selvagem!

— Sei o que você quer dizer. Esse seu hábito de comer carne crua com as mãos, rosnando, o sangue escorrendo pelos cantos da boca...

— Não, não. Isso eu nem tinha notado. Mas ele é fraquíssimo nas declinações!

Enfim, a história de Tarzan e do seu aprendizado é uma boa metáfora para a importância de uma biblioteca, e de uma biblioteca adequada, na Educação. E também sugere a importância do fortuito na vida das pessoas. Pois como seria se, em vez dos livros que ajudaram Tarzan a descobrir coisas básicas — como o nome de tudo e o fato de que ele era um homem e não um animal —, ele tivesse descoberto grossos tomos filosóficos na cabana? Pode-se imaginar até o primeiro diálogo entre Tarzan e sua futura companheira.

— Eu, ser ontológico enquanto entidade histórica, você, Jane.

Não, Tarzan descobriu nos livros deixados pelo pai o que toda biblioteca deve ser, uma mistura do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos conhecer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir para responder às questões 5 e 6:


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai.


As palavras “inverossímeis” e “fascinantes”, que ocorrem no excerto apresentado, pertencem à classe gramatical:

Alternativas
Q2584238 Português

Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a colocação pronominal é do tipo mesóclise.

Alternativas
Q2584227 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 8.


A nova espécie de mamífero descoberta por cientistas no Peru


Uma nova espécie de cervo foi encontrada no norte do Peru: o Pudella carlae ou pudu da selva peruana. Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu, um pequeno cervo de pele escura que habita grandes territórios da Argentina à Colômbia. Até onde se sabia, existiam duas espécies com este nome: o Pudu puda, que habita as florestas da fronteira sul entre Argentina e Chile, e o Pudu mephistophiles, também conhecido como pudu pequeno ou do norte, considerado a menor espécie de veado do planeta.

Essa segunda espécie vive em regiões de montanha localizadas entre o Peru, o Equador e algumas áreas da Colômbia. Mas agora os pesquisadores da Divisão de Mastozoologia do Centro de Ornitologia e Biodiversidade do Peru conseguiram demonstrar que os Pudu mephistophiles, na verdade, incluem duas espécies diferentes. Uma delas é a forma típica, que habita a região peruana de Huancabamba e se estende até o norte da América do Sul. E a outra é a Pudella carlae, endêmica do Peru e que vive no sul da depressão de Huancabamba (cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Lima). Esta é a primeira descoberta de uma nova espécie de cervo em 60 anos na América e a primeira no século 21 em todo o mundo.

Quais são as diferenças

Nos últimos anos, com o intuito de melhorar os projetos de conservação em áreas habitadas por mamíferos raros (como o pudu), o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas do Estado do Peru, Sernanp, realizou diversos estudos em diferentes habitats. Esses estudos, realizados pelo cientista peruano Javier Barrio, indicaram que essas duas espécies eram diferentes, apesar de durante anos terem sido classificadas como o mesmo animal.

Após diversas análises genéticas e morfológicas, a equipe conseguiu demonstrar que os exemplares de pudu que habitavam a região sul da depressão de Huancabamba são diferentes daqueles do norte. Eles têm duas diferenças, explica Guillermo D'Elía, professor da Universidade Austral do Chile. A primeira é a sua composição corporal. A Pudella carlae é maior, seu pelo é mais escuro e o formato das orelhas não é semelhante. E a segunda diferença é genética. “As linhagens dos dois animais não coincidem para que sejam chamados da mesma espécie”, diz D'Elía.

Para D'Elía, a importância dessa descoberta reside não só em encontrar novas espécies em meio às ameaças ambientais do mundo atual, mas também em fornecer mais informações sobre as espécies de cervos que habitam o continente americano.


Portal de notícias Terra. Disponível em

<https://www.terra.com.br/planeta/noticias/a-nova-especie-de-mamifero-descoberta-por-cientistas-no-peru,b853cb78c6b6fd390cf3b455f29ee3a9dsharglq.html?utm_source=clipboard> (Adaptado).

Considere o excerto a seguir para responder às questões 3 e 4:


Esta é a primeira descoberta de uma nova espécie de cervo em 60 anos na América e a primeira no século 21 em todo o mundo.


A palavra “esta”, que ocorre no excerto apresentado, pertence à classe gramatical:

Alternativas
Q2584198 Português

Imagem associada para resolução da questão

https://www.google.com/


Referindo-se a classes de palavras, no primeiro quadrinho (esse), no segundo (é) e no terceiro (por) são:

Alternativas
Q2584160 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


A verdade


Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida — gritaram os aldeões.

— Matem-no!

— Esperem! — gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. — Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos. O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo: “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!” e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço. Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto: “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. As palavras “meus”, “este” e “seu”, que ocorrem no excerto dado, são, respectivamente, pronomes dos tipos:

Alternativas
Q2583967 Português

Considerando o uso adequado dos verbos e dos pronomes, analise os seguintes itens:


|- Quando você a vir, diga-lhe que mandei um abraço fraterno.

Il - Fomos nós quem redigiu todos os ofícios.

Ill - Se o diretor vier ao campus, pedir-lhe-emos que assine as portarias.

IV — A secretaria pediu-nos que terminemos a revisão ainda hoje.


Estão corretos:

Alternativas
Q2583918 Português

O texto Ill serve de base para as questões de 8 a 10.


TEXTO III


Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia — pouco importa se vera ou falsa — de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:

— Ó universo, eu sou-te, em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.

Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.

A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.

A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.


PESSOA, Fernando. A língua portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p. 72-73. (Adaptado).

Valendo-se dos conhecimentos linguísticos acerca da colocação pronominal, de acordo com a norma culta, analise as sentenças a seguir:


I- Em “Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos”, no termo em destaque não há justificativa para uso de próclise ou de mesóclise, pois o verbo está no início da oração. Portanto a ênclise é justificada.

II- Em “Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: — Ó universo, eu sou-te ”, o uso da próclise, no início da frase, e da ênclise, no final, todas em destaque, está correto de com a norma culta padrão.

III- Em “Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à frase: — Ó universo, eu sou-te”, o uso das ênclises, nos termos em destaque, está de acordo com a norma culta padrão.

IV- Em “Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase”, a mesóclise é exigida se quisermos colocar o pronome de acordo com a norma padrão.


Assinale a alternativa correta;

Alternativas
Respostas
2401: A
2402: B
2403: E
2404: D
2405: C
2406: E
2407: C
2408: C
2409: D
2410: A
2411: A
2412: B
2413: B
2414: C
2415: B
2416: C
2417: C
2418: B
2419: E
2420: D