Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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I.Os vocábulos 'médicos' e 'jovens' são substantivos simples.
II.'Alfabetizada' é um adjetivo que está concordando com 'médicos'.
III.O 'los' de 'treiná-los' é a forma do pronome oblíquo que está substituindo 'médicos'.
IV.'Experiência' e 'conhecimento' são substantivos.
V.'Geração' é um substantivo que apresenta o plural em 'ões' igual ao substantivo 'capitão'.
Estão corretas:
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Menos plástico, mais amor
Eu provavelmente estava distraída quando os guardanapos das lanchonetes começaram a vir em invólucros de plástico. Você precisa abri-los antes de sujar as mãos, senão pode ser complicado demais. Embora essa questão seja importantíssima, o que me intriga de fato é em que momento e por que começamos a exagerar tanto no uso das coisas plásticas.
Vou chamar o fenômeno de hiperassepsia. Será que alguém morreu por um guardanapo contaminado, e eu não fiquei sabendo? E quanto ao copo descartável que acompanha a garrafa também descartável, nós precisamos mesmo dele? Talvez eu possa esboçar duas razões para esse excesso de itens destinados às lixeiras.
Em tempos de álcool gel, é natural que um dispensador de canudos nos pareça uma monstruosa colônia de germes. Melhor embalá-los um a um. No entanto, nesse exato momento, na França, há um funcionário recebendo uma nota de cinco euros e depois entregando um sanduíche a alguém com as mesmas mãos sem luvas. Isso pode causar nojo, mas revela mais sobre diferenças culturais do que reais riscos à saúde.
E o mais importante: o exagero dos plásticos parece estar ligado à tendência de querer agradar a qualquer custo. Só isso explica o que observo cotidianamente nos caixas de supermercado. Embora a maioria de nós seja capaz de pôr objetos dentro de uma sacola, temos empacotadores, instruídos a não colocar no mesmo saco uma pasta de dente e um pacote de biscoitos. A consequência é o uso de uma quantidade absurda de sacolas.
Na minha sacola de pano, sob os olhos atônitos do empacotador que acabo de dispensar, é claro que tudo vai misturado. Continuo viva.
Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/menos-plastico-mais-amor/>. Acesso em: 19 set. 2024. [Adaptado].
Os excertos que seguem são trechos do conto "A carteira", de Machado de Assis. Leia os trechos e analise-os quanto à colocação pronominal dos verbos destacados:
I. De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes.
II. Ninguém o viu , salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer , lhe disse rindo:
— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.
— É verdade, concordou Honório envergonhado.
III. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo.
IV. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada."
Estão adequadas, conforme a gramática formal da Língua Portuguesa, as colocações pronominais em:
1. Na sala do Chefe:
Rui, o Empregado:- Com licença, Senhor Marcos! A diretora pediu-me que lhe entregasse o relatório. Marcos, o Chefe:- Obrigado! Deixe-me verificar os números.
2. Na partida de futebol, com os amigos:
Rui:- E aí, Mermão? Tudo” belê”? Amigo 1:- E aí, mano?
( ) Na situação 1, há a função metalinguística e uma variação discursiva diastrática em relação ao diálogo e situação do número 2;
( ) No diálogo 1, tem um caso de colocação pronominal de mesóclise; e no diálogo 2, o uso da língua na forma coloquial;
( ) Nos diálogos 1 e 2, há linguagem verbal, há variação linguística diafásica entre os diálogos e colocação pronominal no 1 e uso da linguagem informal no 2;
( ) No diálogo 2, o uso da língua padrão predomina, e, no diálogo 1, a variação linguística discursiva é diacrônica.
SÃO PAULO TEVE O PIOR AR DO MUNDO POR CINCO DIAS
Revista Pesquisa FAPESP
setembro 2024
Entre 120 metrópoles do globo, São Paulo figurou como a grande cidade com a pior qualidade do ar por cinco dias consecutivos, entre 9 e 13 de setembro, segundo ranking feito pelo site suíço IQAir. No período, a maior cidade brasileira passou por dias extremamente secos, com o céu tomado por fumaça proveniente de queimadas em diferentes partes do país, como Amazônia e Pantanal, além de incêndios no próprio território paulista. A qualidade do ar foi considerada como não saudável em vários momentos desses dias e ultrapassou os 150 pontos de uma escala adotada pelo IQAir. O site atualiza a classificação praticamente em tempo real – geralmente a cada hora – da qualidade média do ar das cidades monitoradas. Isso é feito a partir de uma média das informações fornecidas por estações de medição da poluição atmosférica instaladas nesses centros urbanos. O poluente usado como referência para fazer o ranking são as partículas finas inaláveis de até 2,5 micrômetros (MP2,5), que podem ficar em suspensão por muito tempo, serem absorvidas pelo organismo humano e causar problemas de saúde. Elas são provenientes da queima de combustíveis fósseis, de incêndios florestais e da combustão de vegetação. O ranking é mantido por uma empresa que produz equipamentos para tratamento do ar (IQAir) em parceria com organizações não governamentais, como o grupo ambientalista Greenpeace, e os programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).
Retirado e adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/risco-decolesterol-alto-em-jovens/. Acesso em 10 nov 2024.
“Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, entocara-se como um bicho, mas criara raízes, estava plantado.”
“Tinha a obrigação de trabalhar para os outros, naturalmente, conhecia do seu lugar. Bem. Nascera com esse destino, ninguém tinha culpa de ele haver nascido com um destino ruim. Que fazer? Podia mudar a sorte? Se lhe dissessem que era possível melhorar de situação, espantar-se-ia. (…) Era a sina. O pai vivera assim, o avô também. E para trás não existia família.” (Vidas Secas, 27 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1970. P. 53-56)
No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C, diz.
O pronome 'isso' refere-se:
Tendo isso como referência, analise a colocação dos pronomes nas frases a seguir:
I.Não o verei amanhã.
II.Em se tratando de dinheiro, não fale comigo.
III.Me faça o favor de puxar a cadeira.
IV.Ele parou, lhe deu um beijo e continuou a caminhar.
Estão corretas quanto à colocação dos pronomes:
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa-me paz!
Se me queres
enfim
tem de ser bem devagarinho, amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…
QUINTANA, Mário. Obra completa em um volume. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 642
Sobre a colocação dos pronomes oblíquos átonos, assinale a alternativa correta.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. São Paulo: Vozes, 2014, p. 89.
Em cada fragmento extraído do texto, há um “que” sublinhado. Assinale a alternativa que corresponde à classificação correta entre parênteses.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O amor que acaba
Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.
As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.
O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.
Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.
Chega; parem de chorar, seus românticos molengas.
Fernando Fabbrini - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba
Leia o trecho abaixo e responda à questão:
"Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois."
Sobre a colocação pronominal no trecho "a fêmea isolou-se", assinale a alternativa correta:
O presidente americano disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos e pediu que moradores da Flórida que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade deixem suas casas imediatamente.
Assinale a alternativa em que a palavra “que” é analisada corretamente, considerando a sua ordem de ocorrência no período.
Civilizações indígenas (1500-1556)
As terras que hoje constituem o município de Viçosa eram compostas, antes da chegada dos brancos e negros, por mata atlântica ___________ de difícil __________, o Rio Paraíba e seus ___________ – Riacho do Meio, Caçamba e Gurungumba.
Os habitantes da então região eram os cambembes – uma subtribo dos caetés. Esses índios viviam em constantes conflitos com os cariris e outras tribos tapuias das caatingas, e como Viçosa está no limite da zona da mata esses conflitos ocorriam principalmente em períodos de longa seca, uma vez que os índios das caatingas vinham a Viçosa à procura de água e alimentos abundantes na região.
No dia 16 de junho de 1556, o primeiro bispo do Brasil – Pero Fernandes Sardinha – e seus companheiros naufragaram no litoral de Alagoas. Os caetés, por sua vez, habitantes da região, seguindo os seus costumes, devoraram toda a tripulação. O reino de Portugal, diante desta situação, declarou os caetés como inimigos e estes deveriam ser exterminados, incluindo também os Cambembes. Quase todos foram mortos, os poucos que conseguiram sobreviver fugiram para as caatingas. Viçosa ficou praticamente desabitada.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vi%C3%A7osa_(Alagoas). Acesso em: 21 out. 2024.
Considerando-se o texto e os aspectos gramaticais que o constituem, dadas as afirmativas,
I. As lacunas que aparecem no primeiro parágrafo do texto podem ser preenchidas, respectivamente, de acordo com a norma-padrão, com as palavras: “espessa”, “acesso” e “afruentes”.
II. Em: “Esses índios viviam em constantes conflitos com os cariris e outras tribos tapuias das caatingas...” (2º parágrafo), o pronome sublinhado é demonstrativo de primeira pessoa e representa no espaço proximidade da pessoa que fala.
III. Em: “– e seus companheiros naufragaram no litoral de Alagoas” (3º parágrafo), o pronome possessivo concorda em gênero e número com a coisa possuída (companheiros), e em pessoa com o possuidor (o primeiro bispo do Brasil).
verifica-se que está/ão correta/s
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu (1) legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que (2) eu (3) possa dignificar
Minha (4) condição de mulher,
Aceitar suas (5) limitações
E me (6) fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Disponível em: https://quindim.com.br/blog/poemas-de-cora-coralina-para-criancas/. Acesso em: 27 out. 2024.
Assinale a alternativa em que os números apresentados fazem referência a pronomes pessoais marcados no poema.
Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/educalab/esse-este-ou-aquele-confira-o-uso-dos-pronomes-demonstrativos-1.2989166.Acesso em: 19 nov.2024.
Assinale a alternativa em que o uso do pronome demonstrativo é análogo ao uso do “esse” no texto acima e encontra-se corretamente utilizado.