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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.442 questões

Q3648757 Português
Texto para a questão.


O homem é o lobo do homem


   Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, foi o responsável por divulgar a célebre frase “O homem é o lobo do homem”, inserida no seu livro mais famoso. A frase original, no entanto, traduzida para o latim como “homo homini lupus”, pertence ao dramaturgo romano Plautus (254-184 a.C.). A oração metafórica quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/o-homem-e-lobo-do-homem/. Acesso em: 13.jul.2025.
A célebre máxima “O homem é o lobo do homem” exemplifica uma figura de linguagem denominada de
Alternativas
Q3648755 Português
Texto para a questão.


“Agora é tarde, Inês é morta”: conheça a trágica história de amor por trás do ditado


   Essa expressão é inspirada em uma das mais bonitas e trágicas histórias de amor da Europa medieval: o amor proibido de Dom Pedro 1º (oitavo rei de Portugal) e a dama galega Inês de Castro.

    Apesar de casado, o então príncipe Pedro manteve com Inês uma relação proibida, mas nem tão secreta, que gerou quatro filhos. Depois da morte da esposa oficial, a princesa de Castela Constança Manuel, Dom Pedro passou a viver maritalmente com Inês, o que gerou um escândalo na corte.

   Com a autorização do rei Dom Afonso IV, pai do príncipe, Inês foi assassinada em janeiro de 1355. Após a morte do rei, em 1357, Dom Pedro assume o trono de Portugal, e uma das suas primeiras ações foi mandar matar os assassinos de sua amada. Pouco tempo após ser coroado, Dom Pedro convoca a nobreza, o clero e o povo para comparecer no Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, onde Inês estava sepultada. Para o evento, Inês foi desenterrada e vestida apropriadamente com uma roupa luxuosa e uma coroa. Sentada no trono, todos os presentes foram obrigados a beijar a mão direita de Inês.

  Claro que a vontade de Dom Pedro era de que Inês de Castro estivesse viva para reinar ao lado dele, mas isso não foi possível porque "Agora é tarde, Inês é morta". Assim, foi realizada a coroação da primeira e única rainha póstuma de Portugal. Ao final da cerimônia, os restos mortais da "rainha cadáver" foram levados para o Mosteiro de Alcobaça, mesmo lugar onde foi sepultado D. Pedro, em 1367.


Disponível em https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2023/05/24/agora-ines-e-morta-conheca-a-tragica-historia-de-amor-por-tras-do-ditado. htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 14.jul.2025. Adaptado.
Tendo por referência o texto em evidência, assinale a alternativa correta a seguir.
Alternativas
Q3648735 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Por meio dos elementos constituintes do texto, é correto afirmar que a intencionalidade discursiva do autor é: 
Alternativas
Q3648618 Português

Os gêneros textuais presentes em nosso cotidiano possuem estruturas e funções comunicativas específicas, podendo ser classificados em diversos tipos, como anúncio publicitário, crônica, artigo de opinião e propaganda. Além disso, cada texto pode ser enquadrado em um tipo textual: narração, descrição, argumentação, exposição e injunção.


Considerando essas informações, assinale a alternativa que descreve a importância dos gêneros textuais para a comunicação e para a educação.

Alternativas
Q3648328 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Dentre as sentenças a seguir, aquela cujo elemento em destaque provoca a referenciação anafórica no texto é:
Alternativas
Q3648327 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

O termo “Cidade Luz”, em “Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz”, é um exemplo de:
Alternativas
Q3648326 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

A partir da afirmação em “Se não fosse o preço escandaloso do dólar!”, depreende-se que a narradora do texto:
Alternativas
Q3648325 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Com base no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3648241 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Familiar e universal


Vencedora do Prêmio Camões 2024, a poeta mineira Adélia Prado tem obra reeditada em celebração aos 50 anos de sua estreia, com "Bagagem"


Laura Machado


Aos 89 anos de idade, a poeta mineira Adélia Prado recebeu dois dos mais importantes prêmios da literatura de língua portuguesa, quase ao mesmo tempo. Em junho do ano passado recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Camões. Às vésperas de completar meio século de estreia, com Bagagem, ela tem sua obra reeditada pela Record.


Foi em outubro de 1975 que o poeta (também mineiro) Carlos Drummond de Andrade recebeu uma coletânea original de poemas escritos por uma mulher de 40 anos, mãe de cinco filhos, chamada Adélia Luzia Prado de Freitas. Sem conhecer aquela estreante, ele escreveu no Jornal do Brasil: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo. (...) Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis". Drummond repassou o manuscrito para o editor Pedro Paulo de Sena Madureira, que o publicou pela editora Imago. No evento de lançamento, além de Drummond, estavam presentes autores como Clarice Lispector, Nélida Piñon, Antônio Houaiss e Affonso Romano de Sant'Anna, a quem Adélia havia enviado seus poemas antes de submetê-los a Drummond.


Sua obra de estreia trazia já algumas das características que persistem. A religiosidade, as vivências femininas, as experiências no interior de Minas Gerais e os pensamentos que emolduram o envelhecer. [...]


Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa.


Dividido em cinco blocos, Bagagem reúne poemas germinados desde os 20 anos e que, por cerca de duas décadas, dormiram na gaveta. No poema "Explicação de poesia sem ninguém pedir", Adélia escreve: "Um trem é uma coisa mecânica,/ mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,/ atravessou a minha vida,/ virou só sentimento." [...]


A presença da figura feminina é uma constante na literatura da escritora mineira, e, entre religiosidade e sexualidade, seus versos são como brasa ao retratar e misturar seus conceitos. Bagagem é uma obra sobre a grandeza na pequenez, uma ode requintada sobre as fases da vida e os sentimentos que prenunciam a maturidade.


Além de Bagagem, obras da poeta também foram editadas e relançadas pela Record quase simultaneamente: os livros de poesia Terra de Santa Cruz e O pelicano e o romance O homem da mão seca, [...].


Terra de Santa Cruz foi originalmente o terceiro livro lançado por Adélia Prado, cinco anos depois de sua estreia com Bagagem e três anos após sua consolidação como autora, através da publicação de O coração disparado. Assim, lançado em 1981, esta obra fecha a "santíssima trindade" do modo poético de Adélia Prado, como foi dito pelo crítico de literatura, jornalista e professor Augusto Massi.


Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas. Os seus pensamentos e reflexões acerca da morte ganham lugar de destaque. Utilizando-se da religiosidade e, até mesmo, de pequenos toques de escatologia, desmembra a familiaridade daquilo que é universal.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/resenha/familiar-e-universal. Acesso em 26 jun. 2026. Adaptado.)


I.Em "Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa", a autora usou uma figura de linguagem para expressar o que ela considera ser a leitura dessa obra de Adélia Prado, a saber, a metáfora.
II.Em "Utilizando-se da religiosidade", a colocação pronominal está adequada porque ocorre no início da oração. Mesmo que a língua portuguesa, no Brasil, aceite o uso do pronome átono iniciando oração em contextos informais, ele ainda não é aceito em contextos formais da escrita.
III.Em "Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas", Nela faz referência ao termo cunhado por um crítico de literatura ao conjunto de três obras de poesia de Adélia Prado, a saber, a "santíssima trindade". Temos nesse contexto uma relação anafórica, uma vez que o pronome "ela" aponta para algo já mencionado no texto.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3648162 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


(Desenhos do Nando. Disponível em: https://www.instagram.com/midianinja/. Acesso em 27 jun. 2025. Adaptado.)

Acerca da charge, ela foi publicada dia 05 de junho de 2025, em ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente. A partir da leitura do texto, analise as assertivas que seguem:
I.Para a compreensão da crítica feita pelo autor da charge, entre tantos outros conhecimentos prévios, o leitor precisa mobilizar saberes populares presentes na cultura brasileira. Entre esses saberes está o discurso consagrado na literatura, no cinema e nas telenovelas de que, especialmente nas classes ricas, o pai, detentor de riquezas e propriedades, mostra ao filho todo o patrimônio que ele herdará um dia, como forma de estimulá-lo a se dedicar aos empreendimentos do patriarca.
II.Um dos recursos utilizados pelo autor para estruturar sua crítica é o da ironia, em que se dissimula a ideia que se quer transmitir tendo a expectativa de que o leitor a compreenda. A ironia é um recurso de risco, pois seu sucesso depende da cumplicidade do leitor em mobilizar elementos internos e externos ao texto para compreender o que se critica: a interpretação da ambiguidade gerada pela ironia não é possível apenas com os elementos internos ao texto.
III.A charge apresenta uma ambiguidade, o que compromete a compreensão do leitor: como o pai deixará de herança a floresta e os rios se ele porta uma motosserra, indicando a intenção de derrubar as árvores? Essa ambiguidade é um problema grave de coerência textual, uma vez que é impossível ao leitor identificar a crítica que o autor da charge tentou construir.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3647995 Português

q_6 rec.png (455×260)



(https://www.gov.br/fundacentro/ptbr/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abrilverde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho)


Na imagem acima, o texto da campanha aponta que a segurança no trabalho deve começar com qual medida?

Alternativas
Q3647990 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


q_1 rec.png (471×237)


(https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=palavrachave-de-documentos/sextas-de-poesia&page=10)

No trecho da música de Gilberto Gil, que você leu acima, o que é “como um grão”? 
Alternativas
Q3647983 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças



A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.

O texto apresenta a experiência de Joy Milne, que, ao identificar odores corporais associados a doenças, despertou a atenção da ciência para novas possibilidades diagnósticas, ressaltando tanto as descobertas imediatas quanto as implicações futuras da pesquisa.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3647982 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças



A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.

A enfermeira aposentada Joy Milne chamou a atenção da comunidade científica ao identificar, pelo olfato, sinais associados ao mal de Parkinson em seu marido e em outros pacientes, levando a descobertas importantes sobre a relação entre odores corporais e doenças.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3647668 Português
Em “Meu coração está partido ao meio”, a palavra “partido” exprime sentido figurado. Essa expressão é empregada também com sentido figurado em:
Alternativas
Q3647662 Português
Minha terra tem palmeiras



    Vejo de minha janela uma nesga do mar verde-azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta-me uma antiga história, canta-me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá-me uma vertigem. Que doçura!

     Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang, qual loup flambé au fenouil, qual pâté Strasbourgeois, qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra-se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico…

     — É a brasuca! disse-me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.


MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/min
ha-terra-tem-palmeiras>.. 
O pronome pessoal em “elas desmaiam de prazer” atua como um elemento de coesão referencial, que retoma, no texto:
Alternativas
Q3647661 Português
Minha terra tem palmeiras



    Vejo de minha janela uma nesga do mar verde-azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta-me uma antiga história, canta-me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá-me uma vertigem. Que doçura!

     Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang, qual loup flambé au fenouil, qual pâté Strasbourgeois, qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra-se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico…

     — É a brasuca! disse-me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.


MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/min
ha-terra-tem-palmeiras>.. 
O trecho a seguir em que predomina a figura de linguagem de personificação é:
Alternativas
Q3647660 Português
Minha terra tem palmeiras



    Vejo de minha janela uma nesga do mar verde-azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta-me uma antiga história, canta-me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá-me uma vertigem. Que doçura!

     Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang, qual loup flambé au fenouil, qual pâté Strasbourgeois, qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra-se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico…

     — É a brasuca! disse-me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.


MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/min
ha-terra-tem-palmeiras>.. 
Após a leitura do texto, conclui-se que o narrador:
Alternativas
Q3647614 Português
Complete o excerto abaixo com o termo correspondente.
“É uma verdade que o _____________ é apenas o suporte do jogo, do brincar, e que é possível brincar com a imaginação. Mas é verdade, também, que sem ele é muito mais difícil realizar a atividade lúdica, porque é ele que permite simular situações”.
Alternativas
Q3647460 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas.”

A expressão demarcada está em sentido figurado. Assim sendo, seu sentido próprio se encontra em destaque na alternativa: 
Alternativas
Respostas
12881: E
12882: A
12883: C
12884: B
12885: B
12886: C
12887: B
12888: D
12889: C
12890: B
12891: E
12892: B
12893: D
12894: C
12895: B
12896: E
12897: D
12898: B
12899: B
12900: A