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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.683 questões

Q3706133 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A forma verbal “digerir”, no trecho “a humanidade continua digerindo e amando” (primeiro período do terceiro parágrafo), está empregada no sentido de suportar com resignação.
Alternativas
Q3706132 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

O pronome “Os”, no trecho “Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal.” (quarto período do segundo parágrafo) retomam o termo “homens”, em “A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia.” (primeiro período do primeiro parágrafo).
Alternativas
Q3706129 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Com base em suas características, o texto é majoritariamente injuntivo, já que o autor se utiliza de situações cotidianas para discutir com o leitor seu ponto de vista acerca da humanidade. 
Alternativas
Q3706128 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Infere-se do texto que as pessoas se comovem mais com o mal que acomete o mundo do que com os infortúnios que acontecem de forma individual. 
Alternativas
Q3706127 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

O texto sugere que as pessoas apresentam um vazio existencial, mas procuram maneiras de preenchê-lo, sem nem mesmo saber o que realmente lhes falta.
Alternativas
Q3706126 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A respeito do texto precedente, de suas ideias e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens subsequentes.

Depreende-se do texto que, embora sofra com suas próprias mazelas, o ser humano tem a capacidade de ser resiliente. 
Alternativas
Q3705964 Português

Texto para o item.  


    O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.


    Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.


    Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.


    Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.


    Mas os assaltos continuaram.


    Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.


       Mas os assaltos continuaram.


    Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.


        Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.


       Mas os assaltos continuaram.


    Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.


    Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.


    Mas surgiu outro problema.


   As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.


    A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).



De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir. 

O segmento “assim mesmo” (linha 10) expressa uma conclusão. 
Alternativas
Q3705963 Português

Texto para o item.  


    O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.


    Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.


    Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.


    Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.


    Mas os assaltos continuaram.


    Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.


       Mas os assaltos continuaram.


    Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.


        Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.


       Mas os assaltos continuaram.


    Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.


    Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.


    Mas surgiu outro problema.


   As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.


    A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).



De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir. 

No trecho “Quem tocasse no fio de alta tensão” (linha 22), a substituição de “no” por “o” não prejudicaria a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q3705958 Português

Texto para o item.  


    O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.


    Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.


    Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.


    Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.


    Mas os assaltos continuaram.


    Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.


       Mas os assaltos continuaram.


    Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.


        Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.


       Mas os assaltos continuaram.


    Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.


    Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.


    Mas surgiu outro problema.


   As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.


    A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).



De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir. 

Caso as formas verbais “tocasse” (linha 22) e “morreria” (linha 23) fossem substituídos, respectivamente, por “tocava” e “morria”, os sentidos originais do texto seriam alterados. 
Alternativas
Q3705952 Português

Texto para o item.  


    O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.


    Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.


    Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.


    Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.


    Mas os assaltos continuaram.


    Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.


       Mas os assaltos continuaram.


    Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.


        Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.


       Mas os assaltos continuaram.


    Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.


    Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.


    Mas surgiu outro problema.


   As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.


    A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).



De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir. 

A medida que foi mais eficaz para coibir os assaltos ao condomínio resultou no cerceamento da liberdade de ir e vir dos condôminos.
Alternativas
Q3705951 Português

Texto para o item.  


    O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.


    Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.


    Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.


    Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.


    Mas os assaltos continuaram.


    Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.


       Mas os assaltos continuaram.


    Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.


        Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.


       Mas os assaltos continuaram.


    Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.


    Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.


    Mas surgiu outro problema.


   As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.


    A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).



De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir. 

O narrador sugere que os ladrões tinham facilidade em assaltar o condomínio porque entre os moradores havia algum comparsa. 
Alternativas
Q3705870 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Bons ventos da economia pedem maior justiça social

    Na prática, desde o segundo trimestre de 2021, não há recuo na variação trimestral do PIB no Brasil. À época, o país ainda vivia o impacto da pandemia da covid-19. Certo é que os bons ventos da economia abrem precedente para maturação sobre a discussão relativa à distribuição de riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. Se a economia expande, o Estado tende a ter mais mecanismos para promover justiça financeira para os mais pobres.

    Diante dos bons ventos da economia, é hora de o Brasil discutir de maneira séria uma revisão do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta do governo no Projeto de Lei no 1.087/2025 é de fixar a alíquota em 10% para os super-ricos – o que diminui desigualdades, mas ainda de maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios dessa camada para o restante da população. A elevação da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de impostos para os mais pobres na proporção desejada.

    Se o texto não é perfeito, ele ainda promove alguma mudança na ponta. O foco número 1 do país deve ser a promoção da justiça tributária. A elite brasileira deu vários exemplos de resistência à diminuição da desigualdade, mas não há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. A mudança precisa vir agora.

(https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 03.09.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  … abrem precedente para maturação sobre a discussão relativa à distribuição de riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. (1o parágrafo)
•  … mas não há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. (3o parágrafo)

As expressões destacadas expressam, correta e respectivamente, a mesma relação de sentido que as expressões:
Alternativas
Q3705867 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Bons ventos da economia pedem maior justiça social

    Na prática, desde o segundo trimestre de 2021, não há recuo na variação trimestral do PIB no Brasil. À época, o país ainda vivia o impacto da pandemia da covid-19. Certo é que os bons ventos da economia abrem precedente para maturação sobre a discussão relativa à distribuição de riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. Se a economia expande, o Estado tende a ter mais mecanismos para promover justiça financeira para os mais pobres.

    Diante dos bons ventos da economia, é hora de o Brasil discutir de maneira séria uma revisão do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta do governo no Projeto de Lei no 1.087/2025 é de fixar a alíquota em 10% para os super-ricos – o que diminui desigualdades, mas ainda de maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios dessa camada para o restante da população. A elevação da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de impostos para os mais pobres na proporção desejada.

    Se o texto não é perfeito, ele ainda promove alguma mudança na ponta. O foco número 1 do país deve ser a promoção da justiça tributária. A elite brasileira deu vários exemplos de resistência à diminuição da desigualdade, mas não há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. A mudança precisa vir agora.

(https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 03.09.2025. Adaptado)
Considere as informações:

•  Bons ventos da economia pedem maior justiça social (título)
•  … mas ainda de maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios dessa camada para o restante da população. (2o parágrafo)
•  A elevação da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de impostos para os mais pobres na proporção desejada. (2o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3705866 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Bons ventos da economia pedem maior justiça social

    Na prática, desde o segundo trimestre de 2021, não há recuo na variação trimestral do PIB no Brasil. À época, o país ainda vivia o impacto da pandemia da covid-19. Certo é que os bons ventos da economia abrem precedente para maturação sobre a discussão relativa à distribuição de riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. Se a economia expande, o Estado tende a ter mais mecanismos para promover justiça financeira para os mais pobres.

    Diante dos bons ventos da economia, é hora de o Brasil discutir de maneira séria uma revisão do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta do governo no Projeto de Lei no 1.087/2025 é de fixar a alíquota em 10% para os super-ricos – o que diminui desigualdades, mas ainda de maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios dessa camada para o restante da população. A elevação da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de impostos para os mais pobres na proporção desejada.

    Se o texto não é perfeito, ele ainda promove alguma mudança na ponta. O foco número 1 do país deve ser a promoção da justiça tributária. A elite brasileira deu vários exemplos de resistência à diminuição da desigualdade, mas não há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. A mudança precisa vir agora.

(https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 03.09.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado em sentido figurado em:
Alternativas
Q3705865 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Bons ventos da economia pedem maior justiça social

    Na prática, desde o segundo trimestre de 2021, não há recuo na variação trimestral do PIB no Brasil. À época, o país ainda vivia o impacto da pandemia da covid-19. Certo é que os bons ventos da economia abrem precedente para maturação sobre a discussão relativa à distribuição de riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. Se a economia expande, o Estado tende a ter mais mecanismos para promover justiça financeira para os mais pobres.

    Diante dos bons ventos da economia, é hora de o Brasil discutir de maneira séria uma revisão do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta do governo no Projeto de Lei no 1.087/2025 é de fixar a alíquota em 10% para os super-ricos – o que diminui desigualdades, mas ainda de maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios dessa camada para o restante da população. A elevação da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de impostos para os mais pobres na proporção desejada.

    Se o texto não é perfeito, ele ainda promove alguma mudança na ponta. O foco número 1 do país deve ser a promoção da justiça tributária. A elite brasileira deu vários exemplos de resistência à diminuição da desigualdade, mas não há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. A mudança precisa vir agora.

(https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 03.09.2025. Adaptado)
O editorial defende que
Alternativas
Q3705862 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Pescadores

    Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em chatura. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.

    – Se a gente desse uma de pescador?

    – Falou.

    Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional.

    Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.

    – Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.

    – É. Peixe não vinha.

(Carlos Drummond de Andrade, 70 historinhas, 2016)
Considere as frases:

•  – Se a gente desse uma de pescador? (2o parágrafo)
•  – Falou. (3o parágrafo)
•  – Tem importância não. (6o parágrafo)

No contexto da narrativa, as frases expressam, correta e respectivamente, sentidos de
Alternativas
Q3705861 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Pescadores

    Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em chatura. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.

    – Se a gente desse uma de pescador?

    – Falou.

    Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional.

    Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.

    – Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.

    – É. Peixe não vinha.

(Carlos Drummond de Andrade, 70 historinhas, 2016)
Com a leitura do texto, conclui-se corretamente que os quatro jovens executivos 
Alternativas
Q3705758 Português

Tolerância humana a ondas de calor pode estar próxima ao limite






(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tolerancia-humana-a-ondas-de-calor-pode-estar-proximaao-limite/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, analise as assertivas abaixo:

I. Em “É justamente por funcionar como a transpiração humana que esse experimento é importante para determinar a nossa resistência ao calor” (l. 28-29), estabelece-se um efeito de comparação.
II. Em “alguém ficar perdido no deserto do Saara é apenas mais um dia comum, não é mesmo?” (l. 16-17), tem-se um efeito de sentido denominado ironia.
III. Em “Uma estimativa publicada na Nature falou em 60 mil mortes por calor no continente entre maio e setembro” (l. 04-05), é possível observar um argumento histórico, visto que o continente europeu é mencionado.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3705757 Português

Tolerância humana a ondas de calor pode estar próxima ao limite






(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tolerancia-humana-a-ondas-de-calor-pode-estar-proximaao-limite/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

É correto afirmar que o vocábulo “Ela” na linha 20 do texto refere-se a:
Alternativas
Q3705756 Português

Tolerância humana a ondas de calor pode estar próxima ao limite






(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tolerancia-humana-a-ondas-de-calor-pode-estar-proximaao-limite/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A ideia central do texto, considerando a sua estrutura argumentativa sobre os limites de tolerância humana ao calor, foca primariamente no(a):
Alternativas
Respostas
12201: C
12202: C
12203: E
12204: E
12205: C
12206: C
12207: E
12208: C
12209: C
12210: C
12211: E
12212: E
12213: D
12214: C
12215: B
12216: B
12217: A
12218: C
12219: C
12220: E