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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.126 questões

Q3845396 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto "Meu dia em cadeiras", por meio de uma narrativa aparentemente simples, revela estruturas simbólicas que transcendem a rotina da narradora. Considerando a construção do texto e seus desdobramentos semânticos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845395 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
No que diz respeito ao uso da cadeira como imagem recorrente ao longo do texto, é possível identificar sua função como recurso estrutural e simbólico. Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845393 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto "Meu dia em cadeiras" articula elementos do cotidiano com observações subjetivas e afetivas. Considerando as categorias de tipos textuais (informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divinatório), analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845391 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
 A narrativa adota uma perspectiva confessional e pessoal, ainda que envolva observações sobre o espaço coletivo e o trabalho. A esse respeito, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845221 Português
O Barroco mineiro, desenvolvido no contexto colonial brasileiro, expressa intensos conflitos existenciais, refletindo a tensão entre fé religiosa e desejo material. Essa estética manifesta-se por meio de linguagem elaborada, contrastes semânticos, paradoxos e jogos retóricos, especialmente na poesia sacra.
O verso barroco “É dor que desatina sem doer” revela, predominantemente, o recurso da: 
Alternativas
Q3845220 Português
As figuras de linguagem não constituem meros adornos estilísticos, mas recursos expressivos que ampliam os sentidos do texto e contribuem para sua carga simbólica. Em textos literários e argumentativos, elas desempenham papel fundamental na construção de imagens, na sugestão de significados e na intensificação do efeito discursivo.
No enunciado “O silêncio gritava na sala vazia”, a figura de linguagem predominante é: 
Alternativas
Q3845219 Português
A variação linguística é um fenômeno inerente às línguas naturais e manifesta-se conforme fatores regionais, sociais, históricos e situacionais. No entanto, determinadas variedades são socialmente estigmatizadas, o que gera preconceito linguístico e reforça desigualdades sociais. O ensino de Língua Portuguesa deve enfrentar essa questão de forma crítica, distinguindo norma-padrão de superioridade linguística.
A postura pedagógica coerente com a perspectiva sociolinguística é:
Alternativas
Q3845216 Português
O parágrafo constitui unidade fundamental da composição textual. Em textos dissertativo-argumentativos, ele costuma iniciar-se por uma frase que apresenta a ideia central, a qual será desenvolvida, explicada ou exemplificada pelas frases subsequentes. A ausência dessa organização compromete a progressão temática e a clareza argumentativa.
Identifique o tópico frasal do parágrafo abaixo:
“A leitura literária desempenha papel essencial na formação do leitor crítico. Por meio do contato com diferentes obras, o estudante amplia sua visão de mundo e desenvolve sensibilidade estética.”
Alternativas
Q3845215 Português
Linguagem pode cumprir diferentes funções conforme o foco do enunciado. Em textos persuasivos, como campanhas publicitárias e discursos políticos, o emissor busca influenciar diretamente o comportamento do destinatário, utilizando recursos linguísticos que convocam, orientam ou persuadem o leitor.
No enunciado “Não perca esta oportunidade: inscreva-se agora!”, predomina a função da linguagem: 
Alternativas
Q3845213 Português
Leia o fragmento a seguir: “No início da manhã, o professor chegou à escola, organizou os materiais e preparou a quadra. Logo depois, os alunos entraram, curiosos com a atividade proposta. Ao final da aula, todos comentavam a experiência vivida.”
O texto estrutura-se a partir da sequência temporal de ações, criando progressão dos fatos e permitindo ao leitor acompanhar o encadeamento dos acontecimentos.
O modo de organização predominante no texto é:
Alternativas
Q3845212 Português
Em um relatório acadêmico, um estudante organizou corretamente os períodos, empregou conectivos adequados e manteve concordância normativa. No entanto, ao longo do texto, ideias centrais foram abandonadas, argumentos contradisseram-se e a conclusão não dialogou com a introdução. Embora a superfície linguística estivesse correta, o texto apresentou dificuldades de compreensão global, exigindo releitura constante por parte do avaliador.
Considere o trecho hipotético: “Os jogos são importantes na escola. Portanto, a Educação Física deve trabalhar conteúdos teóricos. Assim, muitos alunos não participam das aulas práticas.”
O problema central desse trecho relaciona-se à: 
Alternativas
Q3845211 Português
Quando um texto literário, publicitário ou jornalístico estabelece diálogo direto ou indireto com outro texto anterior, retomando temas, estruturas, personagens ou expressões consagradas, cria-se uma rede de relações que amplia os sentidos da leitura. Esse diálogo pode ocorrer por citação explícita, paródia, alusão ou reescrita, exigindo do leitor repertório cultural para sua plena compreensão.
O recurso descrito caracteriza o fenômeno da:
Alternativas
Q3845210 Português
Em textos argumentativos, é comum que o autor recorra a discursos de outras esferas sociais, como o científico, o jurídico, o religioso ou o midiático, a fim de fortalecer seus argumentos. Mesmo sem mencionar explicitamente a fonte desses discursos, o texto se apropria de suas formas de dizer, de seus valores e de sua autoridade simbólica, produzindo sentidos que ultrapassam o texto em si.
Esse mecanismo de construção de sentido corresponde ao conceito de:
Alternativas
Q3845209 Português
Nenhum texto se constrói a partir de uma única voz isolada. Mesmo quando o autor aparenta expressar uma opinião individual, seu discurso é atravessado por enunciados anteriores, posições ideológicas, valores sociais e saberes historicamente constituídos. Esses diferentes pontos de vista podem aparecer de forma explícita, como citações diretas, ou implícita, por meio de ironias, alusões e reformulações discursivas, criando um jogo de vozes que dialogam, se complementam ou entram em conflito dentro do texto.
O fenômeno discursivo descrito no texto denomina-se:
Alternativas
Q3845208 Português
Ao longo da história, a palavra escrita desempenhou papel fundamental na organização das sociedades. Por meio dela, valores foram transmitidos, conflitos registrados e identidades construídas. Ler, portanto, não se resume à decodificação de signos gráficos, mas envolve a capacidade de inferir sentidos, reconhecer implícitos e estabelecer relações entre o texto e o contexto em que foi produzido.
Considerando o texto, compreender a leitura implica, sobretudo: 
Alternativas
Q3844922 Português
Texto II
A experiência da paternidade, ao longo da história, foi marcada por uma formação menos sistematizada do que a maternidade. Enquanto as mulheres, desde cedo, são socialmente educadas para exercer o papel de mãe, os homens acabam construindo sua identidade paterna de maneira improvisada, baseada em vivências pessoais, erros e acertos. Essa ausência de um modelo rígido resulta em múltiplas formas de ser pai, cada uma marcada por singularidades, contradições e afetos próprios.
Nesse sentido, o pai não se configura como uma figura padronizada, mas como alguém que se constitui na relação com os filhos e com o contexto social em que está inserido. Tal diversidade não diminui sua importância; ao contrário, revela a riqueza e a complexidade do exercício da paternidade na contemporaneidade.
A palavra “singularidades”, no contexto em que aparece, pode ser corretamente substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q3844921 Português
Texto II
A experiência da paternidade, ao longo da história, foi marcada por uma formação menos sistematizada do que a maternidade. Enquanto as mulheres, desde cedo, são socialmente educadas para exercer o papel de mãe, os homens acabam construindo sua identidade paterna de maneira improvisada, baseada em vivências pessoais, erros e acertos. Essa ausência de um modelo rígido resulta em múltiplas formas de ser pai, cada uma marcada por singularidades, contradições e afetos próprios.
Nesse sentido, o pai não se configura como uma figura padronizada, mas como alguém que se constitui na relação com os filhos e com o contexto social em que está inserido. Tal diversidade não diminui sua importância; ao contrário, revela a riqueza e a complexidade do exercício da paternidade na contemporaneidade.
Do ponto de vista linguístico, o texto caracteriza-se predominantemente pelo uso de:
Alternativas
Q3844920 Português
Texto II
A experiência da paternidade, ao longo da história, foi marcada por uma formação menos sistematizada do que a maternidade. Enquanto as mulheres, desde cedo, são socialmente educadas para exercer o papel de mãe, os homens acabam construindo sua identidade paterna de maneira improvisada, baseada em vivências pessoais, erros e acertos. Essa ausência de um modelo rígido resulta em múltiplas formas de ser pai, cada uma marcada por singularidades, contradições e afetos próprios.
Nesse sentido, o pai não se configura como uma figura padronizada, mas como alguém que se constitui na relação com os filhos e com o contexto social em que está inserido. Tal diversidade não diminui sua importância; ao contrário, revela a riqueza e a complexidade do exercício da paternidade na contemporaneidade.
No desenvolvimento do texto, a autora sustenta a tese de que não existe um modelo único de paternidade, utilizando, como estratégia argumentativa predominante,
Alternativas
Q3844919 Português
Texto I
A água constitui um recurso natural de elevado valor econômico, social e ambiental, sendo essencial para a manutenção da vida humana e para o equilíbrio dos ecossistemas. Embora o planeta Terra apresente grande quantidade de água em sua composição, a distribuição desse recurso ocorre de maneira desigual, o que compromete o acesso de populações inteiras ao consumo adequado. Tal desigualdade revela que a aparente abundância hídrica não corresponde à realidade vivenciada por grande parte da humanidade.
Segundo dados da Agência Nacional de Águas, aproximadamente 97,5% da água existente no planeta é salgada, o que a torna imprópria para o consumo humano direto. Dos 2,5% de água doce disponíveis, a maior parte encontra-se concentrada em geleiras ou aquíferos subterrâneos de difícil acesso. Além disso, fatores como poluição, desperdício e má gestão dos recursos hídricos intensificam a crise da água, sobretudo em países em desenvolvimento. 
A afirmação de que fatores como poluição, desperdício e má gestão intensificam a crise hídrica revela uma relação semântica de 
Alternativas
Q3844918 Português
Texto I
A água constitui um recurso natural de elevado valor econômico, social e ambiental, sendo essencial para a manutenção da vida humana e para o equilíbrio dos ecossistemas. Embora o planeta Terra apresente grande quantidade de água em sua composição, a distribuição desse recurso ocorre de maneira desigual, o que compromete o acesso de populações inteiras ao consumo adequado. Tal desigualdade revela que a aparente abundância hídrica não corresponde à realidade vivenciada por grande parte da humanidade.
Segundo dados da Agência Nacional de Águas, aproximadamente 97,5% da água existente no planeta é salgada, o que a torna imprópria para o consumo humano direto. Dos 2,5% de água doce disponíveis, a maior parte encontra-se concentrada em geleiras ou aquíferos subterrâneos de difícil acesso. Além disso, fatores como poluição, desperdício e má gestão dos recursos hídricos intensificam a crise da água, sobretudo em países em desenvolvimento. 
Considerando o primeiro parágrafo do texto, observa-se que o autor constrói sua argumentação a partir da contraposição entre a ideia de abundância natural da água e a realidade social vivenciada por grande parte da população mundial. A ideia central do parágrafo estabelece-se, portanto, a partir da relação entre 
Alternativas
Respostas
7481: B
7482: E
7483: B
7484: A
7485: B
7486: C
7487: A
7488: C
7489: D
7490: C
7491: D
7492: C
7493: D
7494: B
7495: C
7496: B
7497: D
7498: A
7499: C
7500: B