Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3904267 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

No trecho “No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos”, a palavra “entabulamos” foi empregada em sentido figurado. Assinale a alternativa que apresenta o significado mais adequado do termo no contexto do texto. 
Alternativas
Q3904266 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

Ao mencionar longas listas de cineastas, escritores e músicos consagrados, a autora busca:
Alternativas
Q3904265 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

A autora defende, ao longo do texto, a ideia de que: 
Alternativas
Q3904180 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

No trecho “muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar”, a palavra “estoicamente” foi empregada em sentido figurado. Assinale a alternativa que expressa o sentido do termo no contexto do texto.
Alternativas
Q3904179 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

Ao questionar, no último parágrafo, a tentativa de impor controle “ao outro mais fraco e mais vulnerável”, a autora sugere que:
Alternativas
Q3904178 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

Ao longo do texto, a autora sustenta a ideia de que: 
Alternativas
Q3904077 Português
O Último Poema
Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

  O poeta empregou uma figura de linguagem que estabelece, explicitamente, uma relação de semelhança no verso:
Alternativas
Q3904072 Português
Metáfora é uma figura de linguagem que se identifica pela comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia entre elementos. Com base nessa afirmativa, assinale a alternativa em que se identifica a metáfora.
Alternativas
Q3904071 Português
“As anomalias congênitas são um grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina e que podem ser detectadas antes, durante ou após o nascimento. Podem afetar diversos órgãos e sistemas do corpo humano e são causadas por um ou mais fatores genéticos, infecciosos, nutricionais e ambientais, podendo ser resultado de uma combinação desses fatores.”

Disponível em: https://www.gov.br

Através dos recursos linguísticos presentes, no texto acima, a função de linguagem que predomina é:
Alternativas
Q3903827 Português

No verso:


“Vivo num clip sem nexo / Um pierrô-retrocesso / Meio bossa nova e rock 'n' roll.”


A linguagem utilizada evidencia:

Alternativas
Q3903826 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


 MÚSICA: FAZ PARTE DO MEU SHOW


Cazuza Compositor:

Cazuza/Renato Ladeira

Te pego na escola

E encho a tua bola

Com todo o meu amor

Te levo pra festa

E testo o teu sexo

Com ar de professor

Faço promessas malucas

Tão curtas quanto um sonho bom

Se eu te escondo a verdade, baby

É pra te proteger da solidão 

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor

Confundo as tuas coxas

Com as de outras moças

Te mostro toda a dor

Te faço um filho T

e dou outra vida

Pra te mostrar quem sou

Vago na lua deserta

Das pedras do Arpoador

Digo "alô" ao inimigo

Encontro um abrigo

No peito do meu traidor

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor

Invento desculpas

Provoco uma briga

Digo que não estou

Vivo num clip sem nexo

Um pierrô-retrocesso

Meio bossa nova e rock 'n' roll

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor


(https://armazemdetexto.blogspot.com/search/label/M%C 3%9ASICA)

No verso:

“Se eu te escondo a verdade, baby / É pra te proteger da solidão.


A palavra “solidão” assume, nesse contexto, o sentido de: 

Alternativas
Q3903822 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


POEMA: DIANTE DE UMA CRIANÇA


Como fazer feliz meu filho?

Não há receitas para tal.

Todo o saber, todo o meu brilho

de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação

gravada em mim, impressa no ar.

Bola, bombons, patinação

talvez bastem para encantar?


Imprevistas, fartas mesadas,

louvores, prêmios, complacências,

milhões de coisas desejadas,

concedidas sem reticências?


Liberdade alheia a limites,

perdão de erros, sem julgamento,

e dizer-lhe que estamos quites,

conforme a lei do esquecimento?


Submeter-me à sua vontade

sem ponderar, sem discutir?

Dar-lhe tudo aquilo que há

de entontecer um grão-vizir?


E, se depois de tanto mimo

que o atraia, ele se sente

pobre, sem paz e sem arrimo,

alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer

para consolo desta criança?

Como em seu íntimo acender

uma fagulha de confiança?


Eis que acode meu coração

e oferece, como uma flor,

a doçura desta lição:

dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,

vence o tédio, ilumina o dia

e instaura em nossa natureza

a imperecível alegria.


Carlos Drummond de Andrade.Farewell. Rio de Janeiro, Record, 1996.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 76

No desfecho do poema, quando o eu lírico conclui que deve oferecer ao filho “a doçura desta lição: / dar a meu filho meu amor”, a mensagem central expressa é que.
Alternativas
Q3903821 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


POEMA: DIANTE DE UMA CRIANÇA


Como fazer feliz meu filho?

Não há receitas para tal.

Todo o saber, todo o meu brilho

de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação

gravada em mim, impressa no ar.

Bola, bombons, patinação

talvez bastem para encantar?


Imprevistas, fartas mesadas,

louvores, prêmios, complacências,

milhões de coisas desejadas,

concedidas sem reticências?


Liberdade alheia a limites,

perdão de erros, sem julgamento,

e dizer-lhe que estamos quites,

conforme a lei do esquecimento?


Submeter-me à sua vontade

sem ponderar, sem discutir?

Dar-lhe tudo aquilo que há

de entontecer um grão-vizir?


E, se depois de tanto mimo

que o atraia, ele se sente

pobre, sem paz e sem arrimo,

alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer

para consolo desta criança?

Como em seu íntimo acender

uma fagulha de confiança?


Eis que acode meu coração

e oferece, como uma flor,

a doçura desta lição:

dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,

vence o tédio, ilumina o dia

e instaura em nossa natureza

a imperecível alegria.


Carlos Drummond de Andrade.Farewell. Rio de Janeiro, Record, 1996.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 76

Analise abaixo o fragmento do poema:

“E, se depois de tanto mimo / que o atraia, ele se sente / pobre, sem paz e sem arrimo, / alma vazia, amargamente?”


No trecho acima, o eu lírico questiona:

Alternativas
Q3903820 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


POEMA: DIANTE DE UMA CRIANÇA


Como fazer feliz meu filho?

Não há receitas para tal.

Todo o saber, todo o meu brilho

de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação

gravada em mim, impressa no ar.

Bola, bombons, patinação

talvez bastem para encantar?


Imprevistas, fartas mesadas,

louvores, prêmios, complacências,

milhões de coisas desejadas,

concedidas sem reticências?


Liberdade alheia a limites,

perdão de erros, sem julgamento,

e dizer-lhe que estamos quites,

conforme a lei do esquecimento?


Submeter-me à sua vontade

sem ponderar, sem discutir?

Dar-lhe tudo aquilo que há

de entontecer um grão-vizir?


E, se depois de tanto mimo

que o atraia, ele se sente

pobre, sem paz e sem arrimo,

alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer

para consolo desta criança?

Como em seu íntimo acender

uma fagulha de confiança?


Eis que acode meu coração

e oferece, como uma flor,

a doçura desta lição:

dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,

vence o tédio, ilumina o dia

e instaura em nossa natureza

a imperecível alegria.


Carlos Drummond de Andrade.Farewell. Rio de Janeiro, Record, 1996.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 76

O eu lírico, logo no início do poema, demonstra uma preocupação com: 
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Q3903819 Português

Leia o texto abaixo para responder as questão.


Explode Coração


Chega de tentar dissimular

E disfarçar e esconder

O que não dá mais pra ocultar

E eu não posso mais calar

Já que o brilho desse olhar foi traidor e

Entregou o que você tentou conter

O que você não quis desabafar e me cortou.

Chega de temer, chorar, sofrer

Sorrir, se dar, e se perder, e se achar

Que tudo aquilo que é viver,

Eu quero mais e me abrir

E que essa vida entre assim

Como se fosse o sol

Desvirginando a madrugada

Quero sentir a dor dessa manhã.

Nascendo, rompendo, rasgando,

E tomando meu corpo e então eu

Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando

Feito louco, alucinado e criança

Sentindo o meu amor se derramando

Não dá mais pra segurar Explode coração.



Composição:Gonzaguinha.

(Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 259 https://armazemdetexto.blogspot.com/search/label/M%C3%9ASICA). 

O poema-canção de Gonzaguinha, ao tratar do transbordamento das emoções e da busca por autenticidade, aproxima-se de tradições literárias e musicais que exploram a tensão entre razão e emoção. Nesse sentido, a intertextualidade da letra manifesta-se principalmente:
Alternativas
Q3903818 Português

Leia o texto abaixo para responder as questão.


Explode Coração


Chega de tentar dissimular

E disfarçar e esconder

O que não dá mais pra ocultar

E eu não posso mais calar

Já que o brilho desse olhar foi traidor e

Entregou o que você tentou conter

O que você não quis desabafar e me cortou.

Chega de temer, chorar, sofrer

Sorrir, se dar, e se perder, e se achar

Que tudo aquilo que é viver,

Eu quero mais e me abrir

E que essa vida entre assim

Como se fosse o sol

Desvirginando a madrugada

Quero sentir a dor dessa manhã.

Nascendo, rompendo, rasgando,

E tomando meu corpo e então eu

Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando

Feito louco, alucinado e criança

Sentindo o meu amor se derramando

Não dá mais pra segurar Explode coração.



Composição:Gonzaguinha.

(Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 259 https://armazemdetexto.blogspot.com/search/label/M%C3%9ASICA). 

A letra de “Explode Coração”, de Gonzaguinha, expressa um eu lírico que rompe com o silêncio e reprime sentimentos para afirmar a necessidade de viver intensamente. Essa ideia dialoga com textos e discursos que valorizam:
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Q3903703 Português

A Importância da Comunicação no nosso dia a dia



 A comunicação é um pilar fundamental no contexto da educação e desempenha um papel essencial na vida moderna. Em todos os aspectos da existência humana, desde a organização da sociedade até o desenvolvimento individual, a comunicação eficiente é a chave para o sucesso.


 A base de qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional, reside na comunicação. É através dela que expressamos nossos pensamentos, compartilhamos nossas emoções, transmitimos ideias e demonstramos nossos comportamentos. Além disso, a comunicação é uma ferramenta valiosa na resolução de conflitos e na construção de conexões saudáveis e significativas.

Aprimorar suas habilidades de comunicação é um investimento valioso que pode levar a um crescimento pessoal significativo e ao destaque no mercado de trabalho. Portanto, dedicar tempo para aprimorar sua capacidade de se comunicar eficazmente é uma escolha inteligente que pode moldar seu futuro de maneira positiva.


Texto Adaptado


TECMAIS. A importância da comunicação no nosso dia a dia. Site Relâmpago, 7 out. 2023. Atualizado em: 6 maio 2024. Disponível em: https://www.tecmais.com.br/post/a-import%C3%A2ncia-da-comunica% C3%A7%C3%A3o-no-nosso-dia-a-dia . Acesso em: 10 fev. 2026.

Com base na organização argumentativa do texto, na relação entre ideias principais e secundárias e nas inferências legitimadas pelos enunciados, assinale a alternativa que explicita corretamente uma conclusão implicitamente sustentada pelo autor:
Alternativas
Q3903686 Português
"Desde 2001, Índia e Bangladesh relatam surtos do Nipah com frequência quase anual, geralmente associados a fatores ambientais e práticas culturais locais. Em 2026, o vírus voltou a ganhar espaço no noticiário global após a confirmação de dois casos na Índia, ambos entre profissionais de saúde que atuavam no mesmo hospital."
Disponível em: https://www.einstein.br/

As notícias sobre recentes manifestações desse vírus ganharam a mídia mundial e se tornaram motivo de alerta entre algumas autoridades e entre populares. Qual foi o principal motivo desta preocupação? 
Alternativas
Q3903684 Português

A Importância da Comunicação no nosso dia a dia



A comunicação é um pilar fundamental no contexto da educação e desempenha um papel essencial na vida moderna. Em todos os aspectos da existência humana, desde a organização da sociedade até o desenvolvimento individual, a comunicação eficiente é a chave para o sucesso.


A base de qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional, reside na comunicação. É através dela que expressamos nossos pensamentos, compartilhamos nossas emoções, transmitimos ideias e demonstramos nossos comportamentos. Além disso, a comunicação é uma ferramenta valiosa na resolução de conflitos e na construção de conexões saudáveis e significativas.


Aprimorar suas habilidades de comunicação é um investimento valioso que pode levar a um crescimento pessoal significativo e ao destaque no mercado de trabalho. Portanto, dedicar tempo para aprimorar sua capacidade de se comunicar eficazmente é uma escolha inteligente que pode moldar seu futuro de maneira positiva.



Texto Adaptado


TECMAIS. A importância da comunicação no nosso dia a dia. Site

Relâmpago, 7 out. 2023. Atualizado em: 6 maio 2024. Disponível em:

https://www.tecmais.com.br/post/a-import%C3%A2ncia-da-comunica%

C3%A7%C3%A3o-no-nosso-dia-a-dia . Acesso em: 10 fev. 2026.

Com base na organização argumentativa do texto, na relação entre ideias principais e secundárias e nas inferências legitimadas pelos enunciados, assinale a alternativa que explicita corretamente uma conclusão implicitamente sustentada pelo autor: 
Alternativas
Q3903224 Português
O 'iceberg de gordura' pesando 100 toneladas achado no esgoto de Londres

Um "iceberg" de gordura, com peso estimado de cerca de 100 toneladas, foi encontrado bloqueando os esgotos da zona leste de Londres.

A massa de gordura, óleo e graxa solidificada foi descoberta nos túneis embaixo do distrito de Whitechapel. Ela mede cerca de 100 metros de comprimento.

A Thames Water (empresa responsável pelos serviços de água e esgoto de Londres) declarou que a extração completa do bloco poderá levar semanas e que "ele serve de duro lembrete de que o que desce pelo cano não desaparece".

A companhia pede às pessoas que pensem cuidadosamente no que irão despejar nas pias e vasos sanitários durante as festas de final de ano.

A Thames Water afirma que os moradores, até o momento, não foram afetados porque o bloqueio do esgoto é apenas parcial

 O chefe de operações do norte de Londres, Tim Davies, declarou que "este novo 'fatberg' [algo como 'iceberg de gordura', em inglês] mostra exatamente o que acontece quando gorduras, óleos e papéis descem pelos nossos encanamentos. Eles não desaparecem, mas sim se acumulam, causando sérios danos."

"O custo de limpeza dos bloqueios e reparo dos esgotos soma dezenas de milhões de libras todos os anos", destaca ele, "e este dinheiro, em última análise, vem dos nossos clientes."

O bloco foi apelidado de "neto" do iceberg de gordura de Whitechapel de 2017. Ele pesava 130 toneladas e tinha mais de 250 metros de comprimento.

Aquele bloco foi um dos maiores já encontrados na capital britânica. Uma amostra chegou a ficar exposta no Museu de Londres, atraindo grande número de visitantes.

A Thames Water explica que os bloqueios costumam ocorrer mais em dezembro e janeiro. Por isso, ela pede às pessoas que raspem a comida dos pratos, usem ralos nas pias e evitem despejar na pia cremes e alimentos líquidos, como molhos ou caldos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3r704yy87po
"Eles não desaparecem, mas se acumulam, causando sérios danos."
Sabe-se que os sinônimos são palavras que podem substituir outras com sentido semelhante.
Com base nisso, analise as reescritas a seguir, com a substituição dos vocábulos, e identifique aquela que não mantém o sentido da frase original.
Alternativas
Respostas
7061: A
7062: C
7063: D
7064: C
7065: A
7066: D
7067: D
7068: B
7069: A
7070: D
7071: A
7072: A
7073: B
7074: B
7075: A
7076: C
7077: D
7078: D
7079: B
7080: A