Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4054287 Português
Leia o poema “Congresso internacional do Medo”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), publicado no livro Sentimento do mundo (1940), em plena II Guerra Mundial:

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso
companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos
desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo
das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos
democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo depois da
morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
medrosas.

Sobre o texto, fazem-se as afirmativas a seguir:
I. O clima de terror que perpassava o mundo, durante a II Guerra Mundial, sobrepõe-se a todos os sentimentos, inclusive ao amor e ao ódio.
II. As flores amarelas no último verso são uma referência ao sol e, embora elas sejam medrosas, indicam que o mundo poderá se renovar, uma vez finda a guerra.
III. Ao dizer que “cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas”, o poeta generaliza a guerra como um terror em si, independentemente de posições políticas.
IV.A repetição do vocábulo “medo” é uma antonomásia e essa característica estilística não se torna abusiva em virtude de evidenciar que o medo é maior do que tudo.
V. Com uma forte reflexão crítica, o poema ressalta a esperança de um mundo melhor, sentimento que invadiu os indivíduos durante a guerra.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4054282 Português

Leia a crônica a seguir, intitulada “A aliança”, de Luís Fernando Veríssimo, antes de responder à questão que a ela se refere:



Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim, aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.


Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu.


Com dificuldade, ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas, sem querer, a chutou.


A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro, onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa.


Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.


– Você não sabe o que me aconteceu!


– O quê?


– Uma coisa incrível.


– O quê?


– Contando, ninguém acredita.


– Conta!


– Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?


– Não.


– Olhe.


E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.


– O que aconteceu?


E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.


– Que coisa – diria a mulher, calmamente.


– Não é difícil de acreditar?


– Não. É perfeitamente possível.


– Pois é. Eu…


– SEU CRETINO!


– Meu bem…


– Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara de pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.


– Mas, meu bem…


– Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!


E ela sairia de casa com as crianças, sem querer ouvir explicações.


Ele chegou em casa sem dizer nada.


– Por que o atraso?


– Muito trânsito.


– Por que essa cara?


– Nada, nada.


E, finalmente:


– Que fim levou a sua aliança?


E ele disse:


– Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.


Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois, reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom senso, a venceriam.


– O mais importante é que você não mentiu pra mim.


E foi tratar do jantar.


Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo. 

Sobre o texto, podemos afirmar que:
I. São apresentadas duas narrativas, uma imaginária e outra que, segundo o autor, de fato aconteceu, muito embora tenha sido com um amigo inexistente.
II. À maneira das fábulas, a crônica apresenta uma moral, ainda que não esteja de acordo com as regras sociais: a de que a mentira, muitas vezes, compensa.
III. A crônica sugere que os problemas do cotidiano das pessoas são mais importantes do que conflitos em escala planetária.
IV. A expressão “Seu cretino!”, proferida pela mulher, em virtude de estar grafada em maiúsculas, indica que se trata de um grito ou, pelo menos, de um insulto em voz alta.
V. Em geral, as narrativas se desenvolvem a partir de um problema; no caso de “A aliança”, o problema gerador foi a incompatibilidade de gênio entre os cônjuges.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4054216 Português
       Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira, deixou mais do que romances memoráveis: construiu também na sua obra um retrato vivo de um Rio de Janeiro que atravessava transformações profundas.
       No final do século XIX, quando o Brasil deixava de ser um Império para se tornar uma República, o autor registrava, com precisão, os espaços urbanos por onde transitava – não apenas como cenário, mas também como parte essencial de suas tramas.
     Seus personagens se movem por ruas e bairros reais, conhecidos pelo próprio escritor. Mais do que conflitos humanos, suas histórias captam a atmosfera de um tempo e de um lugar que marcam a história de construção da identidade do país. 

Disponível em:<https://revistaforum.com.br/cultura/o-rio-de-machado-de-assisconheca-os-lugares-que-o-autor-narrava-em-suas-obras/>. Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando as relações sintático-semânticas do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4054208 Português
    Em meio à onda de calor extremo que atinge o Rio de Janeiro, a arborização urbana volta ao centro do debate público. O tema ganhou destaque após a derrubada de 71 árvores no bairro do Flamengo, na Zona Sul da capital, para a construção de um empreendimento imobiliário. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), a arborização não pode mais ser tratada como consequência de iniciativas privadas, mas deve ocupar papel central no planejamento urbano dos municípios.


Disponível em: <https://www.caurj.gov.br/preservacao-ambiental-arborizacaocomo-base-da-estrutura-urbana-e-destaque-no-jornal-extra/>. Acesso em: 19
fev. 2026, com adaptações.
O vocábulo “para”, em suas duas ocorrências no texto, expressa, respectivamente, sentido de
Alternativas
Q4054206 Português
     Em um mundo marcado pela guerra na Ucrânia, pelo conflito no Oriente Médio e pela crescente rivalidade entre grandes potências, há também um não tão novo front, porém mais silencioso e sorrateiro: a Guerra Cognitiva. Conceito destacado em relatório do Chief Scientist da Otan, ela não envolve tanques ou mísseis, mas sim a batalha pelo domínio da percepção, das crenças e da tomada de decisão de populações inteiras. Os campos de batalha estão em todos os lugares e não há distinção entre civis e militares. É a manipulação sistemática da informação para corroer a coesão social, deslegitimar instituições e semear a desconfiança. Uma das linhas de defesa é a educação, garantindo que os estudantes de hoje e futuros adultos estejam preparados do ponto de vista cognitivo e de aprendizado para os ataques cibernéticos e campanhas de desinformação em massa.  


O Globo. À educação e a guerra pela mente Disponível em: htps://oglobo.globo.com/brasil/priscila-cruz/coluna/2026/02/a- educação-e-a-guerra-pela-mente ghtml Acesso em: 12 fev. 2026, com adaptações. 
As relações de coerência e coesão do texto estariam mantidas caso se substituísse, no trecho “ela não envolve tanques ou misseis, mas sim a batalha pelo domínio da percepção”, o conector “mas sim” por 
Alternativas
Q4054204 Português
     Em um mundo marcado pela guerra na Ucrânia, pelo conflito no Oriente Médio e pela crescente rivalidade entre grandes potências, há também um não tão novo front, porém mais silencioso e sorrateiro: a Guerra Cognitiva. Conceito destacado em relatório do Chief Scientist da Otan, ela não envolve tanques ou mísseis, mas sim a batalha pelo domínio da percepção, das crenças e da tomada de decisão de populações inteiras. Os campos de batalha estão em todos os lugares e não há distinção entre civis e militares. É a manipulação sistemática da informação para corroer a coesão social, deslegitimar instituições e semear a desconfiança. Uma das linhas de defesa é a educação, garantindo que os estudantes de hoje e futuros adultos estejam preparados do ponto de vista cognitivo e de aprendizado para os ataques cibernéticos e campanhas de desinformação em massa.  


O Globo. À educação e a guerra pela mente Disponível em: htps://oglobo.globo.com/brasil/priscila-cruz/coluna/2026/02/a- educação-e-a-guerra-pela-mente ghtml Acesso em: 12 fev. 2026, com adaptações. 
De acordo com as ideias do texto, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4054129 Português
Constelação de pedras

    Às vezes a vida parece desenhar símbolos repetidos. Quem olha com atenção percebe que certas imagens atravessam a poesia, a música, os mitos e até os ditados populares. Uma dessas imagens é a pedra.


    Na canção Águas de março, de Tom Jobim, ela aparece quase casualmente: “é pau, é pedra, é o fim do caminho”. No meio de tantas coisas simples: tocos, restos, pedaços do cotidiano. A pedra está ali, como parte natural da paisagem da vida.


    Mas a pedra também ganhou lugar definitivo na poesia de Carlos Drummond de Andrade. No poema No meio do caminho, ela interrompe a passagem e insiste na memória. Drummond repete sua presença tantas vezes que aquela pedra deixa de ser apenas um objeto. Ela se transforma no próprio símbolo do obstáculo inevitável.


    Antes mesmo da poesia moderna, os mitos já falavam de pedras. A mais famosa talvez seja a de Sísifo, condenado a empurrar eternamente uma rocha montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta. Uma imagem antiga que lembra o esforço humano de todos os dias: trabalhar, recomeçar, tentar outra vez.


    Mas há também outra pedra, menos pesada e mais sonhada: a lendária Pedra Filosofal, buscada pelos alquimistas como capaz de transformar metais comuns em ouro. Uma pedra que representa a esperança de transformação, a possibilidade de que aquilo que parece simples ou bruto esconda algo precioso.


    Entre tantas pedras, a do caminho, a do esforço, a da transformação, aparece ainda a sabedoria tranquila do povo: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.


    Talvez seja essa a verdadeira constelação de pedras da existência. Algumas nos fazem tropeçar. Outras exigem esforço diário. Outras ainda prometem mudança.


    E então chegam as águas de março. Elas correm sobre todas as pedras. Passam por cima, contornam, insistem. Não derrubam tudo de uma vez, mas lembram que o tempo também trabalha devagar.


    Talvez viver seja isso: caminhar entre pedras e águas. E aprender, pouco a pouco, que até as pedras mais antigas acabam fazendo parte do caminho.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).

No texto, a expressão “constelação de pedras” organiza, de modo figurado, a reunião de diferentes sentidos atribuídos à pedra ao longo da vida e da cultura. Nesse contexto, essa expressão sugere: 
Alternativas
Q4054128 Português
Constelação de pedras

    Às vezes a vida parece desenhar símbolos repetidos. Quem olha com atenção percebe que certas imagens atravessam a poesia, a música, os mitos e até os ditados populares. Uma dessas imagens é a pedra.


    Na canção Águas de março, de Tom Jobim, ela aparece quase casualmente: “é pau, é pedra, é o fim do caminho”. No meio de tantas coisas simples: tocos, restos, pedaços do cotidiano. A pedra está ali, como parte natural da paisagem da vida.


    Mas a pedra também ganhou lugar definitivo na poesia de Carlos Drummond de Andrade. No poema No meio do caminho, ela interrompe a passagem e insiste na memória. Drummond repete sua presença tantas vezes que aquela pedra deixa de ser apenas um objeto. Ela se transforma no próprio símbolo do obstáculo inevitável.


    Antes mesmo da poesia moderna, os mitos já falavam de pedras. A mais famosa talvez seja a de Sísifo, condenado a empurrar eternamente uma rocha montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta. Uma imagem antiga que lembra o esforço humano de todos os dias: trabalhar, recomeçar, tentar outra vez.


    Mas há também outra pedra, menos pesada e mais sonhada: a lendária Pedra Filosofal, buscada pelos alquimistas como capaz de transformar metais comuns em ouro. Uma pedra que representa a esperança de transformação, a possibilidade de que aquilo que parece simples ou bruto esconda algo precioso.


    Entre tantas pedras, a do caminho, a do esforço, a da transformação, aparece ainda a sabedoria tranquila do povo: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.


    Talvez seja essa a verdadeira constelação de pedras da existência. Algumas nos fazem tropeçar. Outras exigem esforço diário. Outras ainda prometem mudança.


    E então chegam as águas de março. Elas correm sobre todas as pedras. Passam por cima, contornam, insistem. Não derrubam tudo de uma vez, mas lembram que o tempo também trabalha devagar.


    Talvez viver seja isso: caminhar entre pedras e águas. E aprender, pouco a pouco, que até as pedras mais antigas acabam fazendo parte do caminho.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4054127 Português
Constelação de pedras

    Às vezes a vida parece desenhar símbolos repetidos. Quem olha com atenção percebe que certas imagens atravessam a poesia, a música, os mitos e até os ditados populares. Uma dessas imagens é a pedra.


    Na canção Águas de março, de Tom Jobim, ela aparece quase casualmente: “é pau, é pedra, é o fim do caminho”. No meio de tantas coisas simples: tocos, restos, pedaços do cotidiano. A pedra está ali, como parte natural da paisagem da vida.


    Mas a pedra também ganhou lugar definitivo na poesia de Carlos Drummond de Andrade. No poema No meio do caminho, ela interrompe a passagem e insiste na memória. Drummond repete sua presença tantas vezes que aquela pedra deixa de ser apenas um objeto. Ela se transforma no próprio símbolo do obstáculo inevitável.


    Antes mesmo da poesia moderna, os mitos já falavam de pedras. A mais famosa talvez seja a de Sísifo, condenado a empurrar eternamente uma rocha montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta. Uma imagem antiga que lembra o esforço humano de todos os dias: trabalhar, recomeçar, tentar outra vez.


    Mas há também outra pedra, menos pesada e mais sonhada: a lendária Pedra Filosofal, buscada pelos alquimistas como capaz de transformar metais comuns em ouro. Uma pedra que representa a esperança de transformação, a possibilidade de que aquilo que parece simples ou bruto esconda algo precioso.


    Entre tantas pedras, a do caminho, a do esforço, a da transformação, aparece ainda a sabedoria tranquila do povo: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.


    Talvez seja essa a verdadeira constelação de pedras da existência. Algumas nos fazem tropeçar. Outras exigem esforço diário. Outras ainda prometem mudança.


    E então chegam as águas de março. Elas correm sobre todas as pedras. Passam por cima, contornam, insistem. Não derrubam tudo de uma vez, mas lembram que o tempo também trabalha devagar.


    Talvez viver seja isso: caminhar entre pedras e águas. E aprender, pouco a pouco, que até as pedras mais antigas acabam fazendo parte do caminho.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).

No texto, a recorrência da imagem da pedra em diferentes manifestações culturais é usada para mostrar que: 
Alternativas
Q4054096 Português
Assinale a alternativa que apresenta o termo que melhor sintetiza a relação lógica de causa e efeito expressa pelo dito popular: "Quem semeia vento, colhe tempestade”. 
Alternativas
Q4054087 Português
Leia o texto seguinte e responda a questão: 

“Em uma panela média, misture a aveia e o leite. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Mexa ocasionalmente. Reduza o fogo para baixo e continue cozinhando por cerca de 5 minutos ou até que a aveia esteja macia e o mingau tenha engrossado na consistência desejada. Mexa frequentemente para evitar que grude no fundo da panela. Retire do fogo e adicione o mel a gosto para adoçar. Mexa até que o mel esteja incorporado. Transfira o mingau para pratos fundos individuais. Polvilhe a canela por cima de cada porção de mingau. Sirva quente e aproveite!” 
O texto acima é representativo de qual tipologia textual?
Alternativas
Q4053801 Português
No trecho “A agricultura tropical é uma das grandes invenções brasileiras, cuja dimensão e importância para o mundo não têm paralelo em outras regiões tropicais”, a palavra “paralelo” poderia ser substituída, sem alteração do sentido original do trecho, por:
Alternativas
Q4053799 Português
A menção aos ODS da Agenda 2030 da ONU exemplifica um recurso de intertextualidade que busca:
Alternativas
Q4053797 Português
O trecho “A agricultura tropical é uma das grandes invenções brasileiras, cuja dimensão e importância para o mundo não têm paralelo em outras regiões tropicais”, retirado do texto, expressa um(a)
Alternativas
Q4053259 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como a água se tornou arma de guerra na luta dos EUA e Israel contra o Irã. 


As cenas de numerosos romances e filmes distópicos apresentando conflitos com cenários de redução dos recursos naturais podem não estar muito longe da realidade, principalmente durante a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.


Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região.


Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água.


O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável.


A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas.


O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos.


"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente", declarou Will Will Le Quesne, do Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Omã, ao programa de rádio Newsday, do Serviço Mundial da BBC.


A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada do Golfo. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região.


Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento

O texto indica que a água passou a ser um recurso de grande importância estratégica na região do Golfo, sobretudo em períodos de tensão ou conflito. Com base nas informações apresentadas no texto, julgue as afirmativas a seguir:
I. A necessidade de recorrer à dessalinização faz com que a infraestrutura de abastecimento de água na região fique exposta a riscos estratégicos em situações de conflitos internacionais.
II. Apesar de afirmar que o Golfo possui grande quantidade de água potável, a região enfrenta escassez severa, e a exploração intensiva das reservas subterrâneas compromete ainda mais o abastecimento agrícola.
III. A produção agrícola na região não depende da água dessalinizada, sendo sua continuidade determinada principalmente pela eficiência tecnológica e pelo manejo adequado dos recursos hídricos disponíveis.
IV. A escassez de água potável na região é resultado exclusivo do crescimento da indústria petrolífera desde os anos 1950.
 Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4053173 Português
A análise estilística reconhece que determinadas construções linguísticas produzem efeitos expressivos ao deslocar sentidos, intensificar ideias ou estabelecer associações implícitas. Tais recursos não configuram meros desvios arbitrários, mas estratégias discursivas que ampliam o potencial significativo do enunciado em contextos específicos (CUNHA; CINTRA, 2021).
Considerando a classificação das figuras de linguagem e seus efeitos de sentido, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053169 Português
Os estudos sobre textualidade reconhecem que os usos da linguagem se organizam em formas relativamente estáveis, vinculadas a práticas sociais específicas. Essas formas apresentam características estruturais recorrentes e cumprem finalidades comunicativas historicamente situadas nas interações humanas (BAKHTIN, 2011).
Considerando os conceitos de gêneros textuais, estrutura, função social e tipologia, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053166 Português
 A análise da textualidade contemporânea considera que a produção e a interpretação de textos envolvem fatores cognitivos, sociais e interacionais, ultrapassando a simples organização formal das estruturas linguísticas. Esses critérios articulam-se às condições de uso e às expectativas construídas entre produtores e leitores no processo comunicativo (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os elementos da textualidade — intencionalidade, aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade — assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053165 Português
A produção escrita envolve operações cognitivas e linguísticas que ultrapassam a mera combinação de frases gramaticalmente corretas. Estudos sobre textualidade destacam que a construção de sentido depende de fatores macroestruturais e microestruturais, relacionados tanto à organização global quanto às relações internas entre segmentos do texto (KOCH; ELIAS, 2012).
Considerando os princípios de planejamento, coesão, coerência e reescrita, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053163 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Os diferentes tipos textuais organizam-se conforme a finalidade comunicativa predominante. Enquanto a narração estrutura acontecimentos em sequência temporal, a descrição privilegia caracterização de elementos, a injunção orienta comportamentos por meio de instruções e a dissertação desenvolve análise argumentativa fundamentada em dados e reflexões.
Considerando os diferentes tipos textuais, assinale a alternativa CORRETA quanto à tipologia textual predominante no texto-base.
Alternativas
Respostas
5941: A
5942: C
5943: E
5944: E
5945: A
5946: C
5947: B
5948: C
5949: A
5950: D
5951: D
5952: E
5953: A
5954: C
5955: B
5956: D
5957: C
5958: B
5959: A
5960: A