Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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No contexto apresentado, a palavra "segurança" pode ser substituída, sem mudar o sentido da frase, por:
Texto 1
Ministério da Saúde afirma que não há casos do vírus no país. O Brasil não possui nenhum caso confirmado do vírus Nipah e não há registros de circulação do agente no país. A informação foi reforçada por autoridades de saúde após a disseminação de conteúdos nas redes sociais que sugerem, sem comprovação, a presença do vírus em território brasileiro. De acordo com o Ministério da Saúde, não existe qualquer notificação oficial, caso suspeito confirmado ou evidência científica que indique transmissão do Nipah no Brasil. A Organização Mundial de Saúde também afirmou que não há, até o momento, sinais de disseminação internacional do vírus que representem risco direto para a população brasileira.
Fonte: Pinheito, T. Vírus Nipah não chegou ao Brasil: ministério esclarece fake News. Correios Brasiliense, 2026
A partir do texto 1, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Se houver um “caso suspeito confirmado”, ele será considerado como um dado que indica a transmissão do Nipah no Brasil.
PORQUE
II- No contexto científico, o dado é uma informação isolada do contexto de uma pergunta, sendo necessária a sua interpretação para apoiar uma hipótese.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
No contexto apresentado, a palavra "segurança" pode ser substituída, sem mudar o sentido da frase, por:
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
A interpretação comunitária, por sua vez, é aquela que “ocorre na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e o seu consequente acesso aos provedores de serviços, tais como a educação, a saúde e os contextos legais” (Rodrigues, 2010, p.05). Nesses contextos, a atuação principal tem caráter dialógico, já que o profissional realiza certa mediação social em interações face a face de falantes de distintas línguas. [...] O profissional que atua em espaços educacionais formais tem sido comumente chamado de intérprete educacional. Ao abordar contextos de educação formal, Albres (2015, p. 39) apresenta algumas denominações utilizadas para se referir ao profissional que atua na educação: professor intérprete da Língua Brasileira de Sinais/Língua Portuguesa; professor intérprete das linguagens e códigos aplicáveis; professor-intérprete; intérprete educacional; intérprete especialista para atuar na área da educação; intérprete tutor e tradutor/intérprete escolar. Ao analisar esse conjunto de denominações dadas aos profissionais intérpretes, Albres (2015, p. 41) afirma que a denominação que vem sendo aceita e empregada por pesquisadores da área é de fato a de intérprete educacional e destaca que “empregar o termo tradutor para designar estes profissionais pode ampliar a sua atuação para além da interação face a face, ou seja, para além da mediação no tempo da enunciação, pode também modificar o tipo de formação deste profissional, como pré-requisito para atuação na escola”. [...] A despeito da diversidade de contextos de saúde, é comum vermos o profissional que atua nesses espaços sendo nomeado apenas como intérprete médico (medical interpreter). Todavia, encontramos no cenário internacional outros termos, tais como intérprete de saúde ou de cuidados da saúde (healthcare interpreter) e intérprete de hospital (hospital interpreter) (Queiroz, 2011; Jesus, 2013), os quais podem, de certa maneira, ampliar um pouco mais a concepção de quem é o profissional que atua nesses contextos. [...] Algumas das pesquisas sobre tradução e interpretação em contextos jurídicos afiliam-se ao campo dos Estudos da Tradução e aos da Interpretação, ao passo que outras investigações estão no âmbito da Linguística Forense. Talvez isso explique as diversas nomeações atribuídas ao profissional que atua com a tradução e/ou a interpretação em contextos jurídicos: tradutor forense, intérprete forense, tradutor público e intérprete comercial, tradutor juramentado, dentre outras.
RODRIGUES, Carlos Henrique; SANTOS, Silvana Aguiar dos. A interpretação e a
tradução de/para línguas de sinais: contextos de serviços públicos e suas demandas.
Tradução em Revista, 24, 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-
rio.br/34535/34535.PDF. Acesso em: 30 dez. 2025.