Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.758 questões
Atenção: Para responder às questões de números 6 a 8, leia o trecho de “Torto Arado”.
De loucura meu pai entendia, assim diziam, porque ele mesmo já havia caído louco num período remoto de sua vida. Os curadores serviam para restituir a saúde do corpo e do espírito dos doentes, era o que sabíamos desde o nascimento. O que mais chegava à nossa porta eram as moléstias do espírito dividido, gente esquecida de suas histórias, memórias, apartada do próprio eu, sem se distinguir de uma fera perdida na mata. Diziam que talvez fosse por conta do passado minerador do povo que chegou à região, ensandecido pela sorte de encontrar um diamante, de percorrer seu brilho na noite, deixando um monte para adentrar noutro, deixando a terra para entrar no rio. Gente que perseguia a fortuna, que dormia e acordava desejando a ventura, mas que se frustrava depois de tempos prolongados de trabalho fatigante, quebrando rochas, lavando cascalho, sem que o brilho da pedra pudesse tocar de forma ínfima o seu horizonte. Quantos dos que encontravam a pedra estavam libertos dos delírios? Quantos tinham que proteger seu bambúrrio da cobiça alheia, passando dias sem dormir, com os diamantes debaixo do corpo, sem se banhar nas águas dos rios, atentos a qualquer gesto de trapaça que poderia vir de onde menos se esperava?
(VIEIRA Jr., Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. Edição eletrônica)
No contexto em que se encontra, o termo
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 5, leia o trecho do conto “Sol nascente”
Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.
leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aventurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.
Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.
O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.
(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)
O relato do narrador permite caracterizar Chiyoko como
Leia o Texto 4 para responder às questões 09 e 10.
Meu filho, você não merece nada
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
BRUM, Eliane. Revista Época. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca>. Acesso em: 07 out. 2023.
Considere os recursos de coesão e de coerência textual sobre a repetição das palavras “preparada” e “despreparada”. Na organização do texto, essa repetição
Leia o Texto 3 para responder às questões 06 e 07.
Texto 3
As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias, somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.
BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222. [Adaptado].
O texto remete à definição de “literatura de testemunho” como uma produção literária em que
Leia o Texto 2 para responder às questões 03 e 04.
Texto 2
A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas. O senso comum tem escassa percepção de que a língua é um fenômeno heterogêneo que alberga grande variação e está em mudança contínua. Por isso, costuma folclorizar a variação regional, demoniza a variação social e tende a interpretar as mudanças como sinais de deterioração da língua.
O senso comum não se dá bem com a variação linguística e chega, muitas vezes, a explosões de ira e a gestos de grande violência simbólica diante de fatos de variação. Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, da escrita e da fala nos espaços públicos.
E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas – isto é, as variedades escritas e faladas que devem ser identificadas como constitutivas da chamada norma culta. Isso pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo.
ZILLES, A. M; FARACO, C. A. Apresentação. In: ZILLES, A. M; FARACO, C.
A. (org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino.
São Paulo: Parábola, 2015. [Adaptado].
De acordo com o texto, a variação linguística
Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.
Arroz doce tradicional
Ingredientes
1/2 litro de leite
2 xícaras de arroz branco (já lavado)
3 xícaras de açúcar
canela em pau (uso e quantidade a gosto)
1 lata de leite condensado
Modo de preparo
Cozinhar o arroz no leite, juntamente com a canela. Mexer de tempos em tempos e, 20 minutos depois, acrescentar o açúcar, deixar mais 20 minutos e, logo em seguida, acrescentar o leite condensado e deixar mais 20 minutos. Colocar em uma travessa, levar à geladeira e servir.
Disponível em:<https://www.facebook.com/receitasdothales> . Acesso em: 05 out. 2023.
Na segunda parte do texto lido, há uma sequência de verbos empregados na forma nominal do infinitivo “cozinhar, mexer, acrescentar, deixar, colocar, levar, servir”. Considere o gênero e a tipologia textual, bem como os elementos morfossintáticos que estruturam o texto. Essas formas verbais, nesse contexto, indicam o valor semântico
Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.
Arroz doce tradicional
Ingredientes
1/2 litro de leite
2 xícaras de arroz branco (já lavado)
3 xícaras de açúcar
canela em pau (uso e quantidade a gosto)
1 lata de leite condensado
Modo de preparo
Cozinhar o arroz no leite, juntamente com a canela. Mexer de tempos em tempos e, 20 minutos depois, acrescentar o açúcar, deixar mais 20 minutos e, logo em seguida, acrescentar o leite condensado e deixar mais 20 minutos. Colocar em uma travessa, levar à geladeira e servir.
Disponível em:<https://www.facebook.com/receitasdothales> . Acesso em: 05 out. 2023.
Considerando o gênero textual das duas partes que compõem o texto, as sequências textuais predominantes são, respectivamente:
Exemplos de aporofobia.
É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.
O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.
Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
A substituição do complemento verbal pelo pronome falhou em:
Exemplos de aporofobia.
É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.
O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.
Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
A identificação do antônimo está inadequada semanticamente em:
Exemplos de aporofobia.
É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.
O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.
Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
Opõe-se à arquitetura hostil, antipobre citada:
Origem da aporofobia.
A origem desse novo conceito é a unrao das palavras gregas áporos (pobre) e phobos (medo). Ele apareceu em uma série de textos publicados pela escritora e filósofa espanhola Adela Cortina desde os anos 1990. Segundo a professora espanhola, a repugnância aos pobres é a verdadeira atitude comportamentos subjacente supostamente a racistas xenofóbicos.
Em 2017 esse nome foi eleito a palavra do ano pela Fundación dei Espãnol Urgente (Fundéu BBVA), sendo usado em vários artigos jornalísticos e em livros. A filósofa Adela Cortina criou o termo para dar visibilidade a essa patologia social que existe no mundo todo. O rechaço aos grupos, raças e etnias que habitualmente não têm recursos e, portanto, não podem oferecer nada, ou parece que não o podem.
https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm
O pronome "Ele" faz referência ao termo:
Origem da aporofobia.
A origem desse novo conceito é a unrao das palavras gregas áporos (pobre) e phobos (medo). Ele apareceu em uma série de textos publicados pela escritora e filósofa espanhola Adela Cortina desde os anos 1990. Segundo a professora espanhola, a repugnância aos pobres é a verdadeira atitude comportamentos subjacente supostamente a racistas xenofóbicos.
Em 2017 esse nome foi eleito a palavra do ano pela Fundación dei Espãnol Urgente (Fundéu BBVA), sendo usado em vários artigos jornalísticos e em livros. A filósofa Adela Cortina criou o termo para dar visibilidade a essa patologia social que existe no mundo todo. O rechaço aos grupos, raças e etnias que habitualmente não têm recursos e, portanto, não podem oferecer nada, ou parece que não o podem.
https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm
A troca da partícula muda o sentido em:
O que é aporofobia?
Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.
A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.
É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.
https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm
A figura de linguagem presente em: "( ... ) desse mundo de dar e receber( ... )" é:
O que é aporofobia?
Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.
A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.
É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.
https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm
Sobre o período, "Aporofobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre", há falha de análise em:
Aporofobia
Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.
É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.
A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
Os parênteses, no texto, contém:
Aporofobia
Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.
É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.
A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
A solução para o término da aporofobia fundamenta-se em:
A relação entre verdade e justiça
Gostaria de me deter um instante na relação verdade-justiça, porque, claro, é um dos temas fundamentais da filosofia ocidental. Afinal de contas, um dos pressupostos mais imediatos e mais radicais de todo discurso judiciário, político, crítico é o de que existe pertinência essencial entre o enunciado da verdade e a prática da justiça. Ora, acontece que, no ponto em que vêm encontrar-se a instituição destinada a administrar a justiça, de um lado, e as instituições qualificadas para enunciar a verdade, de outro, sendo mais breve, no ponto em que se encontram o tribunal e o cientista, onde se cruzam a instituição judiciária e o saber médico ou científico em geral, nesse ponto são formulados os enunciados que possuem o estatuto de discursos verdadeiros, que detêm efeitos judiciários consideráveis e que têm, no entanto, a curiosa propriedade de serem alheios a todas as regras, mesmo as mais elementares, de formação dos discursos científicos, de serem alheios também às regras do direito e de serem, no sentido estrito, grotescos.
(Michel Foucault. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 14-15)
Tomando por base o texto, extraído da obra “Os Anormais”, de Michel Foucault, marque a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Dos delitos e das penas
As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinquentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população.
Muitas vozes têm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar “doutrina da lei e da ordem”, apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas práticas criminosas. Geralmente, valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico.
O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc.
Contra a ideia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídios.
(WEIS, Carlos. Dos delitos e das penas. Folha de S.Paulo, Tendências e debates) (adaptado)
Marque a alternativa que contém uma interpretação coerente do texto acima:
Texto para responder às questões de 5 a 8.
Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)
1 A ocupação do território capixaba remonta à
Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes
Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos
4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida
e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os
vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.
7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território
brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário
mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do
10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,
Guarapari e Viana.
O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto
13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES
testemunha o processo de colonização do seu território, com
o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse
16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da
arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara
Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.
19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos
do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora
da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de
22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila
Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga
residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e
25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.
Os demais tombamentos ocorreram nas décadas
seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de
28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em
1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora
d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do
31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a
32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.
Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.
Em “Entretanto, são parcos os vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.” (linhas 5 e 6), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido original do texto, por
Texto para responder às questões de 5 a 8.
Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)
1 A ocupação do território capixaba remonta à
Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes
Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos
4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida
e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os
vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.
7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território
brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário
mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do
10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,
Guarapari e Viana.
O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto
13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES
testemunha o processo de colonização do seu território, com
o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse
16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da
arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara
Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.
19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos
do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora
da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de
22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila
Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga
residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e
25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.
Os demais tombamentos ocorreram nas décadas
seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de
28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em
1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora
d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do
31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a
32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.
Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.
Na perspectiva das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.