Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2368181 Português
Em relação às ideias do texto, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto apresenta um cenário que é típico de Portugal, o que pôde ser percebido pela língua que todos falavam.
II. O ônibus assume um papel de microcosmo em relação a um macrocosmo social, em que o autor se insere e faz suas inferências.
III. A narrativa da viagem se coloca em segundo plano pois o que mais chamou a atenção do enunciador do texto foi a sequência de disparates vivenciados.

Assinale
Alternativas
Q2368153 Português

Transtorno de compulsão alimentar






(https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/compulsaoalimentar.htm) 

Na linha 13, “etárias” se relaciona a 
Alternativas
Q2368151 Português

Transtorno de compulsão alimentar






(https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/compulsaoalimentar.htm) 

Em relação ao que apresenta o texto, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Q2368010 Português
Calor matou mais que deslizamentos
de terra no Brasil, aponta estudo








(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-quedeslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml) 
As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos aumentos de temperatura – número superior ao de mortes por deslizamentos de terra. (L.5-8)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.
Alternativas
Q2368003 Português
Calor matou mais que deslizamentos
de terra no Brasil, aponta estudo








(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-quedeslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml) 
O texto apresenta tipologia mormente
Alternativas
Q2368002 Português
Calor matou mais que deslizamentos
de terra no Brasil, aponta estudo








(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-quedeslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml) 
Em relação às ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. As ondas de calor vêm aumentando a sua duração ao longo dos anos.
II. Há uma parceria acadêmica entre Brasil e Portugal em relação aos estudos climáticos.
III. As mortes por deslizamentos de terra não são maiores porque são contabilizados como sendo de efeitos das tempestades em épocas de muito calor.

Assinale
Alternativas
Q2367703 Português
Patentes do início do século 20 revelam achados
como máquina de votar e patins aquáticos 











(Tatiana Cavalcanti. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2024/01/patentes-do-inicio-doseculo-20-revelam-achados-como-maquina-de-votar-e-patinsaquaticos.shtml)
Na linha 43, “Essa” tem papel
Alternativas
Q2367702 Português
Patentes do início do século 20 revelam achados
como máquina de votar e patins aquáticos 











(Tatiana Cavalcanti. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2024/01/patentes-do-inicio-doseculo-20-revelam-achados-como-maquina-de-votar-e-patinsaquaticos.shtml)
O texto se inicia com uma estratégia textual de
Alternativas
Q2367701 Português
Patentes do início do século 20 revelam achados
como máquina de votar e patins aquáticos 











(Tatiana Cavalcanti. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2024/01/patentes-do-inicio-doseculo-20-revelam-achados-como-maquina-de-votar-e-patinsaquaticos.shtml)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Com a análise dos registros de patente, é possível identificar anseios e temores da época observada.

II. Algumas invenções, embora não fabricadas e comercializadas, depois viriam a existir na época atual, nem sempre exatamente da forma como idealizadas pelo inventor.

III. Apesar de a ideia da máquina de votar prever a garantia de sigilo do voto, o mecanismo apontado não se revelava eficiente.

Assinale
Alternativas
Q2367242 Português
Texto 10A1


     Acho que foi em 1995 que o então presidente de Portugal me deu uma condecoração que muito me orgulha: a da Ordem do Infante Dom Henrique. No momento em que lhe agradeci a honraria, Mário Soares me convidou a ir a Portugal. Respondi que, não gostando de viajar, nunca saíra do Brasil, mas, que, se, um dia, isso viesse a acontecer, minha preferência seria por Portugal, por ser, entre os países da Europa, “o único onde o povo tem o bom senso de falar português”.

      Pode-se imaginar, então, como fico preocupado ao ver a língua portuguesa desfigurada, como está acontecendo. Sei perfeitamente que um idioma é uma coisa viva e pulsante. Não queremos isolar o português, que, como acontece com qualquer outra língua, se enriquece com as palavras e expressões das outras. Todavia, elas devem ser adaptadas à forma e ao espírito do idioma que as acolhe. Somente assim é que deixam de ser mostrengos que nos desfiguram e se transformam em incorporações que nos enriquecem.

      Cito um caso, para exemplificar: no país onde se joga o melhor futebol do mundo, traduziram, e bem, a palavra inglesa goal por gol, mas estão escrevendo seu plural de maneira errada, gols (e não gois, como é exigido, ao mesmo tempo, pelo bom gosto, pelo espírito e pela forma da nossa língua). E isso em um setor em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, foram adotadas palavras tão boas quanto zaga, escanteio e impedimento, entre outras.


Ariano Suassuna. Folha de S. Paulo, 5/4/2000 (com adaptações). 
Assinale a opção em que são corretamente identificadas as figuras de linguagem presentes, respectivamente, nos seguintes trechos do texto 10A1: ‘o único onde o povo tem o bom senso de falar português’ (último período do primeiro parágrafo) e “E isso em um setor” (último período do texto).  
Alternativas
Q2367241 Português
Texto 10A1


     Acho que foi em 1995 que o então presidente de Portugal me deu uma condecoração que muito me orgulha: a da Ordem do Infante Dom Henrique. No momento em que lhe agradeci a honraria, Mário Soares me convidou a ir a Portugal. Respondi que, não gostando de viajar, nunca saíra do Brasil, mas, que, se, um dia, isso viesse a acontecer, minha preferência seria por Portugal, por ser, entre os países da Europa, “o único onde o povo tem o bom senso de falar português”.

      Pode-se imaginar, então, como fico preocupado ao ver a língua portuguesa desfigurada, como está acontecendo. Sei perfeitamente que um idioma é uma coisa viva e pulsante. Não queremos isolar o português, que, como acontece com qualquer outra língua, se enriquece com as palavras e expressões das outras. Todavia, elas devem ser adaptadas à forma e ao espírito do idioma que as acolhe. Somente assim é que deixam de ser mostrengos que nos desfiguram e se transformam em incorporações que nos enriquecem.

      Cito um caso, para exemplificar: no país onde se joga o melhor futebol do mundo, traduziram, e bem, a palavra inglesa goal por gol, mas estão escrevendo seu plural de maneira errada, gols (e não gois, como é exigido, ao mesmo tempo, pelo bom gosto, pelo espírito e pela forma da nossa língua). E isso em um setor em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, foram adotadas palavras tão boas quanto zaga, escanteio e impedimento, entre outras.


Ariano Suassuna. Folha de S. Paulo, 5/4/2000 (com adaptações). 
Assinale a opção que apresenta proposta de reescrita que preserva a correção gramatical e o sentido original do último período do texto 10A1: “E isso em um setor em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, foram adotadas palavras tão boas quanto zaga, escanteio e impedimento, entre outras.”. 
Alternativas
Q2367238 Português
Texto 10A1


     Acho que foi em 1995 que o então presidente de Portugal me deu uma condecoração que muito me orgulha: a da Ordem do Infante Dom Henrique. No momento em que lhe agradeci a honraria, Mário Soares me convidou a ir a Portugal. Respondi que, não gostando de viajar, nunca saíra do Brasil, mas, que, se, um dia, isso viesse a acontecer, minha preferência seria por Portugal, por ser, entre os países da Europa, “o único onde o povo tem o bom senso de falar português”.

      Pode-se imaginar, então, como fico preocupado ao ver a língua portuguesa desfigurada, como está acontecendo. Sei perfeitamente que um idioma é uma coisa viva e pulsante. Não queremos isolar o português, que, como acontece com qualquer outra língua, se enriquece com as palavras e expressões das outras. Todavia, elas devem ser adaptadas à forma e ao espírito do idioma que as acolhe. Somente assim é que deixam de ser mostrengos que nos desfiguram e se transformam em incorporações que nos enriquecem.

      Cito um caso, para exemplificar: no país onde se joga o melhor futebol do mundo, traduziram, e bem, a palavra inglesa goal por gol, mas estão escrevendo seu plural de maneira errada, gols (e não gois, como é exigido, ao mesmo tempo, pelo bom gosto, pelo espírito e pela forma da nossa língua). E isso em um setor em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, foram adotadas palavras tão boas quanto zaga, escanteio e impedimento, entre outras.


Ariano Suassuna. Folha de S. Paulo, 5/4/2000 (com adaptações). 
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto 10A1, a expressão “não gostando” (terceiro período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída por
Alternativas
Q2367235 Português
— Voei ao Recife, no Cais Pousei na Rua da Aurora.
— Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!
— Os anos não, nem os dias, Que isso cabe às cotovias.
Manuel Bandeira. Cotovia. In: Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990, p. 298.

Nas práticas de leitura em sala de aula, um texto como o fragmento poético precedente é propício para o estudo da
Alternativas
Q2367231 Português
Texto 10A3-I


       Na escola, sem Bibiana ao meu lado para me ajudar, minha vida se tornou um tormento. Desde o início, minha mãe avisou à dona Lourdes, a nova professora, da minha mudez. Ela foi cuidadosa, no começo, e bastante generosa para me ensinar as tarefas. Àquela altura eu já sabia ler, graças muito mais aos esforços de minha irmã mais velha e minha mãe do que da professora sem paciência que dava aula na casa de dona Firmina. Para mim era o suficiente. Diferente de Bibiana, que falava em ser professora, eu gostava mesmo era da roça, da cozinha, de fazer azeite e de despolpar o buriti. Não me atraía a matemática, muito menos as letras de dona Lourdes. Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado. Não aprendi uma linha do hino nacional, não me serviria, porque eu mesma não posso cantar. Muitas crianças também não aprenderam, pude perceber, estavam com a cabeça na comida ou na diversão que estavam perdendo na beira do rio, para ouvir aquelas histórias fantasiosas e enfadonhas sobre os heróis bandeirantes, depois os militares, as heranças dos portugueses e outros assuntos que não nos diziam muita coisa.

        Meu desinteresse só fazia crescer. Tinha a sensação de que perdia meu tempo naquela sala quente, ouvindo aquela senhora de mãos finas e sem calos, com um perfume forte que parecia incensar a escola nos dias de calor. Olhava para o quadro verde, as letras embaralhadas, bonitas, mas que formavam palavras e frases difíceis que não entravam em minha cabeça, e pensava em meu pai na várzea encontrando coisa nova na terra para a qual se dedicar, ou minha mãe cuidando do quintal, dos bichos, costurando.

Itamar Vieira Jr. Torto arado. São Paulo:
Todavia, 2019, p. 97-8 (com adaptações).
A sensação de opressão experimentada pela narradora na escola, retratada no segundo parágrafo do texto 10A3-I, é realçada pelo(a) 
Alternativas
Q2367230 Português
Texto 10A3-I


       Na escola, sem Bibiana ao meu lado para me ajudar, minha vida se tornou um tormento. Desde o início, minha mãe avisou à dona Lourdes, a nova professora, da minha mudez. Ela foi cuidadosa, no começo, e bastante generosa para me ensinar as tarefas. Àquela altura eu já sabia ler, graças muito mais aos esforços de minha irmã mais velha e minha mãe do que da professora sem paciência que dava aula na casa de dona Firmina. Para mim era o suficiente. Diferente de Bibiana, que falava em ser professora, eu gostava mesmo era da roça, da cozinha, de fazer azeite e de despolpar o buriti. Não me atraía a matemática, muito menos as letras de dona Lourdes. Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado. Não aprendi uma linha do hino nacional, não me serviria, porque eu mesma não posso cantar. Muitas crianças também não aprenderam, pude perceber, estavam com a cabeça na comida ou na diversão que estavam perdendo na beira do rio, para ouvir aquelas histórias fantasiosas e enfadonhas sobre os heróis bandeirantes, depois os militares, as heranças dos portugueses e outros assuntos que não nos diziam muita coisa.

        Meu desinteresse só fazia crescer. Tinha a sensação de que perdia meu tempo naquela sala quente, ouvindo aquela senhora de mãos finas e sem calos, com um perfume forte que parecia incensar a escola nos dias de calor. Olhava para o quadro verde, as letras embaralhadas, bonitas, mas que formavam palavras e frases difíceis que não entravam em minha cabeça, e pensava em meu pai na várzea encontrando coisa nova na terra para a qual se dedicar, ou minha mãe cuidando do quintal, dos bichos, costurando.

Itamar Vieira Jr. Torto arado. São Paulo:
Todavia, 2019, p. 97-8 (com adaptações).
Entende-se do texto 10A3-I que o desinteresse da narradora pelos estudos deveu-se, sobretudo,
Alternativas
Q2367229 Português

Texto 10A2-II 




Assinale a opção em que a proposta de reescrita do período presente no texto 10A2-II é gramaticalmente correta e preserva os sentidos originais do texto.
Alternativas
Q2367228 Português

Texto 10A2-II 




No texto 10A2-II, o emprego do verbo vencer, com sentidos diferentes, é um caso de
Alternativas
Q2367226 Português
Texto 10A2-I


     Eu vi Olívia. Ela estava na última mesa, depois de algumas outras mesas ocupadas, sozinha, escrevendo. Em volta, um silêncio que as mesas barulhentas, os carros que passavam, as pessoas que corriam não podiam interromper. Ela escrevia sem fazer a menor ideia de que aquele era o meu lugar. Era onde eu me sentia melhor, era meu por obrigação de me sentir melhor. Onde eu me esquecia menos. Lembrar se tornou prioridade absoluta. Pensei: vou pedir que ela me devolva, ou que me ceda, para não ser agressiva, o lugar onde me sinto melhor. Tenho uma recomendação expressa de meu médico de me sentir melhor sempre que possível. E seria possível se ela saísse de lá e me deixasse sentar e folhear os livros do sebo, que tão bem me fazem quando me lembram de que sempre haverá outra realidade para onde me retirar. Pensei em ir até ela e pedir gentilmente que saísse, mas vi que se entregava consumida a uma escrita sem pausas.

       Eu vi Olívia. Meu Deus, como eu vi Olívia! Cabelo ruivo, olhos verdes, linda, linda, desconcertantemente linda e atenta a alguma coisa que borbulhava dentro dela. Talvez linda porque imersa em borbulhas. Não, definitivamente não apenas. Linda pelos olhos verdes, o cabelo ruivo e os dentes sem sombras. Linda pela larga atmosfera triste que emoldurava seus gestos. Vestia verde-oliva. Olívia e oliva combinavam. Ela sabia. Respirava como quem sabia. Ocorreu-me que ela seria capaz de coisas improváveis se eu interrompesse a frase que escrevia obstinada, fazendo com suas ideias o que alfinetes fazem com balões. Acho. Foi bom não ter certeza. Só avancei porque minhas certezas se evaporaram; eu não as tenho desde que envelheci. Continuei indo em sua direção, no meu passo de velha senhora. Eu já estava quase chegando, quase atravessando o silêncio de Olívia, quando ela parou e chorou. Fez com que eu parasse também, não podia pedir a alguém chorando que saísse de onde estava para que eu me sentisse melhor. Ela enxugou com o punho as lágrimas, que voltavam a escorrer desobedientes. Punhos oliva secando lágrimas transparentes, tudo enchia meus olhos ávidos de literatura. Ela relia o que havia escrito, chorava, e eu suspeitava que, por um segundo, um miserável segundo, também ria. Olívia chorava e ria. E eu fiquei ali, na fronteira entre o barulho e o silêncio, vendo aquela menina, seguramente uma menina se comparada a mim, suspender meu próprio caos como se fosse mágica.


Carla Madeira. A natureza da mordida. 1.a ed. Rio de Janeiro: Record, 2022 (com adaptações).
No segundo parágrafo do texto 10A2-I, o pronome oblíquo “as”, no trecho “eu não as tenho”, faz referência a
Alternativas
Respostas
40661: C
40662: B
40663: C
40664: C
40665: B
40666: C
40667: B
40668: A
40669: D
40670: B
40671: A
40672: A
40673: E
40674: D
40675: C
40676: A
40677: D
40678: C
40679: A
40680: E