Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2378822 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

INSTRUÇÃO: Leia, a seguir, um trecho do texto I e o texto III para responder à questão 10.


“Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar...”

TEXTO III


Imagem associada para resolução da questão


      Disponível em: https://arquivosturmadamonica.blogspot.                 com/2020/02/hq-chico-bento-e-o-velho-cao.html.                                                              Acesso em: 4 set. 2023.



Sobre a variação linguística, analise as afirmativas a seguir.


I.   No texto III, predomina a linguagem regional na fala do personagem.
II.  No texto I, a palavra “pra” caracteriza o uso mais formal da linguagem.
III. No texto I, os termos “Caramba” e “a gente” exemplificam o registro informal.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
Alternativas
Q2378817 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

Leia o trecho do texto I a seguir.


“Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados...”


Quanto à nova pontuação, a reescrita dessa frase está correta em:
Alternativas
Q2378816 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

Na frase “[...] marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada...”, a palavra em destaque, sem prejuízo para o sentido, pode ser substituída por
Alternativas
Q2378815 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

Segundo o texto I, o sentimento que resume a relação entre a autora e sua cachorra é o de
Alternativas
Q2378814 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

Sobre o gênero a que pertence o texto “Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta”, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


(   ) Assemelha-se a um diário pessoal porque a autora descreve suas experiências em forma de desabafo.
(   ) Exemplifica uma narrativa fantasiosa, por combinar acontecimentos reais com fatos apenas imaginados.
(   ) Trata-se de uma crônica jornalística, pois mistura um relato do dia a dia para promover breves reflexões.


Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2378813 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

Com o título, a jornalista parece antecipar, para o leitor, os principais assuntos que abordará no seu texto.


Quais são esses assuntos?
Alternativas
Q2378250 Português
10.png (327×397)



Na tirinha acima, a palavra “vicissitude” poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido, por qual das palavras abaixo? 
Alternativas
Q2378246 Português
As frases abaixo foram extraídas de propagandas ou slogans famosos no Brasil. Vejamos:

I. Você quer um desconto? Faz um 21!
II. Obedeça sua sede. 
III. Quem bebe Grapete repete.
IV. Vota Brasil.

Em quantas frases acima NÃO há erro gramatical (concordância, pontuação, conjugação verbal, etc)?
Alternativas
Q2378245 Português
A questão se refere ao texto abaixo: 


001.png (370×166)



Fofoca é importante para construção de grupos sociais, diz especialista


         Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já fez ou ouviu uma fofoca. Sabe aquela fofoquinha aleatória, inocente e principalmente quando fala de alguém positivamente? Então, ela faz bem para sua saúde.

            A fofoca costuma ser considerada um tabu social, mas o psicólogo Wagner Costa, especializado em psicologia positiva e mestre em ciências da saúde, diz que ela pode ser benéfica. Segundo ele, a fofoca facilita as conexões sociais e permite que você aprenda sobre o mundo por meio das experiências de outras pessoas.

      O especialista diz que fofocar cria uma “realidade compartilhada”, na qual amigos e colegas frequentemente se unem, formam alianças, compartilham informações pessoais e discutem o comportamento de outras pessoas para alcançar ações socialmente aceitáveis.

          “A partir do momento que eu estou comentando sobre a vida de alguém positivamente, isso também gera em mim e em quem está escutando emoções positivas. As emoções positivas no corpo funcionam como um relaxamento e geram bem-estar, por isso que a gente se sente bem ao fofocar”, comentou.

            Um estudo da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, diz que guardar um segredo tem efeito similar a carregar peso em excesso por muito tempo, e pode, aos poucos, destruir a energia do corpo. Segundo os cientistas, os segredos e “notı́cias surpresas” ocupam seu cérebro e, conforme a pessoa pensa muito sobre eles, maior a chance de sua energia, dos recursos intelectuais e motivacionais da pessoa se esgotarem. 

           Por outro lado, Wagner explica que guardar segredo não gera nenhum compromisso para a mente. No entanto, o problema aparece quando a pessoa começa a se questionar se ela deve ou não espalhar a informação, porque isso gera um desgaste mental. 

           Mas e a fofoca negativa? 

          O estudo de Staffordshire afirma que mesmo este tipo de fofoca tem os seus benefı́cios, por exemplo: seja bem ou mal, a fofoca faz com que as pessoas se sintam mais próximas e unidas, aumentando assim o sentimento de “apoio” ou “pertencimento social”.

     “A fofoca é responsável pelo nosso desenvolvimento, porque quando fofocamos nós construı́mos imagens na nossa mente. O ser humano com a fofoca ele inventa, então a partir do momento que eu invento uma histó ria, isso vai fazendo com que a sociedade se desenvolva. É por isso que gera essa sensação de pertencimento social”, explicou Wagner. 

       “Por exemplo, se eu trabalho em algum lugar, é importante que eu saiba quem gosta de quem, quem não gosta de quem, quem está querendo quem, quem sai com quem…Todas essas informações servem pra que eu vá me agrupando às pessoas de forma que eu possa ter sucesso. Então na nossa sociedade, a fofoca é muito importante como construção dos grupos sociais”, continuou.

        Além disso, a fofoca gera sensação de alıv́io, como se um peso estivesse saindo das costas da pessoa, principalmente se vier gerando uma mobilização positiva. Como por exemplo, ajudar terceiros ou avisá-los de algum “perigo”, ou até como forma de desabafo.

       Claro, uma fofoca negativa, falando mal sobre alguém, não é algo legal de se fazer, e com certeza não fará ninguém se sentir melhor em relação a si mesmo como uma “fofoca boa” pode fazer. Porém, em questõ es sociais, ela pode fazer as pessoas se sentirem menos solitárias.


(Publicado no site da FOLHA BV, em 21/10/2022. Disponível em https://www.folhabv.com.br/variedades/entretenimento/fofoca-e-importante-para-construcao-de-grupos-sociais-diz-especialista/)
Ainda acerca do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2378243 Português
A questão se refere ao texto abaixo: 


001.png (370×166)



Fofoca é importante para construção de grupos sociais, diz especialista


         Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já fez ou ouviu uma fofoca. Sabe aquela fofoquinha aleatória, inocente e principalmente quando fala de alguém positivamente? Então, ela faz bem para sua saúde.

            A fofoca costuma ser considerada um tabu social, mas o psicólogo Wagner Costa, especializado em psicologia positiva e mestre em ciências da saúde, diz que ela pode ser benéfica. Segundo ele, a fofoca facilita as conexões sociais e permite que você aprenda sobre o mundo por meio das experiências de outras pessoas.

      O especialista diz que fofocar cria uma “realidade compartilhada”, na qual amigos e colegas frequentemente se unem, formam alianças, compartilham informações pessoais e discutem o comportamento de outras pessoas para alcançar ações socialmente aceitáveis.

          “A partir do momento que eu estou comentando sobre a vida de alguém positivamente, isso também gera em mim e em quem está escutando emoções positivas. As emoções positivas no corpo funcionam como um relaxamento e geram bem-estar, por isso que a gente se sente bem ao fofocar”, comentou.

            Um estudo da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, diz que guardar um segredo tem efeito similar a carregar peso em excesso por muito tempo, e pode, aos poucos, destruir a energia do corpo. Segundo os cientistas, os segredos e “notı́cias surpresas” ocupam seu cérebro e, conforme a pessoa pensa muito sobre eles, maior a chance de sua energia, dos recursos intelectuais e motivacionais da pessoa se esgotarem. 

           Por outro lado, Wagner explica que guardar segredo não gera nenhum compromisso para a mente. No entanto, o problema aparece quando a pessoa começa a se questionar se ela deve ou não espalhar a informação, porque isso gera um desgaste mental. 

           Mas e a fofoca negativa? 

          O estudo de Staffordshire afirma que mesmo este tipo de fofoca tem os seus benefı́cios, por exemplo: seja bem ou mal, a fofoca faz com que as pessoas se sintam mais próximas e unidas, aumentando assim o sentimento de “apoio” ou “pertencimento social”.

     “A fofoca é responsável pelo nosso desenvolvimento, porque quando fofocamos nós construı́mos imagens na nossa mente. O ser humano com a fofoca ele inventa, então a partir do momento que eu invento uma histó ria, isso vai fazendo com que a sociedade se desenvolva. É por isso que gera essa sensação de pertencimento social”, explicou Wagner. 

       “Por exemplo, se eu trabalho em algum lugar, é importante que eu saiba quem gosta de quem, quem não gosta de quem, quem está querendo quem, quem sai com quem…Todas essas informações servem pra que eu vá me agrupando às pessoas de forma que eu possa ter sucesso. Então na nossa sociedade, a fofoca é muito importante como construção dos grupos sociais”, continuou.

        Além disso, a fofoca gera sensação de alıv́io, como se um peso estivesse saindo das costas da pessoa, principalmente se vier gerando uma mobilização positiva. Como por exemplo, ajudar terceiros ou avisá-los de algum “perigo”, ou até como forma de desabafo.

       Claro, uma fofoca negativa, falando mal sobre alguém, não é algo legal de se fazer, e com certeza não fará ninguém se sentir melhor em relação a si mesmo como uma “fofoca boa” pode fazer. Porém, em questõ es sociais, ela pode fazer as pessoas se sentirem menos solitárias.


(Publicado no site da FOLHA BV, em 21/10/2022. Disponível em https://www.folhabv.com.br/variedades/entretenimento/fofoca-e-importante-para-construcao-de-grupos-sociais-diz-especialista/)
Assinale a alternativa que não traz um aspecto positivo da fofoca, segundo o texto:  
Alternativas
Q2378242 Português
A questão se refere ao texto abaixo: 


001.png (370×166)



Fofoca é importante para construção de grupos sociais, diz especialista


         Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já fez ou ouviu uma fofoca. Sabe aquela fofoquinha aleatória, inocente e principalmente quando fala de alguém positivamente? Então, ela faz bem para sua saúde.

            A fofoca costuma ser considerada um tabu social, mas o psicólogo Wagner Costa, especializado em psicologia positiva e mestre em ciências da saúde, diz que ela pode ser benéfica. Segundo ele, a fofoca facilita as conexões sociais e permite que você aprenda sobre o mundo por meio das experiências de outras pessoas.

      O especialista diz que fofocar cria uma “realidade compartilhada”, na qual amigos e colegas frequentemente se unem, formam alianças, compartilham informações pessoais e discutem o comportamento de outras pessoas para alcançar ações socialmente aceitáveis.

          “A partir do momento que eu estou comentando sobre a vida de alguém positivamente, isso também gera em mim e em quem está escutando emoções positivas. As emoções positivas no corpo funcionam como um relaxamento e geram bem-estar, por isso que a gente se sente bem ao fofocar”, comentou.

            Um estudo da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, diz que guardar um segredo tem efeito similar a carregar peso em excesso por muito tempo, e pode, aos poucos, destruir a energia do corpo. Segundo os cientistas, os segredos e “notı́cias surpresas” ocupam seu cérebro e, conforme a pessoa pensa muito sobre eles, maior a chance de sua energia, dos recursos intelectuais e motivacionais da pessoa se esgotarem. 

           Por outro lado, Wagner explica que guardar segredo não gera nenhum compromisso para a mente. No entanto, o problema aparece quando a pessoa começa a se questionar se ela deve ou não espalhar a informação, porque isso gera um desgaste mental. 

           Mas e a fofoca negativa? 

          O estudo de Staffordshire afirma que mesmo este tipo de fofoca tem os seus benefı́cios, por exemplo: seja bem ou mal, a fofoca faz com que as pessoas se sintam mais próximas e unidas, aumentando assim o sentimento de “apoio” ou “pertencimento social”.

     “A fofoca é responsável pelo nosso desenvolvimento, porque quando fofocamos nós construı́mos imagens na nossa mente. O ser humano com a fofoca ele inventa, então a partir do momento que eu invento uma histó ria, isso vai fazendo com que a sociedade se desenvolva. É por isso que gera essa sensação de pertencimento social”, explicou Wagner. 

       “Por exemplo, se eu trabalho em algum lugar, é importante que eu saiba quem gosta de quem, quem não gosta de quem, quem está querendo quem, quem sai com quem…Todas essas informações servem pra que eu vá me agrupando às pessoas de forma que eu possa ter sucesso. Então na nossa sociedade, a fofoca é muito importante como construção dos grupos sociais”, continuou.

        Além disso, a fofoca gera sensação de alıv́io, como se um peso estivesse saindo das costas da pessoa, principalmente se vier gerando uma mobilização positiva. Como por exemplo, ajudar terceiros ou avisá-los de algum “perigo”, ou até como forma de desabafo.

       Claro, uma fofoca negativa, falando mal sobre alguém, não é algo legal de se fazer, e com certeza não fará ninguém se sentir melhor em relação a si mesmo como uma “fofoca boa” pode fazer. Porém, em questõ es sociais, ela pode fazer as pessoas se sentirem menos solitárias.


(Publicado no site da FOLHA BV, em 21/10/2022. Disponível em https://www.folhabv.com.br/variedades/entretenimento/fofoca-e-importante-para-construcao-de-grupos-sociais-diz-especialista/)
Podemos dizer que o texto: 
Alternativas
Q2378241 Português
A questão se refere ao texto abaixo: 


001.png (370×166)



Fofoca é importante para construção de grupos sociais, diz especialista


         Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já fez ou ouviu uma fofoca. Sabe aquela fofoquinha aleatória, inocente e principalmente quando fala de alguém positivamente? Então, ela faz bem para sua saúde.

            A fofoca costuma ser considerada um tabu social, mas o psicólogo Wagner Costa, especializado em psicologia positiva e mestre em ciências da saúde, diz que ela pode ser benéfica. Segundo ele, a fofoca facilita as conexões sociais e permite que você aprenda sobre o mundo por meio das experiências de outras pessoas.

      O especialista diz que fofocar cria uma “realidade compartilhada”, na qual amigos e colegas frequentemente se unem, formam alianças, compartilham informações pessoais e discutem o comportamento de outras pessoas para alcançar ações socialmente aceitáveis.

          “A partir do momento que eu estou comentando sobre a vida de alguém positivamente, isso também gera em mim e em quem está escutando emoções positivas. As emoções positivas no corpo funcionam como um relaxamento e geram bem-estar, por isso que a gente se sente bem ao fofocar”, comentou.

            Um estudo da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, diz que guardar um segredo tem efeito similar a carregar peso em excesso por muito tempo, e pode, aos poucos, destruir a energia do corpo. Segundo os cientistas, os segredos e “notı́cias surpresas” ocupam seu cérebro e, conforme a pessoa pensa muito sobre eles, maior a chance de sua energia, dos recursos intelectuais e motivacionais da pessoa se esgotarem. 

           Por outro lado, Wagner explica que guardar segredo não gera nenhum compromisso para a mente. No entanto, o problema aparece quando a pessoa começa a se questionar se ela deve ou não espalhar a informação, porque isso gera um desgaste mental. 

           Mas e a fofoca negativa? 

          O estudo de Staffordshire afirma que mesmo este tipo de fofoca tem os seus benefı́cios, por exemplo: seja bem ou mal, a fofoca faz com que as pessoas se sintam mais próximas e unidas, aumentando assim o sentimento de “apoio” ou “pertencimento social”.

     “A fofoca é responsável pelo nosso desenvolvimento, porque quando fofocamos nós construı́mos imagens na nossa mente. O ser humano com a fofoca ele inventa, então a partir do momento que eu invento uma histó ria, isso vai fazendo com que a sociedade se desenvolva. É por isso que gera essa sensação de pertencimento social”, explicou Wagner. 

       “Por exemplo, se eu trabalho em algum lugar, é importante que eu saiba quem gosta de quem, quem não gosta de quem, quem está querendo quem, quem sai com quem…Todas essas informações servem pra que eu vá me agrupando às pessoas de forma que eu possa ter sucesso. Então na nossa sociedade, a fofoca é muito importante como construção dos grupos sociais”, continuou.

        Além disso, a fofoca gera sensação de alıv́io, como se um peso estivesse saindo das costas da pessoa, principalmente se vier gerando uma mobilização positiva. Como por exemplo, ajudar terceiros ou avisá-los de algum “perigo”, ou até como forma de desabafo.

       Claro, uma fofoca negativa, falando mal sobre alguém, não é algo legal de se fazer, e com certeza não fará ninguém se sentir melhor em relação a si mesmo como uma “fofoca boa” pode fazer. Porém, em questõ es sociais, ela pode fazer as pessoas se sentirem menos solitárias.


(Publicado no site da FOLHA BV, em 21/10/2022. Disponível em https://www.folhabv.com.br/variedades/entretenimento/fofoca-e-importante-para-construcao-de-grupos-sociais-diz-especialista/)
Assinale a alternativa correta quanto à leitura do texto:
Alternativas
Q2377970 Português
“O pai, vendo toda aquela balbúrdia, admoestou o filho”. A palavra que melhor traduziria o termo destacado é:  
Alternativas
Q2377965 Português
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
Na conclusão de seu texto, o autor defende que a desigualdade:
Alternativas
Q2377964 Português
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
Segundo o filósofo Michael Sandel:
Alternativas
Q2377963 Português
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
De acordo com a opinião do autor de “A Tirania do Mérito”:
Alternativas
Q2377962 Português
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
Para o autor do texto e especialistas consultados para a reportagem, a meritocracia é:  
Alternativas
Q2377961 Português
A questão se refere ao texto abaixo:


A MERITOCRACIA É UMA ARMADILHA


           Em suas origens, a meritocracia fez sentido: com ela se lançava por terra o sistema aristocrático que dominou a maior parte da histó ria da humanidade, com privilégios herdados de geração em geração. Agora ela perpetua mitos e a desigualdade


                É possı́vel que se você chegou a certa posição socioeconômica, conseguiu reconhecimento social, um bom salário e um patrimônio considerável, o que conhecemos como sucesso, pense que foi exclusivamente por seus próprios méritos. Más notı́cias: também é muito possı́vel que não tenha sido assim. No percurso vital de cada um o esforço conta, como é natural, mas o esforço sozinho é mais um fator onde também é preciso considerar outros que escapam ao nosso controle e vontade: o berço, a sorte e o talento. A vida é uma loteria, já cantava Marisol, e também tem muito de herança e de contatos.

       Um sistema em que cada um consiga aquilo que merece graças ao trabalho duro se chama meritocracia. Soa bem, e muitas vezes nos dizem que vivemos em uma, e que, pelo menos, isso seria desejável. Mas vários especialistas consultados para esta reportagem alertam: a meritocracia não existe em nossas sociedades e não está claro que sua existência nos trará virtude. Nas últimas décadas a brecha entre os vencedores e os perdedores aumentou, gerando sociedades mais polarizadas e desiguais em rendimentos e riqueza. A conceitualização do sucesso também mudou: “Os que chegaram no topo acreditam que seu sucesso é obra sua, evidência de seu mérito superior, e que os que ficam para trás merecem seu destino da mesma forma”, diz o filósofo da Universidade Harvard Michael Sandel, prêmio Princesa de Astúrias de Ciências Sociais 2018 e autor do livro A Tirania do Mérito (Editora Civilização Braisleira, 2020). A realidade é que as coisas não são tão simples e a igualdade de oportunidades não existe. “Desde o começo do século se detecta um funcionamento pior de nosso elevador social”, diz o relató rio Espanha 2050 elaborado pelo Governo de Pedro Sánchez. “Na Espanha, nascer em famı́lias de baixa renda condiciona as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional em maior medida do que em outros paı́ses europeus”. 

        “O talento e o esforço produzem pouco na ausência de um entorno social bem desenvolvido”, diz o economista da Universidade Cornell Robert H. Frank, autor do livro Success and Luck: Good Fortune and the Myth of Meritocracy (Sucesso e sorte: Boa Fortuna e o Mito da Meritocracia), que também aponta um dos feitos perniciosos da meritocracia: “As pessoas que minimizam a contribuição ao seu sucesso de um entorno propı́cio estão menos dispostas a apoiar os investimento públicos necessários para manter esse entorno”. Nesse sentido, a meritocracia pode corroer as polı́ticas sociais, o Estado de bem-estar, idealizados, justamente, para equilibrar o terreno social e diminuir as desigualdades. O imposto de sucessão, outra forma de reequilibrar a sociedade limando as heranças, é frequentemente ridicularizado (às vezes, por defensores habituais da meritocracia). Se legitimamos uma sociedade onde os poucos que ganham levam tudo, se isso parece justo e natural, se deslegitima a redistribuição da riqueza e a justiça social. “A ideia de meritocracia é utilizada para que um sistema social profundamente desigual pareça justo quando não o é”, diz a soció loga da Universidade de Londres Jo Littler, autora de Against Meritocracy: Culture, Power and Myths of Mobility (Contra a meritocracia: cultura, poder e mitos da mobilidade).

           Mas ainda que a meritocracia existisse, talvez não fosse desejável: “É corrosiva ao bem comum”, diz o filósofo Michael Sandel, “oferece a todos a oportunidade de subir pela escada do sucesso sem notar que os degraus da escadaria podem estar cada vez mais separados. E assume que a sociedade é uma corrida com vencedores e perdedores”. Segundo o filósofo, essa forma de pensar cria elites arrogantes e classes populares humilhadas e ressentidas, a quem disseram que não são suficientemente boas. Por isso, segundo Sandel, fenômenos de reação contra as elites como o populismo de Trump e o Brexit. Porque esse é o reverso tenebroso da meritocracia: se você não fez sucesso você não tem valor, é tudo culpa sua. 

         O que fazer? A desigualdade, que encontra justificativa nas ideias meritocráticas é, junto com a mudança climática, uma das maiores ameaças à estabilidade do sistema, como dizem muitas vozes até mesmo do próprio coração do capitalismo: leva à polarização social, ao auge dos totalitarismos e ao descrédito popular das democracias liberais. Mas “o cı́rculo vicioso que inflou a crescente desigualdade meritocrática pode ser substituı́do por um cı́rculo virtuoso que assegure a igualdade democrática para todos”, diz Markovits. Para minimizar essa desigualdade é fundamental conseguir uma educação pública eficiente que chegue a todas as camadas da sociedade, assim como a diminuição do desemprego e o desaparecimento dos empregos precários, em uma época em que a aceleração tecnológica complica o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que são propostas rendas básicas para manter a coesão social. Uma ideia que ganha cada vez mais força (por exemplo, nas ideias do presidente norte-americano Joe Biden): “A melhor resposta polı́tica à desigualdade produzida pela sorte é conseguir um maior investimento público, taxando mais os ricos”, conclui o economista Robert H. Frank.

(Adaptado. Autor: Sergio C. Fanjul. Publicado em 18/07/2019.
DisponÍvel em https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html)
Quanto ao texto acima, assinale a alternativa que aponta ideias que coadunam com a opinião do autor do texto:  
Alternativas
Q2377761 Português
Texto 1- O que nos mantém vivos?

(por Ricardo Viveiros)


“Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos ‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e velhos problemas. É verdade que em termos de Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço concentrado para reparar danos do passado.
Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo, surge uma pergunta: o que nos mantém vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter saúde, responderão outras. Várias dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem. Algumas afirmarão que é ter sonhos. Tudo isso é verdadeiro.
Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras necessidades que passam pela paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio econômico com crescimento sustentável.
Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos. Nesse âmbito está a Política – desde que assim, com maiúscula.
Temos visto tantos desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção, violência. Tudo nos faz correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)”


(Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24) 
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) O texto 1 tem como único enfoque o nosso comportamento na época do Natal.
( ) Sobre o Brasil, o texto afirma que nosso país está evoluindo com a finalidade de se recuperar de danos já transcorridos.
( ) Paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e equilíbrio econômico com crescimento sustentável são algumas necessidades para a manutenção de nossa existência.
( ) Há um consenso sobre o que nos mantém vivos: apenas a fé.
( ) Ao escrever ‘Política’ com letra inicial maiúscula, o autor expõe soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos como elementos execráveis ao nosso país.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
Alternativas
Q2377323 Português
QUANDO VOCÊ PASSA


Esse turu, turu, turu aqui dentro
Que faz turu, turu, quando você passa
Meu olhar decora cada movimento
Até seu sorriso me deixa sem graça

Se eu pudesse te prender
Dominar seus sentimentos
Controlar seus passos
Ler sua agenda e pensamento
Mas meu frágil coração
Acelera o batimento
E faz turu, turu, turu, turu, turu, turu, tu

Se esse turu tatuado no meu peito
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito
Deixa sua marca no meu dia a dia
Nesse misto de prazer e agonia

Nem estou dormindo mais
Já não saio com os amigos
Sinto falta dessa paz
Que encontrei no seu sorriso
Qualquer coisa entre nós
Vem crescendo pouco a pouco
E já não nos deixa sós
Isso vai nos deixar loucos

(...)

Disponível em: https://www.letras.mus.br/sandy-e-junior-musicas/107516/
Considerando que se trata de uma letra de música, com métrica e rimas, assinale a alternativa que apresenta a função de linguagem predominante no texto:
Alternativas
Respostas
40301: C
40302: B
40303: D
40304: D
40305: A
40306: C
40307: A
40308: D
40309: A
40310: B
40311: D
40312: C
40313: B
40314: D
40315: A
40316: B
40317: D
40318: C
40319: B
40320: D