Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2344019 Português
Leia o texto a seguir.

Tempo ao contrário
O amor tem este poder mágico de fazer o tempo correr ao contrário. O que envelhece não é o tempo. É a rotina, o enfado, a incapacidade de se comover ante o sorriso de uma mulher ou de um homem. Mas será incapacidade mesmo? Ou não será uma outra coisa: que a sociedade inteira ensina aos seus velhos que velho que ama é velho sem-vergonha, que o tempo do amor já passou, que agora é tempo de esperar a morte, que o preço de serem amados por seus filhos e netos é a renúncia aos seus sonhos de amor?

ALVES, Rubem. Tempo ao contrário. https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/. Acesso em: 31 ago. 2023.

O antônimo da palavra em destaque no texto é
Alternativas
Q2344014 Português

Leia o texto a seguir.


E ali dançaram tanta dança

Que a vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade

Que toda cidade se iluminou


HOLLANDA, Chico Buarque de; MORAES, Vinícius de. Valsinha. 1970.


O trecho em destaque da música caracteriza a figura de linguagem denominada 

Alternativas
Q2344012 Português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.


ANDRADE, Carlos Drummond de. “Aula de Português”. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo II: esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: Record, 2023.
O poema “Aula de Português”, de Carlos Drummond de Andrade, apresenta qual função da linguagem?
Alternativas
Q2343980 Português

Veja a charge abaixo.


Imagem associada para resolução da questão



A principal ideia da charge é:

Alternativas
Q2343975 Português

MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA





No fragmento “Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo...” (linhas 5 e 6), qual figura de linguagem foi utilizada pelo autor no trecho citado?
Alternativas
Q2343974 Português

MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA





Ainda relacionado ao texto. O narrador ao citar a trajetória de criação do seu texto, está utilizando que tipo de recurso textual?
Alternativas
Q2343972 Português

MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA





Fundamentado no texto de Rubem Braga citado anteriormente (página 1), o narrador mantém uma narrativa baseada em que tipo de fatos?
Alternativas
Q2343935 Português
HISTÓRIA ALEGRE – RACHEL DE QUEIROZ



A repetição de palavras na mesma frase pode ser um recurso estilístico ou uma figura de linguagem. Na primeira linha do texto, a frase, “Era um arigó de cara larga, largo de ombros, largo de passos, riso mais largo ainda.” A repetição dos termos em destaque, é um caso de: 
Alternativas
Q2343934 Português
HISTÓRIA ALEGRE – RACHEL DE QUEIROZ



Na frase, “A gente afinal de contas não gosta de ver os outros morrer... mormente se tem amizade, não é mesmo, dona?”. O termo em destaque, “MORMENTE”, nesse contexto, pode ser substituído sem perder o significado por:
Alternativas
Q2343933 Português
HISTÓRIA ALEGRE – RACHEL DE QUEIROZ



Os termos “arigó e mode” (linhas 1 e 10), utilizados ao longo do texto são um exemplo de:
Alternativas
Q2343932 Português
HISTÓRIA ALEGRE – RACHEL DE QUEIROZ



Fundamentados no texto de Rachel de Queiroz, “História Alegre” (página 1) o título é um exemplo de qual figura de linguagem?
Alternativas
Q2343824 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…” Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?... Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecemse, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica. Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…


Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort e outras histórias. 7ª Ed. L&pm: Porto Alegre, 1985.
Considere o excerto “Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel.” No contexto em que ocorre, o pronome em “segui-las” retoma:
Alternativas
Q2343823 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…” Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?... Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecemse, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica. Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…


Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort e outras histórias. 7ª Ed. L&pm: Porto Alegre, 1985.
Considere o seguinte excerto: “foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.” Em “sua vida”, o pronome “sua” se refere: 
Alternativas
Q2343822 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…” Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?... Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecemse, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica. Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…


Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort e outras histórias. 7ª Ed. L&pm: Porto Alegre, 1985.
O texto retrata as complexidades da vida humana em comparação à vida das baratas. O ‘instinto animal’ versus o ‘raciocínio humano’ – nova realidade da personagem principal – é evidenciado no trecho:
Alternativas
Q2343145 Português
Não tire conclusões precipitadas






SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1 ed. Campinas: Verus, 2010.
O pai, ao proferir esta frase “Abra este livro e você terá tudo o que deseja” (l. 06), teve a intenção de dizer-lhe que:
Alternativas
Q2343144 Português
Não tire conclusões precipitadas






SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1 ed. Campinas: Verus, 2010.
Marque a alternativa que NÃO constitui um motivo para o pai querer presentear o filho.
Alternativas
Q2343143 Português
Não tire conclusões precipitadas






SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1 ed. Campinas: Verus, 2010.
Com referência aos elementos que compõem essa narrativa, qual é a afirmação cujo conteúdo está CORRETO?
Alternativas
Q2343142 Português
Não tire conclusões precipitadas






SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1 ed. Campinas: Verus, 2010.
Analise as afirmativas abaixo e avalie se elas são verdadeiras, colocando V entre os parênteses, ou se elas são falsas, colocando F entre os parênteses.

(    ) O filho ainda conseguiu ver seu pai com vida.
(    ) O jovem não tinha mais como reparar o seu erro.
(    ) O filho deu-se conta de que agira precipitadamente.

(    ) Embora soubesse da situação do pai, o filho não queria visitá-lo.
(    ) O pai preferiu não manifestar o seu orgulho pelo sucesso do filho.
(    ) Em razão do grave estado do pai, o jovem decidiu fazer-lhe uma visita.

Assinale a opção que preenche, corretamente, os parênteses de cima para baixo.
Alternativas
Q2343083 Português
Em relação à compreensão textual e os fatores que podem dificultar essa compreensão, analisar os itens abaixo:

I. O léxico. II. Inadequações do uso de sinais de pontuação. III. Orações muito simplificadas, com ausência de nexos para indicar relações de causa e efeito.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2343079 Português
Em relação à contextualização na escrita, analisar os itens abaixo:

I. O produtor de um texto nunca pressupõe conhecimentos textuais do leitor.
II. O sentido de um texto depende explicitamente da estrutura textual em si, com os objetos de discurso apresentados exclusivamente de forma completa, sem nada implícito.
Alternativas
Respostas
39781: A
39782: A
39783: A
39784: B
39785: C
39786: D
39787: B
39788: C
39789: B
39790: A
39791: C
39792: A
39793: D
39794: A
39795: D
39796: B
39797: C
39798: D
39799: D
39800: D