Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2429228 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

O título “Sem palavras” recorre ao mecanismo de produção de sentido da

Alternativas
Q2429227 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

Na diversidade tipológica textual do gênero editorial, predomina a

Alternativas
Q2429226 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

O editorial acima é um gênero textual que se caracteriza por expressar a

Alternativas
Q2429225 Português

Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.


Texto 1

Café mais caro do mundo é feito com cocô de animal preso até a morte


O café mais caro do mundo pode ser vendido por cerca de R$ 14.700,00 o quilo. Seu nome é Kopi Luwak, porém, é mais conhecido como café de civeta. As civetas são mamíferos pequenos com hábitos noturnos que vivem na África e na Ásia, principalmente na Indonésia. Para a produção da bebida, os animais se alimentam com o fruto do café e liberam em suas fezes os grãos. O gosto gourmet vem das enzimas secretadas durante a digestão do pequeno animal. Além disso, presas, as civetas são alimentadas apenas com o fruto do café. Na natureza, no entanto, elas têm uma dieta diversa, comendo pequenos roedores, insetos e outras frutas.


Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/05/20/cafe-mais-caro-do-mundo-e-feito-com-coco-de-animal-preso-ate-a-morte.htm>. Acesso em: 20 mai. 2023. [Adaptado].

A relação entre “cativeiro” e “natureza” produzida nas duas últimas frases do texto é ativada pelo advérbio “apenas” através do processo de

Alternativas
Q2429224 Português

Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.


Texto 1

Café mais caro do mundo é feito com cocô de animal preso até a morte


O café mais caro do mundo pode ser vendido por cerca de R$ 14.700,00 o quilo. Seu nome é Kopi Luwak, porém, é mais conhecido como café de civeta. As civetas são mamíferos pequenos com hábitos noturnos que vivem na África e na Ásia, principalmente na Indonésia. Para a produção da bebida, os animais se alimentam com o fruto do café e liberam em suas fezes os grãos. O gosto gourmet vem das enzimas secretadas durante a digestão do pequeno animal. Além disso, presas, as civetas são alimentadas apenas com o fruto do café. Na natureza, no entanto, elas têm uma dieta diversa, comendo pequenos roedores, insetos e outras frutas.


Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/05/20/cafe-mais-caro-do-mundo-e-feito-com-coco-de-animal-preso-ate-a-morte.htm>. Acesso em: 20 mai. 2023. [Adaptado].

O caráter de denúncia do texto acima está marcado em sua progressão textual por meio de enunciados e vocábulos que associam

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Q2429153 Português

Fuga


A vida na fazenda se tornara difícil. Sinhá Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.

Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.

Saíram de madrugada. Sinhá Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, Sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.

Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos – os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, Sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. Caminharam bem três léguas antes que a barra do nascente aparecesse. [...]


RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.


A respeito do texto, dadas as afirmativas,


I. Ao sentir vontade de chorar, a personagem Sinhá Vitória tenta disfarçar. No entanto, todos ao redor percebem seu estado de espírito.

II. No contexto: “Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido”, pode-se compreender, nessa comparação, que a escravidão se refere às dívidas que, em geral, os trabalhadores rurais contraem com os patrões e que dificilmente conseguem pagar.

III. O único motivo que obrigou a família a sair em retirada da fazenda foi a iminência da seca.

IV. Os personagens Fabiano e Sinhá Vitória, diante da proximidade da seca, buscam uma solução mística.


verifica-se que estão corretas

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Q2429149 Português

Partindo-se do princípio de que as palavras estabelecem entre si uma relação de significado, observe este enunciado:


Cérebro antigo, mundo moderno


O cérebro que herdou a capacidade primitiva de encarar as coisas como boas ou ruins agora lida com novas complexidades, como a inteligência artificial


Disponível em: https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/cerebro-antigo-mundo-moderno/.

Acesso em: 12 jun. 2023.


Os vocábulos destacados no enunciado expressam, entre si, uma relação de

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Q2429148 Português

Apesar de muitas pessoas terem medo de insetos, eles são fundamentais para a vida no planeta. Assim como qualquer ser vivo, eles fazem parte de teias alimentares, servindo de alimento e alimentando-se de várias espécies. Além disso, realizam o processo de polinização, sendo essenciais para a reprodução de algumas angiospermas.

Economicamente, os insetos também são importantes. As abelhas, por exemplo, são responsáveis pela produção do mel e da cera, produtos que possuem alto valor econômico. O bicho-da-seda também é um importante inseto com valor econômico, sendo responsável pela produção de fios de seda.

Vale destacar, no entanto, que os insetos não trazem apenas benefícios. Existem espécies que atacam plantações, como as borboletas em fase de lagarta; outros que se alimentam de madeira, como o cupim, e outros que ainda são responsáveis por transmitir doenças, como é o caso do Aedes aegypti. [...]


Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/insetos.htm. Acesso em: 7 jun. 2023.


Sobre o fragmento textual, é correto afirmar que

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Q2429146 Português

Abri a porta

Apareci

A mais bonita

Sorriu pra mim

Naquele instante

Me convenci

O bom da vida

Vai prosseguir


Vai prosseguir

Vai dar pra lá do céu azul

Onde eu não sei

Lá onde a lei

Seja o amor

E usufruir do bem, do bom e do melhor

Seja comum

Pra qualquer um

Seja quem for


Abri a porta

Apareci

Isso é a vida

É a vida, sim


Disponível em: https://www.letras.mus.br/dominguinhos/357853/#album:quem-me-levara-sou-eu-1980.

Acesso em: 6 jun. 2023.


A letra da canção, além de apresentar a intenção comunicativa própria da poesia, faz referência à função da linguagem cuja meta é utilizar a mensagem centrada na primeira pessoa do discurso. Assinale a alternativa que explicita essa função.

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Q2429083 Português

Leia o Texto 4 e responda às questões 09 e 10.


Texto 4



Disponível em: <https://www.behance.net/gallery/123835353/MAUC-60-anos>. Acesso em: 24 mai. 2023.

No enunciado da mensagem escrita, qual recurso linguístico foi usado na construção de sentido da palavra “presente”?

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Q2429082 Português

Leia o Texto 4 e responda às questões 09 e 10.


Texto 4



Disponível em: <https://www.behance.net/gallery/123835353/MAUC-60-anos>. Acesso em: 24 mai. 2023.

A intertextualidade presente no cartaz publicitário é estabelecida por meio de uma relação dialógica com

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Q2429081 Português

Leia o Texto 3 e responda às questões 07 e 08.


Texto 3



Disponível em: <https://www.reddit.com/r/brasil/comments/kisi2a/cultura_algo_t%C3%A3o_importante_mas_desvalorizado_em>. Acesso em: 24 mai. 2023.

O texto apresenta vestígios da linguagem falada e predomínio de estruturas frásicas simples porque foi produzido em um espaço discursivo que

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Q2429080 Português

Leia o Texto 3 e responda às questões 07 e 08.


Texto 3



Disponível em: <https://www.reddit.com/r/brasil/comments/kisi2a/cultura_algo_t%C3%A3o_importante_mas_desvalorizado_em>. Acesso em: 24 mai. 2023.

O texto foi primeiramente postado no Facebook e, posteriormente, compartilhado em diversas outras plataformas digitais. Considerando as condições de produção, o formato e o conteúdo, o intuito desse texto é

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Q2429077 Português

Leia o Texto 2 e responda às questões de 04 a 06.


Texto 2


Sou do pandeiro


Música é arte, é uma forma de expressão. As pessoas de cada país se expressam de modo característico; cada nação possui suas próprias referências e preferências. A música brasileira, por exemplo, vem arquitetando sua identidade há muito tempo. Temos misturado tudo que existe em nossa história, como nossas tradições e também o que há de mais contemporâneo. Os povos que vivem em nosso país também são responsáveis por nossa formação cultural e musical. Assim, temos construído nossa identidade artística e cultural com base em nossas expressões genuínas.

No entanto, às vezes, os meios de comunicação e as influências de outros povos podem provocar interferências que ameaçam a preservação de nossa identidade.

Quando isso acontece, podemos responder fazendo arte, como na música! Foi o que fizeram dois artistas da música popular brasileira em 1958. Os músicos Gordurinha (1922-1969) e Alira Castilho (1924-2011) criaram a canção Chiclete com banana, um grande sucesso na voz do paraibano José Gomes Filho, o Jackson do Pandeiro (1919-1982). Além de cantor e compositor, Jackson do Pandeiro foi um dos maiores ritmistas que o Brasil já teve, sendo responsável pela divulgação da música nordestina em todo o Brasil.

A música Chiclete com banana é cantada por muitos intérpretes até hoje!


UTUARI, Solange; KATER, Carlos; FISCHER, Bruno. Conectados: Arte. São Paulo: FTD, 2018. p. 82-83. (Adaptado).

No segundo parágrafo do texto, em relação à música brasileira, infere-se que

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Q2429076 Português

Leia o Texto 1 e responda às questões de 01 a 03.

Texto 1

Veiga Valle (1806-1874) como possibilidade de um estudo de história regional - Uma comparação da divulgação do “santeiro goiano” e o silenciamento de Octo Marques

Octo Outorino Marques nasceu na Cidade de Goiás, em 1915. Descendente de afro-brasileiro, ele foi pintor, desenhista, xilografista, cenógrafo, gravador, ceramista, jornalista, escritor e funcionário público.

O artista teve como primeiro professor um ex-presidiário (Pedro), que lhe ensinou desenho a partir do carvão e giz. No Colégio Sant´Anna, da antiga capital goiana, aprendeu, com as freiras dominicanas, a desenhar e a pintar em almofadas utilizando areia. Na mesma época, teve outro professor (Martiniano), estafeta dos Correios e Telégrafos, que lhe ensinou a técnica de bico-de-pena, nanquim e guache.

Octo Marques mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1934, e logo depois para São Paulo, locais em que escreveu para importantes jornais e revistas. Em 1938, retornou para a Cidade de Goiás, sendo um dos fundadores e escritores do Jornal Cidade de Goiás. Após seu retorno, pintou painéis na cidade e vizinhança e iniciou sua participação em exposições coletivas e individuais. Nas décadas de 1940 e 1950, foi tido como uma promessa da arte goiana, e, mesmo participando de vários movimentos artísticos, não foi protagonista em nenhum deles.

Frequentemente, sua arte representava o cotidiano da antiga capital, mostrando as festas na zona rural, os trabalhadores na cidade, a arquitetura e a paisagem. Por isso, sua obra pode ser considerada primitiva, pela simplicidade e escolha dos temas. Até sua morte em 1988, continuou pintando a cidade e o seu cotidiano, mas sem receber grande destaque. Ele morreu pobre e esquecido, e o silêncio sobre ele ainda permanece.

SANTOS, Fernando M. dos. Disponível em: <https://www.snh2021.anpuh.org/resources/anais/8/snh2021/1628279133_ARQUIVO_61812e558c31be39a7dfb21595d588df.pdf>. Acesso em: 21 mai. 2023.

No texto, “estafeta” refere-se à profissão de “entregador a cavalo de cartas e telegramas a longas distâncias”. Trata-se, portanto, de um exemplo de variação linguística

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Q2429075 Português

Leia o Texto 1 e responda às questões de 01 a 03.

Texto 1

Veiga Valle (1806-1874) como possibilidade de um estudo de história regional - Uma comparação da divulgação do “santeiro goiano” e o silenciamento de Octo Marques

Octo Outorino Marques nasceu na Cidade de Goiás, em 1915. Descendente de afro-brasileiro, ele foi pintor, desenhista, xilografista, cenógrafo, gravador, ceramista, jornalista, escritor e funcionário público.

O artista teve como primeiro professor um ex-presidiário (Pedro), que lhe ensinou desenho a partir do carvão e giz. No Colégio Sant´Anna, da antiga capital goiana, aprendeu, com as freiras dominicanas, a desenhar e a pintar em almofadas utilizando areia. Na mesma época, teve outro professor (Martiniano), estafeta dos Correios e Telégrafos, que lhe ensinou a técnica de bico-de-pena, nanquim e guache.

Octo Marques mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1934, e logo depois para São Paulo, locais em que escreveu para importantes jornais e revistas. Em 1938, retornou para a Cidade de Goiás, sendo um dos fundadores e escritores do Jornal Cidade de Goiás. Após seu retorno, pintou painéis na cidade e vizinhança e iniciou sua participação em exposições coletivas e individuais. Nas décadas de 1940 e 1950, foi tido como uma promessa da arte goiana, e, mesmo participando de vários movimentos artísticos, não foi protagonista em nenhum deles.

Frequentemente, sua arte representava o cotidiano da antiga capital, mostrando as festas na zona rural, os trabalhadores na cidade, a arquitetura e a paisagem. Por isso, sua obra pode ser considerada primitiva, pela simplicidade e escolha dos temas. Até sua morte em 1988, continuou pintando a cidade e o seu cotidiano, mas sem receber grande destaque. Ele morreu pobre e esquecido, e o silêncio sobre ele ainda permanece.

SANTOS, Fernando M. dos. Disponível em: <https://www.snh2021.anpuh.org/resources/anais/8/snh2021/1628279133_ARQUIVO_61812e558c31be39a7dfb21595d588df.pdf>. Acesso em: 21 mai. 2023.

Quanto ao modo de organização, a sequência linguística predominante no texto é a

Alternativas
Q2429074 Português

Leia o Texto 1 e responda às questões de 01 a 03.

Texto 1

Veiga Valle (1806-1874) como possibilidade de um estudo de história regional - Uma comparação da divulgação do “santeiro goiano” e o silenciamento de Octo Marques

Octo Outorino Marques nasceu na Cidade de Goiás, em 1915. Descendente de afro-brasileiro, ele foi pintor, desenhista, xilografista, cenógrafo, gravador, ceramista, jornalista, escritor e funcionário público.

O artista teve como primeiro professor um ex-presidiário (Pedro), que lhe ensinou desenho a partir do carvão e giz. No Colégio Sant´Anna, da antiga capital goiana, aprendeu, com as freiras dominicanas, a desenhar e a pintar em almofadas utilizando areia. Na mesma época, teve outro professor (Martiniano), estafeta dos Correios e Telégrafos, que lhe ensinou a técnica de bico-de-pena, nanquim e guache.

Octo Marques mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1934, e logo depois para São Paulo, locais em que escreveu para importantes jornais e revistas. Em 1938, retornou para a Cidade de Goiás, sendo um dos fundadores e escritores do Jornal Cidade de Goiás. Após seu retorno, pintou painéis na cidade e vizinhança e iniciou sua participação em exposições coletivas e individuais. Nas décadas de 1940 e 1950, foi tido como uma promessa da arte goiana, e, mesmo participando de vários movimentos artísticos, não foi protagonista em nenhum deles.

Frequentemente, sua arte representava o cotidiano da antiga capital, mostrando as festas na zona rural, os trabalhadores na cidade, a arquitetura e a paisagem. Por isso, sua obra pode ser considerada primitiva, pela simplicidade e escolha dos temas. Até sua morte em 1988, continuou pintando a cidade e o seu cotidiano, mas sem receber grande destaque. Ele morreu pobre e esquecido, e o silêncio sobre ele ainda permanece.

SANTOS, Fernando M. dos. Disponível em: <https://www.snh2021.anpuh.org/resources/anais/8/snh2021/1628279133_ARQUIVO_61812e558c31be39a7dfb21595d588df.pdf>. Acesso em: 21 mai. 2023.

O texto pertence ao gênero acadêmico. Como prática de linguagem, sua função social é

Alternativas
Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: SAAE-UNAÍ Prova: COTEC - 2023 - SAAE-UNAÍ - Procurador |
Q2429063 Português

Leia com atenção, o texto 05 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 05



Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o texto 05.


I. A pergunta do personagem no último quadro procede, pois, de acordo com a fala do primeiro quadro, os bichos são maltratados.

II. Na fala do personagem, no primeiro quadro, verifica-se marca de coloquialidade, já que houve o pagamento da preposição "a" em "igual um bicho".

IlI. A fala da personagem, no primeiro quadro, revela sua indignação pelo fato de alguém ter sido maltratado.

IV. Por melo da desinência -o da palavra "tratado", usada na primeira fala, identifica-se o gênero do ser que foi maltratado.

V. O texto permite concluir que a expressão "tratado Igual um bicho", que é usada popularmente, não procede, Já que os bichos não devem ser maltratados.


Estão CORRETAS es afirmativas

Alternativas
Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: SAAE-UNAÍ Prova: COTEC - 2023 - SAAE-UNAÍ - Procurador |
Q2429062 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem. Texto 04


A (nem sempre) sutil diferença entre autêntico e ser grosseiro


.........Multa gente usa a sinceridade ou autenticidade como desculpa para grosserias: "O que eu tenho pra falar, falo na cara"; "Não douro pllula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!"

Quantas vezes você jé ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas. Pessoas assim escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.

Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e sejam hipócritas. Mas, no trato com as pessoas, é sempre possível encontrar expressões menos grosseiras, mais positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas. [ ... ]


Disponlvel em: hlfps://www.bamparena.eom.br/trabalho-negocios. Acesso am: 18 abr. 2023. Adaptado.

Analise as afirmativas, tendo em vista os recursos usados na construção do texto.

I. No titulo, os parêntese foram usados para a inserção de uma ideia, os quais, se retirados, provocam alteração de sentido.

II. No primeiro parágrafo, verifica-se o uso de palavras e expressões da linguagem coloquial.

III. No primeiro paragrafo, verifica-se o uso de expressões que esmo na linguagem conotativa.

IV. No primeiro parágrafo, as aspas foram usadas para marear tanto a presença do discurso direto quanto da ironia.

V. No último parágrafo, verifica-se o uso do paralelismo sintático, ou seja, há complementos do verbo "pedir" que são utilizados conjuntamente


Estio CORRETAS as afirmativas



Alternativas
Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: SAAE-UNAÍ Prova: COTEC - 2023 - SAAE-UNAÍ - Procurador |
Q2429061 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem. Texto 04


A (nem sempre) sutil diferença entre autêntico e ser grosseiro


.........Multa gente usa a sinceridade ou autenticidade como desculpa para grosserias: "O que eu tenho pra falar, falo na cara"; "Não douro pllula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!"

Quantas vezes você jé ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas. Pessoas assim escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.

Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e sejam hipócritas. Mas, no trato com as pessoas, é sempre possível encontrar expressões menos grosseiras, mais positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas. [ ... ]


Disponlvel em: hlfps://www.bamparena.eom.br/trabalho-negocios. Acesso am: 18 abr. 2023. Adaptado.

Analise os Itens a seguir, considerando os sentidos em que as frases "[...] não douro a pílula [ ... ]" e "[ ... ] não uso meias palavras [ ... ]" foram usadas no texto.

I. amenizar

lI. dificultar.

III. abrandar.

IV. piorar.

V. atenuar.


Estão CORRETOS os itens


Alternativas
Respostas
39261: D
39262: C
39263: B
39264: C
39265: B
39266: C
39267: B
39268: E
39269: C
39270: A
39271: C
39272: A
39273: D
39274: B
39275: D
39276: A
39277: C
39278: E
39279: C
39280: D