Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 128.010 questões
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que tantas vagas seguem abertas?
Por Fernando Mantovani
01 Em 14 de abril é celebrado o Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva. Essa é uma
02-data muito importante, que mira dois desafios imensos e atuais de uma vez só: educar e incluir
03-grupos minorizados. Não há como incluir sem educar, pois a ______ de conhecimento é vital
04-para empoderar as pessoas e muni-las de bagagem intelectual, cultural e técnica para entrar e
05-______ no mercado de trabalho.
06 E o inverso também é verdadeiro. Uma educação que não pensa na inclusão se torna
07-incompleta e injusta, pois rejeita o fato incontestável de que o mundo é feito e se beneficia muito
08-da diversidade humana. Organizações que não oferecem acessibilidade aos diferentes grupos
09-que compõem a sociedade (pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+, pobres, idosos, pessoas com
10-deficiência, entre outros) estão em descompasso com a atualidade e fadadas ao declínio.
11 Em um país com tanta desigualdade como o Brasil, a promoção de práticas de educação
12-inclusiva dentro das empresas é completamente pertinente. Elas ajudam a atenuar as lacunas
13-de qualificação do mercado e a preencher as diversas vagas que ficam abertas por falta de
14-candidatos com as habilidades técnicas e comportamentais necessárias para a função. É bom
15-frisar que, nessas situações, na maioria das vezes o problema não está no candidato, mas no
16-contexto de desigualdade histórica em que ele está inserido.
17 Pelos mais variados motivos, muitas pessoas não conseguem cursar o ensino superior ou
18-aprender inglês, por exemplo. Uma trajetória bem estruturada e linear, da escola à faculdade e
19-ao primeiro emprego, ainda não faz parte da realidade de todos, infelizmente.
20 Como as empresas têm lidado com esse cenário? De acordo com dados da 23ª edição do
21-Índice de Confiança Robert Half (ICRH), muitas já estão atentas à questão e agindo em prol da
22-Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Conforme o ICRH, 48% das organizações consideram
23-ter avançado na agenda de DEI no último ano. Entre essas, 30% acreditam que os avanços
24-foram significativos. Entretanto, 38% se viram estagnadas.
25 Segundo a pesquisa, as políticas de DEI vêm sendo direcionadas para os seguintes grupos:
26-Mulheres (73%), LGBTQIA+ (68%), pessoas pretas (62%), PCDs (59%) e pessoas 50+ (37%).
27-Entre as ações desenvolvidas estão: mais educação ou treinamento de funcionários; eventos e
28-palestras; treinamentos para apoiar o avanço na carreira de minorias.
29 A educação inclusiva abrange iniciativas para apoiar a capacitação e o aprimoramento
30-técnico e comportamental de grupos sub-representados no mercado de trabalho. Custear ou
31-realizar internamente cursos de idiomas, técnicos ou de ensino superior é um dos muitos
32-caminhos para praticar a educação inclusiva e transformar esse panorama. No entanto, o
33-primeiro passo para investir em inclusão e equidade é ter um ambiente verdadeiramente diverso.
(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/por-que-tantas-vagas-seguem-abertas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista as informações mencionadas sobre a 23ª edição do Índice de Confiança Robert Half, assinale a alternativa que encontra respaldo no texto.
As frases a seguir mostram uma contradição lógica, à exceção de uma. Assinale-a.
Observe a seguinte frase:
“Eu gosto da palavra ‘indolência’. Faz minha preguiça parecer refinada”.
Essa frase explora o seguinte tema do ensino de linguagem:
Assinale a frase em que as duas palavras sublinhadas mostram o mesmo sentido.
O posicionamento de uma palavra em relação a outra pode modificar o sentido de algumas palavras. Assinale a frase em que o posicionamento do termo adjetivo em relação ao substantivo não modifica o seu sentido.
Assinale a frase em que a palavra sublinhada exerce a função de modalizador.
Assinale a frase que mostra uma metáfora explicada de forma inadequada.
Observe o seguinte texto descritivo:
“O livro estava de pé sobre a pequena mesa. Sua capa era de três cores: branca, vermelha e azul, com grandes e grossas letras pretas formando o título da obra. O papel da capa era macio, liso e brilhante, mas já apresentava marcas do tempo. Visto do outro lado, não havia nada impresso, somente as mesmas cores”.
Sobre a técnica descritiva empregada nesse texto, assinale a afirmativa correta.
As frases apresentadas abaixo têm caráter argumentativo. Assinale a opção em que a classificação do tipo do argumento apresentado é feita de forma adequada.
Assinale a frase em que houve a substituição adequada do adjetivo “grande”, de valor semântico geral, por um outro adjetivo de valor mais específico.
Há duas figuras que se mostram muito próximas: a comparação ou símile e a metáfora. Assinale a frase que mostra uma metáfora e não uma comparação.
Todas as frases a seguir trazem expressões de quantidade. Assinale a opção em que a quantificação está definida inadequadamente.
A frase “O consenso, na maior parte das atividades públicas, é fundamental à base de estrutura política!”. (Millôr Fernandes)
Assinale a opção que apresenta o modo de reescrever essa frase que modifica o seu sentido original.
“Os que advogam a nudez total de todo mundo em nome de impurezas representadas pelo hábito de vestir, devem se recordar de que no princípio dos princípios todo mundo andava nu e alguém começou a advogar o vestuário como salvação da humanidade”. (Millôr Fernandes)
Sobre a estrutura desse texto argumentativo, assinale a afirmativa correta.
Leia o texto para responder às questões de números 08 e 09.
O local do enterro de uma criança que viveu 8 mil anos atrás foi descoberto no leste da Finlândia, fornecendo um raro vislumbre de como os humanos da Idade da Pedra tratavam seus falecidos.
A sepultura de Majoonsuo chamou a atenção de pesquisadores pela primeira vez em 1992 no município de Outokumpu, quando o ocre vermelho brilhante, uma argila rica em ferro, foi visto na superfície de uma nova trilha de serviço na floresta. O ocre vermelho tem sido associado à arte rupestre, bem como à ornamentação e aos enterros.
A Agência Finlandesa do Patrimônio começou a escavar o local em 2018 devido a preocupações com a erosão e o tráfego motorizado.
As sociedades finlandesas da Idade da Pedra enterravam seus mortos em covas no solo, o qual é tão ácido na Finlândia que pouco resta preservado após milhares de anos, o que significa que vestígios de evidências arqueológicas são extremamente raros.
Os dentes de uma criança foram encontrados no túmulo, além de outros objetos, como fragmentos de penas de pássaros, fibras de plantas e fios de cabelo canino, os quais só foram constatados após análise usando um protocolo meticuloso para descobrir traços microscópicos desses objetos.
“Tudo isso nos dá uma visão muito valiosa sobre os hábitos funerários na Idade da Pedra, indicando como as pessoas prepararam a criança para a jornada após a morte”, disse a autora principal do estudo, Tuija Kirkinen.
(Ashley Strickland. Túmulo de criança da Idade da Pedra na Finlândia revela surpresas. www.cnnbrasil.com.br, 03.11.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado introduz informação que detalha o que foi anteriormente mencionado.
Leia o texto para responder às questões de números 08 e 09.
O local do enterro de uma criança que viveu 8 mil anos atrás foi descoberto no leste da Finlândia, fornecendo um raro vislumbre de como os humanos da Idade da Pedra tratavam seus falecidos.
A sepultura de Majoonsuo chamou a atenção de pesquisadores pela primeira vez em 1992 no município de Outokumpu, quando o ocre vermelho brilhante, uma argila rica em ferro, foi visto na superfície de uma nova trilha de serviço na floresta. O ocre vermelho tem sido associado à arte rupestre, bem como à ornamentação e aos enterros.
A Agência Finlandesa do Patrimônio começou a escavar o local em 2018 devido a preocupações com a erosão e o tráfego motorizado.
As sociedades finlandesas da Idade da Pedra enterravam seus mortos em covas no solo, o qual é tão ácido na Finlândia que pouco resta preservado após milhares de anos, o que significa que vestígios de evidências arqueológicas são extremamente raros.
Os dentes de uma criança foram encontrados no túmulo, além de outros objetos, como fragmentos de penas de pássaros, fibras de plantas e fios de cabelo canino, os quais só foram constatados após análise usando um protocolo meticuloso para descobrir traços microscópicos desses objetos.
“Tudo isso nos dá uma visão muito valiosa sobre os hábitos funerários na Idade da Pedra, indicando como as pessoas prepararam a criança para a jornada após a morte”, disse a autora principal do estudo, Tuija Kirkinen.
(Ashley Strickland. Túmulo de criança da Idade da Pedra na Finlândia revela surpresas. www.cnnbrasil.com.br, 03.11.2022. Adaptado)
Dois vocábulos empregados no texto que possuem o mesmo sentido são:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes, que lhe dão uma aparência peculiar.
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. Eram o seu futuro sogro com dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa e trazê-la para viver com ele. Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum. Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo até sair da vista do marido e correu de volta. Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo entre parênteses pode substituir o vocábulo destacado mantendo a norma-padrão da língua portuguesa:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes, que lhe dão uma aparência peculiar.
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. Eram o seu futuro sogro com dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa e trazê-la para viver com ele. Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum. Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo até sair da vista do marido e correu de volta. Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque apresenta corretamente a ideia expressa entre parênteses.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes, que lhe dão uma aparência peculiar.
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. Eram o seu futuro sogro com dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa e trazê-la para viver com ele. Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum. Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo até sair da vista do marido e correu de volta. Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
No trecho “Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento”, a expressão em destaque pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, por:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes, que lhe dão uma aparência peculiar.
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. Eram o seu futuro sogro com dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa e trazê-la para viver com ele. Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum. Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo até sair da vista do marido e correu de volta. Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que