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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.182 questões

Q4028307 Português
Texto 01
Fazer nada

A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?

Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.

Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.

Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]

Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026.  
Assinale a passagem do texto em que se verifica o uso da ironia como recurso de expressão. 
Alternativas
Q4028305 Português
Texto 01
Fazer nada

A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?

Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.

Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.

Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]

Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026.  
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com as ideias defendidas no texto. 
Alternativas
Q4028246 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Prédios novos terão que cumprir normas para reduzir sua sensação térmica  


    Uma resolução publicada pelo governo federal estabelece critérios de construção para que residências, prédios comerciais e públicos tenham mais conforto térmico em meio às mudanças climáticas em curso. A medida também possibilitará a redução do custo de energia elétrica. Atualmente, o setor da construção civil já dispõe de um instrumento de “etiquetagem” voluntária de eficiência energética, assim como os eletrodomésticos. Com a resolução publicada, esse processo se tornará obrigatório para novas construções.

    Essa etiquetagem vai variar de A a C, sendo A o nível mais eficiente do ponto de vista energético e o C, o menos eficiente. A norma determina que o nível C será obrigatório para os prédios residenciais e comerciais do setor privado a partir de 2030. Já para o setor público, os novos edifícios terão que atender aos critérios do nível A, a partir de 2027.

  Segundo o governo federal, ao atender os requisitos do nível “C”, as novas construções proporcionarão mais conforto térmico aos moradores e iluminação natural por mais tempo, o que vai reduzir a necessidade de ar condicionado para resfriar o ambiente e de iluminação artificial. Essas medidas podem ajudar a reduzir o custo da conta de luz.

    Com a resolução, o Ministério de Minas e Energia estima que cerca de 17 milhões de MWh sejam economizados até 2040. Isso daria para suprir o consumo de uma cidade de 1 milhão de habitantes durante 7 anos. Em valores, estima-se uma economia com energia elétrica de até R$ 2,7 bilhões.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomi a/predios-novos-terao-que-cumprir-normas-parareduzir-sua-sensacao-termica/.  
No contexto do texto, a expressão “mudanças climáticas em curso”, no primeiro parágrafo, desempenha função argumentativa relevante. Seu emprego contribui para:
Alternativas
Q4028091 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Captura_de tela 2026-04-29 134610.png (408×381)

Autor: Nando Motta. 
A partir da interpretação da charge, analise as assertivas que seguem:

I. O texto tem caráter exclusivamente informativo, sem qualquer traço de crítica ou reflexão.
II. A intenção da charge é instruir o público sobre medidas de prevenção a desastres naturais.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4028058 Português
Texto 02

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ Acesso em: 14 mar. 2026. 
A fala do segundo quadro revela que a personagem 
Alternativas
Q4028055 Português
Texto 01
Tristeza


Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza. Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.

Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões. Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida. Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma perda, que faz tudo ficar triste.

Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.

A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada. Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem. Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]

Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93. 
No trecho “Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica.”, a locução prepositiva “a despeito disso” insere uma ideia de 
Alternativas
Q4027902 Português

Texto para responder às questão.



    Memória é onde se guardam as coisas do passado.

    Há dois tipos de memórias: memórias sem vida própria e memórias com vida própria.

    As memórias sem vida própria são inertes. Não têm vontade. Sua existência é semelhante à das ferramentas guardadas numa caixa. Não se mexem. Ficam imóveis nos seus lugares, à espera. À espera de quê? À espera de que as chamemos. Ao chegar a um hotel, a recepcionista me entrega uma ficha para ser preenchida. Lá estão os espaços em branco onde deverei escrever meu nome, endereço, número da carteira de identidade, do CPF, número do telefone, e-mail. Abro a minha caixa de memórias sem vida própria e encontro as informações pedidas.

    As memórias com vida própria, ao contrário, não ficam quietas dentro de uma caixa. São como pássaros em voo. Vão para onde querem. Viajando, olhando a paisagem com pensamento perdido, vemos um rio. E nos lembramos então do riachinho em que brincávamos quando crianças.



Alves, Rubem. O velho que acordou o menino. São Paulo: Editora Planeta, 2005, com adaptações.

Com relação à tipologia textual, o texto apresentado é predominantemente
Alternativas
Q4027901 Português

Texto para responder à questão.



    O número de consumidores de livros cresceu em 2025 no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O número representa um aumento de 2 pontos percentuais – 3 milhões de novos consumidores – em relação a 2024.


    Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% do total de consumidores de livros. Considerando recorte de raça, classe e gênero, a pesquisa indicou que as mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do país, alcançando 15% do total.


    A pesquisa apontou ainda que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. Na faixa de 18 a 34 anos, houve aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para a diretora da CBL, as redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores.



Disponível em:<https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-

03/numero-de-consumidores-de-livros-aumenta-e-chega-a-18-da-populacao> . Acesso em: 26 mar. 2026.

De acordo com as ideias do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4027900 Português

Texto para responder à questão.



    O número de consumidores de livros cresceu em 2025 no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O número representa um aumento de 2 pontos percentuais – 3 milhões de novos consumidores – em relação a 2024.


    Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% do total de consumidores de livros. Considerando recorte de raça, classe e gênero, a pesquisa indicou que as mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do país, alcançando 15% do total.


    A pesquisa apontou ainda que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. Na faixa de 18 a 34 anos, houve aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para a diretora da CBL, as redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores.



Disponível em:<https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-

03/numero-de-consumidores-de-livros-aumenta-e-chega-a-18-da-populacao> . Acesso em: 26 mar. 2026.

As expressões “de acordo com pesquisa” e “Segundo o levantamento” foram empregadas com ideia de 
Alternativas
Q4027899 Português

Texto para responder à questão.



    O número de consumidores de livros cresceu em 2025 no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O número representa um aumento de 2 pontos percentuais – 3 milhões de novos consumidores – em relação a 2024.


    Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% do total de consumidores de livros. Considerando recorte de raça, classe e gênero, a pesquisa indicou que as mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do país, alcançando 15% do total.


    A pesquisa apontou ainda que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. Na faixa de 18 a 34 anos, houve aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para a diretora da CBL, as redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores.



Disponível em:<https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-

03/numero-de-consumidores-de-livros-aumenta-e-chega-a-18-da-populacao> . Acesso em: 26 mar. 2026.

No primeiro parágrafo do texto, a expressão “Os dados mostram” introduz um(uma)
Alternativas
Q4027897 Português

Texto para responder à questão.



    A mudança social não é resultado exclusivo de líderes carismáticos nem produto automático de forças históricas impessoais. Ela emerge da interação entre indivíduos estrategicamente posicionados e configurações estruturais em transformação.


    Talvez perguntar se um indivíduo pode mudar a sociedade seja formular mal a questão. A pergunta mais produtiva é: como indivíduos podem contribuir para alinhar forças em sistemas complexos?


    Se a direção coletiva resulta de múltiplas forças, o papel do indivíduo não é substituir o sistema, mas atuar nele para aumentar a probabilidade de convergência.



Disponível em: : <https://jornal.usp.br/articulistas/marcos-buckeridge/umindividuo-pode-mudar-a-sociedade/>. Acesso em 25 mar. 2026

Dados os sentidos do texto, o vocábulo “emerge” foi empregado com o mesmo sentido de
Alternativas
Q4027895 Português

Texto para responder à questão.



    A mudança social não é resultado exclusivo de líderes carismáticos nem produto automático de forças históricas impessoais. Ela emerge da interação entre indivíduos estrategicamente posicionados e configurações estruturais em transformação.


    Talvez perguntar se um indivíduo pode mudar a sociedade seja formular mal a questão. A pergunta mais produtiva é: como indivíduos podem contribuir para alinhar forças em sistemas complexos?


    Se a direção coletiva resulta de múltiplas forças, o papel do indivíduo não é substituir o sistema, mas atuar nele para aumentar a probabilidade de convergência.



Disponível em: : <https://jornal.usp.br/articulistas/marcos-buckeridge/umindividuo-pode-mudar-a-sociedade/>. Acesso em 25 mar. 2026

O texto defende que a mudança social 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: IBHASES Prova: IESES - 2026 - IBHASES - Psicólogo |
Q4027861 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Prédios novos terão que cumprir normas para reduzir sua sensação térmica  


    Uma resolução publicada pelo governo federal estabelece critérios de construção para que residências, prédios comerciais e públicos tenham mais conforto térmico em meio às mudanças climáticas em curso. A medida também possibilitará a redução do custo de energia elétrica. Atualmente, o setor da construção civil já dispõe de um instrumento de “etiquetagem” voluntária de eficiência energética, assim como os eletrodomésticos. Com a resolução publicada, esse processo se tornará obrigatório para novas construções.

    Essa etiquetagem vai variar de A a C, sendo A o nível mais eficiente do ponto de vista energético e o C, o menos eficiente. A norma determina que o nível C será obrigatório para os prédios residenciais e comerciais do setor privado a partir de 2030. Já para o setor público, os novos edifícios terão que atender aos critérios do nível A, a partir de 2027.

  Segundo o governo federal, ao atender os requisitos do nível “C”, as novas construções proporcionarão mais conforto térmico aos moradores e iluminação natural por mais tempo, o que vai reduzir a necessidade de ar condicionado para resfriar o ambiente e de iluminação artificial. Essas medidas podem ajudar a reduzir o custo da conta de luz.

    Com a resolução, o Ministério de Minas e Energia estima que cerca de 17 milhões de MWh sejam economizados até 2040. Isso daria para suprir o consumo de uma cidade de 1 milhão de habitantes durante 7 anos. Em valores, estima-se uma economia com energia elétrica de até R$ 2,7 bilhões.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomi a/predios-novos-terao-que-cumprir-normas-parareduzir-sua-sensacao-termica/.  
No contexto do texto, a expressão “mudanças climáticas em curso”, no primeiro parágrafo, desempenha função argumentativa relevante. Seu emprego contribui para: 
Alternativas
Q4027802 Português
Como é a complexa tarefa de visitar a Antártica 
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/02/como-e-a-tarefa-
complexa-de-visitar-a-antartica-cmm2031e800zh014lor83w7zd.html – texto adaptado especialmente para esta
prova). 
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “árido” no trecho a seguir, retirado do texto, sem causar alterações significativas ao seu sentido original:

“Não há uma árvore nem um fiapo de verde sequer, tudo é árido, branco, preto ou cinzento”. 
Alternativas
Q4027798 Português
Como é a complexa tarefa de visitar a Antártica 
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/02/como-e-a-tarefa-
complexa-de-visitar-a-antartica-cmm2031e800zh014lor83w7zd.html – texto adaptado especialmente para esta
prova). 
Sobre propostas de alteração de trechos retirados do texto, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
(   ) Em “Lá longe, perdido na brancura do gelo infinito, um pico negro aflora como o dedo de um gigante”, a substituição de “Lá longe” por “Ao longe” não acarretaria alteração significativa ao sentido do trecho.
(   ) No trecho “A paisagem é a mesma que surpreendeu os navegantes ao chegarem na Antártica”, a substituição da forma verbal “surpreendeu” por “impressionou” só seria possível caso “os navegantes” fosse substituído por “aos navegantes”.
(   ) Em “Perto da praia, viam-se tratores, guindastes, tanques de combustível, torres de comunicação, botes”, a substituição de “viam-se” por “havia” não acarretaria alteração significativa ao sentido do trecho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4027796 Português
Como é a complexa tarefa de visitar a Antártica 
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/02/como-e-a-tarefa-
complexa-de-visitar-a-antartica-cmm2031e800zh014lor83w7zd.html – texto adaptado especialmente para esta
prova). 
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto mescla trechos narrativos e descritivos a fim de não apenas contar sobre a experiência vivida pelo autor, como também de dar ao leitor a possibilidade de vislumbrar as paisagens vistas.
II. A partir da adjetivação construída pelo autor, pode-se perceber que ele foi impactado pela grandiosidade do que viu, por perceber detalhes para os quais ainda não havia se atentado e pela estrutura que encontrou no local.
III. É possível identificar que Drauzio Varella visitou a Antártica junto a um grupo de profissionais a fim de registrar imagens do lugar, entre outras atividades, e que, para tanto, contou com a ajuda de forças militares.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: IBHASES Prova: IESES - 2026 - IBHASES - Farmacêutico |
Q4027676 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Prédios novos terão que cumprir normas para reduzir sua sensação térmica 


    Uma resolução publicada pelo governo federal estabelece critérios de construção para que residências, prédios comerciais e públicos tenham mais conforto térmico em meio às mudanças climáticas em curso. A medida também possibilitará a redução do custo de energia elétrica. Atualmente, o setor da construção civil já dispõe de um instrumento de “etiquetagem” voluntária de eficiência energética, assim como os eletrodomésticos. Com a resolução publicada, esse processo se tornará obrigatório para novas construções.

    Essa etiquetagem vai variar de A a C, sendo A o nível mais eficiente do ponto de vista energético e o C, o menos eficiente. A norma determina que o nível C será obrigatório para os prédios residenciais e comerciais do setor privado a partir de 2030. Já para o setor público, os novos edifícios terão que atender aos critérios do nível A, a partir de 2027.

     Segundo o governo federal, ao atender os requisitos do nível “C”, as novas construções proporcionarão mais conforto térmico aos moradores e iluminação natural por mais tempo, o que vai reduzir a necessidade de ar condicionado para resfriar o ambiente e de iluminação artificial. Essas medidas podem ajudar a reduzir o custo da conta de luz. 

    Com a resolução, o Ministério de Minas e Energia estima que cerca de 17 milhões de MWh sejam economizados até 2040. Isso daria para suprir o consumo de uma cidade de 1 milhão de habitantes durante 7 anos. Em valores, estima-se uma economia com energia elétrica de até R$ 2,7 bilhões.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomi a/predios-novos-terao-que-cumprir-normas-parareduzir-sua-sensacao-termica/.  
No contexto do texto, a expressão “mudanças climáticas em curso”, no primeiro parágrafo, desempenha função argumentativa relevante. Seu emprego contribui para:  
Alternativas
Q4027399 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema. 

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização. 

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos. 

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel. 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática. De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4027343 Português
Leia abaixo um trecho de O cortiço de Aluísio de Azevedo.

“[…] Havia ainda, sob as telhas do negociante, um outro hóspede além do Henrique, o velho Botelho. Este, porém, na qualidade de parasita. Era um pobre-diabo caminhando para os setenta anos, antipático, cabelo branco, curto e duro, como escova, barba e bigode do mesmo teor; muito macilento, com uns óculos redondos que lhe aumentavam o tamanho da pupila e davam-lhe à cara uma expressão de abutre, perfeitamente de acordo com o seu nariz adunco e com a sua boca sem lábios: viam-se-lhe ainda todos os dentes, mas, tão gastos, que pareciam limados até ao meio. Andava sempre de preto, com um guarda-chuva debaixo do braço e um chapéu de Braga enterrado nas orelhas. Fora em seu tempo empregado do comércio, depois corretor de escravos; contava mesmo que estivera mais de uma vez na África negociando negros por sua conta. […]”

O cortiço – Aluísio de Azevedo
Assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem presente no trecho destacado em “… Havia ainda, sob as telhas do negociante”.
Alternativas
Q4027342 Português
Leia abaixo um trecho de O cortiço de Aluísio de Azevedo.

“[…] Havia ainda, sob as telhas do negociante, um outro hóspede além do Henrique, o velho Botelho. Este, porém, na qualidade de parasita. Era um pobre-diabo caminhando para os setenta anos, antipático, cabelo branco, curto e duro, como escova, barba e bigode do mesmo teor; muito macilento, com uns óculos redondos que lhe aumentavam o tamanho da pupila e davam-lhe à cara uma expressão de abutre, perfeitamente de acordo com o seu nariz adunco e com a sua boca sem lábios: viam-se-lhe ainda todos os dentes, mas, tão gastos, que pareciam limados até ao meio. Andava sempre de preto, com um guarda-chuva debaixo do braço e um chapéu de Braga enterrado nas orelhas. Fora em seu tempo empregado do comércio, depois corretor de escravos; contava mesmo que estivera mais de uma vez na África negociando negros por sua conta. […]”

O cortiço – Aluísio de Azevedo
De acordo com o texto, Botelho é apresentado como:
Alternativas
Respostas
3821: D
3822: D
3823: D
3824: B
3825: A
3826: D
3827: C
3828: E
3829: A
3830: D
3831: E
3832: C
3833: B
3834: C
3835: A
3836: E
3837: B
3838: C
3839: D
3840: C