Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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"Na contemporaneidade, os processos globalizadores fazem com que, cada vez mais, haja múltiplas interações que diminuem as fronteiras entre os países e o isolamento das culturas locais. Estes processos criam mercados mundiais de bens materiais e dinheiro, assim como de bens culturais, e também provocam o aumento do número de migrantes. Esta situação, na qual estamos imersos, tem que ser considerada ao refletirmos a respeito das práticas atuais em qualquer campo de atividade."
(Fonte: MAGALHÃES, C. R.. O ensino da arte e a pluralidade cultural: trabalhando com a interculturalidade. In: V CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO, 2010, Caxias do Sul. Anais do V CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO, 2010. v. 1.)
Com base no texto, é correto afirmar que:
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
Assinale a opção correta de acordo com o texto base.
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
O tipo de linguagem predominante no texto é a linguagem:
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
No caso do texto base, o tipo de linguagem utilizada foi a linguagem:
Leia com atenção a afirmativa a seguir:
Lamento que você tenha adotado esta postura pouco inteligente.
Foi utilizada uma figura de linguagem conhecida pela suavização de uma ideia. Qual figura de linguagem é esta:
O sol brilhava no céu, e os pássaros cantavam, e as flores desabrochavam, e o dia se desenrolava em uma sinfonia de cores e melodias.
Qual a figura de linguagem utilizada no período acima?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.
Em um cenário doméstico acolhedor, o aroma sedutor de pão recém-assado paira no ar. Na cozinha, utensílios alinhados e ingredientes dispostos de maneira organizada preparam o terreno para uma experiência culinária única. O texto ganha vida à medida que as instruções meticulosas se desdobram, orientando os leitores sobre como transformar simples ingredientes em uma obra-prima gastronômica.
As palavras habilmente escolhidas conduzem o leitor pelos passos, desde a medição precisa dos ingredientes até a manipulação hábil da massa. Cada comando é formulado de maneira clara e concisa, garantindo que mesmo os menos experientes na arte da panificação possam seguir facilmente as instruções. A voz do texto, por sua vez, assume um papel de guia amigável, encorajando e motivando o leitor a se aventurar na realização da receita.
Ao final do texto, o leitor não apenas aprendeu a preparar o pão, mas também absorveu a essência de uma experiência culinária única. O texto, além de fornecer instruções práticas, cria uma atmosfera sensorial e envolvente que transcende a simples transmissão de conhecimento, transformando o ato de cozinhar em uma jornada agradável e recompensadora.
O texto lido faz menção ao tipo de texto marcado por uma linguagem simples e objetiva, com intenção de dar instruções ao leitor. Que tipo textual é este?