Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2559325 Português
    Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo.
     Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica.

Leandro Karnal e Luiz Estevam. Preconceito: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). 
Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

Segundo o texto, preconceito e discriminação são termos geralmente tomados como sinônimos porque designam as mesmas coisas no mundo.
Alternativas
Q2559324 Português
    Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo.
     Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica.

Leandro Karnal e Luiz Estevam. Preconceito: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). 
Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

Na concepção defendida no texto, o preconceito precede a discriminação.  
Alternativas
Q2559279 Português
Julgue o item que se segue.


Um texto com frases bem estruturadas gramaticalmente e com vocabulário variado, certamente, é um texto coerente, mesmo que a ordem das frases seja aleatória. 
Alternativas
Q2559267 Português
Julgue o item que se segue.


O emprego apropriado de sinônimos pode enriquecer um texto, evitando repetições desnecessárias e contribuindo para a variedade estilística sem alterar o significado pretendido pelo autor. 
Alternativas
Q2559264 Português
Julgue o item que se segue.


Um texto que foca principalmente em descrever cenários e personagens, detalhando cada aspecto visual e sensorial, é um exemplo de texto narrativo.
Alternativas
Q2559263 Português
Julgue o item que se segue.


Em um texto dissertativo-argumentativo, a objetividade e a clareza são mantidas por meio da apresentação de argumentos lógicos e evidências concretas, sem a inclusão de elementos ficcionais ou descrições subjetivas. 
Alternativas
Q2559130 Português
   Ela nasceu lesma, vivia no meio de lesmas, mas não estava satisfeita com sua condição. Não passamos de criaturas desprezadas, queixava-se. Só somos conhecidas por nossa lentidão. O rastro que deixaremos na história será tão desprezível quanto a gosma que marca nossa passagem pelos pavimentos.

   A esta frustração correspondia um sonho: a lesma queria ser como aquele parente distante, o escargot. O simples nome já a deixava fascinada: um termo francês, elegante, sofisticado, um termo que as pessoas pronunciavam com respeito e até com admiração. Mas, lembravam as outras lesmas, os escargots são comidos, enquanto nós pelo menos temos chance de sobreviver. Este argumento não convencia a insatisfeita lesma, ao contrário: preferiria exatamente terminar sua vida desta maneira, numa mesa de toalha adamascada, entre talheres de prata e cálices de cristal. Assim como o mar é o único túmulo digno de um almirante batavo, respondia, a travessa de porcelana é a única lápide digna dos meus sonhos.

     Assim pensando, resolveu sacrificar a vida por seu ideal. Para isso, traçou um plano: tinha de dar um jeito de acabar em uma cozinha refinada. O que não seria tão difícil. Perto dali havia uma horta onde eram cultivadas alfaces: belas e selecionadas alfaces, de folhas muito crespas. Alfaces destinadas a gourmets, sem dúvida. Uma dessas alfaces, raciocinou a lesma, me levará ao destino que almejo. Foi até a horta, à doida velocidade de meio quilômetro por hora, e ocultou-se no vegetal que, de fato, foi colhido naquele mesmo dia e levado para ser consumido.
 
   Infelizmente, porém, a alface não fazia parte de um prato francês, mas sim de um popular e globalizado lanche. Quando a consumidora foi comê-lo constatou, horrorizada, a presença da lesma. Chamado, o gerente a princípio negou a evidência: disse que aquilo era um vestígio de óleo queimado. O que deixou a lesma indignada: eu não sou óleo queimado, bradava, eu sou uma criatura, e uma criatura com um sonho, respeitem meu sonho ou será que, para vocês, nada mais é sagrado, só o direito do consumidor?

     Ninguém a ouviu, claro. Foi ignominiosamente jogada no lixo, junto com suas ilusões de grandeza. E assim descobriu que, quem nasceu para lesma nunca chega a escargot, mesmo viajando de carona em certas alfaces, principalmente viajando de carona em certas alfaces.


(Fonte: SCLIAR, Moacyr. Folha de S. Paulo — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. Ser escargot é o destino de toda lesma.
II. A vida de uma lesma tem momentos bons e ruins.
III. Algumas espécies de lesmas não são comestíveis.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2559129 Português
   Ela nasceu lesma, vivia no meio de lesmas, mas não estava satisfeita com sua condição. Não passamos de criaturas desprezadas, queixava-se. Só somos conhecidas por nossa lentidão. O rastro que deixaremos na história será tão desprezível quanto a gosma que marca nossa passagem pelos pavimentos.

   A esta frustração correspondia um sonho: a lesma queria ser como aquele parente distante, o escargot. O simples nome já a deixava fascinada: um termo francês, elegante, sofisticado, um termo que as pessoas pronunciavam com respeito e até com admiração. Mas, lembravam as outras lesmas, os escargots são comidos, enquanto nós pelo menos temos chance de sobreviver. Este argumento não convencia a insatisfeita lesma, ao contrário: preferiria exatamente terminar sua vida desta maneira, numa mesa de toalha adamascada, entre talheres de prata e cálices de cristal. Assim como o mar é o único túmulo digno de um almirante batavo, respondia, a travessa de porcelana é a única lápide digna dos meus sonhos.

     Assim pensando, resolveu sacrificar a vida por seu ideal. Para isso, traçou um plano: tinha de dar um jeito de acabar em uma cozinha refinada. O que não seria tão difícil. Perto dali havia uma horta onde eram cultivadas alfaces: belas e selecionadas alfaces, de folhas muito crespas. Alfaces destinadas a gourmets, sem dúvida. Uma dessas alfaces, raciocinou a lesma, me levará ao destino que almejo. Foi até a horta, à doida velocidade de meio quilômetro por hora, e ocultou-se no vegetal que, de fato, foi colhido naquele mesmo dia e levado para ser consumido.
 
   Infelizmente, porém, a alface não fazia parte de um prato francês, mas sim de um popular e globalizado lanche. Quando a consumidora foi comê-lo constatou, horrorizada, a presença da lesma. Chamado, o gerente a princípio negou a evidência: disse que aquilo era um vestígio de óleo queimado. O que deixou a lesma indignada: eu não sou óleo queimado, bradava, eu sou uma criatura, e uma criatura com um sonho, respeitem meu sonho ou será que, para vocês, nada mais é sagrado, só o direito do consumidor?

     Ninguém a ouviu, claro. Foi ignominiosamente jogada no lixo, junto com suas ilusões de grandeza. E assim descobriu que, quem nasceu para lesma nunca chega a escargot, mesmo viajando de carona em certas alfaces, principalmente viajando de carona em certas alfaces.


(Fonte: SCLIAR, Moacyr. Folha de S. Paulo — adaptado.)
Há duas habilidades necessárias no tocante à leitura e ao entendimento de um texto: a compreensão e a interpretação. A compreensão diz respeito às informações que estão no corpo do texto, ou seja, nas orações; já a interpretação é um processo além, é preciso inferir e deduzir informações, inclusive, com nosso conhecimento de mundo. Sendo assim, nas alternativas abaixo, assinalar aquela que condiz com uma informação interpretada do texto:
Alternativas
Q2558949 Português
Julgue o item subsequente.


Um texto com frases bem estruturadas gramaticalmente e com vocabulário variado, certamente, é um texto coerente, mesmo que a ordem das frases seja aleatória.
Alternativas
Q2558937 Português
Julgue o item subsequente.


O emprego apropriado de sinônimos pode enriquecer um texto, evitando repetições desnecessárias e contribuindo para a variedade estilística sem alterar o significado pretendido pelo autor.
Alternativas
Q2558934 Português
Julgue o item subsequente.


Um texto que foca principalmente em descrever cenários e personagens, detalhando cada aspecto visual e sensorial, é um exemplo de texto narrativo. 
Alternativas
Q2558933 Português
Julgue o item subsequente.


Em um texto dissertativo-argumentativo, a objetividade e a clareza são mantidas por meio da apresentação de argumentos lógicos e evidências concretas, sem a inclusão de elementos ficcionais ou descrições subjetivas.
Alternativas
Q2558660 Português
Laboratório em Wuhan é a origem “mais provável” do
Coronavírus, diz documento do governo dos EUA


      O documento, que foi revelado pela ONG americana US Right to Know, é um texto de quatro páginas elaborado em 2020 pelo Departamento de Estado — e obtido judicialmente em 2022, por meio da FOIA, a lei de acesso à informação dos EUA.

   Ele começa com um resumo. “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.” O documento afirma que “os laboratórios de Wuhan são a [origem] mais provável, mas menos estudada”, pois “todos os outros possíveis lugares de surgimento do vírus se mostraram falsos”.

    Em seguida, o texto explora cinco hipóteses. A primeira é a oficial, de que o Sars-CoV-2 veio de algum animal vendido no mercado Huanan, em Wuhan. Mas os americanos apontam que “o primeiro paciente conhecido, que foi diagnosticado em 01/12/2019, não tinha relação com o mercado”, e afirmam que “o mercado não vendia morcegos” (animal que poderia ser a fonte do vírus). Também lembram que bem no começo da pandemia, em 24/01/2020, até cientistas chineses questionaram a tese do mercado.

     A segunda hipótese é de que o vírus tenha surgido em outras partes da China, possivelmente na província de Guangdong — isso porque, segundo o Departamento de Estado, “os vírus da SARS [o Sars-CoV-1, de 2002] e o H1N1 são de lá”. Mas os americanos não acreditam nessa possibilidade: “nenhum estudo explicou porque não houve um surto [de Sars-CoV-2] em outras partes da China, a não ser em Wuhan”.

      A terceira tese é de que o Coronavírus tenha surgido na Itália e/ou nos EUA — algo que chegou a ser dito pela China em 2020. O documento descarta sumariamente essa possibilidade, dizendo apenas: “autoexplicativo”.

      A lei FOIA obriga o governo a liberar documentos considerados de interesse público, mas permite que eles sejam parcial ou totalmente censurados com tarjas pretas antes da divulgação. Isso é bem frequente. Mas, no documento sobre as possíveis origens do Sars-CoV-2, não ocorreu — indicando que o Departamento de Estado não se preocupou em esconder o que pensa a respeito.

(Fonte: GARATTONI, Bruno. Superinteressante — adaptado.)
Assinalar um trecho que justifica o título da reportagem lida:
Alternativas
Q2558574 Português
Laboratório em Wuhan é a origem “mais provável” do
Coronavírus, diz documento do governo dos EUA


      O documento, que foi revelado pela ONG americana US Right to Know, é um texto de quatro páginas elaborado em 2020 pelo Departamento de Estado — e obtido judicialmente em 2022, por meio da FOIA, a lei de acesso à informação dos EUA.

   Ele começa com um resumo. “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.” O documento afirma que “os laboratórios de Wuhan são a [origem] mais provável, mas menos estudada”, pois “todos os outros possíveis lugares de surgimento do vírus se mostraram falsos”.

    Em seguida, o texto explora cinco hipóteses. A primeira é a oficial, de que o Sars-CoV-2 veio de algum animal vendido no mercado Huanan, em Wuhan. Mas os americanos apontam que “o primeiro paciente conhecido, que foi diagnosticado em 01/12/2019, não tinha relação com o mercado”, e afirmam que “o mercado não vendia morcegos” (animal que poderia ser a fonte do vírus). Também lembram que bem no começo da pandemia, em 24/01/2020, até cientistas chineses questionaram a tese do mercado.

     A segunda hipótese é de que o vírus tenha surgido em outras partes da China, possivelmente na província de Guangdong — isso porque, segundo o Departamento de Estado, “os vírus da SARS [o Sars-CoV-1, de 2002] e o H1N1 são de lá”. Mas os americanos não acreditam nessa possibilidade: “nenhum estudo explicou porque não houve um surto [de Sars-CoV-2] em outras partes da China, a não ser em Wuhan”.

      A terceira tese é de que o Coronavírus tenha surgido na Itália e/ou nos EUA — algo que chegou a ser dito pela China em 2020. O documento descarta sumariamente essa possibilidade, dizendo apenas: “autoexplicativo”.

      A lei FOIA obriga o governo a liberar documentos considerados de interesse público, mas permite que eles sejam parcial ou totalmente censurados com tarjas pretas antes da divulgação. Isso é bem frequente. Mas, no documento sobre as possíveis origens do Sars-CoV-2, não ocorreu — indicando que o Departamento de Estado não se preocupou em esconder o que pensa a respeito.

(Fonte: GARATTONI, Bruno. Superinteressante — adaptado.)
No trecho “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.”, do 2º parágrafo do texto, as aspas usadas nesse segmento do serviram para:
Alternativas
Q2558473 Português

Julgue o item que se segue. 


Para atender às necessidades dos usuários, é imprescindível compreender o vocabulário regional dentro do contexto da comunidade. Considerando que a mudança de localidade acarreta variações linguísticas, incluindo o surgimento de gírias e peculiaridades linguísticas, a prática denominada Linguagem Adaptada consiste em gerar representações temáticas dos itens utilizando o dialeto específico da região onde a biblioteca está situada.

Alternativas
Q2558327 Português
ESTAVA LÁ AQUILES, QUE ABRAÇAVA



Estava lá Aquiles, que abraçava
Enfim Heitor, secreto personagem
Do sonho que na tenda o torturava;


Estava lá Saul, tendo por pajem
Davi, que ao som da cítara cantava;
E estavam lá seteiros que pensavam
Sebastião e as chagas que o mataram.
Nesse jardim, quantos as mãos deixavam
Levar aos lábios que o atraiçoaram!
Era a cidade exata, aberta, clara:
Estava lá o arcanjo incendiado
Sentado aos pés de quem desafiara;
E estava lá um deus crucificado
Beijando uma vez mais o enforcado.



Mário Faustino. Poesia de Mário Faustino. Rio de Janeiro:
Editora Civilização Brasileira, 1966, p. 85.
Identifique, por meio do poema em análise, a alternativa, na qual, percebe-se uma das marcas da poética de Mário Faustino.  
Alternativas
Q2558315 Português
A partir dos sentidos possíveis para os termos destacados, no contexto seguinte, marque a alternativa correta.

“Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna, no mínimo, preocupante.” (linhas 2 a 5)
Alternativas
Q2558314 Português
“Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.” (linhas 11 e 12) O trecho entre aspas legitima o processo de variação linguística, o qual está corretamente tipificado e descrito como
Alternativas
Q2558313 Português
Quando o autor denomina seus eixos temáticos de “O maiúsculo e o minúsculo”, ele o faz por meio de um processo de substituições, valendo-se de uma relação de sentido entre tais palavras e a discussão que irá realizar. Dessa forma, há o uso de uma figura de linguagem denominada de
Alternativas
Q2558312 Português
A intencionalidade discursiva do texto em análise gira em torno de  
Alternativas
Respostas
35361: E
35362: C
35363: E
35364: C
35365: E
35366: C
35367: D
35368: C
35369: E
35370: C
35371: E
35372: C
35373: C
35374: B
35375: C
35376: A
35377: D
35378: A
35379: D
35380: B