Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2609914 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Numere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.


( ) A viuvez não se limita a estar em um relacionamento com o parceiro no momento da sua morte, mas abrange todas as fases e idades anteriores.

( ) O impacto emocional da morte de um ex-amor pode ser avassalador, trazendo à tona memórias, emoções e um profundo pesar pela vida não vivida.

( ) A morte de um ex-cônjuge pode levar uma pessoa a se sentir viúva, independentemente do tempo desde a separação.

( ) Cada relacionamento significativo na vida de alguém que morreu pode gerar um sentimento de viuvez legítimo e valioso, não importando a ordem cronológica dos casamentos.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2609823 Português

“O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece”. (Charles Bukowski). Qual é a crítica implícita presente no texto em relação ao amor?

Alternativas
Q2609822 Português

Nomofobia, o vício ao celular, o que saber e como evitar


Nomofobia é uma doença cada vez mais comum, mas que pouca gente conhece. Quanto você não consegue deixar o celular ou o computador, cuidado, você pode estar sofrendo de dependência do seu dispositivo eletrônico.

Estresse, depressão, tristeza, falta de sono, dificuldade de se relacionar. Tudo isso pode estar relacionado com o vício ao celular. Pegando carona com uma discussão que houve na Câmara e com reportagem da Rádio Câmara, vamos discutir como combater o vício no uso de dispositivos eletrônicos.

Para falar sobre o tema, eu tive a honra de contar com a participação da psicóloga Leihge Roselle, da Universidade Federal do Mato Grosso, especialista em psicologia de saúde e doutoranda em educação. Leihge Roselle nos explica o que é a nomofobia: “se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, e quando causas sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais.”

Nós estamos falando de saúde, mas também de tecnologia. São fenômenos recentes, e a pergunta é: o quanto isso agrava o problema, ao confundir essa dependência com aptidão para relações sociais?

É importante ressaltar que o transtorno não foi oficialmente reconhecido no Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais. Não há consenso sobre os aspectos que promovem a nomofobia, mas se sabe que é distúrbio multifatorial, ou seja, há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde. Também não há consenso se o fator genético é tão importante quanto em outras dependências químicas. Alguns estudos indicam que os fatores genéticos estão presentes, porém não são determinantes, como explica a Leihge.

“Na dependência química, com todos os estudos avançados, a predisposição genética não é o fator mais relevante. O ambiente, as relações sociais e as relações de uso que se estabelecem com a substância, elas também são primordiais. Saber se há predisposição genética não determina uma situação de dependência, mas colabora com os cuidados e nos autocuidados preventivos. Os estudos estão conseguindo relacionar os traços de impulsividade e baixa autoestima com a dependência do celular. Então, nós voltamos para uma combinação multifatorial, de fatores sociais, ambientes e biológicos.”

E o que pode ser feito contra este distúrbio?

Pensar em ações de redução de danos e de autorregularão no uso de dispositivo, além de tomar medicação, associado a um tratamento psicológicos e terapêutico.

Existem testes que ajudam a avaliar a dependência do celular ou da internet. No consultório, o paciente irá responder vários questionários e realizar testes psicológicos relacionados a funções psíquicas para compreender o nível de dependência.

Leihge defende que se crie um grupo de trabalho governamental, incluindo usuários das plataformas até os provedores de plataformas, como as big techs, para discutir o assunto.

A nomofobia causa aumento do sofrimento, da ansiedade, do estresse, da tristeza, mas temos que aprender ainda a reconhecer um ataque de nomofobia em diferentes espaços físicos, diz Leihge Rossele.

“É importante entender que, para algumas pessoas, o celular é entendido como uma extensão do nosso corpo. Neste espaço nós estabelecemos relações e vivemos coisas não tão agradáveis aí, e vivemos situações como ciberbullying, o cancelamento, que podem atrapalhar as funções psíquicas. São fatores que são gatilhos para o sofrimento psíquico. entre outras”.

Fique de olho nos sintomas relacionados ao uso do celular e à irritabilidade. Cuide da perda de autonomia e a dificuldade de viver sem os likes, as notificações, os estímulos e as recompensas que a internet traz, como objetos que nos viciam e que são moldados para chamar nossa atenção e para que não possamos mais viver sem isso.

Observar as sensações quando se afasta do celular é fundamental para estabelecer uma relação saudável com esse mundo digital que não pára nunca, questionando, por exemplo, as bolhas de algoritmos que enviam conteúdos que são viciantes.

Além disso, o controle parental é fundamental para controlar esse uso de dispositivos em crianças.

Na contramão do que defendem a Big Techs, o celular e a Internet podem ser espaços de aprendizagem e educação não formal, para empoderar o sujeito a participar da Sociedade da Informação, e não da Sociedade do Entretenimento.


(Extraído de “Papo de Futuro”, da Rádio Câmara. Disponível em https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Nomofobia%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a%20cada,sono%2C%20dificuldade%20de%20se %20relacionar).

Podemos dizer que na frase “o controle parental é fundamental para controlar esse uso de dispositivos em crianças”, o termo destacado é sinônimo de:

Alternativas
Q2609821 Português

Nomofobia, o vício ao celular, o que saber e como evitar


Nomofobia é uma doença cada vez mais comum, mas que pouca gente conhece. Quanto você não consegue deixar o celular ou o computador, cuidado, você pode estar sofrendo de dependência do seu dispositivo eletrônico.

Estresse, depressão, tristeza, falta de sono, dificuldade de se relacionar. Tudo isso pode estar relacionado com o vício ao celular. Pegando carona com uma discussão que houve na Câmara e com reportagem da Rádio Câmara, vamos discutir como combater o vício no uso de dispositivos eletrônicos.

Para falar sobre o tema, eu tive a honra de contar com a participação da psicóloga Leihge Roselle, da Universidade Federal do Mato Grosso, especialista em psicologia de saúde e doutoranda em educação. Leihge Roselle nos explica o que é a nomofobia: “se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, e quando causas sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais.”

Nós estamos falando de saúde, mas também de tecnologia. São fenômenos recentes, e a pergunta é: o quanto isso agrava o problema, ao confundir essa dependência com aptidão para relações sociais?

É importante ressaltar que o transtorno não foi oficialmente reconhecido no Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais. Não há consenso sobre os aspectos que promovem a nomofobia, mas se sabe que é distúrbio multifatorial, ou seja, há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde. Também não há consenso se o fator genético é tão importante quanto em outras dependências químicas. Alguns estudos indicam que os fatores genéticos estão presentes, porém não são determinantes, como explica a Leihge.

“Na dependência química, com todos os estudos avançados, a predisposição genética não é o fator mais relevante. O ambiente, as relações sociais e as relações de uso que se estabelecem com a substância, elas também são primordiais. Saber se há predisposição genética não determina uma situação de dependência, mas colabora com os cuidados e nos autocuidados preventivos. Os estudos estão conseguindo relacionar os traços de impulsividade e baixa autoestima com a dependência do celular. Então, nós voltamos para uma combinação multifatorial, de fatores sociais, ambientes e biológicos.”

E o que pode ser feito contra este distúrbio?

Pensar em ações de redução de danos e de autorregularão no uso de dispositivo, além de tomar medicação, associado a um tratamento psicológicos e terapêutico.

Existem testes que ajudam a avaliar a dependência do celular ou da internet. No consultório, o paciente irá responder vários questionários e realizar testes psicológicos relacionados a funções psíquicas para compreender o nível de dependência.

Leihge defende que se crie um grupo de trabalho governamental, incluindo usuários das plataformas até os provedores de plataformas, como as big techs, para discutir o assunto.

A nomofobia causa aumento do sofrimento, da ansiedade, do estresse, da tristeza, mas temos que aprender ainda a reconhecer um ataque de nomofobia em diferentes espaços físicos, diz Leihge Rossele.

“É importante entender que, para algumas pessoas, o celular é entendido como uma extensão do nosso corpo. Neste espaço nós estabelecemos relações e vivemos coisas não tão agradáveis aí, e vivemos situações como ciberbullying, o cancelamento, que podem atrapalhar as funções psíquicas. São fatores que são gatilhos para o sofrimento psíquico. entre outras”.

Fique de olho nos sintomas relacionados ao uso do celular e à irritabilidade. Cuide da perda de autonomia e a dificuldade de viver sem os likes, as notificações, os estímulos e as recompensas que a internet traz, como objetos que nos viciam e que são moldados para chamar nossa atenção e para que não possamos mais viver sem isso.

Observar as sensações quando se afasta do celular é fundamental para estabelecer uma relação saudável com esse mundo digital que não pára nunca, questionando, por exemplo, as bolhas de algoritmos que enviam conteúdos que são viciantes.

Além disso, o controle parental é fundamental para controlar esse uso de dispositivos em crianças.

Na contramão do que defendem a Big Techs, o celular e a Internet podem ser espaços de aprendizagem e educação não formal, para empoderar o sujeito a participar da Sociedade da Informação, e não da Sociedade do Entretenimento.


(Extraído de “Papo de Futuro”, da Rádio Câmara. Disponível em https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Nomofobia%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a%20cada,sono%2C%20dificuldade%20de%20se %20relacionar).

De acordo com o texto, qual a importância do controle parental no combate à nomofobia?

Alternativas
Q2609820 Português

Nomofobia, o vício ao celular, o que saber e como evitar


Nomofobia é uma doença cada vez mais comum, mas que pouca gente conhece. Quanto você não consegue deixar o celular ou o computador, cuidado, você pode estar sofrendo de dependência do seu dispositivo eletrônico.

Estresse, depressão, tristeza, falta de sono, dificuldade de se relacionar. Tudo isso pode estar relacionado com o vício ao celular. Pegando carona com uma discussão que houve na Câmara e com reportagem da Rádio Câmara, vamos discutir como combater o vício no uso de dispositivos eletrônicos.

Para falar sobre o tema, eu tive a honra de contar com a participação da psicóloga Leihge Roselle, da Universidade Federal do Mato Grosso, especialista em psicologia de saúde e doutoranda em educação. Leihge Roselle nos explica o que é a nomofobia: “se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, e quando causas sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais.”

Nós estamos falando de saúde, mas também de tecnologia. São fenômenos recentes, e a pergunta é: o quanto isso agrava o problema, ao confundir essa dependência com aptidão para relações sociais?

É importante ressaltar que o transtorno não foi oficialmente reconhecido no Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais. Não há consenso sobre os aspectos que promovem a nomofobia, mas se sabe que é distúrbio multifatorial, ou seja, há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde. Também não há consenso se o fator genético é tão importante quanto em outras dependências químicas. Alguns estudos indicam que os fatores genéticos estão presentes, porém não são determinantes, como explica a Leihge.

“Na dependência química, com todos os estudos avançados, a predisposição genética não é o fator mais relevante. O ambiente, as relações sociais e as relações de uso que se estabelecem com a substância, elas também são primordiais. Saber se há predisposição genética não determina uma situação de dependência, mas colabora com os cuidados e nos autocuidados preventivos. Os estudos estão conseguindo relacionar os traços de impulsividade e baixa autoestima com a dependência do celular. Então, nós voltamos para uma combinação multifatorial, de fatores sociais, ambientes e biológicos.”

E o que pode ser feito contra este distúrbio?

Pensar em ações de redução de danos e de autorregularão no uso de dispositivo, além de tomar medicação, associado a um tratamento psicológicos e terapêutico.

Existem testes que ajudam a avaliar a dependência do celular ou da internet. No consultório, o paciente irá responder vários questionários e realizar testes psicológicos relacionados a funções psíquicas para compreender o nível de dependência.

Leihge defende que se crie um grupo de trabalho governamental, incluindo usuários das plataformas até os provedores de plataformas, como as big techs, para discutir o assunto.

A nomofobia causa aumento do sofrimento, da ansiedade, do estresse, da tristeza, mas temos que aprender ainda a reconhecer um ataque de nomofobia em diferentes espaços físicos, diz Leihge Rossele.

“É importante entender que, para algumas pessoas, o celular é entendido como uma extensão do nosso corpo. Neste espaço nós estabelecemos relações e vivemos coisas não tão agradáveis aí, e vivemos situações como ciberbullying, o cancelamento, que podem atrapalhar as funções psíquicas. São fatores que são gatilhos para o sofrimento psíquico. entre outras”.

Fique de olho nos sintomas relacionados ao uso do celular e à irritabilidade. Cuide da perda de autonomia e a dificuldade de viver sem os likes, as notificações, os estímulos e as recompensas que a internet traz, como objetos que nos viciam e que são moldados para chamar nossa atenção e para que não possamos mais viver sem isso.

Observar as sensações quando se afasta do celular é fundamental para estabelecer uma relação saudável com esse mundo digital que não pára nunca, questionando, por exemplo, as bolhas de algoritmos que enviam conteúdos que são viciantes.

Além disso, o controle parental é fundamental para controlar esse uso de dispositivos em crianças.

Na contramão do que defendem a Big Techs, o celular e a Internet podem ser espaços de aprendizagem e educação não formal, para empoderar o sujeito a participar da Sociedade da Informação, e não da Sociedade do Entretenimento.


(Extraído de “Papo de Futuro”, da Rádio Câmara. Disponível em https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Nomofobia%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a%20cada,sono%2C%20dificuldade%20de%20se %20relacionar).

Segundo o texto, qual é a proposta da psicóloga Leihge Roselle para combater a nomofobia?

Alternativas
Q2609797 Português

Nomofobia, o vício ao celular, o que saber e como evitar


Nomofobia é uma doença cada vez mais comum, mas que pouca gente conhece. Quanto você não consegue deixar o celular ou o computador, cuidado, você pode estar sofrendo de dependência do seu dispositivo eletrônico.

Estresse, depressão, tristeza, falta de sono, dificuldade de se relacionar. Tudo isso pode estar relacionado com o vício ao celular. Pegando carona com uma discussão que houve na Câmara e com reportagem da Rádio Câmara, vamos discutir como combater o vício no uso de dispositivos eletrônicos.

Para falar sobre o tema, eu tive a honra de contar com a participação da psicóloga Leihge Roselle, da Universidade Federal do Mato Grosso, especialista em psicologia de saúde e doutoranda em educação. Leihge Roselle nos explica o que é a nomofobia: “se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, e quando causas sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais.”

Nós estamos falando de saúde, mas também de tecnologia. São fenômenos recentes, e a pergunta é: o quanto isso agrava o problema, ao confundir essa dependência com aptidão para relações sociais?

É importante ressaltar que o transtorno não foi oficialmente reconhecido no Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais. Não há consenso sobre os aspectos que promovem a nomofobia, mas se sabe que é distúrbio multifatorial, ou seja, há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde. Também não há consenso se o fator genético é tão importante quanto em outras dependências químicas. Alguns estudos indicam que os fatores genéticos estão presentes, porém não são determinantes, como explica a Leihge.

“Na dependência química, com todos os estudos avançados, a predisposição genética não é o fator mais relevante. O ambiente, as relações sociais e as relações de uso que se estabelecem com a substância, elas também são primordiais. Saber se há predisposição genética não determina uma situação de dependência, mas colabora com os cuidados e nos autocuidados preventivos. Os estudos estão conseguindo relacionar os traços de impulsividade e baixa autoestima com a dependência do celular. Então, nós voltamos para uma combinação multifatorial, de fatores sociais, ambientes e biológicos.”

E o que pode ser feito contra este distúrbio?

Pensar em ações de redução de danos e de autorregularão no uso de dispositivo, além de tomar medicação, associado a um tratamento psicológicos e terapêutico.

Existem testes que ajudam a avaliar a dependência do celular ou da internet. No consultório, o paciente irá responder vários questionários e realizar testes psicológicos relacionados a funções psíquicas para compreender o nível de dependência.

Leihge defende que se crie um grupo de trabalho governamental, incluindo usuários das plataformas até os provedores de plataformas, como as big techs, para discutir o assunto.

A nomofobia causa aumento do sofrimento, da ansiedade, do estresse, da tristeza, mas temos que aprender ainda a reconhecer um ataque de nomofobia em diferentes espaços físicos, diz Leihge Rossele.

“É importante entender que, para algumas pessoas, o celular é entendido como uma extensão do nosso corpo. Neste espaço nós estabelecemos relações e vivemos coisas não tão agradáveis aí, e vivemos situações como ciberbullying, o cancelamento, que podem atrapalhar as funções psíquicas. São fatores que são gatilhos para o sofrimento psíquico. entre outras”.

Fique de olho nos sintomas relacionados ao uso do celular e à irritabilidade. Cuide da perda de autonomia e a dificuldade de viver sem os likes, as notificações, os estímulos e as recompensas que a internet traz, como objetos que nos viciam e que são moldados para chamar nossa atenção e para que não possamos mais viver sem isso.

Observar as sensações quando se afasta do celular é fundamental para estabelecer uma relação saudável com esse mundo digital que não pára nunca, questionando, por exemplo, as bolhas de algoritmos que enviam conteúdos que são viciantes.

Além disso, o controle parental é fundamental para controlar esse uso de dispositivos em crianças.

Na contramão do que defendem a Big Techs, o celular e a Internet podem ser espaços de aprendizagem e educação não formal, para empoderar o sujeito a participar da Sociedade da Informação, e não da Sociedade do Entretenimento.


(Extraído de “Papo de Futuro”, da Rádio Câmara. Disponível em https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Nomofobia%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a%20cada,sono%2C%20dificuldade%20de%20se %20relacionar).

De acordo com o texto, o que é a nomofobia?

Alternativas
Q2609773 Português

Um parágrafo bem redigido deve mostrar unidade, coerência, variedade e harmonia.


O parágrafo abaixo que mostra todas essas qualidades é:

Alternativas
Q2609770 Português

Em todos os textos abaixo ocorre a presença de uma falácia argumentativa, que é corretamente identificada na seguinte opção:

Alternativas
Q2609767 Português

Sempre que passamos diretamente de uma premissa para uma conclusão num ato argumentativo, assumimos como verdadeira alguma ideia intermediária não expressa.


A opção em que essa ideia intermediária está corretamente identificada é:

Alternativas
Q2609579 Português

Um peso, duas medidas

Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu

Bebel Soares | 02/06/2024


Janaína chegou com a filha de 8 anos naquela cidadezinha rural, que fica a 280 quilômetros de Belo Horizonte. O pai dela estava preso por tráfico, e Janaína não tinha família nem amigos. A moça conheceu Danilo, que já morava naquela cidade há uns cinco anos, e eles acabaram se casando.

Janaína engravidou, e Danilo as levou para morar longe da cidade. O local ficava a uns oito quilômetros de distância do Centro, uma casinha isolada, num local ermo, com acesso por estrada de terra, sem sinal de celular. Ele era abusivo, a humilhava e a privava de tudo.

Danilo foi trabalhar como segurança na cidade vizinha, passava a semana lá e, nos fins de semana, ia ver a esposa e as meninas, sempre indo embora e as deixando com poucos recursos. Janaína desenvolveu alcoolismo, bebia cachaça e deixava a filha mais nova sob os cuidados da mais velha. Depois passou a vender bebidas em casa, e a preocupação com a segurança das crianças passou a ser pauta no serviço social da cidade, especialmente em relação a abusos sexuais. As meninas ficaram abandonadas, até que o Conselho Tutelar interveio e ameaçou tirar a guarda das meninas.

Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber, e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.

Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.

Anos depois, a mãe começou a ter crises de dor abdominal, indo ao posto de saúde. Ela precisava ser encaminhada para o hospital referência da cidade, mas se negava, não tinha com quem deixar as crianças. Nessas idas ao posto, ela confidenciava às profissionais que queria mudar. Que queria se arrumar, se cuidar, escovar o cabelo, fazer as unhas, mas não tinha forças para isso.

As dores abdominais voltavam, ela era encaminhada com urgência para o hospital, mas não ia, não tinha ninguém para ficar com as meninas, mesmo numa emergência tão séria. Não tinha nenhuma rede de apoio. Não podia contar com ninguém, nem com o próprio marido.

Na última crise, Janaína faleceu. Ela tinha 35 anos e foi levada por uma pancreatite numa manhã de domingo. Estava sozinha, nem o marido a acompanhava. Ela era uma mulher linda, saudável, jovem. Sucumbiu ao etilismo por abandono, pela solidão. Tantas vezes pediu ajuda, e a ajuda nunca veio. Nunca conseguiu uma rede de apoio, nem quando precisava cuidar da própria saúde. Não pôde se tratar ________ precisava ficar com as filhas. Perdeu a vida. Saiu da sua terra para morrer sozinha, numa terra que não era dela, onde ela era invisibilizada.

Depois de tudo isso, a população se sensibilizou com o pai – sim, ela teve que dar conta sozinha, mas o pobre Danilo, não. “Tadinho do Danilo, coitado... Viúvo, vai precisar de uma grande rede de apoio, já que agora está sozinho com as filhas e precisa trabalhar.”

Um peso, duas medidas. Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu. Mulheres, mães, se solidarizaram com a situação do pai solo, como se ele fosse a vítima e Janaína tivesse morrido como uma vilã. Como se ela tivesse escolhido o abandono.

(Texto baseado no relato de uma amiga que acompanhou a história. Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.)

SOARES, Bebel. Um peso, duas medidas. Estado de Minas, 02 de junho de 2024.

Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/bebelsoares/2024/06/6869183-um-peso-duas-medidas.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

De acordo com o texto:

Alternativas
Q2609497 Português

Um peso, duas medidas

Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu

Bebel Soares | 02/06/2024


Janaína chegou com a filha de 8 anos naquela cidadezinha rural, que fica a 280 quilômetros de Belo Horizonte. O pai dela estava preso por tráfico, e Janaína não tinha família nem amigos. A moça conheceu Danilo, que já morava naquela cidade há uns cinco anos, e eles acabaram se casando.

Janaína engravidou, e Danilo as levou para morar longe da cidade. O local ficava a uns oito quilômetros de distância do Centro, uma casinha isolada, num local ermo, com acesso por estrada de terra, sem sinal de celular. Ele era abusivo, a humilhava e a privava de tudo.

Danilo foi trabalhar como segurança na cidade vizinha, passava a semana lá e, nos fins de semana, ia ver a esposa e as meninas, sempre indo embora e as deixando com poucos recursos. Janaína desenvolveu alcoolismo, bebia cachaça e deixava a filha mais nova sob os cuidados da mais velha. Depois passou a vender bebidas em casa, e a preocupação com a segurança das crianças passou a ser pauta no serviço social da cidade, especialmente em relação a abusos sexuais. As meninas ficaram abandonadas, até que o Conselho Tutelar interveio e ameaçou tirar a guarda das meninas.

Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber, e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.

Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.

Anos depois, a mãe começou a ter crises de dor abdominal, indo ao posto de saúde. Ela precisava ser encaminhada para o hospital referência da cidade, mas se negava, não tinha com quem deixar as crianças. Nessas idas ao posto, ela confidenciava às profissionais que queria mudar. Que queria se arrumar, se cuidar, escovar o cabelo, fazer as unhas, mas não tinha forças para isso.

As dores abdominais voltavam, ela era encaminhada com urgência para o hospital, mas não ia, não tinha ninguém para ficar com as meninas, mesmo numa emergência tão séria. Não tinha nenhuma rede de apoio. Não podia contar com ninguém, nem com o próprio marido.

Na última crise, Janaína faleceu. Ela tinha 35 anos e foi levada por uma pancreatite numa manhã de domingo. Estava sozinha, nem o marido a acompanhava. Ela era uma mulher linda, saudável, jovem. Sucumbiu ao etilismo por abandono, pela solidão. Tantas vezes pediu ajuda, e a ajuda nunca veio. Nunca conseguiu uma rede de apoio, nem quando precisava cuidar da própria saúde. Não pôde se tratar ________ precisava ficar com as filhas. Perdeu a vida. Saiu da sua terra para morrer sozinha, numa terra que não era dela, onde ela era invisibilizada.

Depois de tudo isso, a população se sensibilizou com o pai – sim, ela teve que dar conta sozinha, mas o pobre Danilo, não. “Tadinho do Danilo, coitado... Viúvo, vai precisar de uma grande rede de apoio, já que agora está sozinho com as filhas e precisa trabalhar.”

Um peso, duas medidas. Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu. Mulheres, mães, se solidarizaram com a situação do pai solo, como se ele fosse a vítima e Janaína tivesse morrido como uma vilã. Como se ela tivesse escolhido o abandono.

(Texto baseado no relato de uma amiga que acompanhou a história. Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.)

SOARES, Bebel. Um peso, duas medidas. Estado de Minas, 02 de junho de 2024.

Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/bebelsoares/2024/06/6869183-um-peso-duas-medidas.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

Analisando-se a estruturação do texto apresentado, é possível afirmar que o tipo textual que embasa seu desenvolvimento é o:

Alternativas
Q2609494 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o trecho a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa que apresenta a melhor reorganização da estrutura de orações e períodos.


“A casa onde criou a família levou décadas para ficar como ela queria. ‘Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte da casa, em alvenaria’, contou. ‘A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira’, e assim Odila ia descrevendo a casa”.

Alternativas
Q2609492 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

A expressão “uns troquinhos” (l. 08) poderia ser substituída, sem alteração de sentido, pela expressão:

Alternativas
Q2609490 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o trecho a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta, mantendo o sentido original e aplicando as normas gramaticais.


“Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, advinda da morte do marido, há 21 anos”.

Alternativas
Q2609482 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir, de acordo com o texto:


I. O pronome “eles” (l. 24) retoma a palavra “caminhão” (l. 23).

II. A expressão “A gente” (l. 09) pode indicar um vício de linguagem.

III. Ao falar “meter o pé”, Odila deu a entender que era preciso sair do seu bairro o mais rápido possível.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2609469 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2609417 Português

Ações imediatas no meio ambiente


A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo Correio Braziliense | 02/06/24


A Semana Nacional do Meio Ambiente iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de ontem, passava de 170 o número de mortos pelas enchentes que devastam o Rio Grande do Sul há pouco mais de um mês. A força das águas atingiu tamanho grau de destruição que varreu do mapa praticamente cidades inteiras, como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580 mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4 milhões de gaúchos afetados em mais de 90% dos municípios.

Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado. Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no entanto], que essas ações são emergenciais. Mal começou o trabalho de reconstrução, e muitos gaúchos nem sequer tiveram condições de assimilar a perda de entes queridos, o que dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40 pessoas permanecem desaparecidas sob o mar de lama, escombros e tristeza.

A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo. Passou há muito o tempo de restringir o tema a debate em conferências globais ou fóruns de especialistas. É hora de ação. De uma vez por todas, é hora de enfrentar as mudanças climáticas com todos os instrumentos à disposição.

O poder público tem papel preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado cumprir acordos internacionais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos governos fiscalizar atividades danosas ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo impedir o crescimento desordenado das cidades, de modo que milhares de famílias fixem residências em encostas ou às margens dos rios.

Em relação ao Legislativo, cumpre aos parlamentares preservar o meio ambiente de interesses diversos que põem em risco a sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais avançadas, mas a profusão de iniciativas perigosas — da privatização de áreas da União no litoral ao marco temporal de terras indígenas — mina o esforço necessário de tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade é levada a sério.

Por fim, o Judiciário, assim como os demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente tratamento diferenciado e preventivo, sob o risco de restringir sua atuação à reparação de danos decorrentes de tragédias ambientais. Assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme determina o artigo 225 da Constituição Federal, CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme valor social para o sistema de Justiça.

A sociedade também tem um papel a cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e organizações, algumas de caráter global, que se mobilizam em favor da sustentabilidade. Mas ainda não é possível observar uma consciência ambiental predominante, em parte por causa do negacionismo climático que persiste em diversos setores.

Os alertas da ciência são inequívocos, e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há mais como protelar medidas firmes, constantes e duradouras para evitar novas catástrofes climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente, marcada pelo sofrimento de milhares no Rio Grande do Sul, dê início a um despertar em favor da natureza — e do futuro da humanidade.

AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6869017-visao-do-correio-acoes-imediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

No excerto “Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, no entanto, que essas ações são emergenciais.” (2º parágrafo), a que se refere o pronome “suas”?

Alternativas
Q2609415 Português

Ações imediatas no meio ambiente


A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo Correio Braziliense | 02/06/24


A Semana Nacional do Meio Ambiente iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de ontem, passava de 170 o número de mortos pelas enchentes que devastam o Rio Grande do Sul há pouco mais de um mês. A força das águas atingiu tamanho grau de destruição que varreu do mapa praticamente cidades inteiras, como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580 mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4 milhões de gaúchos afetados em mais de 90% dos municípios.

Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado. Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no entanto], que essas ações são emergenciais. Mal começou o trabalho de reconstrução, e muitos gaúchos nem sequer tiveram condições de assimilar a perda de entes queridos, o que dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40 pessoas permanecem desaparecidas sob o mar de lama, escombros e tristeza.

A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo. Passou há muito o tempo de restringir o tema a debate em conferências globais ou fóruns de especialistas. É hora de ação. De uma vez por todas, é hora de enfrentar as mudanças climáticas com todos os instrumentos à disposição.

O poder público tem papel preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado cumprir acordos internacionais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos governos fiscalizar atividades danosas ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo impedir o crescimento desordenado das cidades, de modo que milhares de famílias fixem residências em encostas ou às margens dos rios.

Em relação ao Legislativo, cumpre aos parlamentares preservar o meio ambiente de interesses diversos que põem em risco a sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais avançadas, mas a profusão de iniciativas perigosas — da privatização de áreas da União no litoral ao marco temporal de terras indígenas — mina o esforço necessário de tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade é levada a sério.

Por fim, o Judiciário, assim como os demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente tratamento diferenciado e preventivo, sob o risco de restringir sua atuação à reparação de danos decorrentes de tragédias ambientais. Assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme determina o artigo 225 da Constituição Federal, CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme valor social para o sistema de Justiça.

A sociedade também tem um papel a cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e organizações, algumas de caráter global, que se mobilizam em favor da sustentabilidade. Mas ainda não é possível observar uma consciência ambiental predominante, em parte por causa do negacionismo climático que persiste em diversos setores.

Os alertas da ciência são inequívocos, e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há mais como protelar medidas firmes, constantes e duradouras para evitar novas catástrofes climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente, marcada pelo sofrimento de milhares no Rio Grande do Sul, dê início a um despertar em favor da natureza — e do futuro da humanidade.

AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6869017-visao-do-correio-acoes-imediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

A palavra grifada em “Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado.” (2º parágrafo) NÃO pode ser substituída por:

Alternativas
Q2609413 Português

Ações imediatas no meio ambiente


A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo Correio Braziliense | 02/06/24


A Semana Nacional do Meio Ambiente iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de ontem, passava de 170 o número de mortos pelas enchentes que devastam o Rio Grande do Sul há pouco mais de um mês. A força das águas atingiu tamanho grau de destruição que varreu do mapa praticamente cidades inteiras, como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580 mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4 milhões de gaúchos afetados em mais de 90% dos municípios.

Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado. Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no entanto], que essas ações são emergenciais. Mal começou o trabalho de reconstrução, e muitos gaúchos nem sequer tiveram condições de assimilar a perda de entes queridos, o que dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40 pessoas permanecem desaparecidas sob o mar de lama, escombros e tristeza.

A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo. Passou há muito o tempo de restringir o tema a debate em conferências globais ou fóruns de especialistas. É hora de ação. De uma vez por todas, é hora de enfrentar as mudanças climáticas com todos os instrumentos à disposição.

O poder público tem papel preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado cumprir acordos internacionais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos governos fiscalizar atividades danosas ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo impedir o crescimento desordenado das cidades, de modo que milhares de famílias fixem residências em encostas ou às margens dos rios.

Em relação ao Legislativo, cumpre aos parlamentares preservar o meio ambiente de interesses diversos que põem em risco a sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais avançadas, mas a profusão de iniciativas perigosas — da privatização de áreas da União no litoral ao marco temporal de terras indígenas — mina o esforço necessário de tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade é levada a sério.

Por fim, o Judiciário, assim como os demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente tratamento diferenciado e preventivo, sob o risco de restringir sua atuação à reparação de danos decorrentes de tragédias ambientais. Assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme determina o artigo 225 da Constituição Federal, CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme valor social para o sistema de Justiça.

A sociedade também tem um papel a cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e organizações, algumas de caráter global, que se mobilizam em favor da sustentabilidade. Mas ainda não é possível observar uma consciência ambiental predominante, em parte por causa do negacionismo climático que persiste em diversos setores.

Os alertas da ciência são inequívocos, e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há mais como protelar medidas firmes, constantes e duradouras para evitar novas catástrofes climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente, marcada pelo sofrimento de milhares no Rio Grande do Sul, dê início a um despertar em favor da natureza — e do futuro da humanidade.

AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6869017-visao-do-correio-acoes-imediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

De acordo com o texto, é papel do poder Legislativo:

Alternativas
Q2609412 Português

Ações imediatas no meio ambiente


A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo Correio Braziliense | 02/06/24


A Semana Nacional do Meio Ambiente iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de ontem, passava de 170 o número de mortos pelas enchentes que devastam o Rio Grande do Sul há pouco mais de um mês. A força das águas atingiu tamanho grau de destruição que varreu do mapa praticamente cidades inteiras, como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580 mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4 milhões de gaúchos afetados em mais de 90% dos municípios.

Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado. Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no entanto], que essas ações são emergenciais. Mal começou o trabalho de reconstrução, e muitos gaúchos nem sequer tiveram condições de assimilar a perda de entes queridos, o que dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40 pessoas permanecem desaparecidas sob o mar de lama, escombros e tristeza.

A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo. Passou há muito o tempo de restringir o tema a debate em conferências globais ou fóruns de especialistas. É hora de ação. De uma vez por todas, é hora de enfrentar as mudanças climáticas com todos os instrumentos à disposição.

O poder público tem papel preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado cumprir acordos internacionais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos governos fiscalizar atividades danosas ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo impedir o crescimento desordenado das cidades, de modo que milhares de famílias fixem residências em encostas ou às margens dos rios.

Em relação ao Legislativo, cumpre aos parlamentares preservar o meio ambiente de interesses diversos que põem em risco a sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais avançadas, mas a profusão de iniciativas perigosas — da privatização de áreas da União no litoral ao marco temporal de terras indígenas — mina o esforço necessário de tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade é levada a sério.

Por fim, o Judiciário, assim como os demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente tratamento diferenciado e preventivo, sob o risco de restringir sua atuação à reparação de danos decorrentes de tragédias ambientais. Assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme determina o artigo 225 da Constituição Federal, CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme valor social para o sistema de Justiça.

A sociedade também tem um papel a cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e organizações, algumas de caráter global, que se mobilizam em favor da sustentabilidade. Mas ainda não é possível observar uma consciência ambiental predominante, em parte por causa do negacionismo climático que persiste em diversos setores.

Os alertas da ciência são inequívocos, e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há mais como protelar medidas firmes, constantes e duradouras para evitar novas catástrofes climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente, marcada pelo sofrimento de milhares no Rio Grande do Sul, dê início a um despertar em favor da natureza — e do futuro da humanidade.

AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6869017-visao-do-correio-acoes-imediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

No trecho “O poder público tem papel preponderante nesse desafio.” (4º parágrafo), a palavra sublinhada significa:

Alternativas
Respostas
34261: E
34262: C
34263: D
34264: D
34265: D
34266: B
34267: D
34268: D
34269: C
34270: D
34271: C
34272: C
34273: A
34274: B
34275: B
34276: D
34277: A
34278: B
34279: E
34280: C