Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.316 questões

Q3079296 Português
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo
nas Olimpíadas de 1936
(Itan Cruz)


    A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens.

   Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto.

    Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim.

    Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio.

    Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana.

    A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional.

    Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros.

    A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil.

[...]


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis. Acesso em 18 de julho de 2024.) 
No último parágrafo do texto, o enunciador conclui indicando que:
Alternativas
Q3079294 Português
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo
nas Olimpíadas de 1936
(Itan Cruz)


    A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens.

   Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto.

    Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim.

    Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio.

    Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana.

    A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional.

    Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros.

    A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil.

[...]


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis. Acesso em 18 de julho de 2024.) 
O verbo “enfrentou”, presente no título do texto, refere-se:
Alternativas
Q3079293 Português
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo
nas Olimpíadas de 1936
(Itan Cruz)


    A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens.

   Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto.

    Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim.

    Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio.

    Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana.

    A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional.

    Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros.

    A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil.

[...]


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis. Acesso em 18 de julho de 2024.) 
Considerando a organização das ideias no texto e os elementos caracterizadores de cada tipologia textual, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3079242 Português
Texto II


     A argumentação deve basear-se nos são princípios da lógica. Entretanto, nos debates, nas polêmicas, nas discussões que se travam a todo instante, na simples conversação, na imprensa, nas assembleias ou agrupamentos de qualquer ordem, nos parlamentos, a argumentação não raro se desvirtua, degenerando em “bate-boca” estéril, falacioso ou sofismático. Em vez de lidar apenas com ideias, princípios ou fatos, o orador descamba para o insulto, o xingamento, a ironia, o sarcasmo, enfim, para invectivas de toda ordem, que constituem o que se costuma chamar de argumento ad hominen; [...] Tampouco valem como argumentos os preconceitos, as superstições ou as generalizações apressadas que se baseiam naquilo que a lógica chama, como já vimos, juízos de simples inspeção.


(Garcia, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 27. Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p.380-381)
Após a leitura atenta do texto, é possível concluir que este foi estruturado a partir do predomínio da seguinte Função da Linguagem:  
Alternativas
Q3079240 Português
Texto II


     A argumentação deve basear-se nos são princípios da lógica. Entretanto, nos debates, nas polêmicas, nas discussões que se travam a todo instante, na simples conversação, na imprensa, nas assembleias ou agrupamentos de qualquer ordem, nos parlamentos, a argumentação não raro se desvirtua, degenerando em “bate-boca” estéril, falacioso ou sofismático. Em vez de lidar apenas com ideias, princípios ou fatos, o orador descamba para o insulto, o xingamento, a ironia, o sarcasmo, enfim, para invectivas de toda ordem, que constituem o que se costuma chamar de argumento ad hominen; [...] Tampouco valem como argumentos os preconceitos, as superstições ou as generalizações apressadas que se baseiam naquilo que a lógica chama, como já vimos, juízos de simples inspeção.


(Garcia, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 27. Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p.380-381)
A enumeração presente no segundo período cumpre o seguinte papel expressivo no texto: 
Alternativas
Q3079236 Português
Texto I


    Cedo ou tarde, na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável; poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza; eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer “infinito”. Assim, opõe-se a esta realização o insuficiente conhecimento de futuro, chamado de esperança no primeiro caso e de dúvida quanto ao amanhã, no segundo. Assim, opõe-se a ela a certeza da morte, que fixa um limite a cada alegria, mas também a cada tristeza. Assim, opõem-se as inevitáveis lides materiais que, da mesma forma como desgastam com o tempo toda a felicidade, desviam a cada instante a nossa atenção da desgraça que pesa sobre nós, tornando a sua percepção fragmentária, e, portanto, suportável.

    Foram justamente as privações, as pancadas, o frio, a sede que, durante a viagem e depois dela, nos impediram de mergulhar no vazio de um desespero sem fim. Foi isso. Não a vontade de viver, nem uma resignação consciente: dela poucos homens são capazes, e nós éramos apenas exemplares comuns da espécie humana.

[...]

     Das 45 pessoas do meu vagão, só quatro tornaram a ver as suas casas; e o meu vagão foi, de longe, o mais afortunado.


(LEVI, Primo. É isto um homem? Trad. Luigi Del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1988, p.17-18)
Em “opõem-se as inevitáveis lides materiais” (1º§), o vocábulo destacado deve ser entendido com o seguinte significado:
Alternativas
Q3079234 Português
Texto I


    Cedo ou tarde, na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável; poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza; eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer “infinito”. Assim, opõe-se a esta realização o insuficiente conhecimento de futuro, chamado de esperança no primeiro caso e de dúvida quanto ao amanhã, no segundo. Assim, opõe-se a ela a certeza da morte, que fixa um limite a cada alegria, mas também a cada tristeza. Assim, opõem-se as inevitáveis lides materiais que, da mesma forma como desgastam com o tempo toda a felicidade, desviam a cada instante a nossa atenção da desgraça que pesa sobre nós, tornando a sua percepção fragmentária, e, portanto, suportável.

    Foram justamente as privações, as pancadas, o frio, a sede que, durante a viagem e depois dela, nos impediram de mergulhar no vazio de um desespero sem fim. Foi isso. Não a vontade de viver, nem uma resignação consciente: dela poucos homens são capazes, e nós éramos apenas exemplares comuns da espécie humana.

[...]

     Das 45 pessoas do meu vagão, só quatro tornaram a ver as suas casas; e o meu vagão foi, de longe, o mais afortunado.


(LEVI, Primo. É isto um homem? Trad. Luigi Del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1988, p.17-18)
Na passagem “Assim, opõe-se a ela a certeza da morte” (1º§), o vocábulo destacado cumpre papel coesivo no texto. Sobre seu emprego, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3079233 Português
Texto I


    Cedo ou tarde, na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável; poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza; eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer “infinito”. Assim, opõe-se a esta realização o insuficiente conhecimento de futuro, chamado de esperança no primeiro caso e de dúvida quanto ao amanhã, no segundo. Assim, opõe-se a ela a certeza da morte, que fixa um limite a cada alegria, mas também a cada tristeza. Assim, opõem-se as inevitáveis lides materiais que, da mesma forma como desgastam com o tempo toda a felicidade, desviam a cada instante a nossa atenção da desgraça que pesa sobre nós, tornando a sua percepção fragmentária, e, portanto, suportável.

    Foram justamente as privações, as pancadas, o frio, a sede que, durante a viagem e depois dela, nos impediram de mergulhar no vazio de um desespero sem fim. Foi isso. Não a vontade de viver, nem uma resignação consciente: dela poucos homens são capazes, e nós éramos apenas exemplares comuns da espécie humana.

[...]

     Das 45 pessoas do meu vagão, só quatro tornaram a ver as suas casas; e o meu vagão foi, de longe, o mais afortunado.


(LEVI, Primo. É isto um homem? Trad. Luigi Del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1988, p.17-18)
A análise atenta do texto permite ao leitor concluir que, em relação à organização das ideias, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3079127 Português
A alternativa em que a frase está escrita conforme a norma padrão é:
Alternativas
Q3079121 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Uso de combustíveis fósseis atinge recordes em meio ao calor, fogo e tempestade.

Relatório publicado pelo Instituto de Energia mostra um cenário sombrio de um mundo que luta para se afastar de combustíveis que aquecem o planeta.

20/06/2024

O mundo consumiu quantidades recordes de petróleo, carvão e gás no ano passado, elevando a poluição por carbono do planeta a um novo patamar, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira (20), frustrando as esperanças dos cientistas climáticos.
O crescimento dos combustíveis fósseis gerou um aumento de 2,1% nas emissões relacionadas à energia no ano passado, elevando-as acima de 40 bilhões de toneladas pela primeira vez, de acordo com o relatório publicado quinta-feira pelo Instituto de Energia. [...]
O calor extremo brutal está atualmente queimando áreas do planeta. Uma onda de calor diferente de qualquer outra já vista em décadas está varrendo grandes partes dos EUA, que também está lutando com incêndios mortais, tempestades e inundações severas.
Centenas de pessoas morreram quando as temperaturas subiram para 51 graus Celsius durante a peregrinação anual Hajj a Meca, na Arábia Saudita. E a Índia está atualmente lutando com uma onda de calor mortal de verão que matou dezenas de pessoas.
O relatório também mostra que, embora o mundo esteja adicionando energias renováveis limpas em níveis recordes, a demanda global de energia está crescendo tão rapidamente que os combustíveis fósseis estão preenchendo as lacunas.
O ano passado foi “mais um ano de altos em nosso mundo faminto por energia”, disse Juliet Davenport, presidente do Instituto de Energia. “A energia é central para o progresso humano”, acrescentou. “Também é central para a nossa própria sobrevivência.”
O consumo global de petróleo, carvão e gás aumentou 1,5% em 2023, impulsionado, em particular, por um forte crescimento do petróleo. No ano passado, o mundo consumiu mais de 100 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo o relatório. Os EUA continuaram a ser o maior produtor de petróleo, aumentando sua produção em 8% no ano passado. No geral, a proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em grande parte a mesma em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
O crescimento dos combustíveis fósseis foi particularmente forte nas economias em desenvolvimento, segundo o relatório. Na Índia, o consumo destes combustíveis subiu 8% no ano passado e, pela primeira vez, o país usou mais carvão do que a Europa e a América do Norte juntas.
Na China, o uso de combustíveis fósseis atingiu um novo recorde em 2023, um aumento de 6%, com o fim de seus bloqueios prolongados da Covid levando a uma recuperação destes combustíveis. No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo, à medida que a China continua a adicionar grandes quantidades de energias renováveis. [...]
Foi constatado que o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair. Nos EUA, os combustíveis fósseis caíram para 80% da energia total consumida. Na Europa, os combustíveis fósseis representaram menos de 70% da matriz energética pela primeira vez desde a Revolução Industrial, impulsionados pela redução da demanda e pelo crescimento das energias renováveis.
A geração de energia a partir de fontes renováveis, excluindo a energia hidrelétrica, aumentou 13% quase inteiramente devido a um boom de energia eólica e solar, de acordo com o relatório, embora o aumento das fontes renováveis não tenha sido suficiente para corresponder ao aumento da demanda global por energia, que aumentou 2% em 2023. [...]
Dave Jones, diretor de insights globais do think tank Ember, que não estava envolvido no relatório, disse que deveria ser um alerta para os governos agirem. “O mundo continua faminto de energia. Para que vire a maré no uso de combustíveis fósseis, as energias renováveis precisam subir muito mais rápido, mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la”, disse ele à CNN.
Para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta acordada pelos países no Acordo de Paris em 2015, o mundo precisa reduzir as emissões aproximadamente pela metade até o final desta década.

Adaptado
https://www.cnnbrasil.com.br
 

“[...] o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair.”

São sinônimos da palavra destacada na frase acima, EXCETO:
Alternativas
Q3079120 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Uso de combustíveis fósseis atinge recordes em meio ao calor, fogo e tempestade.

Relatório publicado pelo Instituto de Energia mostra um cenário sombrio de um mundo que luta para se afastar de combustíveis que aquecem o planeta.

20/06/2024

O mundo consumiu quantidades recordes de petróleo, carvão e gás no ano passado, elevando a poluição por carbono do planeta a um novo patamar, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira (20), frustrando as esperanças dos cientistas climáticos.
O crescimento dos combustíveis fósseis gerou um aumento de 2,1% nas emissões relacionadas à energia no ano passado, elevando-as acima de 40 bilhões de toneladas pela primeira vez, de acordo com o relatório publicado quinta-feira pelo Instituto de Energia. [...]
O calor extremo brutal está atualmente queimando áreas do planeta. Uma onda de calor diferente de qualquer outra já vista em décadas está varrendo grandes partes dos EUA, que também está lutando com incêndios mortais, tempestades e inundações severas.
Centenas de pessoas morreram quando as temperaturas subiram para 51 graus Celsius durante a peregrinação anual Hajj a Meca, na Arábia Saudita. E a Índia está atualmente lutando com uma onda de calor mortal de verão que matou dezenas de pessoas.
O relatório também mostra que, embora o mundo esteja adicionando energias renováveis limpas em níveis recordes, a demanda global de energia está crescendo tão rapidamente que os combustíveis fósseis estão preenchendo as lacunas.
O ano passado foi “mais um ano de altos em nosso mundo faminto por energia”, disse Juliet Davenport, presidente do Instituto de Energia. “A energia é central para o progresso humano”, acrescentou. “Também é central para a nossa própria sobrevivência.”
O consumo global de petróleo, carvão e gás aumentou 1,5% em 2023, impulsionado, em particular, por um forte crescimento do petróleo. No ano passado, o mundo consumiu mais de 100 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo o relatório. Os EUA continuaram a ser o maior produtor de petróleo, aumentando sua produção em 8% no ano passado. No geral, a proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em grande parte a mesma em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
O crescimento dos combustíveis fósseis foi particularmente forte nas economias em desenvolvimento, segundo o relatório. Na Índia, o consumo destes combustíveis subiu 8% no ano passado e, pela primeira vez, o país usou mais carvão do que a Europa e a América do Norte juntas.
Na China, o uso de combustíveis fósseis atingiu um novo recorde em 2023, um aumento de 6%, com o fim de seus bloqueios prolongados da Covid levando a uma recuperação destes combustíveis. No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo, à medida que a China continua a adicionar grandes quantidades de energias renováveis. [...]
Foi constatado que o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair. Nos EUA, os combustíveis fósseis caíram para 80% da energia total consumida. Na Europa, os combustíveis fósseis representaram menos de 70% da matriz energética pela primeira vez desde a Revolução Industrial, impulsionados pela redução da demanda e pelo crescimento das energias renováveis.
A geração de energia a partir de fontes renováveis, excluindo a energia hidrelétrica, aumentou 13% quase inteiramente devido a um boom de energia eólica e solar, de acordo com o relatório, embora o aumento das fontes renováveis não tenha sido suficiente para corresponder ao aumento da demanda global por energia, que aumentou 2% em 2023. [...]
Dave Jones, diretor de insights globais do think tank Ember, que não estava envolvido no relatório, disse que deveria ser um alerta para os governos agirem. “O mundo continua faminto de energia. Para que vire a maré no uso de combustíveis fósseis, as energias renováveis precisam subir muito mais rápido, mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la”, disse ele à CNN.
Para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta acordada pelos países no Acordo de Paris em 2015, o mundo precisa reduzir as emissões aproximadamente pela metade até o final desta década.

Adaptado
https://www.cnnbrasil.com.br
 

“No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo [...].”. A reescrita desse trecho tem o sentido alterado em:
Alternativas
Q3079119 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Uso de combustíveis fósseis atinge recordes em meio ao calor, fogo e tempestade.

Relatório publicado pelo Instituto de Energia mostra um cenário sombrio de um mundo que luta para se afastar de combustíveis que aquecem o planeta.

20/06/2024

O mundo consumiu quantidades recordes de petróleo, carvão e gás no ano passado, elevando a poluição por carbono do planeta a um novo patamar, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira (20), frustrando as esperanças dos cientistas climáticos.
O crescimento dos combustíveis fósseis gerou um aumento de 2,1% nas emissões relacionadas à energia no ano passado, elevando-as acima de 40 bilhões de toneladas pela primeira vez, de acordo com o relatório publicado quinta-feira pelo Instituto de Energia. [...]
O calor extremo brutal está atualmente queimando áreas do planeta. Uma onda de calor diferente de qualquer outra já vista em décadas está varrendo grandes partes dos EUA, que também está lutando com incêndios mortais, tempestades e inundações severas.
Centenas de pessoas morreram quando as temperaturas subiram para 51 graus Celsius durante a peregrinação anual Hajj a Meca, na Arábia Saudita. E a Índia está atualmente lutando com uma onda de calor mortal de verão que matou dezenas de pessoas.
O relatório também mostra que, embora o mundo esteja adicionando energias renováveis limpas em níveis recordes, a demanda global de energia está crescendo tão rapidamente que os combustíveis fósseis estão preenchendo as lacunas.
O ano passado foi “mais um ano de altos em nosso mundo faminto por energia”, disse Juliet Davenport, presidente do Instituto de Energia. “A energia é central para o progresso humano”, acrescentou. “Também é central para a nossa própria sobrevivência.”
O consumo global de petróleo, carvão e gás aumentou 1,5% em 2023, impulsionado, em particular, por um forte crescimento do petróleo. No ano passado, o mundo consumiu mais de 100 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo o relatório. Os EUA continuaram a ser o maior produtor de petróleo, aumentando sua produção em 8% no ano passado. No geral, a proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em grande parte a mesma em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
O crescimento dos combustíveis fósseis foi particularmente forte nas economias em desenvolvimento, segundo o relatório. Na Índia, o consumo destes combustíveis subiu 8% no ano passado e, pela primeira vez, o país usou mais carvão do que a Europa e a América do Norte juntas.
Na China, o uso de combustíveis fósseis atingiu um novo recorde em 2023, um aumento de 6%, com o fim de seus bloqueios prolongados da Covid levando a uma recuperação destes combustíveis. No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo, à medida que a China continua a adicionar grandes quantidades de energias renováveis. [...]
Foi constatado que o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair. Nos EUA, os combustíveis fósseis caíram para 80% da energia total consumida. Na Europa, os combustíveis fósseis representaram menos de 70% da matriz energética pela primeira vez desde a Revolução Industrial, impulsionados pela redução da demanda e pelo crescimento das energias renováveis.
A geração de energia a partir de fontes renováveis, excluindo a energia hidrelétrica, aumentou 13% quase inteiramente devido a um boom de energia eólica e solar, de acordo com o relatório, embora o aumento das fontes renováveis não tenha sido suficiente para corresponder ao aumento da demanda global por energia, que aumentou 2% em 2023. [...]
Dave Jones, diretor de insights globais do think tank Ember, que não estava envolvido no relatório, disse que deveria ser um alerta para os governos agirem. “O mundo continua faminto de energia. Para que vire a maré no uso de combustíveis fósseis, as energias renováveis precisam subir muito mais rápido, mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la”, disse ele à CNN.
Para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta acordada pelos países no Acordo de Paris em 2015, o mundo precisa reduzir as emissões aproximadamente pela metade até o final desta década.

Adaptado
https://www.cnnbrasil.com.br
 

“O mundo continua faminto de energia.”

Observa-se na frase acima o uso de uma figura de linguagem que evidencia a:
Alternativas
Q3079118 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Uso de combustíveis fósseis atinge recordes em meio ao calor, fogo e tempestade.

Relatório publicado pelo Instituto de Energia mostra um cenário sombrio de um mundo que luta para se afastar de combustíveis que aquecem o planeta.

20/06/2024

O mundo consumiu quantidades recordes de petróleo, carvão e gás no ano passado, elevando a poluição por carbono do planeta a um novo patamar, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira (20), frustrando as esperanças dos cientistas climáticos.
O crescimento dos combustíveis fósseis gerou um aumento de 2,1% nas emissões relacionadas à energia no ano passado, elevando-as acima de 40 bilhões de toneladas pela primeira vez, de acordo com o relatório publicado quinta-feira pelo Instituto de Energia. [...]
O calor extremo brutal está atualmente queimando áreas do planeta. Uma onda de calor diferente de qualquer outra já vista em décadas está varrendo grandes partes dos EUA, que também está lutando com incêndios mortais, tempestades e inundações severas.
Centenas de pessoas morreram quando as temperaturas subiram para 51 graus Celsius durante a peregrinação anual Hajj a Meca, na Arábia Saudita. E a Índia está atualmente lutando com uma onda de calor mortal de verão que matou dezenas de pessoas.
O relatório também mostra que, embora o mundo esteja adicionando energias renováveis limpas em níveis recordes, a demanda global de energia está crescendo tão rapidamente que os combustíveis fósseis estão preenchendo as lacunas.
O ano passado foi “mais um ano de altos em nosso mundo faminto por energia”, disse Juliet Davenport, presidente do Instituto de Energia. “A energia é central para o progresso humano”, acrescentou. “Também é central para a nossa própria sobrevivência.”
O consumo global de petróleo, carvão e gás aumentou 1,5% em 2023, impulsionado, em particular, por um forte crescimento do petróleo. No ano passado, o mundo consumiu mais de 100 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo o relatório. Os EUA continuaram a ser o maior produtor de petróleo, aumentando sua produção em 8% no ano passado. No geral, a proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em grande parte a mesma em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
O crescimento dos combustíveis fósseis foi particularmente forte nas economias em desenvolvimento, segundo o relatório. Na Índia, o consumo destes combustíveis subiu 8% no ano passado e, pela primeira vez, o país usou mais carvão do que a Europa e a América do Norte juntas.
Na China, o uso de combustíveis fósseis atingiu um novo recorde em 2023, um aumento de 6%, com o fim de seus bloqueios prolongados da Covid levando a uma recuperação destes combustíveis. No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo, à medida que a China continua a adicionar grandes quantidades de energias renováveis. [...]
Foi constatado que o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair. Nos EUA, os combustíveis fósseis caíram para 80% da energia total consumida. Na Europa, os combustíveis fósseis representaram menos de 70% da matriz energética pela primeira vez desde a Revolução Industrial, impulsionados pela redução da demanda e pelo crescimento das energias renováveis.
A geração de energia a partir de fontes renováveis, excluindo a energia hidrelétrica, aumentou 13% quase inteiramente devido a um boom de energia eólica e solar, de acordo com o relatório, embora o aumento das fontes renováveis não tenha sido suficiente para corresponder ao aumento da demanda global por energia, que aumentou 2% em 2023. [...]
Dave Jones, diretor de insights globais do think tank Ember, que não estava envolvido no relatório, disse que deveria ser um alerta para os governos agirem. “O mundo continua faminto de energia. Para que vire a maré no uso de combustíveis fósseis, as energias renováveis precisam subir muito mais rápido, mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la”, disse ele à CNN.
Para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta acordada pelos países no Acordo de Paris em 2015, o mundo precisa reduzir as emissões aproximadamente pela metade até o final desta década.

Adaptado
https://www.cnnbrasil.com.br
 

No que se refere às funções da linguagem, predomina no texto a função:
Alternativas
Q3079033 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

IA testa a credulidade humana

Quem acredita naquelas cafonices com iluminação perfeita acredita em tudo.

         A imagem em movimento mostra um pássaro filhote com mais cores e plumas que uma escola de samba inteira, pés mergulhados num fio d’água tão cristalino quanto uma taça cheia de San Pellegrino ao sol do Mediterrâneo.
       Parecendo desconfortável com a proximidade da câmera, mas não a ponto de fugir, o bichinho nos mira com olhos de desenho animado. É como se dissesse: "Pode existir criatura mais linda e cativante do que eu?".
     Reparamos então, com assombro, que o festival de cores em seu peito e suas asas se organiza em pinceladas desconcertantes que lembram um pintor atormentado, talvez Van Gogh; ao mesmo tempo, explode em mil tons alegres e solares, como numa tela naïf.
        O que dizer diante de imagem tão singular? O que muitas pessoas têm dito, nas redes sociais, são variações em torno desta ideia emocionada: "Ah, como a natureza é incrível! Como ela é generosa com a gente!".
        Ah, e como essas pessoas estão erradas! Há tanta "natureza" no filhote com plumagem de catálogo de loja de tintas quanto num pacote de Baconzitos. O mesmo pode ser dito dos seus colegas.
       Espera aí - colegas? Sim: mergulhando meio palmo no tema dos pássaros artificiais (digitando "AI birds" no Google, por exemplo), vamos descobrir que essas criaturas de fantasia já são incontáveis; se ainda não superaram em número as espécies do mundo *ornitológico, isso parece uma questão de tempo.
      Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém. Como nosso filhote fofo, quase todos gritam, berram "inteligência artificial" em cada **pixel. Quando os pixels acabam, continuam a berrar eternidade afora.
      No entanto, por alguma razão a ser desvendada, parte considerável da nossa espécie parece incapaz de ouvir a gritaria. A aceitação de tudo o que a IA produz é, para essa turma crédula, uma espécie de reflexo.
     Depois de tantos anos vendo pessoas letradas que merecem (mereciam?) meu respeito compartilharem frases de autoajuda em para-choque de caminhão como se fossem de Drummond e Clarice, talvez eu não devesse me chocar. Mas me choco.
      Não sou o único. O linguista Marcos Bagno é outro que anda indignado. Esta semana, a propósito da comoção provocada por uma imagem de "Chico Buarque criança", explodiu no Facebook: "Acordem para a vida, criaturas! Será que vamos mesmo ficar reféns da robozada?".

*ornitológico=parte da zoologia que estuda a morfologia, a fisiologia, a anatomia e os hábitos das aves. **pixel=qualquer dos mínimos elementos discretos que em conjunto constituem uma imagem.

Adaptado - 26/06/2024
*Sérgio Rodrigues - Escritor e jornalista
https://www1.folha.uol.com.br
“Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém.”. A oração destacada apresenta sentido de:
Alternativas
Q3079029 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

IA testa a credulidade humana

Quem acredita naquelas cafonices com iluminação perfeita acredita em tudo.

         A imagem em movimento mostra um pássaro filhote com mais cores e plumas que uma escola de samba inteira, pés mergulhados num fio d’água tão cristalino quanto uma taça cheia de San Pellegrino ao sol do Mediterrâneo.
       Parecendo desconfortável com a proximidade da câmera, mas não a ponto de fugir, o bichinho nos mira com olhos de desenho animado. É como se dissesse: "Pode existir criatura mais linda e cativante do que eu?".
     Reparamos então, com assombro, que o festival de cores em seu peito e suas asas se organiza em pinceladas desconcertantes que lembram um pintor atormentado, talvez Van Gogh; ao mesmo tempo, explode em mil tons alegres e solares, como numa tela naïf.
        O que dizer diante de imagem tão singular? O que muitas pessoas têm dito, nas redes sociais, são variações em torno desta ideia emocionada: "Ah, como a natureza é incrível! Como ela é generosa com a gente!".
        Ah, e como essas pessoas estão erradas! Há tanta "natureza" no filhote com plumagem de catálogo de loja de tintas quanto num pacote de Baconzitos. O mesmo pode ser dito dos seus colegas.
       Espera aí - colegas? Sim: mergulhando meio palmo no tema dos pássaros artificiais (digitando "AI birds" no Google, por exemplo), vamos descobrir que essas criaturas de fantasia já são incontáveis; se ainda não superaram em número as espécies do mundo *ornitológico, isso parece uma questão de tempo.
      Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém. Como nosso filhote fofo, quase todos gritam, berram "inteligência artificial" em cada **pixel. Quando os pixels acabam, continuam a berrar eternidade afora.
      No entanto, por alguma razão a ser desvendada, parte considerável da nossa espécie parece incapaz de ouvir a gritaria. A aceitação de tudo o que a IA produz é, para essa turma crédula, uma espécie de reflexo.
     Depois de tantos anos vendo pessoas letradas que merecem (mereciam?) meu respeito compartilharem frases de autoajuda em para-choque de caminhão como se fossem de Drummond e Clarice, talvez eu não devesse me chocar. Mas me choco.
      Não sou o único. O linguista Marcos Bagno é outro que anda indignado. Esta semana, a propósito da comoção provocada por uma imagem de "Chico Buarque criança", explodiu no Facebook: "Acordem para a vida, criaturas! Será que vamos mesmo ficar reféns da robozada?".

*ornitológico=parte da zoologia que estuda a morfologia, a fisiologia, a anatomia e os hábitos das aves. **pixel=qualquer dos mínimos elementos discretos que em conjunto constituem uma imagem.

Adaptado - 26/06/2024
*Sérgio Rodrigues - Escritor e jornalista
https://www1.folha.uol.com.br
“No entanto, por alguma razão a ser desvendada [...].”. São sinônimos da palavra sublinhada, EXCETO:
Alternativas
Q3079028 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

IA testa a credulidade humana

Quem acredita naquelas cafonices com iluminação perfeita acredita em tudo.

         A imagem em movimento mostra um pássaro filhote com mais cores e plumas que uma escola de samba inteira, pés mergulhados num fio d’água tão cristalino quanto uma taça cheia de San Pellegrino ao sol do Mediterrâneo.
       Parecendo desconfortável com a proximidade da câmera, mas não a ponto de fugir, o bichinho nos mira com olhos de desenho animado. É como se dissesse: "Pode existir criatura mais linda e cativante do que eu?".
     Reparamos então, com assombro, que o festival de cores em seu peito e suas asas se organiza em pinceladas desconcertantes que lembram um pintor atormentado, talvez Van Gogh; ao mesmo tempo, explode em mil tons alegres e solares, como numa tela naïf.
        O que dizer diante de imagem tão singular? O que muitas pessoas têm dito, nas redes sociais, são variações em torno desta ideia emocionada: "Ah, como a natureza é incrível! Como ela é generosa com a gente!".
        Ah, e como essas pessoas estão erradas! Há tanta "natureza" no filhote com plumagem de catálogo de loja de tintas quanto num pacote de Baconzitos. O mesmo pode ser dito dos seus colegas.
       Espera aí - colegas? Sim: mergulhando meio palmo no tema dos pássaros artificiais (digitando "AI birds" no Google, por exemplo), vamos descobrir que essas criaturas de fantasia já são incontáveis; se ainda não superaram em número as espécies do mundo *ornitológico, isso parece uma questão de tempo.
      Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém. Como nosso filhote fofo, quase todos gritam, berram "inteligência artificial" em cada **pixel. Quando os pixels acabam, continuam a berrar eternidade afora.
      No entanto, por alguma razão a ser desvendada, parte considerável da nossa espécie parece incapaz de ouvir a gritaria. A aceitação de tudo o que a IA produz é, para essa turma crédula, uma espécie de reflexo.
     Depois de tantos anos vendo pessoas letradas que merecem (mereciam?) meu respeito compartilharem frases de autoajuda em para-choque de caminhão como se fossem de Drummond e Clarice, talvez eu não devesse me chocar. Mas me choco.
      Não sou o único. O linguista Marcos Bagno é outro que anda indignado. Esta semana, a propósito da comoção provocada por uma imagem de "Chico Buarque criança", explodiu no Facebook: "Acordem para a vida, criaturas! Será que vamos mesmo ficar reféns da robozada?".

*ornitológico=parte da zoologia que estuda a morfologia, a fisiologia, a anatomia e os hábitos das aves. **pixel=qualquer dos mínimos elementos discretos que em conjunto constituem uma imagem.

Adaptado - 26/06/2024
*Sérgio Rodrigues - Escritor e jornalista
https://www1.folha.uol.com.br
Com a finalidade de exprimir comparação, o autor estruturou a seguinte frase:
Alternativas
Q3079026 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

IA testa a credulidade humana

Quem acredita naquelas cafonices com iluminação perfeita acredita em tudo.

         A imagem em movimento mostra um pássaro filhote com mais cores e plumas que uma escola de samba inteira, pés mergulhados num fio d’água tão cristalino quanto uma taça cheia de San Pellegrino ao sol do Mediterrâneo.
       Parecendo desconfortável com a proximidade da câmera, mas não a ponto de fugir, o bichinho nos mira com olhos de desenho animado. É como se dissesse: "Pode existir criatura mais linda e cativante do que eu?".
     Reparamos então, com assombro, que o festival de cores em seu peito e suas asas se organiza em pinceladas desconcertantes que lembram um pintor atormentado, talvez Van Gogh; ao mesmo tempo, explode em mil tons alegres e solares, como numa tela naïf.
        O que dizer diante de imagem tão singular? O que muitas pessoas têm dito, nas redes sociais, são variações em torno desta ideia emocionada: "Ah, como a natureza é incrível! Como ela é generosa com a gente!".
        Ah, e como essas pessoas estão erradas! Há tanta "natureza" no filhote com plumagem de catálogo de loja de tintas quanto num pacote de Baconzitos. O mesmo pode ser dito dos seus colegas.
       Espera aí - colegas? Sim: mergulhando meio palmo no tema dos pássaros artificiais (digitando "AI birds" no Google, por exemplo), vamos descobrir que essas criaturas de fantasia já são incontáveis; se ainda não superaram em número as espécies do mundo *ornitológico, isso parece uma questão de tempo.
      Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém. Como nosso filhote fofo, quase todos gritam, berram "inteligência artificial" em cada **pixel. Quando os pixels acabam, continuam a berrar eternidade afora.
      No entanto, por alguma razão a ser desvendada, parte considerável da nossa espécie parece incapaz de ouvir a gritaria. A aceitação de tudo o que a IA produz é, para essa turma crédula, uma espécie de reflexo.
     Depois de tantos anos vendo pessoas letradas que merecem (mereciam?) meu respeito compartilharem frases de autoajuda em para-choque de caminhão como se fossem de Drummond e Clarice, talvez eu não devesse me chocar. Mas me choco.
      Não sou o único. O linguista Marcos Bagno é outro que anda indignado. Esta semana, a propósito da comoção provocada por uma imagem de "Chico Buarque criança", explodiu no Facebook: "Acordem para a vida, criaturas! Será que vamos mesmo ficar reféns da robozada?".

*ornitológico=parte da zoologia que estuda a morfologia, a fisiologia, a anatomia e os hábitos das aves. **pixel=qualquer dos mínimos elementos discretos que em conjunto constituem uma imagem.

Adaptado - 26/06/2024
*Sérgio Rodrigues - Escritor e jornalista
https://www1.folha.uol.com.br
De acordo com as características do texto, é correto afirmar que seu principal objetivo é: 
Alternativas
Q3078977 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou

     Um dos filmes mais tocantes dos últimos tempos, Dias Perfeitos, de Wim Wenders, é de uma simplicidade repleta de sentidos. Quem achou o filme um tédio não percebeu o quanto a vida acontece a cada cena. Todo dia, o personagem Hirayama faz tudo sempre igual: escova os dentes, coloca o uniforme, pega um café na máquina automática e sai com o carro a fim de realizar seu trabalho como limpador de banheiros de parques públicos em Tóquio. No trajeto, escuta música em fitas K-7. À noite, lê um pouco, dorme e no dia seguinte retoma a mesma rotina, aparentemente idêntica.
     O filme concorreu ao Oscar e já foi mais que comentado. Assisti em janeiro, mas só agora, revendo a antológica cena final, em que o ator Koji Yakusho dirige escutando Feeling Good, de Nina Simone, permiti que o choro e o riso do personagem, ambos simultâneos naquele close poderoso, se misturassem aos meus.
     Janeiro parece que foi em outra vida. Em minha rotina, nada se mantém igual: há um sul em mim que adoece e um norte em mim que se expande – dentro do mesmo corpo. Caio, levanto, me deito, danço, alternando reações, conforme sou atingida pelas notícias do mundo ou pelos silêncios que encontro ao abrir minhas gavetas internas. Tudo é muito – e muito intenso. Alguém chamou de “tempo de desorientação”. Não tenho o nome do autor para dar o crédito, mas o parabenizo: que definição precisa.
    Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou. Nada de me socorrer no passado ou projetar um futuro que desconheço, este balé escapista que tonteia. Grudo no livro que estou lendo, absorvo a música que está tocando e fico atenta ao que me acontece agora, e do jeito que me atinge, de frente e por dentro. A vida mirou em mim e me acertou.
     Com tanta presença, a solidão não entra. É o que Hirayama nos transmite no filme. Ele não passa os olhos: ele enxerga. Ele não finge que ouve: ele escuta. Ele sabe onde estão suas chaves, ele desce e sobe com cuidado os seus degraus, ele torna nobre o seu ofício desprezado, ele até disputa um jogo da velha contra um adversário invisível. Pertence ao mundo com inteireza, não aos pedaços. Quanto à questão digital, o filme é claro: não precisamos de mil, 10 mil, um milhão. Precisamos de um. De uma. A cada vez. Calmamente. É o que nos torna um planeta habitado.
     Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns, onde viramos números, algoritmos, seguidores sem rostos. Que essa bagunça virtual não corrompa nossa casa e nossa mente, os dois espaços sagrados da existência. E que a alma da gente não seja pulverizada pelos gigabytes. É uma luta diária não se deixar desorientar. A gente chora porque é difícil. E, ao mesmo tempo, ri porque consegue.

Autora: Martha Medeiros – GZH (adaptado).
No trecho "A vida acontece a cada cena", a palavra "acontece" pode ser substituída, sem alterar o sentido expresso no texto, por:
Alternativas
Q3078976 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou

     Um dos filmes mais tocantes dos últimos tempos, Dias Perfeitos, de Wim Wenders, é de uma simplicidade repleta de sentidos. Quem achou o filme um tédio não percebeu o quanto a vida acontece a cada cena. Todo dia, o personagem Hirayama faz tudo sempre igual: escova os dentes, coloca o uniforme, pega um café na máquina automática e sai com o carro a fim de realizar seu trabalho como limpador de banheiros de parques públicos em Tóquio. No trajeto, escuta música em fitas K-7. À noite, lê um pouco, dorme e no dia seguinte retoma a mesma rotina, aparentemente idêntica.
     O filme concorreu ao Oscar e já foi mais que comentado. Assisti em janeiro, mas só agora, revendo a antológica cena final, em que o ator Koji Yakusho dirige escutando Feeling Good, de Nina Simone, permiti que o choro e o riso do personagem, ambos simultâneos naquele close poderoso, se misturassem aos meus.
     Janeiro parece que foi em outra vida. Em minha rotina, nada se mantém igual: há um sul em mim que adoece e um norte em mim que se expande – dentro do mesmo corpo. Caio, levanto, me deito, danço, alternando reações, conforme sou atingida pelas notícias do mundo ou pelos silêncios que encontro ao abrir minhas gavetas internas. Tudo é muito – e muito intenso. Alguém chamou de “tempo de desorientação”. Não tenho o nome do autor para dar o crédito, mas o parabenizo: que definição precisa.
    Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou. Nada de me socorrer no passado ou projetar um futuro que desconheço, este balé escapista que tonteia. Grudo no livro que estou lendo, absorvo a música que está tocando e fico atenta ao que me acontece agora, e do jeito que me atinge, de frente e por dentro. A vida mirou em mim e me acertou.
     Com tanta presença, a solidão não entra. É o que Hirayama nos transmite no filme. Ele não passa os olhos: ele enxerga. Ele não finge que ouve: ele escuta. Ele sabe onde estão suas chaves, ele desce e sobe com cuidado os seus degraus, ele torna nobre o seu ofício desprezado, ele até disputa um jogo da velha contra um adversário invisível. Pertence ao mundo com inteireza, não aos pedaços. Quanto à questão digital, o filme é claro: não precisamos de mil, 10 mil, um milhão. Precisamos de um. De uma. A cada vez. Calmamente. É o que nos torna um planeta habitado.
     Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns, onde viramos números, algoritmos, seguidores sem rostos. Que essa bagunça virtual não corrompa nossa casa e nossa mente, os dois espaços sagrados da existência. E que a alma da gente não seja pulverizada pelos gigabytes. É uma luta diária não se deixar desorientar. A gente chora porque é difícil. E, ao mesmo tempo, ri porque consegue.

Autora: Martha Medeiros – GZH (adaptado).
No trecho "Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns", a expressão "ralos tecnológicos" sugere:
Alternativas
Q3078974 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou

     Um dos filmes mais tocantes dos últimos tempos, Dias Perfeitos, de Wim Wenders, é de uma simplicidade repleta de sentidos. Quem achou o filme um tédio não percebeu o quanto a vida acontece a cada cena. Todo dia, o personagem Hirayama faz tudo sempre igual: escova os dentes, coloca o uniforme, pega um café na máquina automática e sai com o carro a fim de realizar seu trabalho como limpador de banheiros de parques públicos em Tóquio. No trajeto, escuta música em fitas K-7. À noite, lê um pouco, dorme e no dia seguinte retoma a mesma rotina, aparentemente idêntica.
     O filme concorreu ao Oscar e já foi mais que comentado. Assisti em janeiro, mas só agora, revendo a antológica cena final, em que o ator Koji Yakusho dirige escutando Feeling Good, de Nina Simone, permiti que o choro e o riso do personagem, ambos simultâneos naquele close poderoso, se misturassem aos meus.
     Janeiro parece que foi em outra vida. Em minha rotina, nada se mantém igual: há um sul em mim que adoece e um norte em mim que se expande – dentro do mesmo corpo. Caio, levanto, me deito, danço, alternando reações, conforme sou atingida pelas notícias do mundo ou pelos silêncios que encontro ao abrir minhas gavetas internas. Tudo é muito – e muito intenso. Alguém chamou de “tempo de desorientação”. Não tenho o nome do autor para dar o crédito, mas o parabenizo: que definição precisa.
    Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou. Nada de me socorrer no passado ou projetar um futuro que desconheço, este balé escapista que tonteia. Grudo no livro que estou lendo, absorvo a música que está tocando e fico atenta ao que me acontece agora, e do jeito que me atinge, de frente e por dentro. A vida mirou em mim e me acertou.
     Com tanta presença, a solidão não entra. É o que Hirayama nos transmite no filme. Ele não passa os olhos: ele enxerga. Ele não finge que ouve: ele escuta. Ele sabe onde estão suas chaves, ele desce e sobe com cuidado os seus degraus, ele torna nobre o seu ofício desprezado, ele até disputa um jogo da velha contra um adversário invisível. Pertence ao mundo com inteireza, não aos pedaços. Quanto à questão digital, o filme é claro: não precisamos de mil, 10 mil, um milhão. Precisamos de um. De uma. A cada vez. Calmamente. É o que nos torna um planeta habitado.
     Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns, onde viramos números, algoritmos, seguidores sem rostos. Que essa bagunça virtual não corrompa nossa casa e nossa mente, os dois espaços sagrados da existência. E que a alma da gente não seja pulverizada pelos gigabytes. É uma luta diária não se deixar desorientar. A gente chora porque é difícil. E, ao mesmo tempo, ri porque consegue.

Autora: Martha Medeiros – GZH (adaptado).
Qual é a principal crítica que a autora faz à vida moderna no trecho "Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns, onde viramos números, algoritmos, seguidores sem rostos"?
Alternativas
Respostas
31581: B
31582: B
31583: E
31584: C
31585: A
31586: A
31587: B
31588: C
31589: C
31590: B
31591: A
31592: B
31593: C
31594: C
31595: B
31596: C
31597: D
31598: C
31599: B
31600: D