Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3231645 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


Com base no último parágrafo do texto, pode-se concluir corretamente que o cronista
Alternativas
Q3231644 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


É correto afirmar que os dois-pontos em – A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. (2º parágrafo) – introduzem trecho que 
Alternativas
Q3231643 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


Com base no comentário sobre a agenda eletrônica – ... tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta. (2o parágrafo) –, nota-se corretamente que o cronista
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Q3231638 Português

Leia o texto para responder à questão.


 Doadores agora podem declarar sua vontade em cartório


    Um documento legal, digital e gratuito, disponível por meio de qualquer dispositivo com acesso à internet, pode ser a solução para o Brasil superar antigos entraves e salvar a vida de mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila da doação de órgãos e tecidos no país.

    A partir de agora, brasileiros que querem ser doadores poderão deixar explícita a sua vontade em um documento oficial, redigido por um tabelião de notas e que possui autenticidade e segurança jurídica: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano – AEDO, que passa a ter validade como declaração de vontade do cidadão.

    Essa Autorização Eletrônica ficará armazenada em uma base de dados nacional única mantida pelo Colégio Notarial do Brasil, que representa os 8344 Cartórios de Notas do país, e permitirá que médicos vinculados ao Sistema Nacional de Transplantes ou às Centrais Estaduais de Transplantes, instituições do Ministério da Saúde, possam consultar, via CPF, se a pessoa falecida deixou expressa sua vontade em ser um doador e, em caso positivo, apresentar o documento à família para obterem a autorização prevista em lei.

    A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação. Com a AEDO, que pode ser solicitada por maiores de 18 anos, essa manifestação de vontade fica registrada e será acessada pelos profissionais da Saúde.

    Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br. Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante.

    Nosso país é o quarto em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. A taxa de doadores é maior no Sudeste (22,2) e no Sul (36,5). No Centro-Oeste (14,1), Nordeste (13,0) e Norte (7,0).

    Em um momento em que a solidariedade é mais importante do que nunca, a AEDO representa um passo significativo da sociedade na busca de soluções concretas para milhares de brasileiros à espera da chance de uma nova vida. Que todos juntos possamos ser vida na vida de alguém.


(Giselle Oliveria de Barros. https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-fausto-macedo/doadores-de-orgaos-agora-podem-declarar-sua-vontade- -direto-no-cartorio-de-notas-entenda/?utm_source=estadao:mail. Publicado em 04.04.2024. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que a AEDO 
Alternativas
Q3231637 Português

Leia o texto para responder à questão.


 Doadores agora podem declarar sua vontade em cartório


    Um documento legal, digital e gratuito, disponível por meio de qualquer dispositivo com acesso à internet, pode ser a solução para o Brasil superar antigos entraves e salvar a vida de mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila da doação de órgãos e tecidos no país.

    A partir de agora, brasileiros que querem ser doadores poderão deixar explícita a sua vontade em um documento oficial, redigido por um tabelião de notas e que possui autenticidade e segurança jurídica: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano – AEDO, que passa a ter validade como declaração de vontade do cidadão.

    Essa Autorização Eletrônica ficará armazenada em uma base de dados nacional única mantida pelo Colégio Notarial do Brasil, que representa os 8344 Cartórios de Notas do país, e permitirá que médicos vinculados ao Sistema Nacional de Transplantes ou às Centrais Estaduais de Transplantes, instituições do Ministério da Saúde, possam consultar, via CPF, se a pessoa falecida deixou expressa sua vontade em ser um doador e, em caso positivo, apresentar o documento à família para obterem a autorização prevista em lei.

    A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação. Com a AEDO, que pode ser solicitada por maiores de 18 anos, essa manifestação de vontade fica registrada e será acessada pelos profissionais da Saúde.

    Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br. Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante.

    Nosso país é o quarto em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. A taxa de doadores é maior no Sudeste (22,2) e no Sul (36,5). No Centro-Oeste (14,1), Nordeste (13,0) e Norte (7,0).

    Em um momento em que a solidariedade é mais importante do que nunca, a AEDO representa um passo significativo da sociedade na busca de soluções concretas para milhares de brasileiros à espera da chance de uma nova vida. Que todos juntos possamos ser vida na vida de alguém.


(Giselle Oliveria de Barros. https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-fausto-macedo/doadores-de-orgaos-agora-podem-declarar-sua-vontade- -direto-no-cartorio-de-notas-entenda/?utm_source=estadao:mail. Publicado em 04.04.2024. Adaptado)

Assinale a alternativa que traz conclusão correta acerca das informações do texto.
Alternativas
Q3231636 Português

Leia o texto para responder à questão.


 Doadores agora podem declarar sua vontade em cartório


    Um documento legal, digital e gratuito, disponível por meio de qualquer dispositivo com acesso à internet, pode ser a solução para o Brasil superar antigos entraves e salvar a vida de mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila da doação de órgãos e tecidos no país.

    A partir de agora, brasileiros que querem ser doadores poderão deixar explícita a sua vontade em um documento oficial, redigido por um tabelião de notas e que possui autenticidade e segurança jurídica: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano – AEDO, que passa a ter validade como declaração de vontade do cidadão.

    Essa Autorização Eletrônica ficará armazenada em uma base de dados nacional única mantida pelo Colégio Notarial do Brasil, que representa os 8344 Cartórios de Notas do país, e permitirá que médicos vinculados ao Sistema Nacional de Transplantes ou às Centrais Estaduais de Transplantes, instituições do Ministério da Saúde, possam consultar, via CPF, se a pessoa falecida deixou expressa sua vontade em ser um doador e, em caso positivo, apresentar o documento à família para obterem a autorização prevista em lei.

    A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação. Com a AEDO, que pode ser solicitada por maiores de 18 anos, essa manifestação de vontade fica registrada e será acessada pelos profissionais da Saúde.

    Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br. Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante.

    Nosso país é o quarto em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. A taxa de doadores é maior no Sudeste (22,2) e no Sul (36,5). No Centro-Oeste (14,1), Nordeste (13,0) e Norte (7,0).

    Em um momento em que a solidariedade é mais importante do que nunca, a AEDO representa um passo significativo da sociedade na busca de soluções concretas para milhares de brasileiros à espera da chance de uma nova vida. Que todos juntos possamos ser vida na vida de alguém.


(Giselle Oliveria de Barros. https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-fausto-macedo/doadores-de-orgaos-agora-podem-declarar-sua-vontade- -direto-no-cartorio-de-notas-entenda/?utm_source=estadao:mail. Publicado em 04.04.2024. Adaptado)

Pode-se afirmar corretamente que o objetivo do texto é 
Alternativas
Q3231630 Português
Analise as afirmações que seguem e assinale a alternativa cuja afirmação está INCORRETA: 
Alternativas
Q3231623 Português

O futebol no meio da relação



No nosso primeiro encontro, Beatriz falou que não era Cruzeiro nem Atlético.


Eu brinquei:


— Então, é Coelho?


Ela riu, também não era adepta do simpático time do América.


Fiquei com aquela informação na cabeça: ela não gosta de futebol. Nem todos têm um time para chamar de seu.


Mas não comentei mais nada dali em diante. Paixão é greve de personalidade. O futebol desapareceu para mim no primeiro mês de namoro. Estava apaixonado. Só queria saber dela, de sair com ela.


Beatriz, por sua vez, achou que eu fosse um gentleman, um intelectual: poeta, pensador, autor de livros sobre relacionamentos e sobre a finitude da vida. Supôs que, nas horas vagas, eu privilegiaria livros, filmes, artes plásticas. Jamais cogitou a hipótese de que eu seria um fanático do esporte ou de um clube.


Quando visitamos Porto Alegre, minha cidade, já com seis meses de relacionamento, ela demonstrou seu interesse em conhecer a Fundação Iberê Camargo de tarde.


O amor já tinha chegado em mim. Amar é mostrar que você tem um mundo pretérito às afinidades momentâneas de casal.


Eu disse:


— Não posso!


Foi o meu "não" inicial no romance, o "não" fundador. Reuni as minhas forças para estrear a negativa.


Ela não compreendeu a rejeição:


— Não? Por quê? Tem compromisso?


Não queria que entendesse que estava fazendo pouco caso, tratei logo de explicar:


— Hoje tem jogo do Inter no Beira-Rio, não posso perder, quer vir junto?


Logo estendi uma camiseta vermelha com o nome dela nas costas, que eu recém havia comprado.


Ela ficou pálida, talvez tenha raciocinado com um frio na barriga: "onde eu me meti?".


Esclareci que era colorado doente, cônsul do Inter, ia em todos os jogos.


Ela estava com a boca aberta, de queixo caído:


— Então, você é daqueles que não deixam de assistir um jogo, que desmarcam qualquer evento?


— Sim. E não esqueça que são vários campeonatos: Brasileirão, Sul-Americana ou Libertadores, Copa do Brasil, Gauchão...


— Assiste todos?


— E mais: seco os meus rivais. Ou melhor, lavo, seco e passo os meus adversários.


— Mas não sobrará tempo para nada.


— Pois é, eu precisava desabafar!


— Você não é fanático, você é louco!


Depois, descobri com sua melhor amiga que ela tinha um único pré-requisito para um partidão: que ele não gostasse de futebol.


A vida não é perfeita, Beatriz, mas nosso amor é, dentro do possível, de acordo com o calendário da CBF e Conmebol.



Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar

Assinale a alternativa que apresenta uma frase que NÃO apresenta vício de linguagem:
Alternativas
Q3231622 Português

O futebol no meio da relação



No nosso primeiro encontro, Beatriz falou que não era Cruzeiro nem Atlético.


Eu brinquei:


— Então, é Coelho?


Ela riu, também não era adepta do simpático time do América.


Fiquei com aquela informação na cabeça: ela não gosta de futebol. Nem todos têm um time para chamar de seu.


Mas não comentei mais nada dali em diante. Paixão é greve de personalidade. O futebol desapareceu para mim no primeiro mês de namoro. Estava apaixonado. Só queria saber dela, de sair com ela.


Beatriz, por sua vez, achou que eu fosse um gentleman, um intelectual: poeta, pensador, autor de livros sobre relacionamentos e sobre a finitude da vida. Supôs que, nas horas vagas, eu privilegiaria livros, filmes, artes plásticas. Jamais cogitou a hipótese de que eu seria um fanático do esporte ou de um clube.


Quando visitamos Porto Alegre, minha cidade, já com seis meses de relacionamento, ela demonstrou seu interesse em conhecer a Fundação Iberê Camargo de tarde.


O amor já tinha chegado em mim. Amar é mostrar que você tem um mundo pretérito às afinidades momentâneas de casal.


Eu disse:


— Não posso!


Foi o meu "não" inicial no romance, o "não" fundador. Reuni as minhas forças para estrear a negativa.


Ela não compreendeu a rejeição:


— Não? Por quê? Tem compromisso?


Não queria que entendesse que estava fazendo pouco caso, tratei logo de explicar:


— Hoje tem jogo do Inter no Beira-Rio, não posso perder, quer vir junto?


Logo estendi uma camiseta vermelha com o nome dela nas costas, que eu recém havia comprado.


Ela ficou pálida, talvez tenha raciocinado com um frio na barriga: "onde eu me meti?".


Esclareci que era colorado doente, cônsul do Inter, ia em todos os jogos.


Ela estava com a boca aberta, de queixo caído:


— Então, você é daqueles que não deixam de assistir um jogo, que desmarcam qualquer evento?


— Sim. E não esqueça que são vários campeonatos: Brasileirão, Sul-Americana ou Libertadores, Copa do Brasil, Gauchão...


— Assiste todos?


— E mais: seco os meus rivais. Ou melhor, lavo, seco e passo os meus adversários.


— Mas não sobrará tempo para nada.


— Pois é, eu precisava desabafar!


— Você não é fanático, você é louco!


Depois, descobri com sua melhor amiga que ela tinha um único pré-requisito para um partidão: que ele não gostasse de futebol.


A vida não é perfeita, Beatriz, mas nosso amor é, dentro do possível, de acordo com o calendário da CBF e Conmebol.



Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar

O tipo textual predominante no texto "O futebol no meio da relação" de Fabrício Carpinejar é: 
Alternativas
Q3231575 Português

Uma palavrinha



Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.


Ela pediu uma palavrinha comigo.


Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?


A senhora unicamente me perguntou:


— Separar-se é complicado, não é?


E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.


Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.


É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.


É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.

Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.


Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.


Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha 

O texto "Uma palavrinha", de Fabrício Carpinejar, é uma crônica que aborda o tema da separação de maneira intimista e reflexiva.



Nesse contexto, analise as afirmações que seguem:



I.O autor destaca que separar-se não é simplesmente "virar as costas", mas enfrentar uma série de mudanças e rupturas, não apenas com a pessoa com quem se relacionava, mas com todo um universo de conexões e sentimentos associados ao relacionamento.


II.O autor também fala sobre o "futuro irrealizado", um conceito que remete aos planos e sonhos que um casal constrói e que ficam para sempre no terreno das possibilidades não concretizadas.


III.O texto é encerrado com uma reflexão que desmistifica a ideia de que se separar é algo simples ou fácil. Ele ressalta que, embora necessário em muitos casos, é um processo que pode ser desolador e cheio de desafios emocionais.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3231491 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

No texto, a palavra "comumente" (linha 23) tem o mesmo significado de
Alternativas
Q3231486 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

Conclui-se do texto que
Alternativas
Q3231485 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

Conforme as ideias do texto, o primeiro suporte de proteção social surgiu por meio
Alternativas
Q3231484 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

No trecho “o homem tem se adaptado, no sentido de reduzir os efeitos das adversidades da vida, como fome, doença e velhice” (linhas 12-14), a palavra “adversidades” refere-se
Alternativas
Q3230902 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

O sentido da palavra “compatíveis” (linha 46), no texto, é de
Alternativas
Q3230900 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

A expressão “nos quais” (linha 19) poderia ser substituída no texto, mantendo‑se sua coerência e sua correção gramatical, por
Alternativas
Q3230899 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

A forma verbal “ampliou‑se” (linha 16) poderia ser substituída, sem alteração do sentido original nem prejuízo à correção gramatical do texto, por
Alternativas
Q3230898 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

O período “Até o início do século XX, certos autores não admitiam que o uso abusivo de um direito ou de uma faculdade pudesse ensejar uma responsabilidade.” (linhas de 10 a 12) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical, da seguinte forma:
Alternativas
Q3230897 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

Em decorrência do dirigismo, o contrato
Alternativas
Q3230896 Português


Internet:<www.stj.jus.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, o contrato
Alternativas
Respostas
29161: B
29162: D
29163: A
29164: A
29165: E
29166: C
29167: D
29168: A
29169: C
29170: A
29171: B
29172: D
29173: A
29174: A
29175: C
29176: B
29177: D
29178: E
29179: A
29180: D