Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3386318 Português

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Abordando figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.


Coluna I.


A- Antonomásia.


B- Ironia.


C- Metonímia.


D- Metáfora.



1- Transpõe-se o significado de um ser a outro por existir uma semelhança entre eles.


2- Substituição de nome próprio por um comum, pelo qual um ser é conhecido.


3- Consiste em designar um objeto por outra palavra, por haver entre eles estreita relação de contiguidade.


4- Consiste em dizer o contrário do que se pensa, ou sente, com o intuito de criticar, zombar, ou mostrar uma situação em que ocorre contraste que mais parece escárnio.

Alternativas
Q3386309 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Profissão de fé. (Carvalho Júnior). 


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Odeio as virgens pálidas, cloróticas,

Beleza de missal que o Romantismo

Hidrófobo apregoa em peças góticas

Escritas nuns acessos de histerismo.


Sofismas de mulher, ilusões óticas,

Raquíticos abortos de lirismo,

Sonhos de carne, complexos eróticos,

Desfazem-se perante o Realismo.


Não se servem esses vagos ideais

Da fina transparência dos cristais;

Almas de santa e corpo de alfenim.


Prefiro a exuberância dos contornos,

As belezas da forma, seus adornos,

A saúde, a matéria, a vida enfim.  


Assinale a alternativa incorreta, quanto ao significado das palavras do texto (clorótico, hidrófobo, alfenim, histerismo).  
Alternativas
Q3386308 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Profissão de fé. (Carvalho Júnior). 


 google.com.br



Odeio as virgens pálidas, cloróticas,

Beleza de missal que o Romantismo

Hidrófobo apregoa em peças góticas

Escritas nuns acessos de histerismo.


Sofismas de mulher, ilusões óticas,

Raquíticos abortos de lirismo,

Sonhos de carne, complexos eróticos,

Desfazem-se perante o Realismo.


Não se servem esses vagos ideais

Da fina transparência dos cristais;

Almas de santa e corpo de alfenim.


Prefiro a exuberância dos contornos,

As belezas da forma, seus adornos,

A saúde, a matéria, a vida enfim.  


Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q3386118 Português
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos sublinhados, considerando-se o sentido original, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Em “Isso contrasta com sociedades asiáticas, como a japonesa, em que há um cuidado e respeito genuíno pelos idosos, [...]”, não há prejuízo em se substituir o termo sublinhado por “no qual”.
( ) Em “Termos como longevidade, pessoa idosa (em detrimento de simplesmente “velho”), [...]”, não há prejuízo em se substituir o termo sublinhado por “em favor de”.
( ) Em “A abordagem a essa questão requer não apenas criatividade, mas a implementação de ações concretas nas políticas de saúde e seguridade social”, não há prejuízo em se substituir os termo sublinhados por, respectivamente, “não só” e “mas também”.
Alternativas
Q3386114 Português
A figura de linguagem presente em “A natureza clama por socorro.” é:
Alternativas
Q3386082 Português
Arco-íris: entenda como esse fenômeno é formado

    O arco-íris é resultado de um efeito ótico que ocorre quando a luz solar entra em contato com gotículas de água que se formaram com a chuva. Mas, para que o arco-íris seja visto, é preciso que o Sol esteja posicionado atrás de você. Por isso, é mais fácil observar esse fenômeno perto do nascer ou do pôr do sol, por exemplo.
    A luz solar é branca, formada pela união das sete cores dos raios solares, que podem ser vistas em um arcoíris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Quando os raios solares passam por dentro de gotículas de água que estão no ar (por causa de uma chuva), eles mudam de direção, em um efeito chamado de refração. Isso faz com que a luz se divida nas sete cores do arco-íris, que vemos no céu.
    As sete cores sempre ficam na mesma ordem, pois cada uma delas tem um comportamento diferente. Por exemplo: o vermelho está sempre na parte superior, pois se espalha mais rápido do que as demais cores. Já o violeta fica na parte inferior, por ser a cor que se propaga mais lentamente.
    Não é possível ver um arco-íris toda vez que chove e há Sol porque mais condições são necessárias para que ele fique visível. O arco-íris some quando não há mais gotículas de água suspensas no ar e quando o ângulo da luz do sol (que passa pelas gotículas) muda.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
“O arco-íris é resultado de um efeito ótico [...]”. Assinalar a alternativa que substitui a palavra sublinhada SEM alterar o sentido da frase: 
Alternativas
Q3386080 Português
Arco-íris: entenda como esse fenômeno é formado

    O arco-íris é resultado de um efeito ótico que ocorre quando a luz solar entra em contato com gotículas de água que se formaram com a chuva. Mas, para que o arco-íris seja visto, é preciso que o Sol esteja posicionado atrás de você. Por isso, é mais fácil observar esse fenômeno perto do nascer ou do pôr do sol, por exemplo.
    A luz solar é branca, formada pela união das sete cores dos raios solares, que podem ser vistas em um arcoíris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Quando os raios solares passam por dentro de gotículas de água que estão no ar (por causa de uma chuva), eles mudam de direção, em um efeito chamado de refração. Isso faz com que a luz se divida nas sete cores do arco-íris, que vemos no céu.
    As sete cores sempre ficam na mesma ordem, pois cada uma delas tem um comportamento diferente. Por exemplo: o vermelho está sempre na parte superior, pois se espalha mais rápido do que as demais cores. Já o violeta fica na parte inferior, por ser a cor que se propaga mais lentamente.
    Não é possível ver um arco-íris toda vez que chove e há Sol porque mais condições são necessárias para que ele fique visível. O arco-íris some quando não há mais gotículas de água suspensas no ar e quando o ângulo da luz do sol (que passa pelas gotículas) muda.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra sublinhada no texto: 
Alternativas
Q3386078 Português
Arco-íris: entenda como esse fenômeno é formado

    O arco-íris é resultado de um efeito ótico que ocorre quando a luz solar entra em contato com gotículas de água que se formaram com a chuva. Mas, para que o arco-íris seja visto, é preciso que o Sol esteja posicionado atrás de você. Por isso, é mais fácil observar esse fenômeno perto do nascer ou do pôr do sol, por exemplo.
    A luz solar é branca, formada pela união das sete cores dos raios solares, que podem ser vistas em um arcoíris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Quando os raios solares passam por dentro de gotículas de água que estão no ar (por causa de uma chuva), eles mudam de direção, em um efeito chamado de refração. Isso faz com que a luz se divida nas sete cores do arco-íris, que vemos no céu.
    As sete cores sempre ficam na mesma ordem, pois cada uma delas tem um comportamento diferente. Por exemplo: o vermelho está sempre na parte superior, pois se espalha mais rápido do que as demais cores. Já o violeta fica na parte inferior, por ser a cor que se propaga mais lentamente.
    Não é possível ver um arco-íris toda vez que chove e há Sol porque mais condições são necessárias para que ele fique visível. O arco-íris some quando não há mais gotículas de água suspensas no ar e quando o ângulo da luz do sol (que passa pelas gotículas) muda.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
Sobre as ideias apresentadas no texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3385800 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Sotaques, vocabulário e estruturas gramaticais próprias são exemplos de variações linguísticas regionais.
II.Todas as pessoas pertencentes a um mesmo grupo social falam de maneira uniforme, sem apresentar variação linguística interna.
III.Uma língua permanece estática ao longo do tempo, sem sofrer alterações ou variações linguísticas.
IV.A variação linguística histórica refere-se às mudanças que ocorrem na língua ao longo do tempo, como alterações na gramática e na fonética.
V.Diferentes fatores sociais influenciam na fala das pessoas, como classe econômica, nível educacional e ocupação, influenciando o vocabulário, o estilo e até mesmo a pronúncia das pessoas.

Quais das afirmativas são verdadeiras?
Alternativas
Q3385764 Português
O valor do trabalho


Todos pedimos coisas para a vida. Cada um, a sua maneira, quer conquistar algo especial. Mas em nossa ingênua ignorância, consideramos que a vida nos deve de fato este favor. Que só pelo fato de existirmos já temos o direito de receber.

Suponhamos que a vida nos dê alguns presentes. Encontramo-nos com as seguintes consequências:

Um presente não nos custa nada. Por isso mesmo, sempre pediremos mais e mais.

As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, tem algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo.

As coisas que temos aumentam nossas fantasias e ilusões e nos dão uma falsa percepção de que as possuímos, como se determinado objeto, ou algo, fosse nosso.

Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais.

Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço, exceto − no melhor dos casos − o de agradecer o presente àquele que nos concede.

Os presentes que nos são dados tiram o sentido da generosidade. A pessoa que se acostuma a receber é lenta para dar algo de si.

A vida é uma corrente que flui, que está em movimento, e nós não podemos estar fora da Vida. Sendo assim, nos corresponde fluir, nos movermos a atuar e trabalhar.

(...)

Meu caro, aprenda com o erro. Trabalho não é apenas "ganhar a vida". O homem é um produto de suas ações no mundo, de seu trabalho constante. Quem trabalha desenvolve e expande suas aptidões que, na maioria das vezes, estão adormecidas e escondidas; o trabalho nos ajuda a ativar os nossos poderes latentes, nos ajuda a descobrir vocações ocultas e a obter realizações inesperadas. Fortalece nossa saúde mental, nossa vontade e nossa inteligência, nos ensina, sobretudo, a amar.

É imprescindível que reflitamos sobre a importância de nos entregarmos à vida com toda a nossa essência e dedicação.

A mim me parece que que cada indivíduo tem sua própria maneira de buscar realizações na vida. Quem não ama nada mais do que receber presentes sem esforço, perde a oportunidade de compreender a verdadeira generosidade e a gratificação que vem do presentear.

Em síntese, mais que uma maldição, o trabalho vem a ser nossa oportunidade de redenção. E, assim, tomamos contato com o que há de melhor em nós e com a vitalidade que circula todo o Universo.


Autor: Delia Steinberg Guzmán. TEXTO ADAPTADO.
Acesso em https://www.acropole.org.br/filosofia/
o-valor-do-trabalho/
Em relação ao texto "O valor do trabalho" é correto afirmar que:
Alternativas
Q3385761 Português
O valor do trabalho


Todos pedimos coisas para a vida. Cada um, a sua maneira, quer conquistar algo especial. Mas em nossa ingênua ignorância, consideramos que a vida nos deve de fato este favor. Que só pelo fato de existirmos já temos o direito de receber.

Suponhamos que a vida nos dê alguns presentes. Encontramo-nos com as seguintes consequências:

Um presente não nos custa nada. Por isso mesmo, sempre pediremos mais e mais.

As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, tem algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo.

As coisas que temos aumentam nossas fantasias e ilusões e nos dão uma falsa percepção de que as possuímos, como se determinado objeto, ou algo, fosse nosso.

Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais.

Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço, exceto − no melhor dos casos − o de agradecer o presente àquele que nos concede.

Os presentes que nos são dados tiram o sentido da generosidade. A pessoa que se acostuma a receber é lenta para dar algo de si.

A vida é uma corrente que flui, que está em movimento, e nós não podemos estar fora da Vida. Sendo assim, nos corresponde fluir, nos movermos a atuar e trabalhar.

(...)

Meu caro, aprenda com o erro. Trabalho não é apenas "ganhar a vida". O homem é um produto de suas ações no mundo, de seu trabalho constante. Quem trabalha desenvolve e expande suas aptidões que, na maioria das vezes, estão adormecidas e escondidas; o trabalho nos ajuda a ativar os nossos poderes latentes, nos ajuda a descobrir vocações ocultas e a obter realizações inesperadas. Fortalece nossa saúde mental, nossa vontade e nossa inteligência, nos ensina, sobretudo, a amar.

É imprescindível que reflitamos sobre a importância de nos entregarmos à vida com toda a nossa essência e dedicação.

A mim me parece que que cada indivíduo tem sua própria maneira de buscar realizações na vida. Quem não ama nada mais do que receber presentes sem esforço, perde a oportunidade de compreender a verdadeira generosidade e a gratificação que vem do presentear.

Em síntese, mais que uma maldição, o trabalho vem a ser nossa oportunidade de redenção. E, assim, tomamos contato com o que há de melhor em nós e com a vitalidade que circula todo o Universo.


Autor: Delia Steinberg Guzmán. TEXTO ADAPTADO.
Acesso em https://www.acropole.org.br/filosofia/
o-valor-do-trabalho/
Acerca desse trecho "As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, têm algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo", analise as afirmações que seguem:

I.Essa frase sugere que as coisas que são obtidas sem custo ou esforço tendem a ser menos valorizadas.
II.Embora as coisas tenham algum valor intrínseco, não nos importamos em reconhecê-lo ou entender sua importância, pois não investimos nada para obtê-las.
III.Em resumo, quando algo é facilmente obtido, é menos provável que apreciemos verdadeiramente seu valor.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3385759 Português
O valor do trabalho


Todos pedimos coisas para a vida. Cada um, a sua maneira, quer conquistar algo especial. Mas em nossa ingênua ignorância, consideramos que a vida nos deve de fato este favor. Que só pelo fato de existirmos já temos o direito de receber.

Suponhamos que a vida nos dê alguns presentes. Encontramo-nos com as seguintes consequências:

Um presente não nos custa nada. Por isso mesmo, sempre pediremos mais e mais.

As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, tem algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo.

As coisas que temos aumentam nossas fantasias e ilusões e nos dão uma falsa percepção de que as possuímos, como se determinado objeto, ou algo, fosse nosso.

Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais.

Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço, exceto − no melhor dos casos − o de agradecer o presente àquele que nos concede.

Os presentes que nos são dados tiram o sentido da generosidade. A pessoa que se acostuma a receber é lenta para dar algo de si.

A vida é uma corrente que flui, que está em movimento, e nós não podemos estar fora da Vida. Sendo assim, nos corresponde fluir, nos movermos a atuar e trabalhar.

(...)

Meu caro, aprenda com o erro. Trabalho não é apenas "ganhar a vida". O homem é um produto de suas ações no mundo, de seu trabalho constante. Quem trabalha desenvolve e expande suas aptidões que, na maioria das vezes, estão adormecidas e escondidas; o trabalho nos ajuda a ativar os nossos poderes latentes, nos ajuda a descobrir vocações ocultas e a obter realizações inesperadas. Fortalece nossa saúde mental, nossa vontade e nossa inteligência, nos ensina, sobretudo, a amar.

É imprescindível que reflitamos sobre a importância de nos entregarmos à vida com toda a nossa essência e dedicação.

A mim me parece que que cada indivíduo tem sua própria maneira de buscar realizações na vida. Quem não ama nada mais do que receber presentes sem esforço, perde a oportunidade de compreender a verdadeira generosidade e a gratificação que vem do presentear.

Em síntese, mais que uma maldição, o trabalho vem a ser nossa oportunidade de redenção. E, assim, tomamos contato com o que há de melhor em nós e com a vitalidade que circula todo o Universo.


Autor: Delia Steinberg Guzmán. TEXTO ADAPTADO.
Acesso em https://www.acropole.org.br/filosofia/
o-valor-do-trabalho/
Considerando-se o contexto, traduz-se INADEQUADAMENTE o sentido de um segmento do texto em: 
Alternativas
Q3385727 Português
Na letra da canção Uns versos, de Adriana Calcanhoto, é possível notar a predominância da seguinte figura de linguagem: 


Sou sua noite, sou seu quarto Se você quiser dormir Eu me despeço Eu em pedaços Como um silêncio ao contrário [...] Sou seu fado, sou seu bardo Se você quiser ouvir O seu eunuco, o seu soprano Um seu arauto Eu sou o sol da sua noite em claro, Um rádio Eu sou pelo avesso sua pele, O seu casaco Se você vai sair O seu asfalto Se você vai sair Eu chovo Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário Sou eu o sou paradeiro Em uns versos que eu escrevo Depois rasgo E depois rasgo 
Alternativas
Q3385726 Português
Assinale a alternativa em que há um claro exemplo de texto escrito em linguagem científica, direcionada a um público de nível acadêmico específico de uma determinada área.
Alternativas
Q3385721 Português

O texto a seguir apresenta a explicação do significado de um verbete de dicionário. Pode-se afirmar que ele é um exemplo de qual função da linguagem?


“limiar (s.m.) 1fig. começo: início, iniciação, princípio, prelúdio. 2 entrada: porta(l). 3 soleira: patamar, degrau, suportal.”

Alternativas
Q3385719 Português

Não sabemos nos despedir



    Guardamos a sensação de que não nos despedimos direito daqueles que amamos e que se foram. É como se não tivéssemos dito tudo, ou que precisávamos nos preparar melhor para o desenlace.

    O abraço deveria ter sido mais apertado; as frases de efeito mais contundentes; o olhar mais banhado de lágrimas.

    A impressão é que faltou um maior tempo, uma maior disposição, mas é natural se atrapalhar mesmo. Não estamos diante de um espelho, e sim de um rosto de verdade. Existe carência e incompetência em ambos os lados, no lado que fica morrendo de saudade e no lado que vai, morrendo de medo do desconhecido.

    Amar é enfrentar a insuficiência no leito do hospital do parente ou do afeto. Significa a pior provação de nossa frágil condição: estabelecer um diálogo com sentido quando nada tem sentido.

    A esperança nos faz engasgar. Como achar normal não mais enxergar aquela pessoa? Nenhum exercício mental é capaz de conter o tumulto do coração. O coração sai da boca, sai correndo do quarto para não sofrer, e o corpo permanece ali, na aparência, embasbacado, sentado na cadeira, não entendendo nada, não respeitando os limites e a mortalidade injusta de cada um.

    Estamos tão assustados com a morte iminente que todo murmúrio parece ser insignificante. É uma impotência emocional difícil de se superar.

    Como reduzir uma amizade em brevíssimos instantes? Como elaborar um epíteto?

    E mais dói o fim quando, em vez de ampararmos quem está sofrendo, o doente é que nos consola dizendo para não nos entristecermos. Neste instante é que desabamos: com a surpreendente generosidade do nosso ente, mais preocupado conosco do que com ele.

    Eu perdi a minha avó Elisa quando eu tinha sete anos. Muito cedo para uma criança formular o desaparecimento físico. Nenhuma história dos pais me satisfazia. Eu só consegui entregar um desenho para ela. E ela me perguntou quem era ela na ilustração: eu apontei para a árvore, para a casa, para os pássaros, para o chão, para as nuvens, para o sol, menos para ela desenhada ao lado de minha mãe. Porque ela era tudo para mim. Estaria sempre dentro de tudo para mim.



Fabrício Carpinejar. Disponível em: https://www.fabriciocarpinejar.com.br/naosabemos-nos-despedir

Considerando o contexto, as palavras embasbacado e iminente podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, respectivamente, por:
Alternativas
Q3385718 Português

Não sabemos nos despedir



    Guardamos a sensação de que não nos despedimos direito daqueles que amamos e que se foram. É como se não tivéssemos dito tudo, ou que precisávamos nos preparar melhor para o desenlace.

    O abraço deveria ter sido mais apertado; as frases de efeito mais contundentes; o olhar mais banhado de lágrimas.

    A impressão é que faltou um maior tempo, uma maior disposição, mas é natural se atrapalhar mesmo. Não estamos diante de um espelho, e sim de um rosto de verdade. Existe carência e incompetência em ambos os lados, no lado que fica morrendo de saudade e no lado que vai, morrendo de medo do desconhecido.

    Amar é enfrentar a insuficiência no leito do hospital do parente ou do afeto. Significa a pior provação de nossa frágil condição: estabelecer um diálogo com sentido quando nada tem sentido.

    A esperança nos faz engasgar. Como achar normal não mais enxergar aquela pessoa? Nenhum exercício mental é capaz de conter o tumulto do coração. O coração sai da boca, sai correndo do quarto para não sofrer, e o corpo permanece ali, na aparência, embasbacado, sentado na cadeira, não entendendo nada, não respeitando os limites e a mortalidade injusta de cada um.

    Estamos tão assustados com a morte iminente que todo murmúrio parece ser insignificante. É uma impotência emocional difícil de se superar.

    Como reduzir uma amizade em brevíssimos instantes? Como elaborar um epíteto?

    E mais dói o fim quando, em vez de ampararmos quem está sofrendo, o doente é que nos consola dizendo para não nos entristecermos. Neste instante é que desabamos: com a surpreendente generosidade do nosso ente, mais preocupado conosco do que com ele.

    Eu perdi a minha avó Elisa quando eu tinha sete anos. Muito cedo para uma criança formular o desaparecimento físico. Nenhuma história dos pais me satisfazia. Eu só consegui entregar um desenho para ela. E ela me perguntou quem era ela na ilustração: eu apontei para a árvore, para a casa, para os pássaros, para o chão, para as nuvens, para o sol, menos para ela desenhada ao lado de minha mãe. Porque ela era tudo para mim. Estaria sempre dentro de tudo para mim.



Fabrício Carpinejar. Disponível em: https://www.fabriciocarpinejar.com.br/naosabemos-nos-despedir

A partir da leitura do texto, é possível inferir que:
Alternativas
Q3385166 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



- Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta


    Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.


    Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiua, murmurando:


- Você e um bicho, Fabiano


    Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades. 


    Chegara naquela situação medonha - e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.


- Um bicho, Fabiano.


RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 135. ed. [S. l.]: Record, 2003


Após ler o trecho do romance Vidas Secas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3385164 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Lei obriga mulher a ver imagens de fetos antes de aborto legal em Maceió


Carlos Madeiro
20/12/2023



A Câmara de Vereadores de Maceió promulgou ontem uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos e receber "orientações sobre riscos e as consequências" do procedimento.



 O que diz a lei


• Segundo a lei, os estabelecimentos de saúde de Maceió estão "obrigados a orientar e esclarecer às gestantes sobre os riscos e as consequências do abortamento nos casos permitidos pela lei, quando estas optarem pelo procedimento na rede pública."


• O texto determina que equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando "esclarecimentos" não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os "riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas."


• Entre as "orientações" citadas, a lei obriga a uma apresentação "de forma detalhada e didática", "por meio de vídeos e imagens", dos "métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana."


• A lei estabelece que é necessário apresentar à mulher o programa de adoção.



Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2023/12/20/lei-obriga-mulher-a-ver-imagens-de-fetos-antes-deaborto-legal-em-maceio.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 12/11/2023.




Leia as afirmações a seguir a respeito da notícia apresentada:



I. A lei mencionada obriga mulheres que desejam fazer um aborto legal, na rede pública ou privada, a ouvirem orientações de profissionais da saúde acerca dos riscos enfrentados por quem se submete a esse procedimento.



II. A lei prevê a capacitação de equipes multiprofissionais para o atendimento tanto de mulheres que procuram o aborto legal na rede pública quanto de seus familiares.



III. As orientações previstas pela lei para as mulheres atendidas nos casos previstos vão desde imagens, vídeos até informações de caráter técnico-científico e apresentação de programa de adoção.



Assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q3385163 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Políticas antigênero: um retrocesso nos direitos das mulheres

Mulheres são muito mais do que seus órgãos genitais ou reprodutivos, e reduzi-las a isso é desrespeitoso, limitador e altamente sexista.

Bruna Benevides
7 de novembro de 2023


        Vivemos em um momento em que as conquistas em prol dos direitos das mulheres são inegáveis, mas também somos testemunhas da ascensão de um crescente movimento antifeminista que ameaça minar essas conquistas com a mobilização de políticas "antigênero", que vem sendo usadas para impedir avanços e retroceder nos direitos das mulheres e pessoas LGBTQIA+.


        Políticas antigênero, além de serem uma pauta organizada dentro do ecossistema da extrema direita e fundamentalistas religiosos, muitas vezes, vêm acompanhadas de ataques aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres pelas mesmas figuras que hoje se levantam em defesa da transfobia usando a suposta defesa de meninas e mulheres como escudo.


        Essas políticas buscam definir as mulheres estritamente com base na biologia. E a defesa do "sexo" como base justificável de discriminação e violência é inaceitável. Ao se concentrarem exclusivamente na biologia como critério para definir quem é uma mulher, as políticas antigênero ignoram a complexidade da identidade de gênero e da experiência das mulheres que são múltiplas, ignorando totalmente a existência de identidades transmasculinas e não binárias de pessoas que têm vagina e útero, e que não são mulheres.


        Mulheres são muito mais do que seus órgãos genitais ou reprodutivos, e reduzi-las a essas características é desrespeitoso, limitador e altamente sexista. Ao focar na biologia, desvia-se a atenção das questões sistêmicas e interseccionais sobre a violência de gênero que alcança mulheres e das desigualdades sociais que ainda persistem e atingem mulheres negras empobrecidas com maior frequência e intensidade.


        A abordagem rígida sobre o 'ser mulher' nega a diversidade corporal e de gênero e impede que pessoas trans e intersexo tenham assegurados direitos, cidadania e respeito. Assim como geram cisões no movimento feminista quando usadas para promover a exclusão de mulheres trans e travestis dos espaços feministas.


        Ideais e crenças que discriminam e violam direitos com base na biologia já causaram muita violência contra pessoas negras, indígenas e aqueles indivíduos que não seguem as normas tradicionais de gênero e sexualidade. No século 20, vimos como essas ideias causaram problemas como a segregação social, a negação de direitos e até mesmo a eliminação sistemática de grupos e indivíduos considerados "diferentes".


        Ao admitir, por exemplo, uma política de coerção contra mulheres trans no uso de espaços femininos, estaríamos admitindo práticas de monitoramento que darão mais acesso aos corpos de mulheres cisgênero. Nesse sentido, políticas antigênero representam, sem qualquer dúvida, um retrocesso nos direitos das mulheres e a negação da identidade de gênero das pessoas trans.


        Ao negar a identidade de gênero de travestis e mulheres trans e classificá-las como "homens" e/ou como inimigas, com base em características biológicas, além de não fazer avançar os direitos das mulheres ou a luta contra o machismo e a misoginia, também perpetuam a discriminação, a violência e a marginalização que as mulheres trans e travestis já enfrentam.


        As conquistas dos direitos das mulheres e a luta pela igualdade de gênero trans inclusivas não são antagônicas entre si e tampouco deveriam ser limitadas por critérios estritamente biológicos, mas, sim, baseadas em princípios de justiça, igualdade e respeito pela diversidade.


        A verdadeira igualdade só pode ser alcançada quando todas as mulheres são reconhecidas e respeitadas, independentemente de sua identidade de gênero.

Disponível em: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/antra/politicas-antigenero-um-retrocesso-nos-direitos-dasmulheres,73c6d8cb0321dae06362bed3625b70e2vjwzgcns.html?utm_source=clipboard. Acesso em: 20/11/2023

Releia: “Ao negar a identidade de gênero de travestis e mulheres trans e classificá-las como "homens" e/ou como inimigas, com base em características biológicas, além de não fazer avançar os direitos das mulheres ou a luta contra o machismo e a misoginia, também perpetuam a discriminação, a violência e a marginalização que as mulheres trans e travestis já enfrentam.” 



Assinale a única alternativa em que a reescrita do trecho apresentado mantém as relações de sentido presentes no trecho original:

Alternativas
Respostas
27181: A
27182: C
27183: D
27184: B
27185: E
27186: A
27187: E
27188: E
27189: C
27190: C
27191: D
27192: E
27193: C
27194: A
27195: C
27196: A
27197: B
27198: B
27199: C
27200: B