Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3117814 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O preço do vazio 



Após almoçarmos em um sofisticado shopping de São Paulo, eu e uma amiga decidimos olhar vitrines. Fiquei assustada com os preços: uma bolsa custava R$ 11 mil! Tudo bem, é de grife italiana, mas... uma bolsa?


Enquanto esperávamos o Uber, vimos duas crianças, gêmeas idênticas, acompanhadas por suas respectivas babás. Fiquei pensando: que vida terão essas meninas? Estarão sempre protegidas numa redoma? Ao crescerem, saberão enfrentar adversidades? Não questiono a presença de babás, mas "duas babás" me fizeram refletir: haverá espaço para a mãe?


No mesmo local, uma mulher com um motorista carregava várias sacolas. Imaginei o valor daquelas compras. Claro, esses preços existem porque há quem pague. Mas minha consciência não permitiria tal extravagância, especialmente em um país onde muitos lutam para pagar as contas básicas.


No dia seguinte, caminhando pelo Parque Ibirapuera, vimos um mundo mais simples e real: famílias, crianças, bicicletas e cachorros. Um café e um pão de queijo bastaram para a tarde. Conversamos sobre os passeios com minhas filhas no Parque Municipal, tempos em que as crianças eram crianças. Um lago com pedalinhos, o pipoqueiro, balões a gás e vestidinhos coloridos da Feira Hippie compunham a "Disneylândia" da infância delas.


Lembramos como a vida era mais simples. Quando "não" era "não", um machucado se resolvia com carinho e Merthiolate, e perder um dente trazia histórias de fadas e sorvete.


A tarde passou rápido. Era hora de voltar ao presente, chamar o Uber e enfrentar o mundo lá fora.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/o-preco-do-vazio -1.2220555 

No texto O preço do vazio, de Fabrício Carpinejar, o autor reflete sobre a simplicidade da vida em contraste com o consumismo e as desigualdades sociais. Sobre os temas e as ideias presentes no texto, analise as alternativas e assinale a correta: 

Alternativas
Q3117707 Português
Grécia Antiga: peças de teatro imersivas

O dramaturgo e veterano militar Ésquilo escreveu cerca de noventa peças de teatro, embora apenas sete tenham sobrevivido — muitas das quais descrevem as consequências de conflitos de guerras, inclusive os traumas psicológicos. Na verdade, Ésquilo era conhecido como soldado. Após sua morte, o epitáfio em seu túmulo não mencionava seu trabalho como dramaturgo, mas destacava sua bravura no campo de batalha.

Peter Meineck, professor na Universidade de Nova York, nos EUA, acredita que os gregos antigos usavam peças de teatro dramáticas como forma de catarse, o que ajudava os veteranos a processar essas experiências.

Há uma longa tradição de considerar o poema épico Odisseia, escrito por Homero, como um livro sobre o estresse de combate.

As peças de Ésquilo são atípicas, porque ele não dramatizava só acontecimentos distantes ou mitológicos. Em "Os Persas", ele escreve sobre o que aconteceu após a Batalha de Salamina, em 480 a.C., na qual ele lutou. "Ele realmente demonstra empatia pelo inimigo", observa Meineck.

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cr54d31g73mo. Adaptado)
A análise do papel das peças de Ésquilo para os veteranos gregos, segundo Peter Meineck, sugere que o teatro:
Alternativas
Q3117644 Português
Controle linguístico e inibição em falantes multilíngues

Quem fala mais de uma língua geralmente domina os idiomas que conhece com facilidade. Mas, às vezes, podem ocorrer deslizes acidentais.

As pesquisas sobre como as pessoas multilíngues fazem malabarismo com mais de um idioma em suas mentes são complexas e, às vezes, contraintuitivas. Quando um indivíduo multilíngue quer falar, os idiomas que ele conhece estão ativos ao mesmo tempo, mesmo que apenas um seja usado.

Esses idiomas interferem uns com os outros, por exemplo, na fala quando você não espera. E essas interferências se manifestam não apenas em lapsos de vocabulário, mas na gramática ou no sotaque.

Pelas pesquisas, sabe-se que, sendo bilíngue ou multilíngue, sempre que você fala, todos os idiomas que você conhece são ativados. Por exemplo, quando você quer dizer "dog" ("cachorro" em inglês) como um bilíngue de francês-inglês, não apenas a palavra "dog" é ativada, como também sua tradução equivalente, "chien" ("cachorro" em francês), é ativada.

Dessa forma, as pessoas precisam ter algum tipo de processo de controle de linguagem. A forma como fazem isso é explicada por meio do conceito da inibição — uma supressão das línguas não relevantes.

Quando você pede a um voluntário bilíngue para dizer o nome de uma cor que aparece em uma tela em determinado idioma, e depois o nome da cor seguinte em outro idioma, é possível medir picos de atividade elétrica em partes do cérebro responsáveis pela linguagem e atenção.

Mas quando esse sistema de controle falha, intrusões e lapsos podem ocorrer. Por exemplo, a inibição insuficiente de um idioma pode fazer com que ele apareça e se intrometa quando você deveria falar em uma língua diferente.


(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut62290636. Adaptado)
A partir do texto, é possível compreender que o fenômeno da inibição em pessoas multilíngues:
Alternativas
Q3117616 Português
Lamento crônico: o custo emocional e físico de reclamar de tudo o tempo todo

Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua.

Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta o outro, dizendo "olá, como vai?" ou "tudo bem?".

Automaticamente, o outro responde "vamos indo" ou "caminhando, dentro do possível". E cada um segue o seu caminho.

O tom de queixa parece algo típico de um encontro como esse.

Em pleno século 21, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social.

De fato, é muito frequente ouvir reclamações sobre o trânsito, o clima, o trabalho ou as dificuldades econômicas. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, já que serve de alívio emocional.

Mas já foi demonstrado que o lamento crônico traz impactos significativos para a saúde mental, emocional e até física − tanto de quem reclama quanto de quem ouve as queixas. Fenômeno cotidiano

Abordaremos aqui a expressão recorrente de insatisfação, frustração ou mal-estar, causada por situações percebidas como negativas. Este é um fenômeno quase universal, que pode ser extrapolado para contextos familiares, sociais e profissionais.

Longe de uma visão cataclísmica, reclamar ocasionalmente é um aspecto normal da experiência humana. O desgaste emocional e fisiológico ocorre quando este estado de espírito negativo invade nossa rotina diária.

Mas por que reclamamos tanto?

Especialistas acreditam que as queixas agem como mecanismo de enfrentamento. Através delas, liberamos tensões ou buscamos aprovação.

Concretamente, já se observou que nós reclamamos para buscar a aceitação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um loop.

Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.

O problema surge quando ela passa a ser crônica, estendendo-se a inúmeros contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais.

Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates e intercâmbio de comentários.

Diversas pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi desenhado para identificar ameaças e problemas, o que explica por que é tão fácil se fixar no negativo e porque algumas pessoas se queixam mais do que outras.

Trata-se de um mecanismo evolutivo de função protetora: o cérebro tende a se fixar no negativo porque isso permitia que se enfrentasse um perigo real e aumentava as chances de sobrevivência.

Mas esse efeito, chamado de viés de negatividade, pode ser contraproducente no entorno moderno.

Manter o foco no negativo de maneira contínua pode alterar a forma como as pessoas vêem o mundo e interagem com outras.

Alguns estudos destacam que o ato de se lamentar pode causar mudanças estruturais no cérebro que, por sua vez, dificultam a resolução de problemas e afetam as funções cognitivas.

Isso significa que as pessoas queixosas podem sofrer redução de funções como a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o planejamento − o que gera ainda mais frustrações e, consequentemente, mais queixas.

Também se observou que a reclamação cotidiana está correlacionada com a sintomatologia ansiosa depressiva. Concretamente, ela traz pensamentos intrusivos, ruminações, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental.

Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyjpen5gdko)
Em relação as ideias explícitas e implícitas no texto, identifique a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3117453 Português
No trecho:
"Adolescentes, grandes vítimas da cultura digital, sucumbem ao imediatismo e seguem 'influencers' sem questionar. Essa submissão à mediocridade resulta na simplificação da linguagem e no empobrecimento da comunicação, tornando-a rasteira e fácil de manipular."
É possível inferir que o autor:
Alternativas
Q3117173 Português
O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru


Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será o maior porto comercial da América do Sul.

O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões). 

A infraestrutura deve contar com quinze embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.

Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.

Sua construção não ficou livre de polêmicas e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.

O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.

Ele foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.

Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.

O ministro das Comunicações e Transportes do Peru, Raúl Pérez Reyes, declarou que o megaporto permitirá ao seu país posicionar-se "como centro logístico de toda a América Latina".

O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.

Também há expectativa de que o megaporto traga redução no tempo de transporte de mercadorias e, consequentemente, nos custos de frete, que o tornaria atrativo para operadores logísticos.

A estimativa do governo peruano é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de quarenta para vinte e oito dias. A principal razão é a localização escolhida para o porto.

"Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados à China", explica à BBC News Mundo Robert Evan Ellis, do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército dos Estados Unidos.
"Com Chancay, abre-se uma rota direta e mais rápida", destaca ele. "É como uma linha de ônibus que, antes, fazia todas as paradas e, agora, segue direto até chegar ao destino."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro.adaptado. 
O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.

No que se refere aos mecanismos de coerência e coesão textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117120 Português

 O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru



Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será o maior porto comercial da América do Sul.


O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões). 


 A infraestrutura deve contar com quinze embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.


Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.


Sua construção não ficou livre de polêmicas e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.


O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.


Ele foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.


Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.


O ministro das Comunicações e Transportes do Peru, Raúl Pérez Reyes, declarou que o megaporto permitirá ao seu país posicionar-se "como centro logístico de toda a América Latina".


O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.


Também há expectativa de que o megaporto traga redução no tempo de transporte de mercadorias e, consequentemente, nos custos de frete, que o tornaria atrativo para operadores logísticos.


A estimativa do governo peruano é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de quarenta para vinte e oito dias. A principal razão é a localização escolhida para o porto.


"Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados à China", explica à BBC News Mundo Robert Evan Ellis, do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército dos Estados Unidos.


"Com Chancay, abre-se uma rota direta e mais rápida", destaca ele. "É como uma linha de ônibus que, antes, fazia todas as paradas e, agora, segue direto até chegar ao destino."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro.adaptado. 

O megaporto de Chancay, no Peru, visa posicionar o país como um centro logístico na América Latina, com expectativas de gerar empregos e melhorar o transporte de mercadorias, embora o projeto também levante dúvidas sobre sua implementação e impacto local.

Em relação ao texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117119 Português

 O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru



Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será o maior porto comercial da América do Sul.


O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões). 


 A infraestrutura deve contar com quinze embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.


Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.


Sua construção não ficou livre de polêmicas e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.


O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.


Ele foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.


Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.


O ministro das Comunicações e Transportes do Peru, Raúl Pérez Reyes, declarou que o megaporto permitirá ao seu país posicionar-se "como centro logístico de toda a América Latina".


O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.


Também há expectativa de que o megaporto traga redução no tempo de transporte de mercadorias e, consequentemente, nos custos de frete, que o tornaria atrativo para operadores logísticos.


A estimativa do governo peruano é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de quarenta para vinte e oito dias. A principal razão é a localização escolhida para o porto.


"Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados à China", explica à BBC News Mundo Robert Evan Ellis, do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército dos Estados Unidos.


"Com Chancay, abre-se uma rota direta e mais rápida", destaca ele. "É como uma linha de ônibus que, antes, fazia todas as paradas e, agora, segue direto até chegar ao destino."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro.adaptado. 

O megaporto de Chancay, no Peru, é um grande projeto com investimentos chineses, prometendo impactos econômicos significativos. Contudo, gerou debates sobre seus efeitos, como a geração de empregos e a competitividade no transporte internacional.

Sobre o conteúdo do texto apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117116 Português

 O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru



Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será o maior porto comercial da América do Sul.


O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões). 


 A infraestrutura deve contar com quinze embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.


Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.


Sua construção não ficou livre de polêmicas e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.


O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.


Ele foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.


Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.


O ministro das Comunicações e Transportes do Peru, Raúl Pérez Reyes, declarou que o megaporto permitirá ao seu país posicionar-se "como centro logístico de toda a América Latina".


O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.


Também há expectativa de que o megaporto traga redução no tempo de transporte de mercadorias e, consequentemente, nos custos de frete, que o tornaria atrativo para operadores logísticos.


A estimativa do governo peruano é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de quarenta para vinte e oito dias. A principal razão é a localização escolhida para o porto.


"Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados à China", explica à BBC News Mundo Robert Evan Ellis, do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército dos Estados Unidos.


"Com Chancay, abre-se uma rota direta e mais rápida", destaca ele. "É como uma linha de ônibus que, antes, fazia todas as paradas e, agora, segue direto até chegar ao destino."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro.adaptado. 

Gênero textual refere-se à categoria que define a função social do texto (como reportagem, crônica, conto). Tipologia textual diz respeito à forma de organização do conteúdo (narrativa, descritiva, dissertativa, expositiva, argumentativa).

Sobre o gênero e a tipologia textual do texto base apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117075 Português
Café: mocinho ou vilão?


A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.

Os seres humanos tomam café − uma fonte natural de cafeína − há séculos, mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.

"Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim", segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês).

"Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares", explica o professor, "mas os estudos evoluíram desde então."

Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem, agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café. 

O que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde? 

O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida, uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas, bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente − acima de 65 °C.

Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua relação com o risco de desenvolvimento de câncer. 

Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, tem efeito protetor. Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os pacientes.

Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa, por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.

Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais recentes conduzidas no Reino Unido.

Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não consomem a bebida.

E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.

No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.

Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.

Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as pesquisas.

Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra substância, não à cafeína.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5ype30g24ro.adaptado.

O café tem sido amplamente estudado, com algumas pesquisas sugerindo benefícios à saúde, enquanto outras levantam preocupações sobre substâncias como a acrilamida. Recentemente, novos estudos indicam que os efeitos do café podem ser mais complexos do que se pensava.

Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117072 Português
Café: mocinho ou vilão?


A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.

Os seres humanos tomam café − uma fonte natural de cafeína − há séculos, mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.

"Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim", segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês).

"Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares", explica o professor, "mas os estudos evoluíram desde então."

Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem, agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café. 

O que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde? 

O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida, uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas, bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente − acima de 65 °C.

Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua relação com o risco de desenvolvimento de câncer. 

Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, tem efeito protetor. Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os pacientes.

Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa, por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.

Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais recentes conduzidas no Reino Unido.

Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não consomem a bebida.

E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.

No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.

Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.

Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as pesquisas.

Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra substância, não à cafeína.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5ype30g24ro.adaptado.

Pesquisas recentes demonstraram que o consumo de café pode trazer benefícios à saúde, ao contrário do que se acreditava no passado.

Com base no texto, que aborda os estudos e controvérsias sobre os efeitos do consumo de café, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117025 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os gatos fazem bem para nossa saúde?

Os gatos convivem com os seres humanos há milhares de anos. E, muito antes de os memes viralizarem na internet, eles têm nos confortado com seus ronronados e nos feito rir com suas travessuras.

O que dizem as pesquisas: os gatos nos fazem bem?

Viver com eles tem um efeito profundo e, às vezes, surpreendente em nossa saúde física e mental. E isso não é isento de riscos.

Você já deve ter ouvido falar que os gatos não têm donos, eles têm funcionários. Na verdade, vários levantamentos mostram que os humanos que moram com eles se sentem mais como parentes amados.

Em um estudo com mil tutores de gatos holandeses, metade disse que seu bichano era parte da família. Um em cada três considerava-o como um filho ou melhor amigo, e o achava leal, solidário e empático.

Outra pesquisa, nos Estados Unidos, desenvolveu uma escala de vínculo familiar e descobriu que os gatos eram um integrante tão importante das famílias quanto os cães.

Muitos gatos preferem interação humana em vez de comida ou brinquedos. E eles conseguem distinguir quando estamos falando com eles e não com outro humano.

Na verdade, nós nos adaptamos uns aos outros. Os felinos são mais propensos a se aproximar de estranhos humanos que primeiro dão um "beijo de gatinho", estreitando os olhos e piscando lentamente. E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se sintonizam com nossos instintos de nutrição.

O que essa relação próxima significa para os resultados de saúde?

Ter um animal de estimação está associado a um menor isolamento social. E alguns tutores de gatos dizem que o cuidado com eles aumenta a sensação de prazer e senso de propósito.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4gd5g4xwdo.adaptado.
Outra pesquisa, nos Estados Unidos, desenvolveu uma escala de vínculo familiar.
De acordo com o texto, qual afirmação melhor expressa os resultados de estudos sobre a relação entre gatos e humanos? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117024 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os gatos fazem bem para nossa saúde?

Os gatos convivem com os seres humanos há milhares de anos. E, muito antes de os memes viralizarem na internet, eles têm nos confortado com seus ronronados e nos feito rir com suas travessuras.

O que dizem as pesquisas: os gatos nos fazem bem?

Viver com eles tem um efeito profundo e, às vezes, surpreendente em nossa saúde física e mental. E isso não é isento de riscos.

Você já deve ter ouvido falar que os gatos não têm donos, eles têm funcionários. Na verdade, vários levantamentos mostram que os humanos que moram com eles se sentem mais como parentes amados.

Em um estudo com mil tutores de gatos holandeses, metade disse que seu bichano era parte da família. Um em cada três considerava-o como um filho ou melhor amigo, e o achava leal, solidário e empático.

Outra pesquisa, nos Estados Unidos, desenvolveu uma escala de vínculo familiar e descobriu que os gatos eram um integrante tão importante das famílias quanto os cães.

Muitos gatos preferem interação humana em vez de comida ou brinquedos. E eles conseguem distinguir quando estamos falando com eles e não com outro humano.

Na verdade, nós nos adaptamos uns aos outros. Os felinos são mais propensos a se aproximar de estranhos humanos que primeiro dão um "beijo de gatinho", estreitando os olhos e piscando lentamente. E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se sintonizam com nossos instintos de nutrição.

O que essa relação próxima significa para os resultados de saúde?

Ter um animal de estimação está associado a um menor isolamento social. E alguns tutores de gatos dizem que o cuidado com eles aumenta a sensação de prazer e senso de propósito.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4gd5g4xwdo.adaptado.
Os gatos convivem com os seres humanos há milhares de anos muito antes de os memes viralizarem na internet.
Qual das alternativas melhor reflete a complexidade da relação entre gatos e humanos apresentada no texto? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3117019 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os gatos fazem bem para nossa saúde?

Os gatos convivem com os seres humanos há milhares de anos. E, muito antes de os memes viralizarem na internet, eles têm nos confortado com seus ronronados e nos feito rir com suas travessuras.

O que dizem as pesquisas: os gatos nos fazem bem?

Viver com eles tem um efeito profundo e, às vezes, surpreendente em nossa saúde física e mental. E isso não é isento de riscos.

Você já deve ter ouvido falar que os gatos não têm donos, eles têm funcionários. Na verdade, vários levantamentos mostram que os humanos que moram com eles se sentem mais como parentes amados.

Em um estudo com mil tutores de gatos holandeses, metade disse que seu bichano era parte da família. Um em cada três considerava-o como um filho ou melhor amigo, e o achava leal, solidário e empático.

Outra pesquisa, nos Estados Unidos, desenvolveu uma escala de vínculo familiar e descobriu que os gatos eram um integrante tão importante das famílias quanto os cães.

Muitos gatos preferem interação humana em vez de comida ou brinquedos. E eles conseguem distinguir quando estamos falando com eles e não com outro humano.

Na verdade, nós nos adaptamos uns aos outros. Os felinos são mais propensos a se aproximar de estranhos humanos que primeiro dão um "beijo de gatinho", estreitando os olhos e piscando lentamente. E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se sintonizam com nossos instintos de nutrição.

O que essa relação próxima significa para os resultados de saúde?

Ter um animal de estimação está associado a um menor isolamento social. E alguns tutores de gatos dizem que o cuidado com eles aumenta a sensação de prazer e senso de propósito.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4gd5g4xwdo.adaptado.
E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se "sintonizam" com nossos instintos de nutrição.
Assinale a alternativa correta quanto ao sinônimo do vocábulo destacado.
Alternativas
Q3116995 Português

Imagem associada para resolução da questão


(Disponível em: @desenhosdonando. Acesso em 08 dez.2024.) 


A respeito da charge, marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) O humor e a crítica são construídas a partir da relação intertextual entre a especulação imobiliária instigada pela PEC da privatização da praias com um clássico personagem da TV, implacável em cobrar aluguel.


(__) É uma crítica à PEC de privatização das praias e, para compreendê-la, é necessário que o leitor mobilize seus conhecimentos a respeito da atualidade.


(__) O tema central da charge é a interação entre diferentes gerações, proporcionada pelo conhecimento partilhado entre elas, no caso, a possibilidade de as praias brasileiras serem privatizadas.


(__) A charge é um gênero textual composto por desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, geralmente veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, que comporta crítica e focaliza, por meio de caricatura, uma ou mais personagens envolvidas.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


Alternativas
Q3116948 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Mudanças climáticas em cena: A importância das narrativas cinematográficas para a preservação ambiental


Milene Souza


As mudanças climáticas são um tema que permeia diversas esferas da sociedade, e para a sétima arte, ele não é uma exceção. No Brasil, onde a diversidade cultural e a riqueza de paisagens naturais são frequentemente exploradas nas produções cinematográficas, os impactos das alterações climáticas começam a se manifestar de maneira preocupante.

Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado diversos eventos extremos relacionados à crise climática. Em janeiro de 2024, chuvas torrenciais atingiram São Paulo, resultando em inundações que deixaram dezenas de pessoas desabrigadas e causaram danos significativos à infraestrutura. Em fevereiro, o Nordeste sofreu com uma onda de calor severo, causando secas prolongadas que afetaram a agricultura e o abastecimento de água em estados como Bahia e Pernambuco.

Enquanto isso, em março, o Rio de Janeiro enfrentou deslizamentos de terra em áreas montanhosas, exacerbados por chuvas intensas, resultando em tragédias e evacuações. Em abril, chuvas intensas no Rio Grande do Sul causaram inundações, deixando mais de 1 milhão de pessoas afetadas, sendo considerada a maior tragédia climática do estado após décadas. Esses eventos refletem não apenas a vulnerabilidade das regiões brasileiras às mudanças climáticas, mas também a necessidade urgente de políticas de mitigação e adaptação para proteger comunidades e ecossistemas.

A crise climática também tem implicações econômicas para a indústria cinematográfica. Eventos climáticos extremos podem atrasar filmagens e aumentar os custos de produção, além de afetar a distribuição de filmes, especialmente em regiões vulneráveis. Festivais de cinema ao ar livre, que costumam ser populares, podem ser prejudicados por condições climáticas imprevisíveis, afetando a visibilidade de filmes e a conexão com o público.

As mudanças climáticas estão remodelando a paisagem do cinema brasileiro, desafiando cineastas a se adaptarem e a abordarem questões ambientais de maneira inovadora. À medida que o Brasil enfrenta essas transformações, a sétima arte se torna um importante veículo para a reflexão e a conscientização sobre a urgência da crise climática, incentivando a sociedade a agir em prol de um futuro mais sustentável.

A indústria do cinema tem um potencial significativo de influenciar a transição energética e ajudar a frear a crise climática no Brasil e no mundo. Com sua capacidade de alcançar e impactar grandes audiências, o cinema pode não apenas entreter, mas também educar e mobilizar a sociedade em torno de questões ambientais urgentes. Histórias que abordam os efeitos das mudanças climáticas, como secas, enchentes e desmatamento, podem sensibilizar o público para a gravidade da situação. Produções que mostram alternativas sustentáveis e práticas de energia limpa podem inspirar a adoção de soluções em nível individual e comunitário. Os filmes têm a capacidade de contar histórias que inspiram mudanças.

Produções que destacam a luta de comunidades por justiça ambiental ou a implementação de tecnologias sustentáveis podem motivar outras pessoas a agir. Narrativas que mostram como a transição energética pode ser benéfica tanto para o meio ambiente quanto para a economia podem ajudar a desmistificar a ideia de que mudanças significativas são inviáveis. O cinema pode não apenas entreter, mas também mobilizar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável. 

A colaboração entre cineastas, comunidades e especialistas em meio ambiente pode transformar a sétima arte em uma força poderosa para a mudança, ajudando a moldar um Brasil mais resiliente e comprometido com a preservação do planeta.


(Disponível em: https://midianinja.org/mudancas-climaticas-em-cena-a-importancia-dasnarrativas-cinematograficas-para-a-preservacao-ambiental/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)

De acordo com o texto, com as mudanças climáticas, o cinema tem papel fundamental para a preservação ambiental porque:


I. Com sua capacidade de alcançar e impactar grandes audiências, o cinema pode não apenas entreter, mas também educar e mobilizar a sociedade em torno de questões ambientais urgentes.


II. A crise climática afeta a indústria cinematográfica economicamente, atrasando filmagens, aumentando custos de produção e afetando a distribuição de filmes. Por isso, se o cinema brasileiro quiser sobreviver, precisará atuar em prol da preservação ambiental, abordando o tema em suas produções.


III. A sétima arte é importante caminho para provocar a reflexão e a conscientização a respeito da crise climática e sua urgência, sensibilizando e inspirando mudanças.


É correto o que se apresenta em: 

Alternativas
Q3116947 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Mudanças climáticas em cena: A importância das narrativas cinematográficas para a preservação ambiental


Milene Souza


As mudanças climáticas são um tema que permeia diversas esferas da sociedade, e para a sétima arte, ele não é uma exceção. No Brasil, onde a diversidade cultural e a riqueza de paisagens naturais são frequentemente exploradas nas produções cinematográficas, os impactos das alterações climáticas começam a se manifestar de maneira preocupante.

Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado diversos eventos extremos relacionados à crise climática. Em janeiro de 2024, chuvas torrenciais atingiram São Paulo, resultando em inundações que deixaram dezenas de pessoas desabrigadas e causaram danos significativos à infraestrutura. Em fevereiro, o Nordeste sofreu com uma onda de calor severo, causando secas prolongadas que afetaram a agricultura e o abastecimento de água em estados como Bahia e Pernambuco.

Enquanto isso, em março, o Rio de Janeiro enfrentou deslizamentos de terra em áreas montanhosas, exacerbados por chuvas intensas, resultando em tragédias e evacuações. Em abril, chuvas intensas no Rio Grande do Sul causaram inundações, deixando mais de 1 milhão de pessoas afetadas, sendo considerada a maior tragédia climática do estado após décadas. Esses eventos refletem não apenas a vulnerabilidade das regiões brasileiras às mudanças climáticas, mas também a necessidade urgente de políticas de mitigação e adaptação para proteger comunidades e ecossistemas.

A crise climática também tem implicações econômicas para a indústria cinematográfica. Eventos climáticos extremos podem atrasar filmagens e aumentar os custos de produção, além de afetar a distribuição de filmes, especialmente em regiões vulneráveis. Festivais de cinema ao ar livre, que costumam ser populares, podem ser prejudicados por condições climáticas imprevisíveis, afetando a visibilidade de filmes e a conexão com o público.

As mudanças climáticas estão remodelando a paisagem do cinema brasileiro, desafiando cineastas a se adaptarem e a abordarem questões ambientais de maneira inovadora. À medida que o Brasil enfrenta essas transformações, a sétima arte se torna um importante veículo para a reflexão e a conscientização sobre a urgência da crise climática, incentivando a sociedade a agir em prol de um futuro mais sustentável.

A indústria do cinema tem um potencial significativo de influenciar a transição energética e ajudar a frear a crise climática no Brasil e no mundo. Com sua capacidade de alcançar e impactar grandes audiências, o cinema pode não apenas entreter, mas também educar e mobilizar a sociedade em torno de questões ambientais urgentes. Histórias que abordam os efeitos das mudanças climáticas, como secas, enchentes e desmatamento, podem sensibilizar o público para a gravidade da situação. Produções que mostram alternativas sustentáveis e práticas de energia limpa podem inspirar a adoção de soluções em nível individual e comunitário. Os filmes têm a capacidade de contar histórias que inspiram mudanças.

Produções que destacam a luta de comunidades por justiça ambiental ou a implementação de tecnologias sustentáveis podem motivar outras pessoas a agir. Narrativas que mostram como a transição energética pode ser benéfica tanto para o meio ambiente quanto para a economia podem ajudar a desmistificar a ideia de que mudanças significativas são inviáveis. O cinema pode não apenas entreter, mas também mobilizar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável. 

A colaboração entre cineastas, comunidades e especialistas em meio ambiente pode transformar a sétima arte em uma força poderosa para a mudança, ajudando a moldar um Brasil mais resiliente e comprometido com a preservação do planeta.


(Disponível em: https://midianinja.org/mudancas-climaticas-em-cena-a-importancia-dasnarrativas-cinematograficas-para-a-preservacao-ambiental/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)

A respeito dos inúmeros eventos climáticos em 2024, no Brasil, de acordo com o texto, é possível afirmar que:



I. Eles trazem à tona um país vulnerável às mudanças climáticas e a urgente necessidade de políticas públicas que mitiguem os efeitos e promovam adaptações a fim de proteger não apenas comunidades, como também ecossistemas.


II. Esses eventos extremos causaram danos significativos à infraestrutura, desabrigaram milhares de pessoas e comprometeram a agricultura e o abastecimento de água.


III. Eles são uma manifestação preocupante das alterações climáticas.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3116937 Português
A inteligência artificial é um campo da ciência que se concentra na criação de computadores e máquinas que podem raciocinar, aprender e atuar de maneira que normalmente exigiria inteligência humana ou que envolve dados com escala maior do que as pessoas podem analisar.
A IA é um campo amplo que abrange muitas disciplinas diferentes, como ciência da computação, estatísticas e análises de dados, engenharia de hardware e software, linguística, neurociência e até mesmo filosofia e psicologia.
Em um nível operacional para uso comercial, a IA é um conjunto de tecnologias baseadas principalmente em machine learning e aprendizado profundo, usada para análise de dados, previsões e previsão, categorização de objetos, processamento de linguagem natural, recomendações, recuperação inteligente de dados e muito mais.
(https://cloud.google.com/learn/what-is-artificial-intelligen ce?hl=pt-BR)

Em relação à tipologia textual, o texto apresentado é predominantemente: 
Alternativas
Q3116936 Português
"Nos últimos anos, a ideia de que milhões de empregos podem desaparecer tem ganhado força, com números alarmantes reforçando essa previsão. O Fórum Econômico Mundial aponta que cerca de 83 milhões de empregos serão eliminados globalmente nos próximos anos, enquanto 69 milhões de novos postos surgirão."
Para a argumentação ser eficaz, precisamos recorrer a algumas estratégias, que são os tipos de argumentos que usamos para influenciar ou convencer alguém.
No trecho destacado do texto, a estratégia utilizada foi de: 
Alternativas
Q3116933 Português
A polissemia contribui para a riqueza do texto ao oferecer múltiplos significados para uma única palavra, promovendo uma leitura mais complexa e diversa. Da mesma forma, a intertextualidade é uma ferramenta essencial para enriquecer o entendimento e a criação de textos, pois conecta uma obra a outras, gerando um diálogo que amplia os sentidos e interpretações possíveis.
Tendo isso como referência, analise as assertivas a seguir:

I.Em "A comunicação eficaz é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento" e "Ela encontrou a chave do carro em sua bolsa," o vocábulo 'chave' exemplifica a polissemia.
II.Em "A polpa da manga manchou a manga branca da minha blusa", o uso do vocábulo 'manga' gerou ambiguidade ao enunciado.
III.Em "A descrição detalhada do evento foi feita com discrição, evitando expor informações desnecessárias ao público", as palavras destacadas são exemplos de palavras polissêmicas..
IV.Em "O inferno são os outros, mas também podem ser nossos próprios limites", há intertextualidade.

Estão corretas: 
Alternativas
Respostas
24661: C
24662: D
24663: A
24664: D
24665: C
24666: B
24667: D
24668: C
24669: A
24670: D
24671: D
24672: D
24673: D
24674: B
24675: D
24676: A
24677: C
24678: A
24679: A
24680: D