Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.817 questões

Q3414424 Português
Analise as afirmativas sobre o gênero teatral e marque a resposta certa:

I- Diferente do romance, conto ou crônica, geralmente, não tem narrador.
II- A peça teatral se divide em: Cena - grande divisão, corresponde a um ciclo de ação completa - e, Ato divisão marcada pela entrada e saída da personagem do palco.
IlI- Didascálias ou rubricas são frases instrucionais aos atores sobre os cenários.
IV- O Santo Inquérito, de Dias Gomes, e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, são exemplos do gênero no Modernismo.
Alternativas
Q3414422 Português
"Tudo que ouvimos é uma opinião, não um fato. Tudo que vivemos é uma perspectiva, não a verdade". (Marco Aurélio)

A frase do imperador romano não está em consonância com: 
Alternativas
Q3414418 Português
Resenha é um gênero textual que tem como finalidade um breve comentário, descrição ou enumeração de obras culturais ou eventos, para que o leitor se sinta, ou não, convencido a consumir o produto. Sobre esse gênero, não se pode afirmar que: 
Alternativas
Q3414417 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Urupês 


Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrovinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo.


Pelo treze de maio, mal esvoaça-se o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! O cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo.


A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa. 


Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem características da espécie.

                         

De pé ou sentado, as ideias se lhe entramam, a língua emperra e não há de dizer coisa com coisa.


Nos mercados para onde leva a quitanda domingueira, é de cócoras, como um faquir de Bramaputra, que vigia os cachinhos de brejaúva ou o feixe de três palmitos.


Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!  


(Monteiro Lobato)

 

 

Não analisa corretamente o excerto e seu autor, a alternativa: 
Alternativas
Q3414416 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Urupês 


Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrovinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo.


Pelo treze de maio, mal esvoaça-se o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! O cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo.


A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa. 


Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem características da espécie.

                         

De pé ou sentado, as ideias se lhe entramam, a língua emperra e não há de dizer coisa com coisa.


Nos mercados para onde leva a quitanda domingueira, é de cócoras, como um faquir de Bramaputra, que vigia os cachinhos de brejaúva ou o feixe de três palmitos.


Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!  


(Monteiro Lobato)

 

 

O glossário está inadequado em: 
Alternativas
Q3414414 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


" ... Esse nome de Pasárgada, que significa 'campo dos persas' ou 'tesouro dos persas', suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo (Rio de Janeiro), num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito na minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: 'Vou-me embora p'ra Pasárgada!' Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei [...]. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da 'vida besta'. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; e, também, porque parece que nele soube transmitir a tantas outras pessoas a visão e promessa da minha adolescência, essa Pasárgada onde podemos viver pelo sonho o que a vida madrasta não nos quis dar. Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e 'não como forma imperfeita neste mundo de aparências', uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a minha "Pasárgada".


(Manuel Bandeira. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro. Nova Fronteira; Brasília, INL, 1984) 
Não exemplifica a função da linguagem presente no excer to: 
Alternativas
Q3414413 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


" ... Esse nome de Pasárgada, que significa 'campo dos persas' ou 'tesouro dos persas', suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo (Rio de Janeiro), num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito na minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: 'Vou-me embora p'ra Pasárgada!' Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei [...]. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da 'vida besta'. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; e, também, porque parece que nele soube transmitir a tantas outras pessoas a visão e promessa da minha adolescência, essa Pasárgada onde podemos viver pelo sonho o que a vida madrasta não nos quis dar. Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e 'não como forma imperfeita neste mundo de aparências', uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a minha "Pasárgada".


(Manuel Bandeira. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro. Nova Fronteira; Brasília, INL, 1984) 
Há identificação errada do sentido do marcador: 
Alternativas
Q3414412 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


" ... Esse nome de Pasárgada, que significa 'campo dos persas' ou 'tesouro dos persas', suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo (Rio de Janeiro), num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito na minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: 'Vou-me embora p'ra Pasárgada!' Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei [...]. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da 'vida besta'. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; e, também, porque parece que nele soube transmitir a tantas outras pessoas a visão e promessa da minha adolescência, essa Pasárgada onde podemos viver pelo sonho o que a vida madrasta não nos quis dar. Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e 'não como forma imperfeita neste mundo de aparências', uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a minha "Pasárgada".


(Manuel Bandeira. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro. Nova Fronteira; Brasília, INL, 1984) 
Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. Pasárgada de Ciro, o adjunto se justifica já que a tumba de Ciro, o Grande, é o monumento mais importante do local.
lI. "Senti na redondilha a primeira célula de um poema" inspiração a partir da escansão.
IlI. O poeta, por problema de saúde, que o impediram de viver, posta-se como um fracassado.
IV. "e sim a 'minha Pasárgada" tem relação semântica antagônica à frase de Machado de Assis: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria".
Alternativas
Q3414411 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Leia o texto "Canção de Exílio", de José Paulo Paes, e responda o que se pede no comando da questão.


Canção do Exílio

José Paulo Paes (1926-98)


Um dia segui viagem

sem olhar sobre meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

Um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

Que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


(PAES, José Paulo. Prosas Seguidas de Odes Mínimas) 
Leia o excerto seguinte e analise o que se pede.

"Guardei no fundo da mala
Um raminho de alecrim."

Todas as afirmativas estão corretas, com exceção de: 
Alternativas
Q3414408 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Leia o texto "Canção de Exílio", de José Paulo Paes, e responda o que se pede no comando da questão.


Canção do Exílio

José Paulo Paes (1926-98)


Um dia segui viagem

sem olhar sobre meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

Um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

Que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


(PAES, José Paulo. Prosas Seguidas de Odes Mínimas) 
Analise as afirmativas, julgue-as com C(Certo) e E(Errado) e marque a alternativa na sequência correta.

(...) O poema é uma paródia da obra homônima de Gonçalves Dias.
(...) Os dois poemas são metricamente iguais.
(...) Há, em ambos, forte nacionalismo ufanista.
(...) O poeta moderno avalia positiva sua mudança existencial.
(...) Constata que, mesmo se quisesse. não haveria retorno, pois se perdeu no caminho. 
Alternativas
Q3414407 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Leia o texto "Canção de Exílio", de José Paulo Paes, e responda o que se pede no comando da questão.


Canção do Exílio

José Paulo Paes (1926-98)


Um dia segui viagem

sem olhar sobre meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

Um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

Que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


(PAES, José Paulo. Prosas Seguidas de Odes Mínimas) 
Não identifica corretamente as figuras da estrofe: 
Alternativas
Q3414283 Português
Como se forma um oásis no deserto?

         A cena até parece uma praia artificial: água clara, altas árvores e areia. Na verdade, são oásis, regiões no meio do deserto onde o lençol freático é mais raso e a vegetação é possível. Comerciantes e povos nômades da África que precisam cruzar o deserto já criam um roteiro em que os oásis estarão no caminho. Afinal, é o momento de poder descansar debaixo de uma sombra fresca. Sem eles, a viagem poderia ser impossível.
         O oásis surge quando, em uma determinada região do deserto, o lençol freático está mais próximo à superfície. Um dos principais motivos para a água aparecer é o desgaste do solo causado pelo vento. As fortes ventanias podem mover até 260 milhões de toneladas de areia por ano. A região fica rasa, e aí a água vinda dos lençóis aparece. Em alguns locais do deserto, governos locais perfuram poços bem profundos para encontrar água e, assim, forçar o surgimento desse tipo de sistema.
         Nem toda água dos lagos dos oásis são potáveis. Dependendo da composição do solo, são salgadas e, se forem ricas em potássio, por exemplo, podem funcionar como laxante. A tamareira, conhecida como a palmeira do oásis, é muito resistente ao calor e cresce rápido mesmo sob o sol escaldante. As raízes são poderosas, capazes de sugar a água de depósitos subterrâneos.

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
Na frase “Oba! Amanhã é feriado!”, os pontos de exclamação são utilizados para expressar: 
Alternativas
Q3414276 Português
Como se forma um oásis no deserto?

         A cena até parece uma praia artificial: água clara, altas árvores e areia. Na verdade, são oásis, regiões no meio do deserto onde o lençol freático é mais raso e a vegetação é possível. Comerciantes e povos nômades da África que precisam cruzar o deserto já criam um roteiro em que os oásis estarão no caminho. Afinal, é o momento de poder descansar debaixo de uma sombra fresca. Sem eles, a viagem poderia ser impossível.
         O oásis surge quando, em uma determinada região do deserto, o lençol freático está mais próximo à superfície. Um dos principais motivos para a água aparecer é o desgaste do solo causado pelo vento. As fortes ventanias podem mover até 260 milhões de toneladas de areia por ano. A região fica rasa, e aí a água vinda dos lençóis aparece. Em alguns locais do deserto, governos locais perfuram poços bem profundos para encontrar água e, assim, forçar o surgimento desse tipo de sistema.
         Nem toda água dos lagos dos oásis são potáveis. Dependendo da composição do solo, são salgadas e, se forem ricas em potássio, por exemplo, podem funcionar como laxante. A tamareira, conhecida como a palmeira do oásis, é muito resistente ao calor e cresce rápido mesmo sob o sol escaldante. As raízes são poderosas, capazes de sugar a água de depósitos subterrâneos.

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
Em relação ao texto e às suas informações, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3414172 Português
Como as pérolas são formadas

        Um grão de areia ou um bichinho que habita os oceanos, como um camarão, entra na concha da ostra. Ele segue direto para uma região do corpo do animal conhecida como manto.
        O manto é especialista em defesa. Assim que identifica a invasão, ele gera uma irritação. A seguir, dobra-se sobre o intruso, como se fizesse um embrulho. Isso evita que a visita indesejada se mova.
        O sistema de defesa da ostra é ativado e libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola. O material é depositado em camadas sobre o invasor e endurece depressa, formando uma bolota – é a pérola! Ela cresce sem parar, pois a ostra nunca para de enviar madrepérola ao local.
        A reação que _____ uma pérola acontece aos poucos. Por isso, a pedra leva cerca de três anos para se _______, dependendo da espécie da ostra. Depois de tanto tempo, se o que ________ o molusco foi um bicho, ele acaba desaparecendo.
        As ostras têm um sistema muito eficiente de defesa: a própria concha. É muito difícil que algo consiga invadi-la e formar uma pérola. Na natureza, isso acontece em uma a cada 10 mil ostras. Por isso, a pedra é rara e cara.
        O formato da pérola depende do invasor e do local onde ele se instala. Quando o visitante gruda no manto, fica preso e se torna irregular. Mas, se ele se descola, o nácar o reveste por inteiro e a pedra fica redonda. As cores variam: branco, creme, rosa, cinza, preta, entre outras. Depende da espécie de ostra e de substâncias na água.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra sublinhada no trecho abaixo:
"O manto é especialista em defesa." 
Alternativas
Q3414171 Português
Como as pérolas são formadas

        Um grão de areia ou um bichinho que habita os oceanos, como um camarão, entra na concha da ostra. Ele segue direto para uma região do corpo do animal conhecida como manto.
        O manto é especialista em defesa. Assim que identifica a invasão, ele gera uma irritação. A seguir, dobra-se sobre o intruso, como se fizesse um embrulho. Isso evita que a visita indesejada se mova.
        O sistema de defesa da ostra é ativado e libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola. O material é depositado em camadas sobre o invasor e endurece depressa, formando uma bolota – é a pérola! Ela cresce sem parar, pois a ostra nunca para de enviar madrepérola ao local.
        A reação que _____ uma pérola acontece aos poucos. Por isso, a pedra leva cerca de três anos para se _______, dependendo da espécie da ostra. Depois de tanto tempo, se o que ________ o molusco foi um bicho, ele acaba desaparecendo.
        As ostras têm um sistema muito eficiente de defesa: a própria concha. É muito difícil que algo consiga invadi-la e formar uma pérola. Na natureza, isso acontece em uma a cada 10 mil ostras. Por isso, a pedra é rara e cara.
        O formato da pérola depende do invasor e do local onde ele se instala. Quando o visitante gruda no manto, fica preso e se torna irregular. Mas, se ele se descola, o nácar o reveste por inteiro e a pedra fica redonda. As cores variam: branco, creme, rosa, cinza, preta, entre outras. Depende da espécie de ostra e de substâncias na água.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3414128 Português

O texto seguinte servira de base para responder a questão.


"As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam.". 

As figuras de linguagem presentes no excerto respectivamente: 
Alternativas
Q3414125 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tém que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o né na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor — etimologicamente, no coração -, a espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Mem: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas.


Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. -



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

A crônica não apresenta como orientação.  
Alternativas
Q3414123 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tém que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o né na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor — etimologicamente, no coração -, a espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Mem: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas.


Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. -



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

O cronista faz alusão aos "tigres asiáticos". Analise as afirmativas e marque a alternativa correta.



|- Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan, na segunda metade do século XIX, receberam essa perífrase.


II- O nome do grupo faz alusão à força e competitividade do felino, animal asiático.


III- A exemplificação deve-se ao investimento por qualificação educacional da mão de obra.


IV- A constatação é simples, enquanto não se qualificarem, apesar das riquezas, tal qual a dos tigres, não haverá crescimento econômico.  

Alternativas
Q3414115 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tém que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o né na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor — etimologicamente, no coração -, a espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Mem: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas.


Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. -



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

Analise o excerto e assinale a alternativa que não contempla as ideias expostas.


"Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitarios."  

Alternativas
Q3414084 Português

Como os cânions são formados?



    Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.

    Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.

    O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.



(Fonte: Abril — adaptado.)

Em relação às informações presentes no texto, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
21461: B
21462: A
21463: A
21464: C
21465: C
21466: B
21467: C
21468: C
21469: B
21470: D
21471: C
21472: B
21473: D
21474: B
21475: C
21476: D
21477: C
21478: A
21479: A
21480: D