Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3322958 Português
Coesão é um conceito fundamental na linguística e na produção de textos que se refere à forma como diferentes partes de um texto se conectam e se integram para formar um todo coerente e compreensível. Em outras palavras, coesão é o que permite que as ideias e informações em um texto fluam de maneira lógica e coesa.

Dentro dessa temática, temos a anáfora que é o uso de palavras ou expressões que se referem a algo mencionado anteriormente. Esse tipo de COESÃO é: 
Alternativas
Q3322711 Português
Casos de aumento de dengue

A incidência da dengue aumentou rapidamente nos últimos cinco anos. As mudanças climáticas e o fenômeno El Niño trouxeram condições mais quentes e úmidas, que permitiram que os insetos transmissores do vírus se espalhassem para novas regiões, amplificando a transmissão da doença.
Em 2024, o vírus foi encontrado em transmissão ativa em 90 países, com 31 deles relatando números acima do habitual. O maior aumento dos casos foi observado no continente americano.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c25lepy4r1 do.adaptado)

Com base no texto apresentado, qual das seguintes afirmações está correta?
Alternativas
Q3322640 Português
Leia atenciosamente as afirmativas a seguir:

I.O advogado informou que o réu foi convidado a prestar esclarecimentos.
II.O advogado argumentou que seu cliente esperaria uma eternidade para conseguir justiça.
III.O tribunal decidiu que a sentença será publicada no Diário.
IV.A empresa foi convidada a reestruturar suas operações.
V.A caneta do juiz decidiu o destino do réu.

Em quais das afirmativas lidas há o emprego de uma metonímia? 
Alternativas
Q3322638 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Brasil tem 365 novas ações por posse de droga para uso pessoal por dia em 2024, segundo CNJ

O Brasil registrou cerca de 44 mil ações judiciais por posse de drogas para consumo pessoal, entre janeiro e abril de 2024, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em média, foram registrados 365 processos por posse de drogas para uso pessoal, diariamente, no primeiro quadrimestre deste ano, totalizando 44.228 casos no país. A média referente aos 12 meses do ano passado ficou em 400 casos por dia, o que indica tendência de queda.

Um levantamento obtido com exclusividade pela CNN mostra que, de 2022 para 2023, o número de novas ações na Justiça aumentou em 12,4%. De 130.034 em 2022 para 146.228 no ano seguinte.

A pesquisa foi realizada no DataJud, a base nacional de dados do Poder Judiciário. Os montantes correspondem ao código de processo 5885, referente à "Posse de Drogas para Consumo Pessoal".

Em 2023, Minas Gerais foi líder na categoria com 45.230 ações registradas. Nos primeiros quatro meses deste ano, 13.088 processos já foram documentados.

Além do aumento geral no país, 16 estados apresentaram crescimento no número de ações entre 2022 e 2023. Piauí (600%), Goiás (220%) e Tocantins (126%) tiveram as maiores altas no período.

Há um mês, por maioria, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu descriminalizar o porte de maconha para consumo pessoal. Assim, deixa de ser crime no Brasil adquirir, guardar, transportar ou portar maconha para consumo próprio.

A decisão não significa que houve uma liberação do consumo da droga no país. Apesar de deixar de ser crime, o consumo de maconha ainda é um ato ilícito no país, de natureza administrativa e não penal. Isso significa que o usuário ainda está sujeito a punições como medidas educativas e advertência sobre os efeitos das drogas.

O STF também definiu um limite de 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas como critério objetivo para diferenciar usuário da droga do traficante. Esse limite será usado até que o Congresso aprove uma regulação nesse sentido. Com essa definição, o Supremo conclui o julgamento que se arrastava desde 2015 na Corte.

A criminalista Samantha Aguiar avalia que a recente decisão do STF pode não gerar redução deste número de ações judiciais que versam sobre a posse de drogas para consumo pessoal. Ela pondera que a Corte tratou apenas dos casos envolvendo maconha. Pessoas portando outras substâncias, como a cocaína ou drogas sintéticas, ainda que pra uso próprio, podem ser processadas.

"Outro aspecto, é que a discussão no Supremo estabeleceu apenas a quantidade como critério objetivo, sem tocar na circunstância de histórico de usuário, tipo de substâncias ou mesmo a forma de acondicionamento. Uma vez que muitas autoridades policiais têm o entendimento que caso a substância esteja fracionada configuraria tráfico e não posse, o que é absurdo, pois o entorpecente é comprado/adquirido de forma fracionada", explica a advogada.

Apesar da avaliação de que a decisão do STF possa trazer efeitos práticos, a especialista entende que usuários não devem ser perseguido.

"Perseguir os usuários não vai fazer com que o crime de tráfico de drogas deixe de existir. Propor uma lei que não condiz com a realidade do Brasil é absolutamente desnecessária e traz maior divisão socioeconômica", conclui.

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-tem-365-novas-acoes-porposse-de-droga-para-uso-pessoal-por-dia-em-2024-segundo-cnj/
Assinale a alternativa com a afirmativa correta: 
Alternativas
Q3322510 Português
A dança também era regida por regras e organizada sobre coreografias fixas, reportando-se, algumas vezes, às festividades ______________________.
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/arte.pdf) – (p.22/3.)

Marque a alternativa com a expressão que completa coerentemente o enunciado.
Alternativas
Q3322498 Português
Desde o início da história da humanidade, a arte tem se mostrado como uma práxis presente em todas as manifestações culturais. O homem que desenhou um bisão em uma caverna pré-histórica teve de aprender e construir conhecimentos para difundir essa prática. E, da mesma maneira, compartilhar com as outras pessoas o que aprendeu. A aprendizagem e o ensino da arte sempre existiram e se transformaram, ao longo da história, de acordo com normas e valores estabelecidos, em diferentes ambientes culturais. Não faz parte das intenções deste documento ter a pretensão de discorrer sobre todas as transformações ocorridas.
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/arte.pdf) – (P.20/21)

Em conformidade com o conteúdo apresentado, aconselha-se ao leitor um aprofundamento em relação _________________________________.

Marque a frase que completa coerentemente o enunciado.
Alternativas
Q3322464 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mergulho na Amazônia urbana


A Amazônia é comumente associada à sua rica biodiversidade, mas há uma faceta pouco conhecida: sua versão urbana. Estudos revelam que comunidades indígenas pré-coloniais já praticavam formas de urbanismo, fazendo das indigeneidades urbanas um fenômeno ancestral. Atualmente, as mídias sociais estão disseminando experiências dos indígenas urbanos, desafiando estereótipos e buscando reconhecimento e direitos. Esses influenciadores ressaltam a continuidade da colonização e promovem a pluralidade das identidades indígenas.

Quando se fala em Amazônia, a primeira imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é uma rica paisagem natural composta pelos magníficos biomas amazônicos: igapós, terra firme, várzeas, campinas e os majestosos rios. Tudo isso é real e deve, sim, ser valorizado e preservado. Mas há um lado da região pouco conhecido − a Amazônia urbana, assim como uma vasta população indígena moradora dessas cidades.

Manaus (AM), com mais de 2 milhões de habitantes, e Belém (PA), com uma população de 1,3 milhão de pessoas, são as maiores cidades da região. Além dessas duas megacidades, a Amazônia abriga várias outras áreas urbanas de grande e médio porte espalhadas por essa vasta floresta.

Segundo o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus é a cidade com maior população de indígenas do país, com 71.713 pessoas que assim se identificam. Mas as cidades amazônicas não são um fenômeno somente do presente. Estudos recentes sobre a Amazônia pré-colonial revelam mais do que organizações sociais complexas; registram formas de urbanismo que agora estão sendo vislumbradas como alternativas ao modelo industrial para um futuro mais sustentável.

Esses estudos contribuem para uma mudança de paradigmas em nossa compreensão da Amazônia pré-colonial, nos afastando da perspectiva estereotipada condescendente da Amazônia indígena como composta por aldeias e acampamentos pequenos e efêmeros


(https://cienciahoje.org.br/artigo/mergulho-na-amazonia-urbana)
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3322463 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mergulho na Amazônia urbana


A Amazônia é comumente associada à sua rica biodiversidade, mas há uma faceta pouco conhecida: sua versão urbana. Estudos revelam que comunidades indígenas pré-coloniais já praticavam formas de urbanismo, fazendo das indigeneidades urbanas um fenômeno ancestral. Atualmente, as mídias sociais estão disseminando experiências dos indígenas urbanos, desafiando estereótipos e buscando reconhecimento e direitos. Esses influenciadores ressaltam a continuidade da colonização e promovem a pluralidade das identidades indígenas.

Quando se fala em Amazônia, a primeira imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é uma rica paisagem natural composta pelos magníficos biomas amazônicos: igapós, terra firme, várzeas, campinas e os majestosos rios. Tudo isso é real e deve, sim, ser valorizado e preservado. Mas há um lado da região pouco conhecido − a Amazônia urbana, assim como uma vasta população indígena moradora dessas cidades.

Manaus (AM), com mais de 2 milhões de habitantes, e Belém (PA), com uma população de 1,3 milhão de pessoas, são as maiores cidades da região. Além dessas duas megacidades, a Amazônia abriga várias outras áreas urbanas de grande e médio porte espalhadas por essa vasta floresta.

Segundo o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus é a cidade com maior população de indígenas do país, com 71.713 pessoas que assim se identificam. Mas as cidades amazônicas não são um fenômeno somente do presente. Estudos recentes sobre a Amazônia pré-colonial revelam mais do que organizações sociais complexas; registram formas de urbanismo que agora estão sendo vislumbradas como alternativas ao modelo industrial para um futuro mais sustentável.

Esses estudos contribuem para uma mudança de paradigmas em nossa compreensão da Amazônia pré-colonial, nos afastando da perspectiva estereotipada condescendente da Amazônia indígena como composta por aldeias e acampamentos pequenos e efêmeros


(https://cienciahoje.org.br/artigo/mergulho-na-amazonia-urbana)
A Conotação ocorre quando há o emprego de uma palavra fora do seu sentido normal: a ela é atribuído um significado novo, um sentido figurado.
No texto, foi usada uma palavra com esse sentido, identificada na alternativa:
Alternativas
Q3322459 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mergulho na Amazônia urbana


A Amazônia é comumente associada à sua rica biodiversidade, mas há uma faceta pouco conhecida: sua versão urbana. Estudos revelam que comunidades indígenas pré-coloniais já praticavam formas de urbanismo, fazendo das indigeneidades urbanas um fenômeno ancestral. Atualmente, as mídias sociais estão disseminando experiências dos indígenas urbanos, desafiando estereótipos e buscando reconhecimento e direitos. Esses influenciadores ressaltam a continuidade da colonização e promovem a pluralidade das identidades indígenas.

Quando se fala em Amazônia, a primeira imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é uma rica paisagem natural composta pelos magníficos biomas amazônicos: igapós, terra firme, várzeas, campinas e os majestosos rios. Tudo isso é real e deve, sim, ser valorizado e preservado. Mas há um lado da região pouco conhecido − a Amazônia urbana, assim como uma vasta população indígena moradora dessas cidades.

Manaus (AM), com mais de 2 milhões de habitantes, e Belém (PA), com uma população de 1,3 milhão de pessoas, são as maiores cidades da região. Além dessas duas megacidades, a Amazônia abriga várias outras áreas urbanas de grande e médio porte espalhadas por essa vasta floresta.

Segundo o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus é a cidade com maior população de indígenas do país, com 71.713 pessoas que assim se identificam. Mas as cidades amazônicas não são um fenômeno somente do presente. Estudos recentes sobre a Amazônia pré-colonial revelam mais do que organizações sociais complexas; registram formas de urbanismo que agora estão sendo vislumbradas como alternativas ao modelo industrial para um futuro mais sustentável.

Esses estudos contribuem para uma mudança de paradigmas em nossa compreensão da Amazônia pré-colonial, nos afastando da perspectiva estereotipada condescendente da Amazônia indígena como composta por aldeias e acampamentos pequenos e efêmeros


(https://cienciahoje.org.br/artigo/mergulho-na-amazonia-urbana)
Sinonímia são palavras de som e grafias diferentes, mas de significados semelhantes.
Em "Atualmente, as mídias sociais estão disseminando experiências dos indígenas urbanos."
A palavra que apresenta significado semelhante a destacada na oração acima é:
Alternativas
Q3322405 Português

Texto I


Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre educação de 2023, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Brasil ainda tem cerca de 9,3 milhões de analfabetos. Desse grupo, 8,3 milhões têm mais de 40 anos, como mostra o gráfico.


Fonte: https://oglobo.globo.com/. Acesso em 28/04/24.


Texto II


Imagem associada para resolução da questão


Com base nas informações dos textos I e II, pode-se afirmar que:


Alternativas
Q3322401 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Voltou muito cansado. Os campos o levaram para longe. O caroço de tucumã o levara também, aquele caroço que soubera escolher entre muitos no tanque embaixo do chalé. Quando voltou já era bem tarde. A tarde sem chuva em Cachoeira lhe dá um desejo de se embrulhar na rede e ficar sossegado como quem está feliz por esperar a morte. Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas. Mais para longe já eram os campos queimados, a terra preta do fogo e os gaviões caçavam no ar os passarinhos tontos. E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse. Voltava donde começavam os campos escuros. Indagava por que os campos de Cachoeira não eram campos cheios de flores, como aqueles campos de uma fotografia de revista que seu pai guardava. Ouvira Major Alberto dizer à D. Amélia: campos da Holanda. Chama-se a isso prados.


    Alfredo estava cansado, mais cansado ainda talvez porque perdera o caroço de tucumã no princípio dos campos queimados. O caroço saltara da mão e se escondeu num buraco de terra. Então não podia compreender, nem mesmo fazia grande esforço para isso, porque era que voltava mais fatigado, como que trazendo nos ombros a própria noite para o chalé.


(JURANDIR, Dalcídio. Chove nos Campos de Cachoeira. Ciclo do Extremo-Norte, Romance I. 8 ed. Bragança: Pará.grafo Editora, 2019, p. 23)

Identifique a alternativa que melhor exemplifica o uso da linguagem denotativa.
Alternativas
Q3322400 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Voltou muito cansado. Os campos o levaram para longe. O caroço de tucumã o levara também, aquele caroço que soubera escolher entre muitos no tanque embaixo do chalé. Quando voltou já era bem tarde. A tarde sem chuva em Cachoeira lhe dá um desejo de se embrulhar na rede e ficar sossegado como quem está feliz por esperar a morte. Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas. Mais para longe já eram os campos queimados, a terra preta do fogo e os gaviões caçavam no ar os passarinhos tontos. E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse. Voltava donde começavam os campos escuros. Indagava por que os campos de Cachoeira não eram campos cheios de flores, como aqueles campos de uma fotografia de revista que seu pai guardava. Ouvira Major Alberto dizer à D. Amélia: campos da Holanda. Chama-se a isso prados.


    Alfredo estava cansado, mais cansado ainda talvez porque perdera o caroço de tucumã no princípio dos campos queimados. O caroço saltara da mão e se escondeu num buraco de terra. Então não podia compreender, nem mesmo fazia grande esforço para isso, porque era que voltava mais fatigado, como que trazendo nos ombros a própria noite para o chalé.


(JURANDIR, Dalcídio. Chove nos Campos de Cachoeira. Ciclo do Extremo-Norte, Romance I. 8 ed. Bragança: Pará.grafo Editora, 2019, p. 23)

A tipologia textual refere-se aos diferentes tipos de textos que existem, cada um com características próprias. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica da tipologia do texto apresentado.
Alternativas
Q3322398 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Voltou muito cansado. Os campos o levaram para longe. O caroço de tucumã o levara também, aquele caroço que soubera escolher entre muitos no tanque embaixo do chalé. Quando voltou já era bem tarde. A tarde sem chuva em Cachoeira lhe dá um desejo de se embrulhar na rede e ficar sossegado como quem está feliz por esperar a morte. Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas. Mais para longe já eram os campos queimados, a terra preta do fogo e os gaviões caçavam no ar os passarinhos tontos. E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse. Voltava donde começavam os campos escuros. Indagava por que os campos de Cachoeira não eram campos cheios de flores, como aqueles campos de uma fotografia de revista que seu pai guardava. Ouvira Major Alberto dizer à D. Amélia: campos da Holanda. Chama-se a isso prados.


    Alfredo estava cansado, mais cansado ainda talvez porque perdera o caroço de tucumã no princípio dos campos queimados. O caroço saltara da mão e se escondeu num buraco de terra. Então não podia compreender, nem mesmo fazia grande esforço para isso, porque era que voltava mais fatigado, como que trazendo nos ombros a própria noite para o chalé.


(JURANDIR, Dalcídio. Chove nos Campos de Cachoeira. Ciclo do Extremo-Norte, Romance I. 8 ed. Bragança: Pará.grafo Editora, 2019, p. 23)

Com base no trecho "E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse", pode-se inferir que:
Alternativas
Q3322397 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Voltou muito cansado. Os campos o levaram para longe. O caroço de tucumã o levara também, aquele caroço que soubera escolher entre muitos no tanque embaixo do chalé. Quando voltou já era bem tarde. A tarde sem chuva em Cachoeira lhe dá um desejo de se embrulhar na rede e ficar sossegado como quem está feliz por esperar a morte. Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas. Mais para longe já eram os campos queimados, a terra preta do fogo e os gaviões caçavam no ar os passarinhos tontos. E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse. Voltava donde começavam os campos escuros. Indagava por que os campos de Cachoeira não eram campos cheios de flores, como aqueles campos de uma fotografia de revista que seu pai guardava. Ouvira Major Alberto dizer à D. Amélia: campos da Holanda. Chama-se a isso prados.


    Alfredo estava cansado, mais cansado ainda talvez porque perdera o caroço de tucumã no princípio dos campos queimados. O caroço saltara da mão e se escondeu num buraco de terra. Então não podia compreender, nem mesmo fazia grande esforço para isso, porque era que voltava mais fatigado, como que trazendo nos ombros a própria noite para o chalé.


(JURANDIR, Dalcídio. Chove nos Campos de Cachoeira. Ciclo do Extremo-Norte, Romance I. 8 ed. Bragança: Pará.grafo Editora, 2019, p. 23)

Com base no trecho "Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas", pode-se inferir que:
Alternativas
Q3322392 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



    "Ilha de Marajó é como ficou conhecido um vasto arquipélago situado no estuário do rio Amazonas, mais precisamente no Estado do Pará, região Norte do Brasil. É considerado o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. O Marajó apresenta clima equatorial e relevo modesto, sendo recoberto por florestas, campos e também mangues, um tipo de vegetação característico de áreas estuarinas. Detentor de uma enorme biodiversidade, o Arquipélago do Marajó é reconhecido pela enorme população de búfalos que vive na ilha.


    O Arquipélago do Marajó é dividido em 16 municípios, nos quais vivem cerca de 550 mil habitantes. Grande parte da população do arquipélago vive em áreas rurais e em cidades ribeirinhas, onde há baixa cobertura de infraestrutura social como aquela atrelada aos serviços de saneamento. Registra-se, além disso, baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para a maior parte dos municípios da região. Uma das exceções é Soure, com IDH de 0,615, considerado médio.


    O extrativismo vegetal, a agricultura e a pecuária bubalina são as principais atividades econômicas desenvolvidas no Marajó, além, é claro, do turismo." 


Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/brasil/ilha-de-marajo.htm

Com base no texto, assinale a alternativa correta sobre o Arquipélago do Marajó. 
Alternativas
Q3321748 Português
Leia as afirmativas sobre variação linguística e uso de linguagem não violenta.

I. Os aspectos multiculturais e desiguais da oralidade, que ocorrem tanto na forma culta da língua quanto em outras, traz marcas do lugar, do tempo e do espaço.
II. A questão de variação linguística adverte que a língua falada deve respeitar as regras da gramática.
III. A comunicação/linguagem não violenta propõe refletir antes de falar, avaliar a melhor maneira de comunicar, aprimorando o poder de convencimento sem que o outro perceba.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3321745 Português
Matas de uma planta só¹

    Em meio a campos inundáveis, matas às margens dos rios e diversas lagoas de água salobra (mistura de água doce e salgada), o Pantanal apresenta formações monodominantes, que são paisagens nas quais mais da metade das plantas é de um único tipo. O principal motivo para que isso aconteça é que o Pantanal é um bioma em que são frequentes dois tipos desituações: queimadas, que acontecem naturalmente ou pela ação do ser humano, e enchentes.
    O vai e vem de água e fogo cria um ambiente no qual os animais, fungos e plantas precisam estar bem adaptados tanto para sobreviver às chamas quanto para suportar as chuvas e os alagamentos. Para isso, alguns animais conseguem subir em árvores, outros se escondem em tocas, há os que nadam muito bem e os que correm rápido, além daqueles que sabem quando vai vir um período difícil e simplesmente migram para outras regiões.
    No caso das plantas, como elas não se locomovem, precisam encontrar meios de sobreviver. Algumas desenvolveram troncos com cascas grossas, que funcionam como um traje antifogo; outras têm grandes raízes e caules que ficam embaixo da terra, permitindo que a planta renasça depois de uma queimada ou de uma cheia; há plantas que até passaram a usar as chamas e águas em seu benefício, fazendo delas um sinal que diz às sementes que é hora de brotar; e há tambémas espécies que permanecem como sementes por anos no solo, germinando após um fogo forte ou uma grande inundação.
    Agora dá para imaginar que algumas plantas estão mais preparadas do que outras para sobreviver a todo esse fogo e inundação. E, ao longo do tempo, as plantas que estão mais bem adaptadas vão sobrevivendo, produzindo sementes e aumentando sua população em áreas onde gostam de ficar. Somando esse crescimento da população de um tipo de planta coma diminuição das outras, [...] depois de vários anos desse molha e queima, teremos um bosque natural, com predomínio de um só tipo de planta.
    Paratudais, piuvais, canjiqueirais e carandazais são apenas algumas das várias paisagens que o Pantanal oferece. [...] Algumas são resistentes apenas à inundação, outras, ao fogo, e outras ainda, à combinação dos dois. E tudo isso se apresenta como resultado de um ambiente que aprendeu não só a conviver com o fogo e as águas, como também a fazer destes elementos uma estratégia para continuarem a viver com saúde e harmonia.

¹Revista Ciência Hoje. Pedro Isaac Vanderlei de Souza; Geraldo Alves Damasceno Junior e Paulo Robson de Souza. Texto adaptado especialmente para essa prova. Fonte:(https://chc.org.br/artigo/matas-de-uma-planta-so/Maiode2024. Acesso em31/Out/2024)

“[...] teremos um bosque natural, com predomínio de um só tipo de planta [...]”. O vocábulo em destaque na frase pode ser substituído sem alterar o sentido por:
Alternativas
Q3321744 Português
Matas de uma planta só¹

    Em meio a campos inundáveis, matas às margens dos rios e diversas lagoas de água salobra (mistura de água doce e salgada), o Pantanal apresenta formações monodominantes, que são paisagens nas quais mais da metade das plantas é de um único tipo. O principal motivo para que isso aconteça é que o Pantanal é um bioma em que são frequentes dois tipos desituações: queimadas, que acontecem naturalmente ou pela ação do ser humano, e enchentes.
    O vai e vem de água e fogo cria um ambiente no qual os animais, fungos e plantas precisam estar bem adaptados tanto para sobreviver às chamas quanto para suportar as chuvas e os alagamentos. Para isso, alguns animais conseguem subir em árvores, outros se escondem em tocas, há os que nadam muito bem e os que correm rápido, além daqueles que sabem quando vai vir um período difícil e simplesmente migram para outras regiões.
    No caso das plantas, como elas não se locomovem, precisam encontrar meios de sobreviver. Algumas desenvolveram troncos com cascas grossas, que funcionam como um traje antifogo; outras têm grandes raízes e caules que ficam embaixo da terra, permitindo que a planta renasça depois de uma queimada ou de uma cheia; há plantas que até passaram a usar as chamas e águas em seu benefício, fazendo delas um sinal que diz às sementes que é hora de brotar; e há tambémas espécies que permanecem como sementes por anos no solo, germinando após um fogo forte ou uma grande inundação.
    Agora dá para imaginar que algumas plantas estão mais preparadas do que outras para sobreviver a todo esse fogo e inundação. E, ao longo do tempo, as plantas que estão mais bem adaptadas vão sobrevivendo, produzindo sementes e aumentando sua população em áreas onde gostam de ficar. Somando esse crescimento da população de um tipo de planta coma diminuição das outras, [...] depois de vários anos desse molha e queima, teremos um bosque natural, com predomínio de um só tipo de planta.
    Paratudais, piuvais, canjiqueirais e carandazais são apenas algumas das várias paisagens que o Pantanal oferece. [...] Algumas são resistentes apenas à inundação, outras, ao fogo, e outras ainda, à combinação dos dois. E tudo isso se apresenta como resultado de um ambiente que aprendeu não só a conviver com o fogo e as águas, como também a fazer destes elementos uma estratégia para continuarem a viver com saúde e harmonia.

¹Revista Ciência Hoje. Pedro Isaac Vanderlei de Souza; Geraldo Alves Damasceno Junior e Paulo Robson de Souza. Texto adaptado especialmente para essa prova. Fonte:(https://chc.org.br/artigo/matas-de-uma-planta-so/Maiode2024. Acesso em31/Out/2024)

Segundo o texto, algumas plantas estão mais preparadas do que outras para sobreviver às enchentes e queimadas, porque:
Alternativas
Q3321743 Português
Matas de uma planta só¹

    Em meio a campos inundáveis, matas às margens dos rios e diversas lagoas de água salobra (mistura de água doce e salgada), o Pantanal apresenta formações monodominantes, que são paisagens nas quais mais da metade das plantas é de um único tipo. O principal motivo para que isso aconteça é que o Pantanal é um bioma em que são frequentes dois tipos desituações: queimadas, que acontecem naturalmente ou pela ação do ser humano, e enchentes.
    O vai e vem de água e fogo cria um ambiente no qual os animais, fungos e plantas precisam estar bem adaptados tanto para sobreviver às chamas quanto para suportar as chuvas e os alagamentos. Para isso, alguns animais conseguem subir em árvores, outros se escondem em tocas, há os que nadam muito bem e os que correm rápido, além daqueles que sabem quando vai vir um período difícil e simplesmente migram para outras regiões.
    No caso das plantas, como elas não se locomovem, precisam encontrar meios de sobreviver. Algumas desenvolveram troncos com cascas grossas, que funcionam como um traje antifogo; outras têm grandes raízes e caules que ficam embaixo da terra, permitindo que a planta renasça depois de uma queimada ou de uma cheia; há plantas que até passaram a usar as chamas e águas em seu benefício, fazendo delas um sinal que diz às sementes que é hora de brotar; e há tambémas espécies que permanecem como sementes por anos no solo, germinando após um fogo forte ou uma grande inundação.
    Agora dá para imaginar que algumas plantas estão mais preparadas do que outras para sobreviver a todo esse fogo e inundação. E, ao longo do tempo, as plantas que estão mais bem adaptadas vão sobrevivendo, produzindo sementes e aumentando sua população em áreas onde gostam de ficar. Somando esse crescimento da população de um tipo de planta coma diminuição das outras, [...] depois de vários anos desse molha e queima, teremos um bosque natural, com predomínio de um só tipo de planta.
    Paratudais, piuvais, canjiqueirais e carandazais são apenas algumas das várias paisagens que o Pantanal oferece. [...] Algumas são resistentes apenas à inundação, outras, ao fogo, e outras ainda, à combinação dos dois. E tudo isso se apresenta como resultado de um ambiente que aprendeu não só a conviver com o fogo e as águas, como também a fazer destes elementos uma estratégia para continuarem a viver com saúde e harmonia.

¹Revista Ciência Hoje. Pedro Isaac Vanderlei de Souza; Geraldo Alves Damasceno Junior e Paulo Robson de Souza. Texto adaptado especialmente para essa prova. Fonte:(https://chc.org.br/artigo/matas-de-uma-planta-so/Maiode2024. Acesso em31/Out/2024)

Os textos pertencem a diferentes gêneros, ou seja, há uma variedade de textos, dependendo do que pretende comunicar. O texto Matas de uma planta só, caracteriza-se como:
Alternativas
Q3321742 Português
Matas de uma planta só¹

    Em meio a campos inundáveis, matas às margens dos rios e diversas lagoas de água salobra (mistura de água doce e salgada), o Pantanal apresenta formações monodominantes, que são paisagens nas quais mais da metade das plantas é de um único tipo. O principal motivo para que isso aconteça é que o Pantanal é um bioma em que são frequentes dois tipos desituações: queimadas, que acontecem naturalmente ou pela ação do ser humano, e enchentes.
    O vai e vem de água e fogo cria um ambiente no qual os animais, fungos e plantas precisam estar bem adaptados tanto para sobreviver às chamas quanto para suportar as chuvas e os alagamentos. Para isso, alguns animais conseguem subir em árvores, outros se escondem em tocas, há os que nadam muito bem e os que correm rápido, além daqueles que sabem quando vai vir um período difícil e simplesmente migram para outras regiões.
    No caso das plantas, como elas não se locomovem, precisam encontrar meios de sobreviver. Algumas desenvolveram troncos com cascas grossas, que funcionam como um traje antifogo; outras têm grandes raízes e caules que ficam embaixo da terra, permitindo que a planta renasça depois de uma queimada ou de uma cheia; há plantas que até passaram a usar as chamas e águas em seu benefício, fazendo delas um sinal que diz às sementes que é hora de brotar; e há tambémas espécies que permanecem como sementes por anos no solo, germinando após um fogo forte ou uma grande inundação.
    Agora dá para imaginar que algumas plantas estão mais preparadas do que outras para sobreviver a todo esse fogo e inundação. E, ao longo do tempo, as plantas que estão mais bem adaptadas vão sobrevivendo, produzindo sementes e aumentando sua população em áreas onde gostam de ficar. Somando esse crescimento da população de um tipo de planta coma diminuição das outras, [...] depois de vários anos desse molha e queima, teremos um bosque natural, com predomínio de um só tipo de planta.
    Paratudais, piuvais, canjiqueirais e carandazais são apenas algumas das várias paisagens que o Pantanal oferece. [...] Algumas são resistentes apenas à inundação, outras, ao fogo, e outras ainda, à combinação dos dois. E tudo isso se apresenta como resultado de um ambiente que aprendeu não só a conviver com o fogo e as águas, como também a fazer destes elementos uma estratégia para continuarem a viver com saúde e harmonia.

¹Revista Ciência Hoje. Pedro Isaac Vanderlei de Souza; Geraldo Alves Damasceno Junior e Paulo Robson de Souza. Texto adaptado especialmente para essa prova. Fonte:(https://chc.org.br/artigo/matas-de-uma-planta-so/Maiode2024. Acesso em31/Out/2024)

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