Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3229548 Português

(Clarice Lispector)

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer."

As expressões destacadas no texto funcionam como elementos coesivos. Marque a alternativa em que elas indicam, respectivamente, ideia de:
Alternativas
Q3229377 Português
Durante o processo de ensino da leitura e audição em crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, um professor utiliza livros de histórias e atividades de escuta ativa. Qual é o principal objetivo dessas atividades no desenvolvimento da linguagem? 
Alternativas
Q3229374 Português
Uma escola onde a família não sente que as suas demandas são acolhidas pelos gestores escolares, em consequência os pais ou responsáveis deixam de se envolver no ambiente escolar e nas atividades pedagógicas que se faz necessário sua _______________. Para elucidar essa divergência uma das iniciativa da Gestão Democrática deve ser estar à disposição em horários mais acessíveis e demonstrar que a escola está aberta para o diálogo e novas ________________.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho acima: 
Alternativas
Q3229365 Português
"A leitura é um processo de compreensão abrangente que envolve aspectos neurológicos, naturais, econômicos e políticos. A correspondência entre os sons e os sinais gráficos pela decifração do código e compreensão do conceito ou ideia; corresponde a um ato de compreensão, ou seja, uma busca daquilo que o texto pode significar, da mesma forma que se procura extrair significado da linguagem falada; para que a leitura seja possível, é necessário que compreendamos símbolos (significantes) e aqueles que simbolizam (significados)." "A escrita é uma forma de representação da linguagem oral; como tal, escrever também diz respeito a um ato de significar, de representar ideias, conceitos ou sentimentos, por meio de símbolos, mas de origem gráfica e não sonora."
Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/4/a-leitura-e-a-escrita-no-processo-de-alfabetizacao

Segundo o texto, para que o processo de leitura seja eficaz, o leitor deve: 
Alternativas
Q3229287 Português
Sobre a técnica de leitura scanning , analise as afirmativas abaixo:

I.É uma técnica de leitura rápida, onde o leitor busca localizar informações específicas como datas, números ou palavras-chave em um texto, sem ler o conteúdo completo.
II.O leitor utiliza essa técnica para entender o tema geral e a estrutura do texto, priorizando a compreensão do significado das ideias principais.
III.A técnica é ideal para tarefas como a localização de informações pontuais em textos longos, como listas telefônicas ou pesquisas de palavras em dicionários.

Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões). 
Alternativas
Q3229238 Português

Leia o texto para responder à questão.


Floresça a sua vida. (Autor desconhecido).



“Viver com aquele sorriso de orelha a orelha, que tanto engrandece o mundo, é a melhor forma de você agradecer por estar vivo, por estar compartilhando momentos lindos, dias maravilhosos, emoções memoráveis, sensações inesquecíveis. Só assim, desse jeito, você demonstra gratidão e sua admiração pela dádiva de estar aí na estrada de todo mundo a estrada da felicidade. Nunca tenha medo, nunca aceite receios por correr atrás de seus sonhos.


É que só se vive uma vez, duas talvez não seja possível. Então lute, pratique o bem e agradeça à vida por se ter lembrado de você! Seja feliz com um sorriso de orelha a orelha!”


Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/felicidade-floresca-a-suavida.html. 

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “dádiva” significa:
Alternativas
Q3229234 Português

Leia o texto para responder à questão.


Floresça a sua vida. (Autor desconhecido).



“Viver com aquele sorriso de orelha a orelha, que tanto engrandece o mundo, é a melhor forma de você agradecer por estar vivo, por estar compartilhando momentos lindos, dias maravilhosos, emoções memoráveis, sensações inesquecíveis. Só assim, desse jeito, você demonstra gratidão e sua admiração pela dádiva de estar aí na estrada de todo mundo a estrada da felicidade. Nunca tenha medo, nunca aceite receios por correr atrás de seus sonhos.


É que só se vive uma vez, duas talvez não seja possível. Então lute, pratique o bem e agradeça à vida por se ter lembrado de você! Seja feliz com um sorriso de orelha a orelha!”


Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/felicidade-floresca-a-suavida.html. 

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3229120 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O vinho de banana que salvou produtoras afetadas por calor extremo

Emily Nkhana, uma pequena agricultora no norte do Malawi, costumava jogar fora as bananas que estavam maduras demais ou simplesmente deixá-las apodrecer, até encontrar um uso lucrativo para elas: o vinho de banana.

O calor extremo estava fazendo as bananas amadurecerem rápido demais, resultando em grandes perdas para Emily e diversos outros agricultores que vivem no distrito de Karonga.

"Então descobrimos como fazer vinho de banana", conta ela à BBC, enquanto descasca os limões usados para preservar o sabor das bananas na planta de processamento da Cooperativa Twitule.

Para os agricultores, não se trata apenas de fazer vinho, mas também de sobrevivência, resiliência e de abraçar as novas possibilidades que vêm diante das mudanças climáticas.

O cultivo era feito perto das margens do Lago Malawi. Mas, com aumento do nível das águas causado pelo aumento das chuvas, as plantações de banana passaram a ser inundadas, forçando os produtores a migrar para terras mais altas, mas mais quentes, onde as temperaturas chegam a 42°C.

"Na antiga fazenda, nosso desafio era a grande quantidade de água do lago. Algumas das bananas se afogavam na água, ou nem conseguíamos ver onde tínhamos plantado. Aqui em cima, temos calor demais. Isso faz com que nossas bananas amadureçam muito rápido e sejam desperdiçadas", diz Emily.

Ela faz parte de um grupo de mulheres unidas pela cooperativa para melhorar suas condições econômicas por meio da agricultura.

A produção de vinho é um empreendimento de pequena escala nos quintais dessas mulheres, onde elas plantam bananas.

O processo de vinificação acontece em um pequeno complexo com uma casa de quatro cômodos na vila de Mchenjere.

E é bem simples: as bananas maduras são descascadas, cortadas em pedaços pequenos, pesadas e misturadas com açúcar, fermento, passas, água, e cobertas com limões.

A mistura é então deixada para fermentar por várias semanas, transformando a polpa da banana em um vinho potente e aromático, contendo 13% de álcool - semelhante ao vinho feito de uvas.

"É um vinho de ótima qualidade. Você tem que bebê-lo sentado para poder aproveitar o sabor doce", diz Emily.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy3ygg4n3vo fragmento adaptado)

 
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3229093 Português
Geralmente possuem uma estrutura simples e padronizada. Costumam iniciar com um título ou cabeçalho que indica o assunto. Em seguida, é apresentado o corpo do texto, que contém as informações principais. Por fim, é comum encontrar uma assinatura ou identificação do responsável, como o nome da empresa, instituição ou autoridade.

Além disso, podem conter elementos adicionais, como data de publicação, localização ou instruções específicas. Esses elementos variam de acordo com o contexto em que é utilizado e a finalidade da mensagem.

Apresentam uma linguagem acessível, para que possam ser compreendidos por diferentes públicos.
(https://aulanotadez.com.br/glossario/o-que-e-genero-textual)

A estrutura apresentada acima refere-se a um(a): 
Alternativas
Q3229018 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Editar DNA é ético? O debate sobre tecnologia que promete revolucionar vidas

Não há nada de novo na engenharia genética. Com o cruzamento de plantas e animais, nossos ancestrais perceberam que poderiam aumentar a quantidade de alimentos que produziam.

A genética moderna permitiu que os cientistas fizessem muito mais: realizar alterações precisas e direcionadas no DNA de organismos em laboratório. E isso, segundo eles, vai levar a novos animais e culturas mais produtivas e resistentes a doenças.

A ciência ainda está em seus primórdios, mas alimentos geneticamente editados já estão nas prateleiras do Japão: tomates ricos em uma substância química que supostamente promove a calma ou peixes com crescimento mais rápido e carne mais saborosa.

Nos Estados Unidos, empresas estão desenvolvendo rebanhos resistentes ao calor, cerejas sem caroço e amoras sem sementes.

Eles também acreditam que ela poderia combater as mudanças climáticas ao diminuir as emissões do gás metano, que contribui para o efeito estufa e é produzido por animais como vacas, cabras e cervos quando seus estômagos estão decompondo fibras duras, como a grama, para digestão.

Mas os críticos dizem que a edição de genes ainda não é comprovadamente seguros — e que continuam preocupados com as implicações para o bem-estar dos animais.

Agora, uma lei que permite a venda de alimentos com edição genética no Reino Unido está suspensa, e alguns cientistas britânicos alertam que eles podem ficar para trás em relação a outros países.

O novo governo britânico trabalhista prometeu uma maior aproximação com a União Europeia (UE), principalmente em relação às regulamentações que possam afetar o comércio.

E, atualmente, o bloco europeu tem regras muito mais rígidas sobre a venda comercial de culturas geneticamente editadas e geneticamente modificadas.

A UE estabeleceu regulamentações rigorosas sobre culturas geneticamente modificadas décadas atrás, devido a preocupações com a segurança e à oposição da opinião pública à tecnologia.

As plantações geneticamente editadas estão sujeitas às mesmas regulamentações.

Mas, para os cientistas, os termos "geneticamente editados" e "geneticamente modificados" se referem a coisas diferentes.

A modificação genética, uma tecnologia muito mais antiga, envolve o acréscimo de novos genes a plantas e animais para torná-los mais produtivos ou resistentes a doenças.

Às vezes, estes novos genes são de espécies totalmente diferentes — por exemplo, uma planta de algodão com um gene de escorpião para tornar seu sabor desagradável para os insetos.

Em contrapartida, a edição de genes envolve fazer alterações mais precisas no DNA da planta ou do animal.

Estas mudanças geralmente são bem pequenas — e envolvem editar seções do DNA para chegar a uma forma que, segundo seus defensores, poderia ser produzida por meios naturais, como o cruzamento tradicional, só que muito mais rápido.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cql3lwgl3ldo adaptado)
"Mas os críticos dizem que a edição de genes ainda não é comprovadamente seguros — e que continuam preocupados com as implicações para o bem-estar dos animais."

No trecho acima há um vício de linguagem denominado:
Alternativas
Q3228987 Português
É um gênero textual curto escrito em prosa, geralmente produzido para meios de comunicação, por exemplo, jornais, revistas, etc.
Além de ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano. E estão extremamente conectadas ao contexto em que são produzidas, por isso, com o passar do tempo, elas perdem sua "validade", ou seja, ficam fora do contexto. 
É comum apresentarem marcas claras de humor, usa linguagem coloquial e simples.
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/cronica.htm) ("https://www.todamateria.com.br/)

Com base nas características apresentadas acima, trata-se de um texto narrativo denominado:
Alternativas
Q3228986 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Editar DNA é ético? O debate sobre tecnologia que promete revolucionar vidas

Não há nada de novo na engenharia genética. Com o cruzamento de plantas e animais, nossos ancestrais perceberam que poderiam aumentar a quantidade de alimentos que produziam.

A genética moderna permitiu que os cientistas fizessem muito mais: realizar alterações precisas e direcionadas no DNA de organismos em laboratório. E isso, segundo eles, vai levar a novos animais e culturas mais produtivas e resistentes a doenças.

A ciência ainda está em seus primórdios, mas alimentos geneticamente editados já estão nas prateleiras do Japão: tomates ricos em uma substância química que supostamente promove a calma ou peixes com crescimento mais rápido e carne mais saborosa.

Nos Estados Unidos, empresas estão desenvolvendo rebanhos resistentes ao calor, cerejas sem caroço e amoras sem sementes.

Eles também acreditam que ela poderia combater as mudanças climáticas ao diminuir as emissões do gás metano, que contribui para o efeito estufa e é produzido por animais como vacas, cabras e cervos quando seus estômagos estão decompondo fibras duras, como a grama, para digestão.

Mas os críticos dizem que a edição de genes ainda não é comprovadamente seguros — e que continuam preocupados com as implicações para o bem-estar dos animais.

Agora, uma lei que permite a venda de alimentos com edição genética no Reino Unido está suspensa, e alguns cientistas britânicos alertam que eles podem ficar para trás em relação a outros países.

O novo governo britânico trabalhista prometeu uma maior aproximação com a União Europeia (UE), principalmente em relação às regulamentações que possam afetar o comércio.

E, atualmente, o bloco europeu tem regras muito mais rígidas sobre a venda comercial de culturas geneticamente editadas e geneticamente modificadas.

A UE estabeleceu regulamentações rigorosas sobre culturas geneticamente modificadas décadas atrás, devido a preocupações com a segurança e à oposição da opinião pública à tecnologia.

As plantações geneticamente editadas estão sujeitas às mesmas regulamentações.

Mas, para os cientistas, os termos "geneticamente editados" e "geneticamente modificados" se referem a coisas diferentes.

A modificação genética, uma tecnologia muito mais antiga, envolve o acréscimo de novos genes a plantas e animais para torná-los mais produtivos ou resistentes a doenças.

Às vezes, estes novos genes são de espécies totalmente diferentes — por exemplo, uma planta de algodão com um gene de escorpião para tornar seu sabor desagradável para os insetos.

Em contrapartida, a edição de genes envolve fazer alterações mais precisas no DNA da planta ou do animal.

Estas mudanças geralmente são bem pequenas — e envolvem editar seções do DNA para chegar a uma forma que, segundo seus defensores, poderia ser produzida por meios naturais, como o cruzamento tradicional, só que muito mais rápido.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cql3lwgl3ldo adaptado)
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q3228678 Português
É uma história curta que contem uma moral e, na maioria das vezes, apresenta animais como personagens. Como todo texto narrativo, apresenta ações de personagens marcadas pelo espaço e tempo. Tem como características principais a narração alegórica, sem comprometimento com a realidade, e os seus ensinamentos. É utilizada ainda hoje como um dos instrumentos para transmitir conhecimentos relacionados à moral e aos bons costumes.

As características apresentadas acima referem-se a um texto narrativo denominado:
Alternativas
Q3228671 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chimpanzés se 'curam' com plantas medicinais, diz pesquisa

Chimpanzés selvagens comem plantas que têm propriedades analgésicas e antibacterianas para se curarem, de acordo com cientistas.

Eles observaram o comportamento de animais nas florestas de Uganda que pareciam feridos ou doentes para descobrir se estavam se automedicando com plantas.

Quando um animal ferido procurou algo específico da floresta para comer, os pesquisadores coletaram amostras dessa planta e a analisaram. A maioria das plantas testadas revelou ter propriedades antibacterianas.

Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista PLOS One, acham que os chimpanzés poderiam ajudar na busca por novos medicamentos.

"Não podemos testar todas as propriedades medicinais dessas florestas", disse a cientista líder da pesquisa, Elodie Freymann, da Universidade de Oxford. "Então, por que não testar as plantas sobre as quais temos essas informações - plantas que os chimpanzés estão procurando?" Nos últimos quatro anos, Freymann passou meses acompanhando e observando atentamente duas comunidades de chimpanzés selvagens na Reserva Florestal Central de Budongo.

Além de tentar identificar sinais de dor — um animal mancando ou segurando o corpo de uma forma incomum — ela e seus colegas coletaram amostras de fezes e urina para verificar se havia doenças e infecções.

Eles prestavam atenção especial quando um chimpanzé ferido ou doente procurava algo que normalmente não comia, como casca de árvore ou casca de fruta.

"Estávamos procurando essas pistas comportamentais de que as plantas poderiam ser medicinais", explicou Freymann.

Ela conta que observou um determinado chimpanzé - um macho - que tinha um grave ferimento em uma das mãos.

"Ele não estava usando a mão para andar, estava mancando", ela lembrou.

Enquanto o restante do grupo estava sentado comendo, o chimpanzé ferido saiu mancando em busca de samambaias. "Ele foi o único chimpanzé a procurar e comer essas samambaias."

Os pesquisadores coletaram e analisaram a samambaia — uma planta chamada Christella parasitica, que revelou ter potentes propriedades anti-inflamatórias.

No total, os pesquisadores coletaram 17 amostras de 13 espécies de plantas diferentes e as enviaram para serem testadas por Fabien Schultz, da Universidade de Ciências Aplicadas de Neubrandenburg, na Alemanha.

Os testes revelaram que quase 90% das amostras inibiram o crescimento bacteriano e um terço tinha propriedades anti-inflamatórias naturais, o que significa que as plantas poderiam reduzir a dor e desenvolver o processo de cura.

Todos os chimpanzés feridos e doentes relatados no estudo se recuperaram totalmente, informou Freymann. "O indivíduo que comeu samambaias voltou a usar a mão ferida nos dias seguintes", explicou ela.

"É claro que não podemos provar 100% que algum desses casos tenha sido resultado direto da ingestão desses elementos", disse ela à BBC News.

"Mas a pesquisa revela o conhecimento medicinal que pode ser obtido com a observação de outras espécies na natureza e ressalta a necessidade urgente de preservar essas 'farmácias florestais' para as gerações futuras."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9ww94939pyo adaptado)
A referenciação é um mecanismo indispensável para estabelecer a coesão textual.

Em um dos trechos abaixo, houve falha de concordância em relação à substituição do referente pela palavra destacada, identificado na alternativa:
Alternativas
Q3228669 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chimpanzés se 'curam' com plantas medicinais, diz pesquisa

Chimpanzés selvagens comem plantas que têm propriedades analgésicas e antibacterianas para se curarem, de acordo com cientistas.

Eles observaram o comportamento de animais nas florestas de Uganda que pareciam feridos ou doentes para descobrir se estavam se automedicando com plantas.

Quando um animal ferido procurou algo específico da floresta para comer, os pesquisadores coletaram amostras dessa planta e a analisaram. A maioria das plantas testadas revelou ter propriedades antibacterianas.

Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista PLOS One, acham que os chimpanzés poderiam ajudar na busca por novos medicamentos.

"Não podemos testar todas as propriedades medicinais dessas florestas", disse a cientista líder da pesquisa, Elodie Freymann, da Universidade de Oxford. "Então, por que não testar as plantas sobre as quais temos essas informações - plantas que os chimpanzés estão procurando?" Nos últimos quatro anos, Freymann passou meses acompanhando e observando atentamente duas comunidades de chimpanzés selvagens na Reserva Florestal Central de Budongo.

Além de tentar identificar sinais de dor — um animal mancando ou segurando o corpo de uma forma incomum — ela e seus colegas coletaram amostras de fezes e urina para verificar se havia doenças e infecções.

Eles prestavam atenção especial quando um chimpanzé ferido ou doente procurava algo que normalmente não comia, como casca de árvore ou casca de fruta.

"Estávamos procurando essas pistas comportamentais de que as plantas poderiam ser medicinais", explicou Freymann.

Ela conta que observou um determinado chimpanzé - um macho - que tinha um grave ferimento em uma das mãos.

"Ele não estava usando a mão para andar, estava mancando", ela lembrou.

Enquanto o restante do grupo estava sentado comendo, o chimpanzé ferido saiu mancando em busca de samambaias. "Ele foi o único chimpanzé a procurar e comer essas samambaias."

Os pesquisadores coletaram e analisaram a samambaia — uma planta chamada Christella parasitica, que revelou ter potentes propriedades anti-inflamatórias.

No total, os pesquisadores coletaram 17 amostras de 13 espécies de plantas diferentes e as enviaram para serem testadas por Fabien Schultz, da Universidade de Ciências Aplicadas de Neubrandenburg, na Alemanha.

Os testes revelaram que quase 90% das amostras inibiram o crescimento bacteriano e um terço tinha propriedades anti-inflamatórias naturais, o que significa que as plantas poderiam reduzir a dor e desenvolver o processo de cura.

Todos os chimpanzés feridos e doentes relatados no estudo se recuperaram totalmente, informou Freymann. "O indivíduo que comeu samambaias voltou a usar a mão ferida nos dias seguintes", explicou ela.

"É claro que não podemos provar 100% que algum desses casos tenha sido resultado direto da ingestão desses elementos", disse ela à BBC News.

"Mas a pesquisa revela o conhecimento medicinal que pode ser obtido com a observação de outras espécies na natureza e ressalta a necessidade urgente de preservar essas 'farmácias florestais' para as gerações futuras."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9ww94939pyo adaptado)
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q3228126 Português
A análise linguística/semiótica é uma prática de linguagem prevista na BNCC. Com base nessa prática, analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas
Q3227163 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Ainda com base no texto, identifique e assinale o tipo textual predominante.
Alternativas
Q3227162 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Assinale como o texto de Fernando Sabino apresenta as diferenças de comportamento entre o gringo (sueco) e o delegado:
Alternativas
Q3227160 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Substitua a palavra “estarrecido” no trecho:
“Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente” por outra de sentido equivalente.

Agora, assinale qual das alternativas abaixo mantém o sentido original da frase.
Alternativas
Q3227159 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


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Assinale a alternativa que melhor exemplifica o clímax da narrativa.
Alternativas
Respostas
18301: B
18302: C
18303: A
18304: B
18305: B
18306: D
18307: D
18308: B
18309: A
18310: D
18311: D
18312: D
18313: C
18314: A
18315: D
18316: B
18317: B
18318: A
18319: B
18320: D