Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3316649 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Qual dos trechos opinativos a seguir estabelece correspondência com as informações apresentadas na crônica?
Alternativas
Q3316538 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

No trecho abaixo ocorre a omissão da forma verbal “é” entre as palavras “parte” e “linguagem”. Isso é feito de maneira proposital, pois como já havia sido utilizada anteriormente, tal omissão fica subentendida pelo leitor. Por esse motivo que inclusive ocorre o uso da vírgula, dando a entender que o escritor sabe da existência da omissão.



Uma parte de mim


é só vertigem:


outra parte,


linguagem.



Este recurso estilístico recebe o nome de:

Alternativas
Q3316535 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

O poema inteiro é construído em cima de oposição entre as duas partes do eu-lírico. A esse recurso é dado o nome de:
Alternativas
Q3316534 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

O poema “Traduzir-se”, escrito por Ferreira Gullar, subdivide o eu-lírico em duas partes com o objetivo de:
Alternativas
Q3315811 Português

Leia o texto abaixo retirado de uma página da internet:


    Há vários tipos de flores em nosso país, graças à nossa flora extremamente variada. Além de bonitas, as flores são cheirosas e deixam qualquer ambiente mais agradável.


    Selecionamos alguns tipos de flores para que você possa conhecer mais sobre elas em uma matéria cheia de cores e perfumes.



( ) Agapanto: Ela possui variedade em suas cores, e as flores podem ser lilás, brancas ou azuis. Tem origem africana, e sua floração acontece normalmente no verão e na primavera.


( ) Bonina: Muito conhecida por suas propriedades medicinais e ornamentais, a bonina tem origem na Ásia e na Europa. Essa flor é comestível e possui diferentes cores em suas pétalas, como branca, rosa e vermelha.


( ) Dipladêmia: Essa flor tem origem brasileira, um formato de trombeta e aparência rústica. A maioria possui coloração rosa com o centro amarelo, mas a coloração também pode variar entre branca e vermelha.


( ) Astromélia: Originária da América do Sul, é adaptada à polinização por abelhas. Possui folhas torcidas, e suas pétalas contam com uma diversidade de cores vivas. 


( ) Hibisco: Uma flor havaiana que se adaptou ao clima do Brasil e tornou-se uma das mais cultivadas em nossos jardins por ter crescimento rápido, além de ser uma flor muito bonita.


( ) Cravo: É uma flor muito antiga, de origem europeia, e suas pétalas são dobradas com bordas recortadas. Suas cores são: branca, rosa, vermelha, amarela e roxa, com variadas tonalidades e mesclas.


( ) Cinerária: Perfeita para quem quer um jardim moderno e contemporâneo. Nativa das Ilhas Canárias, possui uma grande variedade de cores, sendo algumas bicolores, com tons rosa, branco, vermelho, púrpura, violeta e azul.


( ) Azaleia: Símbolo da feminilidade, a azaleia tem origem no Japão e na China. Normalmente é encontrada nas colorações branca, rosa, roxa, vermelha e também em uma mistura dessas cores.


( ) Hortênsia: Conhecida como rosa-do-Japão, a hortênsia é um arbusto que produz flores, as quais são encontradas em duas cores, porém com variação de tons.



Classifique os nomes das flores em ordem alfabética e selecione a alternativa com a ordem CORRETA:

Alternativas
Q3315810 Português

Relacione as colunas abaixo:



Coluna 01:


1- Linguagem Formal


2- Linguagem Informal



Coluna 02:


( ) Por causa das manifestações, nós chegamos em casa muito cansados.


( ) A festa lá na casa do Rodrigo tava maneira.


( ) Puts! Tô perdido e não sei chegar no hotel.


( ) O Marcelo ficou admirando muito a Cássia na festa de ontem.


( ) Tem uma galera muito sem noção na minha sala.



Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:

Alternativas
Q3315661 Português
No trecho “A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica” do texto “Os impactos da inteligência artificial na educação”, o uso de travessão justifica-se para sinalizar
Alternativas
Q3315655 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Uma das estratégias mais utilizadas ao longo do texto para trazer credibilidade às informações é
Alternativas
Q3315654 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Todas as alternativas apresentam inferências que podem ser feitas a partir da leitura do texto EXCETO em:
Alternativas
Q3315653 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Na frase “. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar.”, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3315652 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Na frase “É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe.”, as palavras destacadas, no contexto, significam:
Alternativas
Q3315651 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

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Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Em “Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.” A palavra destacada no trecho se refere a:
Alternativas
Q3315650 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
O gênero textual predominante em “Os impactos da inteligência artificial na educação” é:
Alternativas
Q3315649 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
A ideia central do texto é:
Alternativas
Q3315604 Português
leia o trecho a seguir.

Monte Castelo

Ainda que eu falasse A língua dos homens E falasse a língua dos anjos Sem amor eu nada seria

(trecho da música Monte Castelo, da banda Legião Urbana)

O tipo de intertextualidade que se apresenta no trecho da música pode ser classificado como:
Alternativas
Q3315603 Português
Observe as frases a seguir.

I. Jorge sentou na cadeira e quebrou o braço.
II. O cabo deu cabo do oficial rebelde.

Nas duas frases temos podemos dizer que:
Alternativas
Q3315602 Português
Analise a mensagem a seguir.

Maria,
Estive na clínica hoje e o psiquiatra examinou o paciente preocupado. Depois queria discutir com você a respeito do assunto.
Abraços.

A frase “o psiquiatra examinou o paciente preocupado” apresenta marcas de:
Alternativas
Q3315597 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas


Um estudo divulgado no final do ano passado sobre o uso da internet, promovido pela empresa de marketing We Are Social, revelou que os brasileiros gastam, em média, três horas por dia navegando nas redes sociais.

E com o crescimento do uso de aplicativos como o Facebook e o Instagram, milhares de pessoas em todo o mundo estão ganhando muito dinheiro fazendo publicidade para marcas, ditando padrão de beleza e acirrando o clima de competição em relação à aparência e à estética, o que tem gerado uma forte pressão nos usuários.

Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.

Mas até que ponto essa pressão nas redes sociais pode afetar a vida e a autoestima das pessoas?

No Brasil, essa pressão por um corpo perfeito tem conduzido muitos brasileiros a desenvolverem transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

A ONG inglesa Girlguiding fez uma pesquisa com mais de mil garotas e jovens, entre 11 e 21 anos, e comprovou que a relação delas com o mundo virtual pode não ser tão amistosa quanto aparenta.

Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação on-line era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais, e alegaram que se preocupam pela forma como isso está afetando seu bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Sheyna Vasconcellos, professora da faculdade Unijorge, em Salvador, esclarece que a nossa necessidade de aprovação e aceitação é muito antiga, e anterior às redes sociais. Assim, a decisão do Instagram em ocultar as curtidas, disfarça um pouco essa rivalidade e, até certo ponto, é libertadora, mas não é esse o problema.

Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis on-line, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.

E esse espaço sem fronteiras cria dispersão e fragmentação, o que pode ser bem perigoso para quem já está vulnerável psiquicamente. “Para muitos, a vida editada nas redes sociais não corresponde à vida real, cheia de frustrações. E isso faz com que o indivíduo sinta uma forte solidão em sua angústia”.

E como as famílias lidam com isso?

Outro dado relevante levantado pelo estudo da ONG inglesa é a opinião das jovens sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem no mundo digital.

Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais têm consciência desse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus pais têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.

A psicóloga alerta que a vida midiática faz parte da nossa cultura e das novas formas de sofrimento psíquico, e o papel da família nesse contexto é muito importante.

“Cada vez mais os familiares precisam conhecer os interesses de seus jovens, o tipo de conteúdo e perfis que os seduzem e, muito importante: escutar o que eles têm a dizer, e ouvir suas opiniões para procurar entendê-los e orientá-los. Ao demonstrar interesse por este novo mundo a relação entre a família e seus jovens vai se estreitar e abrir um “canal” que pode ganhar mais relevância do que o canal do Youtube”, orienta a psicóloga.

Aceitação, autoconfiança e autoestima

O cirurgião Sandro Fabrício Queiroz está acostumado a conviver com pacientes que encontram nas redes sociais um espaço de socialização que muitas vezes não vislumbram na vida off-line, com amigos, escolas e familiares.

Além de atuar em vários hospitais de Salvador, o cirurgião é o responsável técnico pela CTS - Clínica de Tratamento e Suor especialista em hiperidrose, uma doença que causa transpiração excessiva em algumas partes do corpo, como mãos, axilas e rosto.

Essa doença não traz maiores risco à saúde, mas causa muito desconforto e constrangimento, levando a pessoa a ter que tomar vários banhos por dia, evitar um aperto de mão, um abraço, um contato mais próximo com outras pessoas, impactando em suas relações sociais e na vida diária.

“A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”. O cirurgião esclarece que adolescentes com hiperidrose se sentem inseguros e incomodados e podem se tornar introspectivos. E nessa fase da vida qualquer situação de exclusão pode afetar a autoconfiança e a autoestima, e, nesse aspecto, o convívio com a rede social pode ser libertador. “De uma maneira geral, tudo é amplificado no mundo virtual: as pressões pelo enquadramento aos padrões são maiores e problemas são aumentados ou simplesmente criados, mas por outro lado, o mundo virtual pode abrir as portas para a obtenção de soluções adequadas para os problemas que existem na vida real. As redes sociais permitem o contato com grande número de pessoas com os mesmos problemas, contribuindo para uma maior aceitação, bem como para a solução necessária que, de outra forma, permaneceriam como uma determinação do destino da qual não se pode escapar”, reflete o cirurgião.

Padrão estético exagerado

Veiculação de tratamentos estéticos milagrosos e um ideal de beleza muito exagerado disseminados pelas redes sociais são preocupações destacadas pela dermatologista Lorena Marçal, vice-presidente regional Bahia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/BA).

Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, gerando um falso ideal de beleza e de “facilidade” de procedimentos sem riscos, propagados por pessoas que não são médicos nem especialistas e não têm conhecimento e autorização para divulgar esses serviços.

“É preciso ter muito cuidado. Hoje em dia buscam um padrão que nem sempre é indicado e recomendado, como lábios exageradamente grandes, mandíbulas marcadas, região molar muito projetada, nariz fino e sobrancelhas bastante arqueadas. Na dúvida, tem que procurar um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só através de uma avaliação médica bem feita é que se pode fazer as indicações exatas do que realmente é necessário, e qual o melhor procedimento a ser feito”.


Fonte:https://www.revistaabm.com.br/artigos/a-pressao-por-perfeicao-causada-pelas-redes-sociais-pode-afetar-a-qualidade-de-vida-das-pessoas
No trecho “Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis online, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.” ,a palavra sublinhada se refere a:
Alternativas
Q3315596 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas


Um estudo divulgado no final do ano passado sobre o uso da internet, promovido pela empresa de marketing We Are Social, revelou que os brasileiros gastam, em média, três horas por dia navegando nas redes sociais.

E com o crescimento do uso de aplicativos como o Facebook e o Instagram, milhares de pessoas em todo o mundo estão ganhando muito dinheiro fazendo publicidade para marcas, ditando padrão de beleza e acirrando o clima de competição em relação à aparência e à estética, o que tem gerado uma forte pressão nos usuários.

Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.

Mas até que ponto essa pressão nas redes sociais pode afetar a vida e a autoestima das pessoas?

No Brasil, essa pressão por um corpo perfeito tem conduzido muitos brasileiros a desenvolverem transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

A ONG inglesa Girlguiding fez uma pesquisa com mais de mil garotas e jovens, entre 11 e 21 anos, e comprovou que a relação delas com o mundo virtual pode não ser tão amistosa quanto aparenta.

Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação on-line era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais, e alegaram que se preocupam pela forma como isso está afetando seu bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Sheyna Vasconcellos, professora da faculdade Unijorge, em Salvador, esclarece que a nossa necessidade de aprovação e aceitação é muito antiga, e anterior às redes sociais. Assim, a decisão do Instagram em ocultar as curtidas, disfarça um pouco essa rivalidade e, até certo ponto, é libertadora, mas não é esse o problema.

Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis on-line, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.

E esse espaço sem fronteiras cria dispersão e fragmentação, o que pode ser bem perigoso para quem já está vulnerável psiquicamente. “Para muitos, a vida editada nas redes sociais não corresponde à vida real, cheia de frustrações. E isso faz com que o indivíduo sinta uma forte solidão em sua angústia”.

E como as famílias lidam com isso?

Outro dado relevante levantado pelo estudo da ONG inglesa é a opinião das jovens sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem no mundo digital.

Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais têm consciência desse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus pais têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.

A psicóloga alerta que a vida midiática faz parte da nossa cultura e das novas formas de sofrimento psíquico, e o papel da família nesse contexto é muito importante.

“Cada vez mais os familiares precisam conhecer os interesses de seus jovens, o tipo de conteúdo e perfis que os seduzem e, muito importante: escutar o que eles têm a dizer, e ouvir suas opiniões para procurar entendê-los e orientá-los. Ao demonstrar interesse por este novo mundo a relação entre a família e seus jovens vai se estreitar e abrir um “canal” que pode ganhar mais relevância do que o canal do Youtube”, orienta a psicóloga.

Aceitação, autoconfiança e autoestima

O cirurgião Sandro Fabrício Queiroz está acostumado a conviver com pacientes que encontram nas redes sociais um espaço de socialização que muitas vezes não vislumbram na vida off-line, com amigos, escolas e familiares.

Além de atuar em vários hospitais de Salvador, o cirurgião é o responsável técnico pela CTS - Clínica de Tratamento e Suor especialista em hiperidrose, uma doença que causa transpiração excessiva em algumas partes do corpo, como mãos, axilas e rosto.

Essa doença não traz maiores risco à saúde, mas causa muito desconforto e constrangimento, levando a pessoa a ter que tomar vários banhos por dia, evitar um aperto de mão, um abraço, um contato mais próximo com outras pessoas, impactando em suas relações sociais e na vida diária.

“A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”. O cirurgião esclarece que adolescentes com hiperidrose se sentem inseguros e incomodados e podem se tornar introspectivos. E nessa fase da vida qualquer situação de exclusão pode afetar a autoconfiança e a autoestima, e, nesse aspecto, o convívio com a rede social pode ser libertador. “De uma maneira geral, tudo é amplificado no mundo virtual: as pressões pelo enquadramento aos padrões são maiores e problemas são aumentados ou simplesmente criados, mas por outro lado, o mundo virtual pode abrir as portas para a obtenção de soluções adequadas para os problemas que existem na vida real. As redes sociais permitem o contato com grande número de pessoas com os mesmos problemas, contribuindo para uma maior aceitação, bem como para a solução necessária que, de outra forma, permaneceriam como uma determinação do destino da qual não se pode escapar”, reflete o cirurgião.

Padrão estético exagerado

Veiculação de tratamentos estéticos milagrosos e um ideal de beleza muito exagerado disseminados pelas redes sociais são preocupações destacadas pela dermatologista Lorena Marçal, vice-presidente regional Bahia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/BA).

Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, gerando um falso ideal de beleza e de “facilidade” de procedimentos sem riscos, propagados por pessoas que não são médicos nem especialistas e não têm conhecimento e autorização para divulgar esses serviços.

“É preciso ter muito cuidado. Hoje em dia buscam um padrão que nem sempre é indicado e recomendado, como lábios exageradamente grandes, mandíbulas marcadas, região molar muito projetada, nariz fino e sobrancelhas bastante arqueadas. Na dúvida, tem que procurar um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só através de uma avaliação médica bem feita é que se pode fazer as indicações exatas do que realmente é necessário, e qual o melhor procedimento a ser feito”.


Fonte:https://www.revistaabm.com.br/artigos/a-pressao-por-perfeicao-causada-pelas-redes-sociais-pode-afetar-a-qualidade-de-vida-das-pessoas
A função da linguagem que predomina no texto “A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas” é:
Alternativas
Q3315594 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas


Um estudo divulgado no final do ano passado sobre o uso da internet, promovido pela empresa de marketing We Are Social, revelou que os brasileiros gastam, em média, três horas por dia navegando nas redes sociais.

E com o crescimento do uso de aplicativos como o Facebook e o Instagram, milhares de pessoas em todo o mundo estão ganhando muito dinheiro fazendo publicidade para marcas, ditando padrão de beleza e acirrando o clima de competição em relação à aparência e à estética, o que tem gerado uma forte pressão nos usuários.

Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.

Mas até que ponto essa pressão nas redes sociais pode afetar a vida e a autoestima das pessoas?

No Brasil, essa pressão por um corpo perfeito tem conduzido muitos brasileiros a desenvolverem transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

A ONG inglesa Girlguiding fez uma pesquisa com mais de mil garotas e jovens, entre 11 e 21 anos, e comprovou que a relação delas com o mundo virtual pode não ser tão amistosa quanto aparenta.

Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação on-line era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais, e alegaram que se preocupam pela forma como isso está afetando seu bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Sheyna Vasconcellos, professora da faculdade Unijorge, em Salvador, esclarece que a nossa necessidade de aprovação e aceitação é muito antiga, e anterior às redes sociais. Assim, a decisão do Instagram em ocultar as curtidas, disfarça um pouco essa rivalidade e, até certo ponto, é libertadora, mas não é esse o problema.

Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis on-line, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.

E esse espaço sem fronteiras cria dispersão e fragmentação, o que pode ser bem perigoso para quem já está vulnerável psiquicamente. “Para muitos, a vida editada nas redes sociais não corresponde à vida real, cheia de frustrações. E isso faz com que o indivíduo sinta uma forte solidão em sua angústia”.

E como as famílias lidam com isso?

Outro dado relevante levantado pelo estudo da ONG inglesa é a opinião das jovens sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem no mundo digital.

Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais têm consciência desse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus pais têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.

A psicóloga alerta que a vida midiática faz parte da nossa cultura e das novas formas de sofrimento psíquico, e o papel da família nesse contexto é muito importante.

“Cada vez mais os familiares precisam conhecer os interesses de seus jovens, o tipo de conteúdo e perfis que os seduzem e, muito importante: escutar o que eles têm a dizer, e ouvir suas opiniões para procurar entendê-los e orientá-los. Ao demonstrar interesse por este novo mundo a relação entre a família e seus jovens vai se estreitar e abrir um “canal” que pode ganhar mais relevância do que o canal do Youtube”, orienta a psicóloga.

Aceitação, autoconfiança e autoestima

O cirurgião Sandro Fabrício Queiroz está acostumado a conviver com pacientes que encontram nas redes sociais um espaço de socialização que muitas vezes não vislumbram na vida off-line, com amigos, escolas e familiares.

Além de atuar em vários hospitais de Salvador, o cirurgião é o responsável técnico pela CTS - Clínica de Tratamento e Suor especialista em hiperidrose, uma doença que causa transpiração excessiva em algumas partes do corpo, como mãos, axilas e rosto.

Essa doença não traz maiores risco à saúde, mas causa muito desconforto e constrangimento, levando a pessoa a ter que tomar vários banhos por dia, evitar um aperto de mão, um abraço, um contato mais próximo com outras pessoas, impactando em suas relações sociais e na vida diária.

“A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”. O cirurgião esclarece que adolescentes com hiperidrose se sentem inseguros e incomodados e podem se tornar introspectivos. E nessa fase da vida qualquer situação de exclusão pode afetar a autoconfiança e a autoestima, e, nesse aspecto, o convívio com a rede social pode ser libertador. “De uma maneira geral, tudo é amplificado no mundo virtual: as pressões pelo enquadramento aos padrões são maiores e problemas são aumentados ou simplesmente criados, mas por outro lado, o mundo virtual pode abrir as portas para a obtenção de soluções adequadas para os problemas que existem na vida real. As redes sociais permitem o contato com grande número de pessoas com os mesmos problemas, contribuindo para uma maior aceitação, bem como para a solução necessária que, de outra forma, permaneceriam como uma determinação do destino da qual não se pode escapar”, reflete o cirurgião.

Padrão estético exagerado

Veiculação de tratamentos estéticos milagrosos e um ideal de beleza muito exagerado disseminados pelas redes sociais são preocupações destacadas pela dermatologista Lorena Marçal, vice-presidente regional Bahia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/BA).

Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, gerando um falso ideal de beleza e de “facilidade” de procedimentos sem riscos, propagados por pessoas que não são médicos nem especialistas e não têm conhecimento e autorização para divulgar esses serviços.

“É preciso ter muito cuidado. Hoje em dia buscam um padrão que nem sempre é indicado e recomendado, como lábios exageradamente grandes, mandíbulas marcadas, região molar muito projetada, nariz fino e sobrancelhas bastante arqueadas. Na dúvida, tem que procurar um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só através de uma avaliação médica bem feita é que se pode fazer as indicações exatas do que realmente é necessário, e qual o melhor procedimento a ser feito”.


Fonte:https://www.revistaabm.com.br/artigos/a-pressao-por-perfeicao-causada-pelas-redes-sociais-pode-afetar-a-qualidade-de-vida-das-pessoas
No trecho “Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, no contexto, por:
Alternativas
Respostas
17741: A
17742: A
17743: E
17744: B
17745: E
17746: A
17747: D
17748: A
17749: C
17750: B
17751: E
17752: C
17753: D
17754: E
17755: D
17756: A
17757: A
17758: C
17759: B
17760: E