Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3140192 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De que são feitos os dias?


De que são feitos os dias?

− De pequenos desejos,

vagarosas saudades,

silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,

momentâneos lampejos:

vagas felicidades,

inactuais esperanças.

De loucuras, de crimes,

de pecados, de glórias

− do medo que encadeia

todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,

dentro deles choramos,

em duros desenlaces

e em sinistras alianças...


Cecilia Meireles, Canções

https://www.tudoepoema.com.br/cecilia-meireles-de-que-sao-feitos-osdias/#google_vignette

No poema "De que são feitos os dias?", Cecília Meireles apresenta uma reflexão sobre o cotidiano e a vida, utilizando figuras de linguagem e elementos subjetivos para criar uma atmosfera lírica.
Com base no texto, analise as afirmativas abaixo e escolha a alternativa que interpreta corretamente o conteúdo do poema.
Alternativas
Q3139494 Português
Com base nas características apresentadas sobre Tipos Textuais e Gêneros Textuais, relacione as colunas corretamente:

Coluna 1 − Características

(1)Constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.
(2)Sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos e tempo verbal.
(3)Realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas.
(4)Constituem sequências linguísticas ou enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos.

Coluna 2 − Tipos Textuais e Gêneros Textuais

(A)Tipos Textuais.
(B)Gêneros Textuais. Assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta:
Alternativas
Q3139412 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não espalha

Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

− O que houve?

− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

− Amar é só gostar de ficar junto, filha.

Ela, inesperadamente, respondeu:

− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha
Considere o seguinte trecho do texto adaptado de Fabrício Carpinejar:

"E, de repente, quem ama muito nem diz 'eu te amo', economiza no 'eu te amo', porém é abundante na prática da reciprocidade."

Com base nos estudos sobre vícios de linguagem, analise a construção da frase e assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3139082 Português
Em relação à variedade linguística presente na charge abaixo, assinalar a alternativa CORRETA. 
29.png (357×513)
Alternativas
Q3139074 Português
Sobre as figuras de linguagem, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

___________ é a figura de linguagem que substitui um termo por outro, desde que haja uma relação entre eles, como o nome do autor pela obra, enquanto ____________ é a figura associada ao uso de sentimentos humanos e palavras por seres inanimados ou animais. 
Alternativas
Q3139057 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?


Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha 

No texto adaptado de Fabrício Carpinejar, o autor apresenta uma reflexão sobre a forma de expressar o amor. Com base no texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3139031 Português
Rosa-do-deserto

        Novidade recente no mercado nacional de flores, a rosa-do-deserto (Adenium obesum) ainda tem seu processo produtivo sob a luz de estudos e pesquisas de dados científicos para o aprimoramento das técnicas de cultivo. No entanto, o visual exótico e exuberante da planta, que desperta o interesse de muitos compradores, paisagistas e colecionadores, já a tornou fonte de renda para agricultores brasileiros por meio do comércio em floriculturas, feiras de rua, atacados e outros pontos de venda.
        A rosa-do-deserto encontra, em boa parte das regiões daqui, condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento — inclusive, é considerada uma ótima alternativa de cultura rentável para o pequeno e médio produtor rural de áreas semiáridas e sem sistema de irrigação. Descoberta na África subsaariana — o lado sul do deserto do Saara —, a flor típica de locais de clima quente e seco, como o próprio nome sugere, se beneficia de um sistema natural de armazenamento de água e nutrientes no caule (caudex), que permite à planta suportar longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas.
        Valorizada, a rosa-do-deserto, que não exige muito espaço para crescer, é ideal para vasos, embora também possa ser cultivada em solo com boa drenagem para ornamentação de jardins. Na natureza, a rosa-do-deserto chega a 4 metros de altura, porém, a mais comercializada no mundo é a versão miniatura da flor, com aspecto que se assemelha ao dos bonsais. Replantes e podas de raízes e brotações são alguns dos tratos culturais necessários para se obter a beleza escultural do caule compacto e sinuoso.
        Herbácea e suculenta, ela possui diversas cores vibrantes, únicas ou em degradê e em opções que vão do branco e diferentes tons de rosa ao preto, e cinco pétalas e sépalas, que se fundem dentro de um tubo floral, com florescimento a partir de um a dois anos após o plantio. Simples ou dobradas, algumas flores exalam um leve aroma.
        Caducifólia, a rosa-do-deserto perde no fim do outono sua vistosa folhagem, de aspecto brilhante e de coloração verde-escura. Ovais, estreitas e lanceoladas, as folhas se apresentam reunidas em grupos ao longo dos ramos de textura média, como o tronco, que, aliás, exige o uso de luvas para ser manuseado, devido à seiva tóxica que contém.

Revista Globo Rural — adaptado.
Uma maneira de reescrevermos o trecho “Valorizada, a rosa-do-deserto, que não exige muito espaço para crescer, é ideal para vasos, embora também possa ser cultivada em solo com boa drenagem para ornamentação de jardins.” (3º parágrafo), mantendo-se a lógica textual e as normas gramaticais, é: 
Alternativas
Q3139029 Português
Rosa-do-deserto

        Novidade recente no mercado nacional de flores, a rosa-do-deserto (Adenium obesum) ainda tem seu processo produtivo sob a luz de estudos e pesquisas de dados científicos para o aprimoramento das técnicas de cultivo. No entanto, o visual exótico e exuberante da planta, que desperta o interesse de muitos compradores, paisagistas e colecionadores, já a tornou fonte de renda para agricultores brasileiros por meio do comércio em floriculturas, feiras de rua, atacados e outros pontos de venda.
        A rosa-do-deserto encontra, em boa parte das regiões daqui, condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento — inclusive, é considerada uma ótima alternativa de cultura rentável para o pequeno e médio produtor rural de áreas semiáridas e sem sistema de irrigação. Descoberta na África subsaariana — o lado sul do deserto do Saara —, a flor típica de locais de clima quente e seco, como o próprio nome sugere, se beneficia de um sistema natural de armazenamento de água e nutrientes no caule (caudex), que permite à planta suportar longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas.
        Valorizada, a rosa-do-deserto, que não exige muito espaço para crescer, é ideal para vasos, embora também possa ser cultivada em solo com boa drenagem para ornamentação de jardins. Na natureza, a rosa-do-deserto chega a 4 metros de altura, porém, a mais comercializada no mundo é a versão miniatura da flor, com aspecto que se assemelha ao dos bonsais. Replantes e podas de raízes e brotações são alguns dos tratos culturais necessários para se obter a beleza escultural do caule compacto e sinuoso.
        Herbácea e suculenta, ela possui diversas cores vibrantes, únicas ou em degradê e em opções que vão do branco e diferentes tons de rosa ao preto, e cinco pétalas e sépalas, que se fundem dentro de um tubo floral, com florescimento a partir de um a dois anos após o plantio. Simples ou dobradas, algumas flores exalam um leve aroma.
        Caducifólia, a rosa-do-deserto perde no fim do outono sua vistosa folhagem, de aspecto brilhante e de coloração verde-escura. Ovais, estreitas e lanceoladas, as folhas se apresentam reunidas em grupos ao longo dos ramos de textura média, como o tronco, que, aliás, exige o uso de luvas para ser manuseado, devido à seiva tóxica que contém.

Revista Globo Rural — adaptado.
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens.

I. Embora ainda esteja em processo de adaptação técnica e mercadológica, a rosa-do-deserto é bastante apreciada por paisagistas.
II. Para se obter a versão miniatura da rosa-do-deserto, o bonsai, são necessárias apenas as podas de raízes e brotações.
III. Mesmo que se ofereça renda aos produtores, a rosa-do-deserto tem restrições, especialmente, em se tratando de saúde humana.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3139027 Português
Rosa-do-deserto

        Novidade recente no mercado nacional de flores, a rosa-do-deserto (Adenium obesum) ainda tem seu processo produtivo sob a luz de estudos e pesquisas de dados científicos para o aprimoramento das técnicas de cultivo. No entanto, o visual exótico e exuberante da planta, que desperta o interesse de muitos compradores, paisagistas e colecionadores, já a tornou fonte de renda para agricultores brasileiros por meio do comércio em floriculturas, feiras de rua, atacados e outros pontos de venda.
        A rosa-do-deserto encontra, em boa parte das regiões daqui, condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento — inclusive, é considerada uma ótima alternativa de cultura rentável para o pequeno e médio produtor rural de áreas semiáridas e sem sistema de irrigação. Descoberta na África subsaariana — o lado sul do deserto do Saara —, a flor típica de locais de clima quente e seco, como o próprio nome sugere, se beneficia de um sistema natural de armazenamento de água e nutrientes no caule (caudex), que permite à planta suportar longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas.
        Valorizada, a rosa-do-deserto, que não exige muito espaço para crescer, é ideal para vasos, embora também possa ser cultivada em solo com boa drenagem para ornamentação de jardins. Na natureza, a rosa-do-deserto chega a 4 metros de altura, porém, a mais comercializada no mundo é a versão miniatura da flor, com aspecto que se assemelha ao dos bonsais. Replantes e podas de raízes e brotações são alguns dos tratos culturais necessários para se obter a beleza escultural do caule compacto e sinuoso.
        Herbácea e suculenta, ela possui diversas cores vibrantes, únicas ou em degradê e em opções que vão do branco e diferentes tons de rosa ao preto, e cinco pétalas e sépalas, que se fundem dentro de um tubo floral, com florescimento a partir de um a dois anos após o plantio. Simples ou dobradas, algumas flores exalam um leve aroma.
        Caducifólia, a rosa-do-deserto perde no fim do outono sua vistosa folhagem, de aspecto brilhante e de coloração verde-escura. Ovais, estreitas e lanceoladas, as folhas se apresentam reunidas em grupos ao longo dos ramos de textura média, como o tronco, que, aliás, exige o uso de luvas para ser manuseado, devido à seiva tóxica que contém.

Revista Globo Rural — adaptado.
O texto lido tem caráter informativo, mas apresenta uma adjetivação progressiva acerca da temática central. Nesse sentido, assinalar a alternativa que apresenta uma descrição específica, não geral, sobre a rosa-do-deserto. 
Alternativas
Q3138796 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos. 


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?


Há dias em que parece que você ama mais.Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha

No texto adaptado de Fabrício Carpinejar, observa-se o uso de figuras de linguagem como recurso estilístico para enriquecer a expressividade do discurso. No trecho:

"Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos."

Analise o uso das figuras de linguagem nesse trecho e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3137574 Português
Assinalar a sentença que foi elaborada a partir de um eufemismo, isto é, com a intenção de suavizar uma expressão:
Alternativas
Q3137568 Português
Quais as chances de você ser atingido por lixo espacial?

    Em 7 de março de 2024, o Departamento Federal de Proteção Civil e Assistência a Desastres (BBK) enviou um aviso aos residentes da Alemanha: nos dias 8 e 9 de março, pedaços de detritos espaciais poderiam sobrevoar ou até mesmo cair sobre o país — embora isso fosse altamente improvável. Como o esperado, o pallet de baterias descartado da Estação Espacial Internacional (ISS) em 21 de março de 2021 queimou ao reentrar na atmosfera, sobretudo acima da América Central, na tarde de sexta-feira (08/03).
    Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), detritos espaciais entram na atmosfera do nosso planeta quase todas as semanas em trajetórias descontroladas — ou seja, não guiados por computadores ou humanos na Terra. O número tem aumentado constantemente desde a década de 1960. Em média, de 1960 a 2000, cerca de 500 pedaços de entulho caíram por ano na Terra. Nos últimos anos, porém, esse montante aumentou ainda mais significativamente: de acordo com a ESA, quase 2,5 mil pedaços de lixo espacial caíram na Terra em 2022. Em 2023, o número foi de cerca de 1,5 mil.
    Estima-se que cerca de 44 toneladas de material meteorítico caiam na Terra todos os dias, mas cerca de 95% queima ao entrar na atmosfera. A maior parte do lixo espacial que cai no nosso planeta é composto de detritos de fragmentação de carga útil, ou seja, objetos que são fragmentados ou liberados involuntariamente de uma espaçonave (seja ela tripulada ou não) quando um objeto explode ou colide com outro. Outros detritos espaciais comuns incluem objetos relacionados a missões de foguetes e objetos espaciais liberados intencionalmente após terem cumprido seu propósito. Isso inclui baterias gastas, como a responsável pelo alerta do BKK, e satélites antigos que saíram de operação, por exemplo.
    "Alguns combustíveis de espaçonaves são tóxicos, como a hidrazina, por exemplo. Existem metais como o berílio e o magnésio, que geralmente estão na forma de ligas, mas o berílio é definitivamente um caso bastante prejudicial", disse Alice Gorman, arqueóloga espacial e especialista em detritos espaciais, em entrevista em 2021.
    Mas, afinal, qual é o risco de ser atingido por detritos espaciais? Especialistas estimam que é três vezes mais provável ser atingido por um meteorito do que por detritos espaciais.
    Além disso, uma pessoa tem 65 mil vezes mais probabilidade de ser atingida por um raio do que por um pedaço de lixo espacial. E a probabilidade de alguém morrer em um acidente doméstico é 1,5 milhão de vezes maior do que de ter um detrito espacial atingindo a sua cabeça.


Josélia Pegorim — Climatempo, 2024. Adaptado.
Em relação às informações apresentadas no texto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3137566 Português
Quais as chances de você ser atingido por lixo espacial?

    Em 7 de março de 2024, o Departamento Federal de Proteção Civil e Assistência a Desastres (BBK) enviou um aviso aos residentes da Alemanha: nos dias 8 e 9 de março, pedaços de detritos espaciais poderiam sobrevoar ou até mesmo cair sobre o país — embora isso fosse altamente improvável. Como o esperado, o pallet de baterias descartado da Estação Espacial Internacional (ISS) em 21 de março de 2021 queimou ao reentrar na atmosfera, sobretudo acima da América Central, na tarde de sexta-feira (08/03).
    Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), detritos espaciais entram na atmosfera do nosso planeta quase todas as semanas em trajetórias descontroladas — ou seja, não guiados por computadores ou humanos na Terra. O número tem aumentado constantemente desde a década de 1960. Em média, de 1960 a 2000, cerca de 500 pedaços de entulho caíram por ano na Terra. Nos últimos anos, porém, esse montante aumentou ainda mais significativamente: de acordo com a ESA, quase 2,5 mil pedaços de lixo espacial caíram na Terra em 2022. Em 2023, o número foi de cerca de 1,5 mil.
    Estima-se que cerca de 44 toneladas de material meteorítico caiam na Terra todos os dias, mas cerca de 95% queima ao entrar na atmosfera. A maior parte do lixo espacial que cai no nosso planeta é composto de detritos de fragmentação de carga útil, ou seja, objetos que são fragmentados ou liberados involuntariamente de uma espaçonave (seja ela tripulada ou não) quando um objeto explode ou colide com outro. Outros detritos espaciais comuns incluem objetos relacionados a missões de foguetes e objetos espaciais liberados intencionalmente após terem cumprido seu propósito. Isso inclui baterias gastas, como a responsável pelo alerta do BKK, e satélites antigos que saíram de operação, por exemplo.
    "Alguns combustíveis de espaçonaves são tóxicos, como a hidrazina, por exemplo. Existem metais como o berílio e o magnésio, que geralmente estão na forma de ligas, mas o berílio é definitivamente um caso bastante prejudicial", disse Alice Gorman, arqueóloga espacial e especialista em detritos espaciais, em entrevista em 2021.
    Mas, afinal, qual é o risco de ser atingido por detritos espaciais? Especialistas estimam que é três vezes mais provável ser atingido por um meteorito do que por detritos espaciais.
    Além disso, uma pessoa tem 65 mil vezes mais probabilidade de ser atingida por um raio do que por um pedaço de lixo espacial. E a probabilidade de alguém morrer em um acidente doméstico é 1,5 milhão de vezes maior do que de ter um detrito espacial atingindo a sua cabeça.


Josélia Pegorim — Climatempo, 2024. Adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta o tipo do texto.  
Alternativas
Q3135732 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 46 do texto, a locução conjuntiva “No entanto” poderia ser substituída, sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre, por:
Alternativas
Q3135726 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o vocábulo “muitos” (l. 48), é correto afirmar que essa palavra faz referência a: 
Alternativas
Q3135722 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o vocábulo “mudança” (l. 08), assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um sinônimo e um antônimo para esse termo.
Alternativas
Q3135719 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Canadá, Itália e Índia são alguns dos países que realizaram pilotos da semana de trabalho de quatro dias.
( ) Em relação ao emprego de uma semana de trabalho de apenas quatro dias, o primeiro país do mundo que legislou sobre o assunto foi a Bélgica.
( ) Na Bélgica, desde fevereiro de 2022, os trabalhadores podem realizar uma semana de trabalho completa em apenas quatro dias, com carga horária reduzida.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152266 Português
Manos e Minas
Eu quero os manos, os manos, os manos, os manos, as minas, as minas, as minas, as minas levante as mãos e é só curtir, guerreiros e guerreiras curtem hip-hop, rap som do gueto firmo então pode vir. (x2)
É o som do gueto (hu, hu)/ Pode vir (hu, hu)/ Hip-hop (hu, hu)
Canto firme, sou black charme o rap, os mano e as mina que firmo (hey, hey)
Tô chegando na balada pra sentir, o clima é de festa, ver as mina olha sorrir, e os mano ver as minas aquele jeito pra curtir enfim o rap reina nas balada black black e black black.
NOVAMENTS. Manos e Minas. Disponível em: https://www.letras.mus.br/novaments/. Acesso em: 7 maio 2024.

Em uma aula cujo objetivo era combater o preconceito linguístico, uma professora da 2ª série do Ensino Médio apresentou aos seus alunos o rap intitulado Manos e Minas, apresentado acima. Por meio da canção, a docente ofereceu aos estudantes a possibilidade de discutirem sobre o “pretoguês”, termo criado pela professora e antropóloga Lélia Gonzalez, que o define como marca de africanização do português falado no Brasil.

Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma ação pedagógica adequada à reflexão sociolinguística, no âmbito do combate ao racismo linguístico, conforme pretendido pela professora ao trabalhar essa canção.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150132 Português
Na atuação docente em salas de aula da Educação Básica, a utilização de livros didáticos é uma das práticas mais recorrentes. Com relação ao ensino de História, as obras aprovadas pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) disponibilizam imagens capazes de potencializar a leitura de distintas linguagens e/ou representações. Contudo, as fontes imagéticas nem sempre são associadas a textos escritos ou a outras produções culturais de forma adequada, deixando-as na condição de mera ilustração.

De acordo com o texto, o planejamento e trabalho pedagógico com fontes imagéticas disponíveis no livro didático pode contribuir com o desenvolvimento das competências e das habilidades relevantes para a compreensão histórica, desde que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Artes Visuais |
Q4142595 Português
“Você me empresta uma obra de arte?”. Com o objetivo de realizar uma exposição, Gonzalo Pedraza solicitou o empréstimo de uma obra de arte a, aproximadamente, 2 mil pessoas entre 2008 e 2013. Movido por um projeto que se organizava como um misto de curadoria participativa, proposta de arte e, ao mesmo tempo, projeto educativo, Pedraza bateu à porta da casa de cada uma dessas pessoas. Mais do que o empréstimo de uma obra de arte para uma mostra, o curador estava rogando por uma resposta para um problema insolúvel: afinal, o que é arte? Ou melhor: quando é arte e quem diz que é?

Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/115180. Acesso: 31 maio 2024 (adaptado).

Com base no texto apresentado, assinale a opção correta.
Alternativas
Respostas
15141: C
15142: B
15143: C
15144: D
15145: C
15146: A
15147: D
15148: B
15149: C
15150: D
15151: D
15152: C
15153: C
15154: D
15155: E
15156: C
15157: E
15158: B
15159: C
15160: B