Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3389923 Português
      Bullying é uma palavra de origem inglesa que designa atos de agressão e intimidação repetitivos contra uma pessoa que não é aceita por um grupo. Quando isso acontece por meio da internet ou de dispositivos eletrônicos, chamamos de bullying virtual. Ele ocorre quando uma criança ou adolescente usa a internet ou um celular para ameaçar, __________ ou incomodar outra pessoa. Isso pode ser feito por mensagens, redes sociais, emails ou sites, e pode acontecer a qualquer hora e lugar. Muitas vezes é difícil descobrir quem está fazendo isso, porque não precisa de contato direto como no bullying físico.
      O agressor pode mandar mensagens ofensivas, invadir contas ou até criar sites para envergonhar a vítima. Para evitar esse tipo de bullying, os pais devem conversar com os filhos, acompanhar o que eles fazem na internet e usar programas de segurança. É importante que as crianças se sintam seguras para pedir ajuda de um adulto de confiança assim que algo acontecer. Por isso, prevenir ainda é a melhor forma de combater o bullying virtual.
Considerando-se o texto, a melhor forma de se combater o bullying virtual é: 
Alternativas
Q3389922 Português
      Bullying é uma palavra de origem inglesa que designa atos de agressão e intimidação repetitivos contra uma pessoa que não é aceita por um grupo. Quando isso acontece por meio da internet ou de dispositivos eletrônicos, chamamos de bullying virtual. Ele ocorre quando uma criança ou adolescente usa a internet ou um celular para ameaçar, __________ ou incomodar outra pessoa. Isso pode ser feito por mensagens, redes sociais, emails ou sites, e pode acontecer a qualquer hora e lugar. Muitas vezes é difícil descobrir quem está fazendo isso, porque não precisa de contato direto como no bullying físico.
      O agressor pode mandar mensagens ofensivas, invadir contas ou até criar sites para envergonhar a vítima. Para evitar esse tipo de bullying, os pais devem conversar com os filhos, acompanhar o que eles fazem na internet e usar programas de segurança. É importante que as crianças se sintam seguras para pedir ajuda de um adulto de confiança assim que algo acontecer. Por isso, prevenir ainda é a melhor forma de combater o bullying virtual.
De acordo com o texto, é uma ação que ajuda a evitar o bullying virtual: 
Alternativas
Q3389621 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma corrida épica nos seus ouvidos


Você provavelmente faz bom uso dos seus fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas como eles realmente cancelam o ruído indesejado?

Os seus fones, por menores que sejam, incluem mais de um microfone.

Um deles coleta a onda sonora do ruído que entra, gerando uma corrida entre a velocidade do som.

O fone recebe a onda sonora barulhenta e a inverte, agrega e faz com que ela chegue ao seu tímpano exatamente com a mesma velocidade do som indesejado original.

A onda sonora que você não quer ouvir é cancelada pela própria onda sonora invertida. Por isso, você não a escuta e continua apreciando o som que realmente aprecia.

Isso parece uma inovação recente, mas sua origem remonta a setenta anos atrás, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Os Estados Unidos enviavam helicópteros para recolher soldados feridos ou imobilizados, que pediam ajuda pelo rádio. Mas as pás dos helicópteros impediam que os sinais fossem ouvidos.

Nem o piloto, nem os passageiros dos helicópteros conseguiam se comunicar verbalmente entre si, impossibilitados pelo ruído. O engenheiro Lawrence J. Fogel comprovou esta situação e fez diversas viagens de helicóptero em busca de uma solução.

A teoria sobre a forma de cancelamento das ondas sonoras entre si havia sido descoberta mais de cento e cinquenta anos antes. Mas Fogel foi o primeiro a fazer uso prático dela, na década de 1950.

Ele criou os primeiros fones de ouvido com cancelamento de som. Com isso, Fogel transformou completamente as comunicações durante o voo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado. 
Um deles coleta a onda sonora do ruído que entra, "gerando uma corrida entre a velocidade do som".

No texto apresentado, a expressão "gerando uma corrida entre a velocidade do som" emprega uma figura de linguagem. Sobre esse uso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3389534 Português
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Fonte: Martha Medeiros. Adaptado. 
A expressão “Clic, clic, clic” (1º parágrafo) é uma figura de linguagem. Qual é essa figura de linguagem?
Alternativas
Q3389533 Português
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Fonte: Martha Medeiros. Adaptado. 
As palavras sublinhadas abaixo podem ser substituídas, respectivamente, sem alteração de sentido, por:

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas [...]. 
Alternativas
Q3389532 Português
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Fonte: Martha Medeiros. Adaptado. 
De acordo com as informações do texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) O texto, em formato de crônica, apresenta situações cotidianas que respondem às perguntas impostas pela autora, demonstrando a beleza feminina no mundano.
( ) As mulheres são bonitas quando estão sendo vistas por todos.
( ) O último parágrafo é um exemplo da complexidade das mulheres, demonstrando que “beleza” é um termo amplo.
Alternativas
Q3389078 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os mineiros e os elevadores


O elevador é o meio de transporte mais seguro que existe. E um dos principais motivos são os cabos incrivelmente fortes que o sustentam.

Ele solucionou um problema mortal que havia nas minas de carvão do século 19, que impulsionaram a Revolução Industrial. Os mineiros precisavam descer a grandes profundidades e os elevadores eram pendurados com cordas de cânhamo ou correntes de ferro, que se rompiam com o uso.

Em 1834, Wilhelm Albert criou o cabo de aço trançado, mais forte que as cordas de cânhamo e mais barato e mais leve do que as correntes de ferro. Foi esta invenção de 190 anos atrás que tornou os elevadores mais seguros.

Mas a tecnologia que ajuda a impulsionar os elevadores para cima é ainda mais antiga. Ela foi empregada em uma arma de guerra perto do século 12.

O trabuco de contrapeso era um aparelho gigantesco, parecido com uma catapulta. Ele era usado para lançar projéteis enormes a grandes distâncias, permitindo aos invasores esmagar as defesas inimigas com muita rapidez.

O trabuco empregava o mesmo mecanismo que possibilita que os elevadores de hoje em dia movimentem o peso da cabine para cima.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado.
O texto aborda a evolução dos elevadores, destacando o impacto do cabo de aço trançado e a relação entre seu funcionamento e antigos mecanismos medievais como o trabuco.

A partir do texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3389037 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Cabos de cobre para evitar acidentes


As telas sensíveis ao toque são cada vez mais populares e já não nos assombramos com elas.


O celular levou este tipo de telas ao público em 2007, mas a tecnologia já era empregada nas torres de controle de tráfego aéreo desde a década de 1960.


A missão dos controladores de tráfego aéreo em terra é proteger a vida humana nos céus. Cada voo é identificado com um prefixo e, naquela época, era preciso escrever este código único para que os computadores processassem as informações de voo.


Com as dimensões do tráfego aéreo, a precisão era indispensável. E havia muita coisa em jogo: cada voo tinha um código grande de caracteres e, quando se escreve sob pressão, é muito fácil cometer erros.


Até que o engenheiro britânico Eric Arthur Johnson teve uma ideia engenhosa para se desfazer do teclado: uma tela sensível aos dedos.


Ele sabia que as cargas elétricas se armazenam nos nossos corpos. E, quando dois campos elétricos se aproximam, eles perturbam um ao outro.


Mas o que acontece se você esticar um pedaço de cabo de cobre e o conectar a um computador?


Se, nos centros de controle de tráfego aéreo, houvesse telas com uma série de cabos de cobre e cada um deles pudesse ser detectado e etiquetado com os códigos de voo separadamente, o controlador só precisaria tocar no indicativo, em vez de escrevê-lo.


Aquela foi a primeira tela sensível ao toque do mundo. E permitiu ajustar rapidamente os planos de voo dos aviões, evitando a ocorrência de tragédias.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado.



Muitas vezes, nos esquecemos de que estamos sempre rodeados por uma tecnologia fabulosa. E, mesmo sem observarmos, o extraordinário engenho humano se esconde por trás de muitos deles.

A partir da leitura do texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3388996 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma corrida épica nos seus ouvidos


Você provavelmente faz bom uso dos seus fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas como eles realmente cancelam o ruído indesejado?


Os seus fones, por menores que sejam, incluem mais de um microfone.


Um deles coleta a onda sonora do ruído que entra, gerando uma corrida entre a velocidade do som.


O fone recebe a onda sonora barulhenta e a inverte, agrega e faz com que ela chegue ao seu tímpano exatamente com a mesma velocidade do som indesejado original.


A onda sonora que você não quer ouvir é cancelada pela própria onda sonora invertida. Por isso, você não a escuta e continua apreciando o som que realmente aprecia.


Isso parece uma inovação recente, mas sua origem remonta a setenta anos atrás, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).


Os Estados Unidos enviavam helicópteros para recolher soldados feridos ou imobilizados, que pediam ajuda pelo rádio. Mas as pás dos helicópteros impediam que os sinais fossem ouvidos.


Nem o piloto, nem os passageiros dos helicópteros conseguiam se comunicar verbalmente entre si, impossibilitados pelo ruído. O engenheiro Lawrence J. Fogel comprovou esta situação e fez diversas viagens de helicóptero em busca de uma solução.


A teoria sobre a forma de cancelamento das ondas sonoras entre si havia sido descoberta mais de cento e cinquenta anos antes. Mas Fogel foi o primeiro a fazer uso prático dela, na década de 1950.


Ele criou os primeiros fones de ouvido com cancelamento de som. Com isso, Fogel transformou completamente as comunicações durante o voo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado.
Frequentemente, esquecemos que estamos cercados por tecnologias notáveis. Em casa, no trabalho ou no bolso, inúmeros objetos engenhosos, fruto da criatividade, da sorte e do acaso, facilitam nosso cotidiano sem que muitas vezes percebamos.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3388445 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto à identificação da figura de linguagem presente na frase:
Alternativas
Q3387828 Português
Assinale a alternativa que apresente um antônimo para o termo em destaque no trecho: “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”.
Alternativas
Q3387822 Português

Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos



        A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.


        Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.


        Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri. 


        Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações. 


        O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal. 


        A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”. 


Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período, considerando o contexto do texto: Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell.
Alternativas
Q3387821 Português

Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos



        A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.


        Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.


        Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri. 


        Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações. 


        O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal. 


        A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”. 


Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente o termo do texto ao qual se refere o termo em destaque no período: “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri.
Alternativas
Q3387820 Português

Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos



        A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.


        Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.


        Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri. 


        Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações. 


        O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal. 


        A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”. 


Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente o tema do texto:  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386962 Português

Todas as sociedades definem implicitamente uma legitimidade da dor que se antecipa a circunstâncias sociais, culturais ou físicas tidas como difíceis. Uma experiência acumulada do grupo leva seus membros a uma expectativa do sofrimento habitual imputável a esses fatos.

 

A intervenção cirúrgica ou dentária, as sequelas de ferimento etc. são precedidas pelo comentário experiente dos que já passaram pela mesma situação e se apressam em dar sua impressão ou seu conselho. O médico pode sugerir a intensidade da dor pela qual o paciente passará. Cada experiência, cada doença, cada lesão é associada a uma margem difusa de sofrimento. A sociedade indica simbolicamente os limites do licito e, fazendo isso, esforça-se por dissuadir dos possíveis excessos. A expressão individual da dor penetra no cerne de formas ritualizadas, alimentando a expectativa de suas testemunhas.

 

Quando um sofrimento exibido parece desproporcional em relação à causa e ultrapassa o limite tradicional, desconfia-se de complacência ou de fingimento. A reputação do ator está então em jogo. Nos casos em que é obrigatório aguentar o sofrimento com firmeza, o homem oprimido pela dor e que não corresponde à expectativa dos outros através de sua propensão à queixa e às lágrimas, expõe-se à reprovação muda ou à exortação para que se comporte melhor. Essa discrepância em relação à discrição habitual provoca atitudes opostas àquelas desejadas pelo doente: a compaixão dá lugar ao constrangimento ou à incompreensão.

 

Inversamente, quando a ritualização da dor pede a dramatização, compreende-se mal quem interioriza seu sofrimento e não diz nada a ninguém. Se a queixa tem valor de linguagem que confirma aos próximos o beneficio de sua presença à cabeceira do doente, sua discrição parece negar a compaixão demonstrada em seu favor. Impenetrável apesar da dor que se supõe estar sentindo, o doente parece afirmar a insignificância daqueles que se apinham ao seu lado. Sua aparente capacidade para assumir sozinho e em silêncio sua provação frustra a família, que não espera senão a queixa para prodigalizar consolo e apoio.

 

A dor tem ritos que não são transgredidos sem o risco de indispor ou de ofender as pessoas de boa vontade. Mesmo no horror do que está sentindo, o homem sofredor segue o caminho que as tradições lhe traçam.

 

(Adaptado de: LE BRETON, David. Antropologia da Dor. São Paulo: Fap-Unifesp, 2013, p. 110-111)

Se a queixa tem valor de linguagem que confirma aos próximos o beneficio de sua presença a cabeceira do doente, sua discrição parece negar a compaixão demonstrada em seu favor.

 

Uma redação alternativa para a frase acima, que mantém a coerência e, em linhas gerais, seu sentido, encontra-se em:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386961 Português

Todas as sociedades definem implicitamente uma legitimidade da dor que se antecipa a circunstâncias sociais, culturais ou físicas tidas como difíceis. Uma experiência acumulada do grupo leva seus membros a uma expectativa do sofrimento habitual imputável a esses fatos.

 

A intervenção cirúrgica ou dentária, as sequelas de ferimento etc. são precedidas pelo comentário experiente dos que já passaram pela mesma situação e se apressam em dar sua impressão ou seu conselho. O médico pode sugerir a intensidade da dor pela qual o paciente passará. Cada experiência, cada doença, cada lesão é associada a uma margem difusa de sofrimento. A sociedade indica simbolicamente os limites do licito e, fazendo isso, esforça-se por dissuadir dos possíveis excessos. A expressão individual da dor penetra no cerne de formas ritualizadas, alimentando a expectativa de suas testemunhas.

 

Quando um sofrimento exibido parece desproporcional em relação à causa e ultrapassa o limite tradicional, desconfia-se de complacência ou de fingimento. A reputação do ator está então em jogo. Nos casos em que é obrigatório aguentar o sofrimento com firmeza, o homem oprimido pela dor e que não corresponde à expectativa dos outros através de sua propensão à queixa e às lágrimas, expõe-se à reprovação muda ou à exortação para que se comporte melhor. Essa discrepância em relação à discrição habitual provoca atitudes opostas àquelas desejadas pelo doente: a compaixão dá lugar ao constrangimento ou à incompreensão.

 

Inversamente, quando a ritualização da dor pede a dramatização, compreende-se mal quem interioriza seu sofrimento e não diz nada a ninguém. Se a queixa tem valor de linguagem que confirma aos próximos o beneficio de sua presença à cabeceira do doente, sua discrição parece negar a compaixão demonstrada em seu favor. Impenetrável apesar da dor que se supõe estar sentindo, o doente parece afirmar a insignificância daqueles que se apinham ao seu lado. Sua aparente capacidade para assumir sozinho e em silêncio sua provação frustra a família, que não espera senão a queixa para prodigalizar consolo e apoio.

 

A dor tem ritos que não são transgredidos sem o risco de indispor ou de ofender as pessoas de boa vontade. Mesmo no horror do que está sentindo, o homem sofredor segue o caminho que as tradições lhe traçam.

 

(Adaptado de: LE BRETON, David. Antropologia da Dor. São Paulo: Fap-Unifesp, 2013, p. 110-111)

... alimentando a expectativa de suas testemunhas.

... à expectativa dos outros através de sua propensão à queixa e às lágrimas ... 

Impenetrável apesar da dor que se supõe ...

 

Os termos sublinhados acima referem-se no contexto, respectivamente, a:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386960 Português

Todas as sociedades definem implicitamente uma legitimidade da dor que se antecipa a circunstâncias sociais, culturais ou físicas tidas como difíceis. Uma experiência acumulada do grupo leva seus membros a uma expectativa do sofrimento habitual imputável a esses fatos.

 

A intervenção cirúrgica ou dentária, as sequelas de ferimento etc. são precedidas pelo comentário experiente dos que já passaram pela mesma situação e se apressam em dar sua impressão ou seu conselho. O médico pode sugerir a intensidade da dor pela qual o paciente passará. Cada experiência, cada doença, cada lesão é associada a uma margem difusa de sofrimento. A sociedade indica simbolicamente os limites do licito e, fazendo isso, esforça-se por dissuadir dos possíveis excessos. A expressão individual da dor penetra no cerne de formas ritualizadas, alimentando a expectativa de suas testemunhas.

 

Quando um sofrimento exibido parece desproporcional em relação à causa e ultrapassa o limite tradicional, desconfia-se de complacência ou de fingimento. A reputação do ator está então em jogo. Nos casos em que é obrigatório aguentar o sofrimento com firmeza, o homem oprimido pela dor e que não corresponde à expectativa dos outros através de sua propensão à queixa e às lágrimas, expõe-se à reprovação muda ou à exortação para que se comporte melhor. Essa discrepância em relação à discrição habitual provoca atitudes opostas àquelas desejadas pelo doente: a compaixão dá lugar ao constrangimento ou à incompreensão.

 

Inversamente, quando a ritualização da dor pede a dramatização, compreende-se mal quem interioriza seu sofrimento e não diz nada a ninguém. Se a queixa tem valor de linguagem que confirma aos próximos o beneficio de sua presença à cabeceira do doente, sua discrição parece negar a compaixão demonstrada em seu favor. Impenetrável apesar da dor que se supõe estar sentindo, o doente parece afirmar a insignificância daqueles que se apinham ao seu lado. Sua aparente capacidade para assumir sozinho e em silêncio sua provação frustra a família, que não espera senão a queixa para prodigalizar consolo e apoio.

 

A dor tem ritos que não são transgredidos sem o risco de indispor ou de ofender as pessoas de boa vontade. Mesmo no horror do que está sentindo, o homem sofredor segue o caminho que as tradições lhe traçam.

 

(Adaptado de: LE BRETON, David. Antropologia da Dor. São Paulo: Fap-Unifesp, 2013, p. 110-111)

Considere as seguintes afirmativas acerca da estruturação do texto.

 

I. O 2º parágrafo esclarece, mediante exemplos, a regra geral exposta na introdução do texto e, com a expressão "possíveis excessos", anuncia o assunto dos dois parágrafos seguintes.

 

II. Após apresentar a tese inicial e desenvolvê-la no 2º e 3º parágrafos, o termo "Inversamente", no 4º parágrafo, introduz uma perspectiva oposta, necessária para a objeção à tese inicial, presente no último parágrafo.

 

III. As hipóteses contrárias à ritualização da dor são retomadas, ao fim, pelo segmento de valor concessivo "Mesmo no horror do que está sentindo", mas refutadas pelo segmento seguinte "o homem sofredor segue o caminho que as tradições lhe traçam".

 

Está correto o que consta de

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386959 Português

Todas as sociedades definem implicitamente uma legitimidade da dor que se antecipa a circunstâncias sociais, culturais ou físicas tidas como difíceis. Uma experiência acumulada do grupo leva seus membros a uma expectativa do sofrimento habitual imputável a esses fatos.

 

A intervenção cirúrgica ou dentária, as sequelas de ferimento etc. são precedidas pelo comentário experiente dos que já passaram pela mesma situação e se apressam em dar sua impressão ou seu conselho. O médico pode sugerir a intensidade da dor pela qual o paciente passará. Cada experiência, cada doença, cada lesão é associada a uma margem difusa de sofrimento. A sociedade indica simbolicamente os limites do licito e, fazendo isso, esforça-se por dissuadir dos possíveis excessos. A expressão individual da dor penetra no cerne de formas ritualizadas, alimentando a expectativa de suas testemunhas.

 

Quando um sofrimento exibido parece desproporcional em relação à causa e ultrapassa o limite tradicional, desconfia-se de complacência ou de fingimento. A reputação do ator está então em jogo. Nos casos em que é obrigatório aguentar o sofrimento com firmeza, o homem oprimido pela dor e que não corresponde à expectativa dos outros através de sua propensão à queixa e às lágrimas, expõe-se à reprovação muda ou à exortação para que se comporte melhor. Essa discrepância em relação à discrição habitual provoca atitudes opostas àquelas desejadas pelo doente: a compaixão dá lugar ao constrangimento ou à incompreensão.

 

Inversamente, quando a ritualização da dor pede a dramatização, compreende-se mal quem interioriza seu sofrimento e não diz nada a ninguém. Se a queixa tem valor de linguagem que confirma aos próximos o beneficio de sua presença à cabeceira do doente, sua discrição parece negar a compaixão demonstrada em seu favor. Impenetrável apesar da dor que se supõe estar sentindo, o doente parece afirmar a insignificância daqueles que se apinham ao seu lado. Sua aparente capacidade para assumir sozinho e em silêncio sua provação frustra a família, que não espera senão a queixa para prodigalizar consolo e apoio.

 

A dor tem ritos que não são transgredidos sem o risco de indispor ou de ofender as pessoas de boa vontade. Mesmo no horror do que está sentindo, o homem sofredor segue o caminho que as tradições lhe traçam.

 

(Adaptado de: LE BRETON, David. Antropologia da Dor. São Paulo: Fap-Unifesp, 2013, p. 110-111)

De acordo com o texto,
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386958 Português

Considere o texto para responder a questão seguinte.

 

Os mitos existem para esconder a realidade. Por isso mesmo, eles revelam a realidade íntima de uma sociedade ou de uma civilização. Como se poderia, no Brasil colonial ou imperial, acreditar que a escravidão seria, aqui, por causa de nossa “índole cristã”, mais humana, suave e doce que em outros lugares? Ou, então, propagar-se, no ocaso do século XIX, no próprio país no qual o partido republicano preparava-se para trair simultaneamente a ideologia e a utopia republicanas, optando pelos interesses dos fazendeiros contra os escravos, que a ordem social nascente seria democrática? Por fim, como ficar indiferente ao drama humano intrínseco à Abolição, que largou a massa dos ex-escravos, dos libertos e dos ingênuos à própria sorte, como se eles fossem um simples bagaço do antigo sistema de produção?

 

Entretanto, a ideia da democracia racial não só se arraigou. Ela se tornou um mores, como dizem alguns sociólogos, algo intocável, a pedra de toque da “contribuição brasileira” ao progresso civilizatório da Humanidade.

 

Ora, a revolução social vinculada à desagregação da produção escravista e da ordem social correspondente não se fazia para toda a sociedade brasileira. Seus limites históricos eram fechados, embora seus dinamismos históricos fossem abertos e duráveis. Naqueles limites, não cabiam nem o escravo e o liberto, nem o “negro” ou o “branco pobre” como categorias sociais. Tratava-se de uma revolução das elites, pelas elites e para as elites; no plano racial, de uma revolução do BRANCO para o BRANCO, ainda que se tenha de entender essa noção em sentido etnológico e sociológico.

 

Colocando-se a ideia de democracia racial dentro desse vasto pano de fundo, ela expressa algo muito claro: um meio de evasão dos estratos dominantes de uma classe social de obrigações e responsabilidades intransferíveis e inarredáveis. Daí a necessidade do mito. A falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas. Todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e “valores” de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto, em proveito dos estratos dominantes da “raça branca”, embora em prejuízo fatal da Nação.

 

As elites e as classes privilegiadas não precisavam levar a revolução social à esfera das relações raciais, na qual a democracia germinaria espontaneamente... Cinismo? Não! A consciência social turva, obstinada e mesquinha dos egoísmos enraizados, que não se viam postos à prova (antes, se protegiam) contra as exigências cruéis de uma estratificação racial extremamente desigual.

 

(Adaptado de: FERNANDES, Florestan. "Um Mito Revelador", em Significado do Protesto Negro, São Paulo: Cortez/Editores Associados,
1989, p. 13-14)
Esta coerente e gramaticalmente correta a seguinte frase:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2025 - DPE-RS - Defensor Público |
Q3386957 Português

Considere o texto para responder a questão seguinte.

 

Os mitos existem para esconder a realidade. Por isso mesmo, eles revelam a realidade íntima de uma sociedade ou de uma civilização. Como se poderia, no Brasil colonial ou imperial, acreditar que a escravidão seria, aqui, por causa de nossa “índole cristã”, mais humana, suave e doce que em outros lugares? Ou, então, propagar-se, no ocaso do século XIX, no próprio país no qual o partido republicano preparava-se para trair simultaneamente a ideologia e a utopia republicanas, optando pelos interesses dos fazendeiros contra os escravos, que a ordem social nascente seria democrática? Por fim, como ficar indiferente ao drama humano intrínseco à Abolição, que largou a massa dos ex-escravos, dos libertos e dos ingênuos à própria sorte, como se eles fossem um simples bagaço do antigo sistema de produção?

 

Entretanto, a ideia da democracia racial não só se arraigou. Ela se tornou um mores, como dizem alguns sociólogos, algo intocável, a pedra de toque da “contribuição brasileira” ao progresso civilizatório da Humanidade.

 

Ora, a revolução social vinculada à desagregação da produção escravista e da ordem social correspondente não se fazia para toda a sociedade brasileira. Seus limites históricos eram fechados, embora seus dinamismos históricos fossem abertos e duráveis. Naqueles limites, não cabiam nem o escravo e o liberto, nem o “negro” ou o “branco pobre” como categorias sociais. Tratava-se de uma revolução das elites, pelas elites e para as elites; no plano racial, de uma revolução do BRANCO para o BRANCO, ainda que se tenha de entender essa noção em sentido etnológico e sociológico.

 

Colocando-se a ideia de democracia racial dentro desse vasto pano de fundo, ela expressa algo muito claro: um meio de evasão dos estratos dominantes de uma classe social de obrigações e responsabilidades intransferíveis e inarredáveis. Daí a necessidade do mito. A falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas. Todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e “valores” de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto, em proveito dos estratos dominantes da “raça branca”, embora em prejuízo fatal da Nação.

 

As elites e as classes privilegiadas não precisavam levar a revolução social à esfera das relações raciais, na qual a democracia germinaria espontaneamente... Cinismo? Não! A consciência social turva, obstinada e mesquinha dos egoísmos enraizados, que não se viam postos à prova (antes, se protegiam) contra as exigências cruéis de uma estratificação racial extremamente desigual.

 

(Adaptado de: FERNANDES, Florestan. "Um Mito Revelador", em Significado do Protesto Negro, São Paulo: Cortez/Editores Associados,
1989, p. 13-14)
Com as devidas alterações, o trecho Dai a necessidade do mito. A falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas. Todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto... , compõe um único período, mantendo a coerência, e, em linhas gerais, o sentido original, em:
Alternativas
Respostas
12041: C
12042: C
12043: E
12044: D
12045: C
12046: A
12047: C
12048: A
12049: E
12050: D
12051: D
12052: B
12053: C
12054: D
12055: C
12056: B
12057: E
12058: A
12059: C
12060: C