Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
I – A substituição de PORÉM por PORTANTO causa alteração significativa ao sentido do trecho em que ocorre.
II – O item “Afinal” é um conector com sentido de conclusão, podendo ser substituído pela expressão “Apesar disso”.
III – O pronome pessoal “elas” retoma, por coesão, o termo “comunicações” e, com isso, garante a coerência textual.
Está correto apenas o que se afirma em
TEXTO I
“A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. ‘Amizade’ é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.”
TEXTO II
Disponível em: https://mentirinhas.com.br/mentirinhas-272/
Avalie as funções da linguagem e os aspectos semânticos e estilísticos destacados dos dois textos.
I – No Texto I, o vocábulo “pessoas” assume,no contexto, um valor conotativo e não denotativo.
II – No Texto I, há linguagem figurada assim como palavras empregadas no sentido próprio, literal.
III – No Texto II, a linguagem visual, isoladamente, não consegue transmitir a mensagem pretendida.
IV – No Texto II, a expressão “alimenta ele”, comum na oralidade, deve ser evitada na língua escrita.
V – No Texto I, o esclarecimento sobre o significado de “Amizade” indica um traço da função conativa.
Está correto apenas o que se afirma em
TEXTO I
“Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se tornou lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.”
TEXTO II
Disponível em: http://www.willtirando.com.br/mundo-liquido/
Tanto no Texto I como no Texto II encontra-se presente, com maior ou menor ênfase, o conceito de “Modernidade líquida”, termo usado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir o tempo presente, também chamado de pós-moderno por alguns sociólogos e cientistas sociais.
A esse respeito, é correto afirmar que, nos dois textos, mas especialmente no trecho do Texto I, segundo a autora, a associação das palavras “amigo” e “amizade” com o “líquido” vem do fato EXCETO de que:
( ) Fornece uma análise pessoal sobre o peso das palavras na modernidade, seu emprego e significado, sem se deter mais especificamente sobre algumas delas.
( ) Opta pelo gênero textual artigo de opinião, pois expõe ideias com vistas a convencer o leitor sobre seu ponto de vista, com enfoque em um fato de interesse público.
( ) Adota uma postura parcial sobre sua forma de entender as palavras, concentrando-se apenas na apresentação de dados informativos e omitindo qualquer tentativa de persuasão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Com base nesse enunciado e no posicionamento da autora, na leitura do primeiro parágrafo depreende-se que o tom do trecho é
Fonte: Carlos Frederico B. Loureiro, Marcus Azaziel, Nahyda Franca. Educação ambiental e gestão participativa em unidades de conservação. Rio de Janeiro: Ibama, 2003.
Assinale a alternativa que destoe do texto.
TEXTO I
O desenho, como atividade expressiva, impulsiona o desenvolvimento mental, trabalha a expressão de sentimentos e pensamentos e contribui para um melhor entendimento da complexidade do mundo interno infantil.
TEXTO II
Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/
Com base nos dois textos, avalie as afirmações sobre os aspectos semânticos e estilísticos analisados.
I – A conotação e o sentido figurado compõem a tessitura do Texto I, que também apresenta palavras no sentido próprio e denotativo.
II – A linguagem mista, que combina a linguagem verbal e a não verbal para transmitir uma mensagem, está representada nos dois textos.
III – O Texto II, do cartunista Jean Galvão, apresenta uma análise jocosa acerca do desenho infantil, expressa pela fisionomia do personagem adulto.
IV – A palavra “desenho”, no Texto I, quer dizer “representação gráfica”, mas, em outros contextos, pode significar “motivo”, “delineamento”, caracterizando um caso de homonímia.
Está correto apenas o que se afirma em
“Os desenhos, assim como os recursos utilizados, devem ser avaliados de acordo com a idade da criança. É importante deixar claro que a interpretação dos desenhos infantis deve ser realizada por profissional qualificado.”
Em relação ao emprego das variedades linguísticas da língua portuguesa nesse trecho, é correto afirmar que
( ) O texto caracteriza-se como um artigo de opinião, em que a autora não apenas apresenta fatos, mas também argumenta reflexivamente sobre por que as representações no papel, como forma de expressão, possuem a capacidade de revelar o estado emocional da criança.
( ) No trecho “A interpretação desses dados, somada à observação clínica, pode nos dizer como essa criança se percebe e como ela lida com seus conflitos, explica Renata Bento.”, identifica-se a intertextualidade, de forma implícita, por meio da alusão a outro texto.
( ) Na passagem “O desenho – uma porta de entrada para a construção de muitas narrativas – facilitará o conhecimento sobre os sentimentos da criança.”, destaca-se a função metalinguística, visto que há ênfase ao código, usado para explicar a importância da representação gráfica. De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Copom crava Selic em 15% e juros mais altos
por tempo ‘bastante prolongado’
Mais importante que a decisão em si era o
conteúdo do comunicado desta quarta-feira, que
traria sinais sobre os rumos da política de juros
no Brasil. E as mensagens foram claríssimas.
O Comitê de Política Monetária (Copom)
decidiu nesta quarta-feira (18) elevar a taxa
básica de juros para 15% ao ano, maior patamar
em quase 20 anos.
Havia dúvida no mercado sobre se a diretoria
do Banco Central (BC) manteria a Selic
inalterada ou optaria por uma pequena elevação.
(...)
“O Comitê segue acompanhando com atenção
como os desenvolvimentos da política fiscal
impactam a política monetária e os ativos
financeiros. O cenário segue sendo marcado por
expectativas desancoradas, projeções de inflação
elevadas, resiliência na atividade econômica e
pressões no mercado de trabalho. Para assegurar
a convergência da inflação à meta em ambiente
de expectativas desancoradas, exige-se uma
política monetária em patamar
significativamente contracionista por período
bastante prolongado.”
O BC sempre divulga um balanço de riscos,
que reúne os fatores considerados em suas
decisões sobre a taxa de juros. De acordo com o
comunicado, os riscos para a inflação — tanto de
alta quanto de baixa — continuam "mais
elevados do que o habitual". (...)
"Em se confirmando o cenário esperado, o
Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta
de juros para examinar os impactos acumulados
do ajuste já realizado, ainda por serem
observados, e então avaliar se o nível corrente da
taxa de juros, considerando a sua manutenção por
período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O
Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os
passos futuros da política monetária poderão ser
ajustados e que não hesitará em prosseguir no
ciclo de ajuste caso julgue apropriado."
O principal recado do comunicado está aqui:
o BC pretende interromper a elevação da taxa
básica de juros para observar seus impactos na
economia, considerando que os juros devem
permanecer elevados por um período "bastante
prolongado". (...)
(MARTINS, Raphael. Copom crava Selic em 15% e
juros mais altos por tempo ‘bastante prolongado’. São
Paulo, g1 Economia, 19/06/2025.)
Copom crava Selic em 15% e juros mais altos
por tempo ‘bastante prolongado’
Mais importante que a decisão em si era o
conteúdo do comunicado desta quarta-feira, que
traria sinais sobre os rumos da política de juros
no Brasil. E as mensagens foram claríssimas.
O Comitê de Política Monetária (Copom)
decidiu nesta quarta-feira (18) elevar a taxa
básica de juros para 15% ao ano, maior patamar
em quase 20 anos.
Havia dúvida no mercado sobre se a diretoria
do Banco Central (BC) manteria a Selic
inalterada ou optaria por uma pequena elevação.
(...)
“O Comitê segue acompanhando com atenção
como os desenvolvimentos da política fiscal
impactam a política monetária e os ativos
financeiros. O cenário segue sendo marcado por
expectativas desancoradas, projeções de inflação
elevadas, resiliência na atividade econômica e
pressões no mercado de trabalho. Para assegurar
a convergência da inflação à meta em ambiente
de expectativas desancoradas, exige-se uma
política monetária em patamar
significativamente contracionista por período
bastante prolongado.”
O BC sempre divulga um balanço de riscos,
que reúne os fatores considerados em suas
decisões sobre a taxa de juros. De acordo com o
comunicado, os riscos para a inflação — tanto de
alta quanto de baixa — continuam "mais
elevados do que o habitual". (...)
"Em se confirmando o cenário esperado, o
Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta
de juros para examinar os impactos acumulados
do ajuste já realizado, ainda por serem
observados, e então avaliar se o nível corrente da
taxa de juros, considerando a sua manutenção por
período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O
Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os
passos futuros da política monetária poderão ser
ajustados e que não hesitará em prosseguir no
ciclo de ajuste caso julgue apropriado."
O principal recado do comunicado está aqui:
o BC pretende interromper a elevação da taxa
básica de juros para observar seus impactos na
economia, considerando que os juros devem
permanecer elevados por um período "bastante
prolongado". (...)
(MARTINS, Raphael. Copom crava Selic em 15% e
juros mais altos por tempo ‘bastante prolongado’. São
Paulo, g1 Economia, 19/06/2025.)
“O paradoxo está em como continuamos sendo movidos pela mesma essência humana”
No trecho acima, as palavras destacadas, na mesma ordem em que se encontram, são sinônimas de:
“O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação.”
São possíveis sinônimos de “sórdido” e “sublime”, respectivamente, as palavras: