Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3629070 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Moda sustentável: entenda o que é, impactos e importância para o meio ambiente


A moda sustentável é a moda que foca em uma produção e consumo de menor impacto no meio ambiente e nas pessoas; entenda mais sobre.


Você sabe a origem e o destino de todas as peças de roupa que você usa? A moda sustentável é a área desse setor que se preocupa em pensar em soluções mais responsáveis social e ambientalmente para todo o ciclo de vida de uma roupa. A partir daí, a grande produção de resíduos têxteis, os danos à natureza e a exploração de mão de obra barata passam a ser encarados como problemas nessa produção. A moda sustentável é um termo usado para descrever uma abordagem que leva em consideração o impacto ambiental, social e econômico da produção de roupas, acessórios e calçados. Seu objetivo é minimizar o desperdício e a poluição, bem como promover práticas éticas na indústria. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade na moda também defende que ela seja mais durável e atemporal, sem encorajar o consumo excessivo de roupas descartáveis. Por isso, surge essa filosofia que se baseia em conceitos como slow fashion e eco-friendly.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/moda-sustentavel/. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].
O texto combina predominantemente sequência expositiva com sequência
Alternativas
Q3629069 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Moda sustentável: entenda o que é, impactos e importância para o meio ambiente


A moda sustentável é a moda que foca em uma produção e consumo de menor impacto no meio ambiente e nas pessoas; entenda mais sobre.


Você sabe a origem e o destino de todas as peças de roupa que você usa? A moda sustentável é a área desse setor que se preocupa em pensar em soluções mais responsáveis social e ambientalmente para todo o ciclo de vida de uma roupa. A partir daí, a grande produção de resíduos têxteis, os danos à natureza e a exploração de mão de obra barata passam a ser encarados como problemas nessa produção. A moda sustentável é um termo usado para descrever uma abordagem que leva em consideração o impacto ambiental, social e econômico da produção de roupas, acessórios e calçados. Seu objetivo é minimizar o desperdício e a poluição, bem como promover práticas éticas na indústria. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade na moda também defende que ela seja mais durável e atemporal, sem encorajar o consumo excessivo de roupas descartáveis. Por isso, surge essa filosofia que se baseia em conceitos como slow fashion e eco-friendly.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/moda-sustentavel/. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].
A principal estratégia argumentativa do texto é
Alternativas
Q3629068 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Está na hora de acabar com o buffet de café da manhã de hotel?

Teja Lele

Role,BBC Travel


Pichaya Pam Soontornyanakij, premiada chef tailandesa-americana, acredita que este é um debate oportuno. "O café da manhã no estilo buffet, em que as pessoas se servem à vontade, é um símbolo de uma certa era da hotelaria, uma era que celebrava abundância como luxo", afirma. Mas o conceito de luxo evoluiu. "Não é mais sobre quantidade ou excesso. É sobre atenção, qualidade e cuidado, não apenas para os clientes, mas para o planeta." De acordo com a especialista em comportamento do consumidor, Kelly Haws, os buffets geralmente levam ao consumo exagerado devido ao chamado "efeito da variedade" — quanto mais opções, maior a tendência de comer mais. "O self-service também leva a porções exageradas, porque as pessoas avaliam mal a quantidade de comida na hora de se servir", explica, acrescentando que a abundância dos cafés da manhã no estilo buffet pode levar os consumidores a "pegar mais comida, consumir mais comida e sentir menos culpa ao desperdiçar essa comida".


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgjw2dyv2ro. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].

Leia o trecho a seguir.



"O self-service também leva a porções exageradas, porque as pessoas avaliam mal a quantidade de comida na hora de se servir."



O verbo “levar” expressa a ideia de


Alternativas
Q3629067 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Está na hora de acabar com o buffet de café da manhã de hotel?

Teja Lele

Role,BBC Travel


Pichaya Pam Soontornyanakij, premiada chef tailandesa-americana, acredita que este é um debate oportuno. "O café da manhã no estilo buffet, em que as pessoas se servem à vontade, é um símbolo de uma certa era da hotelaria, uma era que celebrava abundância como luxo", afirma. Mas o conceito de luxo evoluiu. "Não é mais sobre quantidade ou excesso. É sobre atenção, qualidade e cuidado, não apenas para os clientes, mas para o planeta." De acordo com a especialista em comportamento do consumidor, Kelly Haws, os buffets geralmente levam ao consumo exagerado devido ao chamado "efeito da variedade" — quanto mais opções, maior a tendência de comer mais. "O self-service também leva a porções exageradas, porque as pessoas avaliam mal a quantidade de comida na hora de se servir", explica, acrescentando que a abundância dos cafés da manhã no estilo buffet pode levar os consumidores a "pegar mais comida, consumir mais comida e sentir menos culpa ao desperdiçar essa comida".


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgjw2dyv2ro. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].
O modo de enunciação do trecho é uma
Alternativas
Q3629066 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Está na hora de acabar com o buffet de café da manhã de hotel?

Teja Lele

Role,BBC Travel


Pichaya Pam Soontornyanakij, premiada chef tailandesa-americana, acredita que este é um debate oportuno. "O café da manhã no estilo buffet, em que as pessoas se servem à vontade, é um símbolo de uma certa era da hotelaria, uma era que celebrava abundância como luxo", afirma. Mas o conceito de luxo evoluiu. "Não é mais sobre quantidade ou excesso. É sobre atenção, qualidade e cuidado, não apenas para os clientes, mas para o planeta." De acordo com a especialista em comportamento do consumidor, Kelly Haws, os buffets geralmente levam ao consumo exagerado devido ao chamado "efeito da variedade" — quanto mais opções, maior a tendência de comer mais. "O self-service também leva a porções exageradas, porque as pessoas avaliam mal a quantidade de comida na hora de se servir", explica, acrescentando que a abundância dos cafés da manhã no estilo buffet pode levar os consumidores a "pegar mais comida, consumir mais comida e sentir menos culpa ao desperdiçar essa comida".


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgjw2dyv2ro. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].
Qual é o tópico temático central de desenvolvimento do texto?
Alternativas
Q3628748 Português

Durante uma atividade de revisão lexical em sala, a professora Elisa propôs que seus alunos substituíssem palavras sublinhadas por sinônimos adequados ao contexto. Ela explicou que, embora sinônimos sejam úteis para evitar repetições, é fundamental observar a adequação de sentido, pois nem todos os sinônimos são perfeitos.


A seguir, veja cinco frases apresentadas pela professora, com a respectiva proposta de substituição:



Coluna 01 − Frases com substituições:



(__) A criança agiu com sabedoria diante do conflito. → A criança agiu com inteligência diante do conflito.


(__) Após o almoço, vamos caminhar pelo parque. → Depois do almoço, vamos caminhar pelo parque.


(__) O autor respondeu com ousadia à crítica. → O autor respondeu com coragem à crítica.


(__) Ele perdeu o cargo por falta de ética. → Ele perdeu o cargo por ausência de ética.


(__) A moça ficou alegre com a notícia. → A moça ficou feliz com a notícia.



Coluna 02 − Tipos de Sinonímia:



I. Sinonímia Perfeita.


II. Sinonímia Imperfeita.



Relacione as colunas acima de acordo com o tipo de sinonímia predominante (perfeita ou imperfeita). Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3628746 Português

Durante uma reunião pedagógica, os professores de uma escola pública debatiam a abordagem de temas sociais e culturais no ensino de Língua Portuguesa. A professora Luana compartilhou uma situação vivenciada em sala de aula: ao corrigir uma produção textual de um aluno recém-chegado do interior do Maranhão, ela se deparou com marcas de variação linguística regional na escrita do estudante. Um colega sugeriu que ela corrigisse "todos os erros" para que o aluno "aprendesse a falar certo". Luana, no entanto, optou por valorizar a produção, explicando aos demais alunos que o português tem diferentes formas de uso conforme a região, o grupo social e o contexto.



Diante dessa situação, qual das alternativas a seguir melhor reflete uma postura ética e pedagogicamente adequada ao ensino da Língua Portuguesa, considerando a diversidade linguística e cultural?

Alternativas
Q3628197 Português
Leia o poema a seguir, de Cruz e Souza:

Escárnio Perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fi m da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D’uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas – isso dói, me afl ige…

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fi co só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme…

Disponível em https://poemassemerros.wordpress.com/cruz-e-sousa-poemas/. Acesso em 28/08/2025
No poema, os termos “enleio” (verso 1) e “inerme” (verso 12) significam, respectivamente: 
Alternativas
Q3628196 Português
Leia o poema a seguir, de Cruz e Souza:

Escárnio Perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fi m da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D’uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas – isso dói, me afl ige…

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fi co só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme…

Disponível em https://poemassemerros.wordpress.com/cruz-e-sousa-poemas/. Acesso em 28/08/2025
Em “Mais humilhado que um mendigo, um verme...” (verso 14), atesta-se o uso de uma determinada figura de linguagem, uma vez que a dor do eu lírico é intensificada, de modo exagerado. Essa figura de linguagem associada ao exagero é a: 
Alternativas
Q3628195 Português
Leia o poema a seguir, de Cruz e Souza:

Escárnio Perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fi m da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D’uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas – isso dói, me afl ige…

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fi co só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme…

Disponível em https://poemassemerros.wordpress.com/cruz-e-sousa-poemas/. Acesso em 28/08/2025
No poema, a função da linguagem predominante é a:
Alternativas
Q3627773 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
Assinale a alternativa em que a substituição proposta entre parênteses para a expressão destacada pode ser realizada sem que haja, com isso, alteração de sentido.
Alternativas
Q3627771 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3627727 Português
Leia o poema a seguir.

Q7.png (249×357)

JESUS, Leodegária de. Corôa de lyrios. Campinas: Typ. a Vapor Livro Azul, 1906, p. 29.

A interpretação de texto envolve a leitura e a compreensão de textos escritos. No caso desse poema, sua transcrição está tal como no original e indica que o sujeito lírico, o eu lírico feminino,
Alternativas
Q3627725 Português
Leia o anúncio a seguir.

Q5.png (306×621)
Anúncio de uma exposição de fonógrafos no Rio de Janeiro. Gazeta de Notícias, ed. 302, 3 nov. 1879. Disponível em: https://www.normaculta.com.br/variacoes-linguisticas/. Acesso em: 7 set. 2025.

Variações linguísticas, como essa da imagem de 1879, acontecem e são decorrentes de fatores como região, época, contexto social e situação de uso. No caso dessa ilustração, a variação linguística encontrada é a 
Alternativas
Q3627724 Português
São figuras de pensamento, isto é, expressões que combinam ideias e conceitos para criar efeitos de sentido na linguagem, apelando para a lógica e imaginação do leitor ou ouvinte,
Alternativas
Q3627721 Português
O texto que tem como objetivo fornecer instruções detalhadas sobre como realizar determinada tarefa ou operação é característico da sequência
Alternativas
Q3627566 Português
A longa caminhada do nosso cérebro


    Ao longo de milhões de anos de caminhada aleatória, a evolução natural no planeta Terra costurou uma rede tridimensional, composta de feixes, folhas e bobinas de substância branca neural. Conduzindo e acelerando cargas eletrobiológicas diminutas, geradas por dezenas de bilhões de neurônios, esse arcabouço orgânico pariu um tipo de interação eletromagnética única, a qual dotou o cérebro de primatas de um precioso presente: o seu próprio ponto de vista.

    De dentro da sinfonia recursiva e imprevisível produzida por esse computador orgânico analógico-digital, o cérebro nosso emergiu e dominou com requintes de virtuosidade o mecanismo biológico essencial da vida, que consiste em dissipar energias inúteis para embutir informações ricas em significado na própria carne.

   A partir dessa receita de sobrevivência, nosso cérebro fez muito mais que simplesmente viver: ele construiu O universo humano usando a sopa de informação potencial generosamente oferecida pelo cosmos. Esse trabalho hercúleo só foi possível devido ao acúmulo cada vez maior de informação útil, de modo a que nosso cérebro desse acesso a formas de conhecimento, tecnologias, linguagens, interações sociais e construção da nossa realidade.

   O que o futuro reserva para tanto trabalho cerebral? Autoaniquilação, uma nova espécie humana feita de zumbis biológicos digitais, ou o ansiado triunfo perene da condição humana? Seja qual for o destino reservado para essa trabalhosa jornada, certamente não haverá máquina capaz de superar as mais íntimas e doidivanas alegorias criadas por nosso cérebro. Muito menos de substituir o espantoso universo que ele criou.


(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel, O Verdadeiro Criador de Tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 373-374)
Atentando-se para seu sentido no contexto, o segmento
Alternativas
Q3627563 Português
O estranho ofício de escrever


   Éramos três condenados a escrever uma crônica diária em jornal: Rubem Braga no Diário de Notícias, Paulo Mendes Campos no Diário Carioca e eu no O Jornal. Um dia, numa hora de aperto, o Rubem perdeu a cerimônia: - Será que você não teria aí uma crônica pequeninha para me emprestar? Procurei uma e lhe cedi uma que talvez servisse.

   Tempos depois chegou a minha vez, e perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada para servir este seu amigo. Pois não é que ele me passou a crônica que eu lhe havia cedido? Sou pobre, mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos.

   De toda crônica que publiquei na vida, houve sempre um leitor para achar que era a melhor e outro a pior que já escrevi. Nunca me esqueci do dia em que o Carlos Castello Branco me disse: — Eu, se fosse você, parava um pouco. Essa sua última crônica estava de amargar.

   Parei dois anos por causa disso.

   Quando recomecei, vez por outra recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor. Até que chegou o dia em que no meu estoque não restava senão uma, jamais republicada - justamente aquela que o Castellinho havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico. Pois não é que veio ele me dizer, efusivo, a propósito da mesmíssima crônica: — É das melhores coisas que você já escreveu.

   Havia-se esquecido, o mandrião. E por causa dele eu passara dois anos no estaleiro.

   Quando lhe acusei a contradição, ele não se perturbou: - Agora achei boa. Ou a crônica melhorou, ou eu é que piorei.


(Adaptado de: MASSI, Augusto (org.) SABINO, Fernando. Os sabiás da crônica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 151-152)
Fernando Sabino problematiza nesta crônica a recepção dos leitores e a questão do sempre discutível gosto literário, tal como se pode depreender deste enunciado:
Alternativas
Q3627561 Português
O estranho ofício de escrever


   Éramos três condenados a escrever uma crônica diária em jornal: Rubem Braga no Diário de Notícias, Paulo Mendes Campos no Diário Carioca e eu no O Jornal. Um dia, numa hora de aperto, o Rubem perdeu a cerimônia: - Será que você não teria aí uma crônica pequeninha para me emprestar? Procurei uma e lhe cedi uma que talvez servisse.

   Tempos depois chegou a minha vez, e perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada para servir este seu amigo. Pois não é que ele me passou a crônica que eu lhe havia cedido? Sou pobre, mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos.

   De toda crônica que publiquei na vida, houve sempre um leitor para achar que era a melhor e outro a pior que já escrevi. Nunca me esqueci do dia em que o Carlos Castello Branco me disse: — Eu, se fosse você, parava um pouco. Essa sua última crônica estava de amargar.

   Parei dois anos por causa disso.

   Quando recomecei, vez por outra recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor. Até que chegou o dia em que no meu estoque não restava senão uma, jamais republicada - justamente aquela que o Castellinho havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico. Pois não é que veio ele me dizer, efusivo, a propósito da mesmíssima crônica: — É das melhores coisas que você já escreveu.

   Havia-se esquecido, o mandrião. E por causa dele eu passara dois anos no estaleiro.

   Quando lhe acusei a contradição, ele não se perturbou: - Agora achei boa. Ou a crônica melhorou, ou eu é que piorei.


(Adaptado de: MASSI, Augusto (org.) SABINO, Fernando. Os sabiás da crônica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 151-152)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q3627494 Português

Leia este parágrafo sobre o samba no começo do século XX:



Os sambas do início do século XX geralmente eram composições coletivas realizadas em rodas de partido-alto e sem registro de autoria. Em 1916, Ernesto dos Santos (mais conhecido como Donga), registrou a canção “Pelo Telefone”, se tornando um marco para o surgimento dos sambas de autoria. Além disso, iniciou-se o surgimento de parcerias entre os compositores: um compunha o refrão e outro compunha as estrofes. Outro fator que influenciou diretamente na formatação do samba foi o surgimento do registro fonográfico, em especial a criação da Casa Edison a partir de 1902, principal gravadora do início do século (NAPOLITANO, 2002). De acordo com Sandroni (2003), o samba gravado era totalmente diferente daquele praticado nas rodas de samba, apresentando uma estrutura clara e bem definida no formato refrão e segundas partes (estrofes com letras variadas e que não permitiam improvisos), versos em formato de quadras e inclusão de introduções instrumentais.



De acordo com o texto, a prática do registro fonográfico do samba levou a uma mudança nas composições de samba, que podem ser descritas como:

Alternativas
Respostas
11101: C
11102: B
11103: D
11104: D
11105: C
11106: C
11107: D
11108: B
11109: C
11110: A
11111: A
11112: E
11113: B
11114: B
11115: C
11116: D
11117: D
11118: B
11119: A
11120: D