Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 98.895 questões
O Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis é um Parque Público localizado na margem da Lagoa de Piratininga, projetado para aproximar os visitantes do meio natural em um contexto urbano, por meio de soluções baseadas na natureza. O espaço promove o sentimento de pertencimento ao ambiente e valoriza a convivência harmoniosa com a natureza. Conformando um sistema de espaços livres, o parque conta com áreas de estar, espaços infantis e áreas esportivas. As praças já implantadas possuem píeres voltados para pesca e contemplação. Além disso, o Parque está implantando cinco estruturas de apoio à atividade pesqueiras artesanal constituídas de espaços para guarda de barco, material de pesca e píeres de pesca. O sistema viário conecta as praças entre si e integra o Parque à malha urbana existente, priorizando o trânsito de bicicletas e o passeio de pedestres ao longo de toda a margem. A circulação de veículos leves é permitida apenas quando necessário, em baixa velocidade.
Adaptado de https://www.prosustentavel.niteroi.rj.gov.br/parque-orlapiratininga/
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os objetivos da criação do Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis.
No século XIX, a Igreja de São Domingos Gusmão, localizada no atual bairro de São Domingos, em Niterói, recebeu visitas da Família Real portuguesa, já que se encontrava próxima ao palacete onde D. João VI se hospedava quando visitava a área. Outro capítulo memorável da Igreja foram as celebrações de honras fúnebres a José Bonifácio de Andrada e Silva, em 1838, conhecido como o “Patriarca da Independência”. O templo passou por diversas reformas no decorrer do século XIX, sendo reconstruído a partir de 1897. Sua forma atual decorre da grande reforma de 1907. Em 1995, a Prefeitura Municipal tombou o imóvel, “considerando seu valor como marco histórico, urbanístico e afetivo da cidade”.
Adaptado de JULIO, Suelen. Presença indígena na história: reflexões em torno da Igreja de São Domingos Gusmão. Revista Nordestina de História do Brasil, Cachoeira, v. 2, n. 3, p. 109.
Com base na leitura do texto, assinale a opção que identifica corretamente o tipo de valor reconhecido à Igreja de São Domingos durante o processo do seu tombamento.
“A NITTRANS atua no gerenciamento técnico e operacional dos sistemas de transportes, trânsito e viário da cidade, bem como na modernização e eficiência dos sistemas, além da educação e segurança de condutores, passageiros e pedestres.”
Nesse caso, a identificação da NITTRANS ocorre por meio do/da
“Os homens se dividem em duas espécies: os que têm medo de viajar de avião e os que fingem que não têm.”
A estratégia produtora de humor, nessa frase, é
“Precisamente porque o tempo vital do homem é limitado, precisamente porque é mortal, necessita triunfar da distância e da demora. Para um Deus cuja existência é imortal, o automóvel não teria sentido.”
Assinale a afirmação adequada a esse segmento textual.
“Se vai dirigir não beba!”
Assinale a frase abaixo - cujo tema é a embriaguez – que se liga perfeitamente ao tema desse slogan.
“Os adiantamentos dos meios de transporte, conferindo maior mobilidade aos indivíduos, concorrem para a dispersão e a fluidez dos agrupamentos e assim, de modo indireto, para a diluição e afrouxamento dos laços afetivos, incentivando a volubilidade.”
Sobre esse segmento, assinale a afirmação correta em relação à sua estruturação ou significação.
I. Ao abordar o tema, o autor expõe dados comprovados que explicam de forma indiscutível, o motivo que leva pessoas mais velhas a preferirem diminuir os contatos sociais.
II. A comparação do comportamento humano com o de uma espécie de macacos, conforme o texto, se justifica dentro de uma determinada teoria sobre a espécie humana.
III. De acordo com o exposto, não há um consenso entre os especialistas acerca dos fatores que influenciam a redução do número de amigos com o avanço da idade.
IV. Segundo o texto, a redução de amigos à medida que avançam na idade traz problemas de saúde para os idosos.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas de acordo com o texto:
Observe as citações abaixo:
“O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma.” (Mia Couto)
“Te ver e não te querer (…) / É como mergulhar no rio / E não se molhar / É como não morrer de frio/ No gelo polar” (Samuel Rosa, Lelo Zaneti e Chico Amaral)
“Por você eu largo tudo / Vou mendigar, roubar, matar/ Até nas coisas mais banais / Pra mim é tudo ou nunca mais” (Cazuza)
“Não me elegeram / Chefe de nada / O meu cartão de crédito / É uma navalha” (Cazuza)
Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, à figura de linguagem presente nas citações.
Leia os trechos narrativos abaixo:
Trecho 1
“Era uma vez uma casa. A casa tinha um quintal. O quintal tinha um chiqueiro. O chiqueiro tinha três porquinhos. Os porquinhos eram irmãos. O mais velho se chamava Sabugo e era preto. O do meio se chamava Salsicha e era ruivo. E o mais moço se chamava Linguicinha e era malhado.
O quintal era muito pobre. Tinha um cachorro magro, um galo gordo, uma galinha arrepiada e um burro orelhudo.
O cachorro vivia triste porque não encontrava gato para brigar com ele.”
VERÍSSIMO, Érico. “Os três porquinhos pobre” in Gente e bichos. 5 ed., SP, Globo, 1997, p. 35-59 (Adaptado)
Trecho 2
“Começo declarando que me chamo Paulo Honório, peso oitenta e nove quilos e completei cinquenta anos pelo São Pedro. A idade, o peso, as sobrancelhas cerradas e grisalhas, este rosto vermelho e cabeludo, têm-me rendido muita consideração. Quando me faltavam estas qualidades, a consideração era menor.
Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais: adoto-os porque estão no livro de assentamentos de batizados da freguesia.”
RAMOS, Graciliano. São Bernardo.66 ed., RJ, Editora Record, 1996, p. 10 (Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto ao narrador dos trechos apresentados.
Analise o texto abaixo:
Meu avô foi um belo retrato do malando carioca
Este texto é sobre ninguém. Meu avô não foi ninguém. No entanto, que grande homem ele foi para mim. Meu pai era severo e triste, mal o via. Chegava de aviões de guerra e nem olhava. Meu avô não. Me pegava pela mão e me levava para o Jockey, para ver os cavalinhos. Foi uma figura masculina carinhosa em minha vida. […]
Ele me levava ao Maracanã, ele me levava em seu ombro para ver a estrela de néon da cervejaria Black Princess (até hoje me brilha esta supernova na alma), ele, uma vez, deixou-me ver um morto na calçada, navalhado no peito (“Parecia fita do Vasco da Gama”, ele disse) – não me escondeu a tragédia. Me ensinou tudo errado e me salvou. […]
Velho gagá, deu para dizer coisas profundíssimas. Uma vez, já nos anos 70, celebrei para ele as maravilhas lisérgicas do LSD que eu tomara. […] comentou: “Cuidado, Arnaldinho, pois nada é só bom…” Outra vez, vendo passar um ripongão sujo, “bicho-grilo brabo”, comentou: “Olha lá. Um sujeito fingindo de mendigo para esconder que realmente é!…” […]
Meu avô não era ninguém. Mas nunca houve ninguém como ele.
JABOR, Arnaldo. Amor é prosa, sexo é poesia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 23-27. (Adaptado)
Arnaldo Jabor inicia a crônica dizendo que seu avô não era ninguém, mas, no entanto, foi um grande homem para ele.
Ao longo do texto, o autor justifica suas afirmações iniciais apresentando como o avô marcou a sua vida: