Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)
O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.
BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.
Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)
O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.
BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.
Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)
O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.
BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.
São características da língua escrita:
1. Espontaneidade
2. Formalidade
3. Repetições, Pleonasmos
4. Caráter permanente
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)
O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.
BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.
A coruja é uma ave que não canta ou não canta muito bem, que é conhecida por sua habilidade em voar silenciosamente: mesmo contra a sua natureza, insisti em cantar.
O trecho em destaque exprime:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre os processos de leitura, julgue a afirmativa INCORRETA.
Leia o texto a seguir para responder a questão
No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?
Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.
O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.
Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?
Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!
(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?
Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.
O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.
Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?
Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!
(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?
Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.
O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.
Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?
Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!
(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?
Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.
O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.
Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?
Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!
(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Texto para a questão.
RAIZ DA INTOLERÂNCIA
Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.
Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)
Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.
Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.
Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.
“Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual1 que mais admirava, ele respondeu: a dúvida2.”
No contexto discursivo apresentado, a relação coesiva, respectivamente, entre os trechos 1 e 2, no período evidenciado, é do tipo:
Texto para a questão.
RAIZ DA INTOLERÂNCIA
Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.
Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)
Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.
Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.
Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.
Conforme a intencionalidade discursiva defendida no texto em evidência, a raiz da ignorância está relacionada intrinsecamente a uma ideia reducionista sobre ideologias contrárias. Assim sendo, à manutenção dessa temática, por meio dos termos ressaltados nos trechos I e II, dá-se o nome de:
I. “[...] calar o mentiroso (ou o traidor da verdade)”.
II. “Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.”
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo.Fernando Pessoa"
Nota: Trecho do poema "Poemas Inconjuntos" in Poemas de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).
https://www.pensador.com/mensagens_de_reflexao/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo.Fernando Pessoa"
Nota: Trecho do poema "Poemas Inconjuntos" in Poemas de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).
https://www.pensador.com/mensagens_de_reflexao/