Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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(__) O texto apresenta dois planos temporais distintos: o presente da narradora adulta e uma lembrança da infância, articulados por elementos sensoriais e afetivos como o cheiro do café e o reencontro com o boneco Boni.
(__) A estrutura do texto evidencia uma ruptura da linearidade cronológica, pois o episódio inicial da infância é revelado como um sonho, interrompido pela realidade apressada da vida adulta.
(__) O final do texto, ao revelar que "o relógio marca seis da manhã outra vez", indica que a narradora retomou a rotina do dia anterior, o que caracteriza um ciclo temporal contínuo e objetivo.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
I. A coesão textual é assegurada por mecanismos como a retomada de referentes (ex.: "aquele mesmo bichinho", "o som do alarme invade tudo outra vez"), o uso de conectores temporais e a reiteração lexical, que constroem continuidade temática entre infância e vida adulta.
II. A coerência do texto é garantida pela progressão temática e pela relação lógica entre os eventos da infância e da vida adulta, que se articulam por meio de elementos simbólicos e afetivos recorrentes ao longo da narrativa.
III. A intertextualidade está presente de forma implícita, por meio da evocação de elementos simbólicos (como o brinquedo Boni e o cheiro do café) que dialogam com representações culturais da infância, da memória afetiva e da passagem do tempo.
É correto o que se afirma em:
I. A passagem de um cometa marcou a vida da escritora. Ela nos apresenta de maneira clara e precisa suas considerações acerca da vida, do tempo e da finitude, ao fazer um paralelo com os mistérios do universo.
II. O texto fala da condição humana perante a inexorabilidade da morte.
III. Dentre as informações contidas, a preocupação e o cuidado com a infância são ressaltos como fundamentais para uma convivência pacífica.
IV. O modo de vida das pessoas é particular e intransferível; cada um imprime, à sua volta, o sentido que lhe à possível e/ou conveniente.
V. Esse é um bom exemplo de como as crônicas podem abordar assuntos banais do cotidiano para mergulhar em questões subjetivas e circunstanciais da vida.
Leia as afirmações sobre o Conto Missa do Galo, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa propícia.
( ) Se de um lado Conceição nos é apresentada como mulher desprovida de maiores atrativos, por outro, aparece capaz de seduzir Nogueira, cheia de encanto e malícia.
( ) Se o aparecimento na sala parece casual, há indicações para que o leitor suspeite ter sido um ato deliberado de Conceição, uma tentativa de manter um contato mais íntimo com Nogueira. Para isso concorrem certas contradições em que ela cai, durante o diálogo, quando o rapaz pergunta se a havia acordado.
( ) É contraditório o fato de que, embora a aparência de Conceição venha qualificada de “honesto desalinho”, há pequenos movimentos, pretensamente casuais, responsáveis por colocar à mostra partes do corpo da mulher que atraem particularmente a atenção do rapaz: o desbruçar-se sobre a mesa, com as mangas desabotoadas, descobrindo metade dos braços; o movimento com a saia descobrindo por instantes o bico das chinelas de alcova. Não podemos deixar opaco e indiferente, em um olhar lânguido e a certa altura qualificado de esperto.
( ) Missa do Galo: O enredo do conto gira em torno de um homem que vai à missa de Natal na igreja para ouvir a tradicional Missa do Galo. No entanto, ele não presta atenção à cerimônia e em vez disso, começa a pensar em sua vida e em suas preocupações. O homem começa a imaginar a si mesmo como um galo que está sendo sacrificado e a igreja como um matadouro. Essa metáfora é usada para refletir sobre a ideia da morte e da vida eterna.
No final, o homem é trazido de volta à realidade da missa e com um sentimento renovado de esperança, sai da igreja com a intenção de mudar sua vida. a
Referindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Ironia.
B- Personificação (ou Prosopopeia).
C- Antítese.
D- Paradoxo.
Coluna II.
1- O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
2- Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz.
3- Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom.
4- É tão inteligente que não acerta nada.
Leia o texto para responder às próxima questão.
O verbo amar. (J.G. de Araújo Jorge).
Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.
Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.
Te amo: e ao te amar assim, vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...
Te amar: é mais que um verbo, é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!
Leia o texto para responder às próxima questão.
O verbo amar. (J.G. de Araújo Jorge).
Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.
Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.
Te amo: e ao te amar assim, vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...
Te amar: é mais que um verbo, é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!
No que diz respeito às funções da linguagem, percebe-se que, no anúncio apresentado, a Coca-Cola usa, predominantemente:
Leia o texto para responder à próxima questão.
Como explicar o amor.
Contam que, certa vez, se reuniram os sentimentos e as qualidades do homem em um certo lugar da terra.
Quando o aborrecimento havia reclamado pela terceira vez, a loucura, como sempre tão louca, lhes propôs: - vamos brincar de esconde-esconde. A intriga levantou a sobrancelha intrigada e a curiosidade, sem poder se conter perguntou: - esconde-esconde, como é isso? - é um jogo, explicou a loucura, em que eu fecho os olhos e conto de um a um milhão, enquanto vocês se escondem. Quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês, que eu encontrar, ocupará meu lugar para continuar o jogo. O entusiasmo dançou seguido pela euforia. A alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a dúvida e até mesmo a apatia, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar. A verdade preferiu não se esconder. Para quê? Se no final a encontravam? A soberba opinou que era um jogo muito tonto, (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a covardia preferiu não se arriscar.
- um, dois, três, quatro… começou a contar a loucura. A primeira a se esconder foi a pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A fé subiu ao céu e a inveja se escondeu atrás da sombra do triunfo, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A generosidade quase não conseguiu se esconder, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos, se era um lago cristalino, era ideal para a beleza; se era a copa de uma árvore, era perfeito para a timidez; se era o voo de uma borboleta, melhor para a volúpia; se era uma rajada de vento, magnífico para a liberdade. E assim, acabou se escondendo em um raio de sol. O egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o inicio, ventilado e cômodo, mas apenas para ele. A mentira se escondeu no fundo do oceano, (mentira, na realidade, se escondeu atrás do arco-íris); a paixão e o desejo, no centro dos vulcões. O esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante. Quando a loucura estava lá perto, o amor ainda não havia encontrado um local de se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral, carinhosamente, decidiu se esconder entre as flores.
- um milhão, contou a loucura, começou a busca. A primeira a aparecer foi a pressa, apenas a três passos de uma pedra. Depois se escutou a fé, discutindo com deus no céu sobre zoologia. Sentiu-se vibrar a paixão e o desejo nos vulcões. Em um descuido encontrou a inveja, e claro, pode se deduzir onde estava o triunfo. O egoísmo não teve que procurá-lo. Ele sozinho saiu em disparada de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a loucura sentiu sede, e ao se aproximar de um lago, descobriu a beleza. A dúvida foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconder. E assim foi encontrando a todos. O talento entre a erva fresca; a angústia em uma cova escura; a mentira atrás do arco-íris, (mentira, estava no fundo do oceano); e ate o esquecimento, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o amor não aparecia em nenhum local. A loucura procurou atrás de cada árvore, em Baixo de cada rocha do planeta, em cima das montanhas. Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, se escutou um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o amor nos olhos. A loucura não sabia o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. A partir de então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o amor é cego e a loucura sempre o acompanha.
(https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-como-explicar-o-amor-5 o-ou-6o-ano/).