Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3768229 Português
No que diz respeito ao tópico gêneros textuais, é correto afirmar que 
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Q3768228 Português
Tomando como foco a noção de gêneros textuais, é correto afirmar que 
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Q3768227 Português
Quanto ao estudo dos gêneros textuais em sala de aula, atente para as seguintes afirmações:

I. Considerando que toda ação verbal só ocorre sob a forma de algum gênero de texto, significa que explorar um texto em sala de aula é, necessariamente, trabalhar com gêneros textuais.

II. Dada a recorrência do estudo de gêneros em sala de aula, é importante converter o tópico “gênero do texto” em mais um conteúdo programático com definições, classificações, nomenclaturas etc. para posteriormente serem cobradas e avaliadas em atividades e provas.

III. As principais características dos gêneros textuais a serem exploradas na análise de um texto em sala de aula são: os propósitos comunicativos, sua forma de composição, as opções linguísticas, as relações entre oralidade e escrita, o registro de linguagem, entre outras.

IV. O ensino dos gêneros restringe-se aos seus aspectos estruturais e deve-se atentar para estabelecer a supremacia dos gêneros escritos sobre os gêneros da oralidade.

É correto o que se afirma em
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Q3768226 Português
Considerando a noção de tipologia textual, é correto afirmar que os tipos textuais são 
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Q3768225 Português
Considerando a intertextualidade nas reflexões de Bakhtin e na linguística textual, é correto afirmar que
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Q3768223 Português
No tocante ao estudo do texto visando a uma educação linguística mais ampla, mais discursiva na educação básica, é correto esperar 
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Q3768222 Português
Atente para os fragmentos a seguir:
I. “Meu poema é um tumulto:  a fala  que nele fala outras vozes arrasta em alarido.” (Ferreira Gullar)
II. “Um discurso não vem ao mundo numa inocente  solitude, mas constrói-se através de um já-dito  em relação ao qual toma posição.”  (Dominique Maingueneau)
III. “Chega mais perto e contempla as palavras.  Cada uma  tem mil faces secretas sob a face neutra  e te pergunta, sem interesse pela resposta,  pobre ou terrível, que lhe deres:  Trouxeste a chave?”  (Carlos Drummond de Andrade)
IV. “Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados.” (Mikhail Bakhtin)


A pressuposição da existência do fenômeno da intertextualidade está corretamente ilustrada somente em
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Q3768221 Português
Sobre os tópicos texto e intertextualidade, considere as seguintes afirmações:

I. A concepção dialógica de texto implica três universos constitutivamente articulados: o da materialidade, o da singularidade do texto e o da condição advinda dessa combinatória.

II. O fato de um texto só ter vida em contato com outro texto (contexto) significa dizer que a intertextualidade é a única característica implicada na concepção dialógica do texto.

III. Na perspectiva dialógica, o texto ganha existência e realiza-se, com pelo menos dois interlocutores, em conjunção com discursos situados histórica, cultural e socialmente.

IV. O texto, em uma concepção dialógica, pode ser compreendido como entidade autônoma, passível de ser lido e analisado exclusivamente por sua constituição material.

É correto o que se afirma em
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Q3768220 Português
Atente para as seguintes afirmações:

I. A leitura nada mais é do que uma decodificação de sinais, com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados.
II. O ato de ler envolve apreensão, apropriação e transformação de significados a partir de um documento escrito.
III. A leitura sem compreensão e sem recriação do significado é pseudoleitura, é um empreendimento puramente superficial.
IV. A leitura facilita o surgimento da reflexão e da “tomada de posição”, ou seja, do confronto dos significados desvelados e da participação na busca da verdade.

Está correto o que se afirma somente em
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Q3768219 Português
Considerando o papel do leitor competente, é correto se esperar, na prática de ensino, que este 
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Q3768218 Português
Tomando como base a concepção de leitura presente nos atuais documentos oficiais, é correto afirmar que a leitura deve ser uma atividade
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Q3768117 Português
Analise o seguinte trecho, extraído de uma notícia do Portal G1:

A queima de combustíveis fósseis é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa, que aquecem a atmosfera e agravam a crise climática. Para cumprir as metas de redução de emissões e conter o aquecimento global, é essencial reduzir a dependência desses combustíveis.

A palavra dependência, no segundo período do texto, indica:  
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Q3768003 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação adequada ao texto, baseada em informações explícitas e implícitas, sem fugir do sentido geral da narrativa.
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Q3767323 Português

Texto 1


Leia com atenção o poema abaixo, de autoria de Hilda Hilst no seu livro Cantares:



Que este amor não me cegue nem me siga.

E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.

E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.



Que este amor me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.



HILST, Hilda. Cantares. São Paulo: Editora Globo, 2012.

O poema de Hilda Hilst (texto 1) apresenta uma estrutura sintática marcada pela repetição da conjunção “que” e por enunciados que expressam súplica, desejo e reflexão interior.

Assinale a alternativa correta considerando as tipologias textuais e os recursos expressivos empregados.
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Q3767322 Português

Texto 1


Leia com atenção o poema abaixo, de autoria de Hilda Hilst no seu livro Cantares:



Que este amor não me cegue nem me siga.

E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.

E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.



Que este amor me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.



HILST, Hilda. Cantares. São Paulo: Editora Globo, 2012.

Nesse poema (texto 1), a voz poética constrói uma reflexão sobre a experiência amorosa e seus limites.
Analise as afirmativas abaixo sobre o modo como o amor é representado.

1. O eu lírico manifesta o desejo de manter distância crítica do amor, reconhecendo seu poder de dominação e de perda de si, por isso pede que o sentimento não a cegue nem a persiga.
2. O amor é apresentado como força idealizadora e protetora, capaz de conduzir o sujeito à plenitude e à estabilidade emocional.
3. As imagens de pequenez — “aranhas e formigas” — traduzem o aprendizado da humildade e a aceitação da fragilidade humana diante das paixões.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Q3767274 Português
No ensino do componente curricular Língua Portuguesa, o docente precisa propor atividades que envolvam procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, seja em relação às formas de composição, seja em relação aos estilos adotados nos textos (Brasil, 2018). No que diz respeito à linguagem verbal oral e escrita, as formas de composição dos textos envolvem
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Q3767182 Português

SUA MAJESTADE, A CACHAÇA


    Cachaça sempre foi sinônimo de deboche: “Aqui só dá cachaceiro”, vai curtir essa cachaça pra lá!”, “cachorro que morde bode, mulher que erra uma vez, e homem que bebe cachaça, nem o diabo pode com os três”...e vai por aí afora.


    Fabricante de cachaça não aceita ser cachaceiro, mas empresário, industrial e, quando muito, alambiqueiro. Dizem que a cachaça é originária da Índia, e que começou a sua produção no Brasil, em São Vicente (SP), em 1526, e em Olinda (PB). Uma das muitas lendas reza que escravos colocavam sempre a garapa, o caldo da cana, no tacho, e iam mexendo e fervendo até pegar o ponto de melado.


    Certo dia, quando o feitor estava muito exigente para um serviço, eles, sem dar tempo para ferver bastante, como exigia a fazeção do melado, esconderam o tacho e deixaram para o dia seguinte. Quando foram buscá-lo, o caldo estava azedo, mas, com medo de jogarem fora, colocaram o caldo novo por cima e ferveram juntos, mexendo bastante. Acontece que o azedo, fermentado, se tornou álcool e evaporou. O restante foi formando gotículas no telhado da rebaixa do engenho e, como goteira, foi pingando. Era a cachaça, daí o nome pinga.


    E quando dançavam, ali mesmo, no engenho, os pingos, caindo nos seus rostos, na boca, os alegravam bastante. Sempre que queriam ficar alegres, dançavam ali e “lambiam” a pinga. E quando pingava nas suas costas feridas pelas chibatadas do feitor, ardia; daí o nome de água ardente. Com o tempo, a pinga foi sendo aprimorada e caiu no gosto das demais pessoas, começando pelos feitores e senhores de escravos. A cachaça, agora, é a “bebida oficial do Brasil”.


    Nada de pinga e nada de aguardente. Cachaça vem de cachaza (castelhano), que significa vinho das borras (da uva). Há umas 30 mil marcas brasileiras. A brasileiríssima cachaça artesanal, cuja produção anual atinge 400 milhões de litros, da qual só é exportada 1%, tem muitas virtudes, pois sara doenças, esquenta no frio, esfria no calor, desinibe e desperta, alegra na tristeza e consola na paixão, faz mudo falar, é alívio na dor e força na fraqueza, anima velório e sustenta pagode, anestesia e desinfeta e ...(...) Vamos tomar uma “saideira”?


(Disponível em: O popular-E-book – crônicas do Bariani. P.31/32. 03/08/2006. Texto adaptado. Acesso em: 7 set. 2025).

Considere a leitura integral do texto “Sua majestade, a cachaça” e analise as informações a seguir:



I – O título, “Sua majestade, a cachaça, pode ser uma forma de ressaltar, honrar e glorificar o prestígio da aguardente de cana-de-açúcar.


II –.A expressão: “Nada de pinga e nada de aguardente não se classifica como período, nem como oração, é, apenas, uma frase.


III – A tipologia de base dessa crônica é a narração entremeada com trechos descritivos e dissertativos.


IV - Infere-se do texto que o autor apresenta a origem da cachaça, bem como, dos nomes pelos quais ela é conhecida.



Marque a alternativa que apresenta todas as afirmações corretas:

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Q3767178 Português

CANÇÃO EXCÊNTRICA


Ando à procura de espaço

Para o desenho da vida.

Em números me embaraço

E perco sempre a medida.

Se penso encontrar saída,

Em vez de abrir um compasso,

Projeto-me num abraço

E gero uma despedida.


Se volto sobre o meu passo,

É já distância perdida.


Meu coração, coisa de aço,

Começa a achar um cansaço

Esta procura de espaço

Para o desenho da vida.

Já por exausta e descrida

Não me animo a um breve traço:

- saudosa do que não faço,

- do que faço, arrependida


(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/seleção Maria Fernanda. 8. ed. São Paulo: Global, 1996, p.32).

Marque a alternativa que apresenta as funções de linguagem predominantes no texto “Canção Excêntrica”:
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Q3767177 Português

CANÇÃO EXCÊNTRICA


Ando à procura de espaço

Para o desenho da vida.

Em números me embaraço

E perco sempre a medida.

Se penso encontrar saída,

Em vez de abrir um compasso,

Projeto-me num abraço

E gero uma despedida.


Se volto sobre o meu passo,

É já distância perdida.


Meu coração, coisa de aço,

Começa a achar um cansaço

Esta procura de espaço

Para o desenho da vida.

Já por exausta e descrida

Não me animo a um breve traço:

- saudosa do que não faço,

- do que faço, arrependida


(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/seleção Maria Fernanda. 8. ed. São Paulo: Global, 1996, p.32).

Considere a leitura do poema “Canção excêntrica” e analise as afirmações a seguir sobre a sua temática:



I – Canção excêntrica pode significar aquilo que foge do comum, é a procura inevitável, os questionamentos que fazemos na vida.


II – Considerando a flexão dos verbos e o emprego dos pronomes, o foco temático está centrado numa terceira pessoa do discurso.


III – Conforme o poema, perdemos sempre a medida, pois a vida nos joga ao embate contínuo do estar vivendo.


IV – Pode-se inferir do texto que a busca incessante pelo desenho da vida diferencia-nos como pessoas, ao mesmo tempo, que nos identifica como seres inquietos e incompletos.



Marque a alternativa correta:

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Q3766932 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
No trecho “Tem coisa mais xarope do que faltar luz?”, o uso do termo “xarope” indica algo 
Alternativas
Respostas
7621: D
7622: B
7623: A
7624: C
7625: D
7626: C
7627: B
7628: C
7629: A
7630: D
7631: D
7632: D
7633: A
7634: D
7635: D
7636: C
7637: D
7638: A
7639: D
7640: A