Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3794725 Português

Leia o texto a seguir:


Texto 1


Estamos viciados em narrativas curtas



    Já começo esta coluna tentando criar alguma frase de impacto: vai que o leitor não aguenta ler o texto até o fim. Ler o parágrafo até o fim. Ler a linha até o fim. Também estou sofrendo do mesmo mal. Assim como milhões de outras pessoas, tive meu cérebro transformado pelo imediatismo dos posts, dos vídeos curtos, das frases de 140 caracteres.


    Se meu cérebro velho e tão pouco elástico quanto meus quadris se transformou, imagine aquelas cacholas dotadas de jovial plasticidade. Uma amiga que trabalha numa gravadora me contou que muitas crianças já não têm paciência para ouvir uma música inteira: para que ouvir tudo se podemos colocar direto no refrão?


    Tenho um afilhado que fica impaciente quando lhe conto alguma história. Percebi que sua capacidade de atenção dura o mesmo tempo que os recortes a que ele assiste no YouTube: no máximo 60 segundos. Depois, ele começa a se dispersar. Ou então a me pressionar pelo desenlace da narrativa.


    Esses dias, na companhia da minha filha e dos meus sobrinhos, dei play numa música do Velvet Underground, de dez minutos. Ficaram indignados: que música bizarra, que saco ter que esperar tudo isso. E eu: esperar o quê? Ouvir não seria o destino? Além disso, aonde vamos com tanta pressa? Claro que ninguém soube responder.


    Já escuto o dia em que eles vão querer ouvir duas músicas ao mesmo tempo. Exagero? Algo parecido já vem acontecendo com os vídeos, aqueles de tela dividida. Esses dias minha filha assistia a um tutorial de maquiagem na parte de cima da tela, enquanto, na parte de baixo, um homem fazia a demonstração de um aspirador que prometia acabar com ácaros. "E esse cara limpando o tapete?", lhe perguntei. "O que é que tem?", me devolveu de ombros, como se aturar dois vídeos ao mesmo tempo fosse a coisa mais natural do mundo.


    Quando a tela não se divide, o espectador se divide. A maioria das pessoas assiste a séries com o celular ao lado. Conscientes da dispersão causada pelo uso simultâneo de duas telas, os roteiristas já começam a escrever episódios mais didáticos, recapitulando aquilo que a mente multitarefa não foi capaz de guardar.


    E isso sem falar na duração da dramaturgia, cada vez mais curta. Na Argentina, visitei o Microteatro, que encena várias peças de 15 minutos numa mesma noite, uma em cada sala, permitindo ao público ver quatro ou cinco peças curtas numa visita – o local vive lotado.


    Não à toa, alguns amigos romancistas andam tensos: se eu escrever um livro muito longo, alguém vai ler? No incerto mercado editorial, ninguém pode dar garantia, mas eu sigo apostando no caráter subversivo da literatura como forma artística capaz de resistir ao imediatismo. Romances com cerca de mil páginas, como "Guerra e Paz", "Os Miseráveis", "Um Defeito de Cor" e "2666" seguem atravessando o tempo e sendo lidos e agraciados.


    Cada vez que olho para um desses tijolos que não cabe em 60 segundos nem pode ser resumido em 140 caracteres, sinto esperança. As coisas mudam, não há como resistir. Mas sempre haverá quem não se renda ao mercado. Quem esteja disposto a aprofundar reflexões. E quem consuma livros, peças e filmes longos. Ou mesmo leia uma coluna até o fim.


MADALOSSO, Giovana. Estamos viciados em narrativas curtas. Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/estamos-viciados-em-narrativas-curtas.shtml. Acesso em: 10 nov. 2025 (Adaptado).

Com base nas reflexões críticas e nos exemplos apresentados, o texto de Giovana Madalosso pode ser classificado como um(a): 
Alternativas
Q3794693 Português
Marque a opção que mostra o contrário (antônimo) da palavra muito, usada na frase "gosta muito de animais".
Alternativas
Q3794692 Português
Na frase "Ela ficou feliz", qual palavra tem o mesmo sentido da palavra destacada? 
Alternativas
Q3794691 Português

Texto de Apoio para a questão:


O passeio no sítio


Dona Maria gosta muito de animais. No final de semana, ela foi ao sítio visitar sua irmã. Lá, Maria viu vacas, porcos e muitas galinhas. Ela ficou feliz porque adora a vida no campo. Na hora de ir embora, Maria comprou queijo fresco e ovos para levar para casa. 

Após realizar a leitura atenta da história narrada no texto acima, onde acompanhamos o passeio de final de semana da personagem ao sítio, identifique a alternativa que explica corretamente o verdadeiro motivo de Dona Maria ter ficado feliz durante a sua visita: 
Alternativas
Q3794690 Português

Texto de Apoio para a questão:


O passeio no sítio


Dona Maria gosta muito de animais. No final de semana, ela foi ao sítio visitar sua irmã. Lá, Maria viu vacas, porcos e muitas galinhas. Ela ficou feliz porque adora a vida no campo. Na hora de ir embora, Maria comprou queijo fresco e ovos para levar para casa. 

De acordo com o texto, o que Dona Maria foi fazer no sítio?
Alternativas
Q3794474 Português
Assinalar a alternativa que contém um antônimo da palavra “inibir”. 
Alternativas
Q3794469 Português
O que fazer em viagens longas?

    As redes sociais não entregam mais nada interessante, as paisagens ficaram ___________ e o sono não vem. Ainda faltam horas para o destino, e a mente e o corpo imploram por atividade, mas o que fazer nesse espaço apertado? Como lidar com os pensamentos que insistem em correr?

    Segundo a psicóloga e professora Júlia Murta, o desafio começa porque nos desacostumamos a lidar com o tempo livre. “A rotina atual exige produtividade constante. Quando o tempo se alonga, como em uma viagem, somos convidados a encarar um tipo de silêncio interno e externo que normalmente abafamos”, explica.

    Júlia destaca que a associação entre tédio e negatividade é fruto de um mal-estar contemporâneo: “O tédio pode ser um sintoma da dependência de produtividade para nos sentirmos válidos. Ele incomoda, mas também pode ser revelador”. 

    Para ela, o tédio não surge da falta de estímulos, mas do enfrentamento do vazio — e viajar também é autodescoberta. Encarar o tempo livre como autocuidado, porém, requer processo.

    “Leituras leves, anotações pessoais, escutar músicas ou podcasts com temas subjetivos podem ajudar a atravessar o tempo sem cair na aceleração compulsiva da mente. Não se trata de preencher, mas de sustentar a presença”.  

    Além do cuidado com a mente, o corpo também precisa de atenção: passar horas na mesma posição é prejudicial em qualquer lugar, especialmente em viagens, quando o espaço é limitado.

    A especialista também diferencia as dores comuns das que são um alerta — de acordo com ela, desconfortos no pescoço, na lombar e nas pernas são normais, afinal, a coluna é sobrecarregada ao se posicionar sentado.  

    No entanto, dores musculares e articulares, formigamentos e dormência são indícios de risco para o corpo. 

                                                                                                                                          Fonte: Revista Bom Voyage. Adaptado. 
Os elementos linguísticos sublinhados nos parágrafos 6º e 8º estabelecem coesão: 
Alternativas
Q3794348 Português
Procuram-se jumentos! 

    Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.

    Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.

    Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.

     Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País. [...]

      Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.

Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado
“Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização.” (4º parágrafo). O elemento sublinhado estabelece coesão por: 
Alternativas
Q3794306 Português
Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos


Nas últimas décadas, as planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar a extensas plantações de mirtilos e outras frutas. Até os anos 1990, parecia improvável que o deserto costeiro pudesse se tornar um polo agrícola. No entanto, isso ocorreu em grande parte do litoral peruano, com a expansão de culturas como manga, mirtilos e abacates.

A faixa paralela ao Pacífico e às elevações andinas transformou-se em um imenso pomar e no centro de uma indústria agroexportadora em rápida expansão. Entre 2010 e 2024, as exportações agrícolas cresceram, em média, onze por cento ao ano, atingindo em 2024 mais de nove milhões de dólares. O Peru tornou-se o maior exportador mundial de uvas e mirtilos, consolidando-se como fornecedor de mercados como Estados Unidos, Europa e China.

Esse avanço teve início com as reformas econômicas da década de 1990, que reduziram barreiras comerciais e incentivaram investimentos estrangeiros. Inicialmente voltadas à mineração, essas políticas abriram espaço para uma elite empresarial que passou a apostar na exportação agrícola. O setor superou obstáculos naturais com investimentos privados em irrigação por gotejamento e grandes projetos hídricos, permitindo o cultivo em áreas antes consideradas impróprias. Somaram-se a isso inovações genéticas, como as que viabilizaram o cultivo do mirtilo, ampliando em cerca de trinta por cento a área cultivável do deserto costeiro.

Hoje, regiões como Ica e Piura são importantes centros agrícolas, e a agroexportação representa parcela relevante da economia. Em 2024, respondeu por quase cinco por cento do PIB, contra quase um e meio por cento em 2020. O impacto econômico é significativo, com geração de empregos qualificados e aumento da renda média. Contudo, os benefícios não se distribuem de forma igual: pequenos agricultores enfrentam dificuldades para acessar água e mão de obra, além de venderem suas terras a grandes empresas.

A principal controvérsia envolve a água. Em áreas onde praticamente não chove, como Ica, o abastecimento depende do lençol freático e da transposição de água de regiões vizinhas. Enquanto assentamentos dependem de caminhões-pipa, grandes propriedades mantêm poços próprios e acesso prioritário à irrigação. Apesar da fiscalização oficial, há indícios de superexploração do aquífero, com poços cada vez mais profundos e água mais cara para pequenos produtores.

Até a produção das uvas do pisco, símbolo nacional, vem sendo questionada, sob a crítica de que a exportação da fruta equivale à exportação de água. O desafio, em Ica e em todo o Peru agroexportador, é tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. A avaliação de especialistas é que a indústria de exportação é positiva para a geração de renda, mas só será viável se não comprometer o abastecimento da população nem o equilíbrio ambiental.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmnjm2wenwo.adaptado.

O texto aborda uma questão como um dos principais desafios da agroexportação no Peru.

De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3794170 Português
“[...] Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.” (1º parágrafo).
Analisar o uso da palavra sublinhada no segmento acima. Considerando o contexto em que se insere e a sua função na progressão textual, é CORRETO afirmar que ela estabelece uma relação semântica de: 
Alternativas
Q3794166 Português
Procuram-se jumentos! 

    Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.

    Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.

    Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.

     Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País. [...]

      Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.

Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado.
Embora o texto não tenha sido apresentado na íntegra, é possível deduzirmos seu propósito comunicativo a partir de elementos pré-textuais, como o título. Considerando o título, assinalar a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3793986 Português
O que fazer em viagens longas?

    As redes sociais não entregam mais nada interessante, as paisagens ficaram ___________ e o sono não vem. Ainda faltam horas para o destino, e a mente e o corpo imploram por atividade, mas o que fazer nesse espaço apertado? Como lidar com os pensamentos que insistem em correr?

    Segundo a psicóloga e professora Júlia Murta, o desafio começa porque nos desacostumamos a lidar com o tempo livre. “A rotina atual exige produtividade constante. Quando o tempo se alonga, como em uma viagem, somos convidados a encarar um tipo de silêncio interno e externo que normalmente abafamos”, explica.

    Júlia destaca que a associação entre tédio e negatividade é fruto de um mal-estar contemporâneo: “O tédio pode ser um sintoma da dependência de produtividade para nos sentirmos válidos. Ele incomoda, mas também pode ser revelador”. 

    Para ela, o tédio não surge da falta de estímulos, mas do enfrentamento do vazio — e viajar também é autodescoberta. Encarar o tempo livre como autocuidado, porém, requer processo.

    “Leituras leves, anotações pessoais, escutar músicas ou podcasts com temas subjetivos podem ajudar a atravessar o tempo sem cair na aceleração compulsiva da mente. Não se trata de preencher, mas de sustentar a presença”.  

    Além do cuidado com a mente, o corpo também precisa de atenção: passar horas na mesma posição é prejudicial em qualquer lugar, especialmente em viagens, quando o espaço é limitado.

    A especialista também diferencia as dores comuns das que são um alerta — de acordo com ela, desconfortos no pescoço, na lombar e nas pernas são normais, afinal, a coluna é sobrecarregada ao se posicionar sentado.  

    No entanto, dores musculares e articulares, formigamentos e dormência são indícios de risco para o corpo. 

                                                                                                                                          Fonte: Revista Bom Voyage. Adaptado. 
  
    
Considerando os aspectos gerais do texto, analisar os itens.
I. De acordo com as ideias do texto, o tédio e a negatividade são os principais causadores de problemas em viagens.
II. Distrair-se com música, leituras e afins tem finalidade para manter a mente alerta.
III. Formigamentos e dormência têm maior valor de relevância e preocupação, se comparados a desconfortos no pescoço ou na lombar.
Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3793908 Português
Procuram-se jumentos! 

    Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.

    Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.

    Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.

     Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País. [...]

      Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.

Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado.
“Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.” (2º parágrafo).
Observando o contexto, é CORRETO afirmar que a palavra sublinhada retoma os termos: 
Alternativas
Q3793905 Português
Procuram-se jumentos! 

    Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.

    Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.

    Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.

     Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País. [...]

      Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.

Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado.
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens.
I. O tema central do texto é apresentar as utilidades de um jumento.
II. Uma justificativa para o título pode ser observada no último parágrafo.
III. O teor expositivo do texto é percebido ao se apresentarem motivações históricas para a temática.
Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3793747 Português
As contradições sociais brasileiras manifestam-se também no ambiente educacional, exigindo compromisso dos agentes públicos e da sociedade. Segundo o Parecer CNE/CP 8/2012, a Educação em Direitos Humanos emerge como necessidade capaz de formar sujeitos de direitos e responsabilidades. Essa educação destina-se a formar crianças, jovens e adultos para participar ativamente da vida democrática e exercitar seus direitos na sociedade, também respeitando e promovendo os direitos das:
Alternativas
Q3793722 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Roupa de desenho animado


    Quando eu era pequeno odiava comprar roupa. Um dia, cansado dessa tarefa, perguntei pra minha mãe se ela não podia simplesmente comprar meia dúzia de camisetas iguais, a mesma coisa pra calças e bermudas, mas em menor quantidade.

    Ela achou muito esquisito e sem lógica nenhuma, mas eu insisti. Saquei do armário uma camiseta que eu gostava muito. Ela era cinza e tinha a letra B, bem grande, em vermelho.

    Iniciei meu discurso retórico na tentativa de acabar com as idas em shoppings. O pensamento fazia sentido:

    – Por que eu não posso usar sempre a mesma roupa?

     – Porque suja.

    – Tá, mas você pode comprar várias camisetas iguais, eu só quero não ter que escolher e poder usar sempre uma que me representa. Olha essa! Tem até a letra do meu nome.

    – Filho, ninguém faz isso. Roupa igual é só pra escola. Senão parece que você não toma banho.

    – Ah, faz sim. O Bart usa sempre camiseta vermelha e short azul, o Doug Funnie tem aquela bermuda bege, camiseta branca e até um agasalho verde, pra proteger o peito.

     – Quem são esses?

    – Mãe, você precisa assistir mais desenhos.


TAVARES, Bernardo. Roupa de desenho animado. Disponível em .<https://minicontos.me/roupa-de-desenhoanimado-90f28e78fd33>. 
“o Doug Funnie tem aquela bermuda bege, camiseta branca e até um agasalho verde, pra proteger o peito.”

As palavras destacadas no trecho acima são sinônimas de:
Alternativas
Q3793721 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Roupa de desenho animado


    Quando eu era pequeno odiava comprar roupa. Um dia, cansado dessa tarefa, perguntei pra minha mãe se ela não podia simplesmente comprar meia dúzia de camisetas iguais, a mesma coisa pra calças e bermudas, mas em menor quantidade.

    Ela achou muito esquisito e sem lógica nenhuma, mas eu insisti. Saquei do armário uma camiseta que eu gostava muito. Ela era cinza e tinha a letra B, bem grande, em vermelho.

    Iniciei meu discurso retórico na tentativa de acabar com as idas em shoppings. O pensamento fazia sentido:

    – Por que eu não posso usar sempre a mesma roupa?

     – Porque suja.

    – Tá, mas você pode comprar várias camisetas iguais, eu só quero não ter que escolher e poder usar sempre uma que me representa. Olha essa! Tem até a letra do meu nome.

    – Filho, ninguém faz isso. Roupa igual é só pra escola. Senão parece que você não toma banho.

    – Ah, faz sim. O Bart usa sempre camiseta vermelha e short azul, o Doug Funnie tem aquela bermuda bege, camiseta branca e até um agasalho verde, pra proteger o peito.

     – Quem são esses?

    – Mãe, você precisa assistir mais desenhos.


TAVARES, Bernardo. Roupa de desenho animado. Disponível em .<https://minicontos.me/roupa-de-desenhoanimado-90f28e78fd33>. 
Em relação à linguagem utilizada no texto “Roupa de desenho animado”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3793720 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Roupa de desenho animado


    Quando eu era pequeno odiava comprar roupa. Um dia, cansado dessa tarefa, perguntei pra minha mãe se ela não podia simplesmente comprar meia dúzia de camisetas iguais, a mesma coisa pra calças e bermudas, mas em menor quantidade.

    Ela achou muito esquisito e sem lógica nenhuma, mas eu insisti. Saquei do armário uma camiseta que eu gostava muito. Ela era cinza e tinha a letra B, bem grande, em vermelho.

    Iniciei meu discurso retórico na tentativa de acabar com as idas em shoppings. O pensamento fazia sentido:

    – Por que eu não posso usar sempre a mesma roupa?

     – Porque suja.

    – Tá, mas você pode comprar várias camisetas iguais, eu só quero não ter que escolher e poder usar sempre uma que me representa. Olha essa! Tem até a letra do meu nome.

    – Filho, ninguém faz isso. Roupa igual é só pra escola. Senão parece que você não toma banho.

    – Ah, faz sim. O Bart usa sempre camiseta vermelha e short azul, o Doug Funnie tem aquela bermuda bege, camiseta branca e até um agasalho verde, pra proteger o peito.

     – Quem são esses?

    – Mãe, você precisa assistir mais desenhos.


TAVARES, Bernardo. Roupa de desenho animado. Disponível em .<https://minicontos.me/roupa-de-desenhoanimado-90f28e78fd33>. 
Em relação ao texto “Roupa de desenho animado”, é correto afirmar que existem:
Alternativas
Q3793683 Português
“O livro desanda quando a gente deixa de tomar conta.” (João Ubaldo Ribeiro)

A expressão verbal destacada no pensamento acima exprime o sentido de:
Alternativas
Q3793682 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Crônica sobre a esperança


    De acordo com o dicionário da língua portuguesa, a esperança é a confiança de que algo bom vai acontecer, ou a espera baseada no desejo de que algo bom vá se tornar realidade. O certo é que durante muito tempo a esperança foi debatida por pensadores, filósofos, poetas, políticos e tantos outros que veem nesta ora uma virtude ora um subterfúgio para a fuga da realidade.

    Albert Camus, por exemplo, sempre pessimista, disse que “toda a infelicidade dos homens nasce da esperança”. O grande mestre romano da política, Sêneca, foi peremptório: “deixarás de temer quando deixares de ter esperança”. Mas o mesmo Sêneca afirma que “os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças”.

    Quando falamos de esperança, tratamos, indiscutivelmente, de valores que, para muitos, são essenciais, na medida que é através destes sentimentos que encontramos sentido para a realização de sonhos, de desejos, de utopias. A esperança, portanto, é um ponto de partida, uma busca por algo que acreditamos ser possível alcançar, e quando isto deixa de existir, morrem-se os sonhos e, consequentemente, surge a infelicidade.

    Neste sentido, não há contradição nas assertivas de Camus e de Sêneca. Se existe medo de algo ruim, é porque existe a expectativa de algo bom. Logo, o fim da esperança é o fim do medo, mas ao mesmo tempo pode significar o fim do desejo de lutar. E é evidente que o fim das esperanças traz infelicidades, pois estas são uma consequência da não realização das expectativas quanto a determinado fato ou situação.

    Desta forma, a esperança, antes de tudo, é elemento que impulsiona a nossa vontade construtora, uma arma poderosa para enfrentar as dificuldades, e um caminho para chegar a determinado fim. É possível que as esperanças sejam exageradas, absurdas? Talvez, mas como disse certa vez Albert Einstein, “se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”. Logo ele, o mestre do impossível, o homem que relativizou a própria matemática... (...)


MIRANDA, Sandro Ari Andrade de. Crônica sobre a esperança. Diário Liberdade. Disponível em . <https://gz.diarioliberdade.org/mundo/item/123599-cronica-sobre-a-esperanca.html>. 


(I) “toda a infelicidade dos homens nasce da esperança”

(II) “os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças”
(III) “a esperança, antes de tudo, é (...) uma arma poderosa para enfrentar as dificuldades”
(IV) “a esperança é a confiança de que algo bom vai acontecer”

Analise os trechos acima e assinale a alternativa que apresenta todos os que estão elaborados em sentido figurado. 
Alternativas
Respostas
7121: B
7122: C
7123: B
7124: A
7125: B
7126: A
7127: C
7128: C
7129: A
7130: C
7131: D
7132: C
7133: D
7134: C
7135: C
7136: A
7137: C
7138: E
7139: B
7140: C