Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3979638 Português

Observe:

Q40.png (352×153)


Em relação à tirinha, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3979636 Português
 Leia: 

Q38.png (356×341)

A figura de linguagem predominante na letra da música Tiranizar, de Caetano Veloso é:
Alternativas
Q3979623 Português
Texto para a questão:


A generosidade das elites ou a gratidão dos humildes.


    Um homem de ombreiras bordada a ouro foi condenado a 100 chibatadas em público, por não pagar imposto de renda. No dia anterior à sentença encheu uma bolsa com 10.000 piastras e, encontrando na rua um miserável, pediu que, em troca das 10.000 piastras, o miserável recebesse as chibatadas em seu lugar, como a lei permitia.

    O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, estava lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas. Mas, logo nas primeiras 10, começou a chorar - viu que não resistia - e, em altos e lancinantes brados, pediu clemência a Alá. Alá surgiu como um auxiliar do chibatador, que disse ao ouvido do chibatado; "Me dás todo o dinheiro que tens e o chibatador apenas fingirá as outras 90 chibatadas". Mas que gritasse ainda mais para que o povo em volta não percebesse a barganha.

    O miserável concordou, a chibatação e os gritos continuaram até se completarem as 100 chibatadas e o povo saiu contente, porque agora, como todos tinham visto, também os poderosos eram castigados, embora por interpostas pessoas. No dia seguinte o miserável estava outra vez na sua esquina quando viu passar o potentado cujo lugar tinha tomado. Num ímpeto se atirou em frente ao homem e, ajoelhado, murmurou com os olhos em lágrimas: "Agradecido, mil vezes agradecido, meu louvado senhor; que o céu o faça cada dia mais poderoso. Se o senhor não tivesse me financiado com tanta generosidade, eu agora estaria morto com aquelas 100 chibatadas."


Millôr Fernandes
Em relação à tipologia textual, o texto é:
Alternativas
Q3979218 Português
Leia o texto e responda a questão.


O pavão


    Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

    Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


Rubem Braga
No trecho destacado no fragmento “... de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar.”, há exemplo de:
Alternativas
Q3978873 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
O tempo na relação entre o narrador e suas memórias:
Alternativas
Q3978872 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A repetição da palavra "amor", no texto, cumpre, principalmente, a função de:
Alternativas
Q3978871 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A expressão "baús secretos" refere-se a:
Alternativas
Q3978870 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A ideia principal do texto "O que a memória ama, fica eterno" está sintetizada em:
Alternativas
Q3978203 Português
TEXTO I

   "Os gêneros textuais são formas de comunicação escrita ou verbal que possuem características específicas e são utilizados para diferentes propósitos. São estratégias de linguagem que permitem aos indivíduos expressar ideias, opiniões e sentimentos de maneira eficaz. Desde relatos históricos até obras literárias, os gêneros textuais desempenham um papel fundamental na construção da nossa cultura e na forma como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor. Neste conteúdo, exploraremos os principais gêneros textuais, suas características e funcionalidades, para entender melhor como eles moldam nossa comunicação e expressão."

TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão


Com base nas informações do Texto I e na análise detalhada do Texto II, é correto afirmar que a tipologia deste último pertence ao gênero: 
Alternativas
Q3977987 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
O poema "Vozes-mulheres" constrói uma linha genealógica simbólica entre as gerações femininas. A. progressão das vozes indica, principalmente,:
Alternativas
Q3977986 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
A sequência de estrofes progressivamente do passado para o presente - bisavó → avó → mãe → eu → filha - configura, fundamentalmente, um(a):
Alternativas
Q3977985 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
Sobre a compreensão global do poema, assinale a alternativa que melhor sintetiza sua ideia central.
Alternativas
Q3977159 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pela Luz Dos Olhos Teus (part. Miúcha) – TOM JOBIM

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Precisa se casar (precisa se casar)

Precisa se casar (precisa se casar)

-

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar



No trecho "Me sinto incendiar", o eu lírico expressa sua emoção por meio de uma figura de linguagem. Tal construção é exemplo de:
Alternativas
Q3977156 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pela Luz Dos Olhos Teus (part. Miúcha) – TOM JOBIM

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Precisa se casar (precisa se casar)

Precisa se casar (precisa se casar)

-

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar



Leia o trecho a seguir, extraído da canção "Pela Luz dos Olhos Teus", de Vinicius de Moraes:

"Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar."

Com base no fragmento, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3977059 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

IA exigirá cuidado com o emprego dos mais jovens

-

[1] Com seu progresso em velocidade jamais vista, mesmo para outras tecnologias digitais, as ferramentas de inteligência artificial (IA) têm despertado um misto de júbilo e temor. O entusiasmo é alimentado por seu desempenho a cada dia melhor e pela projeção de uma nova revolução em diferentes áreas do conhecimento e setores da economia. O medo advém do risco de uso nefasto e do impacto no mercado de trabalho. O embate entre futuros utópico ou distópico ganhou destaque nas conversas entre profissionais das mais variadas áreas — de músicos a advogados. No meio acadêmico, há uma discussão acalorada a respeito do efeito concreto da IA no mercado de trabalho. A conclusão, por enquanto, é que, sim, ela destruirá empregos — mas não há motivo para desespero.

[2] Em estudo publicado no final de agosto, três pesquisadores da Universidade Stanford identificaram "quedas substanciais" nas taxas de emprego de profissionais entre 22 e 25 anos nas ocupações mais expostas à nova tecnologia, como desenvolvedores de software ou serviços de atendimento. Para os mais velhos, a realidade tem sido outra. O nível de emprego tem se mantido ou até aumentado. No mercado de trabalho como um todo, o nível de ocupação cresce, mas para trabalhadores jovens se mantém estagnado.

[3] O estudo também revela que nem todas as aplicações de IA resultam em declínio de vagas para quem entra no mercado de trabalho. Em atividades com automação intensiva, há perdas. Nos empregos que usam IA para ampliar habilidades humanas, há ganhos. Quanto aos salários, o uso da nova tecnologia tem — por enquanto — tido pouco efeito.

[4] Os autores são cuidadosos para não extrair conclusões precipitadas. Ressaltam ser necessário obter dados mais precisos e continuar o monitoramento. Afirmam que a adoção de novas tecnologias normalmente produz efeitos heterogêneos no mercado de trabalho. Mas especulam se os trabalhadores que mais sentiram consequências negativas até o momento não seriam "os canários da mina de carvão" — aqueles que, sensíveis a gases tóxicos, eram usados por mineiros como alarme.

[5] A dificuldade de prever os efeitos da IA está ligada ao ineditismo. Se as projeções de nova revolução forem confirmadas, olhar para trás de nada servirá para avaliar as mudanças. Thomas Malthus, o pensador britânico do século XVIII, foi um dos economistas mais brilhantes de sua geração. A partir de uma observação correta, concluiu que a renda per capita sempre se manteria em nível de subsistência. Para azar de Malthus e sorte da humanidade, a Revolução Industrial deu início a uma explosão inédita de produtividade e renda. Ante as novas evidências, a armadilha malthusiana evaporou.

[6] Ainda que as transformações provocadas pela IA possam ter consequências sem precedentes, algumas lições do passado são úteis. Entre 1760 e 1850, a Revolução Industrial não resultou em ganho salarial e acabou com várias ocupações. Para evitar choque parecido, é preciso adotar medidas para mitigar os efeitos da tecnologia, sobretudo no emprego dos jovens; incentivar o uso de ferramentas de IA que ampliem as habilidades humanas; recolocar quem perder empregos; e, sobretudo, investir na formação desses jovens para que sejam profissionais mais flexíveis, capazes de se adaptar às oportunidades que surgirão. Afinal, jovens ainda têm toda a vida para aprender.
O autor do texto, ao analisar os efeitos da IA no mercado de trabalho, compara os jovens profissionais a "canários da mina de carvão".

Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o nome da figura de linguagem empregada e a justificativa para seu uso. 
Alternativas
Q3977057 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

IA exigirá cuidado com o emprego dos mais jovens

-

[1] Com seu progresso em velocidade jamais vista, mesmo para outras tecnologias digitais, as ferramentas de inteligência artificial (IA) têm despertado um misto de júbilo e temor. O entusiasmo é alimentado por seu desempenho a cada dia melhor e pela projeção de uma nova revolução em diferentes áreas do conhecimento e setores da economia. O medo advém do risco de uso nefasto e do impacto no mercado de trabalho. O embate entre futuros utópico ou distópico ganhou destaque nas conversas entre profissionais das mais variadas áreas — de músicos a advogados. No meio acadêmico, há uma discussão acalorada a respeito do efeito concreto da IA no mercado de trabalho. A conclusão, por enquanto, é que, sim, ela destruirá empregos — mas não há motivo para desespero.

[2] Em estudo publicado no final de agosto, três pesquisadores da Universidade Stanford identificaram "quedas substanciais" nas taxas de emprego de profissionais entre 22 e 25 anos nas ocupações mais expostas à nova tecnologia, como desenvolvedores de software ou serviços de atendimento. Para os mais velhos, a realidade tem sido outra. O nível de emprego tem se mantido ou até aumentado. No mercado de trabalho como um todo, o nível de ocupação cresce, mas para trabalhadores jovens se mantém estagnado.

[3] O estudo também revela que nem todas as aplicações de IA resultam em declínio de vagas para quem entra no mercado de trabalho. Em atividades com automação intensiva, há perdas. Nos empregos que usam IA para ampliar habilidades humanas, há ganhos. Quanto aos salários, o uso da nova tecnologia tem — por enquanto — tido pouco efeito.

[4] Os autores são cuidadosos para não extrair conclusões precipitadas. Ressaltam ser necessário obter dados mais precisos e continuar o monitoramento. Afirmam que a adoção de novas tecnologias normalmente produz efeitos heterogêneos no mercado de trabalho. Mas especulam se os trabalhadores que mais sentiram consequências negativas até o momento não seriam "os canários da mina de carvão" — aqueles que, sensíveis a gases tóxicos, eram usados por mineiros como alarme.

[5] A dificuldade de prever os efeitos da IA está ligada ao ineditismo. Se as projeções de nova revolução forem confirmadas, olhar para trás de nada servirá para avaliar as mudanças. Thomas Malthus, o pensador britânico do século XVIII, foi um dos economistas mais brilhantes de sua geração. A partir de uma observação correta, concluiu que a renda per capita sempre se manteria em nível de subsistência. Para azar de Malthus e sorte da humanidade, a Revolução Industrial deu início a uma explosão inédita de produtividade e renda. Ante as novas evidências, a armadilha malthusiana evaporou.

[6] Ainda que as transformações provocadas pela IA possam ter consequências sem precedentes, algumas lições do passado são úteis. Entre 1760 e 1850, a Revolução Industrial não resultou em ganho salarial e acabou com várias ocupações. Para evitar choque parecido, é preciso adotar medidas para mitigar os efeitos da tecnologia, sobretudo no emprego dos jovens; incentivar o uso de ferramentas de IA que ampliem as habilidades humanas; recolocar quem perder empregos; e, sobretudo, investir na formação desses jovens para que sejam profissionais mais flexíveis, capazes de se adaptar às oportunidades que surgirão. Afinal, jovens ainda têm toda a vida para aprender.
Sobre o sentido das palavras no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3977056 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

IA exigirá cuidado com o emprego dos mais jovens

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[1] Com seu progresso em velocidade jamais vista, mesmo para outras tecnologias digitais, as ferramentas de inteligência artificial (IA) têm despertado um misto de júbilo e temor. O entusiasmo é alimentado por seu desempenho a cada dia melhor e pela projeção de uma nova revolução em diferentes áreas do conhecimento e setores da economia. O medo advém do risco de uso nefasto e do impacto no mercado de trabalho. O embate entre futuros utópico ou distópico ganhou destaque nas conversas entre profissionais das mais variadas áreas — de músicos a advogados. No meio acadêmico, há uma discussão acalorada a respeito do efeito concreto da IA no mercado de trabalho. A conclusão, por enquanto, é que, sim, ela destruirá empregos — mas não há motivo para desespero.

[2] Em estudo publicado no final de agosto, três pesquisadores da Universidade Stanford identificaram "quedas substanciais" nas taxas de emprego de profissionais entre 22 e 25 anos nas ocupações mais expostas à nova tecnologia, como desenvolvedores de software ou serviços de atendimento. Para os mais velhos, a realidade tem sido outra. O nível de emprego tem se mantido ou até aumentado. No mercado de trabalho como um todo, o nível de ocupação cresce, mas para trabalhadores jovens se mantém estagnado.

[3] O estudo também revela que nem todas as aplicações de IA resultam em declínio de vagas para quem entra no mercado de trabalho. Em atividades com automação intensiva, há perdas. Nos empregos que usam IA para ampliar habilidades humanas, há ganhos. Quanto aos salários, o uso da nova tecnologia tem — por enquanto — tido pouco efeito.

[4] Os autores são cuidadosos para não extrair conclusões precipitadas. Ressaltam ser necessário obter dados mais precisos e continuar o monitoramento. Afirmam que a adoção de novas tecnologias normalmente produz efeitos heterogêneos no mercado de trabalho. Mas especulam se os trabalhadores que mais sentiram consequências negativas até o momento não seriam "os canários da mina de carvão" — aqueles que, sensíveis a gases tóxicos, eram usados por mineiros como alarme.

[5] A dificuldade de prever os efeitos da IA está ligada ao ineditismo. Se as projeções de nova revolução forem confirmadas, olhar para trás de nada servirá para avaliar as mudanças. Thomas Malthus, o pensador britânico do século XVIII, foi um dos economistas mais brilhantes de sua geração. A partir de uma observação correta, concluiu que a renda per capita sempre se manteria em nível de subsistência. Para azar de Malthus e sorte da humanidade, a Revolução Industrial deu início a uma explosão inédita de produtividade e renda. Ante as novas evidências, a armadilha malthusiana evaporou.

[6] Ainda que as transformações provocadas pela IA possam ter consequências sem precedentes, algumas lições do passado são úteis. Entre 1760 e 1850, a Revolução Industrial não resultou em ganho salarial e acabou com várias ocupações. Para evitar choque parecido, é preciso adotar medidas para mitigar os efeitos da tecnologia, sobretudo no emprego dos jovens; incentivar o uso de ferramentas de IA que ampliem as habilidades humanas; recolocar quem perder empregos; e, sobretudo, investir na formação desses jovens para que sejam profissionais mais flexíveis, capazes de se adaptar às oportunidades que surgirão. Afinal, jovens ainda têm toda a vida para aprender.
Considerando a análise e a interpretação do texto, assinale a alternativa que apresenta a ideia central desenvolvida pelo autor.
Alternativas
Q3976119 Português

Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral


40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.


Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.


Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.


Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".


Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós. 


O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.


Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.


Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.


(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])

“Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora.” O recurso coesivo sequencial formal, presente neste excerto, apresenta a relação semântica de: 
Alternativas
Q3976118 Português

Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral


40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.


Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.


Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.


Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".


Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós. 


O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.


Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.


Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.


(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])

A convocação aos “educadores, ativistas, jornalistas, artistas” é ratificada pela sequência do tipo injuntiva, cujos recursos linguísticos que a constroem, focalizadamente, estão corretamente destacados em
Alternativas
Q3976113 Português

Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral


40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.


Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.


Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.


Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".


Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós. 


O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.


Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.


Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.


(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])

O uso de expressões em mebêngôkre, no manifesto, visa à articulação das ideias do texto e, portanto, promove a construção de um(a)
Alternativas
Respostas
6181: A
6182: C
6183: D
6184: A
6185: D
6186: A
6187: C
6188: C
6189: D
6190: C
6191: D
6192: B
6193: A
6194: E
6195: B
6196: A
6197: C
6198: E
6199: B
6200: B