Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.847 questões

Q4188790 Português
Relacione as figuras de linguagem da Coluna I com as frases da Coluna II.
COLUNA I 1.Personificação 2.Hipérbole 3.Catacrese 4.Metáfora 5.Metonímia
COLUNA II ( ) “Li Machado de Assis por horas a fio.”
( ) “O vento sussurrava segredos entre as árvores.”
( ) “Seus olhos eram faróis a guiar-me na escuridão.”
( ) “Chorei rios de lágrimas ao ouvir a notícia.”
( ) “O pé da mesa quebrou durante a mudança.”
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo:
Alternativas
Q4188784 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

O Professor e os Novos Letramentos Sociais

Em um cenário de transformações digitais aceleradas e de complexificação das interações sociais, o papel do professor transcende a mera transmissão de conteúdo. A escola, e por extensão o educador, é hoje um dos principais palcos onde se desenrolam as novas dinâmicas de letramento social. Não se trata apenas de decodificar palavras ou compreender textos formais, mas de capacitar os estudantes a navegar criticamente por um universo de informações multifacetadas, muitas vezes fragmentadas e contraditórias.

O letramento digital, por exemplo, exige do professor a habilidade de guiar seus alunos na distinção entre fontes confiáveis e fake news, na compreensão dos algoritmos que moldam o consumo de conteúdo e na produção ética e responsável de sua própria voz no ambiente online. Mais do que ferramentas, são competências socioemocionais e cognitivas que precisam ser desenvolvidas, como a resiliência diante da desinformação e a empatia na comunicação virtual.

Além disso, o letramento midiático e o letramento científico ganham contornos de urgência. Em uma sociedade saturada por narrativas diversas, o professor atua como um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma. Ele não é apenas um facilitador, mas um provocador de pensamento crítico, um artesão da curiosidade e um incentivador da busca por evidências.

Nesse contexto, a formação continuada do professor torna-se imperativa. É preciso que ele próprio esteja em constante processo de letramento, atualizando-se não só em relação às novas tecnologias, mas também às teorias pedagógicas que abordam essas complexas relações entre sujeito, conhecimento e sociedade. A sala de aula, portanto, transforma-se em um laboratório de experimentação, onde o erro é parte do processo e a colaboração é a chave para a construção coletiva do saber.

Assim, o professor contemporâneo é um agente de transformação social, um guia em meio à profusão de informações e um construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas. Sua atuação é vital para formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas linguagens e de intervir nele de maneira consciente e propositiva.

Considerando a totalidade do texto, qual a principal tese defendida pelo autor sobre o professor contemporâneo? 
Alternativas
Q4188783 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

O Professor e os Novos Letramentos Sociais

Em um cenário de transformações digitais aceleradas e de complexificação das interações sociais, o papel do professor transcende a mera transmissão de conteúdo. A escola, e por extensão o educador, é hoje um dos principais palcos onde se desenrolam as novas dinâmicas de letramento social. Não se trata apenas de decodificar palavras ou compreender textos formais, mas de capacitar os estudantes a navegar criticamente por um universo de informações multifacetadas, muitas vezes fragmentadas e contraditórias.

O letramento digital, por exemplo, exige do professor a habilidade de guiar seus alunos na distinção entre fontes confiáveis e fake news, na compreensão dos algoritmos que moldam o consumo de conteúdo e na produção ética e responsável de sua própria voz no ambiente online. Mais do que ferramentas, são competências socioemocionais e cognitivas que precisam ser desenvolvidas, como a resiliência diante da desinformação e a empatia na comunicação virtual.

Além disso, o letramento midiático e o letramento científico ganham contornos de urgência. Em uma sociedade saturada por narrativas diversas, o professor atua como um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma. Ele não é apenas um facilitador, mas um provocador de pensamento crítico, um artesão da curiosidade e um incentivador da busca por evidências.

Nesse contexto, a formação continuada do professor torna-se imperativa. É preciso que ele próprio esteja em constante processo de letramento, atualizando-se não só em relação às novas tecnologias, mas também às teorias pedagógicas que abordam essas complexas relações entre sujeito, conhecimento e sociedade. A sala de aula, portanto, transforma-se em um laboratório de experimentação, onde o erro é parte do processo e a colaboração é a chave para a construção coletiva do saber.

Assim, o professor contemporâneo é um agente de transformação social, um guia em meio à profusão de informações e um construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas. Sua atuação é vital para formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas linguagens e de intervir nele de maneira consciente e propositiva.

O texto aborda a importância do letramento digital. Qual das habilidades listadas abaixo é menos enfatizada como necessária para o professor guiar seus alunos nesse tipo de letramento?
Alternativas
Q4188782 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

O Professor e os Novos Letramentos Sociais

Em um cenário de transformações digitais aceleradas e de complexificação das interações sociais, o papel do professor transcende a mera transmissão de conteúdo. A escola, e por extensão o educador, é hoje um dos principais palcos onde se desenrolam as novas dinâmicas de letramento social. Não se trata apenas de decodificar palavras ou compreender textos formais, mas de capacitar os estudantes a navegar criticamente por um universo de informações multifacetadas, muitas vezes fragmentadas e contraditórias.

O letramento digital, por exemplo, exige do professor a habilidade de guiar seus alunos na distinção entre fontes confiáveis e fake news, na compreensão dos algoritmos que moldam o consumo de conteúdo e na produção ética e responsável de sua própria voz no ambiente online. Mais do que ferramentas, são competências socioemocionais e cognitivas que precisam ser desenvolvidas, como a resiliência diante da desinformação e a empatia na comunicação virtual.

Além disso, o letramento midiático e o letramento científico ganham contornos de urgência. Em uma sociedade saturada por narrativas diversas, o professor atua como um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma. Ele não é apenas um facilitador, mas um provocador de pensamento crítico, um artesão da curiosidade e um incentivador da busca por evidências.

Nesse contexto, a formação continuada do professor torna-se imperativa. É preciso que ele próprio esteja em constante processo de letramento, atualizando-se não só em relação às novas tecnologias, mas também às teorias pedagógicas que abordam essas complexas relações entre sujeito, conhecimento e sociedade. A sala de aula, portanto, transforma-se em um laboratório de experimentação, onde o erro é parte do processo e a colaboração é a chave para a construção coletiva do saber.

Assim, o professor contemporâneo é um agente de transformação social, um guia em meio à profusão de informações e um construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas. Sua atuação é vital para formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas linguagens e de intervir nele de maneira consciente e propositiva.

No terceiro parágrafo, o autor afirma que o professor atua como “um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma”. Qual das opções abaixo apresenta uma inferência incorreta sobre essa afirmação no contexto do texto? 
Alternativas
Q4188781 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

O Professor e os Novos Letramentos Sociais

Em um cenário de transformações digitais aceleradas e de complexificação das interações sociais, o papel do professor transcende a mera transmissão de conteúdo. A escola, e por extensão o educador, é hoje um dos principais palcos onde se desenrolam as novas dinâmicas de letramento social. Não se trata apenas de decodificar palavras ou compreender textos formais, mas de capacitar os estudantes a navegar criticamente por um universo de informações multifacetadas, muitas vezes fragmentadas e contraditórias.

O letramento digital, por exemplo, exige do professor a habilidade de guiar seus alunos na distinção entre fontes confiáveis e fake news, na compreensão dos algoritmos que moldam o consumo de conteúdo e na produção ética e responsável de sua própria voz no ambiente online. Mais do que ferramentas, são competências socioemocionais e cognitivas que precisam ser desenvolvidas, como a resiliência diante da desinformação e a empatia na comunicação virtual.

Além disso, o letramento midiático e o letramento científico ganham contornos de urgência. Em uma sociedade saturada por narrativas diversas, o professor atua como um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma. Ele não é apenas um facilitador, mas um provocador de pensamento crítico, um artesão da curiosidade e um incentivador da busca por evidências.

Nesse contexto, a formação continuada do professor torna-se imperativa. É preciso que ele próprio esteja em constante processo de letramento, atualizando-se não só em relação às novas tecnologias, mas também às teorias pedagógicas que abordam essas complexas relações entre sujeito, conhecimento e sociedade. A sala de aula, portanto, transforma-se em um laboratório de experimentação, onde o erro é parte do processo e a colaboração é a chave para a construção coletiva do saber.

Assim, o professor contemporâneo é um agente de transformação social, um guia em meio à profusão de informações e um construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas. Sua atuação é vital para formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas linguagens e de intervir nele de maneira consciente e propositiva.

De acordo com o texto, o papel do professor na contemporaneidade vai além da simples transmissão de conteúdo. Qual das alternativas melhor descreve essa ampliação de sua função? 
Alternativas
Q4188580 Português
Segurança no trânsito é dever de todos.
    Balanços recentes mostram que o que tem acontecido nas estradas brasileiras é sinal de desrespeito e falta de compromisso com a vida. É comum o aumento de acidentes em feriados, pois mais veículos nas ruas significam riscos maiores. No entanto, o aumento no número de mortes, muitas vezes causado por batidas de frente, revela que a imprudência dos motoristas é o principal problema.
    As três multas mais aplicadas pelos agentes são: excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e ultrapassagem proibida. Especialistas afirmam que apenas aplicar multas não é suficiente. É preciso investir em educação para sensibilizar as pessoas e criar um ambiente onde todos respeitem as regras por entenderem que isso protege a vida.
    Embora o governo esteja melhorando as estradas e criando facilidades para os condutores, a segurança real depende de quem dirige. O trânsito seguro é um compromisso coletivo.
Ao final do texto, afirma-se que, embora o governo melhore as estradas e as leis, a segurança real nas vias depende principalmente de um fator. Qual é esse fator? 
Alternativas
Q4188579 Português
Segurança no trânsito é dever de todos.
    Balanços recentes mostram que o que tem acontecido nas estradas brasileiras é sinal de desrespeito e falta de compromisso com a vida. É comum o aumento de acidentes em feriados, pois mais veículos nas ruas significam riscos maiores. No entanto, o aumento no número de mortes, muitas vezes causado por batidas de frente, revela que a imprudência dos motoristas é o principal problema.
    As três multas mais aplicadas pelos agentes são: excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e ultrapassagem proibida. Especialistas afirmam que apenas aplicar multas não é suficiente. É preciso investir em educação para sensibilizar as pessoas e criar um ambiente onde todos respeitem as regras por entenderem que isso protege a vida.
    Embora o governo esteja melhorando as estradas e criando facilidades para os condutores, a segurança real depende de quem dirige. O trânsito seguro é um compromisso coletivo.
O texto diz que a fiscalização por multas é um "recorte subestimado" da realidade. Isso significa que: 
Alternativas
Q4188572 Português
Segurança no trânsito é dever de todos.
    Balanços recentes mostram que o que tem acontecido nas estradas brasileiras é sinal de desrespeito e falta de compromisso com a vida. É comum o aumento de acidentes em feriados, pois mais veículos nas ruas significam riscos maiores. No entanto, o aumento no número de mortes, muitas vezes causado por batidas de frente, revela que a imprudência dos motoristas é o principal problema.
    As três multas mais aplicadas pelos agentes são: excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e ultrapassagem proibida. Especialistas afirmam que apenas aplicar multas não é suficiente. É preciso investir em educação para sensibilizar as pessoas e criar um ambiente onde todos respeitem as regras por entenderem que isso protege a vida.
    Embora o governo esteja melhorando as estradas e criando facilidades para os condutores, a segurança real depende de quem dirige. O trânsito seguro é um compromisso coletivo.
Qual é a principal causa apontada para o aumento das mortes em batidas de frente? 
Alternativas
Q4188571 Português
Segurança no trânsito é dever de todos.
    Balanços recentes mostram que o que tem acontecido nas estradas brasileiras é sinal de desrespeito e falta de compromisso com a vida. É comum o aumento de acidentes em feriados, pois mais veículos nas ruas significam riscos maiores. No entanto, o aumento no número de mortes, muitas vezes causado por batidas de frente, revela que a imprudência dos motoristas é o principal problema.
    As três multas mais aplicadas pelos agentes são: excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e ultrapassagem proibida. Especialistas afirmam que apenas aplicar multas não é suficiente. É preciso investir em educação para sensibilizar as pessoas e criar um ambiente onde todos respeitem as regras por entenderem que isso protege a vida.
    Embora o governo esteja melhorando as estradas e criando facilidades para os condutores, a segurança real depende de quem dirige. O trânsito seguro é um compromisso coletivo.
Segundo o texto, por que o número de acidentes costuma aumentar nos feriados? 
Alternativas
Q4188523 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Maria às vezes fica pensando...

— A luz que entra pela janela ilumina todo o quarto. Quando acendo a luz à noite, tudo fica claro. Meu pai sempre acende o abajur para ler. Minha avó sempre chega perto da janela para enfiar a linha na agulha. Será que as coisas têm luz? Mas, se fosse assim, eu veria tudo no escuro. Quanto mais perto da lâmpada estão as coisas, mais elas ficam iluminadas. Se eu coloco minha mão, que é pequena, perto da lâmpada, minha mão não deixa a luz passar. Mas, se coloco minha mão cada vez mais longe da lâmpada, ela quase não faz sombra... A luz vai de um lugar a outro, mas não passa através de certos objetos. Ela ilumina mais ou menos, dependendo de onde está.

E assim Maria acabou imaginando umas experiências que viraram brincadeiras. E eram brincadeiras com sombra e luz, que a menina usou para brincar com sua irmã, Elisa, e uma amiga.

https://chc.org.br/artigo/luz-e-sombra/
"Maria acabou imaginando umas experiências que viraram brincadeiras. E eram brincadeiras com sombra e luz, que a menina usou para brincar com sua irmã, Elisa, e uma amiga."

Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

( ) O verbo 'virar' está no plural porque concorda com 'brincadeiras, núcleo do sujeito posposto ao verbo.
( ) O adjetivo 'imaginando' concorda com 'Maria', sujeito da oração, no feminino singular.
( ) Em 'sua irmã, Elisa, e uma amiga', a enumeração de dois elementos do sexo feminino não altera a concordância do verbo 'usar', que permanece no singular por concordar exclusivamente com o sujeito 'a menina'.
( ) Caso o sujeito da oração fosse expresso por 'Maria com sua irmã', o verbo 'acabar' poderia ser flexionado tanto no singular quanto no plural.

Assinale a sequência que preenche corretamente as lacunas a seguir.
Alternativas
Q4188521 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Maria às vezes fica pensando...

— A luz que entra pela janela ilumina todo o quarto. Quando acendo a luz à noite, tudo fica claro. Meu pai sempre acende o abajur para ler. Minha avó sempre chega perto da janela para enfiar a linha na agulha. Será que as coisas têm luz? Mas, se fosse assim, eu veria tudo no escuro. Quanto mais perto da lâmpada estão as coisas, mais elas ficam iluminadas. Se eu coloco minha mão, que é pequena, perto da lâmpada, minha mão não deixa a luz passar. Mas, se coloco minha mão cada vez mais longe da lâmpada, ela quase não faz sombra... A luz vai de um lugar a outro, mas não passa através de certos objetos. Ela ilumina mais ou menos, dependendo de onde está.

E assim Maria acabou imaginando umas experiências que viraram brincadeiras. E eram brincadeiras com sombra e luz, que a menina usou para brincar com sua irmã, Elisa, e uma amiga.

https://chc.org.br/artigo/luz-e-sombra/
"Maria às vezes fica pensando..."

Com base no texto, analise as afirmativas a seguir:

I. Maria conclui que todos os objetos possuem luz própria, por isso podem ser vistos no escuro.
II. O texto demonstra que Maria não consegue relacionar a distância da lâmpada com a formação das sombras.
III. As observações feitas por Maria mostram sua curiosidade e sua tentativa de compreender como a luz e a sombra se comportam.
IV. A menina considera inúteis as experiências com luz e sombra, transformando-as apenas em brincadeiras sem significado.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4188224 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cientistas descobriram a maior molécula no espaço que indica a origem da vida

Cientistas descobriram a maior molécula orgânica contendo enxofre — um ingrediente fundamental para a vida — já identificada no espaço interestelar. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida.
O enxofre é o décimo elemento mais abundante no Universo e um componente essencial de aminoácidos, proteínas e enzimas na Terra. Mas, embora pesquisadores já tivessem encontrado moléculas contendo enxofre semelhantes à recém-descoberta em cometas e meteoritos, havia uma intrigante ausência de moléculas grandes contendo enxofre no espaço interestelar — a vasta região entre as estrelas, repleta de nuvens de poeira e gás.
"O enxofre veio do espaço para a Terra há muito, muito tempo", disse Mitsunori Araki, cientista do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, e principal autor de um estudo sobre a descoberta, publicado na semana passada na revista Nature Astronomy.
"No entanto, encontramos apenas uma quantidade muito limitada de moléculas contendo enxofre no espaço, o que é estranho. Deveria existir em quantidades enormes, mas é muito difícil de encontrar."
Uma equipe diferente de pesquisadores sugeriu anteriormente que o enxofre pode parecer raro no espaço porque está preso no gelo cósmico — escondido à vista de todos, em vez de estar desaparecido.
A nova detecção, portanto, adiciona uma peça importante a esse quebra-cabeça. "Esta é a maior molécula contendo enxofre já encontrada no espaço, com 13 átomos", disse Araki. "Antes desta, a maior tinha apenas nove átomos, mas já era um caso raro, porque a maioria das moléculas contendo enxofre detectadas tinha apenas três, quatro ou cinco átomos."
Ele acrescentou que encontrar moléculas maiores é importante porque ajuda a preencher uma lacuna existente entre a química simples encontrada no espaço e os componentes básicos mais complexos da vida que foram descobertos em cometas e meteoritos.
A molécula, que também contém carbono e hidrogênio, é chamada de 2,5-cicloexadieno-1-tiona e se junta a um catálogo crescente de mais de 300 moléculas observadas no espaço até o momento. A descoberta, disse Araki, sugere que muitas outras moléculas contendo enxofre, talvez até maiores, poderão ser detectadas no futuro.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-molecula-no -espaco-que-indica-a-origem-da-vida/
"O enxofre é o décimo elemento mais abundante no Universo e um componente essencial de aminoácidos, proteínas e enzimas na Terra. Mas, embora pesquisadores já tivessem encontrado moléculas contendo enxofre semelhantes à recém-descoberta em cometas e meteoritos, havia uma intrigante ausência de moléculas grandes contendo enxofre no espaço interestelar — a vasta região entre as estrelas, repleta de nuvens de poeira e gás."
Considerando os mecanismos de coesão e coerência utilizados no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
(__)A conjunção 'embora' introduz uma oração concessiva, estabelecendo relação de contraste entre o que já era conhecido e o que permanecia inexplicado, contribuindo para a coerência argumentativa do texto, podendo ser substituída por 'mesmo que', mantendo o sentido essencial.
(__)O travessão funciona como recurso coesivo conclusivo, sintetizando a informação anteriormente apresentada sobre o termotécnico 'espaço interestelar', além de aproximar o texto do leitor ao explicitar o significado da expressão.
(__)O uso do pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo 'já tivessem encontrado', em relação ao imperfeito 'havia', estabelece uma relação de anterioridade entre os fatos, contribuindo para a coesão temporal do período.
(__)A conjunção 'mas' introduz uma relação de adversidade, contrapondo a abundância e a importância do enxofre no Universo à dificuldade de localizar grandes moléculas contendo esse elemento no espaço interestelar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequênciacorretados itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4187825 Português
A educação municipal constitui uma das principais políticas públicas de responsabilidade local, especialmente no atendimento à educação infantil e ao ensino fundamental. Em Barra do Choça, a organização da rede de ensino deve considerar tanto a população da sede quanto os estudantes residentes na zona rural, povoados e comunidades, exigindo planejamento, transporte escolar, infraestrutura adequada e acompanhamento pedagógico. De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4187808 Português

TEXTO I 


O fim da política.

 Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações


Roberto Motta 


O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.


Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.


O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.


Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.


Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.


Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.


Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.


Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/  

Sobre as ideias presentes no texto I, analise cada afirmação abaixo antes de julgar o que será pedido. 


(       ) Nota-se, no primeiro parágrafo, a apresentação de uma estratégia de discurso edificada a partir de perguntas retóricas as quais condicionam estrategicamente uma complacência em torno de um pensamento benéfico comum. Na sequência, tal imagem é desconstruída ao se inserir a tese sobre a qual o texto se desenvolverá por meio de argumentos.

(       ) Percebe-se que a partir do segundo parágrafo, o autor prescinde do uso do discurso direto por meio da citação de autores e intelectuais que, como ele, desenvolveram o mesmo pensamento crítico sobre a temática abordada.

(       ) No segundo parágrafo, ao fazer menção à fala de Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”, o autor deixa claro como tanto o pensamento de Conservadores quanto o de progressistas podem se mostrar nocivos ao bem-estar coletivo.

(       ) Expõem-se, no terceiro parágrafo, procedimentos tomados por ditos “populistas”, os quais se aproveitam do modelo “democrático” para colocarem em prática ações que visem à sua manutenção no poder, haja vista, como fora observado no parágrafo anterior, que, para estes, “a questão é sempre o poder”.

(       ) Mostra-se, no quarto parágrafo, que a substituição de representantes ruins por outros piores é algo inato à política, o que reforça a ideia de que o indivíduo deva buscar sua emancipação nesse contexto, na busca por algo mais profícuo para sua existência.


Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar pela ordem que a sequência correta é: 

Alternativas
Q4187807 Português

TEXTO I 


O fim da política.

 Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações


Roberto Motta 


O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.


Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.


O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.


Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.


Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.


Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.


Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.


Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/  

Sobre a estrutura e a intencionalidade autoral do texto I, avalie as alternativas abaixo e julgue a que se mostrar adequada. 
Alternativas
Q4187806 Português

TEXTO I 


O fim da política.

 Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações


Roberto Motta 


O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.


Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.


O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.


Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.


Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.


Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.


Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.


Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/  

De acordo com a leitura do texto I, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4187799 Português
Durante uma sequência didática, um professor propõe a análise de um texto do gênero reportagem, no qual se identificam trechos predominantemente narrativos ao relatar fatos, segmentos descritivos ao caracterizar personagens e espaços, além de passagens argumentativas ao interpretar dados e opiniões. Em seguida, solicita que os alunos classifiquem essas ocorrências à luz da distinção entre gêneros textuais e tipos textuais. De acordo com a concepção de tipos textuais desenvolvida por Luiz Antônio Marcuschi, a interpretação mais adequada é a de que:
Alternativas
Q4187798 Português
Em uma atividade de leitura, o professor apresenta aos alunos um texto publicado em jornal impresso que visualmente se organiza como um poema, com versos curtos e disposição em estrofes, mas cuja finalidade é defender um ponto de vista sobre um problema social contemporâneo. Em outro momento, trabalha-se um manual de instruções que combina sequências injuntivas, trechos descritivos e explicações sobre o funcionamento de um equipamento. Considerando os conceitos de hibridização textual, a análise adequada dessas duas situações é a de que:
Alternativas
Q4187782 Português

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Com base no texto, a utilização de gêneros do campo jornalístico-midiático em sala de aula contribui para o desenvolvimento da competência leitora na medida em que possibilita ao aluno:
Alternativas
Q4187662 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Observe a imagem a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Sobre a imagem, é possível destacar, em relação ao texto “Minha vó foi pega a laço”, que: 

Alternativas
Respostas
561: D
562: B
563: D
564: C
565: A
566: B
567: A
568: C
569: B
570: B
571: D
572: D
573: B
574: B
575: A
576: C
577: E
578: C
579: C
580: B