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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.510 questões

Q2700353 Português

Leia atentamente o breve poema a seguir, escrito por Millôr Fernandes, para responder às próximas questões.

“Tudo que eu digo, acreditem,

Teria mais solidez

Se, em vez de carioquinha,

Eu fosse um velho chinês”

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo do termo “solidez”, de acordo com o sentido com que ele aparece no poema.

Alternativas
Q2700352 Português

Leia atentamente o breve poema a seguir, escrito por Millôr Fernandes, para responder às próximas questões.

“Tudo que eu digo, acreditem,

Teria mais solidez

Se, em vez de carioquinha,

Eu fosse um velho chinês”

Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA para o sentido do poema.

Alternativas
Q2699918 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os principais tipos de relacionamentos ioiô


  1. Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
  2. chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
  3. vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
  4. dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
  5. que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
  6. maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
  7. e transparência.
  8. Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
  9. zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
  10. frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
  11. relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
  12. alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
  13. Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
  14. tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
  15. e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
  16. ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
  17. autoconhecimento.
  18. Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
  19. os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
  20. querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
  21. Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
  22. sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
  23. amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
  24. isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
  25. entende?
  26. Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
  27. ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
  28. os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
  29. territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
  30. assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
  31. medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
  32. seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
  33. conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
  34. Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
  35. pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
  36. Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
  37. de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
  38. Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
  39. demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
  40. sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
  41. pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
  42. relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
  43. positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
  44. e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
  45. que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
  46. vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
  47. com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
  48. Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
  49. ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

Por qual das seguintes opções a locução conjuntiva “por isso” (l. 37) pode ser substituída, sem haver distorções ao sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2699905 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os principais tipos de relacionamentos ioiô


  1. Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
  2. chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
  3. vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
  4. dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
  5. que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
  6. maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
  7. e transparência.
  8. Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
  9. zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
  10. frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
  11. relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
  12. alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
  13. Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
  14. tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
  15. e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
  16. ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
  17. autoconhecimento.
  18. Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
  19. os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
  20. querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
  21. Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
  22. sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
  23. amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
  24. isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
  25. entende?
  26. Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
  27. ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
  28. os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
  29. territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
  30. assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
  31. medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
  32. seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
  33. conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
  34. Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
  35. pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
  36. Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
  37. de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
  38. Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
  39. demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
  40. sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
  41. pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
  42. relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
  43. positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
  44. e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
  45. que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
  46. vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
  47. com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
  48. Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
  49. ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

Qual dos seguintes termos é sinônimo da palavra “infinitesimal” (l. 08), localizada no texto?

Alternativas
Q2699838 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Quanto à oração absoluta retirada do texto, “percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença”, pode-se afirmar que o seu sujeito é:

Alternativas
Q2699837 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Na frase extraída do texto, “somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo parece dar certo”, caso o verbo ‘ser’ fosse flexionado no singular (sou), quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para manter a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2699836 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Levando-se em consideração exclusivamente o que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2699833 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Por qual das seguintes opções a palavra “inevitavelmente” (l. 24) pode ser substituída, sem gerar distorções à mensagem expressa no texto?

Alternativas
Q2699659 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes propostas de pontuação no lugar dos parênteses localizados na linha 15 do texto mantém a coerência da mensagem, sem, portanto, truncá-la ou distorcê-la?

Alternativas
Q2699653 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que o autor:

Alternativas
Q2699637 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Tomando-se o exemplo da palavra “pré-requisito”, localizada no texto, qual das seguintes alternativas contém outra palavra corretamente hifenizada?

Alternativas
Q2699631 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Por qual das seguintes conjunções ou locuções conjuntivas o vocábulo “logo”, situado na linha 30 do texto, pode ser substituído de modo a não haver distorção quanto ao sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2699625 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes alternativas apresenta duas palavras extraídas do texto que são sinônimos?

Alternativas
Q2699390 Português

Avalie, como verdadeiro ou falso , as proposições expostas na sequência do texto “No meio do caminho”, extraído da seção (V)(F)HUMOR, de Época - 08/04/19:


NO MEIO DO CAMINHO (por Renato Terra)

No meio do caminho tinha um post

Tinha um post no meio do caminho

Tinha um post

No meio do caminho tinha um post


No meio do debate da Previdência, do pacote anticrime

De reformas tão postergadas

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha um post

Tinha um post no meio do caminho


( ) Além do poema de Carlos Drummont de Andrade, o texto de Renato Terra dialoga com outros da esfera midiática, como a notícia e a reportagem, que têm abordado o tema das “reformas” cobradas no Brasil, caracterizando o que se conhece por paráfrase de conteúdo.

( ) A palavra “post” bem como a palavra “pedra”, presente no poema Carlos Drummont de Andrade, do qual o texto se origina, são do mesmo campo conceitual, ambas fazendo alusão à ideia de obstáculo, impedimento.

( ) A redundância estrutural, manifestada nas inversões sintáticas feitas em alguns dos versos, torna o texto pouco informativo e expressivo, sendo a criatividade atribuída à substituição do termo “pedra”, do poema original, por “post” na versão contemporânea.


A alternativa que apresenta o julgamento CORRETO é:


Alternativas
Q2699101 Português

A articulação das informações em um texto se faz por meio de recursos linguísticos diversos. Faça a leitura do excerto da entrevista abaixo transcrito com a historiadora Mary Del Priore, cujo foco é a gratuidade ou não do ensino, atentando para a conexão textual.


O Ministério da Educação defende que a saída está na iniciativa privada. É por aí?

Num país tão injusto quanto o nosso, a educação deveria ser totalmente pública. Mas diante dessa impossibilidade, não discordo da presença da iniciativa privada e penso nos benefícios que a opção trouxe para países como Chile e Coreia do Sul. Ou nas parcerias público-privadas que existem na Holanda. Mas prefiro centrar a resposta nos estilos de gestão que caracterizam os sistemas público e privado. A história demonstra que o ensino público é o único que atinge as classes desfavorecidas. Mas o faz de forma ineficiente e, por vezes, excludente. O setor privado é muito mais eficiente, criativo e flexível, mas está dirigido a quem pode pagar. As características de cada setor deveriam se completar. As bolsas oferecidas pelas privadas têm remediado o problema. Já introduzir dinamismo na gestão pública é bem mais difícil, diante do encruado corporativismo. Sem contar a dificuldade de ter diretores que sejam gestores e não executores de instruções. Já no privado, é fundamental ter um controle rígido e punitivo sobre as universidades caça-níqueis, que roubam e enganam alunos pobres, além de desqualificar o sistema. (Isto É, 24/04/19).



A respeito dos vínculos estabelecidos no texto, evidenciam-se diferentes mecanismos de coesão, pois


I- o fato de a educação não ser totalmente pública e o da presença da iniciativa privada são informações retomadas pelas expressões “dessa impossibilidade” (l.1 e 2) e “opção” (l. 2), respectivamente, caracterizando um misto de coesão referencial e lexical.

II- a contraposição entre características atribuídas ao setor privado (l.5), como “ser eficiente” e “restringir-se a quem pode pagar” é sinalizada pela conjunção coordenativa “mas”, que atua como elemento de coesão sequencial.

III- as falhas quanto às gestões pública e privada, no caso, diretores não serem gestores, mas executores de instruções (l.9), e certas universidades roubarem e enganarem alunos (l.10 e 11) são informações introduzidas por orações adjetivas explicativas, cuja marca de coesão referencial é o “que”.


A explicação CORRETA está expressa na(s) proposição(ões) citada(s) na alternativa:

Alternativas
Q2699061 Português

O episódio ocorrido na escola Raul Brasil, na cidade de Suzano (SP), assim como outros da mesma natureza, motivou a publicação de vários textos em que se reflete sobre a violência e suas causas. Após a leitura do TEXTO I (depoimento) e do TEXTO II (fragmento de um artigo de opinião), ambos publicados no Jornal Correio da Paraíba de 16/03/19, responda às questões (1) e (2):


TEXTO I


As verdadeiras razões


Foi do padre Fábio de Melo a melhor explicação para a tragédia da escola Raul Brasil: - “Os meninos não mataram porque o porte de arma é um projeto do Governo, porque praticavam jogos violentos ou porque sofreram bulling na escola. Eles mataram porque as famílias estão desestruturadas, porque não se educa mais em casa, não se acompanha mais de perto; a tecnologia substituiu o diálogo, presentes compram limites, direito e deveres, e não há o reconhecimento e respeito a Deus. As armas não matam. O que mata é a ausência do amor”.


TEXTO II


Por uma cultura de paz e amor


A que ponto chega a maldade do ser humano e a falta de Deus e amor ao próximo? Essa é uma das indagações que nos vem à mente ao assistir as imagens do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano (SP), onde crianças, adolescentes e duas servidoras tiveram as vidas ceifadas de forma brutal e cruel.

As imagens do massacre veiculadas na TV e nas redes sociais causaram mal-estar, pavor, medo, insegurança, indignação, perplexidade e tantos outros sentimentos indescritíveis em todos os que as viram. [...]

Ataques violentos dentro de escolas, como o que aconteceu na manhã da última quarta-feira em Suzano, infelizmente, fazem parte de uma sequência de casos similares registrados em todo País, que só reforçam a necessidade de continuidade do Estatuto do Desarmamento como fundamental para evitar o aprofundamento do ciclo de violência no Brasil. [...]

Assim, essas entre outras ocorrências, reforçam o estado de alerta e de vigilância constante, de que muito precisa ser feito para mudar essa cruel realidade, de que a violência é desdobramento de carências afetivas e da necessidade de investimentos direcionados para formação do cidadão.

Nesse momento de dor, cabe-nos apenas desejar aos familiares das vítimas, aos professores, aos alunos e a todo povo de Suzano, o mais profundo sentimento de pesar. E engrossar o coro dos que reivindicam por medidas efetivas por parte de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, sejam referência para os jovens, que cultivem a cultura da paz e do amor ao próximo como virtude, propagem, com o seu exemplo, não o ódio e a violência, e contribuam para a preservação dos laços fraternos. Com o fortalecimento do Estatuto de Desarmamento e propagando a cultura da paz.

(Gilberto Carneiro da Gama – Procurador Geral do Estado)

Avalie como verdadeiro (V) ou falso (F) as proposições abaixo e, em seguida, indique a alternativa que apresenta uma CORRETA avaliação.


( ) Do ponto de vista do padre, uso indevido da internet, bulling na escola e acesso a armas são o efeito de uma causa maior do agravamento da violência – a instabilidade no âmbito familiar.

( ) Ambos os autores concordam em que a maldade humana é reflexo da descrença em Deus e da indiferença ao próximo, daí a importância do constante acompanhamento do desenvolvimento dos jovens.

( ) Enquanto o Procurador Geral do Estado discorda de que a flexibilização da posse e do porte de arma possa atenuar os índices de violência, o padre é favorável ao projeto, o que se confirma na fala “os meninos não mataram porque o porte de arma é um projeto do Governo.


Eis a sequência correspondente:

Alternativas
Q2698972 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões de 13 a 15


TEXTO 7


Precisamos falar sobre o direito à cidade

por Mariana de Freitas e Souza para o Portal Geledés - 22/04/2019


1 Sob a ótica constitucional, o conceito de direito à cidade está relacionado a construção de direitos relativos à moradia

2 e ao meio ambiente sustentável, assim, discutir esse tema é de fundamental importância para a classe trabalhadora e deve ser

3 responsabilidade de todos os lados: gestores, urbanistas, sujeitos jurídicos, incorporadores, mercado, sociedade.

4 O acesso à moradia, mesmo sendo um direito reconhecido no ordenamento jurídico não é uma realidade para todos.

5 Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, o Brasil possui mais de 6,9 milhões de famílias sem habitação e nesse cenário há

6 cerca de 6,05 milhões de imóveis desocupados. Essa situação evidencia que o poder público muitas vezes está alheio às

7 dinâmicas sociais, a preocupação com os direitos humanos no discurso dos gestores, fica apenas nisso: no discurso. Quando

8 analisadas as desigualdades sob a perspectiva de gênero e raça, podemos notar vários desafios para a autonomia e o exercício

9 de direitos. De acordo com Censo de 2010, estima-se que 11,4 milhões de brasileiros vivam em favelas (aproximadamente 6%

10 da população) e esses moradores também são maioria pretos ou pardos (68%).

11 Os movimentos sociais se constituem como um importante espaço no processo de luta pela constituição desse direito.

12 A narrativa dada pela grande imprensa, como forma de acionar demandas repressivas, não é novidade. Ao contrário do que é

13 apresentado, tais movimentos são formados pela resistência de trabalhadores(as) que estão no espaço periférico e que

14 conhecem no dia a dia a ausência do Estado no que diz respeito à provisão de infraestrutura e serviços públicos básicos,

15 enquanto as áreas centrais ou nobres da cidade recebem investimentos privados como públicos, em um processo contínuo de

16 reprodução do capital. Como afirma Harvey:

17 O direito à cidade significa o direito de todos nós a criarmos cidades que satisfaçam as

18 necessidades humanas, as nossas necessidades (…) O direito à cidade não é simplesmente o

19 direito ao que já existe na cidade, mas o direito de transformar a cidade em algo radicalmente

20 diferente, quando eu olho para a história, vejo que as cidades foram regidas pelo capital, mais

21 que pelas pessoas. Assim, nessa luta pelo direito à cidade haverá também uma luta contra o

22 capital. (HARVEY, 2011, p. 1).

23 Neste processo de produção espacial, evidencia-se a associação entre o capital imobiliário e o Estado com o intuito de

24 viabilizar interesses privados e não por iniciativa voltada à melhoria dos serviços públicos e infraestrutura urbana para a

25 população, o que gera variadas consequências sociais e tende a se acentuar no governo vigente.

26 Por fim, nos cabe buscar apreender as características da nossa formação sócio-histórica sob o modo de produção

27 capitalista que materializa hierarquizações bem como nesse contexto entender a atuação dos movimentos sociais, enquanto

28 espaço de resistência política no que se refere à luta pela garantia de direitos e exercício da cidadania em termos de políticas

29 públicas, pela efetivação da mobilidade urbana, à proteção ambiental e demais usos de utilidade pública e interesse social do

30 espaço, afinal “o direito à cidade não é um presente”. (HARVEY, 2013, p. 43).

Analise as afirmações abaixo acerca do Texto 7 e coloque V para as verdadeiras e F as para as falsas:


( ) Predomina o tipo textual dissertativo-argumentativo, uma vez que a autora expõem o tema do direito à cidade e defende um ponto de vista sobre ele.

( ) A problematização do tema encontra-se principalmente no primeiro parágrafo, que é propositivo, ou seja, visa a apresentar ao leitor que o direito à cidade, cujo conceito é exposto a partir da Constituição Federal, é da incumbência de diversos atores sociais.

( ) No período: “O acesso à moradia, mesmo sendo um direito reconhecido no ordenamento jurídico não é uma realidade para todos” (L.6 e 7), não há problema de pontuação.


A sequência que preenche CORRETAMENTE as lacunas é:

Alternativas
Q2698952 Português

Leia o texto 3 e responda às questões de 5 a 8.


Texto 3


“Um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização”


O professor de direito constitucional da PUC, Marcelo Figueiredo, disse neste sábado à rádio Jovem Pan que a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista fere a democracia.

“O episódio é um precedente perigoso para a liberdade de imprensa porque se cada ministro se sentir agravado com uma reportagem e mandar cassar o veículo de comunicação, nós voltamos a um Estado ditatorial, antidemocrático”, afirmou.

“A censura ao site Antagonista e à revista Crusoé entrará como um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização. Por outro lado, tem que se celebrar. A mobilização da sociedade e o posicionamento certeiro de ministros do Supremo que discordam do conjunto de absurdos que têm sido praticados.”


(Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/um-dos-fatos-mais-lamentaveis-da-nossa-historia-pos-redemocratizacao/)

Acerca da notícia acima, analise as proposições abaixo e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.


( ) A presença das aspas na manchete da notícia e nos seus dois últimos parágrafos é um recurso utilizado pelo jornalista para separar a sua voz da voz do professor de Direito.

( ) Ao se observar a manchete da notícia e o primeiro parágrafo do texto, compreendemos que a coesão textual se constrói a partir da relação catafórica entre “Um dos fatos mais lamentáveis” e “[...] “a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista [...]”.

( ) Observando apenas o título da notícia, ainda que o leitor não possua um conhecimento prévio sobre o que são “Crusoé” e “O Antagonista”, compreende-se que são meios de difusão da informação, a partir da relação anafórica entre esses termos e os termos “liberdade de imprensa”, “reportagem” e “veículo de comunicação”, que ajudam a construir o enunciado do segundo parágrafo.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

Alternativas
Q2698949 Português

Leia o texto 1 e responda as questões de 1 a 3. Compare os textos 1 e 2 para responder à questão 4.


TEXTO 1


Andarilho beija-flor

(Composição: Marquinhos da Serrinha/ Intérprete: Flávio José)


Eu não creio que somente palavras me façam viver

Nem que os sonhos perdidos me impeçam de sentir prazer

Nada quanto sonhei ou que fiz e errei foi em vão

Eu prefiro escutar o que pede esse meu coração


Eu não posso negar que ainda sofro lembrando você

E que, às vezes, faz mal um só peito tentando querer

Mas também superei pra mim mesmo e parei de sonhar

E aprendi que, quem ama, é preciso primeiro se amar


Não mudo, não!

Meu coração me fez assim,

Me ensinou gostar de mim, deu mais sentido em meu viver

Prefiro ser um andarilho beija-flor

Pra que vou dar o meu amor pra quem sequer amor quer ter?


(Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/andarilho-beija-flor/)


TEXTO 2


Codinome beija-flor

(Composição: Agenor Neto / Jose Neves / Reinaldo Arias; Intérprete: Cazuza)


Pra que mentir, fingir que perdoou

Tentar ficar amigos sem rancor

A emoção acabou

Que coincidência é o amor

A nossa música nunca mais tocou


Pra que usar de tanta educação

Pra destilar terceiras intenções

Desperdiçando o meu mel

Devagarinho, flor em flor

Entre os meus inimigos, beija-flor


Eu protegi teu nome por amor

Em um codinome, Beija-flor

Não responda nunca, meu amor (nunca)

Pra qualquer um na rua, Beija-flor


Que só eu que podia

Dentro da tua orelha fria

Dizer segredos de liquidificador


Você sonhava acordada

Um jeito de não sentir dor

Prendia o choro e aguava o bom do amor

Prendia o choro e aguava o bom do amor


(Fonte: https://www.letras.mus.br/cazuza/468416/)

Considerando a regência verbal em Andarilho beija-flor, analise as proposições abaixo e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) O verbo “impedir” é usado corretamente na letra da música, apresentando uma regência bitransitiva.

( ) No sentido de “recordar”, o verbo lembrar é pronominal e necessita da preposição “de”. Por isso, se usada a norma culta, o verso apresentaria a regência: “Eu não posso negar que ainda sofro me lembrando de você”.

( ) Na canção, o uso de “superar” como verbo intransitivo, em “Mas também superei pra mim mesmo” está de acordo com a norma culta.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

Alternativas
Q2698923 Português

“Meme é um termo criado em 1976 por Richard Dawkins no seu best-seller” “O Gene Egoísta” e é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima (...). Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida como unidade autônoma” (Meme – Wikipedia).


Memes, muito comuns nas redes sociais, são utilizados para transmitir desde chistes e piadas, a denúncias políticas ou mesmo notícias falsas. Considere este meme abaixo, retirado de uma rede social.


Todas as pessoas do mundo são da

mesma idade este ano!

É incrível: este ano todas as pessoas

no mundo estão na mesma faixa

etária, todas iguais a 2019. Este ano

é especial. Acontece apenas uma

vez a cada 1.000 anos. Este ano sua

idade + seu ano de nascimento, é =

2019 . Por exemplo, você tem 55 anos

e nasceu em 1964, o que somo 2019.

Muito estranho, nem os mestres

chineses e estrangeiros podem

explicar. Por favor, some sua idade

com o ano de nascimento e veja se a

resposta é 2019. É uma espera de mil

anos! Vá para o círculo de amigos, e

deixe todo mundo calcular.


Assinale a alternativa que contém uma análise correta do significado deste meme.

Alternativas
Respostas
49901: C
49902: A
49903: C
49904: D
49905: E
49906: C
49907: D
49908: A
49909: D
49910: C
49911: A
49912: B
49913: E
49914: A
49915: E
49916: D
49917: D
49918: C
49919: D
49920: C