Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3864670 Português

Leia o Texto I para responder a questão.



Texto I



NO BARCO COR DE SANGUE  


Ah! a placidez das águas turvas que nada revelam e nada exigem. Para isso havia alugado o barco, para ser plácido como a água, ainda que por breve tempo. Um barco pequeno no pequeno lago do parque rodeado de cidade por todos os lados. Remou com falta de jeito, mais para ver o afundar e erguer-se dos remos do que propriamente para avançar. Os ruídos, os ruídos tantos que das ruas se alçavam escalando os canyons dos prédios, lhe chegavam abafados pela distância pouca e pelas copas das árvores. Deixavam de ser buzina, freada, alarme, sirene, para tornar-se pasta sonora amalgamada, quase uma outra natureza do ar. Um barco pequeno pintado de vermelho denso, vermelho sangue, que, descascado aqui e acolá, entregava um idêntico vermelho subjacente, como se vermelha fosse a madeira de que era feito. Um barco em que caberia exato, se deitasse. Deitou-se. Recolheu os remos. Um barco, pensou, embora desejasse tanto não pensar em nada, um barco, pensou, não fica parado, mesmo que não haja vento.


Um barco ondula. Sentia o esquife balançar de leve sob seu corpo, e a água, aquela água turva, cuja superfície pareceria intocada não estivesse ele a navegar, agia discreta por baixo do casco, como se suavemente roçando o dorso contra a quilha. Peito aberto sem a defesa dos braços cruzados, olhar afundado no infinito azul do alto, sentiu uma sombra aflorar lhe a testa, passar pelas pálpebras, a boca, lamber-lhe aos poucos o corpo até abandoná-lo pelos pés. Viu a copa de uma árvore deslizar acima e ficar para trás. O leve, levíssimo ondular repousava-lhe o corpo, devolvia-lhe a antiga segurança do berço. Indo e voltando entre palavras que nem bem escolhia, pensou que alugaria o barco no verão, quando pudesse tirar a camisa e ficar quase seminu ao sol, como se nadasse. E porque o havia pensado sentiu o súbito frio da roupa molhada nas costas, naquela mínima água que todo barco guarda ao fundo. Cochilou, talvez. Certamente fechou os olhos. Da pasta de sons, uma sirene destacou-se aguda. O barco pareceu estremecer. Abriu os olhos. Sem pressa, perguntou-se onde estaria, se próximo ou distante de onde havia embarcado. O ar passou mais fino ou mais rápido sobre o seu rosto, o fundo do barco vibrava, quem sabe, tangido pelos arrepios do seu corpo agora gelado.


O doce bambolear que o havia embalado fazia-se descompassado. Pensou que o tempo do aluguel estaria se esgotando, era hora de voltar. Ainda estendeu a mão preguiçosa para fora da borda, mas, sentindo-a molhada por respingos, retraiu-a surpreso e, agarrando-se dos dois lados, ergueu o tronco. Nada do que viu era o que esperava ver. Nenhuma serenidade mais aplanava o lago, se lago era aquele em que o barco ia à deriva, flancos apertados pela água escura que se acavalava em correnteza e espuma, estilhaçando-se contra as rochas das margens, avançando cada vez mais voraz até onde o olhar alcançava. Olhou para trás procurando o embarcadouro, os outros barcos iguais ao seu, a ponte vagamente japonesa que ligava a beira cimentada à ilhota artificial, os elementos todos que o haviam levado a alugar esse barco, a deitar-se no fundo do esquife cor de sangue em busca de placidez. Distante ou perdida estava aquela realidade. A sombra de uma copa deslizou veloz sobre o seu rosto lívido, a boca contraída não conseguiu articular as palavras do medo. Um rugido surdo havia-se acrescentado aos sons da mata que subiam entre os troncos, e o rugido lhe dizia que, à frente, ondas rápidas se faziam mais intensas, uma cachoeira o aguardava.


Marina Colasanti  

Qual é a representação do barco que conduz o personagem do texto?  
Alternativas
Q3864477 Português
Leia o texto a seguir.

O Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas, de Goiânia, foi o grande vencedor da etapa Centro-Oeste do Prêmio Finep de Inovação, na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, com o projeto Soluções Tecnológicas para o Aproveitamento Integral do Babaçu e Pequi. [...] A Coordenadora de Projetos do Instituto, Nathália Garcia, destacou o impacto social gerado pelo projeto: “É muito gratificante ver a inovação chegando na ponta, transformando a vida de mais de 7 mil famílias de agroextrativistas e agricultores familiares. Por meio desse projeto, conseguimos desenvolver cinco novos ingredientes a partir do aproveitamento integral do pequi e do babaçu – utilizando casca, polpa e semente. O que antes era considerado resíduo agora se transforma em produtos de alto valor agregado”.

BOLETIM SEMANAL DE NOTÍCIAS DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE GOIÁS. Senai conquista Prêmio Finep de Inovação ao transformar frutos do Cerrado em soluções sustentáveis. Ano 7, nº 261, Goiânia, 10 de outubro de 2025, p. 2 e 3. [Adaptado].

De que forma o projeto contribuiu com as famílias mencionadas?
Alternativas
Q3864475 Português
Leia o texto a seguir.
No componente materno-infantil, a Taxa de Mortalidade Infantil, medida em óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos, alcançou média municipal de 16,87. Trata-se de uma média entre municípios e não da taxa estadual. Observou-se que cerca de 20% dos municípios não registraram óbitos infantis, enquanto 80% apresentaram taxas inferiores a 29,47, havendo casos extremos com 96,77 óbitos por mil nascidos vivos. A elevada variabilidade do indicador sugere que ganhos adicionais dependem de cobertura contínua e de cuidados oportunos. Nessa direção, o Acompanhamento Pré-Natal, aferido pelo percentual de gestantes com sete ou mais consultas, registrou média de 81,02%, com mínimo de 42,31% e 80% dos municípios abaixo de 88,64%, o que revela espaço para ampliar o acesso e a regularidade do cuidado durante a gestação.

Lima, J. K. E.; Matos, P. D. S.; Siqueira, R. V. Índice de Desempenho dos Municípios (IDM). Goiânia-GO: Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica– IMB, 2025, p. 18. [Adaptado].


A elevada variabilidade desse indicador evidencia qual característica do Estado de Goiás?
Alternativas
Q3864469 Português
Texto 3


Anteontem

Antonio Prata


No meio da frase, ao escrever "anteontem", empaquei. "Anteontem" existe? Não tô falando de anteontem, o dia antes de ontem. O dia, tenho certeza, existiu. Estive lá e tenho inclusive testemunhas, um link do "meets" e recibos do cartão de crédito.

Voltando ao assunto, escrevi "anteontem" e senti como se tivesse escrito "memo", "tamo", "somo". Dei um google rápido e, sim, surgiram várias frases com "anteontem". Poxa, que interessante. Por que será que "antes de ontem" conseguiu dicionarizar sua versão coloquial e, por exemplo, "memo", "tamo" e "somo", não?

[...]

Li, ano passado, o belíssimo "Latim em Pó", de Caetano Galindo. O livro traça os caminhos do português, desde a cópula milenar do galego com o latim até os dias de hoje. Termina assim: "Eu aqui me despeço e te digo em bom latim clássico (saluare) mastigado pela plebe do Império Romano (salvare), estropiado pelos celtiberos, desentendido pelos germânicos, tingido pelos árabes (salvar), imposto aos indígenas da América (sarvá) e finalmente alterado pelos padrões silábicos dos idiomas negros africanos:

Saravá.

Seja bem-vinda."

Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do "anteontem". Não nasceu de uma corruptela de "antes de ontem". É filha de uma linhagem mais nobre, irmã de "antebraço", "anteparo", "antecipar’, "antessala", "anteceder". O que me traz certa culpa por não ter, ao pesquisar melhor, "antecipado". Não importa. Sigo defendendo a mesma posição. De que a língua escrita se dobre à falada. Saravá.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2025/07/anteontempagarai.shtml. Acesso em: 18 nov. 2025. [Adaptado].
O Texto 3 apresenta o seguinte trecho: “Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do ‘anteontem’. Não nasceu de uma corruptela de ‘antes de ontem’”. Nesse trecho, o cronista, ao usar a expressão “descrição mais precisa”, mitiga a inconsistência de uma informação que já havia dado, usando como recurso de linguagem
Alternativas
Q3864468 Português
Texto 3


Anteontem

Antonio Prata


No meio da frase, ao escrever "anteontem", empaquei. "Anteontem" existe? Não tô falando de anteontem, o dia antes de ontem. O dia, tenho certeza, existiu. Estive lá e tenho inclusive testemunhas, um link do "meets" e recibos do cartão de crédito.

Voltando ao assunto, escrevi "anteontem" e senti como se tivesse escrito "memo", "tamo", "somo". Dei um google rápido e, sim, surgiram várias frases com "anteontem". Poxa, que interessante. Por que será que "antes de ontem" conseguiu dicionarizar sua versão coloquial e, por exemplo, "memo", "tamo" e "somo", não?

[...]

Li, ano passado, o belíssimo "Latim em Pó", de Caetano Galindo. O livro traça os caminhos do português, desde a cópula milenar do galego com o latim até os dias de hoje. Termina assim: "Eu aqui me despeço e te digo em bom latim clássico (saluare) mastigado pela plebe do Império Romano (salvare), estropiado pelos celtiberos, desentendido pelos germânicos, tingido pelos árabes (salvar), imposto aos indígenas da América (sarvá) e finalmente alterado pelos padrões silábicos dos idiomas negros africanos:

Saravá.

Seja bem-vinda."

Ao dar um último google atrás da citação do Galindo, me deparei com uma descrição mais precisa do "anteontem". Não nasceu de uma corruptela de "antes de ontem". É filha de uma linhagem mais nobre, irmã de "antebraço", "anteparo", "antecipar’, "antessala", "anteceder". O que me traz certa culpa por não ter, ao pesquisar melhor, "antecipado". Não importa. Sigo defendendo a mesma posição. De que a língua escrita se dobre à falada. Saravá.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2025/07/anteontempagarai.shtml. Acesso em: 18 nov. 2025. [Adaptado].
A abertura da crônica “Anteontem” é construída a partir de um jogo de linguagem que se baseia na
Alternativas
Q3864303 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “ar” está sendo empregada em seu sentido próprio, real.
Alternativas
Q3864300 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão. 


A pescaria inesquecível 


    Certa vez, um pai e seu filho de onze anos foram pescar em um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada. 

    Veio a noite e, de repente, a vara do garoto se envergou, indicando que havia algo enorme no anzol. O pai olhava com admiração, enquanto o filho, habilmente, erguia o peixe da água. Era o maior peixe que ele já tinha visto. Sua pesca, porém, só era permitida na temporada. O pai e o filho olhavam para o peixe bonito, suas guelras se movimentando para trás e para frente.

    O pai acendeu um fósforo e olhou para o relógio: pouco mais de vinte e duas horas. Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Disse ao menino: “Você tem de devolvê-lo, filho. Vai aparecer outro”. “Mas não tão grande quanto este”, disse a criança, choramingando. 

    O garoto olhou à volta do lago, não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente a olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, pelo tom de voz do pai, ele sabia que a decisão era inegociável. Devagarinho, tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água. O peixe movimentou-se rapidamente e desapareceu. 

    Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido. Leva seus filhos para pescar no mesmo local. Sua intuição estava correta: nunca mais conseguiu pegar um peixe tão maravilhoso como o daquele dia. Entretanto, sempre vê o mesmo peixe, cada vez que se depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo ou errado. Agir corretamente quando se está sendo observado é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.

    Essa conduta correta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água. A ética é como uma moeda de ouro: Tem valor em toda parte. (...) 


QUEIROZ, Antônio. A pescaria inesquecível. Histórias de vida. Disponível em . <https://www.a12.com/redacaoa12/historias-de-vida/apescaria-inesquecivel>. 
Em relação ao texto “A pescaria inesquecível”, é correto afirmar que o narrador: 
Alternativas
Q3863998 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


“Chatear” e “encher”


Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:

— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?

— Aqui não tem nenhum Valdemar.

Daí a alguns minutos você liga de novo:

— O Valdemar, por obséquio.

— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.

— Mas não é do número tal?

— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.

Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:

— Por favor, o Valdemar já chegou?

— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?

— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.

— Não chateia.

Daí a dez minutos, liga de novo.

— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?

O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.

Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:

— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?


CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto para a expressão “por obséquio”, no trecho do texto:

“— O Valdemar, por obséquio.”:
Alternativas
Q3863995 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


“Chatear” e “encher”


Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:

— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?

— Aqui não tem nenhum Valdemar.

Daí a alguns minutos você liga de novo:

— O Valdemar, por obséquio.

— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.

— Mas não é do número tal?

— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.

Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:

— Por favor, o Valdemar já chegou?

— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?

— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.

— Não chateia.

Daí a dez minutos, liga de novo.

— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?

O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.

Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:

— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?


CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
No texto de Paulo Mendes Campos, uma situação é narrada para demonstrar a diferença entre chatear e encher. Assinale a alternativa correta sobre o texto. 
Alternativas
Q3863476 Português

No trecho: “É urgente investir na redução desse caos acústico para preservar saúde e bem-estar.”


O emissor da mensagem é:

Alternativas
Q3863474 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.



“A poluição sonora nas cidades cresce a cada dia, porque muitos centros urbanos não possuem controle adequado do trânsito; há veículos, obras e multidões gerando um ruído contínuo que transforma as ruas numa ‘selva sonora’. Moradores precisam adaptar-se à falta de silêncio, percebendo à noite o quanto o ambiente urbano grita. É urgente investir na redução desse caos acústico para preservar saúde e bem-estar.”.

As figuras de linguagem presentes no texto estão descritas, CORRETAMENTE, em qual alternativa abaixo? 
Alternativas
Q3863471 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.



“A poluição sonora nas cidades cresce a cada dia, porque muitos centros urbanos não possuem controle adequado do trânsito; há veículos, obras e multidões gerando um ruído contínuo que transforma as ruas numa ‘selva sonora’. Moradores precisam adaptar-se à falta de silêncio, percebendo à noite o quanto o ambiente urbano grita. É urgente investir na redução desse caos acústico para preservar saúde e bem-estar.”.

Com relação ao vocabulário utilizado no texto e suas variações, indique a alternativa com a informação CORRETA.
Alternativas
Q3863470 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.



“A poluição sonora nas cidades cresce a cada dia, porque muitos centros urbanos não possuem controle adequado do trânsito; há veículos, obras e multidões gerando um ruído contínuo que transforma as ruas numa ‘selva sonora’. Moradores precisam adaptar-se à falta de silêncio, percebendo à noite o quanto o ambiente urbano grita. É urgente investir na redução desse caos acústico para preservar saúde e bem-estar.”.

Aponte a alternativa INCORRETA sobre a interpretação do texto.
Alternativas
Q3863436 Português

Leia para responder à questão.


O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.

Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos. 

No primeiro parágrafo, ao diferenciar o lilás de outras tonalidades, o autor afirma que ele "não grita como o vermelho". Ao atribuir uma ação tipicamente humana (gritar) a um ser inanimado (uma cor), o texto emprega o recurso estilístico denominado:
Alternativas
Q3863432 Português

Leia para responder à questão.


O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.

Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos. 

O terceiro parágrafo aborda a presença do lilás no campo cultural e na moda. O texto menciona que, na estética pop e na linguagem digital, o lilás se tornou uma marca de estilos que transitam entre: 
Alternativas
Q3863430 Português

Leia para responder à questão.


O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.

Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos. 

No primeiro parágrafo, o autor define a posição do lilás no espectro visual comparando-o a outras cores. Segundo o texto, o lilás cria uma sensação de suspensão ao funcionar como uma ponte entre: 
Alternativas
Q3862861 Português
Madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela


    A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, apontada como mandante do homicídio de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, ocorrido no dia 4 de novembro, em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. A vítima foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de 2 anos.


    Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Gabrielle teria planejado o crime com o objetivo de obter a guarda exclusiva da criança, enteada dela. A suspeita, de acordo com os policiais, apresentava comportamento possessivo em relação à menina e teria oferecido cerca de R$ 20 mil para que dois homens executassem a vítima.

     Ontem (10), os agentes prenderam Davi de Souza Malto, identificado como o autor dos disparos. A ação foi realizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após trabalho de inteligência e monitoramento. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de reunir novas provas.

    Outro envolvido, Erick Santos Maria, que dirigia a motocicleta usada na execução, se entregou à polícia na sexta-feira anterior (07). Ele também teve a prisão decretada por homicídio. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas ajudaram a identificar a dupla e esclarecer a dinâmica do crime.

     Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, trabalhava como técnica de enfermagem e era mãe de duas crianças, um menino de 2 anos e uma menina de 4. O caso gerou comoção entre familiares e moradores de Sepetiba.

    De acordo com a DHC, as diligências continuam para localizar Gabrielle Rosário e concluir o inquérito. A Polícia Civil mantém as investigações para reunir mais elementos sobre a motivação e a participação de cada suspeito no caso.


Fonte: RJ: madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente o referente no texto do pronome em destaque no período: Ele também teve a prisão decretada por homicídio.
Alternativas
Q3862860 Português
Madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela


    A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, apontada como mandante do homicídio de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, ocorrido no dia 4 de novembro, em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. A vítima foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de 2 anos.


    Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Gabrielle teria planejado o crime com o objetivo de obter a guarda exclusiva da criança, enteada dela. A suspeita, de acordo com os policiais, apresentava comportamento possessivo em relação à menina e teria oferecido cerca de R$ 20 mil para que dois homens executassem a vítima.

     Ontem (10), os agentes prenderam Davi de Souza Malto, identificado como o autor dos disparos. A ação foi realizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após trabalho de inteligência e monitoramento. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de reunir novas provas.

    Outro envolvido, Erick Santos Maria, que dirigia a motocicleta usada na execução, se entregou à polícia na sexta-feira anterior (07). Ele também teve a prisão decretada por homicídio. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas ajudaram a identificar a dupla e esclarecer a dinâmica do crime.

     Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, trabalhava como técnica de enfermagem e era mãe de duas crianças, um menino de 2 anos e uma menina de 4. O caso gerou comoção entre familiares e moradores de Sepetiba.

    De acordo com a DHC, as diligências continuam para localizar Gabrielle Rosário e concluir o inquérito. A Polícia Civil mantém as investigações para reunir mais elementos sobre a motivação e a participação de cada suspeito no caso.


Fonte: RJ: madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente o tema central do texto:
Alternativas
Q3862506 Português
No trecho “As pessoas podem se sentir inadequadas ou fracassadas por não conseguirem lidar com suas finanças adequadamente. Esses sentimentos podem afetar negativamente a autoestima e a autoconfiança, dificultando a busca por ajuda e soluções para o problema, além de enfraquecer a saúde mental e levar a um comportamento de enfrentamento que é prejudicial à saúde.” (7o parágrafo), a relação lógica entre os dois períodos pode ser expressa por
Alternativas
Q3862504 Português
De acordo com a ordem das ideias apresentadas no texto, observa-se que, depois de afirmar que podem ocorrer, como efeito psicológico do endividamento, sentimentos relacionados à culpa, à vergonha e ao fracasso, o texto explica que
Alternativas
Respostas
4961: D
4962: D
4963: B
4964: B
4965: C
4966: C
4967: A
4968: A
4969: C
4970: A
4971: D
4972: E
4973: B
4974: A
4975: B
4976: B
4977: B
4978: C
4979: C
4980: B