Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 93.510 questões
Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.
Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo
- Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
- prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
- a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
- emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
- a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
- por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
- É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
- Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
- experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
- determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
- Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
- imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bom-moço
- de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
- durante o teste.
- O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
- desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
- possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
- comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
- colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
- como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
- pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
- Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
- participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
- felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
- forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
- níveis de empatia e conexão.
- Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
- das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
- o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
- estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
- aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
- Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
- também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
- aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
- a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.
(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)
Analise as seguintes assertivas em relação à coesão e à coerência textuais, conforme preconiza Koch:
I. Os pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos são considerados mecanismos de coesão.
II. A substituição consiste na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.
III. A conjunção (ou conexão) permite estabelecer relações significativas específicas entre elementos ou orações de um texto.
IV. A coesão lexical é obtida por meio de dois mecanismos: a interpelação de um termo ou o uso de termos de significados independentes.
Quais estão corretas?
Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.
Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo
- Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
- prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
- a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
- emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
- a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
- por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
- É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
- Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
- experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
- determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
- Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
- imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bom-moço
- de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
- durante o teste.
- O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
- desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
- possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
- comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
- colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
- como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
- pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
- Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
- participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
- felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
- forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
- níveis de empatia e conexão.
- Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
- das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
- o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
- estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
- aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
- Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
- também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
- aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
- a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.
(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)
Os vocábulos que mais se aproximam do sentido que ‘singelas’ (l. 04) e ‘soberbos” (l.27) têm no texto são, respectivamente:
Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.
Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo
- Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
- prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
- a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
- emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
- a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
- por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
- É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
- Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
- experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
- determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
- Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
- imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bommoço
- de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
- durante o teste.
- O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
- desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
- possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
- comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
- colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
- como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
- pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
- Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
- participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
- felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
- forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
- níveis de empatia e conexão.
- Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
- das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
- o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
- estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
- aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
- Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
- também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
- aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
- a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.
(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)
Avalie as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso, no que alude à estrutura e formação e ao significado de vocábulos do texto.
( ) Na linha 04, o vocábulo emocionalmente, formado por sufixação, tem acrescido ao radical o sufixo formador de advérbio.
( ) Na linha 12, o vocábulo indivíduo, que se origina na palavra grega individuu, tem como cognata a palavra pessoas (l. 33).
( ) Os vocábulos mentalizando (l. 15) e mentalizar (l. 23) pertencem a famílias diferentes, visto que a primeira representa uma forma nominal e a segunda uma verbal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.
Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo
- Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
- prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
- a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
- emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
- a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
- por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
- É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
- Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
- experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
- determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
- Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
- imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bommoço
- de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
- durante o teste.
- O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
- desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
- possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
- comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
- colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
- como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
- pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
- Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
- participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
- felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
- forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
- níveis de empatia e conexão.
- Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
- das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
- o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
- estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
- aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
- Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
- também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
- aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
- a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.
(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)
No que tange ao uso de acentos gráficos bem como às justificativas para tal e também levando em conta as flexões de pessoa, número, tempo e modo de verbos, avalie as assertivas que seguem sobre palavras que completam lacunas do texto e assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas.
( ) A flexão correta do verbo dar no presente do subjuntivo, que completa a lacuna da linha 01, deve receber acento gráfico, no caso o circunflexo, a fim de atender à regra que determina o acento em palavras terminadas em –em.
( ) Na linha 02, o verbo incluir, ao complementar a lacuna, deve ser flexionado na segunda pessoa do singular, obedecendo às regras de concordância em caso de sujeito simples – composto por apenas um núcleo no singular. Nesse caso, a forma verbal, por estar acompanhada de um pronome pessoal oblíquo, não deve ser acentuada, visto o deslocamento da sílaba tônica, que recai sobre o pronome.
( ) Acentuam-se com o acento adequado os vocábulos oxítonos e os monossílabos terminados em –a, –e, –o, seguidos ou não de s, como se observa na forma verbal há, que completa, correta e adequadamente, a lacuna da linha 04 ao ser flexionada no presente do indicativo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Avalie as afirmações acerca de vocábulos do fragmento acima:
I. O pronome ‘nos’ está em próclise devido à ocorrência de um pronome relativo antes do verbo na oração.
II. Nas duas ocorrências, o ‘mas’ exerce a mesma função, estabelecendo a mesma relação de sentido.
III. O vocábulo ‘obstinadamente’ é formado por sufixação.
IV. Todos os vocábulos negritados na última linha do fragmento têm, cada um deles, mais letras que fonemas.
Quais estão corretas?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Sobre a palavra ‘se’, avalie as afirmações que seguem:
I. A primeira ocorrência da palavra ‘se’ classifica-se como conjunção subordinativa, expressando ideia de condicão.
II. Em ‘recriar-se’, o ‘se’ funciona como pronome apassivador.
III. Em ‘amar-se’, a partícula ‘se’ é pronome reflexivo.
Quais estão corretas?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Avalie as seguintes afirmações sobre o fragmento acima:
I. O sujeito da forma verbal ‘é’, em suas duas ocorrências, é determinado; o primeiro é representado por um verbo substantivado; o segundo, é implícito (ou elíptico), visto que não está expresso, mas se deduz no contexto.
II. A substituição de ‘somos’ por ‘sou’ implicaria a alteração de outros três vocábulos, a fim de manter a correção gramatical do período.
III. O verbo ‘ter’, flexionado no período, tem acento circunflexo em virtude do tipo de sujeito que o rege.
Quais estão corretas?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas.
Os vocábulos ‘frívolos’ e ‘atordoamento’ podem ser substituídos, sem causar incorreção ao texto, respectivamente, por:
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Avalie os seguintes vocábulos retirados do fragmento acima.
I. Muitas.
II. Nada.
III. Outras.
IV. Alguma.
Quais NÃO se referem à ‘porta’?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
O problema é que, quando menos se espera, ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Em relação ao fragmento acima, analise as seguintes assertivas:
I. A primeira linha do fragmento tem, em sua constituição, orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais.
II. Evidencia-se um erro de acentuação gráfica, considerando a Reforma Ortográfica vigente.
III. No último período do fragmento, é uma oração absoluta – um período simples, portanto.
Quais estão corretas?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”
No fragmento acima, sobre as duas ocorrências do pronome demonstrativo ‘isso’, pode-se afirmar que:
I. Constituem-se, conforme Brown & Yule (in Koch), em um tipo de correferência denominada forma elidida de substituição.
II. As duas ocorrências representam formas remissivas gramaticais livres.
III. Ambas as ocorrências atuam anaforicamente.
Quais estão corretas?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova à cada gole bebido.
No fragmento acima, nas duas ocorrências da palavra ‘a’, devidamente negritadas, é possível identificar:
I. Um erro de crase, visto que, na segunda ocorrência, não é possível o uso dessa marca na linguagem.
II. Um erro de crase, visto que na primeira ocorrência identificam-se as duas condições necessárias para sua ocorrência.
III. Nenhum erro em relação às duas ocorrências, visto que, nos dois casos, observa-se a correção gramatical.
IV. Que apenas uma das ocorrências está correta; no caso, a primeira, pois trata-se de uma preposição.
Quais estão INCORRETAS?
O jornal El país publicou entrevista sobre o avanço do câncer, feita com a pesquisadora Teresa Macarulla (disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/02/ciencia/1564748316_920745.html). A seguir é apresentado um trecho dessa entrevista. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas da coluna da esquerda.
1. O câncer corre mais que vocês, os pesquisadores? |
( ) Pela primeira vez encontramos um tratamento personalizado para um câncer que até agora só se tratava com quimioterapia. Os pacientes com uma mutação BRCA1 e BRCA2 pela primeira vez contam com um fármaco para eles que, além disso, tem menos efeitos secundários que a químio. |
2. Porque a pesquisa de que você participou é importante? |
( ) Acho que não. Se o câncer avança, não o podemos parar, então o que tentamos com cada paciente é nos antecipar com os tratamentos e freá-lo, pará-lo. |
3. A Sociedade Europeia de Oncologia Médica defende o pagamento dos fármacos segundo os resultados obtidos no paciente. O que você pensa disso? |
( ) É uma boa opção tentar intercalar essas medidas que tornam o sistema mais sustentável. E isso envolve a indústria farmacêutica também. O que queremos, afinal, é que todos os nossos pacientes tenham disponibilidade de fármacos. |
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Esta vida
Um sábio me dizia: “Esta existência
Não vale a angústia de viver. A ciência,
Se fôssemos eternos, num transporte
De desespero inventaria a morte!
Uma _______ orgânica aparece
No infinito do tempo: e vibra, e cresce,
E se desdobra, e estala num segundo...
Homem, eis o que somos neste mundo!”
Falou-me assim o sábio e eu comecei a ver,
Dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Guilherme de Almeida - adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra sublinhada em “Não vale a angústia de viver”:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
Analise as seguintes propostas de alteração no texto:
I. ‘vorazmente’ (l. 08) por ‘de forma voraz’.
II. ‘deparam-se’ (l. 15) por ‘encontram’.
III. ‘se dão conta’ (l. 20) por ‘percebem’.
Quais alterações precisam de ajustes na estrutura da frase em que estão inseridas para fins de concordância?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
Considerando o primeiro e o segundo parágrafo do texto, analise as seguintes assertivas:
I. A repetição do verbo ‘prive’ pelo autor do texto pode ser entendida como uma intenção de chamar mais a atenção do leitor para a questão da privação de alguns aspectos do desenvolvimento das crianças e suas consequências.
II. Se quiséssemos substituir essa palavra para não mais haver repetição, poderíamos escolher um dos seguintes sinônimos: ‘negar’, ‘impedir’ ou ‘proibir’. No entanto, alterações na estrutura da frase seriam necessárias para fins de correção.
III. O verbo ‘prive’ (todas as ocorrências) está flexionado no imperativo.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
A respeito da ocorrência de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. O pronome ‘eles’ (l. 07) retoma ‘danos’ (l. 06).
II. O pronome ‘lhes’ (l. 09) retoma ‘corpos saudáveis’ (l. 07).
III. O pronome ‘lhes’ (l. 15) retoma ‘outras pessoas’ (l. 14).
Quais estão INCORRETAS?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
Considerando o contexto, qual o significado da palavra inanição (l. 30)?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
Considerando as ideias presentes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. Nos dois primeiros parágrafos do texto, há uma comparação entre as necessidades físicas e mentais/intelectuais das crianças.
II. No texto, podemos encontrar dois tipos de fome: aquela em relação à falta de alimento, e uma outra no sentido de falta de cultura, no caso, uma fome intelectual e cultural.
III. De acordo com o autor, toda criança que não tem contato com a arte torna-se um indivíduo incapaz, apresentando deficiência na área intelectual.
Quais estão corretas?
Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.
Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.
(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.
O óbvio ululante: primeiras confissões)
Ao afirmar que “Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade”, o autor está expressando a ideia de que a liberdade,