Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).
A palavra “exótico”, utilizada pelo autor na linha 4 do texto, pode ser substituída por qual das palavras abaixo?
O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – No início do século XX, as mulheres passavam grande parte do tempo na cozinha.
II – No início do século XX, as pessoas preferiam fogões elétricos.
III – O forno de micro-ondas foi inventado no ano de 2001.
O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – No início do século XXI, metade dos lares já experimentavam as mudanças ocorridas.
II – Na década de 1930, apenas banqueiros e advogados podiam viajar ao exterior.
III – Itália e França sempre foram os destinos turísticos mais procurados.
TEXTO I
A VERDADE SOBRE O NIÓBIO
Nossas reservas do minério valem mais que o pré-sal. Mas isso não significa grande coisa. Entenda.
Parece mágica. Você joga um punhadinho de nióbio, apenas 100 gramas, no meio de uma tonelada de aço – e a liga se torna muito mais forte e maleável. Carros, pontes, turbinas de avião, aparelhos de ressonância magnética, mísseis, marcapassos, usinas nucleares, sensores de sondas espaciais… praticamente tudo o que é eletrônico, ou leva aço, fica melhor com um pouco de nióbio. Os foguetes da empresa americana SpaceX, os mais avançados do mundo, levam nióbio. O LHC, maior acelerador de partículas do planeta, e o D-Wave, primeiro computador quântico, também. Todo mundo quer nióbio – e quase todas as reservas mundiais desse metal, 98,2%, estão no Brasil. Nós temos o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio, que valem inacreditáveis US$ 22 trilhões: o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petróleo do pré-sal. Por isso, há quem diga que o nióbio pode ser a salvação do Brasil, a chave para o País se desenvolver e virar uma potência global. Mas de que forma o nióbio é explorado hoje em dia, e quem ganha com ele? É verdade, como se ouve por aí, que estamos exportando nossas reservas a preço de banana? E, se esse metal vale tanto, por que há tão pouca informação sobre ele? Há muitas lendas a respeito do nióbio. A mais importante: ele é, de fato, um elemento estratégico e raro. Mas não se trata de uma fonte inesgotável de riqueza.
A filha de Tântalo
O nióbio foi descoberto em 1801 pelo cientista britânico Charles Hatchett, que o batizou de columbium, em referência ao local de onde a amostra tinha vindo – Connecticut, nos Estados Unidos, numa época em que os poetas ingleses se referiam ao país como Columbia. Anos depois, o nióbio foi confundido com o tantálio pelo químico inglês William Hyde: ele afirmou que os dois elementos eram idênticos. Foi só em 1846 que outro químico, o alemão Heinrich Rose, comprovou que eram coisas diferentes. Quando a confusão foi desfeita, os americanos continuaram chamando o elemento de columbium, mas os europeus adotaram o nome nióbio: referência a Níobe, figura da mitologia grega, filha de Tântalo (uma piadinha com o antigo debate nióbio versus tantálio).
No final do século 19, o nióbio começou a ser usado nos filamentos de lâmpadas, até descobrirem que o tungstênio é mais resistente. A partir dos anos 1930, começaram a surgir pesquisas indicando que misturar nióbio com ferro era uma boa ideia. Mas, para usá-lo em escala industrial, era preciso encontrar uma boa quantidade desse metal. Na década de 1960, foi descoberta a primeira grande reserva do planeta: em Araxá, a 360 km de Belo Horizonte. Em 1965, o almirante americano Arthur W. Radford, integrante do conselho da mineradora Molycorp, convidou o banqueiro brasileiro Walther Moreira Salles para montar uma empresa de extração e refino do nióbio. A Molycorp tinha acabado de comprar algumas minas em Araxá. O brasileiro topou, e nasceu a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
Como em 1965 o metal ainda não tinha utilidade comprovada, o governo militar deixou passar batido – e permitiu que a CBMM, junto com os americanos, explorasse o nióbio à vontade. Aos poucos, Salles foi comprando a parte dos americanos, o que os militares viram com bons olhos. Na década seguinte, a CBMM virou controladora mundial de um mercado que nem sequer existia. Não existia, mas passou a existir: nos anos 1970, a empresa descobriu dezenas de utilidades para o nióbio – que hoje é um dos principais negócios da família Moreira Salles (também dona do banco Itaú).
A CBMM não vende o minério bruto, e sim uma liga chamada ferronióbio, que contém 2/3 de nióbio e 1/3 de ferro. Além desse produto, seu carro-chefe, ela também comercializa dez outras formulações à base de nióbio. A empresa tem 1.800 funcionários e lucra R$ 1,7 bilhão por ano. Em 2011, vendeu 30% de suas ações para um grupo de empresas asiáticas, mas com restrições: os brasileiros mantiveram o controle da empresa, e não cederam nenhuma informação técnica sobre o processamento do nióbio – um segredo industrial que tem 15 etapas e foi inventado pela empresa dos Moreira Salles. “Ele envolve mineração, homogeneização, concentração, remoção de enxofre, remoção de fósforo e chumbo, metalurgia, britagem e embalagem”, explica Eduardo Ribeiro, presidente da CBMM. “Para produzir o nióbio metálico, por exemplo, é necessário realizar uma última etapa em um forno de fusão por feixe de elétrons, que atinge temperaturas superiores a 2.500 oC”, diz.
Além da CBMM, há outra empresa explorando nióbio no País: a Anglo American Brazil, que opera em Catalão, Goiás. Também há nióbio na Amazônia, mas ele ainda não começou a ser minerado. Só o que temos em Minas Gerais e Goiás já é suficiente para abastecer toda a demanda mundial pelos próximos 200 anos. Os maiores compradores são China, EUA e Japão, que pagam em média US$ 26 mil pela tonelada de nióbio (esse valor é uma estimativa, pois o metal não é vendido em bolsas de commodities; o preço é negociado caso a caso, direto com cada comprador). Há quem diga que esse valor é muito baixo – o ouro, por exemplo, é comercializado a US$ 40 mil o quilo. Se o nióbio é tão útil, e o Brasil controla quase todas as reservas, não poderia cobrar mais caro? O governo brasileiro não deveria exigir royalties sobre a venda? E por que apenas 10% das tubulações de aço do planeta usam nosso produto? Há respostas para tudo isso.
Nada é perfeito
A primeira delas: o nióbio é substituível. Vanádio e titânio cumprem basicamente a mesma função. O vanádio é encontrado na África do Sul, na Rússia e na China. O titânio está presente na África do Sul, na Índia, no Canadá, na Nova Zelândia, na Austrália, na Ucrânia, no Japão e na China. Esses países preferem explorar suas próprias reservas a depender de um mineral que é praticamente exclusivo de uma nação só – o Brasil. Em alguns casos, também é possível trocar o nióbio por tungstênio, tântalo ou molibdênio. “Não há mercado para mais nióbio”, afirma o economista Rui Fernandes Pereira Júnior, especialista em recursos minerais.
Outra questão é que é preciso pouco nióbio para que ele faça sua mágica. “As reservas brasileiras são suficientes para abastecer o mundo por séculos. Mas aquelas existentes em outras regiões do planeta, como o Canadá [que, como a Austrália, também possui nióbio], também são”, diz Roberto Galery, professor do departamento de Engenharia de Minas da UFMG. Quer dizer: não adianta aumentar muito o preço do nióbio, pois os compradores tenderão a optar por outros metais, nem tentar acelerar demais a exportação (pois aí haverá excesso de oferta de nióbio, fazendo o valor desse metal despencar).
Há outra questão: o Brasil só exporta o nióbio em si. Não fabrica produtos derivados dele. “Ninguém está disposto a pagar uma fortuna pelo nióbio, porque nós não conseguimos dar valor agregado a ele”, diz o professor Leandro Tessler, do Instituto de Física da Unicamp. “Nós repetimos nosso velho ciclo: vendemos matéria-prima e compramos produtos prontos. Vendemos nióbio e compramos fios de tomógrafos, por exemplo.” É um caso parecido com o do silício. Nós temos as maiores reservas de areia do planeta (e é da areia que o silício é extraído), mas só exportamos silício com 99,5% de pureza, menos que os 99,99999% exigidos pela indústria eletrônica.
E os royalties? O Brasil cobra pouco, mas cobra. O Estado fica
com 2% do valor das exportações de nióbio – bem menos do
que a Austrália, que exige 10%. Nós poderíamos impor
royalties mais altos (com o petróleo, por exemplo, eles ficam
entre 5% e 10%). Mas não há sinais de que isso vá ser feito. O
Marco Regulatório da Mineração, que está tramitando no
Congresso desde junho, não traz nenhuma regra específica
para o nióbio.
Depois de crescer 10% ao ano na década passada, o mercado mundial de nióbio está estável. A demanda é de 100 mil toneladas anuais, 90% fornecidas pelo Brasil. De todos os 55 minérios que o Brasil exporta, o nióbio é o único em que somos líderes globais. Ele é o nosso terceiro metal mais exportado em valor financeiro (atrás do minério de ferro e do ouro, e empatado com o cobre na terceira posição).
“O surgimento de novas tecnologias pode levar ao aumento do mercado de nióbio”, diz Marcelo Ribeiro Tunes, diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Afinal, o consumo mundial cresceu cem vezes desde a década de 1960, e é provável que a tecnologia continue a dar saltos (e encontrar novos usos para o nióbio) no futuro. Mas, se quisermos explorar todo o valor dessa riqueza natural, precisamos aprender o que fazer com ela – e começar a fabricar produtos mais sofisticados. “O Brasil deveria desenvolver a tecnologia desse material na medicina, nos transportes, na engenharia”, afirma Rui Fernandes Pereira Júnior. Do contrário, vamos continuar à mercê dos compradores estrangeiros. Como sempre estivemos desde que, no comecinho do século 16, navegadores portugueses descobriram a primeira de nossas commodities: uma madeira chamada pau-brasil.
(Texto de Tiago Cordeiro e Bruno Garattoniaccess. Extraído de https://super.abril.com.br/ciencia/a-verdade-sobre-o-niobio/)
A língua portuguesa admite o uso das formas "anexo" e "em anexo'1• Contudo, segundo as orientações que o padrão culto estabelece para alguns casos de concordância nominal, há algumas restrições quanto ao uso dessas formas. Assinale a alternativa cuja oração se enquadra em uma dessas restrições.
O texto abaixo é um cordel. Leia-o para responder às questões 6 a 8.
CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora
Estou ficando cansado
Da tal tecnologia
Só se fala por e-mail
Mensagem curta e fria
Twitter e Facebook
Antes que eu caduque
Vou dizer tudo em poesia.
Não é mais como era antes
É tudo abreviado
"Você" só tem duas letras
O "O" e o "E" foi riscado
Para declarar o amor
Basta botar uma flor
E um coração desenhado.
Arroba agora não pesa
É parte de um endereço
Ponto final nem se usa
Ou vai até no começo
Agora é .com
Se o saite é muito bom
Ele vale um alto preço.
Pra piorar a linguagem
O emoticom é um risco
Tem símbolo para tudo
Ponto e vírgula e um asterisco
Um beijo significa
Pra entender como fica Decifre esse rabisco.
Tenho saudade das cartas
Escritas com a própria mão
Mandava no mês de Junho
Só chegava no Verão
Mas matava a saudade
Era texto de verdade
Nas linhas do coração.
Agora, escrevo e envio
Chegando na mesma hora
Mas quando vou prosear
A pessoa foi embora
Abriu outro aplicativo
O mundo ficou cativo
Da tecnologia do agora.
Felizmente, pra orar
Não precisa de internet
Deus escuta todo mundo
Se quiser, faça esse teste
Dois pontos são dois joelhos
Seus lábios são aparelhos
Deixe que Deus interprete.
Milton Duarte (CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora, Milton Duarte. Disponível em: https://www.recantodasletras.com. br/poesias/3186743-Acesso em: 11 jul. 2019).
Analise as afirmações a seguir sobre o cordel acima:
I-Trata-se de um texto escrito de forma clara, cuja linguagem permite uma variedade mais informal, verificada sobretudo na escolha vocabular e em algumas estruturas sintáticas;
II - A linguagem empregada no verso " Basta botar uma flor'', 2ª estrofe do poema, revela uma variedade regional bem típica do Nordeste brasileiro, marcada pelo verbo "botar";
III - "Mas quando vou prosear", 6ª estrofe, traz a marca de uma variedade histórica da língua, já que a palavra "prosear" não é mais empregada hoje em dia.
É correto o que se afirma:
O texto abaixo é um cordel. Leia-o para responder às questões 6 a 8.
CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora
Estou ficando cansado
Da tal tecnologia
Só se fala por e-mail
Mensagem curta e fria
Twitter e Facebook
Antes que eu caduque
Vou dizer tudo em poesia.
Não é mais como era antes
É tudo abreviado
"Você" só tem duas letras
O "O" e o "E" foi riscado
Para declarar o amor
Basta botar uma flor
E um coração desenhado.
Arroba agora não pesa
É parte de um endereço
Ponto final nem se usa
Ou vai até no começo
Agora é .com
Se o saite é muito bom
Ele vale um alto preço.
Pra piorar a linguagem
O emoticom é um risco
Tem símbolo para tudo
Ponto e vírgula e um asterisco
Um beijo significa
Pra entender como fica Decifre esse rabisco.
Tenho saudade das cartas
Escritas com a própria mão
Mandava no mês de Junho
Só chegava no Verão
Mas matava a saudade
Era texto de verdade
Nas linhas do coração.
Agora, escrevo e envio
Chegando na mesma hora
Mas quando vou prosear
A pessoa foi embora
Abriu outro aplicativo
O mundo ficou cativo
Da tecnologia do agora.
Felizmente, pra orar
Não precisa de internet
Deus escuta todo mundo
Se quiser, faça esse teste
Dois pontos são dois joelhos
Seus lábios são aparelhos
Deixe que Deus interprete.
Milton Duarte (CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora, Milton Duarte. Disponível em: https://www.recantodasletras.com. br/poesias/3186743-Acesso em: 11 jul. 2019).
A partir da leitura e interpretação do texto, podemos afirmar corretamente que o autor
Leia o seguinte texto jornalístico.
Um adolescente de 13 anos criou um sistema de energia para abastecer barracos, depois que a irmã dele morreu num incêndio causado por uma vela, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.
A história é parecida com a do filme "O Menino que Descobriu o Vento". A diferença é que Rogério Gonçalves, conhecido como o "Gênio da Lâmpada", é brasileiro e vive no assentamento Jatobá, a 71 km de Campo Grande.
Dos 185 barracos onde vivem as famílias, 8 deles possuem luz elétrica por meio de um sistema que o garoto criou com placas de rádio e bateria de celular. A ideia de não deixar as famílias na escuridão, surgiu após a irmã mais velha morrer queimada aos dois anos de idade em um incêndio causado por uma vela no barraco em que a família morava, em Nioaque, no MS.
( ... )
Disponível em: http://www.sonoticiaboa.eom.br/2019/07 /06/ menino-cria-sistema-energia-irma-morrer-incendio-vela/ Acesso em: 11 jul. 2019.
03. No terceiro parágrafo, o pronome relativo 'que' foi utilizado duas vezes. Ele faz referência , respectivamente, aos seguintes termos:
Leia os versos que encerram a peça teatral Édipo Rei, de Sófocles.
Contemplai, cidadão da pátria Tebas,
contemplai esse Édipo famoso,
habilidoso em decifrar enigmas,
que tinha em suas mãos força e poder,
rei invejado, próspero e feliz,
mas sobre o qual acaba de abater-se
furiosa tempestade de infortúnios.
Pelo que vedes, a nenhum mortal
que ainda espera o dia derradeiro considereis feliz,
antes que tenha atingido e transposto,
livre de qualquer desgraça,
o marco final da vida.
SÓFOCLES. Édipo Rei. Rio de Janeiro: BestBolso, 2016. p. 191). O termo "dia derradeiro" expressa
Leia o poema a seguir.
“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).”
(Álvaro de Campos) Disponível em: https://www. revistaprosaversoearte.com/todas-as-cartas-de-amor-saoridiculas- alvaro-de-campos-fernando-pessoa/. Acesso em: 12 jul. 2019.
A respeito da progressão temática do poema de Álvaro de Campos, é incorreto afirmar:
Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta corretamente a figura de linguagem utilizada no texto de Manuel Bandeira abaixo:
“Quando indesejada das gentes chegar
(não sei se dura ou coroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”
Leia o trecho do texto a seguir e considerando as características da figura de linguagem o qual se desenvolve, assinale a alternativa cuja interpretação está CORRETA:
“E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama / Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.” Vinicius de Moraes
Em relação à regência verbal, analisar os itens abaixo:
I. Nas férias, fomos no Pantanal.
II. A empresa não obedeceu ao regulamento.
III. Há tempos não assistimos a um bom filme.
Está(ão) CORRETO(S):
Assinalar a alternativa que relaciona singular e plural CORRETAMENTE:
Considerando-se o uso dos porquês, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Por que.
(2) Por quê.
(3) Porque.
(4) Porquê.
( ) Empregado como conjunção causal e em respostas.
( ) Empregado com o significado de razão/motivo. Vem precedido geralmente por artigo ou pronome.
( )Empregado quando depois está subentendida a palavra “razão” ou “motivo”.
( )Empregado no final de frases.
Marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A palavra “envidraçar” apresenta prefixo e sufixo.
( ) A palavra “apolítico” apresenta prefixo.
( ) “Girassol” é uma palavra primitiva.
Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim. Súbito o não toma forma de sim, como se a escuridão se __________ a luzir. Da própria ausência de luz o clarão se produz, o sol na solidão. Toda saudade é um capuz transparente que veda e, ao mesmo tempo, traz a visão do que não se pode ver porque se deixou pra ______, mas que se guardou no coração.
Gilberto Gil - adaptado.
Sobre o texto, analisar os itens abaixo:
I. A saudade é algo que se sente apenas de pessoas.
II. A saudade é como um capuz que não nos permite ver o que se deixou.
III. As coisas ruins podem transformar-se em coisas boas.
Está(ão) CORRETO(S):
Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim. Súbito o não toma forma de sim, como se a escuridão se __________ a luzir. Da própria ausência de luz o clarão se produz, o sol na solidão. Toda saudade é um capuz transparente que veda e, ao mesmo tempo, traz a visão do que não se pode ver porque se deixou pra ______, mas que se guardou no coração.
Gilberto Gil - adaptado.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Sobre estar sozinho
01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas
02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O
03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista
04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,
05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,
07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que
08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais
10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se
12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco
13 romântica, por sinal.
14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo
15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o
16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de
17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a
18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,
19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um
20 companheiro de viagem.
21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se
22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada
23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do
24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e
25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é
26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for
27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas
29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de
30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do
31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que
33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo
35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de
36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,
37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de
38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há
39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.
O sujeito na frase “Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo”, retirada do texto, é:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Sobre estar sozinho
01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas
02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O
03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista
04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,
05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,
07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que
08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais
10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se
12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco
13 romântica, por sinal.
14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo
15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o
16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de
17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a
18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,
19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um
20 companheiro de viagem.
21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se
22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada
23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do
24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e
25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é
26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for
27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas
29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de
30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do
31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que
33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo
35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de
36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,
37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de
38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há
39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.
Na frase “O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral”, se a palavra “egoísta” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?