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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.786 questões

Q1781393 Português

TEXTO I

Felicidade nas telas


    Uma amiga inventou um jeito de curtir a fossa. Depois de um dia de trabalho, de volta para casa, ela se enfia na cama, abre o laptop e entra no Facebook. Não procura amigos e conhecidos para aliviar o clima solitário e deprê do fim do dia. Essa talvez tenha sido a intenção nas primeiras vezes, mas, hoje, experiência feita, ela entra no facebook, à noite, como disse, para curtir sua fossa. De que forma?

    Visitando as páginas de amigos e conhecidos, ela descobre que todos estão muito bem: namorando (finalmente), prestes a casar, renovando o apartamento que sempre desejaram remodelar, comprando a casa de praia que tanto queriam, conseguindo a bolsa para passar dois anos no exterior, sendo promovidos no emprego ou encontrando um novo job fantasticamente interessante. E todos vivem essas bem-aventuranças circundados de amigos maravilhosos, afetuosos, alegres, festeiros e sempre presentes, como aparece nas fotografias postadas.

    Minha amiga, em suma, sente-se excluída da felicidade geral da nação facebookiana: só ela não foi promovida, não encontrou um namorado fabuloso, não mudou de casa, não ganhou nesta rodada da loto. É mesmo um bom jeito de aprofundar e curtir a fossa: a sensação de um privilégio negativo, pelo qual nós seríamos os únicos a sofrer enquanto o resto do mundo se diverte.

    Numa dessas noites de fossa e curtição, ao voltar para a sua própria página no Facebook, minha amiga deu-se conta de que a página dela não era diferente das outras. Ou seja, quem a visitasse acharia que ela estava numa época de grandes realizações e contentamentos. Ela comentou: “As fotos das minhas férias, por exemplo, esbanjam alegria; não passaram por nenhum Photoshop, acontece que são três ou quatro fotos ‘felizes’ entre as mais de quinhentas que eu tirei”.

    Nesses dias, acabei de ler Perché Siamo Infelici [Porque somos infelizes], organizado por P. Crepet (Einaudi). São textos de seis psiquiatras e psicanalistas (e um geneticista) tentando nos explicar “por que somos infelizes” e, em muitos casos, porque não deveríamos nos queixar disso. Por exemplo, a infelicidade é uma das motivações essenciais; sem ela nos empurrando, provavelmente ficaríamos parados no tempo, no espaço e na vida. Ou ainda: a infelicidade é indissociável da razão e da memória, pois a razão nos repete que a significação de nossa existência só pode ser ilusória e a memória não para de fazer comparações desvantajosas entre o que alcançamos e o que desejávamos inicialmente.

    Não faltam no livro trivialidades moralistas sobre o caráter insaciável de nosso desejo nem evocações saudosistas do sossego de algum passado rural. Em matéria de infelicidade, é sempre fácil (e um pouco tolo) culpar a sociedade de consumo e sua propaganda, que viveriam à custa de nossa insatisfação. Anotei na margem: mas quem disse que a infelicidade é a mesma coisa que a insatisfação? E se a infelicidade fosse, ao contrário, o efeito de uma saciedade muito grande, capaz de estancar nosso desejo, mais parecida com o tédio de viver do que com a falta de gratificação? Você é infeliz porque ainda não conseguiu tudo o que queria ou porque parou de querer e isso torna a vida muito chata? Seja como for, lendo o livro e me lembrando da fossa de minha amiga no Facebook, ocorreu-me que talvez uma das fontes da infelicidade seja a necessidade de parecermos felizes. Por que precisaríamos mostrar ao mundo uma cara (ou uma careta) de felicidade?

    1. A felicidade dá status, assim como a riqueza. Por isso, os sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que a íntima sensação de bem-estar;

    2. além disso, somos cronicamente dependentes do olhar dos outros. Consequência: para ter certeza de que sou feliz, preciso constatar que os outros enxergam a minha felicidade. Nada grave, mas isso leva a algo mais chato: a prova da minha felicidade é a inveja dos outros.

    O resultado dessa necessidade de parecermos felizes é que a felicidade é este paradoxo: uma grande impostura da qual receamos não fazer parte e que, por isso mesmo, não conseguimos denunciar.


CALLIGARIS, Contardo. Todos os reis estão nus. São Paulo: Três Estrelas, 2014

De acordo com o TEXTO I, é correto afirmar que
Alternativas
Q1781353 Português

TEXTO I

(...) Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar-oceano, as noites diante dele eram um verde-escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite.

AMADO, J. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record/Altaya, 1998. p. 19.


O trecho do TEXTO I, do romance Capitães da Areia, enfatiza os aspectos físicos de um cenário. Para composição dessa cena, o autor

Alternativas
Q1780044 Português
Leia o texto para responder à questão.

O flagelo da fome

    Além de ceifar a vida de quase 2,8 milhões de pessoas, a peste do coronavírus está agravando a fome no mundo. Já em 2019, 135 milhões de pessoas em 55 países padeciam de crise alimentar por causa de conflitos, variações climáticas extremas, choques econômicos ou uma combinação de tudo isso. Agora, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são 174 milhões em 58 países – mais de 34 milhões sofrendo insegurança alimentar aguda, ou seja, estão a um passo de morrer de fome.
    Embora a maior parte dos países afetados esteja na África, a fome deve recrudescer na maioria das regiões do mundo. Extremos climáticos resultantes do fenômeno La Niña devem continuar em abril e maio, provocando tanto a falta de chuvas, como no Afeganistão, quanto o excesso, como no Sudão. Nos próximos meses, a produção de grãos e os pastos no oeste da África podem ser dizimados por novas nuvens de gafanhotos.
    Em termos econômicos, a América Latina foi a região mais impactada pela covid e deve ter a retomada mais lenta. Países que já lutavam contra a instabilidade política e mazelas socioeconômicas prolongadas, como o Haiti ou as repúblicas centro-americanas de Honduras, El Salvador, Guatemala e Nicarágua, devem sofrer as deteriorações econômicas mais agudas.
    O Brasil tem uma responsabilidade humanitária especial para com o povo venezuelano sob o jugo da ditadura chavista, alerta o relatório. A hiperinflação e o recrudescimento das sanções internacionais, agravadas com as restrições da covid-19, estão deteriorando as condições alimentares do país vizinho a olhos vistos. Já em 2019, a insegurança alimentar atingia 9,3 milhões de venezuelanos. No fim de 2020, a inflação alimentar batia os 1 700%. A degradação econômica deve desencadear novas ondas migratórias.
    O Brasil precisa se preparar para apoiar imigrantes e comunidades nas áreas de fronteira, incrementando o acesso a suprimentos essenciais e às oportunidades de renda.
   O Plano de Resposta Humanitária da ONU pede US$ 226 milhões para a segurança alimentar, suprimentos e intervenções nutricionais na Venezuela. Respostas emergenciais incluem garantir a alimentação de crianças e robustecer a assistência humanitária às necessidades mais urgentes.
    Não estava em poder da humanidade impedir o surgimento de uma peste letal. Mas está em seu poder mitigar as suas repercussões mais catastróficas, como a fome. A resposta à atual crise alimentar definirá o status moral da atual geração pelo resto da história.
(Editorial. https://opiniao.estadao.com.br, 04.04.2021. Adaptado)

Considere as passagens do texto:
•  O flagelo da fome (título) •  ... mais de 34 milhões sofrendo insegurança alimentar aguda... (1° parágrafo) •  O Brasil tem uma responsabilidade humanitária especial para com o povo venezuelano sob o jugo da ditadura chavista... (4° parágrafo) •  Mas está em seu poder mitigar as suas repercussões mais catastróficas, como a fome. (último parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q1780043 Português
Leia o texto para responder à questão.

O flagelo da fome

    Além de ceifar a vida de quase 2,8 milhões de pessoas, a peste do coronavírus está agravando a fome no mundo. Já em 2019, 135 milhões de pessoas em 55 países padeciam de crise alimentar por causa de conflitos, variações climáticas extremas, choques econômicos ou uma combinação de tudo isso. Agora, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são 174 milhões em 58 países – mais de 34 milhões sofrendo insegurança alimentar aguda, ou seja, estão a um passo de morrer de fome.
    Embora a maior parte dos países afetados esteja na África, a fome deve recrudescer na maioria das regiões do mundo. Extremos climáticos resultantes do fenômeno La Niña devem continuar em abril e maio, provocando tanto a falta de chuvas, como no Afeganistão, quanto o excesso, como no Sudão. Nos próximos meses, a produção de grãos e os pastos no oeste da África podem ser dizimados por novas nuvens de gafanhotos.
    Em termos econômicos, a América Latina foi a região mais impactada pela covid e deve ter a retomada mais lenta. Países que já lutavam contra a instabilidade política e mazelas socioeconômicas prolongadas, como o Haiti ou as repúblicas centro-americanas de Honduras, El Salvador, Guatemala e Nicarágua, devem sofrer as deteriorações econômicas mais agudas.
    O Brasil tem uma responsabilidade humanitária especial para com o povo venezuelano sob o jugo da ditadura chavista, alerta o relatório. A hiperinflação e o recrudescimento das sanções internacionais, agravadas com as restrições da covid-19, estão deteriorando as condições alimentares do país vizinho a olhos vistos. Já em 2019, a insegurança alimentar atingia 9,3 milhões de venezuelanos. No fim de 2020, a inflação alimentar batia os 1 700%. A degradação econômica deve desencadear novas ondas migratórias.
    O Brasil precisa se preparar para apoiar imigrantes e comunidades nas áreas de fronteira, incrementando o acesso a suprimentos essenciais e às oportunidades de renda.
   O Plano de Resposta Humanitária da ONU pede US$ 226 milhões para a segurança alimentar, suprimentos e intervenções nutricionais na Venezuela. Respostas emergenciais incluem garantir a alimentação de crianças e robustecer a assistência humanitária às necessidades mais urgentes.
    Não estava em poder da humanidade impedir o surgimento de uma peste letal. Mas está em seu poder mitigar as suas repercussões mais catastróficas, como a fome. A resposta à atual crise alimentar definirá o status moral da atual geração pelo resto da história.
(Editorial. https://opiniao.estadao.com.br, 04.04.2021. Adaptado)

O parágrafo final do texto enfatiza que a sociedade
Alternativas
Q1780042 Português
Leia o texto para responder à questão.

O flagelo da fome

    Além de ceifar a vida de quase 2,8 milhões de pessoas, a peste do coronavírus está agravando a fome no mundo. Já em 2019, 135 milhões de pessoas em 55 países padeciam de crise alimentar por causa de conflitos, variações climáticas extremas, choques econômicos ou uma combinação de tudo isso. Agora, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são 174 milhões em 58 países – mais de 34 milhões sofrendo insegurança alimentar aguda, ou seja, estão a um passo de morrer de fome.
    Embora a maior parte dos países afetados esteja na África, a fome deve recrudescer na maioria das regiões do mundo. Extremos climáticos resultantes do fenômeno La Niña devem continuar em abril e maio, provocando tanto a falta de chuvas, como no Afeganistão, quanto o excesso, como no Sudão. Nos próximos meses, a produção de grãos e os pastos no oeste da África podem ser dizimados por novas nuvens de gafanhotos.
    Em termos econômicos, a América Latina foi a região mais impactada pela covid e deve ter a retomada mais lenta. Países que já lutavam contra a instabilidade política e mazelas socioeconômicas prolongadas, como o Haiti ou as repúblicas centro-americanas de Honduras, El Salvador, Guatemala e Nicarágua, devem sofrer as deteriorações econômicas mais agudas.
    O Brasil tem uma responsabilidade humanitária especial para com o povo venezuelano sob o jugo da ditadura chavista, alerta o relatório. A hiperinflação e o recrudescimento das sanções internacionais, agravadas com as restrições da covid-19, estão deteriorando as condições alimentares do país vizinho a olhos vistos. Já em 2019, a insegurança alimentar atingia 9,3 milhões de venezuelanos. No fim de 2020, a inflação alimentar batia os 1 700%. A degradação econômica deve desencadear novas ondas migratórias.
    O Brasil precisa se preparar para apoiar imigrantes e comunidades nas áreas de fronteira, incrementando o acesso a suprimentos essenciais e às oportunidades de renda.
   O Plano de Resposta Humanitária da ONU pede US$ 226 milhões para a segurança alimentar, suprimentos e intervenções nutricionais na Venezuela. Respostas emergenciais incluem garantir a alimentação de crianças e robustecer a assistência humanitária às necessidades mais urgentes.
    Não estava em poder da humanidade impedir o surgimento de uma peste letal. Mas está em seu poder mitigar as suas repercussões mais catastróficas, como a fome. A resposta à atual crise alimentar definirá o status moral da atual geração pelo resto da história.
(Editorial. https://opiniao.estadao.com.br, 04.04.2021. Adaptado)

As informações do texto permitem entender que a fome vem
Alternativas
Q1780039 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo... Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.

    Num cotovelo do caminho, Fabiano avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não estragar força.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas. 1996. Adaptado)

Em relação à cena descrita, é correto afirmar que Fabiano e sua família
Alternativas
Q1780038 Português

Leia a tira.

Imagem associada para resolução da questão

(Chargista Rico. https://www.chargeonline.com.br, 09.04.2021)


A charge traz uma crítica

Alternativas
Q1779589 Português

Criminosos reincidentes têm cérebros diferentes do normal, aponta estudo


    Pesquisadores apontam algumas __________ nos cérebros e no comportamento de criminosos reincidentes. Segundo eles, esses indivíduos carregam as atitudes antissociais desde a infância ou a adolescência.

    De acordo com os cientistas, adultos com um histórico longo de infrações apresentam diferenças estruturais no cérebro quando comparados com criminosos que só transgrediram a lei na adolescência ou com pessoas que jamais cometeram atos ilícitos. No entanto, pontuam os pesquisadores, é importante lembrar que nem sempre uma criança com comportamento antissocial se tornará um criminoso. O estudo apenas reitera a necessidade de ajudar os jovens que apresentam problemas comportamentais.

    A pesquisa, feita com base em dados de 672 neozelandeses, coletou informações comportamentais dos indivíduos dos seus 7 aos 26 anos. Além disso, quando atingiam a idade de 45 anos, os cérebros dos participantes do estudo foram escaneados.

    Assim, do total de pessoas analisadas, 441 apresentaram sinais pouco significativos de comportamento atípico, 151 eram antissociais somente quando jovens, e somente 80 adotaram um modo de vida antissocial desde a infância até a vida adulta. Este último grupo foi o que apresentou maiores níveis de doenças mentais, uso de drogas e maior violência do que os outros dois, até mesmo mais do que os adolescentes transgressores.

    Os cientistas observaram, em seus cérebros, uma diminuição na área superficial em diversas partes do sistema nervoso central. Além disso, eles possuíam menos matéria cinzenta nas porções do cérebro ligadas à regulação de emoções e motivações e ao controle do comportamento.

    Por enquanto, não é possível __________ se essas mudanças se devem a fatores genéticos ou ambientais. De qualquer forma, os estudiosos afirmam que detectar esse tipo de atitude antissocial e auxiliar o jovem a retomar sua saúde mental pode ser uma forma futura de ajudar a __________ comportamentos indesejados.

(Site: Abril - adaptado.)

Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1779512 Português

Vida média


    Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a tecnologia dá passos gigantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com menos frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade, o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente que o homem poderia dominar a natureza. Desde a invenção do vapor ficou claro que conseguiríamos multiplicar a velocidade dos deslocamentos, assim como já se podia supor que um dia chegaríamos à luz elétrica. Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna. Na Idade Média existiam ótimos moinhos de vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de viver até os 40 anos.

    Fomos à Lua há muitos anos e ainda não conseguimos ir a Marte, mas na época do desembarque lunar uma pessoa de 70 anos já havia chegado ao fim da vida, enquanto hoje temos esperanças razoáveis de chegar aos 90. Em suma, o grande progresso ocorreu no campo da vida, não no campo dos computadores.

    Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do tempo médio de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. A imensa migração do Terceiro Mundo para os países ocidentais nasce certamente da esperança de milhares de pessoas de encontrar comida, trabalho e principalmente de chegar a um mundo onde se vive mais – ou, seja como for, fugir de um outro mundo onde se morre cedo demais. No entanto – embora não tenha as estatísticas à mão –, creio que a soma que gastamos em pesquisas gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em tecnologia bélica e em informática. Sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e aumento da expectativa de vida.

    Um jovem pode pensar que o progresso é aquilo que lhe permite enviar recadinhos pelo celular ou voar barato para Nova York, enquanto o fato surpreendente – e o problema não resolvido – é que, se tudo correr bem, ele só precisará se preparar para ser adulto aos 40 anos, enquanto seus antepassados tinham de fazê-lo aos 16.

    Certamente é preciso agradecer a Deus ou à sorte por vivermos mais, mas temos de enfrentar esse problema como um dos mais dramáticos de nosso tempo e não como um ponto pacífico.


(Eco, Humberto. Pape Satan Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017)

A seguinte passagem do texto caracteriza-se pelo emprego de palavra(s) em sentido figurado:
Alternativas
Q1779511 Português

Vida média


    Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a tecnologia dá passos gigantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com menos frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade, o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente que o homem poderia dominar a natureza. Desde a invenção do vapor ficou claro que conseguiríamos multiplicar a velocidade dos deslocamentos, assim como já se podia supor que um dia chegaríamos à luz elétrica. Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna. Na Idade Média existiam ótimos moinhos de vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de viver até os 40 anos.

    Fomos à Lua há muitos anos e ainda não conseguimos ir a Marte, mas na época do desembarque lunar uma pessoa de 70 anos já havia chegado ao fim da vida, enquanto hoje temos esperanças razoáveis de chegar aos 90. Em suma, o grande progresso ocorreu no campo da vida, não no campo dos computadores.

    Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do tempo médio de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. A imensa migração do Terceiro Mundo para os países ocidentais nasce certamente da esperança de milhares de pessoas de encontrar comida, trabalho e principalmente de chegar a um mundo onde se vive mais – ou, seja como for, fugir de um outro mundo onde se morre cedo demais. No entanto – embora não tenha as estatísticas à mão –, creio que a soma que gastamos em pesquisas gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em tecnologia bélica e em informática. Sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e aumento da expectativa de vida.

    Um jovem pode pensar que o progresso é aquilo que lhe permite enviar recadinhos pelo celular ou voar barato para Nova York, enquanto o fato surpreendente – e o problema não resolvido – é que, se tudo correr bem, ele só precisará se preparar para ser adulto aos 40 anos, enquanto seus antepassados tinham de fazê-lo aos 16.

    Certamente é preciso agradecer a Deus ou à sorte por vivermos mais, mas temos de enfrentar esse problema como um dos mais dramáticos de nosso tempo e não como um ponto pacífico.


(Eco, Humberto. Pape Satan Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017)

Considere a seguinte passagem do texto:
•  Na Idade Média existiam ótimos moinhos de vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de viver até os 40 anos.
Nessa passagem, o autor expõe um argumento recorrentemente empregado no texto para enfatizar a ideia de que
Alternativas
Q1779510 Português

Vida média


    Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a tecnologia dá passos gigantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com menos frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade, o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente que o homem poderia dominar a natureza. Desde a invenção do vapor ficou claro que conseguiríamos multiplicar a velocidade dos deslocamentos, assim como já se podia supor que um dia chegaríamos à luz elétrica. Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna. Na Idade Média existiam ótimos moinhos de vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de viver até os 40 anos.

    Fomos à Lua há muitos anos e ainda não conseguimos ir a Marte, mas na época do desembarque lunar uma pessoa de 70 anos já havia chegado ao fim da vida, enquanto hoje temos esperanças razoáveis de chegar aos 90. Em suma, o grande progresso ocorreu no campo da vida, não no campo dos computadores.

    Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do tempo médio de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. A imensa migração do Terceiro Mundo para os países ocidentais nasce certamente da esperança de milhares de pessoas de encontrar comida, trabalho e principalmente de chegar a um mundo onde se vive mais – ou, seja como for, fugir de um outro mundo onde se morre cedo demais. No entanto – embora não tenha as estatísticas à mão –, creio que a soma que gastamos em pesquisas gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em tecnologia bélica e em informática. Sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e aumento da expectativa de vida.

    Um jovem pode pensar que o progresso é aquilo que lhe permite enviar recadinhos pelo celular ou voar barato para Nova York, enquanto o fato surpreendente – e o problema não resolvido – é que, se tudo correr bem, ele só precisará se preparar para ser adulto aos 40 anos, enquanto seus antepassados tinham de fazê-lo aos 16.

    Certamente é preciso agradecer a Deus ou à sorte por vivermos mais, mas temos de enfrentar esse problema como um dos mais dramáticos de nosso tempo e não como um ponto pacífico.


(Eco, Humberto. Pape Satan Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017)

Segundo o autor do texto,
Alternativas
Q1779508 Português

Leia a tira para responder à questão.


(Beck, Alexandre. Armandinho Cinco. Florianópolis, SC: A. C. Beck, 2015, p. 33)

No contexto da tira, constrói-se o efeito de sentido por meio da
Alternativas
Q1779225 Português
Relacione as colunas sobre figuras da linguagem e marque a alternativa verdadeira.
COLUNA I.
A- Metonímia. B- Onomatopeia. C- Anáfora. D- Aliteração. E- Assonância. F- Sinestesia.
COLUNA II.
(1) “Gela o som, gela a cor”. (2) “Quem se salva nessa brasa / Quem acende um fogo novo / Cruza a crise, colhe a calma / Alegra a alma desse povo / Vive em paz e harmonia / Abre as portas da alegria”. (3) “Amar no frio o cobertor / Amar os dias de calor / Amar a chuva no verão / Amar o sol toda manhã / Amar o sonho, a ilusão”. (4) “A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia”. (5) “A reunião acabou virando um blá-blá-blá sem pé nem cabeça”. (6) “Há níqueis reservados para ele em toda casa”.
Alternativas
Q1779108 Português
Sobre discurso direto, indireto e indireto livre, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1779067 Português
Norte e Nordeste puxam desemprego recorde no 1º trimestre

De acordo com o IBGE, 12 estados registraram patamar recorde. As maiores taxas foram em Pernambuco e Bahia (ambos com 21,3%). Já as menores, em Santa Catarina (6,2%) e Rio Grande do Sul (9,2%).

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1
27/05/2021

O desemprego aumentou em 8 das 27 unidades da Federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, puxado pelos estados das regiões Norte e Nordeste. Os dados são da pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou recordes de taxa de desocupação e pessoas sem trabalho no país.
[...]
“No Norte, a taxa passou de 12,4%, no último trimestre de 2020, para 14,8%, no 1º trimestre de 2021. No Nordeste, de 17,2% para 18,6%. Em ambas as regiões, é a maior taxa já registrada desde 2012. Nas demais, o cenário é de estabilidade em relação ao quarto trimestre do ano passado”, informou o IBGE.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2021/05/27/norte-e-nordeste-puxam-desemprego-recorde-no1o-trimestre.ghtml
Em relação aos elementos linguísticos empregados no texto, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1779066 Português
Norte e Nordeste puxam desemprego recorde no 1º trimestre

De acordo com o IBGE, 12 estados registraram patamar recorde. As maiores taxas foram em Pernambuco e Bahia (ambos com 21,3%). Já as menores, em Santa Catarina (6,2%) e Rio Grande do Sul (9,2%).

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1
27/05/2021

O desemprego aumentou em 8 das 27 unidades da Federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, puxado pelos estados das regiões Norte e Nordeste. Os dados são da pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou recordes de taxa de desocupação e pessoas sem trabalho no país.
[...]
“No Norte, a taxa passou de 12,4%, no último trimestre de 2020, para 14,8%, no 1º trimestre de 2021. No Nordeste, de 17,2% para 18,6%. Em ambas as regiões, é a maior taxa já registrada desde 2012. Nas demais, o cenário é de estabilidade em relação ao quarto trimestre do ano passado”, informou o IBGE.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2021/05/27/norte-e-nordeste-puxam-desemprego-recorde-no1o-trimestre.ghtml
Segundo o fragmento de texto apresentado, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q1778857 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você conhece os jogos que acompanham a humanidade há milhares de anos?

    Em algum momento, milhares de anos atrás, algum humano da Pré-História modificou um osso, uma concha, uma pedra ou um pedaço de madeira e começou a apostar com os colegas qual marca apareceria quando ele lançasse o objeto ao chão. Ele não estava sozinho: existem centenas de sítios arqueológicos com peças que parecem ter sido utilizadas para jogar.
     Aliás, nem sequer somos a única espécie que gosta de testar a sorte: em 2005, um estudo da Universidade Duke concluiu que, por diversão, macacos preferem seguir rotas mais longas e perigosas, mesmo quando a recompensa é menor. “Eles simplesmente gostam de jogar”, descreve o diretor do Centro para Pesquisas de Jogos de Azar da Universidade de Nevada, David G. Schwartz, no livro Roll the Bones: The History of Gambling. 
    O tempo avançou e os habitantes das primeiras civilizações também passaram a desenvolver seus próprios tipos de jogos. “Apostar é um passatempo antigo e disseminado”, explica o pesquisador. Seja na Mesopotâmia, no Egito ou na Coreia, já havia as primeiras versões de dados e fichas. Os chineses, por exemplo, pintavam e decoravam conchas e ossos de animais. Por volta do primeiro milênio antes de Cristo, as ruas do país já tinham casas para jogos – uma primeira versão dos cassinos, que surgiram para organizar as partidas, com regras e prêmios.
   Como aponta David G. Schwartz, cada uma das invenções da humanidade, incluindo a imprensa de tipos móveis do século 15 da Era Cristã, foi utilizada para incrementar os jogos. “A partir de 1650, a mania da jogatina se espalhou por boa parte da Europa”, explica.
     Quando o sistema bancário se estruturou e se fortaleceu na Europa, os cassinos ganharam um grande espaço – a palavra, aliás, vem do italiano e significa o equivalente a “clube social”. É considerado que o primeiro cassino da Era Moderna surgiu em Veneza, uma cidade onde as pessoas comuns já estavam habituadas a apostar com cartas e dados nas praças. Por sua vez, muitos dos jogos até hoje praticados em cassinos, como a roleta, surgiram posteriormente na França.
      No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes, de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas. Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser importadas. Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais sofisticados para identificar as peças.
    Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans. Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou. Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis. 

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-humanidade-ha-milhares-deanos/

Assinale a alternativa CORRETA com relação ao uso dos recursos linguísticos.
Alternativas
Q1778856 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você conhece os jogos que acompanham a humanidade há milhares de anos?

    Em algum momento, milhares de anos atrás, algum humano da Pré-História modificou um osso, uma concha, uma pedra ou um pedaço de madeira e começou a apostar com os colegas qual marca apareceria quando ele lançasse o objeto ao chão. Ele não estava sozinho: existem centenas de sítios arqueológicos com peças que parecem ter sido utilizadas para jogar.
     Aliás, nem sequer somos a única espécie que gosta de testar a sorte: em 2005, um estudo da Universidade Duke concluiu que, por diversão, macacos preferem seguir rotas mais longas e perigosas, mesmo quando a recompensa é menor. “Eles simplesmente gostam de jogar”, descreve o diretor do Centro para Pesquisas de Jogos de Azar da Universidade de Nevada, David G. Schwartz, no livro Roll the Bones: The History of Gambling. 
    O tempo avançou e os habitantes das primeiras civilizações também passaram a desenvolver seus próprios tipos de jogos. “Apostar é um passatempo antigo e disseminado”, explica o pesquisador. Seja na Mesopotâmia, no Egito ou na Coreia, já havia as primeiras versões de dados e fichas. Os chineses, por exemplo, pintavam e decoravam conchas e ossos de animais. Por volta do primeiro milênio antes de Cristo, as ruas do país já tinham casas para jogos – uma primeira versão dos cassinos, que surgiram para organizar as partidas, com regras e prêmios.
   Como aponta David G. Schwartz, cada uma das invenções da humanidade, incluindo a imprensa de tipos móveis do século 15 da Era Cristã, foi utilizada para incrementar os jogos. “A partir de 1650, a mania da jogatina se espalhou por boa parte da Europa”, explica.
     Quando o sistema bancário se estruturou e se fortaleceu na Europa, os cassinos ganharam um grande espaço – a palavra, aliás, vem do italiano e significa o equivalente a “clube social”. É considerado que o primeiro cassino da Era Moderna surgiu em Veneza, uma cidade onde as pessoas comuns já estavam habituadas a apostar com cartas e dados nas praças. Por sua vez, muitos dos jogos até hoje praticados em cassinos, como a roleta, surgiram posteriormente na França.
      No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes, de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas. Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser importadas. Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais sofisticados para identificar as peças.
    Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans. Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou. Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis. 

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-humanidade-ha-milhares-deanos/

Assinale a alternativa CORRETA com relação ao seguinte trecho: “Em algum momento, milhares de anos atrás, algum humano da Pré-História modificou um osso, uma concha, uma pedra ou um pedaço de madeira e começou a apostar com os colegas qual marca apareceria quando ele lançasse o objeto ao chão”.
Alternativas
Q1778854 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você conhece os jogos que acompanham a humanidade há milhares de anos?

    Em algum momento, milhares de anos atrás, algum humano da Pré-História modificou um osso, uma concha, uma pedra ou um pedaço de madeira e começou a apostar com os colegas qual marca apareceria quando ele lançasse o objeto ao chão. Ele não estava sozinho: existem centenas de sítios arqueológicos com peças que parecem ter sido utilizadas para jogar.
     Aliás, nem sequer somos a única espécie que gosta de testar a sorte: em 2005, um estudo da Universidade Duke concluiu que, por diversão, macacos preferem seguir rotas mais longas e perigosas, mesmo quando a recompensa é menor. “Eles simplesmente gostam de jogar”, descreve o diretor do Centro para Pesquisas de Jogos de Azar da Universidade de Nevada, David G. Schwartz, no livro Roll the Bones: The History of Gambling. 
    O tempo avançou e os habitantes das primeiras civilizações também passaram a desenvolver seus próprios tipos de jogos. “Apostar é um passatempo antigo e disseminado”, explica o pesquisador. Seja na Mesopotâmia, no Egito ou na Coreia, já havia as primeiras versões de dados e fichas. Os chineses, por exemplo, pintavam e decoravam conchas e ossos de animais. Por volta do primeiro milênio antes de Cristo, as ruas do país já tinham casas para jogos – uma primeira versão dos cassinos, que surgiram para organizar as partidas, com regras e prêmios.
   Como aponta David G. Schwartz, cada uma das invenções da humanidade, incluindo a imprensa de tipos móveis do século 15 da Era Cristã, foi utilizada para incrementar os jogos. “A partir de 1650, a mania da jogatina se espalhou por boa parte da Europa”, explica.
     Quando o sistema bancário se estruturou e se fortaleceu na Europa, os cassinos ganharam um grande espaço – a palavra, aliás, vem do italiano e significa o equivalente a “clube social”. É considerado que o primeiro cassino da Era Moderna surgiu em Veneza, uma cidade onde as pessoas comuns já estavam habituadas a apostar com cartas e dados nas praças. Por sua vez, muitos dos jogos até hoje praticados em cassinos, como a roleta, surgiram posteriormente na França.
      No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes, de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas. Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser importadas. Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais sofisticados para identificar as peças.
    Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans. Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou. Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis. 

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-humanidade-ha-milhares-deanos/

Assinale a alternativa CORRETA com relação à escolha lexical feita pelo autor do texto.
Alternativas
Q1778853 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você conhece os jogos que acompanham a humanidade há milhares de anos?

    Em algum momento, milhares de anos atrás, algum humano da Pré-História modificou um osso, uma concha, uma pedra ou um pedaço de madeira e começou a apostar com os colegas qual marca apareceria quando ele lançasse o objeto ao chão. Ele não estava sozinho: existem centenas de sítios arqueológicos com peças que parecem ter sido utilizadas para jogar.
     Aliás, nem sequer somos a única espécie que gosta de testar a sorte: em 2005, um estudo da Universidade Duke concluiu que, por diversão, macacos preferem seguir rotas mais longas e perigosas, mesmo quando a recompensa é menor. “Eles simplesmente gostam de jogar”, descreve o diretor do Centro para Pesquisas de Jogos de Azar da Universidade de Nevada, David G. Schwartz, no livro Roll the Bones: The History of Gambling. 
    O tempo avançou e os habitantes das primeiras civilizações também passaram a desenvolver seus próprios tipos de jogos. “Apostar é um passatempo antigo e disseminado”, explica o pesquisador. Seja na Mesopotâmia, no Egito ou na Coreia, já havia as primeiras versões de dados e fichas. Os chineses, por exemplo, pintavam e decoravam conchas e ossos de animais. Por volta do primeiro milênio antes de Cristo, as ruas do país já tinham casas para jogos – uma primeira versão dos cassinos, que surgiram para organizar as partidas, com regras e prêmios.
   Como aponta David G. Schwartz, cada uma das invenções da humanidade, incluindo a imprensa de tipos móveis do século 15 da Era Cristã, foi utilizada para incrementar os jogos. “A partir de 1650, a mania da jogatina se espalhou por boa parte da Europa”, explica.
     Quando o sistema bancário se estruturou e se fortaleceu na Europa, os cassinos ganharam um grande espaço – a palavra, aliás, vem do italiano e significa o equivalente a “clube social”. É considerado que o primeiro cassino da Era Moderna surgiu em Veneza, uma cidade onde as pessoas comuns já estavam habituadas a apostar com cartas e dados nas praças. Por sua vez, muitos dos jogos até hoje praticados em cassinos, como a roleta, surgiram posteriormente na França.
      No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes, de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas. Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser importadas. Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais sofisticados para identificar as peças.
    Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans. Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou. Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis. 

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-humanidade-ha-milhares-deanos/

De acordo com o texto, é possível afirmar que
Alternativas
Respostas
46181: B
46182: B
46183: B
46184: C
46185: D
46186: C
46187: E
46188: C
46189: A
46190: E
46191: C
46192: D
46193: D
46194: C
46195: A
46196: D
46197: C
46198: A
46199: B
46200: B