Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto.
Fragmento de uma crônica de Eça de Queirós.
Há em Portugal quatro partidos: o Partido Histórico, o Regenerador, o Reformista e o Constituinte. Há ainda outros, mas anônimos, conhecidos apenas de algumas famílias. Os quatro partidos oficiais, com jornal e porta para a rua, vivem num perpétuo antagonismo, irreconciliáveis, latindo ardentemente uns contra os outros de dentro de seus artigos de fundo. Tem-se tentado uma pacificação, uma união. Impossível! Eles só possuem de comum a lama do Chiado que todos pisam e a Arcada que a todos cobre. Quais são as irritadas divergências e princípio que os separam?
— Vejamos:
O Partido Regenerador é constitucional, monárquico, intimamente monárquico, e lembra a seus jornais a necessidade da economia.
O Partido Histórico é constitucional, imensamente monárquico e prova irrefutavelmente a urgência da economia.
O Partido Constituinte é constitucional, monárquico e dá subida atenção à economia.
O Partido Reformista é monárquico, é constitucional e doidinho pela economia!
1. Todos os quatro são católicos.
2. Todos os quatro são centralizadores.
3. Todos os quatro têm o mesmo afeto à ordem.
4. Todos os quatro querem o progresso, e citam a Bélgica.
5. Todos os quatro estimam a liberdade.
Quais são então as desinteligências? – Profundas!
Assim, por exemplo, a ideia de liberdade entendem-na de diversos modos.
O Partido Histórico diz gravemente que é necessário respeitar as liberdades públicas. O Partido Regenerador nega, nega numa divergência absoluta, provando com abundância de argumentos que o que se deve respeitar são - as públicas liberdades.
A conflagração é manifesta!
Analise as afirmativas abaixo, tomando por base o texto.
1. O autor dá ao texto um tom cômico, ironizando os quatro partidos de Portugal.
2. As divergências citadas entre os partidos são pragmáticas.
3. Os partidos possuem divergências de princípios.
4. Os partidos não são incongruentes.
5. Os Partidos Histórico e Regenerador possuem a mesma concepção sobre liberdade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considere o seguinte texto para responder às questões 05 a 10:
Se existe uma arte que surpreende qualquer pessoa, é a dos peritos. Eles conseguem desvendar muitos mistérios e descobrem segredos inimagináveis, guardados a sete chaves, como crimes hediondos e evidências escondidas. Esses profissionais têm conquistado cada vez mais fãs nas telinhas, graças às séries de ficção que exibem o trabalho minucioso que a função exige, materializado nas técnicas forense — que desvenda as pistas deixadas nas cenas de crime - e criminal - que encontra provas, mediante a análise científica de vestígios. [...]
Na série Criminal Minds (“Mentes criminosas”), por exemplo, enquanto detetives comuns estudam as evidências de um crime, dois agentes do FBI da Unidade de Análise Comportamental em Quântico reunem suas especialidades singulares para analisar o crime de dentro para fora e desvendar o crime. Sem examinar as evidências no laboratório, eles investigam o comportamento dos criminosos nas cenas dos crimes, bem como onde eles vivem ou trabalham, para descobrir como eles pensam.
Fonte: ÂNGELIS, Rebeca. Criminal ou forense? 5 séries para você se inspirar em ser perito. Disponível em: https://www.ung.br/noticias/criminal-ou-forense5-series-para-voce-se-inspirar-em-ser-perito. [com adaptações].
Assinale a alternativa contendo a informação correta sobre as relações de coesão estabelecidas no 2º parágrafo do texto.
Considere o seguinte texto para responder às questões 05 a 10:
Se existe uma arte que surpreende qualquer pessoa, é a dos peritos. Eles conseguem desvendar muitos mistérios e descobrem segredos inimagináveis, guardados a sete chaves, como crimes hediondos e evidências escondidas. Esses profissionais têm conquistado cada vez mais fãs nas telinhas, graças às séries de ficção que exibem o trabalho minucioso que a função exige, materializado nas técnicas forense — que desvenda as pistas deixadas nas cenas de crime - e criminal - que encontra provas, mediante a análise científica de vestígios. [...]
Na série Criminal Minds (“Mentes criminosas”), por exemplo, enquanto detetives comuns estudam as evidências de um crime, dois agentes do FBI da Unidade de Análise Comportamental em Quântico reunem suas especialidades singulares para analisar o crime de dentro para fora e desvendar o crime. Sem examinar as evidências no laboratório, eles investigam o comportamento dos criminosos nas cenas dos crimes, bem como onde eles vivem ou trabalham, para descobrir como eles pensam.
Fonte: ÂNGELIS, Rebeca. Criminal ou forense? 5 séries para você se inspirar em ser perito. Disponível em: https://www.ung.br/noticias/criminal-ou-forense5-series-para-voce-se-inspirar-em-ser-perito. [com adaptações].
A compreensão de um texto depende, entre outros procedimentos, da identificação de relações entre suas partes e do papel que diferentes recursos linguísticos desempenham nesse texto. Ainda considerando o 1º parágrafo, assinale a alternativa que apresenta a informação correta.
Considere os dois enunciados a seguir para responder às questões 01 e 02:
i - O problema é que ele não pode opinar, pois, como presidente da sessão, tem competência apenas para aprovar os procedimentos, e não para discutir o mérito da questão.
ii - O problema é que, como presidente da sessão, ele tem competência apenas para aprovar os procedimentos, e não para discutir o mérito da questão. Não pode, pois, opinar.
Assinale a alternativa que analisa corretamente a significação da palavra ou expressão contida nos enunciados lidos.
O Texto 1, de autoria de Maurício de Sousa, consiste numa homenagem a Juliette Freire, a campinense vencedora do Big Brother Brasil 2021. O Texto 2, por sua vez, traz a definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Sua leitura é necessária para responder as questões de 1 a 5:
TEXTO 1:
Disponível em:.<https://br.ign.com/turma-da-monica/>. Acesso em 18 de outubro de 2021.
TEXTO 2:
“Segmento ou fragmento de HQs, geralmente com três ou quatro quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal de mais ou menos 14 cm x 4 cm, em geral, na seção “Quadrinhos” do caderno de diversões, amenidades ou também conhecido como recreativo, onde se podem encontrar Cruzadas, Horóscopo, HQs, etc.”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
TEXTO 3
Disponível em: . Acesso em 18 de outubro de 2021.
Ainda com base na leitura do Texto 3, no quarto quadrinho, o autor do texto utilizou-se de uma expressão que tem por finalidade imitar o ruído ou o barulho do tubérculo que está sendo arrancado da terra. Tal expressão é possível por conta do processo de formação de palavras conhecido por:
O Texto 1, de autoria de Maurício de Sousa, consiste numa homenagem a Juliette Freire, a campinense vencedora do Big Brother Brasil 2021. O Texto 2, por sua vez, traz a definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Sua leitura é necessária para responder as questões de 1 a 5:
TEXTO 1:
Disponível em:.<https://br.ign.com/turma-da-monica/>. Acesso em 18 de outubro de 2021.
TEXTO 2:
“Segmento ou fragmento de HQs, geralmente com três ou quatro quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal de mais ou menos 14 cm x 4 cm, em geral, na seção “Quadrinhos” do caderno de diversões, amenidades ou também conhecido como recreativo, onde se podem encontrar Cruzadas, Horóscopo, HQs, etc.”
Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
TEXTO 3
Disponível em: . Acesso em 18 de outubro de 2021.
Com base na leitura do texto acima, podemos afirmar que:
TEXTO II
Fábula: O leão apaixonado
Certa vez um leão se apaixonou pela filha de um lenhador e foi pedir a mão dela em casamento. O lenhador não ficou muito animado com a ideia de ver a filha com um marido perigoso daqueles e disse ao leão que era muita honra, mas muito obrigado, não queria. O leão se irritou; sentindo o perigo, o homem foi esperto e fingiu que concordava:
- É uma honra, meu senhor. Mas que dentões o senhor tem! Que garras compridas! Qualquer moça ia ficar com medo. Se o senhor quer casar com minha filha, vai ter que arrancar os dentes e cortar as garras.
O leão apaixonado foi correndo fazer o que o outro tinha mandado; depois voltou à casa do pai da moça e repetiu seu pedido de casamento. Mas o lenhador, que já não sentia medo daquele leão manso e desarmado, pegou um pau e tocou o leão para fora de sua casa.
Moral: Quem perde a cabeça por amor sempre acaba mal.
Aponte a alternativa que contém uma característica pertinente ao texto:
Leia a conhecida estrofe do poema de Camões:
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
(In: ABAURRE, Maria Luíza et al. Gramática. Texto: Análise e Construção de Sentidos. São Paulo: Moderna, 2010, p.43).
É CORRETO afirmar:
Leia o gênero textual a seguir:
A professora olhou para Joãozinho e disse:
- Joãozinho, essa maçã aí na sua carteira?
Ele respondeu:
- É pra mim comer, professora.
Ela o corrigiu:
- É pra eu comer, Joãozinho.
- Não, Professora. É pra mim mesmo.
(estacaodapalavra.blogspot.com/piadas-gramaticais).
Analise as proposições a seguir e marque a alternativa adequada:
I- O humor da piada acontece em razão da confusão instalada pelo entendimento de Joãozinho sobre a fala da professora.
II- A intencionalidade discursiva da professora era mostrar a Joãozinho que a construção usada por ele continha um desvio da norma padrão, no que diz respeito à sintaxe.
III- Na última fala de Joãozinho, o pronome “mim” também apresenta desvio da norma padrão.
É CORRETO afirmar:
Leia o gênero textual a seguir:
Analise as proposições e marque a alternativa adequada.
I- O ponto de partida do humor na charge acontece em razão da homonímia causada pela palavra “porca”.
II- A compreensão do diálogo entre os personagens se dá por conta da paronímia revelada pelo termo “porca”.
III- A ambiguidade no texto, poderia ser evitada, tendo em vista o contexto linguístico e situacional, porém, o equívoco é aceitável, por se tratar de um gênero humorístico.
É CORRETO afirmar apenas:
Leia a estrofe do poema “Coisas do meu sertão”, de Patativa do Assaré:
Seu dotô, que é da cidade
Tem diproma e posição
E estudou derne minino
Sem perdê uma lição,
Conhece o nome dos rio,
Que corre inriba do chão,
Sabe o nome das estrela
Que forma constelação,
Conhece todas as coisa
Da história da criação
E agora qué i na Lua
Causando admiração,
Vou fazê uma pregunta,
Me preste bem atenção:
Pruque não quis aprendê
As coisa do meu sertão?
(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis. Vozes, 1989, p. 289).
Analise as proposições acima e coloque (V) para as Verdadeiras e (F) para as Falsas.
( ) A construção do texto é prejudicada por apresentar muitos desvios de linguagem, em relação à norma padrão, principalmente, de ortografia.
( ) A criação literária do autor exerce a dimensão comunicacional da linguagem, revelando uma significativa produção cultural.
( ) O uso de variantes linguísticas é permitida em poemas populares e revela a riqueza social e cultural do universo poético.
É CORRETO afirmar:
Leia o texto 02 para responder às questões de 9 a 11.
Texto 02 – As milhas caminhadas
Não se chega aonde se deseja sem sacrifício, não se alcança o que se acha distante sem caminhar, não se encontra a realização de todos os sonhos, sem antes buscar compreender que tudo requer luta.
O homem fraco amputa as pernas nas primeiras milhas, por não entender que a arte maior de encontrar o que quer é buscar a distância, a verdadeira certeza de que tudo que deseja requer um pouco de esperança.
Muitos desistem, muitos se sentam à beira do caminho, muitos se perdem por estradas sem prumo ou rumo e devido à sua incerteza de buscar o que projetou, se curva na dúvida e permanece de joelhos [...]
O melhor amigo do homem é a perseverança, pois o desânimo em momento algum permite que surja a árvore da luminosidade e fé. Sempre haverá momentos que alguém mostre a sua revolta em decorrência das desigualdades existentes, porém esta imagem não fará com que este possa enxergar o caminho da verdade e da justiça [...].
HOLANDA, Rafael Rodrigues. Nossos Caminhos. Campina Grande: Impressos Adilson. 2016, p.51.
O eixo norteador do texto:
I- É construído a partir de um posicionamento otimista, em relação à vida.
II- Traz em seu bojo um cunho didático, com aconselhamentos que impulsionam o leitor a ser perseverante.
III- Projeta conhecimentos de mundo, mas não tece envolvimento e diálogo com o outro, de forma interativa.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada.
É CORRETO afirmar:
Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.
Texto 01 – A chave do Coração
Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.
Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].
Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.
A expressão “nem por isso” é uma forma linguística que estabelece:
Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.
Texto 01 – A chave do Coração
Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.
Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].
Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.
É CORRETO afirmar que o texto prima por uma linguagem:
Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.
Texto 01 – A chave do Coração
Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.
Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].
Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.
Em relação à elaboração do texto, é CORRETO afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Como manter a calma?
1------ Na incerteza e no perigo, estar ansioso ou “morrendo de medo” é perfeitamente normal e assumir essa
condição traz calma, ponto básico para um melhor enfrentamento. Administrar os sentimentos é muito mais produtivo
do que negá-los. Eu senti um pouco de pânico nas 24 horas de espera do resultado do teste do Covid? Claro que
senti. E estava cheia de razão. Nos últimos três dias antes da viagem, tive dor de cabeça. E vinha a dúvida: estresse
5 dos preparativos ou eu havia contraído o vírus? Estava preocupada, mas encarei a preocupação como normal. E
aqui alerto: esse bordão repetido à exaustão de que “tudo vai ficar bem” pode ser muito mais penoso do que falar
sobre o que nos apavora.
------- Se na vida normal o excesso de positivismo pode ser frustrante, nos cenários “anormais”, é um desastre.
Fernando Pessoa já denunciava esse desconforto com o “Poema em Linha Reta”: “nunca conheci quem tivesse
10 levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Assumir o que sentimos nos alivia e liberta.
E esse bem é estendido ao outro que ao ouvir a nossa confissão se sente acompanhado. Saber que o outro
compreende/compartilha o nosso sofrimento traz conexão, afinidade, empatia.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/como-manter-a-calma/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Ao citar versos do poema “Linha Reta”, do escritor Fernando Pessoa, a autora faz uso do recurso argumentativo denominado
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Como manter a calma?
1------ Na incerteza e no perigo, estar ansioso ou “morrendo de medo” é perfeitamente normal e assumir essa
condição traz calma, ponto básico para um melhor enfrentamento. Administrar os sentimentos é muito mais produtivo
do que negá-los. Eu senti um pouco de pânico nas 24 horas de espera do resultado do teste do Covid? Claro que
senti. E estava cheia de razão. Nos últimos três dias antes da viagem, tive dor de cabeça. E vinha a dúvida: estresse
5 dos preparativos ou eu havia contraído o vírus? Estava preocupada, mas encarei a preocupação como normal. E
aqui alerto: esse bordão repetido à exaustão de que “tudo vai ficar bem” pode ser muito mais penoso do que falar
sobre o que nos apavora.
------- Se na vida normal o excesso de positivismo pode ser frustrante, nos cenários “anormais”, é um desastre.
Fernando Pessoa já denunciava esse desconforto com o “Poema em Linha Reta”: “nunca conheci quem tivesse
10 levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Assumir o que sentimos nos alivia e liberta.
E esse bem é estendido ao outro que ao ouvir a nossa confissão se sente acompanhado. Saber que o outro
compreende/compartilha o nosso sofrimento traz conexão, afinidade, empatia.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/como-manter-a-calma/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
De acordo com o texto, para se manter a calma, é necessário saber
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão 20.
Uma conversa com a Sra. Quarentena
1 ___ Olá quarentena, tudo bem? Hoje preciso de uma D.R. com você! Essa é nossa décima quarta semana juntas,
hein?! Sempre imaginei que você significasse um período de reclusão por, no máximo, 40 dias, e, veja você... cá
estamos, juntas há quase 100.
___ Confesso que entrei em nossa relação meio contrariada – os humanos têm essa ideia equivocada de que têm
5 domínio sobre suas vidas, seus atos e arbítrios. Não me organizei para essa “parada obrigatória” e, logo no início,
rebolei pra dar conta de organizar uma nova “rotina sem rotina”. Sei que nesse nosso tempo juntas muito já
aconteceu, tanto já mudou e já entendo que, se seguimos lado a lado, é porque realmente o mundo precisou desse
olhar mais cuidadoso sobre o que temos, o que somos, o que significamos.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/uma-conversa-com-a-sra-quarentena/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Assinale a afirmativa que contradiz o que é apresentado no texto.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
A arte do encontro
1 ____ ENCONTRO – substantivo masculino. 1. Ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante
dos outros. 2. Junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.
____ Se há algo que o 2020 nos surrupiou sem pedir licença foi o arbítrio do encontro. Lá em março, entendemos
que, para reduzir riscos de contágio durante pandemia, era preciso respeitar as orientações e reduzir ao máximo
5 encontros presenciais. Sem direito a recurso, réplica ou tréplica, nos restou aceitar a decisão e ponto final.
____ Aí veio o mês de abril, maio, junho, julho, e cá estamos, cinco longos meses depois, sob a mesma restrição de
evitar desnecessários encontros presenciais ou aglomerações desnecessárias. [...]
____ Fato é: de encontros e abraços todos estamos precisados! Mas, porém, contudo, todavia, entretanto para
acreditar que logo retomaremos essa possibilidade de encontrar quem nos faz bem, por enquanto o foco se
10 concentra nos encontros virtuais. Logicamente, assim como eu exercito minha reflexão a respeito, pergunto a você:
seus atuais encontros têm divertido seu coração?
____ A gente sabe que encontro bom e verdadeiro é aquele onde se divide muito mais do que tempo e espaço; é o
que nos proporciona a sensação de presença, nos faz sentir acolhidos. E vamos concordar que acolhimento faz um
bem danado em qualquer momento de vida! Será que foi preciso viver um período de limitações para valorizarmos a
15 intensidade de um precioso encontro? Quantas vezes cruzamos com o outro e, imersos na urgência dos dias, sequer
nos permitimos um papo rápido? Talvez tenhamos trocado de maneira desproporcional os amigos reais pelos
virtuais, mas isso é conversa pra outro momento.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-arte-do-encontro/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Para construir o texto, a autora usa tanto o registro formal quanto o informal (coloquial). A única alternativa em que se verifica o uso somente do registro formal é
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
A arte do encontro
1 ____ ENCONTRO – substantivo masculino. 1. Ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante
dos outros. 2. Junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.
____ Se há algo que o 2020 nos surrupiou sem pedir licença foi o arbítrio do encontro. Lá em março, entendemos
que, para reduzir riscos de contágio durante pandemia, era preciso respeitar as orientações e reduzir ao máximo
5 encontros presenciais. Sem direito a recurso, réplica ou tréplica, nos restou aceitar a decisão e ponto final.
____ Aí veio o mês de abril, maio, junho, julho, e cá estamos, cinco longos meses depois, sob a mesma restrição de
evitar desnecessários encontros presenciais ou aglomerações desnecessárias. [...]
____ Fato é: de encontros e abraços todos estamos precisados! Mas, porém, contudo, todavia, entretanto para
acreditar que logo retomaremos essa possibilidade de encontrar quem nos faz bem, por enquanto o foco se
10 concentra nos encontros virtuais. Logicamente, assim como eu exercito minha reflexão a respeito, pergunto a você:
seus atuais encontros têm divertido seu coração?
____ A gente sabe que encontro bom e verdadeiro é aquele onde se divide muito mais do que tempo e espaço; é o
que nos proporciona a sensação de presença, nos faz sentir acolhidos. E vamos concordar que acolhimento faz um
bem danado em qualquer momento de vida! Será que foi preciso viver um período de limitações para valorizarmos a
15 intensidade de um precioso encontro? Quantas vezes cruzamos com o outro e, imersos na urgência dos dias, sequer
nos permitimos um papo rápido? Talvez tenhamos trocado de maneira desproporcional os amigos reais pelos
virtuais, mas isso é conversa pra outro momento.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-arte-do-encontro/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Quando a autora afirma “Sem direito a recurso, réplica ou tréplica [...]” (linha 5), ela quis dizer que não havia qualquer possibilidade de