Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Catas Altas
Autêntico por sua simplicidade, o lugarejo está situado a 130 km de Belo Horizonte. Agrega numa mesma paisagem grandes picos, alguns com mais de 2000 metros de altitude, casas coloniais preservadas, ruas de pedras, ruínas de um aqueduto, igrejas coloniais, inclusive com obras de Aleijadinho e mestre Ataíde, belas cachoeiras e um aconchegante clima ameno.
O conjunto arquitetônico barroco formado pela Igreja da Matriz e por casas antigas ao redor da praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história da pequena e bucólica cidade mineira.
Para proteger esse rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas.
Disponível em: <http://www.institutoestradareal.com.br>
Catas Altas
Autêntico por sua simplicidade, o lugarejo está situado a 130 km de Belo Horizonte. Agrega numa mesma paisagem grandes picos, alguns com mais de 2000 metros de altitude, casas coloniais preservadas, ruas de pedras, ruínas de um aqueduto, igrejas coloniais, inclusive com obras de Aleijadinho e mestre Ataíde, belas cachoeiras e um aconchegante clima ameno.
O conjunto arquitetônico barroco formado pela Igreja da Matriz e por casas antigas ao redor da praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história da pequena e bucólica cidade mineira.
Para proteger esse rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas.
Disponível em: <http://www.institutoestradareal.com.br>
"Corre cutia, na casa da tia.
Corre cipó, na casa da avó.
Lencinho na mão, caiu no chão.
Moça bonita, do meu coração...
Um, dois, três!"
Disponível em < https://www.todamateria.com.br/parlendas/>. Acesso em: 01 de agost. 2020.
"Corre cutia, na casa da tia.
Corre cipó, na casa da avó.
Lencinho na mão, caiu no chão.
Moça bonita, do meu coração...
Um, dois, três!"
Disponível em < https://www.todamateria.com.br/parlendas/>. Acesso em: 01 de agost. 2020.
A invenção do abraço.
✔ Há braços longos e curtos, magros e gordos.
✔ Há braços brancos e negros, de velhos e de crianças.
✔ Há braços de homens e de mulheres,
✔ Há braços e braços, até que um dia alguém deu um passo, diminuiu o espaço. E fez do braço um laço.
✔ Foi um sucesso, virou moda e até hoje, mesmo na hora do fracasso, se há braço;
✔ Há um abraço.
✔ Há momentos em que tudo que se precisa é de um abraço.
✔ Um imenso abraço pra vocês.
Disponível em: https://br.toluna.com/opinions/3622671/A-inven%C3%A7%C3%A3o-do-abra%C3%A7o.> >. Acesso em: 05 de agosto 2020.
A invenção do abraço.
✔ Há braços longos e curtos, magros e gordos.
✔ Há braços brancos e negros, de velhos e de crianças.
✔ Há braços de homens e de mulheres,
✔ Há braços e braços, até que um dia alguém deu um passo, diminuiu o espaço. E fez do braço um laço.
✔ Foi um sucesso, virou moda e até hoje, mesmo na hora do fracasso, se há braço;
✔ Há um abraço.
✔ Há momentos em que tudo que se precisa é de um abraço.
✔ Um imenso abraço pra vocês.
Disponível em: https://br.toluna.com/opinions/3622671/A-inven%C3%A7%C3%A3o-do-abra%C3%A7o.> >. Acesso em: 05 de agosto 2020.
Assinale a alternativa que completa a lacuna do texto acima de forma CORRETA:
I. Garrincha foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.
II. Se Garrincha tivesse jogado contra os ingleses, o Brasil teria vencido o jogo.
III. Sem Garrincha, o Brasil não teria ganho a Copa do Mundo de 1958.
IV.Garrincha, com dribles desconcertantes, empolgou o público presente ao estádio.
V. Mesmo sendo grande jogador, Garrincha era uma pessoa humilde.
Assinale a alternativa CORRETA:
Leia o trecho do romance Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha, a seguir, e responda à questão.
Agora compreendia nitidamente que só no homem, no próprio homem, ele podia encontrar aquilo que debalde procurara nas mulheres.
Nunca se apercebera de semelhante anomalia, nunca em sua vida tivera a lembrança de perscrutar suas tendências em matéria de sexualidade. As mulheres o desarmavam para os combates do amor, é certo, mas também não concebia, por forma alguma, esse comércio grosseiro entre indivíduos do mesmo sexo; entretanto, quem diria!, o fato passava-se agora consigo próprio, sem premeditação, inesperadamente. E o mais interessante é que “aquilo” ameaçava ir longe, para mal de seus pecados... Não havia jeito, senão ter paciência, uma vez que a “natureza” impunha-lhe esse castigo...
(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 32-33.)
Leia os fragmentos do romance Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, a seguir, e responda à questão.
Um rumo vago. Que eu seguiria se quisesse. Talvez tenha sido o nome estranho do lugar que me despertou da letargia. Talvez tenha sido, sem que eu percebesse, a dor da outra mãe tomando lugar da minha, um alívio esquisito, uma distração, e eu quis, sim, sair por aí, à toa, por ruas que não conheço atrás do rastro borrado de alguém que nunca vi. (p.92)
Pela primeira vez, desde que começou essa minha migração forçada, tive vontade de chorar e fiquei um bom tempo com a cara virada pra fora, fungando, querendo esconder as lágrimas, fingindo que olhava pela janela, vendo vagamente passarem avenidas e prédios que não mediziamnada, unscomessacara de luxo padronizado que se espalha igualmente de Dubai a Xangai passando até pelo “edifício mais alto do Brasil”, em João Pessoa, outros em construção ou abandonados, sei lá, com aspecto de ruína, tudo tão misturado que a gente fica sem saber se a cidade está nascendo ou morrendo, fui pensando à toa, até o vento da janela secar minhas lágrimas ou eu me lembrar das lágrimas da mãe de Cícero Araújo. (p. 99)
(REZENDE, Maria Valéria. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.)
I. A expressão “à toa”, no primeiro fragmento, indica que faltava propósito para a protagonista sair às ruas.
II. A expressão “à toa”, no segundo fragmento, aponta para o desligamento entre as reflexões sobre as cidades e as experiências pessoais da protagonista.
III. A expressão “rumo vago”, no primeiro fragmento, corresponde à precariedade de informações disponíveis para localizar alguém.
IV. A expressão “sei lá”, no segundo fragmento, externa a dificuldade para interpretar, com convicção e autoridade, a paisagem urbana.
Assinale a alternativa correta.
Leia os fragmentos do romance Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, a seguir, e responda à questão.
Um rumo vago. Que eu seguiria se quisesse. Talvez tenha sido o nome estranho do lugar que me despertou da letargia. Talvez tenha sido, sem que eu percebesse, a dor da outra mãe tomando lugar da minha, um alívio esquisito, uma distração, e eu quis, sim, sair por aí, à toa, por ruas que não conheço atrás do rastro borrado de alguém que nunca vi. (p.92)
Pela primeira vez, desde que começou essa minha migração forçada, tive vontade de chorar e fiquei um bom tempo com a cara virada pra fora, fungando, querendo esconder as lágrimas, fingindo que olhava pela janela, vendo vagamente passarem avenidas e prédios que não mediziamnada, unscomessacara de luxo padronizado que se espalha igualmente de Dubai a Xangai passando até pelo “edifício mais alto do Brasil”, em João Pessoa, outros em construção ou abandonados, sei lá, com aspecto de ruína, tudo tão misturado que a gente fica sem saber se a cidade está nascendo ou morrendo, fui pensando à toa, até o vento da janela secar minhas lágrimas ou eu me lembrar das lágrimas da mãe de Cícero Araújo. (p. 99)
(REZENDE, Maria Valéria. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.)
Leia os fragmentos do romance Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, a seguir, e responda à questão.
Um rumo vago. Que eu seguiria se quisesse. Talvez tenha sido o nome estranho do lugar que me despertou da letargia. Talvez tenha sido, sem que eu percebesse, a dor da outra mãe tomando lugar da minha, um alívio esquisito, uma distração, e eu quis, sim, sair por aí, à toa, por ruas que não conheço atrás do rastro borrado de alguém que nunca vi. (p.92)
Pela primeira vez, desde que começou essa minha migração forçada, tive vontade de chorar e fiquei um bom tempo com a cara virada pra fora, fungando, querendo esconder as lágrimas, fingindo que olhava pela janela, vendo vagamente passarem avenidas e prédios que não mediziamnada, unscomessacara de luxo padronizado que se espalha igualmente de Dubai a Xangai passando até pelo “edifício mais alto do Brasil”, em João Pessoa, outros em construção ou abandonados, sei lá, com aspecto de ruína, tudo tão misturado que a gente fica sem saber se a cidade está nascendo ou morrendo, fui pensando à toa, até o vento da janela secar minhas lágrimas ou eu me lembrar das lágrimas da mãe de Cícero Araújo. (p. 99)
(REZENDE, Maria Valéria. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.)
Leia os textos a seguir e responda à questão.
I.
O ambiente dos tribunais é apenas o reflexo da sociedade. Na audiência de pensão para minha filha, a juíza– sim, era uma juíza– disse que um pai não é obrigado a amar a filha.
Carmen F.
Santa Rosa, RS
(via Instagram)
II.
Parabéns pela coragem de tratar desse tema em reportagem de capa. O crime de estupro é muito difícil de provar. A postura da sociedade, corroborada pela Justiça, encoraja os homens a não mudar e as mulheres a não denunciar.
Rodrigo H.
São Paulo, SP
(via Instagram)
III.
Para que um estuprador seja culpado no Brasil parece ser preciso, além de corpo de delito, vídeo do estupro, áudio da mulher pedindo socorro, duas testemunhas e outras cinco mulheres que também foram violenta das. Se não tiver isso, não há provas– o testemunho da vítima não vale. É triste.
Cecília R. V.
Juiz de Fora, MG
(via Instagram)
(Adaptado de: Seção Leitor. Veja. São Paulo, 18 nov. 2020. p.16.)
I. Os três textos são argumentativos, característica inerente ao gênero ao qual pertencem.
II. Os três textos apresentam a mesma temática explorada sob diferentes perspectivas.
III. Os textos I e II são descritivos, enquanto o texto III é essencialmente narrativo.
IV. Os textos apelam para recursos de linguagem como a exemplificação, no texto I, e a ironia no texto III.
Assinale a alternativa correta.
Leia os textos a seguir e responda à questão.
I.
O ambiente dos tribunais é apenas o reflexo da sociedade. Na audiência de pensão para minha filha, a juíza– sim, era uma juíza– disse que um pai não é obrigado a amar a filha.
Carmen F.
Santa Rosa, RS
(via Instagram)
II.
Parabéns pela coragem de tratar desse tema em reportagem de capa. O crime de estupro é muito difícil de provar. A postura da sociedade, corroborada pela Justiça, encoraja os homens a não mudar e as mulheres a não denunciar.
Rodrigo H.
São Paulo, SP
(via Instagram)
III.
Para que um estuprador seja culpado no Brasil parece ser preciso, além de corpo de delito, vídeo do estupro, áudio da mulher pedindo socorro, duas testemunhas e outras cinco mulheres que também foram violenta das. Se não tiver isso, não há provas– o testemunho da vítima não vale. É triste.
Cecília R. V.
Juiz de Fora, MG
(via Instagram)
(Adaptado de: Seção Leitor. Veja. São Paulo, 18 nov. 2020. p.16.)