Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Texto para responder à questão.
A guerra das marcas
Há muito tempo que as guerras não se fazem apenas com armas, mas também com marcas. Esta a que agora assistimos é o exemplo deste novo tipo de combates.
Os consumidores não gostam de marcas agnósticas e têm exigido saber o que defendem as marcas, qual o seu propósito, quais os valores que defendem, para além dos produtos que vendem.
Neste contexto de pressão social das marcas, vimos marcas ativamente envolvidas na campanha Vidas Negras Importam, na preservação dos oceanos, na igualdade de gênero etc.
Mas um cenário de guerra é um contexto muito diferente e, no caso das marcas, funciona até como agente do “bem”. A condenação coletiva gera um efeito desneutralizador, colocando as marcas na obrigação de se desvincularem de tudo o que as ligue ao lado do mal.
Os consumidores, pelo seu lado, alistam-se num exército planetário contra o consumo dessas marcas e algumas delas irão ficar feridas de morte.
As marcas responsáveis não querem relações negativas com outras marcas que estejam desalinhadas do que defendem, no caso de uma guerra. Não há valores que paguem a contaminação negativa que um país pode vir ater.
Por todo o mundo estão a nascer marcas do bem, talvez num movimento colaborativo nunca antes visto. Em Portugal destaco, entre outras igualmente meritórias, aquela em que estou envolvido, que é a WeHelpUkrain.org.
A reputação internacional da marca Rússia demorara décadas a recuperar, tal como demorou a marca Alemanha no caso de Hitler. A historia continuara, e no fundo todos queremos o melhor para o povo russo, tal como quisemos para o povo alemão.
As marcas-pais são resilientes, ficam feridas, mas não morrem, nem com uma guerra. É talvez esta uma forma de mostrar opoder efetivo das marcas e a força que tém para criar ou para vencer guerras, acreditando que o lado do bem sera sempre mais forte.
Carlos Coelho Adaptado de Diarios de Noticias (Lisboa), 03/03/2022
Werbet da Cruz se posiciona diante do contexto sociopolítico do país refletindo sobre a educação e sugere que é urgente que a escola promova a analise crítica da realidade, estimule a construção de autonomia de pensamento dos alunos e que consiga criar estratégias para atrair o interesse dos jovens, possibilitando o aprimoramento de suas práticas sociais referentes a:
Texto para responder à questão.
Altruísmo em tempo de guerra
Com uma guerra a acontecer aqui tão perto, multiplicam-se as iniciativas de ajuda ao povo ucraniano, seja através do seu acolhimento, de ofertas de emprego ou do envio de donativos. Comportamentos altruístas que muitos adultos evidenciam e que deverão ser também potenciados nas crianças.
As pessoas altruístas sentem necessidade em ajudar os outros e encontram, dessa forma, um significado para a sua vida. Deixamse afetar pelo sofrimento alheio e privilegiam as solicitações dos outros, muitas vezes em detrimento dos seus próprios interesses. Falamos, portanto, de uma característica que se relaciona com a empatia, o respeito, a generosidade e o sentido de justiça.
Não sendo uma característica que todos evidenciam da mesma forma, coloca-se então uma questão: como educar para o altruísmo? E desde quando? Será possível educar as crianças para que sejam mais altruístas e empáticas? De que forma? Algumas sugestões para ajudar o seu filho a ser mais altruísta:
1. Dê o exemplo. As crianças aprendem sobretudo pela observação dos pais e de outras figuras de referência, tendendo a imitar esses mesmos comportamentos.
2. Aplique o altruísmo no dia a dia, na forma como se relaciona com os outros e com a criança, e nas menores coisas — e não apenas em situações-limite como aquela que vivemos atualmente.
3. Explique, com uma linguagem adequada à idade da criança, a importância da entreajuda e da generosidade.
4. Ajude a criança a descentrar-se e a imaginar como seria estar no lugar do outro. Como se sentiria? O que precisaria? Que tipo de ajuda gostaria de receber?
5. Procure role-models que a criança admire, ou seja, pessoas ou mesmo personagens de ficção que sejam um bom exemplo de altruísmo e generosidade. Pode ser um atleta que interrompeu a sua prova para ajudar outro atleta, um super-herói que dedica a vida a salvar pessoas ou uma personagem dos desenhos animados que gosta de ajudar os amigos.
6. Reforce positivamente qualquer comportamento de ajuda ao outro, elogiando e mostrando o quanto se sente orgulhoso. O reforço positivo aumenta a probabilidade de repetição do comportamento.
7. Incentive a criança a ser um agente ativo e não um mero espectador, passivo, da realidade à sua volta. Aquilo que ela faz pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
8. Evite rotular as pessoas como “boas” ou “más”, sendo certo que esta dicotomia pode levar a generalizações abusivas e desencorajar o comportamento altruísta.
Educar as crianças de modo a mostrarem comportamentos de ajuda ao outro é o caminho para termos, amanhã, adultos mais generosos e empáticos, com capacidade de descentração e de privilegiarem a resolução dos conflitos de forma assertiva e sem violência.
Educar as crianças para o altruísmo é o caminho para termos, amanhã, adultos que procurem a paz e não a guerra.
Rute Agulhas Adaptado de Diário de Notícias (Lisboa), 03/03/2022.
Texto para responder à questão.
Altruísmo em tempo de guerra
Com uma guerra a acontecer aqui tão perto, multiplicam-se as iniciativas de ajuda ao povo ucraniano, seja através do seu acolhimento, de ofertas de emprego ou do envio de donativos. Comportamentos altruístas que muitos adultos evidenciam e que deverão ser também potenciados nas crianças.
As pessoas altruístas sentem necessidade em ajudar os outros e encontram, dessa forma, um significado para a sua vida. Deixamse afetar pelo sofrimento alheio e privilegiam as solicitações dos outros, muitas vezes em detrimento dos seus próprios interesses. Falamos, portanto, de uma característica que se relaciona com a empatia, o respeito, a generosidade e o sentido de justiça.
Não sendo uma característica que todos evidenciam da mesma forma, coloca-se então uma questão: como educar para o altruísmo? E desde quando? Será possível educar as crianças para que sejam mais altruístas e empáticas? De que forma? Algumas sugestões para ajudar o seu filho a ser mais altruísta:
1. Dê o exemplo. As crianças aprendem sobretudo pela observação dos pais e de outras figuras de referência, tendendo a imitar esses mesmos comportamentos.
2. Aplique o altruísmo no dia a dia, na forma como se relaciona com os outros e com a criança, e nas menores coisas — e não apenas em situações-limite como aquela que vivemos atualmente.
3. Explique, com uma linguagem adequada à idade da criança, a importância da entreajuda e da generosidade.
4. Ajude a criança a descentrar-se e a imaginar como seria estar no lugar do outro. Como se sentiria? O que precisaria? Que tipo de ajuda gostaria de receber?
5. Procure role-models que a criança admire, ou seja, pessoas ou mesmo personagens de ficção que sejam um bom exemplo de altruísmo e generosidade. Pode ser um atleta que interrompeu a sua prova para ajudar outro atleta, um super-herói que dedica a vida a salvar pessoas ou uma personagem dos desenhos animados que gosta de ajudar os amigos.
6. Reforce positivamente qualquer comportamento de ajuda ao outro, elogiando e mostrando o quanto se sente orgulhoso. O reforço positivo aumenta a probabilidade de repetição do comportamento.
7. Incentive a criança a ser um agente ativo e não um mero espectador, passivo, da realidade à sua volta. Aquilo que ela faz pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
8. Evite rotular as pessoas como “boas” ou “más”, sendo certo que esta dicotomia pode levar a generalizações abusivas e desencorajar o comportamento altruísta.
Educar as crianças de modo a mostrarem comportamentos de ajuda ao outro é o caminho para termos, amanhã, adultos mais generosos e empáticos, com capacidade de descentração e de privilegiarem a resolução dos conflitos de forma assertiva e sem violência.
Educar as crianças para o altruísmo é o caminho para termos, amanhã, adultos que procurem a paz e não a guerra.
Rute Agulhas Adaptado de Diário de Notícias (Lisboa), 03/03/2022.
Texto para responder à questão.
Altruísmo em tempo de guerra
Com uma guerra a acontecer aqui tão perto, multiplicam-se as iniciativas de ajuda ao povo ucraniano, seja através do seu acolhimento, de ofertas de emprego ou do envio de donativos. Comportamentos altruístas que muitos adultos evidenciam e que deverão ser também potenciados nas crianças.
As pessoas altruístas sentem necessidade em ajudar os outros e encontram, dessa forma, um significado para a sua vida. Deixamse afetar pelo sofrimento alheio e privilegiam as solicitações dos outros, muitas vezes em detrimento dos seus próprios interesses. Falamos, portanto, de uma característica que se relaciona com a empatia, o respeito, a generosidade e o sentido de justiça.
Não sendo uma característica que todos evidenciam da mesma forma, coloca-se então uma questão: como educar para o altruísmo? E desde quando? Será possível educar as crianças para que sejam mais altruístas e empáticas? De que forma? Algumas sugestões para ajudar o seu filho a ser mais altruísta:
1. Dê o exemplo. As crianças aprendem sobretudo pela observação dos pais e de outras figuras de referência, tendendo a imitar esses mesmos comportamentos.
2. Aplique o altruísmo no dia a dia, na forma como se relaciona com os outros e com a criança, e nas menores coisas — e não apenas em situações-limite como aquela que vivemos atualmente.
3. Explique, com uma linguagem adequada à idade da criança, a importância da entreajuda e da generosidade.
4. Ajude a criança a descentrar-se e a imaginar como seria estar no lugar do outro. Como se sentiria? O que precisaria? Que tipo de ajuda gostaria de receber?
5. Procure role-models que a criança admire, ou seja, pessoas ou mesmo personagens de ficção que sejam um bom exemplo de altruísmo e generosidade. Pode ser um atleta que interrompeu a sua prova para ajudar outro atleta, um super-herói que dedica a vida a salvar pessoas ou uma personagem dos desenhos animados que gosta de ajudar os amigos.
6. Reforce positivamente qualquer comportamento de ajuda ao outro, elogiando e mostrando o quanto se sente orgulhoso. O reforço positivo aumenta a probabilidade de repetição do comportamento.
7. Incentive a criança a ser um agente ativo e não um mero espectador, passivo, da realidade à sua volta. Aquilo que ela faz pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
8. Evite rotular as pessoas como “boas” ou “más”, sendo certo que esta dicotomia pode levar a generalizações abusivas e desencorajar o comportamento altruísta.
Educar as crianças de modo a mostrarem comportamentos de ajuda ao outro é o caminho para termos, amanhã, adultos mais generosos e empáticos, com capacidade de descentração e de privilegiarem a resolução dos conflitos de forma assertiva e sem violência.
Educar as crianças para o altruísmo é o caminho para termos, amanhã, adultos que procurem a paz e não a guerra.
Rute Agulhas Adaptado de Diário de Notícias (Lisboa), 03/03/2022.
Texto para responder à questão.
Altruísmo em tempo de guerra
Com uma guerra a acontecer aqui tão perto, multiplicam-se as iniciativas de ajuda ao povo ucraniano, seja através do seu acolhimento, de ofertas de emprego ou do envio de donativos. Comportamentos altruístas que muitos adultos evidenciam e que deverão ser também potenciados nas crianças.
As pessoas altruístas sentem necessidade em ajudar os outros e encontram, dessa forma, um significado para a sua vida. Deixamse afetar pelo sofrimento alheio e privilegiam as solicitações dos outros, muitas vezes em detrimento dos seus próprios interesses. Falamos, portanto, de uma característica que se relaciona com a empatia, o respeito, a generosidade e o sentido de justiça.
Não sendo uma característica que todos evidenciam da mesma forma, coloca-se então uma questão: como educar para o altruísmo? E desde quando? Será possível educar as crianças para que sejam mais altruístas e empáticas? De que forma? Algumas sugestões para ajudar o seu filho a ser mais altruísta:
1. Dê o exemplo. As crianças aprendem sobretudo pela observação dos pais e de outras figuras de referência, tendendo a imitar esses mesmos comportamentos.
2. Aplique o altruísmo no dia a dia, na forma como se relaciona com os outros e com a criança, e nas menores coisas — e não apenas em situações-limite como aquela que vivemos atualmente.
3. Explique, com uma linguagem adequada à idade da criança, a importância da entreajuda e da generosidade.
4. Ajude a criança a descentrar-se e a imaginar como seria estar no lugar do outro. Como se sentiria? O que precisaria? Que tipo de ajuda gostaria de receber?
5. Procure role-models que a criança admire, ou seja, pessoas ou mesmo personagens de ficção que sejam um bom exemplo de altruísmo e generosidade. Pode ser um atleta que interrompeu a sua prova para ajudar outro atleta, um super-herói que dedica a vida a salvar pessoas ou uma personagem dos desenhos animados que gosta de ajudar os amigos.
6. Reforce positivamente qualquer comportamento de ajuda ao outro, elogiando e mostrando o quanto se sente orgulhoso. O reforço positivo aumenta a probabilidade de repetição do comportamento.
7. Incentive a criança a ser um agente ativo e não um mero espectador, passivo, da realidade à sua volta. Aquilo que ela faz pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
8. Evite rotular as pessoas como “boas” ou “más”, sendo certo que esta dicotomia pode levar a generalizações abusivas e desencorajar o comportamento altruísta.
Educar as crianças de modo a mostrarem comportamentos de ajuda ao outro é o caminho para termos, amanhã, adultos mais generosos e empáticos, com capacidade de descentração e de privilegiarem a resolução dos conflitos de forma assertiva e sem violência.
Educar as crianças para o altruísmo é o caminho para termos, amanhã, adultos que procurem a paz e não a guerra.
Rute Agulhas Adaptado de Diário de Notícias (Lisboa), 03/03/2022.
Texto para responder à questão.
Altruísmo em tempo de guerra
Com uma guerra a acontecer aqui tão perto, multiplicam-se as iniciativas de ajuda ao povo ucraniano, seja através do seu acolhimento, de ofertas de emprego ou do envio de donativos. Comportamentos altruístas que muitos adultos evidenciam e que deverão ser também potenciados nas crianças.
As pessoas altruístas sentem necessidade em ajudar os outros e encontram, dessa forma, um significado para a sua vida. Deixamse afetar pelo sofrimento alheio e privilegiam as solicitações dos outros, muitas vezes em detrimento dos seus próprios interesses. Falamos, portanto, de uma característica que se relaciona com a empatia, o respeito, a generosidade e o sentido de justiça.
Não sendo uma característica que todos evidenciam da mesma forma, coloca-se então uma questão: como educar para o altruísmo? E desde quando? Será possível educar as crianças para que sejam mais altruístas e empáticas? De que forma? Algumas sugestões para ajudar o seu filho a ser mais altruísta:
1. Dê o exemplo. As crianças aprendem sobretudo pela observação dos pais e de outras figuras de referência, tendendo a imitar esses mesmos comportamentos.
2. Aplique o altruísmo no dia a dia, na forma como se relaciona com os outros e com a criança, e nas menores coisas — e não apenas em situações-limite como aquela que vivemos atualmente.
3. Explique, com uma linguagem adequada à idade da criança, a importância da entreajuda e da generosidade.
4. Ajude a criança a descentrar-se e a imaginar como seria estar no lugar do outro. Como se sentiria? O que precisaria? Que tipo de ajuda gostaria de receber?
5. Procure role-models que a criança admire, ou seja, pessoas ou mesmo personagens de ficção que sejam um bom exemplo de altruísmo e generosidade. Pode ser um atleta que interrompeu a sua prova para ajudar outro atleta, um super-herói que dedica a vida a salvar pessoas ou uma personagem dos desenhos animados que gosta de ajudar os amigos.
6. Reforce positivamente qualquer comportamento de ajuda ao outro, elogiando e mostrando o quanto se sente orgulhoso. O reforço positivo aumenta a probabilidade de repetição do comportamento.
7. Incentive a criança a ser um agente ativo e não um mero espectador, passivo, da realidade à sua volta. Aquilo que ela faz pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
8. Evite rotular as pessoas como “boas” ou “más”, sendo certo que esta dicotomia pode levar a generalizações abusivas e desencorajar o comportamento altruísta.
Educar as crianças de modo a mostrarem comportamentos de ajuda ao outro é o caminho para termos, amanhã, adultos mais generosos e empáticos, com capacidade de descentração e de privilegiarem a resolução dos conflitos de forma assertiva e sem violência.
Educar as crianças para o altruísmo é o caminho para termos, amanhã, adultos que procurem a paz e não a guerra.
Rute Agulhas Adaptado de Diário de Notícias (Lisboa), 03/03/2022.
Observe a letra da canção “Pais e Filhos” – Renato Russo
Estátuas e cofres, e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender
Dorme agora
É só o vento lá fora
Quero colo! Vou fugir de casa
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade, não há
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com meus pais
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade, não há
Sou uma gota d’água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não o entendem
Mas você não entende seus pais
Você culpa seus pais por tudo, isso é um
absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?
RUSSO, R. Pais e filhos. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/renato-russo/75858/. Acesso em: 20 fev. 2022.
A letra acima inicia-se com uma narrativa, mas ao longo do texto o que predomina é:
– Vê uma completa!
Quando o cardiologista lhe perguntou se comia frutas e verduras, Jorjão inflou o peito e respondeu de bate-pronto:
– Couve e laranja toda quarta. – Algo mais, Seu Jorge? – Claro, Doutor. Também aos sábados.
Lucas Oliveira Campos Verzola | São Paulo/SP
Disponível em: http://biblioteca.piracicaba.sp.gov.br/site/wp-content/ uploads/2021/11/Microcontos-de-Humor-2021.pdf. Acesso em: 23 fev. 2022.
Para produzir o efeito humorístico pretendido no texto, o autor recorre, principalmente
“Com a fé de quem olha do banco a cena Do gol que nós mais precisava na trave A felicidade do branco é plena A pé, trilha em brasa e barranco, que pena Se até pra sonhar tem entrave A felicidade do branco é plena A felicidade do preto é quase
Olhei no espelho, Ícaro me encarou Cuidado, não voa tão perto do Sol Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei O abutre quer te ver de algema pra dizer: Ó, num falei?!
No fim das conta é tudo Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão Ela quis ser chamada de morena Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena A raiva insufla, pensa nesse esquema A ideia imunda, tudo inunda A dor profunda é que todo mundo é meu tema”
(Ismália – Emicida, 2019) - Adaptado
*Ícaro: personagem da mitologia grega *Ismália: poema de Alphonsus de Guimaraens Fonte do texto: www.letras.mus.br. Acesso em: 22 fev. 2022.
I – Pela leitura do texto de Emicida e considerando o contexto de produção da canção, é possível inferir que Ismália representa a mulher negra que sofre com a exclusão social.
II – A compreensão da relação intratextual estabelecida com a figura mitológica de Ícaro e com a personagem Ismália do poema de Alphonsus de Guimarães é fundamental para a compreensão do texto de Emicida.
III - A polissemia presente na palavra Ismália confere um efeito de sonoridade ao texto.
IV – O verso “Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena” estabelece uma relação semântica de alternância com relação ao verso anterior.
V – Pelos versos da segunda estrofe, é possível inferir que o autor faz alusão ao preconceito existente com relação à ascensão social da população negra no Brasil.
É possível afirmar que estão INCORRETAS as sentenças expostas em:
‘Miúdos’ que falam ‘brasileiro’ em Portugal – Sérgio Rodrigues.
A reportagem publicada nesta quarta (10) no Diário de Notícias de Lisboa acrescenta uma página de comédia – agridoce, mas engraçada – ao novelão dos encontros e desencontros entre as variedades de português faladas aqui e em Portugal. “Há crianças portuguesas que só falam ‘brasileiro’”, anuncia o título com alarme. O subtítulo explica: “Dizem grama em vez de relva, autocarro é ônibus, rebuçado é bala, riscas são listras e leite está na geladeira em vez de no frigorífico”. O curioso fenômeno que faz os miúdos soarem como pequenos brasileiros tem explicação mais simples do que aquele abordado pelo escritor português Valter Hugo Mãe no romance “A Máquina de Fazer Espanhóis”. Afinal, a língua no presente caso é a mesma – ou não? A reportagem resume assim o problema do deslocamento linguístico: “Os educadores notam-no sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos por youtubers brasileiros”. Sim, a raiz do fenômeno está naquilo que “a maioria das crianças portuguesas vê nos ecrãs de tablet, computador ou telemóvel”. Luccas Neto, 36 milhões de seguidores, é citado como o principal desencaminhador linguístico de tuguinhas. Como António, 4 anos, que “começou a dar sinais há já algum tempo. Ao princípio, a família até achava alguma piada à forma como ele falava (...). Mas à medida que o tempo foi passando, a educadora de infância começou a preocupar-se e foi dando sinais, porque o menino não conseguia dizer os r’s nem os l’s”. Claro que há muito alarmismo e superficialidade nessa abordagem – como é habitual quando o jornalismo, espelhando o senso comum, trata de temas linguísticos–, para não falar do antibrasileirismo que parece andar em alta na cultura portuguesa. De todo modo, recomenda-se pôr a questão em perspectiva. Será que pais brasileiros deixariam de se preocupar se, num hipotético – e impensável – caso reverso de imperialismo cultural via Youtube, seus herdeiros em idade pré-escolar começassem a engolir vogais e a chamar a camisa do Flamengo ou do Corinthians de camisola? Não acho justo acusar a reportagem do DN de xenofobia, embora ela exale sem dúvida um nacionalismo rançoso. O texto até busca algum equilíbrio por trás do ar assustado. Seu maior mérito nesse sentido é dar voz à linguista Catarina Menezes, que relativiza o problema. “Quando eu era menina havia o mesmo pânico social com os livros do tio Patinhas, que eram traduzidos em português do Brasil”, lembra. A professora propõe ver no caso uma oportunidade de ampliar a consciência das novas gerações sobre a linguagem, debatendo as diferenças com naturalidade em sala de aula, “porque aí também existe uma interculturalidade que não existia”. Bingo. Como a que há na Inglaterra diante da influência avassaladora do inglês americano. Português europeu e português brasileiro são duas vertentes da mesma língua – uma falada por 10 milhões de pessoas, a outra por uma multidão mais de 20 (vinte!) vezes maior. Um amigo meu diz, com alguma maldade, que “sem o Brasil o português seria uma espécie de búlgaro”. Estamos diante de um fato que não se pode abafar, com sua história complexa – o imperialismo sempre inclui a volta do cipó de aroeira – e suas oportunidades de inseminação cultural. Aos interessados no tema, recomendo a leitura do texto integral do DN, que está aberto a não assinantes.
Disponível em https://www1.folha. uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2021/11/miudos-que-falam-brasileiro-em-portugal.shtml Acesso em: 25 fev. 2022.
Para construção do sentido global do texto, é correto afirmar que o autor
Observando a luta por igualdade de gênero e seus efeitos sobre o processo eleitoral, três considerações são dignas de registro: a primeira é de que é impossível falar em tratamento igualitário entre homens e mulheres sem compreender as causas da profunda desigualdade que estrutura as opções dos eleitores antes mesmo da possibilidade de escolha dos candidatos. Se a baixa representatividade das mulheres na ALBA (Assembleia Legislativa do Estado da Bahia) permanece gerando efeitos negativos para as lutas do movimento feminista na Bahia, uma avaliação que contemple suas causas – sociais e econômicas, precisam de um diagnóstico mais contundente.
SILVA TEIXEIRA, Erica; ZAIDAN DE CARVALHO, Alexandre Douglas. Mulheres na assembleia legislativa da Bahia no pós-1988. Revista Eletrônica Direito e Política, Programa de Pós- -Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica da UNIVALI, Itajaí, v.16, n.1, 1º quadrimestre de 2021. Disponível em: www.univali.br/direitoepolitica - ISSN 1980-7791. Acesso em: 23 fez 2022.
De acordo com Fiorin e Savioli (2008), o discurso dissertativo de caráter científico deve ser elaborado de maneira a criar um efeito de sentido de objetividade, pois pretende dar destaque ao conteúdo das afirmações feitas ao enunciado e não à subjetividade do enunciador. Sendo assim, para neutralizar a presença do enunciador, recomenda-se evitar certos procedimentos linguísticos, tais como:
Exclusão escolar no Brasil atinge mais as meninas, diz pesquisa do Fundo Malala
À CNN, a doutora em educação e integrante do Malala Fund no Brasil, Cleo Manhas, disse que meninas assumiram mais responsabilidades no período da pandemia Um estudo do Fundo Malala apontou que a taxa de exclusão escolar no Brasil aumentou de forma drástica desde o início da pandemia de Covid-19. Em entrevista à CNN, a doutora em educação e integrante da Rede de Ativistas pela Educação do Malala Fund no Brasil, Cleo Manhas, avaliou que a desigualdade se acentuou durante esse período. “Somos onze ativistas de diferentes organizações que compõem o Malala Fund e constatamos que recaem maiores responsabilidades sobre as meninas”, afirmou. Entre elas, por exemplo, estão as atividades domésticas e mesmo fora de casa. “Aliado a isso, problemas de acesso à internet fizeram com que elas perdessem muitas aulas e acabaram desistindo da escola”. A especialista analisou que não há um plano de ação do Ministério da Educação “para busca ativa de quem não retornou às aulas”. “Temos uma realidade complicada e difícil de ser mapeada porque soubemos agora, nos últimos dias, que há falta de acesso aos dados do censo escolar”. Cleo defende a adoção de um plano de ação nacional e mais investimento em recursos orçamentários e de infraestrutura para as escolas, com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia. “A realidade das escolas públicas é de que são superlotadas e sem infraestrutura para receber alunos durante a pandemia e resolver questões aprofundadas”, disse. “O peso da responsabilidade recai de diferentes formas entre meninas e meninos, sobram funções de cuidado às meninas, como de irmãos menores, cuidar da casa, são elas as mais vulneráveis à gravidez na adolescência, recai com mais força sobre meninas e negras, nossas desigualdades se aprofundaram”, completou.
Garcia, A.; Campos, B. CNN Brasil – São Paulo. Disponível em: cnnbrasil.com.br/ nacional. Acesso em: 24 fev. 2022.
Durante a leitura do texto, o leitor é levado a compreender que:
I – a exclusão escolar atinge mais as meninas, pelas responsabilidades assumidas no período da pandemia.
II – muitas meninas abandonaram a escola, sobretudo pela falta de acesso à internet.
III – a desigualdade se acentuou durante o período da pandemia; muitas meninas desistiram da escola porque a responsabilidade com atividades domésticas e problemas de acesso à internet determinaram a perda de muitas aulas. Esta exclusão escolar é inerente à falta de recursos nas escolas públicas.
IV – falta um plano do Ministério da Educação para minimizar os efeitos da pandemia e resolver os problemas das escolas públicas, desde o levantamento dos(as) estudantes que não retornaram às aulas, até investimentos em infraestrutura para as escolas.
São assertivas as alternativas:
O VESTIDO BRANCO
Clarice Lispector.
Acordei de madrugada desejando ter um vestido branco. E seria de gaze. Era um desejo intenso e lúcido. Acho que era a minha inocência que nunca parou. Alguns, bem sei, já até me disseram, me acham perigosa. Mas também sou inocente. A vontade de me vestir de branco foi o que sempre me salvou. Sei, e talvez só eu e alguns saibam, que se tenho perigo tenho também uma pureza. E ela só é perigosa para quem tem perigo dentro de si. A pureza de quem falo é límpida: até as coisas ruins a gente aceita. E tem um gosto de vestido branco de gaze. Talvez eu nunca venha a tê-lo, mas é como se tivesse, de tal modo se aprende a viver com o que tanto falta. Também quero um vestido preto porque me deixa mais clara e faz a minha pureza sobressair. É mesmo pureza? O que é primitivo é pureza. O que é espontâneo é pureza. O que é ruim é pureza? Não sei, sei que às vezes a raiz do que é ruim é uma pureza que não pôde ser. Acordei de madrugada com tanta intensidade por um vestido branco de gaze, que abri meu guarda-roupa. Tinha um branco, de pano grosso e decote arredondado. Grossura é pureza? Uma coisa sei: amor, por mais violento, é. E eis que de repente agora mesmo vi que não sou pura.
Texto extraído do site: https://notaterapia.com.br/2019/02/28/vender-alma-no- -cotidiano-13-cronicas-curtas-de-clarice-lispector. Acesso em: 18 fev 2022.
A Crônica de Clarice Lispector, por meio de uma linguagem simples, apresenta a complexidade da condição humana, no que se refere aos conflitos em torno dos questionamentos da vida. Considerando a exposição de seus questionamentos, no trecho “O que é ruim é pureza? Não sei, sei que às vezes a raiz do que é ruim é uma pureza que não pôde ser.” Qual é efeito de sentido criado no trecho em destaque?
I – “Naquele mesmo dia (era ao almoço), ele achou o café delicioso... (Machado de Assis, Esaú e Jacó, XXXII)
II – “É um homem de sessenta anos feitos (ela tem cinquenta)...” (Id. Memorial, 1888, 25 de jan.)
III – “Parei na calçada a ouvi-lo (tudo são pretextos a um coração agoniado), ele viu-me e continuou a tocar.” (Id., Dom Casmurro, CXXVII)
IV – “É certo que Capitu gostava de ser vista, e o meio mais próprio a tal fim (disse-me uma senhora um dia [i.e., conforme me disse...]) é ver também, e não há ver sem mostrar que se vê.” (Id. ibid., CXIII)
V – “Como estivesse frio e trêmulo (ainda o estou agora [i.e., tal como ainda estou agora]), ele, que o percebeu, falou-me com muito carinho...” (Id., Papéis avulsos, “Uma visita de Alcibíades”)
Fonte: GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em Prosa Moderna. 26ª Edição. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. p. 143-144.
Qual das alternativas a seguir revela corretamente o valor circunstancial identificado em trechos destacados em itálico nas frases acima?
Senado aprova projeto para a busca de alunos prejudicados pela pandemia Hérica Christian | 22/02/2022, 21h16
O Plenário aprovou a criação da Política Educacional Emergencial (PL 3.385/2021), que tem o objetivo de buscar os alunos que desistiram de estudar, oferecer reforço escolar e acolhimento à comunidade escolar com a oferta de cursos para professores e agentes que vão atuar nesse programa. O autor, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), destacou que a pandemia aumentou a evasão escolar e impediu que muitos estudantes tivessem acesso às aulas remotas. O relator, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), declarou que as medidas previstas no projeto poderão reverter esse cenário. A proposta segue para a sanção presidencial.
Fonte: Agência Senado.
Sobre o texto acima, podemos afirmar que: