Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4015237 Português
Considere o excerto abaixo.

"A despeito da existência, hoje, de outras mídias que permitem o acesso fácil às informações necessárias para o viver no cotidiano, a escrita ainda se coloca como um meio mais eficaz e fundamental de acesso à informação, já que oferece a possibilidade de escolha e de liberdade face aos caminhos apresentados. Ao ler, o indivíduo constrói os seus próprios significados, elabora suas próprias questões e rejeita, confirma e/ou reelabora as suas próprias respostas. É ele quem inscreve ou reinscreve o significado do escrito a partir de sua própria história".

Fonte (adaptada):FERREIRA, Sandra Patrícia Ataída; DIAS, Maria da Graça Bompastor BorgesA escola e o ensino da leitura. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 7, n. 1, p. 39-49, jan./jun. 2002, p. 40.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4014116 Português

Atente às informações a seguir, acerca das diferentes concepções teóricas de ensino de língua/linguagem, e responda o que se pede.



Texto I


“Para Travaglia (1998) nessa outra visão da linguagem, o que o sujeito faz ao usar a língua não é tão somente traduzir e exteriorizar um pensamento, ou transmitir informações a outrem, mas sim realizar ações, agir sobre o interlocutor (ouvinte/leitor)”. (GOMES, Rosivaldo. As Concepções de Linguagem e o Ensino de Língua Materna: um percurso. In: Letras Escreve. Macapá (AP): v. 3, n. 1, 1º semestre, 2013. (P. 45). Disponível em: > http://periodicos.unifap.br/index.php/letras<. Data da consulta: 03/03/2022).



Texto II


“Já para Marcuschi (2008, p. 60) essa noção de linguagem desvincula a língua de suas características mais importantes: “de seu aspecto cognitivo e social”, ou seja, para essa concepção o falante tem em sua mente uma mensagem a transmitir a um ouvinte, isto é, informações que quer repassar a outro”. (GOMES, Rosivaldo. As Concepções de Linguagem e o Ensino de Língua Materna: um percurso. In: Letras Escreve. Macapá (AP): v. 3, n. 1, 1º semestre, 2013. (P. 44). Disponível em: > http://periodicos.unifap.br/index.php/letras<. Data da consulta: 03/03/2022).



Texto III


“Em linhas semelhantes à Travaglia, Soares (1998) mostra que essa concepção caracterizou o ensino de língua em nossas escolas durante um longo período como um sistema fechado, deixando transparecer que a linguagem – escrita - deveria ser encarada como algo intocável ou até mesmo imutável”. GOMES, Rosivaldo. As Concepções de Linguagem e o Ensino de Língua Materna: um percurso. In: Letras Escreve. Macapá (AP): v. 3, n. 1, 1º semestre, 2013. (P. 43). Disponível em: > http://periodicos.unifap.br/index.php/letras<. Data da consulta: 03/03/2022.



As três concepções teóricas de ensino de língua/linguagem, acima citadas, na ordem como se encontram, denominam-se: Linguagem como 

Alternativas
Q4014115 Português

Atente ao fragmento abaixo e responda o que se pede.


“Para atender às necessidades de formação geral, indispensáveis ao exercício da ______ e à inserção no mundo do ______, e responder à ______ de expectativas dos jovens quanto à sua formação, a ______ que acolhe as juventudes tem de estar comprometida com a educação _______ dos estudantes e com a construção de seu _______ de vida”. (BRASIL, BNCC, 2018, p. 464)



A alternativa que preenche as lacunas CORRETAMENTE, na sequência como estas se apresentam, é: 

Alternativas
Q4014114 Português

Atente às habilidades abaixo, previstas na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), e responda o que se pede.


(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados. (BRASIL, BNCC, 2018, p. 185)


(EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas (“que, cujo, onde”, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferentes etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação do conhecimento. (BRASIL, BNCC, 2018, p. 185)



À luz do nível de complexidade exigido para o Campo das Práticas de Estudo e Pesquisa, mais precisamente nas atividades de Análise linguística/semiótica, ABNCC recomenda as habilidades acima para APENAS:

Alternativas
Q4014109 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


    Da necessidade humana de evoluir científica e tecnologicamente nascem os computadores e as redes de internet, que se popularizam entre os séculos XX e XXI. Para alguns pesquisadores da literatura digital, os textos de circulação no meio impresso que, ao serem digitalizados, passam a fazer parte do ambiente virtual e ganham materialidade não mais apenas no papel, mas, principalmente, nas telas, não devem ser interpretados necessariamente como ciberliteratura. Hayles, (2009), observa, porém, que não há mais como pensar em produção literária separadamente da instância digital, uma vez que os processos de impressão da atualidade passam antes pelo meio digital de produção e armazenamento:
    A textualidade impressa e a eletrônica se interpenetram profundamente. Embora textos impressos e a literatura eletrônica – isto é, a literatura que é “digital de nascença”, criada e concebida para ser executada em mídia digital – tenham funcionalidades significativamente diferentes, elas são mais bem consideradas dois componentes de uma complexa e dinâmica ecologia de mídia. (HAYLES, 2009, p. 163-164).
    Desse modo, considerando a afirmativa acima, é possível pensar que, apesar de serem literatura digital e literatura digitalizada constituições diferentes, não se pode mais separá-las. Santaella (2012a) também delimita o que avalia como a diferença entre literatura eletrônica que “nasce da transposição do impresso para o digital” e a literatura genuinamente digital, “aquela que nasce no digital”. Para a autora, a causa da não definição de tal diferença seria devido ao abandono à história e à historicidade das preocupações relativas à evolução dos diferentes tipos de linguagem, inclusive a da literatura digital. Para a autora, ao longo da história da evolução do espaço virtual e seu povoamento literário, foram atribuídas diferentes nomenclaturas à literatura digital, contudo, o importante é ater-se ao fato de que literatura digital é aquela que nasce no meio digital, reitera. Ainda que por um viés mais relativo à estética que caracteriza o texto literário, Sales (2008) corrobora com Hayles e Santaella, há pouco citadas, no que tange à ideia da gênese literária em meio digital, todavia restringe ainda mais a ideia de literatura nesse mesmo círculo ao afirmar que ela seria aquela que nasce em meio digital e pode ser lida apenas na tela do computador. Assim, como em outros momentos da história, modificar e ressignificar a dinâmica da leitura requer capacidade de aceitação do novo e uma evolução que diz respeito não apenas a uma mudança de forma, mas a passagem de um estado de conhecimento a outro.
    De maneira geral, parte da sociedade, seja por falta de acesso, seja por resistência ou necessidade de adaptação, ainda não aderiu ao livro digital, por exemplo, agarrando-se às tradições da literatura que antecederam a escrita eletrônica. É possível compreender a resistência dos leitores do campo literário ao texto virtual, mesmo entre os mais ávidos e fiéis a leitura, porque ler virtualmente significa ter que ativar pontos cognitivos até então adormecidos. Santaella (2004) formula reflexões sobre os leitores das multiplicidades de textos urbanos, das propagandas, outdoors, painéis eletrônicos, manchetes, cores, televisores, etc. Segundo ela, dessas múltiplas possibilidades, o leitor viu ainda saltar o texto escrito em papel para a telas eletrônicas, mas, dessas telas, o texto passou a transitar pelas vias eletrônicas, exigindo do leitor que ele se constituísse “em um novo tipo de leitor que navega nas arquiteturas líquidas e alineares da hipermídia no ciberespaço” (SANTAELLA, 2004, p. 18). São muitas as mudanças e, consequentemente, as adaptações cognitivas necessárias para compreender o texto literário digital. O leitor do texto digital, atualmente, orienta-se entre os nós e nexos do texto em qualquer lugar em que esteja, graças a mobilidade dos equipamentos eletrônicos, como os dispositivos móveis, porém, esse mesmo leitor que se conecta ao texto virtual em qualquer lugar em que esteja não perde o controle da sua presença e do seu entorno no espaço físico. O texto digital representa novas formas que agregam som, imagens moventes, intuição, interação, compreensão de diferentes vozes em um mesmo texto que pode ser ou não traçado de forma colaborativa ou autônoma por esse sujeito leitor, que agora divide a sua atenção entre todos esses elementos do texto virtual com o seu entorno. Certamente, a geração que desperta com mais essa habilidade em relação à leitura, o que Santaella (2014) apresentou como mais um desafio para a educação, a leitura ubíqua. (MATSUDA, A.A; GOMES, R.G. Ciberpoemas e Leitura em Caparelli.com.br. Revista Asas da Palavra, v. 17, n. 1, Jan./Jun. 2020).
No enunciado “Certamente, a geração que desperta com mais essa habilidade em relação à leitura, o que Santaella (2014) apresentou como mais um desafio para a educação, a leitura ubíqua”, de acordo com o contexto, a palavra sublinhada significa leitura
Alternativas
Q4014108 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


    Da necessidade humana de evoluir científica e tecnologicamente nascem os computadores e as redes de internet, que se popularizam entre os séculos XX e XXI. Para alguns pesquisadores da literatura digital, os textos de circulação no meio impresso que, ao serem digitalizados, passam a fazer parte do ambiente virtual e ganham materialidade não mais apenas no papel, mas, principalmente, nas telas, não devem ser interpretados necessariamente como ciberliteratura. Hayles, (2009), observa, porém, que não há mais como pensar em produção literária separadamente da instância digital, uma vez que os processos de impressão da atualidade passam antes pelo meio digital de produção e armazenamento:
    A textualidade impressa e a eletrônica se interpenetram profundamente. Embora textos impressos e a literatura eletrônica – isto é, a literatura que é “digital de nascença”, criada e concebida para ser executada em mídia digital – tenham funcionalidades significativamente diferentes, elas são mais bem consideradas dois componentes de uma complexa e dinâmica ecologia de mídia. (HAYLES, 2009, p. 163-164).
    Desse modo, considerando a afirmativa acima, é possível pensar que, apesar de serem literatura digital e literatura digitalizada constituições diferentes, não se pode mais separá-las. Santaella (2012a) também delimita o que avalia como a diferença entre literatura eletrônica que “nasce da transposição do impresso para o digital” e a literatura genuinamente digital, “aquela que nasce no digital”. Para a autora, a causa da não definição de tal diferença seria devido ao abandono à história e à historicidade das preocupações relativas à evolução dos diferentes tipos de linguagem, inclusive a da literatura digital. Para a autora, ao longo da história da evolução do espaço virtual e seu povoamento literário, foram atribuídas diferentes nomenclaturas à literatura digital, contudo, o importante é ater-se ao fato de que literatura digital é aquela que nasce no meio digital, reitera. Ainda que por um viés mais relativo à estética que caracteriza o texto literário, Sales (2008) corrobora com Hayles e Santaella, há pouco citadas, no que tange à ideia da gênese literária em meio digital, todavia restringe ainda mais a ideia de literatura nesse mesmo círculo ao afirmar que ela seria aquela que nasce em meio digital e pode ser lida apenas na tela do computador. Assim, como em outros momentos da história, modificar e ressignificar a dinâmica da leitura requer capacidade de aceitação do novo e uma evolução que diz respeito não apenas a uma mudança de forma, mas a passagem de um estado de conhecimento a outro.
    De maneira geral, parte da sociedade, seja por falta de acesso, seja por resistência ou necessidade de adaptação, ainda não aderiu ao livro digital, por exemplo, agarrando-se às tradições da literatura que antecederam a escrita eletrônica. É possível compreender a resistência dos leitores do campo literário ao texto virtual, mesmo entre os mais ávidos e fiéis a leitura, porque ler virtualmente significa ter que ativar pontos cognitivos até então adormecidos. Santaella (2004) formula reflexões sobre os leitores das multiplicidades de textos urbanos, das propagandas, outdoors, painéis eletrônicos, manchetes, cores, televisores, etc. Segundo ela, dessas múltiplas possibilidades, o leitor viu ainda saltar o texto escrito em papel para a telas eletrônicas, mas, dessas telas, o texto passou a transitar pelas vias eletrônicas, exigindo do leitor que ele se constituísse “em um novo tipo de leitor que navega nas arquiteturas líquidas e alineares da hipermídia no ciberespaço” (SANTAELLA, 2004, p. 18). São muitas as mudanças e, consequentemente, as adaptações cognitivas necessárias para compreender o texto literário digital. O leitor do texto digital, atualmente, orienta-se entre os nós e nexos do texto em qualquer lugar em que esteja, graças a mobilidade dos equipamentos eletrônicos, como os dispositivos móveis, porém, esse mesmo leitor que se conecta ao texto virtual em qualquer lugar em que esteja não perde o controle da sua presença e do seu entorno no espaço físico. O texto digital representa novas formas que agregam som, imagens moventes, intuição, interação, compreensão de diferentes vozes em um mesmo texto que pode ser ou não traçado de forma colaborativa ou autônoma por esse sujeito leitor, que agora divide a sua atenção entre todos esses elementos do texto virtual com o seu entorno. Certamente, a geração que desperta com mais essa habilidade em relação à leitura, o que Santaella (2014) apresentou como mais um desafio para a educação, a leitura ubíqua. (MATSUDA, A.A; GOMES, R.G. Ciberpoemas e Leitura em Caparelli.com.br. Revista Asas da Palavra, v. 17, n. 1, Jan./Jun. 2020).

Leia as informações a seguir acerca do texto acima e responda o que se pede.



I- O texto aponta para a ideia central de que a literatura digital, aquela que nasce no meio digital, comandada pela chamada hipermídia do ciberespaço e popularizada a partir do séc. XX, representa novas formas agregadoras de som, imagens moventes, intuição e interação, mas que, por inúmeras razões, ainda não se massificou por parte da sociedade.


II- A expressão “porque ler virtualmente significa ter que ativar pontos cognitivos até então adormecidos” (4º parágrafo) de acordo com o contexto no qual está sendo empregada, pode significar que a literatura digital provoca o leitor a buscar novas formas de conhecimento até então completamente desconhecidos e inexistentes.


III- Um dos desafios que o texto digital apresenta ao leitor, de acordo com o texto acima, refere-se apenas às limitações financeiras à compra de um notebook ou smartfone.


IV- A parte sublinhada na expressão navegar “nas arquiteturas líquidas e alineares da hipermídia no ciberespaço” (SANTAELLA, 2004, p. 18, 4º parágrafo) pode remeter à ideia de uma constituição e disposição do texto em espaço-tempo digital movente, que permite uma leitura multidirecional e marcada por muitos 'nós'.



Está CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4014107 Português

Dentre os seis princípios e/ou mecanismos de estruturação interna, necessários à construção dos textos, propostos por Azeredo (2007, p. 59-65), destacamos a sinalização e a modalização, cujos conceitos, respectivamente, são:

Alternativas
Q4014106 Português

Segundo Rojo, “os multiletramentos levam em conta a multimodalidade (linguística, visual, gestual, espacial e de áudio) e a multiplicidade de significações e contextos/culturas”. (ROJO, 2012, p. 38). Consiste no exemplo de um design diferente de leitura de texto, nesta perspectiva da multimodalidade, e que extrapola a linearidade tradicional do texto, é o(a)

Alternativas
Q4014105 Português

Atente aos enunciados a seguir e responda o que se pede:



I- “São formas relativamente estáveis pelas quais a comunicação verbal se materializa nos diferentes contextos sociocomunicativos”. (AZEREDO, 2007, p. 109). Para Marcuschi corresponde a “uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” (MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: > https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/133018/mod_resource/content/3/Art_Marcuschi_G%C3%AAneros_textuais_defini%C3%A7%C3%B5es_funciona lidade.pdf<. Data da consulta: 02/03/2022)


II- “Designam uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). (MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: > https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/133018/mod_resource/content/3/Art_Marcuschi_G%C3%AAneros_textuais_defini%C3%A7%C3%B5es_funciona lidade.pdf<. Data da consulta: 02/03/2022)


III- “Eles são interativos; mais que isso, colaborativos; fraturam e transgridem as relações de poder estabelecidas, em especial as relações de propriedade (das máquinas, das ferramentas, das ideias, dos textos – verbais ou não; são híbridos, fronteiriços, mestiços (de linguagens, modos, mídias e culturas); existem “nas nuvens”. (ROJO, 2012, p. 23)


IV- “É o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita”. (SOARES, 2009, p. 18).



Os conceitos acima, na sequência, referem-se a(os) de:

Alternativas
Q4014091 Português

Após a leitura do texto abaixo, responda à questão 



Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil 



    O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.

     Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.

     Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.

     Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?

     São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.

     A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!

     Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes. Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.

     O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.

     É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.

     O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...] (DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil) 

Analise as proposições abaixo que dizem respeito aos pontos temáticos abordados no texto:



I- A imprecisão quanto à dimensão do descarte de material nocivo ao ambiente dificulta o enfrentamento e, consequente, o encaminhamento de soluções por parte do setor responsável pela gestão da água.


II- O tratamento de água e efluentes é mais caro em comparação aos resíduos sólidos, motivo de ser mais recorrente o descarte irregular.


III- As indústrias automotiva e têxtil utilizam muita água em suas atividades, mas, apesar dos cuidados para atender às normas de regularização, ainda se detectam infrações por parte das indústrias periféricas do setor e de empresas têxteis de menor porte.


IV- As irregularidades observadas no tratamento dos efluentes ocorrem principalmente nas regiões onde não há acesso a saneamento e, como não há clareza sobre quais são essas regiões, o problema com a gestão da água no Brasil persiste.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4014087 Português

Leia o texto abaixo de modo a responder à questão. 



A JANELA DOS OUTROS 


Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)



Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010 


Analise as proposições a seguir, que abordam aspectos temáticos e estruturais do texto e, em seguida, responda ao que se pede.



I- Tendo como base uma situação de conflito de opiniões entre pai e filha, o texto tem a pretensão de trazer um ensinamento, ou a moral da história – ninguém está totalmente certo ou totalmente errado. Em virtude dessa característica, classifica-se, quanto ao gênero, como uma fábula.


II- Em tempos de tanta informação – verdadeiras e falsas – e de embates de opiniões, o texto destaca a coexistência de diferentes perspectivas de análise dos fatos, fruto das diferentes visões de mundo – como ilustram a experiência vivida por pai e filha nas situações diversas do cotidiano apresentadas.


III- O texto caracteriza-se, quanto à estruturação, como predominantemente narrativo, com sequências expositivas e um tom argumentativo, pois a autora inicia a narrativa em 1ª pessoa, logo muda para a 3ª pessoa, ao se reportar ao livro que traz a história vivida por pai e filha e, em seguida, passa a expor fatos do cotidiano de modo a assegurar seu posicionamento a favor da relatividade de opiniões.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4014079 Português

Leia o texto abaixo e em seguida responda à questão:



PISTA DE ESQUI SOBRE O LIXO 



Dar um destino limpo ao lixo produzido nas cidades é um dos maiores desafios da agenda verde. Copenhague resolveu o problema com louvor: não só construiu uma usina com capacidade para transformar 440 000 toneladas de resíduos por ano em energia para mais de 150 000 residências, como o fez de forma tão limpa que foi possível transformar o empreendimento em um parque de esportes radicais. Batizada de CopenHill, a rampa verdejante, com uma parede de escada de um lado, e do outro uma pista de ski na grama. O “lixão limpo” faz tanto sucesso que foi necessário replantar a grama da pista a um custo extra de 1milhão de dólares. (Veja, 27/10/21)


 

Indique, dentre as alternativas abaixo elencadas, aquela em que a paráfrase sugerida contradiz a ideia expressa no período abaixo transcrito e que finaliza o texto.



“O “lixão limpo” faz tanto sucesso que foi necessário replantar a grama da pista a um custo extra de 1 milhão de dólares”. 

Alternativas
Q4013839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aquecimento global: Pela primeira vez, Groenlândia vê extenso derretimento em setembro 


Na Groenlândia, parece mais julho do que setembro. Depois de um verão bastante frio e úmido, uma onda de calor incomum no fim de semana causou um extenso derretimento na camada de gelo - o tipo de derretimento visto normalmente no meio do verão. Os pesquisadores dizem que é o maior evento de derretimento a ocorrer em setembro, de acordo com dados que abrangem quase quatro décadas.

"Este evento demonstra como o aquecimento global aumenta não apenas a intensidade, mas também a duração da temporada de derretimento", disse Maurice van Tiggelen, cientista polar da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos.

O primeiro dia de setembro marca o fim da temporada de derretimento na Groenlândia, uma vez que o sol fica mais baixo no céu e as temperaturas caem. No entanto, no fim de semana, as temperaturas começaram a subir quando uma onda de ar quente abriu caminho para o norte através da Baía de Baffin e da costa oeste da ilha. Como resultado, dezenas de bilhões de toneladas de gelo se perderam - um evento que aumenta as contribuições significativas da Groenlândia para o aumento do nível do mar.

À medida que o clima muda, os pesquisadores projetam que períodos mais longos e mais fortes de calor afetem a camada de gelo, aumentando o derretimento geral.

Várias estações meteorológicas registraram sua maior temperatura atmosférica de todo o ano. Regiões a oeste ficaram até 20 graus Celsius acima do normal para esta época do ano.

"É realmente incrível ver uma onda de calor como esta cobrir a Groenlândia em setembro", disse Ted Scambos, pesquisador sênior da Universidade do Colorado.


Aquecimento global: Pela primeira vez, Groenlândia vê extenso derretimento em setembro (estadao.com.br). Adaptado. 
Não é a primeira e nem a última vez que se ouvirá falar em aquecimento global, uma das grandes preocupações de cientistas pelo mundo afora.

Segundo o texto:
Alternativas
Q4013623 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A praia brasileira que tem níveis de radiação altíssimos

Você já ouviu falar em Guarapari, no Espírito Santo? A cidade é o principal balneário do Estado e é destino turístico de capixabas, cariocas e, principalmente, de mineiros. E é nessa cidade alvo do turismo que existe uma praia radioativa.

A Praia da Areia Preta é uma das principais praias de Guarapari e sua areia não é preta, mas é radioativa. As areias da praia são chamadas monazíticas e contêm quantidades significativas de metais como o cério, além do tório e do urânio.

Nos anos 1950, O Brasil autorizou os EUA a explorar o tório de Guarapari. Com esse material radioativo, os estadunidenses fizeram bombas nucleares.

Hoje, passar algumas horas na Praia da Areia Preta ou em Meaípe, outro balneário com areias monazíticas, não vai lhe fazer mal. 

E, apesar de radioativas, as areias monazíticas podem causar benefícios para a saúde de acordo com pesquisas da Universidade Federal do Espírito Santo.

"Esta realidade reforça ainda mais a hipótese de que o nível de radiação encontrado nas areias das duas praias, que possuem a mesma quantidade de areias monazíticas, é benéfico à população, em comparação a outras praias do Estado. Essas areias são essenciais no tratamento de várias doenças, além da prevenção do câncer de mama. O objetivo principal da nossa pesquisa foi o de conhecer melhor e comprovar a eficiência terapêutica da radioatividade das areias na saúde das pessoas", ressalta Orlando.

Disponível em: (A praia brasileira que tem níveis de radiação altíssimos; entenda (msn.com). Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA quanto à interpretação de texto.
Alternativas
Q4009998 Português
"Os resultados do Censo Demográfico 2022 começaram a ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 28 de junho.
O levantamento apontou que a população brasileira é de 203.062.512 habitantes. O crescimento populacional registrado foi de 6,5% em 12 anos, ou 12.306.713 pessoas a mais do que em 2010, quando foi feito o último censo.
A taxa de crescimento por ano foi de 0,52%. O índice é o menor registrado desde o início da pesquisa censitária no Brasil em 1872".

Disponível em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/ atualidades/atualidades-vestibular-e-enem-junho-de-20 23.htm

Qual das alternativas dadas traz uma informação que também foi constatada neste censo?
Alternativas
Q4009346 Português
No texto “Tirando a vovó e o vovô do armário”, a autora Maria Conceição Lopes Fontoura (2018) faz uma crítica às pessoas não negras, que se autodeclaram pardas, para acessar as vagas reservadas às pessoas negras nos processos seletivos de ingresso nas universidades públicas brasileiras, recorrendo à justificativa da miscigenação e ancestralidade. A autora defende que a política afirmativa de cotas raciais é utilizada para oportunizar o aumento da quantidade de estudantes pretos e pardos no Ensino Superior.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4008912 Português
Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saiam mulheres que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos, cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.
(Aluísio Azevedo. O cortiço.)

O segmento acima, extraído do clássico O cortiço, apresenta, em relação à tipologia textual,
Alternativas
Q4008904 Português
A atividade _____ permite operar sobre representações, comparar e avaliar diferenças e semelhanças, fazer analogias, extrair ou incluir propriedades, levantar hipóteses, ordenar, contrastar, reformular e reorganizar os dados. Essas operações são operações formais e cognitivas de base. Esse processo permite aos indivíduos, mas também às línguas, a sua trajetória evolutiva.

Assinale a opção que complete corretamente a lacuna do segmento acima.
Alternativas
Q4008903 Português
Nas concepções dialógicas, com base nas teorias de Bakhtin, analise as afirmativas a seguir:

I. A constituição do self na perspectiva bakhtiniana se refere à tomada de consciência. Em outras palavras, os sujeitos podem se diferenciar quando a consciência desperta. Mas esta só pode despertar envolvida pela consciência do outro, na relação com o outro.
II. Mesmo sendo a consciência individual, ela só pode ser explicada enquanto um fenômeno socioideológico. Mais que isso, essa noção, a partir desse aspecto social, nos remete novamente ao papel fundante do outro na constituição do self.
III. Viver significa experimentar a dialogicidade. É na relação com o outro que o indivíduo consegue ver a si mesmo. Ele só toma consciência de si mesmo e se torna si mesmo ao se revelar para o outro, i.e., através do outro. Assim, a autoconsciência é determinada por sua relação com outras consciências.

Assinale
Alternativas
Q4008698 Português
"[...] discutir questões culturais em sala de aula não significa meramente transmitir informações culturais estanques. Significa, sim, adotar a perspectiva do intercultural como processo de diálogo entre pessoas pertencentes a culturas diferentes; diálogo este que promove a integração e o respeito à diversidade e permite ao educando encontrar-se com a cultura do outro sem deixar de lado a sua, ao incentivar o respeito a outras culturas, a superação de preconceitos culturais e da(o) X".

Fonte (adaptada): IANUSKIEWTZ, A, D. Aspectos (inter)culturais no ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira. Revista Iluminart. Ano(IV), nº 85. 2012, p. 109.

Marque a alternativa que substitui corretamente o X no texto acima.
Alternativas
Respostas
35921: C
35922: A
35923: A
35924: D
35925: D
35926: E
35927: A
35928: C
35929: B
35930: D
35931: D
35932: A
35933: B
35934: A
35935: B
35936: D
35937: D
35938: A
35939: E
35940: E