Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir sobre marcadores discursivos – conectores lógicos.
Words of transition, words of connection, logical connectors, transition devices, cohesive devices, linking words/devices, discourse markers ou connective adjuncts, são algumas das muitas ________________ usadas para identificar este aspecto de grande relevância, não só do inglês, como de todas as línguas. São conjunções, advérbios, preposições, locuções etc., que servem para estabelecer uma ________________ lógica entre frases e elementos da ideia. Esses marcadores discursivos têm a função de ligar as ________________ umas às outras, de indicar ideias similares ou opostas, de estabelecer relações de causa e efeito, entre outras.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
“Paralelamente à propagação do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou a atenção para outro tipo de surto que também apresenta risco potencial à saúde pública e foi batizado por ela de infodemia. Trata-se da difusão massiva de desinformação, mentiras e rumores sobre a pandemia, comprometendo o acesso a dados com respaldo de cientistas e autoridades sanitárias. Além das notícias falsas, hoje conhecidas como fake news, o crescimento vertiginoso no volume de informações nem sempre precisas, divulgadas diariamente pelos meios de comunicação, também pode desnortear as pessoas. ‘Informações imprecisas sobre a Covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus, estão se espalhando mais rapidamente do que o próprio vírus’, disse Aleksandra Kuzmanovic, gerente de mídias sociais da OMS, em entrevista à rede de televisão CNN, no início de março. De acordo com Kuzmanovic, a organização está trabalhando todos os dias com empresas como Facebook, Twitter, Pinterest e Google, para garantir que os usuários sejam direcionados a fontes de comunicação confiáveis. O objetivo é fazer com que as pessoas tenham acesso a informações oficiais da OMS, dos centros de controle de doenças ou dos ministérios da Saúde dos países quando pesquisarem por ‘coronavírus’ nas plataformas digitais. No site da OMS, foram disponibilizados infográficos que desmentem os principais boatos que circulam na internet, como uma recomendação de que banhos quentes matam o coronavírus ou que a doença pode ser transmitida por mosquitos.”
Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/04/07/epidemia-de-fake-news/.
De acordo com o texto sobre a infodemia em tempos de coronavírus está correto o que se afirma em
NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.”
Leia a passagem transcrita do texto, considere o gênero textual, os aspectos da textualidade e preencha corretamente as lacunas.
A intertextualidade é o diálogo entre textos. No trecho mencionado ela ocorre, inicialmente, por meio da __________ a obras de filósofos da Antiguidade e ao livro sagrado do cristianismo. Em um segundo momento, por meio de um gênero textual popular, reconhecido na expressão “Deus não escrevia certo por linhas tortas”. Todavia, nele se percebe o efeito de sentido __________ pela __________ do provérbio.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
No espaço escolar, no componente curricular de língua portuguesa, o texto-enunciado torna-se objeto de ensino por meio de diferentes gêneros do discurso, uma vez que, de acordo com Bakhtin (2003), o nosso discurso (enunciado) é materializado por meio de gêneros do discurso, "tipos relativa- mente estáveis" de enunciados, compostos, inextricavelmente, por:
( ) A inscrição no Cadastro Único é um requisito para participar da seleção no Auxílio Brasil e nos outros programas sociais, mas não garante que a família será selecionada.
( ) A informações do Cadastro Único são utilizadas pelo Governo Federal, pelos Estados e pelos Municípios, para implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias.
( ) É possível consultar as famílias “Sem Registro Civil” e “Em Cadastramento” ,famílias que apresentam “Pendências, ou Ocorrências”, famílias que possuem indicação de RL e famílias que estão “Em Cadastramento” originárias de APP, todas essas vinculadas ao município do operador.
I- O Programa SER Família abrange todos os municípios do Estado de Mato Grosso com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais.
II- O SER se sustenta em três grandes pilares: Superação, Esperança e Respeito.
III- A palavra SER carrega a importância do SERVIR, no sentido da doação ao próximo.
A crônica parte de uma descoberta curiosa acerca do pavão, animal conhecido pela sua beleza.
I.Na verdade, as cores dos pavões não dependeriam das suas penas, mas do modo como a luz é refletida por elas.
II.Isso leva o autor a fazer considerações sobre a criação artística e a importância da simplicidade. Logo depois, utiliza a metáfora para se dirigir à mulher que ama e se compara ao próprio animal.
III.Declarando que o seu brilho depende da forma como é olhado por ela, sublinha a delícia de ser amado, a felicidade e a confiança que isso traz às nossas vidas.
Está CORRETO o que se afirma em:
Fonte: Vigilância Sanitária - Guia Didático.
De acordo com o contexto, marque a alternativa que substitui corretamente o (X) do texto.
Fonte: Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP. Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. Curso Técnico em Secretaria Escolar. Governo do Estado do Ceará (modificado).
Sobre qual tema do presente certame, o texto acima discorre? Marque a alternativa CORRETA.
I.Com um olhar atento e crítico, o texto começa por apontar e comentar as pressões estéticas a que as mulheres estão sujeitas e as diversas cobranças que existem em torno da sua aparência.
II.Apresentando sua definição da verdadeira beleza, a autora se distancia das imposições sociais e dos padrões redutores. Segundo ela, as mulheres são ainda mais bonitas quando estão confortáveis, quando nem estão preocupando com isso.
III.Observando e enaltecendo os gestos cotidianos e os atos mais comuns, a autora traça um elogio ao poder feminino que existe em todas as mulheres e vai muito além da imagem de cada uma.
Está CORRETO o que se afirma em:
* Sentença de um processo de usucapião ajuizada pelo Governo de Minas na Comarca de Palma, na Zona da Mata mineira. O juiz Antonio Augusto Pavel Toledo foi o responsável pela sentença correspondente a um processo referente ao sobrado histórico localizado na Praça Getúlio Vargas, onde, há mais de 80 anos, funciona o Fórum Wilson Alvim Amaral. O documento formalizou a situação legal do espaço.
“Pede o Estado de Minas Gerais Que se declare, por usucapião, Observados os termos legais, Em originária aquisição, A propriedade de um sobrado Onde se encontra instalado Todo o serviço judicial: O Fórum Wilson Alvim Amaral. E para tanto o Estado argumenta, Que desde a década de quarenta, No século próximo passado, Tem a posse do bem mencionado. Alega que o possui mansamente, De forma pacífica, inconteste, Ausente lapso de interrupção.”
(Antônio Augusto Pavel Toledo – Juiz de Direito. Estado de Minas, 27/01/2022. Fragmento.)
Tendo em vista as informações anteriores, está correto o que se afirma em:
Não há ideias novas. Nada se cria, tudo se copia – já dizia Chacrinha, o gênio da televisão. Segundo Lavoisier, nada se perde, tudo se transforma. Na arte, tudo se come. É a Antropofagia de Oswald de Andrade: deglute-se o velho para se fazer o novo. Camões deglutiu “Sôbolos rios que vão...”, de São João da Cruz, grandíssimo poeta seu contemporâneo, além de santo. “Sôbolos rios...” tem todo o sabor camoniano, apesar de nascer de outra mente e coração. Como “Alma minha gentil...” nasceu do estro de Lope de Vega, para a obscuridade das excelentes obras perdidas nos desvãos do tempo, não fosse Camões se apropriar dela, degluti-la, fazê-la sua. Um poema delicadíssimo sobre o amor perdido. Um poema conhecidíssimo de todos nós graças a Camões, que o tirou do limbo para a glória. Camões virou Vergílio do avesso, tomou o seu “arma virumque cano” e tornou-o “as armas e os barões assinalados”, tomou a história de Roma e cantou a história de Portugal. Foi só um ponto de partida, devorou a Eneida para parir “Os Lusíadas”. Hoje, damos esses nomes elegantes – intertextualidade, diálogo com outras obras, citações – a processos antigamente naturais, que depois foram chamados de puro plágio, roubo, crime intelectual. A arte, afinal, nasceu anônima. Era propriedade humana. Existia para ser fruída pelo homem. Não importava quem tinha feito. Por isso a dúvida se Homero teria existido, embora alguém certamente tenha escrito as histórias fabulosas que aquele cego cantava de cidade em cidade. Até de Shakespeare, muito mais próximo de nós, há gente que chegou a negar-lhe a existência. Claro que alguém escreveu aquelas peças essenciais que elevaram a literatura a seu nível mais alto, mas ainda se questiona: Quem foi Shakespeare? Teria um outro nome? Cervantes, seu contemporâneo, chega a brincar com essa história de autoria. No segundo volume do seu “Quixote”, inventa um árabe que teria escrito as aventuras do fidalgo nascido num lugar da Mancha e seu escudeiro Sancho Pança, dizendo ser ele mesmo, o autor, apenas um tradutor. Hoje, com a Internet, embaralha-se outra vez a questão da autoria. Não se sabe mais quem é quem, vivemos num mundo virtual em que tudo é de todo mundo. Os antigos praticavam a intertextualidade – com uma certa antropofagia oswaldiana – a seu bel prazer, sem citar os nomes das obras ou autores citados, como uma homenagem. Estaria firmado um acordo de cavalheiros do espírito: todos saberiam a propriedade da obra copiada com engenho e arte, para se tornar nova e com nova autoria. Depois, banalizou-se o processo e surgiu o problema do plágio, como crime. Mas hoje o autor se tornou ninguém, uma entidade virtual. Embaralham-se os autores, cita-se uma obra atribuindo-se sua propriedade intelectual a esse ou àquele aleatoriamente, tanto faz, ninguém é ninguém. Voltaremos ao estágio primitivo em que a arte não tinha dono, era criada para a fruição estética de todos, para o prazer, a elevação do homem? Não se criava por dinheiro, fama, nem por nenhum motivo torpe ou nobre que foi surgindo ao longo dos séculos. O criador era, como diria Borges, um amanuense do Espírito. Quem dera estivéssemos regredindo a esse mundo ideal...
(José Carlos Brandão. Professor, poeta e cronista. Disponível em: https://www.jcnet.com.br/opiniao/tribuna_do_leitor/2014/01/283764- plagio---intertextualidade.html.)
Sobre o emprego da intertextualidade, pode-se afirmar que o texto apresentado:
O dilúvio
E caiu a chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
(Gênesis 7, 12.)
Do sol ao raio esplêndido, Fecundo, abençoado, A terra exausta e úmida Surge, revive já; Que a morte inteira e rápida Dos filhos do pecado Pôs termo à imensa cólera Do imenso Jeová!
Que mar não foi! Que túmidas As águas não rolavam! Montanhas e planícies Tudo tornou-se um mar; E nesta cena lúgubre Os gritos que soavam Era um clamor uníssono Que a terra ia acabar
Em vão, ó pai atônito, Ao seio o filho estreitas; Filhos, esposos, míseros, Em vão tentais fugir! Que as águas do dilúvio Crescidas e refeitas, Vão da planície aos píncaros Subir, subir, subir!
Só, como a ideia única De um mundo que se acaba, Erma, boiava intrépida, A arca de Noé; Pura das velhas nódoas De tudo o que desaba, Leva no seio incólumes A virgindade e a fé.
(Machado de Assis. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/ 7017/o-diluvio.)
Dentre os recursos utilizados pelo autor, pode-se afirmar que em sua linguagem literária:
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/programa-nacionalbiblioteca-da-escola.)
O trecho anterior remete a uma divulgação que: