Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2022 Banca: IV - UFG Órgão: IF-GO Prova: IV - UFG - 2022 - IF-GO - Pedagogo |
Q4104083 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Gostaria de deixar claro que as qualidades de que vou falar e que me parecem indispensáveis às educadoras e aos educadores progressistas são predicados que vão se gerando na sua prática. Mais ainda, são gerados na prática em coerência com a opção política, de natureza crítica do educador. Por isso, as qualidades de que falarei não são algo com que nascemos ou que encarnamos por decreto ou recebemos de presente. [...] Começarei pela humildade que, de modo algum, significa falta de acato a nós mesmos, acomodação, covardia. Pelo contrário, a humildade exige coragem, confiança em nós mesmos, respeito a nós mesmos e aos outros. A humildade nos ajuda a reconhecer esta coisa óbvia: ninguém sabe tudo; ninguém ignora tudo. Todos sabemos algo; todos ignoramos algo. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito a quem consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência. [...] Mas é preciso juntar à humildade com que a professora atua e se relaciona com seus alunos, uma outra qualidade, a amorosidade, sem a qual seu trabalho perde o significado. E amorosidade não apenas aos alunos, mas ao próprio processo de ensinar. [...] não acredito que, sem uma espécie de “amor armado”, como diria o poeta Tiago de Melo, educadora e educador possam sobre-viver às negatividades de seu que-fazer. Às injustiças, ao descaso do poder público, expresso na sem-vergonhice dos salários, no arbítrio com que professoras e não tias que se rebelam e participam de manifestações de protesto através de seu sindicato, são punidas mas apesar disso continuam entregues ao trabalho com seus alunos. [...] É essa a forma de amar indispensável ao educador progressista e que precisa de ser aprendida e vivida por nós. [...].


Fonte: FREIRE, Paulo. Professora Sim, Tia Não. Cartas a quem ousa ensinar. Editora Olho D’água. São Paulo, 1997, p.37- 38. 
Na segunda parte do texto, referenciado, Freire fala das negatividades do que-fazer docente e destaca especialmente
Alternativas
Q4084576 Português
Existem elementos que garantem a coesão entre as sentenças e entre os parágrafos do texto.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir sobre marcadores discursivos – conectores lógicos.

Words of transition, words of connection, logical connectors, transition devices, cohesive devices, linking words/devices, discourse markers ou connective adjuncts, são algumas das muitas ________________ usadas para identificar este aspecto de grande relevância, não só do inglês, como de todas as línguas. São conjunções, advérbios, preposições, locuções etc., que servem para estabelecer uma ________________ lógica entre frases e elementos da ideia. Esses marcadores discursivos têm a função de ligar as ________________ umas às outras, de indicar ideias similares ou opostas, de estabelecer relações de causa e efeito, entre outras.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4084521 Português
Os profissionais da educação vivenciam uma nova realidade dentro da formação que está atrelada à importância da área de atuação. Vasconcelos (2019) descreve que o drama da realidade escolar faz com que os professores se coloquem cada vez mais fortemente: O que fazer amanhã em sala? Nesse sentido, analise o texto a seguir.

“Paralelamente à propagação do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou a atenção para outro tipo de surto que também apresenta risco potencial à saúde pública e foi batizado por ela de infodemia. Trata-se da difusão massiva de desinformação, mentiras e rumores sobre a pandemia, comprometendo o acesso a dados com respaldo de cientistas e autoridades sanitárias. Além das notícias falsas, hoje conhecidas como fake news, o crescimento vertiginoso no volume de informações nem sempre precisas, divulgadas diariamente pelos meios de comunicação, também pode desnortear as pessoas. ‘Informações imprecisas sobre a Covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus, estão se espalhando mais rapidamente do que o próprio vírus’, disse Aleksandra Kuzmanovic, gerente de mídias sociais da OMS, em entrevista à rede de televisão CNN, no início de março. De acordo com Kuzmanovic, a organização está trabalhando todos os dias com empresas como Facebook, Twitter, Pinterest e Google, para garantir que os usuários sejam direcionados a fontes de comunicação confiáveis. O objetivo é fazer com que as pessoas tenham acesso a informações oficiais da OMS, dos centros de controle de doenças ou dos ministérios da Saúde dos países quando pesquisarem por ‘coronavírus’ nas plataformas digitais. No site da OMS, foram disponibilizados infográficos que desmentem os principais boatos que circulam na internet, como uma recomendação de que banhos quentes matam o coronavírus ou que a doença pode ser transmitida por mosquitos.”
Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/04/07/epidemia-de-fake-news/.

  De acordo com o texto sobre a infodemia em tempos de coronavírus está correto o que se afirma em
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Q4082205 Português
Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

Rubem Alves 
 O texto acima, pode além disso, também relacionar-se com a seguinte palavra do ambiente educacional infantil: 
Alternativas
Q4078339 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Piscar (;) e chorar (;‒;)


Mário Sérgio Conti*


O ponto e vírgula corre risco de extinção: o simpático sinal de pontuação não foi usado nos últimos três dias na Folha. Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho. Em contrapartida, abundam os pontos de exclamação, enterrados no jornal pelo bate-estaca de colunistas fanfarrões. Adicione-se ao estrondo exclamativo o ponto final por extenso.

Escasseiam também as reticências, irônicas ou não; o travessão, que abre uma fala ou completa o escrito; até os parênteses, que encapsulam outro sentido, como faz Drummond em "(não cantarei o mar: que ele se vingue de meu silêncio nesta concha)".

A pontuação é uma forma histórica. Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:

NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.

Foi com tijolos textuais como esse que se construiu o saber ocidental. Porque, como disse Aristóteles, OHOMEMÉUMANIMALPOLÍTICO. Gregários, os homens adotam convenções para se comunicar e mudar; mudar inclusive as convenções.

Foi o que fez Aldus Manutius, o editor veneziano que, em fevereiro de 1494, inventou o ponto e vírgula.
Quem conta sua história é a professora Cecelia Watson, num livro delicioso, "Semicolon: Past, Present, and Future of a Misunderstood Mark". Renascentista, Manutius queria popularizar o conhecimento. Não havia padronização nem academias que policiassem o idioma. Era uma algazarra. Cada um pontuava como lhe desse na telha.

Ao publicar "O Etna", ensaio em forma de diálogo sobre o vulcão ‒ de autoria do cardeal Pietro Bembo, Manutius teve a divina ideia de captar a elocução do distinto prelado. Criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral.

A engenhoca de Manutius ganhou o mundo. "MobyDick" tem 4.000 pontos e vírgulas, informa Cecelia Watson, "um a cada 52 palavras". Machado de Assis, mais comedido e certeiro, mereceria o título de mestre do ponto e vírgula na periferia do capitalismo. Henry James não escrevia sem ter ao lado da escrivaninha um barril de pontos e vírgulas. Chegou à inverter a ordem de importância entre pontuação e palavras. Numa rara entrevista, ao Times, insistiu para que o repórter anotasse sua "pontuação, bem como as palavras".

A coisa mudou no século passado. Orwell, Barthelme, Chandler e tantos outros desprezaram o miniponto de Manutius. Vonnegut teve o topete de dizer que pontos e vírgulas são "hermafroditas que não representam absolutamente nada".

É meio assim no Brasil. Nos seis contos exímios que Dalton Trevisan publicou e distribuiu no início do ano, num livreto de 32 páginas, não há um único ponto e vírgula. Dalton deixa que seus personagens e leitores deem uma paradinha onde bem entenderem. Em contrapartida, o ponto e vírgula virou emoji, um derivado dos signos de pontuação. Dois pontos e vírgulas, com um travessão no meio, mostram uma carinha derramando uma lágrima de cada olho ;–;. Sozinho, representa uma piscada ;.

No ensaio "Sinais de Pontuação", Adorno prefigurou esse uso figurativo. O ponto de exclamação é um dedo em riste ameaçador, disse. Os dois pontos abrem a boca, "e coitado do escritor que não souber saciá-los". "Marotas e satisfeitas", as aspas "lambem os lábios".

Para Adorno, o ponto e vírgula parece "um bigode caído" e passa "um sabor rústico". Como quase ninguém mais tem bigode, o ponto e vírgula, com tantos serviços prestados, está à beira do desuso.


* Jornalista e escritor.

Folha de São Paulo, 27 de maio de 2022. Adaptado.
“Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:

NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.”

Leia a passagem transcrita do texto, considere o gênero textual, os aspectos da textualidade e preencha corretamente as lacunas.

A intertextualidade é o diálogo entre textos. No trecho mencionado ela ocorre, inicialmente, por meio da __________ a obras de filósofos da Antiguidade e ao livro sagrado do cristianismo. Em um segundo momento, por meio de um gênero textual popular, reconhecido na expressão “Deus não escrevia certo por linhas tortas”. Todavia, nele se percebe o efeito de sentido __________ pela __________ do provérbio.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Alternativas
Q4075680 Português
A escrita/semiose, resultado de construção histórica e social da humanidade, situada numa comunidade discursiva, cumpre um papel específico, o de comunicar. O texto-enunciado tem o que dizer, o porquê dizer, o como e para quem dizer e, a partir disso, elaboramos nosso projeto discursivo, isto é, selecionamos as estratégias discursivas (GERALDI, 1997). Para que isso aconteça, o texto (escrita/ semiose) precisa ser entendido como resultante da interação verbal entre sujeitos situados, que se comunicam porque têm uma finalidade específica, têm um projeto de dizer ancorado em uma situação concreta de interação social.
No espaço escolar, no componente curricular de língua portuguesa, o texto-enunciado torna-se objeto de ensino por meio de diferentes gêneros do discurso, uma vez que, de acordo com Bakhtin (2003), o nosso discurso (enunciado) é materializado por meio de gêneros do discurso, "tipos relativa- mente estáveis" de enunciados, compostos, inextricavelmente, por: 
Alternativas
Q4072594 Português
As informações do Cadastro Único contribuem para a formulação e a implantação de políticas públicas capazes de promoverem a melhoria de vida dessas famílias, uma vez que ele propicia a identificação deste público e o mapeamento de suas necessidades. Sobre isso, responda à próxima questão.
Atribua (V) verdadeiro ou (F) falso às assertivas e marque a alternativa verdadeira.
( ) A inscrição no Cadastro Único é um requisito para participar da seleção no Auxílio Brasil e nos outros programas sociais, mas não garante que a família será selecionada.
( ) A informações do Cadastro Único são utilizadas pelo Governo Federal, pelos Estados e pelos Municípios, para implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias.
( ) É possível consultar as famílias “Sem Registro Civil” e “Em Cadastramento” ,famílias que apresentam “Pendências, ou Ocorrências”, famílias que possuem indicação de RL e famílias que estão “Em Cadastramento” originárias de APP, todas essas vinculadas ao município do operador. 
Alternativas
Q4072591 Português
Responda à próxima questão sobre O Programa SER Família.
Leia os itens e marque a alternativa correta.
I- O Programa SER Família abrange todos os municípios do Estado de Mato Grosso com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais.
II- O SER se sustenta em três grandes pilares: Superação, Esperança e Respeito.
III- A palavra SER carrega a importância do SERVIR, no sentido da doação ao próximo. 
Alternativas
Q4051868 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar o respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
Em todas as alternativas as palavras destacadas podem ser substituidas, mantendo o mesmo sentido, pela palavra entre parênteses, EXCETO:
Alternativas
Q4051658 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor. Oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


Rubem Braga. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
Acerca da crônica O pavão de Rubem Braga, julgue as afirmações que seguem:
A crônica parte de uma descoberta curiosa acerca do pavão, animal conhecido pela sua beleza.

I.Na verdade, as cores dos pavões não dependeriam das suas penas, mas do modo como a luz é refletida por elas.
II.Isso leva o autor a fazer considerações sobre a criação artística e a importância da simplicidade. Logo depois, utiliza a metáfora para se dirigir à mulher que ama e se compara ao próprio animal.
III.Declarando que o seu brilho depende da forma como é olhado por ela, sublinha a delícia de ser amado, a felicidade e a confiança que isso traz às nossas vidas.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4051616 Português
Todos os anos são registrados no Brasil milhares de casos de (X), seja pela ingestão de alimentos contaminados, de medicamentos, uso de agrotóxicos, produtos de limpeza doméstica, de uso veterinário e outras substâncias químicas. No ano de 2003, foram 82.716 casos, dos quais apenas 15,1 mil tiveram cura confirmada; outros 416 deixaram sequelas e 530 terminaram em óbito. O maior número de (X) foi provocada por medicamentos, com 28% dos casos registrados. Em segundo lugar estavam os produtos usados na higiene doméstica (os chamados saneantes), como água sanitária e desinfetantes, com 6,8 mil casos; e na sequência vinham os agrotóxicos, com 5,9 mil casos; e os produtos químicos industriais, com 4,5 mil.
Fonte: Vigilância Sanitária - Guia Didático.
De acordo com o contexto, marque a alternativa que substitui corretamente o (X) do texto. 
Alternativas
Q4051201 Português
O criar pontes entre os corações me parece uma maneira simples de compreender a questão. Quanto mais pontes criamos, mais opções teremos por onde transitar. Lembrando sempre que cada qual passeia pelas pontes sem aprisionar ninguém em seu "território" e nem abandonar o seu em detrimento do outro. Este ir e vir entre o coração das pessoas é, em verdade, a base do movimento social autêntico. Quando as pessoas convivem dentro deste trânsito parece haver naturalmente harmonia e entendimento. A conversa, é o meio do qual dispomos a nos fazer entender e possui regras que asseguram um bom desempenho.

Fonte: Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP. Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. Curso Técnico em Secretaria Escolar. Governo do Estado do Ceará (modificado).

Sobre qual tema do presente certame, o texto acima discorre? Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4051190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Paula Mendonça, coordenadora de educação e cidades do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, reforça as potências do espaço escolar como lugar de relação com a natureza e seus aprendizados. "A gente chama atenção para dois aspectos que é o aprender com a natureza e na natureza. Este primeiro está muito no campo das investigações e aprendizados da própria ciência da natureza. É quando o próprio espaço é por si só potente para o aprendizado. A natureza como objeto de pesquisa com as plantas, os micro-organismos, enfim. E tem uma segunda possibilidade que é onde temos chamado à atenção das escolas que é para o uso como ambiente para aulas, um espaço com possibilidade para aprender qualquer tipo de conteúdo", ressalta.


Por Carolina Delboni. 09/08/2021. Aulas presenciais: uso de espaços abertos é recurso nas escolas. Disponível em: 
O texto acima descreve os ambientes externos como locais de recreação e de aprendizagem. Identifique abaixo, a frase que expressa corretamente essa relação.
Alternativas
Q4050903 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
Acerca da crônica "Bonitas mesmo" de Martha Medeiros, julgue as afirmações que seguem:

I.Com um olhar atento e crítico, o texto começa por apontar e comentar as pressões estéticas a que as mulheres estão sujeitas e as diversas cobranças que existem em torno da sua aparência.
II.Apresentando sua definição da verdadeira beleza, a autora se distancia das imposições sociais e dos padrões redutores. Segundo ela, as mulheres são ainda mais bonitas quando estão confortáveis, quando nem estão preocupando com isso.
III.Observando e enaltecendo os gestos cotidianos e os atos mais comuns, a autora traça um elogio ao poder feminino que existe em todas as mulheres e vai muito além da imagem de cada uma.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4050856 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos. Apalpavaos, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino (que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de tudo era vidro e só vidro. Mais tarde, pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o peru, a galinha-d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos eles, e continuou entediado como sempre. Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade. Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que modifica um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal. O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas! Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio. E daí?

(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)
A frase “E daí?” encontrada no final do texto, traz uma ideia sobre o que o narrador pensa sobre o destino do menino. Que está corretamente indicada na alternativa: 
Alternativas
Q4050855 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos. Apalpavaos, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino (que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de tudo era vidro e só vidro. Mais tarde, pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o peru, a galinha-d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos eles, e continuou entediado como sempre. Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade. Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que modifica um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal. O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas! Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio. E daí?

(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)
O texto “O menino e o arco íris" de Ferreira Gullar é:
Alternativas
Q4049672 Português
Considerando as características da linguagem do texto a seguir, leia e analise.
* Sentença de um processo de usucapião ajuizada pelo Governo de Minas na Comarca de Palma, na Zona da Mata mineira. O juiz Antonio Augusto Pavel Toledo foi o responsável pela sentença correspondente a um processo referente ao sobrado histórico localizado na Praça Getúlio Vargas, onde, há mais de 80 anos, funciona o Fórum Wilson Alvim Amaral. O documento formalizou a situação legal do espaço. 

“Pede o Estado de Minas Gerais Que se declare, por usucapião, Observados os termos legais, Em originária aquisição, A propriedade de um sobrado Onde se encontra instalado Todo o serviço judicial: O Fórum Wilson Alvim Amaral. E para tanto o Estado argumenta, Que desde a década de quarenta, No século próximo passado, Tem a posse do bem mencionado. Alega que o possui mansamente, De forma pacífica, inconteste, Ausente lapso de interrupção.” 
(Antônio Augusto Pavel Toledo – Juiz de Direito. Estado de Minas, 27/01/2022. Fragmento.)
Tendo em vista as informações anteriores, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4049670 Português
Plágio & intertextualidade

    Não há ideias novas. Nada se cria, tudo se copia – já dizia Chacrinha, o gênio da televisão. Segundo Lavoisier, nada se perde, tudo se transforma. Na arte, tudo se come. É a Antropofagia de Oswald de Andrade: deglute-se o velho para se fazer o novo. Camões deglutiu “Sôbolos rios que vão...”, de São João da Cruz, grandíssimo poeta seu contemporâneo, além de santo. “Sôbolos rios...” tem todo o sabor camoniano, apesar de nascer de outra mente e coração.      Como “Alma minha gentil...” nasceu do estro de Lope de Vega, para a obscuridade das excelentes obras perdidas nos desvãos do tempo, não fosse Camões se apropriar dela, degluti-la, fazê-la sua. Um poema delicadíssimo sobre o amor perdido. Um poema conhecidíssimo de todos nós graças a Camões, que o tirou do limbo para a glória. Camões virou Vergílio do avesso, tomou o seu “arma virumque cano” e tornou-o “as armas e os barões assinalados”, tomou a história de Roma e cantou a história de Portugal. Foi só um ponto de partida, devorou a Eneida para parir “Os Lusíadas”.      Hoje, damos esses nomes elegantes – intertextualidade, diálogo com outras obras, citações – a processos antigamente naturais, que depois foram chamados de puro plágio, roubo, crime intelectual. A arte, afinal, nasceu anônima. Era propriedade humana. Existia para ser fruída pelo homem. Não importava quem tinha feito.      Por isso a dúvida se Homero teria existido, embora alguém certamente tenha escrito as histórias fabulosas que aquele cego cantava de cidade em cidade. Até de Shakespeare, muito mais próximo de nós, há gente que chegou a negar-lhe a existência.      Claro que alguém escreveu aquelas peças essenciais que elevaram a literatura a seu nível mais alto, mas ainda se questiona: Quem foi Shakespeare? Teria um outro nome? Cervantes, seu contemporâneo, chega a brincar com essa história de autoria. No segundo volume do seu “Quixote”, inventa um árabe que teria escrito as aventuras do fidalgo nascido num lugar da Mancha e seu escudeiro Sancho Pança, dizendo ser ele mesmo, o autor, apenas um tradutor.     Hoje, com a Internet, embaralha-se outra vez a questão da autoria. Não se sabe mais quem é quem, vivemos num mundo virtual em que tudo é de todo mundo. Os antigos praticavam a intertextualidade – com uma certa antropofagia oswaldiana – a seu bel prazer, sem citar os nomes das obras ou autores citados, como uma homenagem. Estaria firmado um acordo de cavalheiros do espírito: todos saberiam a propriedade da obra copiada com engenho e arte, para se tornar nova e com nova autoria. Depois, banalizou-se o processo e surgiu o problema do plágio, como crime. Mas hoje o autor se tornou ninguém, uma entidade virtual.      Embaralham-se os autores, cita-se uma obra atribuindo-se sua propriedade intelectual a esse ou àquele aleatoriamente, tanto faz, ninguém é ninguém. Voltaremos ao estágio primitivo em que a arte não tinha dono, era criada para a fruição estética de todos, para o prazer, a elevação do  homem? Não se criava por dinheiro, fama, nem por nenhum motivo torpe ou nobre que foi surgindo ao longo dos séculos. O criador era, como diria Borges, um amanuense do Espírito. Quem dera estivéssemos regredindo a esse mundo ideal...
(José Carlos Brandão. Professor, poeta e cronista. Disponível em: https://www.jcnet.com.br/opiniao/tribuna_do_leitor/2014/01/283764- plagio---intertextualidade.html.)


Sobre o emprego da intertextualidade, pode-se afirmar que o texto apresentado:
Alternativas
Q4049669 Português
Considere o trecho do poema a seguir de Machado de Assis para responder à questão proposta.

O dilúvio
E caiu a chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
(Gênesis 7, 12.)
Do sol ao raio esplêndido, Fecundo, abençoado, A terra exausta e úmida Surge, revive já; Que a morte inteira e rápida Dos filhos do pecado Pôs termo à imensa cólera Do imenso Jeová!
Que mar não foi! Que túmidas As águas não rolavam! Montanhas e planícies Tudo tornou-se um mar; E nesta cena lúgubre Os gritos que soavam Era um clamor uníssono Que a terra ia acabar
Em vão, ó pai atônito, Ao seio o filho estreitas; Filhos, esposos, míseros, Em vão tentais fugir! Que as águas do dilúvio Crescidas e refeitas, Vão da planície aos píncaros Subir, subir, subir!
Só, como a ideia única De um mundo que se acaba, Erma, boiava intrépida, A arca de Noé; Pura das velhas nódoas De tudo o que desaba, Leva no seio incólumes A virgindade e a fé.
(Machado de Assis. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/ 7017/o-diluvio.)

Dentre os recursos utilizados pelo autor, pode-se afirmar que em sua linguagem literária:
Alternativas
Q4049667 Português
“Os materiais a serem adquiridos e distribuídos às escolas públicas de educação básica do país por meio do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) devem ser inscritos em editais do programa e submetidos à avaliação pedagógica e à seleção do acervo, realizada por esta Secretaria, em parceria com universidades públicas do país.”

(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/programa-nacionalbiblioteca-da-escola.)

O trecho anterior remete a uma divulgação que:
Alternativas
Respostas
35801: B
35802: E
35803: E
35804: A
35805: D
35806: C
35807: D
35808: D
35809: A
35810: D
35811: D
35812: B
35813: D
35814: C
35815: A
35816: C
35817: A
35818: A
35819: A
35820: D