Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Sinopse
A palavra brincalhar só existe no dicionário da imaginação. Quem me ensinou foi um menino que, um dia, depois de ouvir estes poemas, me confessou: — Estes são poemas para brincalhar... Fiquei perplexo e retorqui: — Mas a palavra brincalhar não existe... — Pois não, inventei-a hoje ao ouvir-te: são poemas brincalhões para brincar... Não estás a ver? Claro que vi! E adotei esta palavra nova. Espero que todos o façam também e, com ela, brinquem e se tornem brincadores.
João Manuel Ribeiro. Poemas para brincalhar. Ilustração: Anabela Dias. Disponível em: <https://www.bertrand.pt/livro/poemas-para-brincalhar-joaomanuel-ribeiro/21293571>. Acesso em: 31 ago. 2023.
Com relação à análise linguística, a atividade predominante no texto centra-se na
Prefácio: Pensando o mundo, propondo práticas.
Esta obra mobilizou o trabalho de professores universitários e seus estudantes. Certamente não quaisquer professores universitários, mas professores formadores de professores. Envolver-se com esta formação implica opções de diferentes ordens que resumiria na expressão “presença responsiva”. Presença implica uma atitude para com o tempo. Atenção com o que ocorre no presente. Olhar atento e crítico – o que significa “escutar” para compreender a complexidade inarredável. E a ocupação com a formação faz transver, ir além e imaginar um tempo futuro. Não há necessidade de formação se o futuro não estiver no horizonte. Não há razões, exceto aquelas de um positivismo estreito, para compreender o mundo e as gentes se nenhum interesse houver em transformá-lo.
GERALDI, J. W. Prefácio. In: BALTAR, Marcos; FRAGA, Camila Farias; ESPÍNDOLA, Michela Ribeiro; ANDRADE, Tayná Miranda de (Orgs.). Práticas educativas com o gênero canção na Educação Básica. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022, p. 8 – 9.
Na visão de Geraldi, a formação de professores os
Escolha a palavra entre parênteses que completa corretamente as frases abaixo.
▪ A diretora agiu com muita ( descrição / discrição ) pois o caso era sigiloso.
▪ Teve sua carteira de motorista suspensa pois ( infligiu / infringiu ) muitas leis de trânsito.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as frases.
Preencha as lacunas abaixo com o emprego correto dos pronomes eu e mim.
▪Entre ......... e você não há segredos!▪A professora pediu para .........levar a redação amanhã. ▪Tinha muita coisa para ......... arrumar em casa. ▪Nossa convivência está muito complicada para ......... .
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Analise as frases abaixo:
1. A árvore chorou de tristeza.
2. Muitas cidades foram afetadas pela chuva.
3. Joana foi picada por uma cobra.
4. Essa menina é fogo!
Assinale a alternativa correta.
Leia atentamente o texto abaixo.
Cuide bem do seu coração
O dia Mundial do Coração é celebrado anualmente em 29 de setembro. ............... data foi criada no ano 2000 e seu objetivo é informar ............... pessoas sobre os problemas das doenças cardíacas e estimular a prevenção. Esse momento especial no calendário tem sua razão de ser: as doenças cardiovasculares, os problemas do coração e da circulação representam a principal causa de mortes no Brasil, registrando um óbito ............... cada 1,5 minuto no país, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Uma realidade doída que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), chega a levar a vida de mais de 17 milhões de pessoas ............... cada ano.
Os números não são para assustar, mas para alertar. Ter hábitos saudáveis e acompanhamento médico salvam vidas e precisam ser colocados em prática desde cedo, estimulados pela medicina, famílias, escolas e governos.
O coração é o mais importante músculo do corpo humano, funciona ao ritmo médio de 72 batidas por minuto - 104 mil vezes a cada 24 horas, 38 milhões por ano e algo em torno de 2.5 bilhões de pulsações ao longo da vida. Ele bombeia 85 gramas de sangue a cada batida, fornecendo oxigênio e nutrientes essenciais ............... todas as células do nosso corpo. É o único músculo do nosso corpo que nunca se cansa. Este órgão incrível é responsável por nos manter vivos e em movimento.
............... despeito de toda a tecnologia ............... volta, comer com equilíbrio e fazer atividade física de forma regular, dormir bem, reduzir o estresse e manter os exames em dia ainda são os maiores aliados de quem quer viver com qualidade e por mais tempo. É dessa forma que se combate efetivamente a obesidade, a hipertensão arterial e a diabetes, as principais causadoras das doenças do coração, além do tabagismo.
Além de todos esses cuidados, é importante ressaltar que faz toda a diferença ter um acompanhamento de um cardiologista e o olhar de uma equipe médica especializada na prevenção, identificação dos fatores de risco, diagnóstico precoce e também numa possível emergência.
ND, setembro de 2023. Ano 17, no 5.466. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto.
( ) O dia do coração, 29 de outubro, é comemorado nesta data há mais de 3 décadas.
( ) Acompanhamento médico e hábitos saudáveis devem ser estimulados somente pelos órgãos governamentais.
( ) Os maiores aliados de quem quer viver bem e por mais tempo são: comer com equilíbrio, fazer atividades físicas regularmente, dormir bem, reduzir o estresse, além de manter os exames em dia.
( ) O coração é o único músculo do corpo humano que nunca se cansa.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Ensaio sobre a cegueira (José Saramago)
O disco amarelo iluminou-se. Dois dos automóveis da frente aceleraram antes que o sinal vermelho aparecesse. Na passadeira de peões surgiu o desenho do homem verde. A gente que esperava começou a atravessar a rua pisando as faixas brancas pintadas na capa negra do asfalto, não há nada que menos se pareça com uma zebra, porém assim lhe chamam. Os automobilistas, impacientes, com o pé no pedal da embraiagem, mantinham em tensão os carros, avançando, recuando, como cavalos nervosos que sentissem vir no ar a chibata. Os peões já acabaram de passar, mas o sinal de caminho livre para os carros vai tardar ainda alguns segundos, há quem sustente que esta demora, aparentemente tão insignificante, se a multiplicarmos pelos milhares de semáforos existentes na cidade e pelas mudanças sucessivas das três cores de cada um, é uma das causas mais consideráveis dos engorgitamentos da circulação automóvel, ou engarrafamentos, se quisermos usar o termo corrente.
O sinal verde acendeu-se enfim, bruscamente os carros arrancaram, mas logo se notou que não tinham arrancado todos por igual. O primeiro da fila do meio está parado, deve haver ali um problema mecânico qualquer, o acelerador solto, a alavanca da caixa de velocidades que se encravou, ou uma avaria do sistema hidráulico, blocagem dos travões, falha do circuito eléctrico, se é que não se lhe acabou simplesmente a gasolina, não seria a primeira vez que se dava o caso. O novo ajuntamento de peões que está a formar-se nos passeios vê o condutor do automóvel imobilizado a esbracejar por trás do pára-brisas, enquanto os carros atrás dele buzinam frenéticos. (...)
(SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 11 -12.)
Assinale a alternativa correta.
“Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat”
O “Samba do Approach”, do compositor Zeca Baleiro, é um exemplo da presença do estrangeirismo na nossa língua. Nesse sentido, assinale a assertiva que não contém exemplo de estrangeirismo:
Leia o texto a seguir:
Rubem Alves
... é uma das maiores fontes de alegria. Claro, há uns livros chatos. Não os leiam. Borges dizia que, se há tantos livros deliciosos de serem lidos, por que gastar tempo lendo um livro que não dá prazer? Na leitura fazemos turismo sem sair de casa gastando menos dinheiro e sem correr os riscos das viagens. O Shogun me levou para uma viagem ao Japão do século XVI, em meio aos ferozes samurais e às sutilezas do amor nipônico e das cerimônias de chá. Cem anos de solidão, que reli faz alguns meses, me produziu espantos e ataques de riso. Achei que o Gabriel García Márquez deveria estar sob o efeito de algum alucinógeno quando o escreveu. A poesia do Alberto Caeiro me ensina a ver, me faz criança e fico parecido com árvores e regatos. Também o Mário Quintana. E o Manoel de Barros. E o Solte os cachorros, da Adélia. No momento estou em meio à leitura do livro Na berma de nenhuma estrada, de Mia Couto (Editorial Ndjira), escritor moçambicano. Berma: nunca havia lido ou ouvido essa palavra. O dicionário me disse que “berma” é um “caminho estreito à beira de fossos”. Contos curtíssimos de três páginas. Mia Couto se parece com o Manoel de Barros, vai descobrindo jeitos diferentes de dizer. E o leitor vai vivendo experiências que não viveu e se espantando o tempo todo.
Adaptado de: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola / Rubem Alves. – São
Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.
Leia o texto a seguir:
Rubem Alves
... é uma das maiores fontes de alegria. Claro, há uns livros chatos. Não os leiam. Borges dizia que, se há tantos livros deliciosos de serem lidos, por que gastar tempo lendo um livro que não dá prazer? Na leitura fazemos turismo sem sair de casa gastando menos dinheiro e sem correr os riscos das viagens. O Shogun me levou para uma viagem ao Japão do século XVI, em meio aos ferozes samurais e às sutilezas do amor nipônico e das cerimônias de chá. Cem anos de solidão, que reli faz alguns meses, me produziu espantos e ataques de riso. Achei que o Gabriel García Márquez deveria estar sob o efeito de algum alucinógeno quando o escreveu. A poesia do Alberto Caeiro me ensina a ver, me faz criança e fico parecido com árvores e regatos. Também o Mário Quintana. E o Manoel de Barros. E o Solte os cachorros, da Adélia. No momento estou em meio à leitura do livro Na berma de nenhuma estrada, de Mia Couto (Editorial Ndjira), escritor moçambicano. Berma: nunca havia lido ou ouvido essa palavra. O dicionário me disse que “berma” é um “caminho estreito à beira de fossos”. Contos curtíssimos de três páginas. Mia Couto se parece com o Manoel de Barros, vai descobrindo jeitos diferentes de dizer. E o leitor vai vivendo experiências que não viveu e se espantando o tempo todo.
Adaptado de: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola / Rubem Alves. – São
Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.
Leia o texto a seguir:
Rubem Alves
... é uma das maiores fontes de alegria. Claro, há uns livros chatos. Não os leiam. Borges dizia que, se há tantos livros deliciosos de serem lidos, por que gastar tempo lendo um livro que não dá prazer? Na leitura fazemos turismo sem sair de casa gastando menos dinheiro e sem correr os riscos das viagens. O Shogun me levou para uma viagem ao Japão do século XVI, em meio aos ferozes samurais e às sutilezas do amor nipônico e das cerimônias de chá. Cem anos de solidão, que reli faz alguns meses, me produziu espantos e ataques de riso. Achei que o Gabriel García Márquez deveria estar sob o efeito de algum alucinógeno quando o escreveu. A poesia do Alberto Caeiro me ensina a ver, me faz criança e fico parecido com árvores e regatos. Também o Mário Quintana. E o Manoel de Barros. E o Solte os cachorros, da Adélia. No momento estou em meio à leitura do livro Na berma de nenhuma estrada, de Mia Couto (Editorial Ndjira), escritor moçambicano. Berma: nunca havia lido ou ouvido essa palavra. O dicionário me disse que “berma” é um “caminho estreito à beira de fossos”. Contos curtíssimos de três páginas. Mia Couto se parece com o Manoel de Barros, vai descobrindo jeitos diferentes de dizer. E o leitor vai vivendo experiências que não viveu e se espantando o tempo todo.
Adaptado de: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola / Rubem Alves. – São
Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.