Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q2324227 Português
Em todas as opções abaixo há dois períodos separados por ponto. A maneira de reescrever cada uma delas em um só período, de modo a expressarem a relação respectivamente de causa e consequência, é: 
Alternativas
Q2324226 Português
Em todas as opções abaixo há a presença de dois períodos.  O modo de reescrevê-los de forma adequada em um só período por meio de um pronome relativo, é: 
Alternativas
Q2324225 Português
Nos segmentos a seguir, a retomada de um termo anterior por um hiperônimo, ambos sublinhados, que foi realizada de forma adequada ao contexto, é: 
Alternativas
Q2324224 Português

Em todas as frases a seguir foram empregados meios de enfatizar um de seus termos.


O processo para isso está corretamente identificado na seguinte frase: 

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Q2324223 Português

Observe o seguinte texto:


“A Suprema Corte dos Estados Unidos, cuja sessão 1983-1984 acaba de encerrar-se, parece tomar uma posição mais conservadora do que no passado, particularmente no que concerne aos direitos dos indivíduos diante do Estado. Ela decretou que os prisioneiros não possuem nenhum direito com respeito a sua vida privada, que os juízes e não os jurados devem decidir sobre a pena de morte. Ela também viu favoravelmente a posição do governo de Ronald Reagan em casos que envolviam liberdades civis ou a discriminação.”


Para que um texto progrida de forma coerente, é preciso que a informação nele contida esteja claramente organizada.


A organização da informação, no caso desse texto, está organizada do seguinte modo: 

Alternativas
Q2324222 Português

Observe a pequena narrativa a seguir:


“A raposa e o leão


Tinha a Raposa o seu covil bem fechado e estava lá dentro a gemer, porque estava doente; chegou à porta um leão e perguntou-lhe como estava, e que o deixasse entrar, porque a queria lamber, que tinha virtude na língua, e lambendo-a, logo havia de sarar.

Respondeu a Raposa de dentro:

— Não posso abrir, nem quero. Creio que a tua língua tem virtude; porém é tão má vizinhança a dos dentes, que lhe tenho grande medo, e, portanto, antes quero sofrer com o meu mal. E permaneceu em seu covil.”


As opções a seguir apresentam cinco marcas dos textos narrativos.


Tendo em vista o texto acima, assinale a opção que indica a marca que está erradamente exemplificada. 

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Q2324221 Português

Observe o seguinte texto:


“A palavra dialeto é um termo de uso diário e significa a variedade linguística utilizada em uma região geográfica determinada ou por uma classe social determinada. Os linguistas fazem frequentemente a distinção entre dialetos regionais e sociais. Na teoria esses dois tipos de dialetos são diferentes, mas em alguns países as dimensões regionais e sociais estão relacionadas. Em poucas palavras, quanto mais se sobe na escala social, menos variação regional se encontra na fala. Assim, falam mais ou menos da mesma forma, com poucas diferenças de pronúncia, os indivíduos educados da classe média alta de um país. Mas podem apresentar dificuldades de entendimento trabalhadores agrícolas, por exemplo.”


Nas opções a seguir há cinco conselhos para conseguir-se um modo de escrever eficiente. Entre esses conselhos, o que foi desobedecido pelo autor do texto acima, é: 

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Q2324220 Português

Observe o seguinte fragmento textual:


“Todas as refeições, os Castros as faziam na cozinha, sobre uma toalha encerada. Por que comer na sala de jantar? É tão confortável a cozinha! Tem-se tudo à mão.

Para acender o gás, mexer a comida, a senhora Castro não precisava nem mesmo levantar, bastava estender o braço.

Grande economia de esforço! Além do mais, evitava-se sujar a toalha da sala de jantar.”


Sobre a composição e a estruturação desse texto, assinale a observação incorreta

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Q2324219 Português

Observe as duas teses a seguir:


1. A liberdade de escolha é própria do homem;

2. A liberdade de um termina onde começa a do outro.


Assinale a frase que se liga logicamente ao primeiro desses temas. 

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Q2324218 Português

Todas as frases a seguir mostram um pensamento e um exemplo que o documenta.


Assinale a frase em que não há adequação entre argumento e exemplo. 

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Q2324217 Português

Observe o seguinte texto:


“É preciso começar por dizer-nos a nós mesmos para nos convencermos de que não temos nada a fazer neste mundo a não ser procurar sensações e sentimentos agradáveis. Os moralistas que dizem aos homens: reprimam suas paixões e controlem seus desejos, se querem ser felizes, não conhecem o caminho da felicidade.”


Sobre o conteúdo ou estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta. 

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Q2324216 Português

Nas frases a seguir há termos que mostram a participação do enunciador no que é expresso. 


A única frase em que essa intromissão não existe, é: 

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Q2324215 Português
Assinale a opção que indica o fragmento textual que pertence ao discurso explicativo e não ao argumentativo. 
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Q2323473 Português

Leia os textos abaixo com bastante atenção: 


DAS PEDRAS

Ajuntei todas as pedras

que vieram sobre mim.

Levantei uma escada muito alta

e no alto subi.

Teci um tapete floreado

e no sonho me perdi.

Uma estrada,

um leito,

uma casa,

um companheiro.

Tudo de pedra.

Entre pedras cresceu a minha poesia.

Minha vida...

Quebrando pedras

e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam

Levantei a pedra rude

dos meus versos.

(Cora Coralina, Meu livro de cordel)


Você acabou de ler o poema Das pedras, de Cora Coralina.   


Leia também os seguintes versos, escritos por outro poeta, Carlos Drummond de Andrade: 


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia) 

Se compararmos esses versos de Drummond aos de Cora Coralina, veremos que, nos dois poemas, foi usada a imagem da pedra para simbolizar 
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Q2323469 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão:


Desafios para a Saúde Mental na Era Digital


“(...) é necessário destacar que, apesar de afetar todas as idades, o uso excessivo de “smartphones” é um problema recorrente principalmente entre os adolescentes. Uma pesquisa realizada em Flandres, na Bélgica, com 1656 estudantes entre 13 e 17 anos, apontou que o uso de celular à noite é uma prática comum entre os jovens, e isso está diretamente relacionado ao aumento no nível de cansaço desse grupo social. Na esteira desse pensamento, infere-se que, quanto mais tempo os adolescentes gastam no celular, mais dependentes eles se tornam, e, com isso, mais vulneráveis ao surgimento de síndromes como a nomofobia, que é o medo irracional de ficar sem o telefone celular.”


Raul Lima de Mesquita 

De acordo com o texto, a dependência dos adolescentes em relação ao celular é causada:  
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Q2323468 Português

Leia o texto:


O que é racismo estrutural?


(...) A herança discriminatória da escravidão (todas as relações com base na ideia de inferioridade dos negros que foram transmitidas) em conjunto com a falta de medidas e ações que integrassem os negros e indígenas na sociedade, como políticas de assistência social ou de inclusão racial no mercado de trabalho, gerou o que se entende por racismo estrutural, ou seja, uma discriminação racial enraizada na sociedade. Isto é, o racismo estrutural não diz respeito ao ato discriminatório isolado (como xingar pejorativamente alguém por conta da cor da sua pele) ou até mesmo um conjunto de atos dessa natureza. Ele representa um processo histórico em que condições de desvantagens e privilégios a determinados grupos étnico-raciais são reproduzidos nos âmbitos políticos, econômicos, culturais e até mesmo nas relações cotidianas. (...)


https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/o-que-e-racismo-estrutural/ 

Pode-se afirmar que o racismo estrutural, a partir do texto, advém de(o/a): 
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Q2323465 Português

Escolas off-line têm desempenho inferior


Levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC) descobriu que as escolas que usam computadores sem conexão com a Internet não ganham em desempenho. Ao contrário, chegam a ter piores notas médias em provas oficiais. O estudo foi feito tomando por base as notas obtidas por alunos brasileiros de 4ª série no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A conclusão do trabalho é que o acesso à rede mundial melhora os resultados dos estudantes em 5,5 pontos.


NOVA ESCOLA. São Paulo: Abril. n. 208. dezembro, 2008. 

A informação principal desse texto é: 
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Q2323434 Português
Lixo nos mares


1        Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.

2        O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.

3      Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente classificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).

        Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.

       Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa definição, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.

      O número de publicações mundiais, científicas e não científicas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.

7         Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.

8        Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.


OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
No trecho “Todos engajados na luta pela diminuição desse problema” (parágrafo 4), a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por 
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Q2323430 Português
Lixo nos mares


1        Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.

2        O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.

3      Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente classificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).

        Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.

       Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa definição, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.

      O número de publicações mundiais, científicas e não científicas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.

7         Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.

8        Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.


OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
No texto, o referente da palavra ou expressão em destaque está corretamente explicitado, entre colchetes, no trecho do 
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Q2323425 Português
Lixo nos mares


1        Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.

2        O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.

3      Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente classificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).

        Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.

       Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa definição, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.

      O número de publicações mundiais, científicas e não científicas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.

7         Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.

8        Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.


OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
O texto pode ser dividido em duas grandes partes. Na primeira parte, apresenta-se a explicação sobre as características do lixo marinho.
Na segunda parte, a partir do quarto parágrafo, apresentam-se
Alternativas
Respostas
33261: A
33262: E
33263: E
33264: B
33265: B
33266: A
33267: D
33268: E
33269: B
33270: C
33271: C
33272: E
33273: A
33274: C
33275: D
33276: D
33277: D
33278: A
33279: A
33280: D