Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 98.136 questões
Considere as seguintes assertivas acerca da conceituação, tipos e representação de fonemas:
I. Conforme descreve Azeredo, em sua Gramática Houaiss, em português há, basicamente, duas espécies de fonemas: vogais e consoantes. Esta distinção baseia-se em dois critérios: o modo de produzir o som e a situação deles na sílaba.
II. De acordo com Cunha e Cintra, em Nova Gramática do Português, os sons de nossa fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias: a corrente de ar; um obstáculo encontrado por essa correte de ar; uma caixa de ressonância.
III. Segundo Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa, fonema, fone e alofone devem ser representados na escrita da mesma maneira, fazendo–se uso de barras, colchetes e travessões, respectivamente, para que se identifique cada um deles.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Uma semana de trabalho de 4 dias?
Por Luciana Lima
- Um final de semana estendido é o sonho de muitos profissionais — e desde novembro do
- ano passado essa é a realidade de alguns funcionários da Vockan, empresa de tecnologia que
- desenvolve sistemas de ERP e soluções para a indústria de manufatura, com sede em São Paulo.
- De novembro do ano passado ___ março deste ano, a companhia, que possui 100
- funcionários, realizou um projeto piloto e reduziu de 5 para 4 dias a semana de trabalho de cerca
- de dez funcionários da área de suporte ao cliente, sem a diminuição de salário.
- “Percebemos que o time de suporte, dentro da empresa, era um dos que mais estavam
- estressados e com dificuldade de se adaptar ao modelo híbrido. Algo que tem um impacto direto
- no negócio porque são eles que lidam com o cliente final”, diz Fabrício Oliveira, CEO da Vockan.
- Para con...iliar um período de descanso maior dos funcionários e, ao mesmo tempo, garantir
- que não houvesse impacto na operação, a Vockan estabeleceu escalas. Metade do time, então,
- passou a fo...gar na segunda-feira e outra metade na sexta-feira.
- Além do desafio logístico para continuar funcionando normalmente, Oliveira conta que
- enfrentou ___ resistência dos líderes que temiam que a produtividade caísse. “Alguns chegaram
- a questionar: mas se eles estão com dificuldades para entregar resultados trabalhando cinco dias
- por semana, imagina como será com a jornada de apenas quatro dias?”, afirma.
- Mesmo assim, o executivo insistiu na ideia. “Eu já sabia que existiam empresas adotando
- uma jornada reduzida fora do Brasil. Além disso, também tomamos o cuidado de começar com
- uma área e testar o modelo antes de implementar na empresa toda”, diz Oliveira.
- Logo após o início do programa, a Vockan se tornou a primeira empresa brasileira a se filiar
- ___organização 4 Day Week Global, sem fins lucrativos, sediada na Nova Zelândia, que realiza
- testes com empresas ao redor do mundo que adotaram a jornada de 4 dias de trabalho.
- A 4 Day Week Global também irá avaliar o impacto da redução de jornada na Vockan, em
- uma análise que contará com empresas portuguesas que também adotaram a semana de quatro
- dias. Por enquanto, dados preliminares coletados pela própria Vockan mostram que o projeto foi
- bem-sucedido.
- De acordo com o executivo, além de impactar o engajamento e a qualidade de vida dos
- profissionais, a ideia da prática também é atrair talentos no disputado mercado de tecnologia.
- “Tem muita empresa que en...erga uma semana de trabalho de quatro dias como um custo
- extra. Mas, olhando os dados, além de não haver impacto na receita, a produtividade aumentou”,
- diz Oliveira. “Além disso, a prática vai trazer ganhos em termos de retenção e atração de talentos.
- Mesmo na área tech, o meu maior ativo são as pessoas. E pessoas esgotadas ou insatisfeitas
- impactam o negócio”, afirma.
(Disponível em: exame.com/carreira/apos-adotar-semana-de-trabalho-de-4-dias-empresas-brasileiras-veem-
produtividade-aumentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O sistema de escalas visava à busca por uma operação eficiente com funcionários trabalhando mais horas.
II. O processo de início da nova jornada de trabalho foi gradativo.
III. Para o executivo da Vockan, a nova jornada trará ganhos tanto na produtividade quanto na manutenção de um quadro de funcionários de qualidade.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os gêneros e tipos textuais, assinale a alternativa que indica a análise correta do texto anterior.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego dos recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. No trecho “Só o que sei é que”, tem-se um caso de coesão referencial no qual o pronome demonstrativo “o” é o sujeito da forma verbal “sei”.
II. Nas linhas 08-09, a repetição do termo “além de” é um mecanismo de coesão sequencial.
III. Na linha 19, o emprego do pronome possessivo “sua” é considerado um mecanismo coesivo referencial por empregar uma forma remissiva gramatical presa a um substantivo.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Nas linhas 04 e 05, no trecho, “porque dar aula é uma atividade, mas ser professor é muito mais do que isso”, pode-se dizer que está pressuposto que ser professor também é uma atividade.
II. No mesmo trecho destacado na assertiva anterior, também está pressuposto que ser professor é melhor do que dar aulas.
III. Nas linhas 25 e 26, no trecho “Às vezes é sofrido. Às vezes é maçante. Como todo amor.”, está pressuposto que o amor também é sofrido e maçante.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a linguagem empregada no texto, assinale a alternativa correta.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
A autora, na construção de seu texto, emprega como recurso estilístico a repetição da palavra “professor”, seguida de um verbo, no início de várias de suas frases. Assinale a alternativa que indica o nome correto da figura de construção que representa esse recurso.
SINAIS DE PONTUAÇÃO MIGRAM DO TEXTO ESCRITO PARA O ORAL
Thaís Nicoleti
Os textos escritos cada vez mais cedem espaço aos textos orais. Muita gente, por variadas razões e em diferentes situações, dá preferência a "podcasts" e vídeos, em detrimento da leitura propriamente dita. Mesmo assim, a influência da produção escrita sobre a oral parece evidente, haja vista, entre muitos outros elementos, os sinais de pontuação, que frequentemente comparecem – de modo explícito – no discurso oral.
É esse o caso, sobretudo, das aspas, que, embora, pelo menos em tese, sejam marcas típicas da escrita, aparecem indicadas oralmente. É comum ouvirmos nos noticiários de TV o apresentador dizer, antes da leitura de uma transcrição literal de texto, "Abre aspas" e, ao seu término, "Fecha aspas". Essas são espécies de fórmulas orais que, naturalmente nascidas na convenção do registro escrito, demarcam as citações.
Esse curioso sinal de pontuação tem usos muito diferentes. Além de delimitar citações literais (trechos de textos escritos) e, por conseguinte, declarações igualmente literais (trechos de textos falados), é empregado para indicar algum tipo de deslocamento semântico (uso de termo do registro informal, gíria, vocábulo de baixo calão, estrangeirismo, uso impreciso de uma palavra, ironia, metalinguagem etc.). No texto escrito, basta que usemos as aspas para indicar que fazemos conscientemente esses deslocamentos.
Alguns exemplos podem ilustrar isso. Suponhamos que, em um texto formal, o autor introduza um elemento informal (Tínhamos de reconhecer que a solução foi "da hora"; Esta cláusula do contrato é, como diria certo ministro de Estado, "imexível") ou ainda que faça uso de um termo aproximado (A "lógica" do mecanismo é essa) – em um e outro caso, as aspas contêm uma informação essencial para a correta decodificação do texto. No caso da ironia, em que se diz uma palavra para denotar o seu oposto, as aspas podem ser muito úteis (Seu maior "defeito" era a sua generosidade).
A percepção disso é o que explica que, no discurso oral, muita gente explique que o termo proferido está "entre aspas" – há inclusive quem traduza o sinal por meio de um gesto feito com as duas mãos a simular o desenho das aspas no papel.
Os parênteses também migraram para o discurso oral. Quantas vezes avisamos que vamos introduzir um parêntese, ou seja, uma pequena digressão? Na escrita, em geral, basta usar o sinal. O ponto-final, por sua vez, é usado como metáfora de encerramento do assunto: Vamos pôr um ponto-final nisso. A vírgula, quando dita, indica algum tipo de ressalva ou restrição (Ele é honesto, vírgula!).
Finalmente, o próprio verbo "pontuar" é usado com frequência como metáfora cujo referente é a aplicação de sinais de pontuação em um texto. Por exemplo: Pontuou seu discurso com palavras raras e imagens grandiloquentes – ou seja, distribuiu durante a fala, à maneira de sinais de pontuação, palavras raras e imagens grandiloquentes.
Na comunicação informal, feita nos aplicativos de mensagens, a pontuação parece seguir certas regras de etiqueta. Aparentemente, o ponto de exclamação passa a indicar alegria e interesse pelo interlocutor (Bom dia!!), podendo ser repetido para enfatizar o sentimento, enquanto o ponto-final sugere desejo de encerrar a conversa (donde ser comum deixar as frases sem pontuação final ou terminá-las com um emoji), e as reticências... bem, elas servem para deixar o assunto suspenso, criar um espaço de subjetividade, acionar um segundo sentido.
Como se vê, os sinais de pontuação estão muito vivos na comunicação atual, tanto nos aplicativos, nos quais se submetem a regras de comportamento, como na linguagem oral, à qual são chamados para tornar mais clara a comunicação.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais-nicoleti/2023/09/sinaisde-pontuacao-migram-do-texto-escrito-para-o-oral.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo Acesso em: 27 set. 2023.
Há interlocução, EXCETO em:
SINAIS DE PONTUAÇÃO MIGRAM DO TEXTO ESCRITO PARA O ORAL
Thaís Nicoleti
Os textos escritos cada vez mais cedem espaço aos textos orais. Muita gente, por variadas razões e em diferentes situações, dá preferência a "podcasts" e vídeos, em detrimento da leitura propriamente dita. Mesmo assim, a influência da produção escrita sobre a oral parece evidente, haja vista, entre muitos outros elementos, os sinais de pontuação, que frequentemente comparecem – de modo explícito – no discurso oral.
É esse o caso, sobretudo, das aspas, que, embora, pelo menos em tese, sejam marcas típicas da escrita, aparecem indicadas oralmente. É comum ouvirmos nos noticiários de TV o apresentador dizer, antes da leitura de uma transcrição literal de texto, "Abre aspas" e, ao seu término, "Fecha aspas". Essas são espécies de fórmulas orais que, naturalmente nascidas na convenção do registro escrito, demarcam as citações.
Esse curioso sinal de pontuação tem usos muito diferentes. Além de delimitar citações literais (trechos de textos escritos) e, por conseguinte, declarações igualmente literais (trechos de textos falados), é empregado para indicar algum tipo de deslocamento semântico (uso de termo do registro informal, gíria, vocábulo de baixo calão, estrangeirismo, uso impreciso de uma palavra, ironia, metalinguagem etc.). No texto escrito, basta que usemos as aspas para indicar que fazemos conscientemente esses deslocamentos.
Alguns exemplos podem ilustrar isso. Suponhamos que, em um texto formal, o autor introduza um elemento informal (Tínhamos de reconhecer que a solução foi "da hora"; Esta cláusula do contrato é, como diria certo ministro de Estado, "imexível") ou ainda que faça uso de um termo aproximado (A "lógica" do mecanismo é essa) – em um e outro caso, as aspas contêm uma informação essencial para a correta decodificação do texto. No caso da ironia, em que se diz uma palavra para denotar o seu oposto, as aspas podem ser muito úteis (Seu maior "defeito" era a sua generosidade).
A percepção disso é o que explica que, no discurso oral, muita gente explique que o termo proferido está "entre aspas" – há inclusive quem traduza o sinal por meio de um gesto feito com as duas mãos a simular o desenho das aspas no papel.
Os parênteses também migraram para o discurso oral. Quantas vezes avisamos que vamos introduzir um parêntese, ou seja, uma pequena digressão? Na escrita, em geral, basta usar o sinal. O ponto-final, por sua vez, é usado como metáfora de encerramento do assunto: Vamos pôr um ponto-final nisso. A vírgula, quando dita, indica algum tipo de ressalva ou restrição (Ele é honesto, vírgula!).
Finalmente, o próprio verbo "pontuar" é usado com frequência como metáfora cujo referente é a aplicação de sinais de pontuação em um texto. Por exemplo: Pontuou seu discurso com palavras raras e imagens grandiloquentes – ou seja, distribuiu durante a fala, à maneira de sinais de pontuação, palavras raras e imagens grandiloquentes.
Na comunicação informal, feita nos aplicativos de mensagens, a pontuação parece seguir certas regras de etiqueta. Aparentemente, o ponto de exclamação passa a indicar alegria e interesse pelo interlocutor (Bom dia!!), podendo ser repetido para enfatizar o sentimento, enquanto o ponto-final sugere desejo de encerrar a conversa (donde ser comum deixar as frases sem pontuação final ou terminá-las com um emoji), e as reticências... bem, elas servem para deixar o assunto suspenso, criar um espaço de subjetividade, acionar um segundo sentido.
Como se vê, os sinais de pontuação estão muito vivos na comunicação atual, tanto nos aplicativos, nos quais se submetem a regras de comportamento, como na linguagem oral, à qual são chamados para tornar mais clara a comunicação.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais-nicoleti/2023/09/sinaisde-pontuacao-migram-do-texto-escrito-para-o-oral.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo Acesso em: 27 set. 2023.
As palavras destacadas estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em:
SINAIS DE PONTUAÇÃO MIGRAM DO TEXTO ESCRITO PARA O ORAL
Thaís Nicoleti
Os textos escritos cada vez mais cedem espaço aos textos orais. Muita gente, por variadas razões e em diferentes situações, dá preferência a "podcasts" e vídeos, em detrimento da leitura propriamente dita. Mesmo assim, a influência da produção escrita sobre a oral parece evidente, haja vista, entre muitos outros elementos, os sinais de pontuação, que frequentemente comparecem – de modo explícito – no discurso oral.
É esse o caso, sobretudo, das aspas, que, embora, pelo menos em tese, sejam marcas típicas da escrita, aparecem indicadas oralmente. É comum ouvirmos nos noticiários de TV o apresentador dizer, antes da leitura de uma transcrição literal de texto, "Abre aspas" e, ao seu término, "Fecha aspas". Essas são espécies de fórmulas orais que, naturalmente nascidas na convenção do registro escrito, demarcam as citações.
Esse curioso sinal de pontuação tem usos muito diferentes. Além de delimitar citações literais (trechos de textos escritos) e, por conseguinte, declarações igualmente literais (trechos de textos falados), é empregado para indicar algum tipo de deslocamento semântico (uso de termo do registro informal, gíria, vocábulo de baixo calão, estrangeirismo, uso impreciso de uma palavra, ironia, metalinguagem etc.). No texto escrito, basta que usemos as aspas para indicar que fazemos conscientemente esses deslocamentos.
Alguns exemplos podem ilustrar isso. Suponhamos que, em um texto formal, o autor introduza um elemento informal (Tínhamos de reconhecer que a solução foi "da hora"; Esta cláusula do contrato é, como diria certo ministro de Estado, "imexível") ou ainda que faça uso de um termo aproximado (A "lógica" do mecanismo é essa) – em um e outro caso, as aspas contêm uma informação essencial para a correta decodificação do texto. No caso da ironia, em que se diz uma palavra para denotar o seu oposto, as aspas podem ser muito úteis (Seu maior "defeito" era a sua generosidade).
A percepção disso é o que explica que, no discurso oral, muita gente explique que o termo proferido está "entre aspas" – há inclusive quem traduza o sinal por meio de um gesto feito com as duas mãos a simular o desenho das aspas no papel.
Os parênteses também migraram para o discurso oral. Quantas vezes avisamos que vamos introduzir um parêntese, ou seja, uma pequena digressão? Na escrita, em geral, basta usar o sinal. O ponto-final, por sua vez, é usado como metáfora de encerramento do assunto: Vamos pôr um ponto-final nisso. A vírgula, quando dita, indica algum tipo de ressalva ou restrição (Ele é honesto, vírgula!).
Finalmente, o próprio verbo "pontuar" é usado com frequência como metáfora cujo referente é a aplicação de sinais de pontuação em um texto. Por exemplo: Pontuou seu discurso com palavras raras e imagens grandiloquentes – ou seja, distribuiu durante a fala, à maneira de sinais de pontuação, palavras raras e imagens grandiloquentes.
Na comunicação informal, feita nos aplicativos de mensagens, a pontuação parece seguir certas regras de etiqueta. Aparentemente, o ponto de exclamação passa a indicar alegria e interesse pelo interlocutor (Bom dia!!), podendo ser repetido para enfatizar o sentimento, enquanto o ponto-final sugere desejo de encerrar a conversa (donde ser comum deixar as frases sem pontuação final ou terminá-las com um emoji), e as reticências... bem, elas servem para deixar o assunto suspenso, criar um espaço de subjetividade, acionar um segundo sentido.
Como se vê, os sinais de pontuação estão muito vivos na comunicação atual, tanto nos aplicativos, nos quais se submetem a regras de comportamento, como na linguagem oral, à qual são chamados para tornar mais clara a comunicação.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais-nicoleti/2023/09/sinaisde-pontuacao-migram-do-texto-escrito-para-o-oral.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo Acesso em: 27 set. 2023.
Todas as constatações podem ser feitas com base no texto, EXCETO:
SINAIS DE PONTUAÇÃO MIGRAM DO TEXTO ESCRITO PARA O ORAL
Thaís Nicoleti
Os textos escritos cada vez mais cedem espaço aos textos orais. Muita gente, por variadas razões e em diferentes situações, dá preferência a "podcasts" e vídeos, em detrimento da leitura propriamente dita. Mesmo assim, a influência da produção escrita sobre a oral parece evidente, haja vista, entre muitos outros elementos, os sinais de pontuação, que frequentemente comparecem – de modo explícito – no discurso oral.
É esse o caso, sobretudo, das aspas, que, embora, pelo menos em tese, sejam marcas típicas da escrita, aparecem indicadas oralmente. É comum ouvirmos nos noticiários de TV o apresentador dizer, antes da leitura de uma transcrição literal de texto, "Abre aspas" e, ao seu término, "Fecha aspas". Essas são espécies de fórmulas orais que, naturalmente nascidas na convenção do registro escrito, demarcam as citações.
Esse curioso sinal de pontuação tem usos muito diferentes. Além de delimitar citações literais (trechos de textos escritos) e, por conseguinte, declarações igualmente literais (trechos de textos falados), é empregado para indicar algum tipo de deslocamento semântico (uso de termo do registro informal, gíria, vocábulo de baixo calão, estrangeirismo, uso impreciso de uma palavra, ironia, metalinguagem etc.). No texto escrito, basta que usemos as aspas para indicar que fazemos conscientemente esses deslocamentos.
Alguns exemplos podem ilustrar isso. Suponhamos que, em um texto formal, o autor introduza um elemento informal (Tínhamos de reconhecer que a solução foi "da hora"; Esta cláusula do contrato é, como diria certo ministro de Estado, "imexível") ou ainda que faça uso de um termo aproximado (A "lógica" do mecanismo é essa) – em um e outro caso, as aspas contêm uma informação essencial para a correta decodificação do texto. No caso da ironia, em que se diz uma palavra para denotar o seu oposto, as aspas podem ser muito úteis (Seu maior "defeito" era a sua generosidade).
A percepção disso é o que explica que, no discurso oral, muita gente explique que o termo proferido está "entre aspas" – há inclusive quem traduza o sinal por meio de um gesto feito com as duas mãos a simular o desenho das aspas no papel.
Os parênteses também migraram para o discurso oral. Quantas vezes avisamos que vamos introduzir um parêntese, ou seja, uma pequena digressão? Na escrita, em geral, basta usar o sinal. O ponto-final, por sua vez, é usado como metáfora de encerramento do assunto: Vamos pôr um ponto-final nisso. A vírgula, quando dita, indica algum tipo de ressalva ou restrição (Ele é honesto, vírgula!).
Finalmente, o próprio verbo "pontuar" é usado com frequência como metáfora cujo referente é a aplicação de sinais de pontuação em um texto. Por exemplo: Pontuou seu discurso com palavras raras e imagens grandiloquentes – ou seja, distribuiu durante a fala, à maneira de sinais de pontuação, palavras raras e imagens grandiloquentes.
Na comunicação informal, feita nos aplicativos de mensagens, a pontuação parece seguir certas regras de etiqueta. Aparentemente, o ponto de exclamação passa a indicar alegria e interesse pelo interlocutor (Bom dia!!), podendo ser repetido para enfatizar o sentimento, enquanto o ponto-final sugere desejo de encerrar a conversa (donde ser comum deixar as frases sem pontuação final ou terminá-las com um emoji), e as reticências... bem, elas servem para deixar o assunto suspenso, criar um espaço de subjetividade, acionar um segundo sentido.
Como se vê, os sinais de pontuação estão muito vivos na comunicação atual, tanto nos aplicativos, nos quais se submetem a regras de comportamento, como na linguagem oral, à qual são chamados para tornar mais clara a comunicação.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais-nicoleti/2023/09/sinaisde-pontuacao-migram-do-texto-escrito-para-o-oral.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo Acesso em: 27 set. 2023.
É INCORRETO afirmar que o propósito do texto é demonstrar como os sinais de pontuação:
As intempéries, como chuva e calor, são um dos maiores fatores na degradação de uma série de peças, incluindo pneus, estofados e até a pintura da máquina.
O melhor recurso é armazená-la em uma área ................ , como uma garagem ou barracão.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
Complete as frases abaixo:
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas das frases.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 05.
OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional
A doença, contudo, segue como um problema de saúde contínuo – que deverá ser acompanhada de perto por todos os países.
Por Rafael Battaglia
01 Em um comunicado publicado nesta sexta (5), a Organização
02 Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não vai mais enquadrar a Covid-19
03 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
04 (ESPII), sua maior forma de alerta. Essa classificação foi feita há mais de
05 três anos, em 30 de janeiro de 2020.
06 A decisão veio após a 15ª reunião do comitê de emergência voltado
07 à Covid da OMS, realizado na última quinta (4). De acordo com os
08 especialistas do órgão, faz mais de um ano que o número de casos da
09 doença está em queda. A imunidade da população (por meio de vacinas
10 e da exposição ao coronavírus) cresceu, enquanto a taxa de mortalidade
11 e a pressão nos sistemas de saúde ao redor do mundo diminuíram.
12 “Essa tendência permitiu que a maioria dos países voltasse à vida
13 Como a conhecíamos antes da Covid”, disse Tedros Adhanom (foto),
14 diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.
15 Em 30 de janeiro deste ano, quando o anúncio de emergência
16 completou três anos, a OMS disse que ainda não era hora de rever a
17 classificação. O principal motivo era a onda de infecções na China no final
18 de 2022, quando o país relaxou as suas medidas para evitar casos.
19 Adhanom, contudo, declarou na época que esperava ver o fim da
20 emergência ainda em 2023.
21 A OMS espera que algumas medidas sejam flexibilizadas – ela
22 aconselha, por exemplo, que países não exijam mais comprovantes de
23 vacinação da Covid como pré-requisito para viagens internacionais.
24 Mas isso não significa que a doença ainda não seja uma ameaça à
25 saúde global. Em abril, houve 2,8 milhões de casos pelo mundo – e mais
26 de 17 mil mortes. Para a OMS, apesar da retirada da classificação de
27 ESPII, a Covid-19 ainda é uma pandemia (termo que se refere à
28 disseminação mundial de uma doença) – e ainda deve demorar para
29 deixar de ser.
(...)
Disponível em https://super.abril.com.br/saude/oms-declara-que-covid-19-nao-e-mais-uma-emergencia-internacional/Acessado em 11/05/2023 - Texto adaptado
Em Essa classificação foi feita há mais de três anos, em 30 de janeiro de 2020, (linhas 4 e 5), a expressão sublinhada se refere a
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 05.
OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional
A doença, contudo, segue como um problema de saúde contínuo – que deverá ser acompanhada de perto por todos os países.
Por Rafael Battaglia
01 Em um comunicado publicado nesta sexta (5), a Organização
02 Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não vai mais enquadrar a Covid-19
03 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
04 (ESPII), sua maior forma de alerta. Essa classificação foi feita há mais de
05 três anos, em 30 de janeiro de 2020.
06 A decisão veio após a 15ª reunião do comitê de emergência voltado
07 à Covid da OMS, realizado na última quinta (4). De acordo com os
08 especialistas do órgão, faz mais de um ano que o número de casos da
09 doença está em queda. A imunidade da população (por meio de vacinas
10 e da exposição ao coronavírus) cresceu, enquanto a taxa de mortalidade
11 e a pressão nos sistemas de saúde ao redor do mundo diminuíram.
12 “Essa tendência permitiu que a maioria dos países voltasse à vida
13 Como a conhecíamos antes da Covid”, disse Tedros Adhanom (foto),
14 diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.
15 Em 30 de janeiro deste ano, quando o anúncio de emergência
16 completou três anos, a OMS disse que ainda não era hora de rever a
17 classificação. O principal motivo era a onda de infecções na China no final
18 de 2022, quando o país relaxou as suas medidas para evitar casos.
19 Adhanom, contudo, declarou na época que esperava ver o fim da
20 emergência ainda em 2023.
21 A OMS espera que algumas medidas sejam flexibilizadas – ela
22 aconselha, por exemplo, que países não exijam mais comprovantes de
23 vacinação da Covid como pré-requisito para viagens internacionais.
24 Mas isso não significa que a doença ainda não seja uma ameaça à
25 saúde global. Em abril, houve 2,8 milhões de casos pelo mundo – e mais
26 de 17 mil mortes. Para a OMS, apesar da retirada da classificação de
27 ESPII, a Covid-19 ainda é uma pandemia (termo que se refere à
28 disseminação mundial de uma doença) – e ainda deve demorar para
29 deixar de ser.
(...)
Disponível em https://super.abril.com.br/saude/oms-declara-que-covid-19-nao-e-mais-uma-emergencia-internacional/Acessado em 11/05/2023 - Texto adaptado
De acordo com o texto, em janeiro de 2023, a decisão de declarar o fim da emergência sanitária de COVID foi adiada porque
Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno.
Há um ar frio e todos vocês sabem o que isso significa — é hora da temporada de gripes e resfriados, quando parece que todo mundo que você conhece está de repente espirrando, fungando ou pior. É quase como se aqueles incômodos germes de resfriado e gripe surgissem com a primeira rajada do inverno. No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão. Então, por que as pessoas pegam mais resfriados, gripes e agora Covid-19 quando está frio lá fora?
No que chamaram de “avanço”, os cientistas descobriram a razão biológica pela qual temos mais doenças respiratórias no inverno — o próprio ar frio prejudica a resposta imunológica que ocorre no nariz. “Esta é a primeira vez que temos uma explicação biológica e molecular sobre um fator de nossa resposta imune inata que parece ser limitada por temperaturas mais frias”, disse a rinologista Zara Patel, professora de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço em Stanford. Ela não estava envolvida no novo estudo. Na verdade, reduzir a temperatura dentro do nariz em apenas 5ºC mata quase 50% dos bilhões de células e vírus úteis no combate a bactérias nas narinas, de acordo com o estudo de 2022 publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.
“O ar frio está associado ao aumento da infecção viral porque você basicamente perde metade de sua imunidade apenas por essa pequena queda na temperatura”, disse o autor do estudo, Benjamin Bleier, diretor de pesquisa transnacional em otorrinolaringologia do Massachusetts Eye and Ear e professor associado em Harvard Medical School, em Boston.
“É importante recordar que se trata de estudos in vitro, o que significa que, embora se esteja utilizando tecido humano no laboratório para estudar esta resposta imunitária, não se trata de um estudo realizado dentro do nariz de alguém”, afirmou Patel por e-mail. “Muitas vezes, os resultados dos estudos in vitro são confirmados in vivo, mas nem sempre”.
O que isso afeta a sua capacidade de combater resfriados, gripes e Covid-19? Ele reduz pela metade a capacidade do sistema imunológico de combater infecções respiratórias, disse Bleier.
Acontece que a pandemia nos deu exatamente o que precisávamos para ajudar a combater o ar frio e manter a nossa imunidade elevada, disse Bleier. “As máscaras não apenas protegem você da inalação direta de vírus, mas também é como usar um suéter no nariz”, disse ele. Patel concordou: “Quanto mais quente você conseguir manter o ambiente intranasal, melhor esse mecanismo de defesa imunológica inata será capaz de funcionar. Talvez mais um motivo para usar máscaras!”
No futuro, Bleier espera ver o desenvolvimento de medicamentos tópicos nasais que se baseiem nesta revelação científica. Esses novos produtos farmacêuticos “essencialmente enganarão o nariz, fazendo-o pensar que acabou de ver um vírus”, disse ele. “Ao ter essa exposição, você terá todas essas vespas extras voando em suas mucosas protegendo você”, acrescentou.
Fonte: Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno | CNN Brasil
Assinale a alternativa adequada, com todas as modificações necessárias, se passarmos a palavra germes para o singular no período: “No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão”.
Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno.
Há um ar frio e todos vocês sabem o que isso significa — é hora da temporada de gripes e resfriados, quando parece que todo mundo que você conhece está de repente espirrando, fungando ou pior. É quase como se aqueles incômodos germes de resfriado e gripe surgissem com a primeira rajada do inverno. No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão. Então, por que as pessoas pegam mais resfriados, gripes e agora Covid-19 quando está frio lá fora?
No que chamaram de “avanço”, os cientistas descobriram a razão biológica pela qual temos mais doenças respiratórias no inverno — o próprio ar frio prejudica a resposta imunológica que ocorre no nariz. “Esta é a primeira vez que temos uma explicação biológica e molecular sobre um fator de nossa resposta imune inata que parece ser limitada por temperaturas mais frias”, disse a rinologista Zara Patel, professora de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço em Stanford. Ela não estava envolvida no novo estudo. Na verdade, reduzir a temperatura dentro do nariz em apenas 5ºC mata quase 50% dos bilhões de células e vírus úteis no combate a bactérias nas narinas, de acordo com o estudo de 2022 publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.
“O ar frio está associado ao aumento da infecção viral porque você basicamente perde metade de sua imunidade apenas por essa pequena queda na temperatura”, disse o autor do estudo, Benjamin Bleier, diretor de pesquisa transnacional em otorrinolaringologia do Massachusetts Eye and Ear e professor associado em Harvard Medical School, em Boston.
“É importante recordar que se trata de estudos in vitro, o que significa que, embora se esteja utilizando tecido humano no laboratório para estudar esta resposta imunitária, não se trata de um estudo realizado dentro do nariz de alguém”, afirmou Patel por e-mail. “Muitas vezes, os resultados dos estudos in vitro são confirmados in vivo, mas nem sempre”.
O que isso afeta a sua capacidade de combater resfriados, gripes e Covid-19? Ele reduz pela metade a capacidade do sistema imunológico de combater infecções respiratórias, disse Bleier.
Acontece que a pandemia nos deu exatamente o que precisávamos para ajudar a combater o ar frio e manter a nossa imunidade elevada, disse Bleier. “As máscaras não apenas protegem você da inalação direta de vírus, mas também é como usar um suéter no nariz”, disse ele. Patel concordou: “Quanto mais quente você conseguir manter o ambiente intranasal, melhor esse mecanismo de defesa imunológica inata será capaz de funcionar. Talvez mais um motivo para usar máscaras!”
No futuro, Bleier espera ver o desenvolvimento de medicamentos tópicos nasais que se baseiem nesta revelação científica. Esses novos produtos farmacêuticos “essencialmente enganarão o nariz, fazendo-o pensar que acabou de ver um vírus”, disse ele. “Ao ter essa exposição, você terá todas essas vespas extras voando em suas mucosas protegendo você”, acrescentou.
Fonte: Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno | CNN Brasil
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
O texto Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra pertence ao gênero
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
No texto, são antônimos os termos
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
No quarto parágrafo do texto (linha 16), a palavra contudo